01 março 2017

o Deus anão: Bes

O deus anão: Bes
Bem vamos falar sobre um deus que sempre é deixado em “segundo plano” na mitologia egípicia, mas que é completamente importante!
Considerada a divindade doméstica mais popular do Egito, Bes era um anão libidinoso, rude e cômico. Amante da música, do canto e das bebedeiras, era associado a todos os prazeres humanos. Mas também protegia as pessoas do mau olhado e dos espíritos ruins, sendo muito adorado pelo povo. Trazia prosperidade aos recém-casados, encorajava o amor livre e cuidava das crianças. Todas as casas tinham a sua imagem esculpida nas cabeceiras das camas ou nos espelhos, ou pintada nas paredes dos dormitórios – até mesmo nos reais. Junto com Taweret, cuidava das mulheres que estavam dando à luz e, por isso, em casas onde iria acontecer um parto se via sua figura desenhada sobre a cama da mulher grávida. Seus símbolos eram instrumentos musicais – como o pandeiro e a harpa – e as facas.                       
Bes era representado com um rosto largo e barbudo, grande orelhas pontudas e uma língua comprida, que alguns diziam parecer estar com uma máscara. Gordinho e de pernas arqueadas, vestia uma pele de leopardo ou leão, com a própria cauda do animal, e uma pena de avestruz nos cabelos despenteados. Acreditava-se que sua feiúra afastava os espíritos malignos e, por essa razão, ao contrário dos outros deuses egípcios que só eram pintados de perfil, Bes era sempre retratado de frente. Também por causa de sua feiúra, Bes se tornou o deus dos cosméticos e de todas as formas de embelezamento feminino. Sua imagem era reproduzida em tubos de kajal, potes de rouge e cremes, e frascos de perfume.                       
Quando os egípcios foram dominados pelos romanos, por volta de 31 a.C., as forças invasoras adotaram o deus, mas substituíram suas vestes egípcias pelas de legionário romano. Era também chamado de Besu ou Bisu.
O nome pelo qual é chamado, ‘Bes’, originário da palavra ‘besa’, que significa ‘proteger’ era designado para representar uma variação de dez deuses que tinham muitas características semelhantes – Aha, Amam, Bes, Hayet, Ihty, Mefdjet, Menew, Segeb, Sopdu e Tetetenu.
Suas origens datam do Reino Antigo, onde o deus Aha seria seu ancestral. Existe a hipótese de que seja originário da região onde atualmente se encontra a Turquia, uma vez que imagens do mesmo foram encontradas em escavações em território turco. Bem como acredita-se também de que seja originário da África subsaariana, pois um dos títulos que lhe é agregado, “Senhor de Punt”, denomina uma antiga terra pertencente à região. Inclusive, a coroa emplumada que Bes utiliza é muito semelhante com a coroa da deusa Anuket, originária das fronteiras sulistas do Egito.
Há várias maneiras de ser representado, sendo muitas vezes de forma pitoresca, sendo um anão, de corpo peludo e nu ou envolvido em uma pele felina e também vestindo o saiote kilt. Rosto largo, barbudo, dotado de características felinas, muitas vezes projetando sua língua para fora da boca, pernas tortas e flexionadas. Em algumas representações aparece com as mãos apoiadas à cintura, em outras, empunha uma espécie de espada em uma delas e, ainda, a estrangular uma serpente. Também pode aparecer com o sinal ‘sa’, que significa proteção. Há casos em que é mostrado batucando um pandeiro. Sua forma de ser representado também se diferencia muito de os outros deuses egípcios, pois Bes muitas vezes é mostrado de frente e poucas vezes de perfil, como a maioria dos demais deuses egípcios, dando a sua representação uma maior impressão de movimento.
Apesar da aparência grotesca em que muitas vezes é representado, Bes é dotado de uma índole benéfica, onde uma das suas principais funções era salvaguardar as gestantes, inclusive, o mesmo faz parte do grupo seleto de sete deuses do parto junto às deusas Hathor, Heket, Meskhenet, Isis, Nekbet e Tauret. Várias representações do deus são encontradas nas casas ‘mammisi’, típicas do período romano, onde eram locais sagrados para a realização do parto. Era também protetor principalmente das crianças, onde através de sua ‘feiura’, afastava maus espíritos e também ameaças peçonhentas como escorpiões e serpentes. Guardião do bom sono, prospector de fertilidade e de boa sorte, amuletos e representações eram encontrados nas paredes de casas de artesãos que trabalhavam na construção de tumbas da região de Deir el-Medina. Era o deus também das festas, sendo relacionado a dança e também a música, onde é encontrado em móveis do túmulo da rainha Tiye (XVIII Dinastia), onde Bes é representado tocando um pandeiro, exemplo encontrado também nas paredes do santuário da deusa Hathor, na ilha de Philae.
Apesar da sua grande popularidade, nunca foi encontrado um templo dedicado especificamente a sua veneração. Restando somente uma vasta coleção de amuletos e pingentes, bem como pequenas estatuetas, representações em vários objetos, como potes cosméticos, máscaras, além de suas representações nas casas ‘mammisi’, e nas paredes de casas, tumbas e templos. (fonte: http://urci.org.br/museu-egipcio-o-deus-egipcio-bes/)
Embora existisse devoção popular para com os grandes deuses do panteão egípcio, o povo preferia cultuar divindades mais rústicas que, provavelmente, poderiam atender melhor às suas modestas aspirações. O deus Bes, de origem africana ou semítica, era uma delas. Apesar de sua aparência medonha, era inteiramente inofensivo. Tinha o aspecto de um pequeno gnomo barbado que exibia seu corpo nu e disforme e mostrava a língua de maneira provocante. Com rosto em forma de máscara, de cabelos desgrenhados e dotado de cauda, frequentemente estava coberto com peles de leão. Devotava-se a distrair e proteger os homens contra todos os malefícios.
Sua face repulsiva e grotesca punha em fuga as forças malígnas e fazia rir aquele a quem ele amparava. Sendo uma divindade doméstica, protegia o dia-a-dia das pessoas, afastava o mau-olhado e era muito popular entre os egípcios. Considerado o patrono da música, da boa mesa, do divertimento, das mulheres grávidas e dos partos, era também o protetor da família e companheiro de folguedos das crianças. A origem dessa divindade familiar é obscura e não deixou traços na literatura religiosa. Em compensação ela está constantemente presente em objetos domésticos como pés ou cabeceiras de cama e artigos de toalete de todo tipo. Após a morte do indivíduo, Bes continuava protegendo o falecido em sua nova morada e prosseguia na função benéfica de repelir as forças maléficas.
O egiptólogo Alan W. Shorter assim descreve esse deus: Bes é representado como um anão manco, sendo sua cabeça às vezes coberta por uma fileira de penas. Parece ter assumido originariamente a forma de um leão ou de algum outro membro selvagem da tribo dos felídeos, pois muitas vezes é figurado com orelhas, juba e rabo semelhantes aos dessas criaturas; já em outras versões o artista interpreta esses elementos como pertencentes a uma pele que o deus usa sobre o corpo. Esse deus era bastante popular, a julgar pela infinidade de berloques e amuletos confeccionados com sua figura. Especialmente associado aos prazeres humanos de toda espécie, sua figura cordial costumava adornar os pés das camas de casal, ou então era representado a tocar um pandeiro, incentivando seus adoradores a cantarem e a se divertirem. Nas figuras talhadas em alguns cetros mágicos de marfim, ele é mostrado no ato de estrangular e devorar serpentes, a fim de proteger a humanidade desses répteis nocivos.

