20 março 2015

FENG SHUI

FENG SHUI



INTRODUÇÃO AO FENG SHUI

O Feng Shui é a antiga arte chinesa de criar ambientes harmoniosos.
Originou-se há cerca de 5.000 anos, nas planícies agrícolas da China Antiga. Seu desenvolvimento vem sendo desde então, aumentado e evoluído, chegando aos dias de hoje, como uma disciplina capaz de nos oferecer um sistema completo, nos ligando intimamente à natureza e ao Cósmico. Seus diagnósticos e resoluções são capazes de resolver quase todos os problemas envolvendo uma casa e as pessoas que moram nela. São adaptados ao moderno estilo de vida, nos levando a entender e compreender uma sabedoria muito profunda que nos ensina a "viver em harmonia com a natureza". Em outras palavras, o Feng Shui é uma antiga arte chinesa que visa a harmonizar os ambientes em que as pessoas vivem e trabalham, conseguindo-se assim, uma vida mais feliz e cheia de Bênçãos Cósmicas. Suas leis e princípios foram desenvolvidos através dos séculos e transmitidas oralmente de Mestre para discípulo.

2- FILOSOFIA

É uma antiga ciência chinesa que visa a localização de diferentes tipos de energia em um local. A palavra ciência, aqui, não tem e nem pretende ter a conotação da ciência moderna. Quando dizemos ciência, significa um sistema no qual os princípios e regras foram baseados em observações e dados estatísticos ao longo dos anos.
A tradução literal do termo Feng Shui é Vento-Água. Mas significa muito mais que isso. Os chineses dizem que essa arte é como o vento que não se pode entender, e como a água, que não se pode agarrar. E também é o vento que traz a água das chuvas para nutrir tudo o que está embaixo.
A prática do Feng Shui combina intuição, magia, design interior, bom senso e habilidade artística. Também é considerada uma visão universal que abraça céu, terra, pessoas e energia. Todos esses elementos estão conectados pelo Chi - a força de vida cósmica. Ao maximizar o Chi através do Feng Shui, você pode expandir e melhorar sua vida em todos os aspectos.
A filosofia chinesa favorece uma disposição para a vida em que tudo está interconectado e nada opera isoladamente.

3- HISTÓRICO

O Feng Shui tem três linhas com diferentes aplicações: a escola da Forma, da Bússola e a do Chapéu Negro. A última é uma das mais populares, por ser de fácil aplicação e é a mais usada da China.
A escola da Forma é a mais antiga e detalhista. Leva em conta o relevo da paisagem, o formato dos móveis e dos objetos.
A escola da Bússola analisa os setores favoráveis e desfavoráveis da casa, através dos pontos cardeais e do grupo energético (Leste e Oeste) das pessoas que moram no lugar. Utiliza uma bússola chamada Lo Pan, dificílima de usar. Essa bússola tem cerca de 64 campos de informação.
A primeira referência a este instrumento no Ocidente aparece em um documento de 1.190, europeu, chamado De Naturis Rerum.
No mundo ocidental, a forma mais utilizada do Feng Shui é a do Chapéu Negro. A escola foi criada há quase trinta anos pelo monge budista Lin Yun e é uma das poucas que pode ser aplicada pelo próprio morador, com a simples ajuda de um Baguá (pah kwa), dividido em oito áreas.



4- FUNDAMENTO

Suas teorias são baseadas no pensamento máximo chinês, o I Ching, juntamente com as leis do yin yang e cinco elementos - vitais em toda a cultura chinesa. Portanto, para se estudar mais profundamente o Feng Shui, deve-se ter em mente, que um estudo aprimorado e profundo dos 64 hexagramas do I Ching se faz necessário, e também as leis do yin yang, os opostos complementares e os cinco elementos e seus relacionamentos. Toda esse estudo visa o entendimento do modo chinês de ver e entender o mundo e o universo, com seus eternos ciclos de mudança. Lembre-se: "Mudança é a Lei da Vida".

