06 novembro 2018

A deusa da sorte: Tyche!


A deusa das Sortes: Tyche!


Na mitologia grega, Tique (Τύχη, Tyche, "acaso", "sorte") era a divindade que governava a fortuna, a prosperidade e o destino de uma cidade. Os romanos a chamaram Fortuna, palavra que parece derivar de Vortumna, "a que faz girar o ano".
Segundo a Teogonia de Hesíodo e os hinos homéricos, Tique era uma das oceânidas, filha de Oceano e Tétis, mas os hinos órficos a chamavam filha de Zeus e o poeta Alcman a considerou filha de Prometeu.
O historiador grego Políbio escreveu que, quando não se podia descobrir causas naturais de eventos como inundações, secas ou geadas, elas podiam ser corretamente atribuídas a Tique.
O pseudo-Higino registrou que alguns associavam a Tique a constelação da Virgem, mais frequentemente identificada com Dike.
Tique era também chamada pelos gregos Agathê Tykhê (Boa Fortuna), Eutykhia (Boa Sorte), Akraiê (Das Alturas), Automatia ("Movida por si mesma", isto é, caprichosa), Meilikhios (Gentil) e Sôtêria (Salvadora).
As invocações romanas incluíam Fors Fortuna (Poderosa Fortuna), Fortuna Annonaria (sorte nas colheitas), Fortuna Belli (sorte na guerra), Fortuna Primigenia (sorte do primogênito ao longo de sua vida), Fortuna Virilis (a sorte de um homem e de sua esposa), Fortuna Redux (a sorte no retorno para o lar), Fortuna Respiciens (a sorte do provedor), Fortuna Muliebris (sorte de uma mulher solteira), Fortuna Victrix (sorte na batalha), Fortuna Augusta (sorte do imperador), Fortuna Balnearis (sorte dos banhos), Fortuna Conservatrix (sorte na conservação dos bens), Fortuna Equestris (sorte dos cavaleiros), Fortuna Huiusque (sorte no dia de hoje), Fortuna Obsequens (sorte ao receber indulgências), Fortuna Privata (sorte de um cidadão privado), Fortuna Publica (sorte do povo), Fortuna Romana (sorte de Roma) e Fortuna Virgo (sorte de uma virgem).
Em vasos antigos, Tique era frequentemente representada ao lado de Nêmesis ("Castigo"), sempre disposta a frear e controlar os favores extravagantes que a companheira distribuía.
No período helenístico, muitas cidades, principalmente as do Egeu, tiveram sua própria versão de Tique e a representaram em suas moedas. Geralmente usa uma coroa mural (semelhante a uma muralha) e pode segurar um leme, para guiar e administrar os negócios do mundo (nesse aspecto considerada uma das Moiras), uma bola, para representr a variabilidade da sorte, instável e capaz de rolar em qualquer direção; e com Pluto, "riqueza", representado como uma criança, ou a Cornucópia, para simbolizar os dons generosos da fortuna.
Na arte greco-budista de Gandara, Tique foi associada a Hariti, entidade maligna da mitologia budista.
Na Idade Média, como alegoria, Tique era representada carregando uma cornucópia, um leme de navio e a roda da fortuna, ou então ficava de pé sobre a roda, presidindo sobre o ciclo do Destino. A própria roda, isolada, também era sua representação. A primeira referência à roda como emblema das mudanças intermináveis da vida entre a prosperidade e o desastre ocorre em In Pisonem de Cícero, cerca de 55 a.C.