Bes frequentemente é representado tocando vários instrumentos musicais, especialmente um tambor ou um pandeiro. Parece lógico estando ele associado à gravidez e ao parto, uma vez que a música é importante na celebração de um nascimento feliz. Vários fragmentos de pintura mural encontrados nas residências de Deir el-Medina mostram este deus dançando e tocando. Sem dúvida o papel mais importante atribuído a ele era a proteção da mãe e da criança durante o perigoso momento do parto. Um encantamento para evitar as complicações do nascimento deveria ser recitado quatro vezes diante de uma figura de barro da divindade colocada na cabeça da mulher em trabalho de parto. De acordo com um mito, ele apaziguara a enfurecida deusa Hátor numa ocasião em que ela, amuada, se refugiara em Philae, tocando pandeiro e harpa para ela e, em função disso, ele é visto tocando os dois instrumentos nas colunas do templo daquela deusa em Philae. Também existem várias representações de Bes portando uma faca, com a qual lutava contra as forças malígnas.
Associações:
Deus: da alegria, das mulheres, proteção, parto, festas, morte, coragem;
Cores: todas as cores menos o vermelho (no antigo Egito era a cor da maldade, e coisas ruins);
Oferendas: pandeiros, tambores, estatuetas dele, festas, facas, orações e meditação, mascaras;
Chamá-lo para: proteção, ajudar em partos, criar coragem, superar seus medos;
Bem espero que tenham gostado de conhecer um pouco mais obre esse deus maravilhoso que é Bes!
Que os deuses lhe abençoem!