5- EVOLUÇÃO

Tudo na natureza muda e nada é estável, lembrando o símbolo que representa o yin e yang. Seu eterno processo de mudança, de mutação, mostra ao homem que toda a natureza, ou seja, o universo inteiro, sempre muda e evolui, nunca fica estagnado e parado no tempo. Assim, devemos agir desta mesma maneira em relação às nossas vidas.
Negligenciar que as coisas se transformam, é fechar os olhos para eventos que sentimos durante toda a nossa vida.
É importante salientar uma coisa: o fanatismo seja ele em qual nível que se aplique, nunca é benéfico, trazendo resultados que às vezes podem ser destrutivos e nos afastar do caminho da sabedoria. No Feng Shui isso é uma grande regra a se seguir. As pessoas têm uma tendência natural de considerar seja o Feng Shui ou qualquer outro sistema, como uma verdade absoluta, baseando toda a sua rotina nisso, e esquecendo que dentro de nossos relacionamentos, existem outros fatores de responsabilidades. Por isso, não devemos nos afastar da vida em sociedade, e sim, passar a considerar nossa vida e a das pessoas que nos cercam, como um todo em que tudo está relacionado.

6- MESTRES DE FENG SHUI

Os grandes Mestres de Feng Shui do passado praticavam, juntamente com essa arte, a Medicina Tradicional Chinesa e também o Chi Kun, o Tai Chi e o Nai Kun. Tais práticas sempre estiveram juntas, pois um médico chinês entende que se uma pessoa tem algum problema, isso foi gerado por alguma razão. Assim, ele vai até a casa do paciente olhar o que pode estar errado e o que pode ter gerado a desarmonia, conseguindo, assim, duas formas de diagnóstico e tratamento. Infelizmente, hoje em dia as coisas são diferentes, e poucas pessoas podem ser chamadas de Mestres de Feng Shui.

7- PAÍSES ONDE SE PRATICAM

Hoje em dia, o Feng Shui é praticado em todo o mundo.
Seu maior desenvolvimento acontece em Hong Kong, Malásia, Cingapura e Taiwan.
Embora sua origem seja chinesa, os próprios chineses perderam o conhecimento dessa arte, principalmente pelas consequências da Revolução Cultural. Os valores foram invertidos, e muito da cultura tradicional chinesa foi esquecida e deixada em segundo plano. Aliás, é interessante notar a inversão de valores do ocidente com o oriente. O ocidente procura o oriente, em suas práticas milenares como a acupunctura, as massagens, as lutas marciais, alimentação e modo de se vestir. E o oriente está cada vez mais se ocidentalizando, buscando valores diferentes dos de sua cultura e, podemos até dizer, valores principalmente baseados no materialismo.
Atualmente, além das "capitais" do Feng Shui, a Europa, os Estados Unidos e o Brasil têm tido um grande desenvolvimento desta prática, embora nem sempre preservando a tradição verdadeira. Muitas pessoas e praticantes aderem ao Feng Shui após terem certas idéias formadas, sendo muito difícil andar por um novo caminho.



8- CONCEITOS ERRADOS

O Feng Shui não oferece cura para todos os problemas da humanidade.

Ele deve ser entendido como um dos vários sistemas existentes da filosofia chinesa, e não uma panacéia para todos os males. Ele não traz sucesso da noite para o dia, nem é uma mágica milagrosa. Mas se você aplicar seus conceitos cuidadosamente, ele fará sua vida mudar de rumo.

19 março 2015

As leis de Carma e Darma (Karma e Dharma)


Nesta lição aprenderemos sobre duas leis superiores, as leis de carma e darma, sendo muito importante entender como essas leis funcionam para que possamos saber o que fazer para conduzir nossas vidas com mais sabedoria.

