06 maio 2015

Reencarnação no seio familiar

Reencarnação no seio familiar


Os Laços de Família são Fortalecidos pela Reencarnação e Rompidos pela Unicidade da Existência
Os laços de família não são destruídos pela reencarnação, como pensam certas pessoas. Pelo contrário, são fortalecidos e reapertados. O princípio oposto é que os destrói.
O Evangelho Segundo o Espiritismo “ Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo”.
A idéia da unicidade da existência pode ser analisada sob o ponto de vista do materialismo, que considera a vida orgânica e a inteligente como conseqüências da matéria, do funcionamento dos órgãos do corpo físico.
 Assim, a vida surge com o corpo e desaparece quando ele morre.
Tantos bilhões e bilhões de anos gastou a natureza para o homem ser , hoje o que é , desenvolvendo-se, estudando, aprendendo, trabalhando, sonhando, amando, sendo amado, sofrendo, reproduzindo-se, criando, descobrindo coisas... e desaparecer para sempre?! Essa idéia parece-me ilógica e irracional, mesmo excluindo-se a idéia de um Ser Supremo, causa de tudo.
A unicidade da vida também ser analisada sob o ponto de vista espiritualista, que considera a alma criada por Deus, juntamente com o corpo, não tendo antes disso nenhuma ligação entre ambos e entre familiares. Assim, pais e filhos, irmãos, avós e netos e outros vão se conhecer a partir do nascimento do bebê. Estão ligados pelos laços corporais, pelas leis da hereditariedade, sem nenhuma ligação espiritual, afetiva, que só a partir da constatação da gravidez para alguns ou do nascimento para outros, começa a existir.
As facilidades e/ou as dificuldades de relacionamento entre pais e filhos e entre irmãos são sempre relacionadas com as qualificações herdadas dos pais e/ou dos antepassados. Pode levar o homem a não sentir-se responsável por si e suas ações : "- Nasci assim." "Meu pai era assim."
Em contrapartida, a idéia das vidas sucessivas, antepassados e descendentes podem ter se relacionado antes, ter vividos juntos, amando-se ou não, mas, de modo geral, não estão iniciando relacionamento, apenas continuando o desenvolvimento de cada um, na convivência em conjunto. E assim continuarão, encontrando-se sempre para " estreitar os laços de simpatia". 
A unicidade das existências pode romper os laços de família, porque o destino de cada um já está determinado após uma única existência. Cada membro, na dependência de ter vivido bem ou não, do seu arrependimento ou não, já terá seu destino definido e assim, pais e filhos, maridos e mulheres, irmãos podem nunca mais se encontrarem. Talvez, por isso, pela incerteza do reencontro, a morte de entes queridos é sempre tão dolorosa, tão desesperadora para a grande maioria dos homens.
Graças a Deus, à Sua sabedoria, à Sua justiça e ao Seu Amor, existe a lei da reencarnação para todos e, cada vez mais, sua aceitação se expande com mais rapidez, levando às pessoas a certeza de que se retorna à Terra tantas vezes quantas forem necessárias para o desenvolvimento e burilamento espiritual, de cada um. Somente assim, estão as pessoas queridas sempre se reencontrando, aqui ou no além, porque, conservando sua individualidade, os Espíritos sentem-se atraídos pelos que lhe são ligados por laços espirituais.



 "Com a reencarnação e o progresso que lhe é conseqüente, todos os que se amam se encontram na Terra e no espaço, e juntos gravitam para Deus."
 Mas, nem todos que se amam caminham juntos na sua evolução. E os amados que fracassam, que não acompanham seus amores?
 Os que amam jamais abandonam seus entes queridos, "retardam seu adiantamento e a sua felicidade" e os auxiliam, muitas vezes até reencarnando junto, para melhor ampará-los.

 "Com a reencarnação, enfim, há perpétua solidariedade entre os encarnados e os desencarnados, do que resulta o estreitamento dos laços de afeição."

 Kardec termina essas considerações, apresentando quatro alternativas existentes na Terra para o futuro do homem no além, após a morte do corpo:

1 : o nada, segundo a doutrina materialista; 
2 : a absorção no todo universal, segundo a doutrina panteísta; 
3 : a conservação da individualidade com fixação definitiva da sorte, segundo a doutrina católica e protestante; 
4 : a conservação da individualidade, com o progresso infinito, segundo a doutrina espírita.

De acordo com as duas primeiras, os laços de família são rompidos pela morte.Com a terceira, somente poderão se reencontrar os membros da família que estiverem no mesmo lugar, de acordo com seu merecimento em uma só existência. 