Raffi Souza.

24 fevereiro 2017

A arte sagrada: Dança

A arte sagrada: Dança!


Bem, vamos falar sobre uma coisa que muitos amam fazer outros sentem um pouco de intimidade, mas que queiram ou não é libertadora, e esta sempre na nossa vida, vamos falar sobre as Danças.
Mas afinal o que é uma dança? Segundo nosso dicionario a dança é:

Substantivo feminino
1.bail dnç arte e/ou técnica de dançar.
2.p.met. bail dnç mús conjunto organizado de movimentos ritmados do corpo, acompanhados por música; bailado.
3.p.ext. bail dnç estilo, gênero ou modo particular de se dançar.
4.p.met. mús música que acompanha a dança.
5.p.metf. Infrm. negócio complicado ou problemático.
"a d. dos juros vai recomeçar"
6.p.metf. infrm. movimentação ou empenho para obtenção de voto, favor, distinção etc.
"a d. dos presidenciáveis"
Origem: ETIM prov. do fr. danse regr. de danser 'dançar'

Agora que já temos uma definição para dança, vamos continuar a dança esta presente em nossas vidas desde sempre, e é tão antiga quando o universo, em algumas mitologias a dança foi o que criou o mundo (ou universo).

A dança pode ser tanto uma diversão como profissão, mas principalmente magia! A dança tem presença em milhares de rituais ate hoje, os hindus dançam em honra a seus deuses, ao casamento, a vida, e ate a morte, pois sabem que a dança é o movimento de um corpo, gerando energia.
E é justamente isso que é uma dança ritualística, a movimentação de energia, seja para honrar os deuses, a vida, para extravasar a raiva, a dança nos ajuda em milhares de coisas.
Vamos falar um pouco sobre a dança em algumas mitologias especificas.

Grega: na mitologia a dança era associada aos deuses, sendo que muitos a associavam diretamente a deusa Reia, que quando escondeu Zeus de Cronos, pediu que os guerreiros dançassem em frente à caverna onde Zeus estava escondido, impedindo assim que se ouvisse chorar, logo depois esses guerreiros se tornaram sacerdotes antigos. Ela logo se tornou um movimento religioso, onde os gregos sempre comemoravam as datas com festas, onde era praticamente obrigação se dançar ao deus (ou deuses) que eram reverenciados naquela data, um grupo que é sempre bem lembrado quando se fala sobre danças aos deuses na mitologia grega é as menades, que eram as sacerdotisas de Dionísio, ela viviam em festas, dançando ao deus.
Eles também tinham uma deusa que presidia a Dança, era a Musa grega: Terpsícore ou Terpsícora (em grego antigo: Τερψιχόρη, transl.: Terpsikhórê; "a que se deleita na dança") (do verbo τέρπεω "deleitar-se" com o substantivo χoρός "dança"), foi uma das nove musas da mitologia grega, que eram as filhas de Zeus e Mnemósine, filha de Oceano e Tétis.
Era a musa da dança. Representada sentada com uma lira. Era também mãe das sereias, cujo pai era o rio Aqueloo.

Mitologia romana: a dança era principalmente em honra ao deus Marte, e eram feita na primavera, mas depois de um tempo a dança foi abolida completamente da civilização, voltando só muito tempo depois.

Mitologia hindu: na mitologia hindu, como já foi falado ali encima, eles dançam em honra aos deuses, pois acreditam que foram os três deuses sagrados que criaram o mundo através da dança (Brahma, o criador dançou para criar o mundo, Vishnu é quem mantem o mundo através da dança, e Shiva ira destruir ele com a dança, para que Brahma o crie novamente, e assim sucessivamente).
Mitologia Celta: na mitologia celta, quase não se a registro, mas ela é uma que foi muito difundida, pois naquela epoca a europa quase toda era celta, então as danças irlandesas, germânicas etc. eram todas referente a eles, e eles dançavam em honra aos ciclos da natureza, e em honra as datas felizes, e a tradição era que devia se dançar em circulo, pois assim não haveria nem começo nem fim.