Apesar da proibição do culto de Fortuna por Teodósio I, seu uso como figura alegórica foi reabilitado pelo filósofo cristão Boécio, na Consolação da Filosofia (524 d.C.), escrita quando foi condenado à morte, leitura obrigatória de eruditos e estudantes durante a Idade Média. Nela, foi formulada uma teologia cristã do casus ("acaso"), segundo a qual as voltas aparentemente fortuitas e frequentemente ruinosas da Roda de Fortuna são na realidade inevitáveis e providenciais e até mesmo os eventos mais casuais fazem parte do plano oculto de Deus ao qual não se deve tentar resistir. Eventos, decisões individuais e a influência dos astros seriam meros veículos da vontade divina.
Dessa obra, originou-se a popularidade da representação da Roda da Fortuna, em miniaturas de manuscritos, vitrais de catedrais (como em Amiens) e no arcano X do Tarô. A Fortuna é geralmente representada maior do que um humano, para acentuar sua importância. A Roda costuma ter quatro estádios ou fases da vida, com quatro figuras humanas, às vezes etiquetadas: à esquerda regnabo ("reinarei"), no topo regno ("eu reino", uma figura coroada), à direita regnavi ("reinei") e em baixo sum sine regno ("não tenho reino", uma figura humilde).
As representações medievais da Fortuna enfatizavam sua dualidade e instabilidade, às vezes colocando-lhe dois rostos, à frente e atrás, como em Jano; uma face sorrindo e outra franzindo o cenho; metade do rosto branco e outro preto; vendada mas sem a balança, cega à justiça. Ocasionalmente, suas roupas chamativas ou provocantes (ou nudez) e comportamento atrevido sugerem uma prostituta.
Em tempos modernos, é frequentemente representada de maneira mais ou menos satírica como Lady Luck, a "Dona Sorte", padroeira dos jogadores, frequentemente vista como pin-up em calendários e tatuagens.
Na mitologia, Tique aparece como uma das companheiras de Perséfone, que se divertiam com ela na pradaria quando ela foi raptada por Hades.
A popularidade de Tique teve um primeiro auge na época helenística, fascinada por enredos que envolviam viradas imprevisíveis da fortuna e outro nos últimos tempos do paganismo greco-romano, outro período de mudanças difíceis e imprevistas. A eficácia de seu poder caprichoso teve o respeito dos círculos filosóficos dessa geração, embora entre poetas fosse lugar-comum insultá-la como uma prostituta infiel e inconstante.
Em Lebadeia, na Beócia, os que desejavam consultar o oráculo de Trofônio deviam primeiro permanecer alguns dias em um edifício consagrado a Agathe Tykhe e Daimon Agathos.
Em Estefanépolis, no Epiro, tanques com peixes que recebiam comida dos visitantes eram mantidos a cada lado do templo de Tique.
Em Roma, dizia-se que o culto foi introduzido ainda durante o período etrusco, no reinado de Sérvio Túlio, o sexto rei (segundo Varrão) ou de Ancus Marcius, o quarto rei (segundo Plutarco). O dia 11 de junho era consagrado a Fortuna e havia um grande festival dedicado a Fors Fortuna no dia 24. Ela tinha um templo no Forum Boarium e um santuário público no Quirinal, como gênio tutelar da própria Roma, Fortuna Populi Romani. Em Preneste (atual Palestrina, no Lácio), havia um oráculo ligado ao templo de Fortuna Muliebris onde o futuro era sorteado por um menino pequeno entre varas de carvalho com possíveis sortes nelas escritas.
Ela era invocada em vários contextos domésticos e pessoais como, por exemplo, na dedicação de um amuleto num guarda-louça da Casa de Menandro em Pompeia, no qual ela foi sincretizada com a deusa egípcia Ísis para se tornar Ísis-Fortuna. Ela era também associada ao deus Bonus Eventus (Bom Evento), como sua contraparte em amuletos e camafeus espalhados pelo Império Romano. Ela teve também templos importantes em Cesareia Marítima (atual Tel-Aviv-Haifa), Antióquia, Alexandria e Constantinopla, antes que fossem definitivamente fechados, junto com todos os demais templos pagãos, por Teodósio I.