Com a pluralidade das existências, a progressão se fazendo de forma gradual, há sempre a certeza dos reencontros, da continuidade das relações entre os que se amam e é nesse relacionamento amoroso que se constitui a verdadeira família.( para melhor entendimento, ver no livro que estamos estudando, capítulo XIV: Parentesco corporal e espiritual)
Os Espíritos formam, no espaço, grupos ou famílias, unidos pela afeição, pela simpatia e a semelhança de inclinações. Esses Espíritos, felizes de estarem juntos, procuram-se. A encarnação só os separa momentaneamente, pois que, uma vez retornando a erraticidade, eles se reencontram, como amigos na volta de uma viagem. Muitas vezes eles seguem juntos na encarnação, reunindo-se numa mesma família ou num mesmo círculo, e trabalham juntos para o seu progresso comum. Se uns estão encarnados e outros não, continuarão unidos pelo pensamento. Os que estão livres velam pelos que estão cativos, os mais adiantados procurando fazer progredir os retardatários. Após cada existência terão dado mais um passo na senda da perfeição.
 Cada vez menos apegados à matéria, seu afeto é mais vivo, por isso mesmo que mais purificado, não perturbado pelo egoísmo nem obscurecido pelas paixões. Assim, eles poderiam percorrer um número ilimitado de existências corporais, sem que nenhum acidente perturbe sua afeição comum.
Estenda-se bem que se trata aqui da verdadeira afeição espiritual, de alma para alma, a única que sobrevive à destruição do corpo, pois os seres que se unem na Terra apenas pelos sentidos, não têm nenhum motivo para se preocuparem no mundo dos Espíritos. Só são duráveis as afeições espirituais. As afeições carnais extinguem-se com a causa que as provocou; ora, essa causa deixa de existir no mundo dos Espíritos, enquanto a alma sempre existe. Quanto às pessoas que se unem somente por interesse, nada são realmente uma para outra: a morte as separa na Terra e no Céu.A união e a afeição entre parentes indicam a simpatia anterior que as aproximou. Por isso, diz-se de uma pessoa cujo caráter, cujos gostos e inclinações nada têm de comum com os dos parentes, que ela não pertence à família. Dizendo isso, enuncia-se uma verdade maior do que se pensa. Deus permite essas encarnações de Espíritos antipáticos ou estranhos nas famílias, com a dupla finalidade de servirem de provas para uns e de meio de progresso para outros. Os maus, se melhoram pouco a pouco, ao contacto dos bons e pelas atenções que deles recebem, seu caráter se abranda, seus costumes se depuram, as antipatias desaparecem. É assim que se produz a fusão das diversas categorias de Espíritos, como se faz na Terra entre a raças e os povos.O medo do aumento indefinido da parentela, em conseqüência da reencarnação, é um medo egoísta, provando que não se possui uma capacidade de amor suficientemente ampla, para abranger um grande número de pessoas. Um pai que tem numerosos filhos, por acaso os amaria menos do que se tivesse apenas um? Mas que os egoístas se tranqüilizem, pois esse medo não tem fundamento. Do fato de ter um homem dez encarnações, não se segue que tenha de encontrar no mundo dos Espíritos dez mães, dez esposas e um número proporcional de filhos e de novos parentes. Ele sempre encontrará os mesmos que foram objetos de sua afeição,que lhe estiveram ligados na Terra por diversas maneiras, e talvez pelas mesmas maneiras.
Quanto ao futuro, segundo os dogmas fundamentais que decorrem do princípio anti-reencarnacionista, a sorte das almas está irrevogavelmente fixada após uma única existência. Essa fixação definitiva da sorte implica a negação de todo o progresso, pois se há algum progresso, não pode haver fixação definitiva da sorte. Segundo tenham elas bem ou mal vivido,vão imediatamente para a morada dos bem-aventurados ou para o inferno eterno. Ficam assim imediatamente separadas para sempre, sem esperanças de jamais se reunirem, de tal maneira que pais, mães e filhos, maridos e esposas, irmãos e amigos, não têm nunca a certeza de se reverem: é a mais absoluta ruptura dos laços de família.
Com a reencarnação, e o progresso que lhe é conseqüente, todos os que se amam se encontram na terra e no espaço, e juntos gravitam para Deus. Se há os que fracassam no caminho, retardam o seu adiantamento e a sua felicidade. Mas nem por isso as esperanças estão perdidas. Ajudados, encorajados e amparados pelos que os amam, sairão um dia do atoleiro em que caíram. Com a reencarnação, enfim, há perpétua solidariedade entre os encarnados e os desencarnados, do que resulta o estreitamento dos laços de afeição.