Mitologia japonesa: As danças tradicionais japonesas mais conhecidas são: kabuki buyo,kamigata-mai, ryukyu buyo, shishi-mai e sarugaku.
 A dança tradicional japonesa inclui vários outros estilos, todos inspirados em um dos dois elementos essenciais da cultura do país: omai (diferenciado por uma conduta cerimonial, introspectiva e tranquila) e o odori (folclórico, exuberante e extrovertido). Embora atualmente a distinção entre os dois termos não seja tão clara, ambos estão firmemente arraigados em muitos eventos tradicionais. A combinação dos ideogramas dessas duas modalidades de dança (mai +odori), forma a palavra buyo (que significa danças tradicionais).
A dança japonesa  surgiu na Antiguidade, como um elemento de cerimônias religiosas, e se desenvolveu no decorrer dos séculos, em intima relação com vários gêneros de artes; é baseada em movimentos básicos, associados ao comportamento diário. Muitas situações e emoções podem ser expressas pelo movimento corporal.
De acordo com o livro mais antigo da história japonesa, Kojiki (Registro de Casos Antigos), a dança nasceu quando Amaterasu Omikami, Deusa do Sol, escondeu-se em uma caverna, depois de brigar com o irmão, Susano-o. Deixados no frio e no escuro, os outros deuses começaram a dançar em volta da caverna para atrair a atenção de Amaterasu, para que ela saísse do esconderijo. O artifício funcionou: curiosa, ela saiu da caverna e o sol voltou a brilhar.
Considerados descendentes diretos de Amaterasu, os imperadores eram homenageados com danças especiais. Uma das mais antigas é a bugaku, que era executada somente por homens. (fonte: http://www.acbj.com.br/index.php/danca-japonesa/)

Mitologia brasileira: na nossa mitologia que alguns ainda chamam de folclore a dança indígena era para celebrar os ciclos da vida, para atrair aquilo que eles desejavam (exemplo a famosa dança da chuva), entre outros, hoje muitos estilos de danças ganharam repercussão por causa dos brasileiros, e é uma obrigação em festas terem danças, não importando se é algo sagrado ou apenas para diversão.

Na mitologia ieroba (candomblé e umbanda) a dança é a forma que os médiuns incorporam os seus guias, é a forma que eles mostram a eles que estão à disposição para incorporarem eles, muitos acham que é apenas movimentos sem ritmos, outros acham que a incorporação se da por causa da musica que se canta nos terreiros, mas a dança esta sempre presente, então podemos dizer que é os dois a musica e a dança que permite a incorporação, e o respeito aos guias.
Bem, acabamos de falar sobre a dança em algumas mitologias, agora fica a critério de cada um se quando for fazer algum ritual usar ou não a dança, mas lembrem-se a dança não precisa ser algo complexo, ensaiado, etc.

A dança pode ser apenas o ato de se movimentar, de sentir a energia da musica, dos deuses, dos guias (do que você acredita) e se deixar levar, não fique com vergonha de falarem que você “pagou mico” dançando, se você ficou feliz, ótimo, continue dançando, sentindo as energias, pois a dança é algo para se tornar alegre, então, vamos dançar!

Espero que tenham gostado, e se sintam mais felizes para dançar sem medo, seja para um ritual (lembrando que rituais, são milhares de coisas e não apenas algo religioso, no meu ponto de vista), para o seu parceiro, para comemorar algo, ou ate para expressar a raiva que esta sentindo, a palavra principal é: DANCE!
Peço desculpa por qualquer erro de digitação, se o encontrarem, podem avisar :) 
Que os deuses lhe abençoem!
Raffi Souza.


23 fevereiro 2017

Alfazema, a planta milagrosa!

Alfazema, a planta milagrosa!

Vamos falar sobre uma planta tão cheirosa, e que tem muitos benefícios para nossa saúde? Vamos falar sobre a Alfazema!