Qualquer ato seja este bom ou mal, tem a sua conseqüência. Se praticarmos o bem a conseqüência será boa para nós, se temos uma má conduta as conseqüências serão ruins.
Não existe efeito sem causa e nem causa sem efeito.
E para julgar nossas ações existem seres de consciência totalmente desperta, que são os responsáveis para levar a cabo este trabalho.
Estes seres constituem o Tribunal da Justiça Divina, cuja função é pesar nossas boas e más ações e aplicar de forma justa a sentença, a conseqüência dos nossos atos.

O Tribunal da Justiça Divina.
Os tipos de Carma.
Os negócios do Carma.
Esse Tribunal é formado pelo regente Anúbis e seus 42 juízes.
Nas pirâmides do Egito foram encontradas várias ilustrações do Tribunal da Justiça Divina.
Nestas ilustrações o regente Anúbis é representado por um homem com a cabeça de chacal e os 42 juízes são simbolizados por diversos animais. Anúbis, na tradição egípcia, é o juiz que pesa o coração dos mortos e aplica a pena correspondente.

A Lei Divina tem como base a justiça e a misericórdia. A justiça sem misericórdia é tirania. A misericórdia sem justiça é tolerância, complacência com o erro.
Se ao pesar nossas ações em uma balança, o prato das boas ações estiver mais pesado o resultado será um Darma, que é uma recompensa pelas boas obras que fazemos.
O Darma (do sânscrito Dharma) significa também realidade ou ainda virtude.
Se ocorrer o contrário, se o prato das más ações estiver mais pesado, o resultado será um Carma para nós, ou seja, sofrimento, dor, adversidades, etc.
A palavra de origem sânscrita Karma significa ação. Podemos entendê-la como lei de ação e conseqüência.

Existem vários tipos de Carma:

Individual: quando é aplicado especificamente a uma pessoa. Por exemplo, no caso de uma doença.
É importante ressaltar que nem todo sofrimento ou acontecimento ruim é cármico, pois devido a nossa inconsciência podemos causar diretamente nosso próprio sofrimento. Ex: uma pessoa que atravessa uma rua sem a devida atenção e é atropelada.

Familiar: quando é aplicado de tal forma que afeta toda uma família. Por exemplo, no caso de se ter um membro da família que é viciado em drogas. Isto traz sofrimento para todos ao redor.

Regional: quando é aplicado em determinada região. Temos como exemplo as secas, enchentes ou outras adversidades climáticas que ocorrem em determinados lugares e regiões.

Nacional: é uma ampliação do carma regional. Temos o exemplo de países que são assolados pela guerra, ditaduras, misérias, desastres naturais, etc.

Mundial: quando é aplicado a toda humanidade. Temos o exemplo das guerras mundiais e, atualmente, vemos a imensa degradação e a progressiva escassez dos recursos naturais, iminência de guerra nuclear, grandes desastres naturais, ameaças de epidemias, etc.

Neste momento não poderíamos deixar de alertar que estão ocorrendo grandes transformações em nosso mundo devido ao carma mundial que está em progresso.
Por isso é urgente que se pratique a morte psicológica, que se elimine o máximo possível dos defeitos psicológicos, que é o que nos torna desumanos, para não sucumbir juntamente com toda a humanidade ante o carma mundial.

Katância: é o carma mais rigoroso, que é aplicado aos Mestres, que apesar de suas inúmeras perfeições, podem cometer erros e ser penalizados.

Kamaduro: é o carma aplicado a erros graves, assassinatos, emboscadas, torturas, etc. Esse tipo de carma não é negociável e quando é aplicado vai inevitavelmente até as suas consequências finais.

Karmasaya: esse carma também não é negociável e é aplicado quando a pessoa comete adultério.
Nas escrituras sagradas está escrito que “todo pecado será perdoado, menos os pecados contra o Espírito Santo”, e esse pecado é o adultério. Mas o que é considerado adultério perante a Justiça Divina?

Perante a Lei Divina quando duas pessoas se unem sexualmente elas estão casadas nos mundos internos (independente de serem casadas pelas leis físicas).
Portanto se a pessoa tem mais de um/uma parceiro sexual em um determinado espaço de tempo (menos de um ano), essa pessoa comete adultério e lança Carma sobre suas costas.