 Em resumo, quatro alternativas se apresentam ao homem, para o seu futuro de além-túmulo:
 1º) o nada, segundo a doutrina materialista;
 2º) a absorção no todo universal, segundo a doutrina panteísta;
 3º) a conservação da individualidade, com fixação definitiva da sorte, segundo a doutrina da Igreja;
 4º) a conservação da individualidade, com o progresso infinito, segundo a doutrina espírita. De acordo com as duas primeiras, os laços de família são rompidos pela morte, e não há nenhuma esperança de se reencontrarem; com a terceira, há possibilidade de se reverem, contanto que esteja no mesmo meio, podendo esse meio ser o inferno ou o paraíso; com a pluralidade das existências, que é inseparável do progresso gradual, existe a certeza da continuidade das relações entre os que se amam, e é isso o que constitui a verdadeira família
Daquilo que tenho estudado e ouvido em palestras, não há uma fórmula mágica para compreender, porque não há dois casos iguais. No entanto, pode-se enquadrar certas situações genéricas para tentar compreender melhor.
Normalmente depende muito do que os espíritos fizeram e como se endividaram. Dois espíritos nessa situação leva-me a pensar de que a que encarnou agora como mãe poderá ter agora de dar mais amor ao outro, um amor incondicional que é o de mãe. Pode ser que se tenha aproveitado do amor do companheiro por egoísmo ou vaidade por exemplo.
Mas há outras possibilidades, pode ser que o maior erro tenha sido do que encarna agora como filho, e a mãe, mais evoluída vá agora se comprometer a dar uma educação ao filho que lhe irá permitir ao outro ser menos materialista e egoísta.
Não saberemos qual será a situação específica, e normalmente a espiritualidade não nos deixa saber o motivo, de forma a que não estragasse a possibilidade de evoluirmos, no entanto podemos sempre ter algumas ideias que nos façam melhor compreender... eu pessoalmente acho que a 1ª hipótese é "mais provável" neste caso tudo de bom e prossiga os estudos. Somo sujeitos a muitas provas e quanto mais o estudo, maior o esclarecimento e menos sofreremos, porque sabemos que nada é por acaso reencarnação na mesma família ocorre por simpatia ou resgates de dívidas do passado, como uma reconciliação entre inimigos por exemplo, mas podem existir outros possíveis motivos, pois cada caso é um caso.
Na simpatia, determinados Espíritos simpáticos podem reencarnar na mesma família pelo afeto que consolidaram em outras existências, e assim podem evoluir juntos.
Nos resgates do passado, dois Espíritos que tinham inimizades familiares em outras existências podem reencarnar na mesma família novamente, como mãe e filho ou pai e filho, para assim ocorrer a reconciliação entre ambos. Isso explica a razão de muitos filhos não gostarem de seus pais, sendo violentos para com eles desde criança, ou vice-versa, onde a mãe não sente afeto por aquele filho que acabou de vir ao mundo material, gerando assim vários conflitos entre eles, é algo que não sabem a origem, simplesmente não se gostam. A causa está em existências passadas.
Tudo isso demonstra a eterna sabedoria e justiça de Deus em ação. Onde somente através das reencarnações para um ódio se transformar em amor.

A Adoção

Um dos medos mais comuns das famílias adotantes é de que o filho adotivo venha a se tornar um marginalizado pois que já teve a rejeição materna e pode ser revoltado, e então, um marginal. Esse raciocínio se opera, primeiro devido ao preconceito de atribuir à criança uma herança de má índole, segundo porque se desconhece a Lei da Reencarnação. Ora, um filho biológico pode ser um espírito que reencarnou para resgate naquela família, causando-lhe muitos problemas; ao passo que, o filho adotivo, poderá ser um espírito afim, que vem para trazer felicidade. Ou vice-versa.
Desta forma, ter um filho adotivo ou biológico sempre será para a família um meio de ressarcir débitos pretéritos, direta ou indiretamente, e sejam esses débitos dela (família) ou dele (filho).
Jamais teremos nossas consciências em paz, enquanto houverem as injustiças sociais, os preconceitos, as negações afetivas adotar um filho, um amigo, um pai, uma mãe devem ser tarefas diárias para quem quer conquistar a sua própria evolução espiritual. Mas a adoção deve ser de coração, pois esse é laço indestrutível, permanente.

"Nossos filhos não são nossos filhos, são antes, irmãos.

Os corpos que têm são filhos dos nossos corpos, nada mais.

Os chamados filhos adotivos são os filhos do coração, estão unidos à nos por indestrutíveis laços espirituais.

Somos todos filhos uns dos outros."

 A reencarnação é um programa de Deus em favor de nossa evolução. A carne é um escoadouro de impurezas espirituais. A jornada terrestre é oportuno curso de aperfeiçoamento moral. Planejamento implica em compromisso, algo que somente espíritos amadurecidos têm condições para assumir e cumprir, o que é incomum.
Ocorrem com frequência, particularmente aqueles que obedecem exclusivamente à atração sexual ou ao interesse pecuniário.
Nenhum dos motivos das brigas citados acima justificam por que isso acontece com TODOS os irmãos. A única explicação lógica, além daquela que todos já conhecem que os irmão brigam porque se amam, ou porque passam a maior parte do tempo juntos, é a explicação espírita.  
Segundo a crença do espiritismo, essa discordância vem de outras vidas: os nossos irmãos eram nossos inimigos em outra encarnação, e agora foram colocados próximos de nós para resolvermos as pendências passadas, assim aperfeiçoaremos nossos espíritos, aprendendo mais uma lição. Para os espíritas, nós reencarnamos várias vezes e de várias maneiras, como pessoas ricas, mendigos, pessoas com doenças mentais etc. E o fato de nossos irmãos, nessa encarnação, terem sido nossos inimigos na encarnação passada nos ajuda a aprender a conviver com eles e adquirir o conhecimento que, segundo os espíritas, vai se acumulando na nossa alma como experiências de vida e que nos ajudarão a nos elevar para um plano superior.
É fácil acreditar que nossos irmãos tenham sido nossos inimigos: nós não aguentamos ficar perto deles sem brigar. Seria mesmo muito difícil de conviver com nossos inimigos, por isso é tão difícil a convivência com nossos irmãos. Mas os pais, em vez de tentar acabar com essas brigas, podem tomar algumas atitudes que podem evitá-las.