Ansiedade, má digestão ou alergia a picadas de insetos são alguns dos problemas que podem ser tratados usando Alfazema, uma planta medicinal muito versátil. 
A Alfazema, também conhecida como Lavanda ou Lavândula, é uma planta medicinal com propriedades relaxantes, calmantes, antiespasmódicas, analgésicas e antidepressivas, que pode ser usada na forma de chá usando flores secas ou sachês ou na forma de óleo essencial. O seu nome científico é Lavandula angustifolia e pode ser compradas em lojas de produtos naturais, farmácias de manipulação e em alguns mercados ou feiras livres.

Para que serve a Alfazema:
A Alfazema serve para tratar diversos problemas como: 
Problemas do sistema nervoso como ansiedade, angústia ou agitação;
Má digestão e irritações no estômago;
Problemas de pele e alergias a picadas de insectos; 
Cansaço e exaustão física;
Problemas de sono; 
Excesso de gases; 
Má circulação e hipotensão arterial;
Enxaquecas e espasmo;
Asma brônquica.

Modo de uso da Alfazema
As partes usadas da Alfazema são suas flores, folhas, haste para fazer chás, óleo essencial ou para usar na culinária.

1. Chá de Alfazema: 
O chá de Alfazema é ótimo para tratar problemas de má digestão, irritações no estômago, enxaquecas, espasmo e asma bronquica e pode ser preparado do seguinte modo: 
Ingredientes:
70 g de flores de Alfazema;
1 L de água fervente.

Modo de Preparo: 
Numa panela, quando a água estiver a ferver adicionar as flores de Alfazema e deixar ferver durante 5 minutos. Passado esse tempo, retirar do fogo e deixar repousar durante 10 minutos, coando sempre antes de beber. 
Este chá deve ser bebido até 3 vezes por dia, sendo recomendado tomar após cada refeição principal.  
2. Banho quente com Alfazema
O banho quente com Alfazema possui um excelente efeito relaxante, calmante e tranquilizante que ajuda no tratamento do excesso de estresse, ansiedade e problemas de sono. Para preparar um banho de alfazema, basta adicionar à água quente 100 g de flores secas de Alfazema ou 6-7 gotas de Óleo essencial da planta. 
Outra forma de usar a Alfazema no banho consiste em colocar as 100 g de flores de Alfazema num tecido fino como fralda de bebê, por exemplo, amarrar de forma a fazer um saquinho e prendendo o saquinho no chuveiro usando barbante. Desta forma, a água entra em contato com a planta e espalha pelo corpo as propriedades medicinais da Alfazema. No lugar das flores secas, também pode ser usado o óleo essencial da planta, que pode ser previamente adicionada a sachês de chá de camomila ou menta por exemplo. 
Além disso, para tratar os problemas de sono e de estresse também podem ser usados saquinhos com flores secas da planta, que devem ser colocados debaixo do travesseiro, para que atuem durante toda a noite acalmando e relaxando.

3. Massagem com Óleo Essencial
A Massagem com óleo essencial de alfazema nas têmporas é especialmente indicada para acalmar dores de cabeça provocadas por estresse e tensão muscular. Para fazer esta massagem, deve esfregar 4 a 5 gotas de óleo essencial nos dedos e em seguida massagear as têmporas em movimentos circulares durante alguns minutos. Se sentir que a dor de cabeça está sendo provocada por tensão no pescoço, a seguir das têmporas deve massagear a parte de trás do pescoço em movimentos também circulares.
Além disso, devido ás suas propriedades calmantes o óleo essencial também pode ser utilizado para tratar picadas de insectos, sendo para isso recomendado que passe 1 a 2 gotas de óleo sobre a picada. 
Efeitos colaterais da Alfazema

O principal efeito colateral da Alfazema é a sonolência, devido ás suas propriedades relaxantes e calmantes, mas isto apenas se verifica quando esta é ingerida em excesso. 

Contraindicações da Alfazema:

A Alfazema está contraindicada para pacientes com úlceras gástricas e durante a gravidez, sendo também contraindicada para pacientes com alergia ao óleo essencial.
Além disso, a alfazema também apresenta propriedades que beneficiam a pele e o rosto, podendo ser utilizada para fazer uma hidratação natural.
Lavandula Officinalis

A alfazema ou lavanda é uma planta aromática por natureza, usada na indústria cosmética para a confecção de perfumes, sabonetes e colônias. Sendo também um leve calmante, no Brasil se destaca o uso ritual dessa erva em terreiros de umbanda e candomblé.