Tique (em grego: Τύχη, transl. Tykhe, "sorte"), nos antigos cultos gregos, era a divindade tutelar responsável pela fortuna e prosperidade de uma cidade, seu destino e sorte – fosse ela boa ou ruim. Sua equivalente na mitologia romana era Fortuna.
O historiador grego Stylianos Spyridakis expressou de maneira concisa a atração de Tique para o mundo helenístico, repleto de violência arbitrária e reveses desprovidos de significado: "Nos anos turbulentos dos epígonos de Alexandre, uma percepção da instabilidade dos assuntos humanos levou as pessoas a acreditarem que Tique, a amante cega da Fortuna, governava a humanidade com uma inconstância que explicava as vicissitudes da época." Durante o período helenístico era comum que cada cidade venerasse sua própria versão icônica específica de Tique, vestindo uma coroa mural (uma coroa com o formato das muralhas da cidade). Na literatura estas versões recebiam diversas genealogias diferentes, por vezes como filha de Hermes e Afrodite, ou consideradas uma das Oceânides, filhas de Oceano e Tétis, ou Zeus Píndaro. Era associada a Nêmesis e Agatodemon ("bom espírito"), e venerada em Itanos, na ilha de Creta, como Tyche Protogeneia, associada à Protogenia ("primogênita") ateniense, filha de Erecteu, cujo auto-sacrifício salvou a cidade.
Em Alexandria, o Tiqueão (Tykhaeon), templo de Tique, foi descrito por Libânio como um dos mais magníficos de todo o mundo helenístico.
Tique aparece em diversas moedas nos três séculos que antecedem o nascimento de Cristo, especialmente nas cidades ao redor do mar Egeu. Mudanças imprevisíveis da fortuna são a força-motriz nas complicadas tramas dos romances helenísticos, como Leucipe e Clitofonte ou Dáfnis e Cloé. Seu culto experimentou um ressurgimento durante outro período de mudanças turbulentas, os últimos dias do paganismo sancionado pelas autoridades, no fim do século IV, entre o reinado dos imperadores romanos Juliano e Teodósio I, que fechou definitivamente os templos. A eficácia de seu caprichoso poder alcançou respeitabilidade até mesmo nos círculos filosóficos da época, embora entre os poetas fosse um lugar-comum insultá-la como uma meretriz inconstante. Existiam templos dedicados a ela em Cesareia Marítima, Antioquia, Alexandria e Constantinopla.
Na arte medieval era representada portando uma cornucópia, um timão emblemático e a Roda da Fortuna; por vezes é representada sobre esta roda, presidindo sobre todo o círculo do destino. Na arte greco-budista de Gandara, Tique tornou-se intimamente associada à deusa budista Hariti.
O historiador grego Políbio acreditava que, sempre que não se descobrisse as causas de determinados eventos, tais como enchentes, secas ou geadas, estas causas podiam ser atribuídas com justiça a Tique.
A constelação de Virgem por vezes é identificada como a figura celestial de Tique, bem como outras deusas como Deméter e Astreia.
Na peça de Sófocles sobre Édipo, quando perguntam em qual deidade ele acredita, Édipo responde que Tique, naquela época sinônimo de acaso, ou acaso divino.
Que sejam prósperos.
Raffi Souza.