Normalmente, os pais ficam impotentes no meio das brigas dos filhos e acabam tomando partido de um, o que faz com que o outro se sinta injustiçado e fique com mais raiva ainda do irmão. Para evitar isso, os pais devem tratar os filhos de uma maneira imparcial e justa, para que um filho não fique com ódio do outro. Já em relação a brigas por espaço, os pais devem definir o espaço de cada um dos filhos e respeitar esse limite imposto por eles mesmos sempre, sem abrir exceções.  
Há um outro motivo que faz com que os irmãos fiquem com muito ódio um do outro: as comparações feitas pelos pais. Os filhos não gostam que os pais os comparem com os irmãos a respeito de nada, quando os pais fazem isso, o filho comparado fica com raiva do irmão e arranja qualquer motivo para brigar com ele e descontar sua raiva. Portanto, os pais não devem ficar comparando os filhos entre eles ou mesmo entre os filhos dos outros. Já em relação às brigas por motivos banais não há não há muito o que se possa fazer, apenas separar os filhos para que a briga não se prolongue muito, mas não é possível evitá-la.

Mas não são todos os irmãos que brigam, sempre existem as exceções. Qual será o segredo da boa convivência deles? Será que eles dormem em quartos separados e quase nunca se vêem? Será que os pais são separados e cada um mora com um deles? Será que eles não eram inimigos em outra vida e só são irmãos nesta para ter companhia? Ou será que eles possuem mesmo o segredo da boa convivência? Isso vai continuar sendo um grande mistério.

Wal Oliveira

05 maio 2015

Egunitá, o Fogo Purificador

Egunitá, o Fogo Purificador


  
O Mistério de Egunitá
"Purificar é limpar desembaraços, é desimpregnar um ser, física e Espiritualmente. A Divindade cujo mistério é o Fogo e a Justiça Divina, que purificam os excessos emocionais dos seres desequilibrados, desvirtuados e viciados, é Mãe Egunitá. Os  vícios emocionais   tornam   os   seres   insensíveis   à  dor  alheia.  Os desequilíbrios mentais transformam os seres em tormentos para seus semelhantes. Mãe Egunitá é o Fogo Divino da purificação das ilusões humanas. É o fogo consumidor das paixões humanas, é o raio rubro, o braseiro que queima. As energias incandescentes e flamejantes tanto consomem os vícios quanto estimulam os sentimentos de justiça. O fogo é um elemento temido. Mãe Egunitá, no panteão hindu, era conhecida como a deusa Kali, divindade  evitada e temida por todos os que desconheciam seu mistério" (Mãe Lurdes de Campos Vieira).
Então dizemos o fogo de Egunitá "queima" as energias dos apaixonados, emocionados, fanatizados ou desequilibrados, reduzindo a chama interior de cada um (sua energia ígnea) a níveis baixíssimos, apatizando-os, paralisando-os e anulando seus vícios emocionais e desequilíbrios mentais, sufocando-os.
Mãe Egunitá nos traz uma face que faltava no estudo dos Orixás, como Divindade do Fogo Purificador e Renovador. Antes das informações trazidas por Pai Benedito de Aruanda, através da psicografia de Rubens Saraceni, não havia na Umbanda um estudo sobre um Orixá que representasse o Fogo da Purificação, o Fogo que destrói os desequilíbrios para trazer a renovação do ser. Esta renovação é justamente o aspecto característico da atuação de Mãe Egunitá e faz parte do seu culto, inclusive diferenciando-o de cultos anteriores, como veremos a seguir. Podemos dizer que o culto a esta orixá  vem da África, da cultura Nagô-yorubá. E nessa cultura não havia um Orixá que representasse a Mãe do Fogo. Falava-se numa “Iansã do Fogo” (Iansã-Egunitá ou Oyá-Egunitá) como uma Qualidade de Iansã, mas não se tratava de outro Orixá. Dentro dos Cultos de Nação, é muito antigo e de acesso restrito o culto de Iansã do Fogo, pois somente poderia ser praticado por uma menina virgem de 11 anos de idade, mediante oferenda específica, a qual exigia que se colhessem flores cortadas numa época determinada e dentro de alguns preceitos. Já na Umbanda o culto à Mãe Egunitá é bem diverso, dentro dos conceitos que Pai Benedito de Aruanda expôs. Primeiro, porque se trata de outro Orixá, de outra Divindade, não mais apenas de uma Qualidade de um Orixá já cultuado (no caso, Iansã). Depois, é preciso lembrar que essas Mães atuam de forma diferente: Iansã é movimentadora e direcionadora; enquanto Egunitá representa o Fogo Divino que consome os vícios e desequilíbrios, purificando e renovando os seres perante a Justiça e a Lei Divinas e lhes dando equilíbrio em todos os Sentidos da vida. Ou seja, “Iansã do Fogo” não é o Orixá Egunitá de que nos fala Pai Benedito de Aruanda. Pela mediunidade de Rubens Saraceni, Pai Benedito trouxe a informação de que no Astral se conhece uma Divindade Feminina do Fogo cujo nome sagrado não chegou ao nosso meio, mas que podemos chamá-la de Mãe Egunitá. Daí é que vieram o seu nome e o seu culto específico na Umbanda, como a Mãe do Mistério do Fogo.

Na Umbanda

Egunitá é associada ao Sol, ao planeta Júpiter e ao número 9. Egunitá é nossa amada Mãe da Purificação. Regente Cósmica do Fogo e da Justiça Divina, é o Fogo que purifica os sentimentos desvirtuados, é a consumidora dos vícios e desequilíbrios e das energias dos seres fanáticos, apaixonados e emocionalmente desequilibrados.