Descrição
Planta ornamental e aromática da família das Lamiaceae, conhecida como Lavanda no mundo inteiro, no Brasil é mais conhecida como alfazema, trata-se de é um arbusto de flores azul violetas, com cheiro penetrante e aromático, é facilmente identificada pelo seu aroma fresco e limpo, extremamente agradável. Porém o gênero Lavândula também incluindo outras espécies anuais e os subarbustos.
Arbusto de pequeno porte, que atinge de 30 a 80 centímetros de altura, com caule esgalhado e estirado. As folhas pequenas e sem pecíolo, são duras e finas, opostas, lanceoladas ou lineares, de cor verde e reflexos preteados, recobertas por uma fina penugem. As flores são dispostas em hastes terminais, de coloração azul violeta.
As espécies ornamentais são a Lavândula stoechas, a Lavândula dentata, e a Lavândula multífida.
A alfazema combina beleza e utilidade, um aroma delicado com um ótimo uso terapêutico, e um grau de segurança excepcional. As flores secas e o óleo essencial reanimam os sentidos e merecem integrar a caixa de primeiros socorros. Não admira que a alfazema seja tão popular.

O Plantio da lavanda.
Multiplicação: por sementes e estacas (mudas); sendo muito exigente quanto ao solo.
Cultivo: planta de clima subtropical. Planta-se as mudas em solos ricos em húmus, porém, com pouca umidade. O espaçamento ideal é de 50 cm por 1 m;
Colheita: retira-se as espigas quando as flores se abrirem. As folhas também são colhidas, na época da floração.
Conservação: As espigas e as folhas devem ser secas à sombra e em local ventilado, acondicionando-as em sacos de papel bem fechados, ou ainda produzindo farelo das folhas secas e acondicionando-o em pote de vidro hermeticamente fechado.
Modo de Conservar: As sumidades floreais devem ser secas ao sol, em local ventilado e sem umidade. Guardar em sacos de papel ou de pano.

Habitat
São originarias da região mediterrânea, porém lavandas nativas são encontradas nas Ilhas Canárias, norte e oeste da África, sul da Europa, Arábia e Índia. Atualmente os maiores produtores de lavanda são a Bulgária, França, Grã-Bretanha, Austrália e Rússia.

História:
A lavanda é usada na medicina popular há muito tempo e sob várias condições médicas, que variam da acne à enxaqueca. O óleo essencial da lavanda (do latim "lavare", "lavar") já era utilizado pelos romanos para lavar roupa, tomar banho, aromatizar ambientes e como produto curativo.
De acordo com a história, ela foi inicialmente batizada pelos gregos com o nome de "nardus", em alusão à sua origem ligada a Naarda, uma cidadezinha na Síria, perto da região do Rio Eufrates. Sua fama espalhou-se rapidamente pela Europa e foi ela a principal precursora do desenvolvimento e da expansão da arte da perfumaria e cosmética.

Indicações:
Na medicina popular o seu principal uso é contra a ansiedade e depressão. É um ansiolítico leve, usado como calmante e para distúrbios do sono.
Abatimento, abscessos, acne, amenorreia, anúria, apoplexia, artrite, asfixia, asma, atonia dos nervos encéfalo raquidianos, baço, bronquite, catarro, cefalalgia, congestão linfática, contusão, depressão, dermatites, desmaio, dispepsia flatulenta, doença respiratória (asma, bronquite, catarro, gripe), dores reumáticas, eczemas, enjoo, enxaqueca, epilepsia, espasmo, estômago, feridas, fígado, fraqueza cardíaca, gases, gota, gripe, inapetência, limpa/amacia/acalma a pele, insônia, leucorreia, náuseas, nervosismo, neurose cardíaca, paralisia, pediculose, perturbação gástrica, picada de inseto, problemas menstruais, pressão alta, problemas circulatórios, psoríase, queimadura, resfriado, reumatismo, síncopes, sinusite, tensão nervosa e muscular, tinha, tosse, vertigem.