01 novembro 2018

A erva sagrada: Mastruz!

A erva sagrada: Mastruz!



O mastruz é uma planta medicinal também conhecida por erva de santa maria, lombrigueira, quenopódio, ambrosina ou mentruz. É uma planta muito utilizada, pois seus óleos essenciais contêm propriedades vermífugas, antibióticas, antifúngicas, digestivas, antioxidantes, anti-inflamatórias e cicatrizantes, por isso, é muito utilizada no tratamento de situações como bronquite ou pé de atleta, por exemplo.
Esta planta, que tem o nome científico Chenopodium Ambrosioides, cresce espontaneamente em terrenos arredores de habitações, possui folhas verde escura, alongadas e de diferentes tamanhos, suas flores são pequenas e de cor esbranquiçada, tem cheiro forte e desagradável e atinge até 70 cm de comprimento.
O mastruz pode ser comprado em alguns mercados ou em lojas de produtos naturais, na sua forma natural ou em folhas desidratadas.
Para que serve o mastruz
As propriedades do mastruz são muito utilizadas para situações como:
Tratamento de vermes, devido a sua ação antiparasitária;
Eliminação de infecções fúngicas ou bacterianas, pois tem efeito antisséptico;
Combate a problemas digestivos, por aumentar o suco gástrico. Confira outras opções de excelentes remédios caseiros para gastrite;
Trata a prisão de ventre, por aumentar a secreção e a contratilidade intestinal;
Ação anti-inflamatória e antirreumática;
Efeito expectorante nas doenças respiratórias, pois estimula a movimentação dos brônquios e secreção de muco.
Além disso, o mastruz pode ser passado na pele, devido a sua ação emoliente, que ajuda na cicatrização de feridas e na irritação da pele, além de ser repelente contra insetos. Também pode ser utilizado como compressa, para alívio de inflamações causadas por contusões ou pancadas.
Mastruz com leite
A mistura das folhas de mastruz batidas com leite é muito utilizada popularmente para ajudar no tratamento de doenças respiratórias, como bronquites e tuberculose, devido a associação dos efeitos fortificantes do sistema imune e expectorantes destas substâncias.
Modo de uso do mastruz
A forma mais comum de utilizar as propriedades do mastruz é com a infusão de suas folhas, preparando um chá:
Infusão de mastruz: colocar uma xícara de café, da planta fresca com sementes, em 500 ml de água fervente e deixar repousar por 10 minutos. Depois coar e beber uma xícara de 6 em 6 horas. Esta infusão é indicada para o tratamento de problemas de estômago.
Além das folhas, podem ser usadas as flores e sementes em infusões, misturado com leite, tintura, xarope, extrato ou essência, no tratamento de uso interno ou compressas.
Efeitos colaterais do mastruz
Os efeitos colaterais do mastruz incluem irritação na pele e mucosas, dor de cabeça, vômito, palpitações, danos no fígado, náuseas e transtornos visuais caso seja usado em doses elevadas.
Matruz é abortivo?
Em altas doses, as propriedades do mastruz podem atuar alterando a contratilidade dos músculos do corpo, por isso, pode ter um efeito abortivo, em algumas pessoas, sendo desaconselhado o seu uso por mulheres gestantes.
Quem não deve usar
O mastruz é conta indicado no caso de gravidez e em crianças com menos de 2 anos. O mastruz é uma erva medicinal que pode ser tóxica, e a orientação médica é necessária para definir a dose recomendada.
Remédio caseiro ou alimento? A informação é de que o mentruz, mastruço ou outro nome dependendo da região do Brasil ou país são ervas aromáticas comestíveis e com poder terapêutico. Os tipos de mentruz são três, veja abaixo o nome de cada um deles, seus nutrientes e benefícios para a saúde, nome científico, família, como usar e fotos para reconhecer cada um deles.
Erva de Santa Maria ou mentruz (Chenopodium ambrosioides L)

Erva de Santa Maria ou mentruz (Chenopodium ambrosioides L. ou Sancta Maria Vell.) é da família das Amarantaceae (antiga Chenopodiaceae), também conhecida como mastruço (norte do Brasil), epizote (México), cambrozia, erva-das-lombrigas, chá-dos-jesuítas, erva formigueira, matruz, mentruço, ambrósia, ambrisia, quenopódio e canudo.
Galho com folhas alongadas, serreadas, denteadas ou inteiras como as superiores e sementes, planta anual podendo chegar de 1 a 2 metros de altura. Na medicina doméstica se usa suas folhas e sementes em forma de chás, tintura, extratos e como erva aromática na culinária.
Composição da Erva de Santa Luzia ou mentruz
Nas folhas e sementes são encontrados óleos essenciais como ascaridiol, cineal, cimeno, salicilato de metila, cânfora, histamina, salicílico, limoneno, quenopodina, ácido salicídico e butírico.
Vitaminas A, do complexo B e C e minerais como cálcio, fósforo, zinco.
Benefícios da Erva de Santa Luzia ou mentruz
Antibacteriana e antifungicida, usada para combater a acne, estimulante, expectorante, combate vermes como Oxyurus, Tênia ou solitária, lombriga ou Ascaris lombrigóides entre outros, cólicas, gases, úlceras, é digestivo, detox.
Como repelente para pulga, percevejo, formiga, onde seus ramos são deixando sob camas, colchões ou usados para varrer o chão. É possível fazer inseticida com esta planta usando suas sementes.
Como preparar
Batida com leite, a erva de Santa Maria é considerada um remédio poderoso.