Na África, Ela aparece como uma das Qualidades de Iansã; mas é em Si uma Divindade de mesmo nível, é Orixá. Enfim, nem todos cultuam o Orixá Egunitá, mesmo na Umbanda. Muitos permanecem cultuando “Iansã do Fogo”. Haveria certo e errado, nessa questão? Definitivamente que não o importante é caminharmos no sentido de buscar um entendimento da vida e de nós mesmos, como algo que vai muito além da carne e dos sentidos físicos. Fazer isso de forma sincera, de todo o coração, e com amor pela nossa vida e pela Vida Maior. E sempre respeitando as crenças alheias. O importante é que os Orixás nos amam, nos conhecem e nos reconhecem como Seus filhos, independente do modo como nos dirigimos a Eles.

Atribuições
Quando oferendar: Para pedir ao Fogo Purificador que consuma energias negativas, vícios, excessos emocionais e cordões negativos que estejam envolvendo a nós mesmos e/ou aos nossos templos e moradias.

 Amaci de Egunitá:
Água da fonte com pétalas de rosa cor-de-rosa, folhas de alecrim e de arruda maceradas e curtidas por 3 dias.



Modelos de Oferendas:
1- Fazer um círculo com 7 velas brancas, 7 vermelhas e 7 de cor laranja (ou amarelas). Dentro deste círculo, colocar rosas vermelhas (ou flores do campo vermelhas e/ou alaranjadas). Despejar um pouco de licor de menta dentro do círculo das flores. Cortar ao meio um maracujá e colocar as duas metades dentro do círculo de flores: uma com água e a outra com azeite de dendê (ou com azeite de oliva consagrado). Firmar as velas e pedir a bênção da Mãe Egunitá.


2- Um copo com licor de menta, um copo com água mineral e um copo com vinho tinto; 1 pemba branca e 1 vermelha; palmas vermelhas e flores cor laranja; 1 vela palito de cada uma destas cores: laranja, vermelha, branca, amarela e azul escuro. Fazer um círculo com as flores e no meio dele formar um triângulo com os copos das bebidas. Dentro deste triângulo, colocar as pembas. Circular tudo com as velas, dispondo-as de forma alternada (laranja, vermelha, branca, amarela, azul). Firmar as velas e fazer o pedido à Mãe Egunitá.

3- Velas de cor laranja, vermelha e dourada; frutas: laranja, tangerina, mexerica, laranja kinkan; bebida: licor de menta; flores vermelhas e laranja. (Do site do Templo da Luz Dourada, de Mãe Mônica Berezutchi.)

4- Do livro “Doutrina e Teologia de Umbanda Sagrada”, de Rubens Saraceni:
Elementos: um copo com licor de menta; um copo com água; 1 pemba branca, 1 pemba vermelha; 7 velas vermelhas, 7 velas douradas, 7 velas azuis, 7 velas amarelas e 13 velas brancas.
Montagem: Fazer uma cruz com as velas brancas, colocando 7 na vertical e 3 de cada lado, na horizontal.
No canto superior direito da cruz, colocar as 7 velas douradas. Isso vai formar um triângulo com as velas brancas do centro superior e as do braço direito superior (horizontal) da cruz. Dentro dele, colocamos o copo com licor de menta;
No canto inferior direito da cruz, colocar as 7 velas azuis. Isso vai formar outro triângulo, este com as velas brancas da vertical inferior e as do braço direito horizontal da cruz. Dentro deste triângulo colocamos a pemba branca. No canto superior esquerdo da cruz, colocar as 7 velas vermelhas. Elas vão se juntar às velas brancas da parte vertical superior da cruz e às velas brancas do braço horizontal esquerdo da cruz, formando outro triângulo de velas. Dentro dele, colocamos o copo com água;
No canto inferior esquerdo da cruz de velas brancas, colocamos as 7 velas amarelas. Isso vai formar mais um triângulo de velas. Dentro dele, colocamos a pemba vermelha.
Em seguida, cercar a oferenda com palmas vermelhas. Depois, saudar Mãe Egunitá e pedir a proteção almejada.
Sempre que oferendamos o Orixá Egunitá, antes devemos fazer uma oferenda à Senhora Pombagira do Fogo. Esta oferenda será posta à esquerda do lugar escolhido para a oferenda ao Orixá (ex.: 7 passos à esquerda), e com estes elementos: rosas vermelhas, velas vermelhas e champanhe rosê.

Cozinha ritualística:
 
1- Fava vermelha: Cozinhe ligeiramente uma porção de fava vermelha apenas em água. Escorra. Em outra panela, refogue 1 dente de alho picadinho, 1 cebola picadinha e 1 colher de azeite de oliva (ou de dendê). Acrescente sal a gosto e refogue ligeiramente a fava já cozida. Decorre uma gamela com tiras de cenoura e pedacinhos de gengibre, ou então com flores vermelhas ou de cor laranja, e aí coloque a oferenda.
 