Farmacologia:
Ansiedade, irritabilidade, dores de cabeça: Ansiedade e tensão são palavras-chave para a alfazema, cujas propriedades calmantes acalmam a hiperatividade nervosa, dores de cabeça ligadas ao stress e enxaquecas. E possível que reduza o risco de ataques e convulsões. Conjuga-se bem com o alecrim (Rosmarinus oficinalis) para aliviar o esgotamento nervoso e melhorar a circulação. Com uma ação sedativa ligeira e uma ação antidepressiva, é adequada para quando o desânimo e a falta de vitalidade resultam de um período prolongado de preocupação ou atividade excessiva.

Dificuldade em dormir: Quer seja usada em óleo essencial (algumas gotas num queimador ou usadas numa massagem), em flores secas (numa almofada de ervas), ou em tintura (uma colher de chá antes de deitar), a alfazema melhora a qualidade do sono. Conjuga-se bem com outros remédios naturais para dormir, como a passiflora (Passiftora incarnata) e a cidreira (Melissa officinalis).
Alívio de dores localizadas e relaxamento: Pode aplicar óleo de alfazema na pele em quase todas as situações que impliquem dor. Use-o para massajar feridas de herpes, articulações reumáticas, a bochecha sobrejacente a um dente que dói. Ou a testa e as fontes para a enxaqueca. Enfiar um pedaço de algodão com umas gotas de óleo no ouvido alivia dores de ouvidos ligeiras. A tintura e a tisana têm uma ação sistêmica, ajudando a relaxar, músculos tensos e doridos. Nas dores menstruais, tomar a tintura ou a tisana e massajar o baixo-ventre com o óleo pode dar alívio rapidamente.

Dosagem:
O chá das flores é muito usado no combate à dor de cabeça e nevralgias. É indicada ainda nos casos de insônia, bronquite crônica, asma brônquica, astenia, vertigens, cólicas, flatulência, dispepsia, inapetência e nervosismo. O chá de alfazema alivia problemas digestivos e de mau hálito.

Princípios Ativos:
Taninos, cumarina, princípio amargo, saponinas e óleo volátil (linalol), com o perfume característico de alfazema.

Propriedades:
Analgésica, antianêmica, antiasmática, anticonvulsiva, antidepressiva, antiemética, antiespasmódica, anti-inflamatória, antileucorreica, antimicrobiana, antiperspirante, antirreumática, antisséptica, aromática, aromatizante do cabelo, béquica, calmante suave, calmante dos nervos, carminativa, cicatrizante, colagoga, descongestionante, desodorante, diaforética, digestiva, diurética, emenagoga, estimulante da circulação periférica, estimulante mental, excitante do sistema nervoso, hipnagoga, indutora do sono, oftálmica, parasiticida capilar, peitoral, purificante, refrescante, relaxante muscular, repelente de insetos, rubefasciente, sedativa, sudorífica, tônica capilar, tônica do estômago, tônica dos nervos, vermífuga.

Efeitos colaterais: Em doses altas pode ser depressiva do sistema nervoso, causando sonolência.

Aromaterapia:
Ralaxante, anti-stress, regenerador da pele, combate rugas.

Modo de Usar:
a) infuso ou decocção: - 1%, de 5 a 20 ml/dia; - 2 a 4 g/litro de água; - 8 g da planta/litro d'água ou 1 colher das de sopa de folhas picadas em ½ litro d'água. Tomar 1 xícara das de chá 3 a 4 vezes ao dia; - 10 g ou 2 colheres de folhas secas picadas em ½ litro. Tomar 1 xícara 2 vezes ao dia; - 3 a 5 g da flor seca em uma xícara de água fervente, 3 a 4 vezes ao dia: excitação nervosa, laringite, nevralgias e como diurético;
b) infusão: - colocar em 1 xícara de água fervendo 5 g de flores de alfazema, Deixar por 5 minutos adoça com mel e beber, repetir a dose 4 vezes ao dia; - fazer uma mistura de 30 g de flores de alfazema, 10 g de camomila, 5 g de hipérico, 5 g de lúpulo e 5 g de raízes de valeriana. Colocar 5 g da mistura em uma xícara e verter água fervente. Deixar esfriar e filtrar. Tomar antes de deitar: excitação nervosa; - fazer uma mistura de 20 g de flores de alfazema, 60 g de flores de primavera e 20 g de flores de camomila. Colocar 5 g dessa mistura em uma xícara de água fervente. Deixar esfriar e filtrar. Beber em seguida. Repetir a dose duas ou três vezes ao dia: nevralgias;
c) decocção: 60 g de flores de alfazema em 1 litro de água, por 2 minutos, filtrar e beber de 4 a 6 xícaras por dia: asma;
d) alcoolatura: 10 g em 2 litros de álcool neutro ou de cereais (antisséptico e cicatrizante). Em fricções, atua sobre o reumatismo;
e) extrato fluido: 0,5 a 2 ml/dia; f) tintura: 1 a 10 ml/dia; g) maceração: 50 g de flores em 1 litro de água, por 15 dias. Filtrar. Para contusões: passar no local um pouco do líquido, para aliviar as dores e desinflamar;
h) óleo: pingar algumas gotas sobre as têmporas e pulsos para aliviar o cansaço; dissolver algumas gotas em água e beber após as refeições: má digestão;
i) compressas: 30 g de flores em 1 litro de água: ação ligeiramente revulsiva;
j) essência de alfazema: colocar um punhado de flores frescas de alfazema em 750 g de azeite e deixar macerar por 20 dias. Filtrar em tecido de linho. Para aliviar cansaço, pingar algumas gotas desse óleo sobre um torrão de açúcar, dissolvendo-o lentamente na boca e pingar algumas gotas sobre as têmporas e os pulsos.