Mais ainda, quando duas pessoas se unem sexualmente, por estarem internamente casadas, seus Carmas se somam e tornam-se comum às duas pessoas.
E se uma dessas duas pessoas tiver outra relação sexual com uma terceira pessoa, essa última terá o Carma das três pessoas.
Sabendo disso podemos então fazer uma idéia de como é grave a situação cármica de toda a humanidade.

Como foi dito acima as bases da Lei Divina são a justiça e a misericórdia. Isso significa que, por mais duro que seja nosso carma, podemos pagá-lo com boas obras e então não necessitaremos sofrer.

“Faze boas obras para que pagues tuas dívidas. Ao leão da lei se combate com a balança.”

“Quem tem com que pagar, paga e sai bem em seus negócios; quem não tem com que pagar, pagará com dor.” 

Se no prato da balança cósmica colocamos as boas obras e no outro as más, é evidente que o Carma dependerá de qual prato estará mais pesado. Todos somos grandes devedores, seja devido aos nossos atos nessa existência ou em outras passadas.
Por isso é urgente que mudemos nossa conduta diária.

Ao invés de protestarmos por estarmos em dificuldades, devemos sim procurar ajudar aos demais.
Ao invés de protestarmos por estarmos doentes, devemos dar medicamentos aos que não podem comprá-los, levar ao médico os que não podem ir, etc.
Ao invés de reclamarmos das pessoas que nos caluniam, devemos aprender a ver o ponto de visto alheio e abandonar de uma vez a calúnia, as intrigas, as reclamações, etc.

Nosso carma pode ser perdoado se eliminarmos a causa de nossos erros, de nossa ira, de nossa inveja, de nosso orgulho, etc.
A causa de nossos erros e, por conseguinte, de nosso sofrimento é o ego, nosso defeitos psicológicos..
O mundo seria um paraíso se as pessoas eliminassem de si mesma essas abominações inumanas.
Não é possível ter uma conduta reta se somos manipulados pelos defeitos psicológicos.

Conforme vamos eliminando nossos próprios defeitos o carma referente a tal ou qual defeito vai sendo perdoado. Isto é a misericórdia.

Nunca devemos protestar contra nossa situação cármica, pois isso só vem a agravá-la.
O Carma é um remédio que nos aplicam para que vejamos nossos maiores defeitos e que normalmente são a causa de nosso sofrimento.
Andressa Rodrigues