2- Laranja com gengibre: Use 1, 3 ou 9 laranjas. Lave e seque as laranjas. Descasque, retire as sementes e reserve a casca. Corte cada uma das laranjas em 9 tiras ou pedaços.
Prepare uma calda (com água e açúcar), leve ao fogo e deixe começar a engrossar. Coloque as laranjas nessa calda para aferventar (uns 5 minutos) e acrescente gengibre em pedacinhos ou em pó. Retire. Sirva numa gamela (de madeira) forrada com as cascas de laranja que estavam reservadas (corte as cascas em tiras, ou em pedacinhos, como preferir). Decore com pedaços de gengibre. [*Obs.: A mesma receita pode ser feita com limão, no lugar da laranja.]
 
3-Moranga com peito de boi- Ingredientes: 1 moranga; meio quilo de carne de peito de boi; tomate, cebola, dendê; meio quilo de fava vermelha; cheiro-verde, orégano.
Preparo: Cortar uma tampa da moranga e retirar as sementes. Lavar e cozinhar por uns 10 minutos (numa panela com água suficiente para cobrir a moranga). Reservar. Cozinhar a fava apenas com água, por uns 10 minutos. Escorrer a água e reservar a fava cozida. Refogar a cebola e o tomate picadinhos e ali cozinhar o peito de boi cortado em cubinhos, por uns 10 minutos. Acrescentar 1 colher de sopa de dendê e temperos (cheiro-verde, orégano), para finalizar. Colocar a carne na moranga e cobrir com a fava. Oferendar num prato de papelão forrado com folhas de cenoura (a rama da cenoura).
 
4- Feijão de corda- Ingredientes: meio quilo de feijão de corda; meio quilo de quiabo cortado em rodelas; 1 cebola picada; azeite de dendê. Preparo: Cozinhar o feijão apenas em água, por 10 minutos. Escorrer e reservar. Refogar ligeiramente o quiabo com a cebola, o dendê e o feijão cozido. Colocar tudo numa gamela, ou num prato de papelão. Forre o vasilhame escolhido com folhas de agrião (ou com galhos de arruda) previamente lavadas. Colocar a oferenda e regar com dendê.
 

5- Sobre um punhado de folhas de arruda previamente lavadas e enxutas (ou sobre rama de cenoura), oferendar nove acarajés. Enfeitar com flores vermelhas ou de cor laranja, ou ainda com girassóis.

Gus Bernardes

04 maio 2015

SAMHAIN O SABBAT DE CELEBRAÇÃO DA MORTE

SAMHAIN
O SABBAT DE CELEBRAÇÃO DA MORTE




É celebrado em 01 de maio no Hemisfério Sul e 31 de outubro no Hemisfério Norte. Samhain é a data Pagã mais importante e marca o ano novo Wiccaniano.
Para os antigos Povos este era considerado não só um momento de poder, mas também o tempo em que o véu que separava os mundos encontrava-se mais fino e os Deuses e ancestrais podiam se encontrar com os homens. É a festa na qual honramos nossos ancestrais e aqueles que já tenham partido para o País de Verão.
Samhain ocorre no pico do Outono. É o tempo do ano em que o frio cresce e a morte vaga pela Terra. O Sol está enfraquecendo cada vez mais rapidamente, a sombra cresce e as folhas das árvores estão caindo, numa preparação ao Inverno que chegará. Essa é a última colheita, o tempo em que os antigos povos da Europa sacrificavam seus gados e preservavam sua carne para o Inverno, pois esses animais não podiam sobreviver em grande escala nesse período do ano devido ao frio vindouro. Só uma pequena parte, os mais viris e fortes, era mantida para o ano seguinte.
O Sol está em seu ponto mais baixo no horizonte, de acordo com as medições feitas através das antigas pedras da Britânia e da Irlanda, razão pela qual os Celtas escolheram esse Sabbat, em vez de Yule, para representar o Ano-Novo. Sendo assim o Velho Rei morre e a Deusa Anciã lamenta sua ausência nas próximas seis semanas.
Em Samhain, o Deus finalmente morre, mas sua alma vive na criança não-nascida, a centelha de vida no ventre da Deusa. Isto simboliza a morte das plantas e a hibernação dos animais, o Deus torna-se então o Senhor da Morte e das Sombras.
Esta é a noite em que o Deus Velho morre e volta ao País de Verão para esperar por seu renascimento em Yule. A Deusa em seu aspecto de Anciã lamenta a perda de seu Consorte, deixando as pessoas em escuridão temporária. Os Pagãos acreditam que o véu entre o mundo dos vivos e o mundo dos espíritos fica mais fino nesta noite, e os espíritos passeiam pela Terra para visitar sua família e amigos e tomar parte nas celebrações rituais.          País de Verão é como se chama o Outro mundo Pagão, um lugar de descanso e alegria onde as almas resgatam suas energias entre uma encarnação ou outra.
Por ser a celebração dos ancestrais, este Sabbat fala também da morte que para os Pagãos é encarada como parte da vida, sempre abrindo caminho para o novo. Samhain é o tempo de lembrarmos com amor aqueles que partiram para o outro lado, por isso é chamado de a Festa Ancestral. 
Neste Sabbat todos os que morreram são relembrados e seus espíritos são convidados para fazer parte dos rituais como convidados de honra.
Como a morte lembra a finalização, neste Sabbat fazemos uma profunda reflexão sobre o término das relações, trabalhos e períodos da vida que precisam passar e também aquilo que precisamos deixar ir.
Uma das Tradições deste Sabbat consiste em deixar um prato e lugar na mesa para os ancestrais, bem como acender uma vela laranja à meia noite para guiar os espíritos em sua viagem de volta à Terra.
Samhain é um festival do fogo e é a entrada para a parte sombria e fria da Roda do Ano. É em Samhain que as fogueiras são acesas para que os espíritos do outro mundo possam encontrar os caminhos para partirem ao Outro Mundo (País de Verão).
De acordo com os antigos celtas, havia apenas duas divisões do ano que iam de Beltane a Samhain (Verão) e de Samhain a Beltane (Inverno).
Samhain é um dos quatro grandes Sabbats e muitas vezes é considerado o Grande Sabbat.
Por ser o maior de todos e o mais importante também, todos os Pagãos consideram Samhain como a noite mais mágica do ano. Muitas práticas adivinhatórias foram associadas a Samhain, as mais comuns eram aquelas que prenunciavam casamentos e fortunas para o próximo ano que estava se iniciando.