Informações aos profissionais de saúde.
Posologia: As folhas e as flores frescas são aplicadas à testa para aliviar dores de cabeça. As flores vaporizadas (geralmente 1 xícara cobre toda a articulação) em cataplasmas nas articulações. Útil para tratar a dor reumática. O vapor das flores é nos resfriados. 1g de flores secas ou 2g de flores frescas (1 colher de sopa para cada xícara de água) em decoto leve ou infuso, para uso interno em todas as indicações. O óleo essencial e os extratos de lavanda são usados como fragrâncias farmacêuticas e em cosméticos. O óleo de lavandina, o óleo absoluto de lavanda (um extrato) e o óleo de Lavandula latifolia são usados em concentrações de até 1,2% em perfumes. Pequenas quantidades (0,002 a 0,004%) do óleo são usadas para dar sabor a alimentos; A versatilidade da lavanda é observada nas suas várias aplicações como uma fragrância em perfumes, em produtos de banho, em produtos de cuidados com cabelos, nos sabonetes, em
detergentes, em formulações tópicas e em derivados sintéticos e quantidade de produção.

Cuidados no uso da alfazema.
Efeitos colaterais: A lavanda e o óleo de lavandina não são irritantes nem sensibilizantes à pele humana.
Precauções: A lavanda causa sonolência. 3 relatórios descrevem casos de dermatite de contato alérgica causada pelo óleo essencial e a fragrância da lavanda.
Toxicologia: Em doses altas pode ser depressiva do sistema nervoso, causando sonolência.

O uso ritualístico da lavanda.
Na umbanda e no candomblé, a alfazema é muito usada pelos médiuns que incorporam os orixás em banhos, defumações, amaciantes, lavagem de obrigações, e está presente em quase todos os dias, por ter um cheiro de agrado dos orixás. Os orixás que mais apreciam a alfazema são Oxum, Iemanjá, Xangô e também os ciganos.
Seu uso está associado a ajudar equilibrar as energias, limpar e purificar o ambiente trazendo a paz e harmonia.

Planeta: Mercúrio, Vênus, Júpiter.

Deuses: Hécate, Saturno, Ísis, Hathor, Kuan-in, Vesta e Iemanjá.

Propriedades mágicas: Bastante utilizada em banhos de purificação. Na África as flores e folhas são usadas contra maus-tratos maritais. Significa universalmente pureza, castidade, longevidade, felicidade. Dormir sobre ramos de lavanda abranda a depressão. Feitiços de amor. Combate às culpas de ações impensadas. Na astrologia está associada ao planeta Lua. Restabelece a paz depois das discussões e conflitos. Para o entusiasmo, alegria, determinação. Na medicina oriental, constata-se que a alfazema fortalece a parte In do indivíduo, auxiliando no amadurecimento do lado emotivo.

Festivais e rituais: Sabbat de Ostara, Litha, Mabon e Samhain.

Bem foi o que encontrei sobre essa planta maravilhosa planta que é a alfazema, ou lavanda, como preferir, espero que tenham gostado!
Que os deuses lhe abençoem!
Raffi souza.