18 março 2015

MABON, O SABBAT WICCANO DA SEGUNDA COLHEITA

MABON, O SABBAT WICCANO DA SEGUNDA COLHEITA


Primeiramente, antes de falarmos especificamente sobre o Mabon, temos que entender perfeitamente o que são os sabbats e a Roda do Ano Wicca.
Os principais rituais Wiccanos são os Sabbats que celebram as mudanças das estações do ano e o percurso do Deus, simbolizado pelo Sol, através dos ciclos sazonais.
O Wiccano vê o ano como uma grande roda sem começo nem fim e por isso os oito sabbats são chamados conjuntamente de Roda do Ano. Eles possuem grande significado para os wiccanos e é uma das chaves principais para o entendimento da religião.
A Wicca vê uma relação profunda entre o ser humano e o ambiente onde ele vive. Acreditamos que a natureza é a própria manifestação da Deusa e dessa forma são celebradas as mudanças das estações.
A Roda do Ano é vista como um ciclo ininterrupto de vida, morte e renascimento. Assim, reflete a passagem das estações do ano, bem como as mudanças interiores e exteriores provocadas por elas e a nossa própria ligação com o mundo.
Para o wiccano, tudo que vive e respira é divino e celebrando a vida através das mudanças de estações estabelecemos contato com o mundo dos Deuses, atraindo as energias do mundo natural para dentro de nós, alcançando assim a unidade  com o mundo divino.
Um Bruxo procura sempre se conectar com a natureza em todas as suas manifestações, não só observando, mas também sentindo o fluxo dela em nós e as mudanças provocadas na vida cotidiana através dela. Os Mistérios da Deusa e do Deus e seus diferentes aspectos estão contidos em cada estação. A Roda do Ano simboliza a história ancestral da Deusa e o ciclo de morte e renascimento do Deus.
Existe muito simbolismo na Roda do Ano e ao entendê-la, assimilá-la e integrá-la ao nosso modo de vida estaremos compreendendo a essência da religião Wicca.
A Roda do Ano representa a forma como vemos o universo, celebramos os ciclos da natureza e entendemos seus reflexos em nossa vida.
Sempre girando, estes ciclos internos e externos irão retornar à sua fonte primordial de energia, ao início e começarão  e terminarão muitas vezes mostrando que depois da morte sempre há o renascimento. Isto é refletido no cair das folhas e florescer das flores; no germinar das sementes e colheita dos grãos semeados, consumidos e replantados; no apogeu e declínio do Sol.
Atualmente, com os avanços científicos e tecnológicos pode ser difícil  compreender como uma religião de civilizações agrárias antigas pode fazer sentido nos tempos modernos e o que ela pode nos oferecer.
Para responder a esta questão basta olhar ao nosso redor. Se fizermos  isso acuradamente, perceberemos que independentemente de nossa vontade as estações continuam mudando e que a força da natureza é infinitamente maior do que todos os avanços alcançados pelo homem moderno, e que nós precisamos  da natureza mas que ela  não precisa de nós.
Conhecendo o que acontece no mundo e ao nosso redor, alcançaremos um grande entendimento de onde viemos, aonde chegamos e as possibilidades que nos aguardam.
A Roda do Ano nos mostra que o Universo reflete o ciclo da mudança sempre em constância.

A Roda do Ano Wicca possui dois significados:
Roda de Celebração da Natureza: Os Wiccanos se reúnem nos dias de Sabbats para celebrar a Deusa, o Deus e as bênçãos que eles concedem à Terra através das mudanças de estações.
Roda da Iniciação: Expressando os ensinamentos dos Antigos através das estações, pois os Deuses e a Natureza são um só.
A Roda do Ano é dividida em 4 Sabbats maiores chamados Samhain, Imbolc, Beltane e Lammas que celebram o ciclo agrícola da Terra, marcando a semeadura, o plantio e a colheita, cujo nome e origem são Celtas. E 4 menores nomeados de Yule, Ostara, Litha e Mabon, que marcam os Equinócios e Solstícios e a trajetória do Sol pelo céu.
É importante ter em mente que os dias de comemoração dos Sabbats variam de acordo com o hemisfério, pois quando no Hemisfério Norte é verão, aqui no Hemisfério Sul é inverno. É importante ter em mente que os Sabbats são celebrações de uma época do ano e não de uma data.
Para melhor entendimento das comemorações dos Sabbatts, segue breve relato em forma de história que ilustra perfeitamente a sequência de comemorações solares.

Sempre buscando a Grande Deusa , o apaixonado Deus Cornífero muda de forma e rosto a cada Estação. E desta eterna  busca surge a Roda do Ano.

Em Samhain, o Festival do retorno da morte, os portões dos mundos se abrem e a Deusa transforma-se na velha sábia, a Senhora do Caldeirão e o Deus é o Rei da Morte que guia as almas perdidas através dos dias escuros de inverno.

Em Yule, a escuridão reina como se estivéssemos no caldeirão da Deusa. Assim, o Rei das Sombras, transforma-se na Criança da Promessa, o Filho do Sol, que deverá nascer para restaurar a natureza.

Em Imbolc a luz cresce. O Deus nascido em Yule se manifesta com todo o seu vigor e a Criança da Promessa cresce com toda a vitalidade e é festejada. Assim, os dias tornam-se visivelmente mais longos e renova-se a esperança.