Cores: preto e laranja
Nomes Alternativos: Festa de Todos os Santos, All Hallows, Mischief Night, Hallowmas, Noite de Saman, Samaine, Halloween, All Hallows Eve.
Deuses: Deuses Anciãos, a Deusa na sua face da Anciã, o Deus como o Senhor das Sombras.
Ervas: nós-moscada, sálvia, menta, mirra, patchuli, artemísia, alecrim, musgo, calêndula, louro, mandrágora.
Pedras: obsidiana, floco de neve, ônix, cornalina, turmalina negra, âmbar, granada, hematita.
Comidas e Bebidas Sagradas: maçã, romã, nozes, cidra, vinho quente, abóbora, chá de ervas, batata.
Atividades:
·         Tomar resoluções para serem colocadas em prática no próximo ano que se inicia. 
·         Queima de pedidos. 
·         Confeccionar um Jack O'Lantern. 
·         Fazer oferendas de maçãs e pães no jardim dos ancestrais. 
·         Adivinhação através do Tarô, das Runas, da bola de cristal, da vidência em espelho negro e caldeirões com água. 
·         Fazer máscaras que expressem a sua sombra. 
·         Confeccionar vassouras. 
·         Confeccionar um Bastão Mágico. 
·         Confeccionar uma Witch's Cord (Corda de Bruxa) para proteção durante o decorrer do ano. 
·         Acender uma vela laranja à meia-noite para atrair sorte no ano que se inicia. 
·         Erigir um Altar com a foto de seus ancestrais amados e colocar oferendas sobre ele, demonstrando seu agradecimento e reconhecimento pelos feitos deles na Terra. 


Queima de Pedidos
A Queima de pedidos é um dos rituais tradicionais de Samhain. Nele banimos tudo o que tivemos de negativo e pedimos o que queremos atrair de positivo para o ano mágico que se inicia.
Para isso você vai precisar de:
Dois pedaços de papel em branco; 
Um lápis; 
Álcool de cereais; 
Folhas de louro;
Seu Caldeirão.
Num dos papéis escreva tudo aquilo que você quer afastar de sua vida: obstáculos, doenças, pessoas indesejadas, dificuldades, etc.
No outro escreva tudo aquilo que você quer atrair para a sua vida: saúde, prosperidade, amor, sucesso, etc.
Seja bem específico em seus pedidos e não se esqueça de no final assinar e colocar a seguinte frase: Que tudo isso seja correto e para o bem de todos.
Coloque um pouco de álcool no seu Caldeirão, acenda-o e jogue o primeiro papel, aquele que contém as coisas que você quer afastar, no fogo. Enquanto o papel queima, mentalize o mal sendo afastado. Peça à Deusa e ao Deus que todas as forças negativas sejam anuladas e que o mal seja banido.
Espere o fogo acabar, então coloque um pouco mais de álcool no Caldeirão, tomando o devido cuidado, pois o álcool quando colocado em um recipiente quente evapora e pode entrar em combustão espontaneamente. Jogue então o segundo papel, aquele que contém as coisas que você quer atrair para a sua vida, no fogo. Coloque as folhas de louro nas chamas, sempre mentalizando as boas coisas que você quer atrair para a sua vida.
Quando o fogo acabar, concentre-se na fumaça, provocada pelas folhas, subindo os céus, e peça que seus pedidos se elevem ao mundo dos Deuses. 

Trançando uma Corda de Bruxa 
Trançar uma Corda de Bruxa (Witch's Cord) é um ato tradicional na noite do Samhain. Elas simbolizam o cordão que liga todos nós ao Outro Mundo, além de serem uma representação simbólica do cordão umbilical que traz todos à vida terrestre.
A Corda de Bruxa é confeccionada utilizando cores apropriadas que simbolizem aquilo que você quer atrair para sua vida no ano mágico que se inicia. Por isso escolher a cor correta para confeccionar sua Corda de Bruxa é essencial:
Branco: Para harmonia. 
Vermelho: Para afastar os inimigos, vencer os obstáculos, atrair garra e coragem. 
Laranja: Para sucesso e prosperidade. 
Rosa: Para atrair amor. 
Preto: Para proteção e afastar o azar. 
Verde: Para abundância. 
Amarelo: Para atrair saúde e ter sorte no comércio. 
Caso sua necessidade seja maior do que apenas uma cor pode lhe oferecer, você poderá escolher até três cores diferentes que representem os seus desejos para o próximo ano. 
Pegue três barbantes na cor ou cores escolhidas e corte-os na medida de sua altura. Então comece a trançar os barbantes, sempre mentalizando aquilo que você quer atrair para a sua vida, pedindo que a Deusa e que o Deus lhe auxiliem e abençoem a corda que você está trançando.
Quando tiver terminado, costure ou cole alguns símbolos no decorrer da corda que representem o seu objetivo. Por exemplo: corações para amor; moedas para prosperidade, etc.
Coloque a sua Corda sobre o seu Altar durante a celebração do Sabbat e consagre-a durante a cerimônia.
Pendure a sua Corda de Bruxa em um lugar de sua casa e, sempre que visualizá-la, lembre-se dos objetivos que o motivaram a confeccioná-la. Assim sua vontade será ativada. 