Em Ostara luz e sombra são equilibradas. A luz da vida se eleva e o Deus quebra as correntes  do Inverno. A Deusa é a virgem e o Deus renascido é jovem e vigoroso. O Amor sagrado da Deusa e do Deus traz a promessa do crescimento e da fertilidade.

Em Beltane, a Deusa se transforma em um lindo Cervo Branco e o jovem Deus é o caçador Astado. Ao ser perseguido pela floresta, o Cervo Branco se transforma em uma linda mulher. E assim eles se unem e a sua paixão sustenta o mundo e toda a vida.

Chega então Litha. A Deusa é a Rainha do verão e o Deus um homem de extrema força e virilidade. O sol começa a minguar e o Deus começa a caminhar rumo ao país de verão. A Deusa é pura satisfação e demonstra isso através das folhas verdes e das lindas flores do verão.

Em Lammas a Deusa dá a luz e o Deus prepara-se para morrer em amor à ela. A Deusa precisa de sua energia, de sua vida para que a vida possa crescer e prosseguir. O Deus se sacrificará para que os filhos da Deusa sejam nutridos. Mas através do grão, ele renasce. No ápice de sua abundância ele retorna através dela.

Em Mabon as luzes e as trevas se equilibram novamente. Porém, o Sol começa a minguar mais rapidamente e o Deus torna-se então o Ancião, o Senhor das Sombras, cruzando os portais da morte.

Chega novamente Samhain e então o ciclo recomeça e tudo retorna à Deusa.
Assim sempre foi e assim sempre será!

O QUE COMEMORA-SE NO MABON....


 Mabon é celebrado no Equinócio de Outono que ocorre por volta de 20 de Março no Hemisfério Sul e por volta de 20 de Setembro no Hemisfério Norte. Mabon é  o equinócio de Outono e marca o festival da segunda colheita.
Agora o Sol caminha mais rapidamente em direção ao inverno e o plantio feito em Ostara chega à sua colheita final iniciada em Lammas. É hora de agradecer pela abundância, fartura e também reconhecer o equilíbrio da vida, pois nos equinócios o dia e a noite possuem o mesmo tempo de duração.
Era o momento onde os povos antigos começavam a estocar seus alimentos e armazenar os grãos para que houvesse comida suficiente durante o período de inverno.
Mabon é o Festival de Ação de Graças Pagã, onde lembram-se as conquistas alcançadas. Por isso, uma das tradições deste Sabbat é colocar um cálice com vinho ao meio da mesa do almoço ou jantar e deixá-lo passar de mão em mão enquanto cada pessoa presente faz seus agradecimentos e desejos de felicidade.
Mabon é o tempo do equilíbrio, gratidão, agradecimento, e tempo de meditar sobre a escolha de nossos projetos e agradecer tudo que tivemos no ano que passou. A morte do Deus está por vir pois ele doou todos os seus poderes aos humanos através da colheita.
Este Sabbat é particularmente a celebração da vinha e está associado com as maças como símbolo de vida renovada. Neste dia sagrado tradicionalmente se celebra o vinho e colhe-se uma maça colocando-a no altar em homenagem ao Povo das Fadas. Isto é um altar simbólico de gratidão pela colheita da vida e desejo de viver em comunhão com tudo.
E este é o Festival em que devemos pedir pelos que estão doentes e pelas pessoas mais velhas, que precisam de nossa ajuda e CONFORTO . Também é nesse festival que homenageamos as nossas Antepassadas Femininas, queimando papéis com seus nomes no Caldeirão e lhes dirigindo palavras de gratidão e bênçãos.
Muitas tradições wiccanas realizam um rito especial para a descida da deusa Perséfone ao Submundo, como parte da celebração do Equinócio do Outono. De acordo com o mito antigo, no dia do Equinócio de Outono, Hades (o deus grego do Submundo) encontrou-se com Perséfone, que colhia flores. Ficou tão encantado com sua beleza jovem que, instantaneamente, se apaixonou por ela, Agarrou-a, raptou-a e levou-a em sua carruagem para a escuridão do seu reino a fim de governar eternamente ao seu lado como sua imortal Rainha do Submundo. A deusa Deméter procurou, por todos os lugares, sua filha levada à força, e, não a encontrando, seu sofrimento foi tão intenso que as flores e as árvores murcharam e morreram. Os grandes deuses do Olimpo negociaram o retorno de Perséfone; porém, enquanto ela estava com Hades, foi enganada e comeu uma pequena semente de romã, tendo, então, que passar metade de cada ano com Hades no Submundo, por toda a eternidade.
Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat do Equinócio do Outono são os produtos do milho e do trigo, pães, nozes, vegetais, maçãs, raízes (cenouras, cebolas, batatas, etc.), cidra e romãs (para abençoar a jornada de Perséfone ao tenebroso reino do Submundo).