Confeccionando um Jack O'Lantern 
A confecção do Jack O'Lantern é uma atividade tradicional desse Sabbat. Eles enfeitam toda a nossa casa no decorrer do dia, além de servirem de ornamentação indispensável para a cerimônia de Sabbat.
Coloque um Jack do lado de fora de sua casa na noite de Samhain para afastar o s maus espíritos e visitas indesejadas de outros planos. 
Para confeccionar um Jack você vai precisar de:
· Uma abóbora ou moranga; 
· Uma faca; 
Uma vela branca; 
· Um óleo essencial de patchuli.
Faça uma tampa na parte superior da abóbora, retire suas sementes e com a faca entalhe uma face na abóbora da forma que você achar melhor. Unja a vela branca com a essência de patchuli e coloque-a dentro da abóbora. Acenda a vela dizendo:
Com esta vela, por esta luz e pela brisa que vem do além
Eu dou as boas-vindas aos espíritos nesta noite de Samhain. 

O RITUAL DE SAMHAIN

Material necessário para a realização do Sabbat:
1 cabaça cerrada ao meio
7 velas de cores diferentes
1 caldeirão com água
Várias maçãs
6 velas pretas
6 velas laranjas
Incensos de sálvia
Athame
Cálice com vinho

PROCEDIMENTO:

Coloque o caldeirão com água e algumas maçãs, dentro dele e ao seu redor, no meio do local onde será realizado o Sabbat.
Faça um grande círculo em volta do caldeirão com as velas pretas e laranjas, intercalando-as, de modo que ao lançar o Círculo você fique dentro dele.
Acenda os incensos e em seguida as velas pretas e laranjas. Lance o Círculo Mágico e então diga:

“Nesta noite as portas dos planos material e espiritual estão abertas. Nesta noite tão sagrada e poderosa, toda magia é possível. Possam os irmãos do País de Verão juntarem-se à mim(nós) neste Círculo de força e poder.
Oh, Grandes Deuses Antigos, hoje todos os Elfos, Espíritos e fantasmas vagueiam pelo mundo. Que através de seus poderes os bons espíritos e energias estejam presentes neste local para me (nos) bendizer”

Encha a cabaça com um pouco de água do caldeirão e circunde-a com as 7 velas coloridas, acenda-as, eleve as mãos aos céus e diga:

“A Roda do ano continua a girar. Hoje o Deus retorna ao ventre da Grande Mãe.
Quando novamente renascer, a vida será coroada com paz e fertilidade. A Terra aguarda o renascimento da Vida. Que Ele venha, mais uma vez nos abençoar”

Comece a circular o caldeirão, dizendo:

 “Que aqueles que foram antes de mim possam retornar hoje para abençoar-me.
Que as Bruxas ancestrais façam-se presentes. Elas que tudo sabem, elas que tudo podem. Elas que possuem luz, força, poder e magia. Elas que possuem brilho, encantos e sabedoria. Que venham transmitir boas energias e que possam me ajudar neste rito sagrado de Bruxaria”

Enquanto diz estas palavras imagine diversas mulheres vestidas com longas túnicas negras dançando em volta de você. Elas são as antigas Bruxas que vieram abençoar o seu rito de Sabbat. Quando visualizar esta cena, faça seus pedidos. Levante o athame e diga:

“Que através do poder dos 4 Elementos este Instrumento Mágico seja abençoado”

Continuando com o athame em suas mãos, espete uma das maçãs que está dentro do caldeirão, reparta e coma-a. Quando terminar de comer a maçã diga:

“Que o fruto da vida revigore o meu corpo e minha alma, para que assim todos os meus sonhos desejos, esperanças e objetivos se realizem. Pelo poder do 3 vezes o 3, que assim seja e que assim se faça!”

Pegue o cálice com o vinho, tome um gole e despeje um pouco sobre o solo dizendo:

“Em nome da Deusa e do seu Filho e consorte o amado Deus, eu faço esta libação em homenagem a todos aqueles que partiram antes de mim”

Após realizar a libação em homenagem aos espíritos ancestrais, agradeça aos Deuses com as seguintes palavras:

“Mais uma vez a Roda do Ano gira e sempre continuará a girar. Possa a Deusa, o poderoso Cornífero e todos os Antigos Deuses da Colina do Norte protegerem-me com saúde, alegria e prosperidade. Que assim seja e que assim se faça!

Destrace o Círculo Mágico, agradecendo e dispensando todos os Deuses e energias que estiveram presentes.

Grasi Marchioro