O RITUAL DE MABON



Instrumentos mágicos usuais
1 instrumento que represente um chifre de boi ou búfalo enfeitado com fitas de várias cores.
Moedas
Incensos de Mirra
Várias velas marrom, verde e amarelas
Cálice com água
Grãos de cereais em geral
Espigas de Milho
Caldeirão com uma vela preta apagada

Procedimento:
Espalhe as velas e os incensos por toda parte e acenda-os.
Coloque o chifre, as fitas, as moedas, as espigas de milho, o cálice e os grãos crus sobre o altar. O caldeirão com a vela apagada é colocado aos pés do altar.
Trace o Círculo Mágico e após traçá-lo diga:

“Luz e Escuridão são iguais, porém aqueles que conhecem a arte sabem que tudo tem seu próprio ritmo, pois aquilo que está embaixo é como aquilo que está encima. Tudo o que está embaixo deve subir e tudo o que está encima deve descer. É a lei da vida, é a eterna Roda do Ano e seus ciclos.”

Acenda a vela do Caldeirão e diga:

“A Roda do Ano segue imutável e incansavelmente o seu ritmo. Que a Senhora da abundância e fartura e o Senhor das Folhagens e das Colheitas possam nos abençoar.”

Após acender a vela do caldeirão erga o chifre acima do altar dizendo:

“ Que a sagrada cornucópia, símbolo da prosperidade e riqueza espalhe sua sagrada luz sobre nós e sobre nossos entes queridos. Que assim seja, e que assim se faça.”

Comece então a amarrar as fitas coloridas no chifre, mentalizando a concretização de seus desejos. Após atar todas as fitas ao chifre, comece a colocar dentro dele as moedas e os grãos mentalizando abundância, fartura, sucesso e prosperidade. Então diga:

“ Oh Grande Deusa, de onde provém toda vida, abençoada seja ti, Senhora da prosperidade e da fartura. Que o mistério da vida seja revelado, porém selado, e que seus frutos possam nos sustentar, através do mistério do renascimento presente em cada semente.”
Com o chifre erguido aos céus, em sinal de apresentação, comece a andar pelo Círculo no sentido horário até completar 3 voltas. Tenha em mente que é por causa do renascimento das sementes que você e todos os seres da Terra serão nutridos e assim poderão continuar sua caminhada rumo à evolução. Coloque o chifre sobre o altar. Pegue o cálice, erga-o aos céus e diga:

“Que através do poder da água, todos os frutos da Terra possam ser fertilizados.
Oh, Senhor da Colheita, das Folhagens e da Fartura e Senhora da Abundância e Prosperidade é a vós e por vós que é feita esta libação.”

Tome um pequeno gole da água e depois derrame sobre o chão. Recoloque o cálice sobre o altar.
Destrace o Círculo Mágico, agradecendo o auxílio dos Deuses.


Coloque o chifre sobre a porta de entrada de sua casa. No Sabbat do Equinócio de Outono do ano seguinte troque os grãos enterrando  os velhos.



Grasi Marchioro