Para combater vermes faz-se um chá com 10 gramas das folhas para 1 litro de água, beber um gole de hora em hora e depois óleo de rícino, sem exceder a quantidade no chá e nem as doses.
Contraindicações
Deve ser evitado por grávidas por ser uma planta abortiva.
O óleo da semente é contraindicado para problemas com doenças renais, afecções estomacais ou intestinais e crianças desnutridas devido à toxicidade
O Mentruz (Lepidium virginicum L.)
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O Mentruz (Lepidium virginicum L.) é da família da Brassicaceae ou crucíferas, têm folhas bem finas e alongadas, flores brancas miúdas em galhos compridos e em cachos e muitas sementes em longas espigas verdes. Usa-se as folhas, flores e sementes do mentruz em forma de chá, tintura, extrato ou cataplasma.  As folhas e sementes podem ser usadas na culinária em patês, saladas, sobre pães, em batatas cozidas ou assadas e tem sabor que lembra a mostarda.
Este tipo de mentruz é também conhecido como mastruço da Virgínia, erva-fome, mentruz de galinha, mentruz dos índios.
Composição do Mentruz (Lepidium virginicum L.)
Com vitaminas C, ferro, flavonoides, polifenóis, alcaloides, lepidina, clorofila, arsênico e óleo.
Benefícios do Mentruz (Lepidium virginicum L.)
Expectorante usado para tratar de doenças respiratórias, usado nas afecções urinárias, ajuda tratar problemas estomacais.
Dicas de uso medicinal
Suas folhas em forma de cataplasma ajuda tratar a sinusite, quando aplicada topicamente. O mesmo efeito tem nas luxações e dores musculares.
O chá da planta é feito com 25 gramas da erva para 1 litro de água, beber de 2 a 3 xícaras das de chá ao dia.
Contraindicações
O mentruz do tipo (Lepidium virginicum L.) pode causar em algumas pessoas irritação, alergia e coceira na pele, diarreia, palpitação cardíaca e azia.
Mentruz rasteiro (Coronopus didymus)
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Também conhecido como mastruz, mastruço, mastruz miúdo, da família das crucíferas o mentruz rasteiro tem sabor picante.
Planta invernal, época em que se desenvolve mais e melhor, podendo ser encontrada no verão em lugares úmidos, mas em menor quantidade como mostra a foto acima. Com folhas miúdas, crespas e recortadas, de um verde intenso, que se ramifica e se enche de sementes.
Com sabor picante, que lembra a mostarda, rica em óleos essenciais e muito usada em remédios caseiros e na culinária.
Muito usado em feijões, grãos, pães, patês, saladas, a dica é usar esta plantinha rasteira muitas vezes ignorada como tempero em receitas.
Benefícios do mentruz rasteiro para a saúde
Muito usado como digestivo, expectorante, problemas do fígado e como cicatrizante.
Nome científico: Chenopodium ambrosioides L.
Nomes populares: ambrosina, ambrisina, ambrósia, ambrósia-do-méxico, anserina-vermífuga, anserina-vermes, apazote, canudo, caacica, canudo, chá-da-espanha, chá-do-méxico, chá-dos-jesuítas, cravinho-do-campo, cravinho-do-mato, erva-mata-pulgas, erva-das-cobras, erva-formigueira, erva-vomiqueira, erva-das-lombrigas, erva-de-bicho, erva-embrósia, erva-pomba-rota, erva-do-méxico, erva-formiga, erva-lombrigueira, erva-pomba-rola, erva-santa, lombrigueira, mastruço, mastruz, matruço, mata-cabra, mata-cobra, matruz, menstruço, mentrasto, mentraz, mentrei, mentrusto, mentruz, menstruz, pacote, quenopódio, trevo-de-santa-luzia, uzaidela.
Partes utilizadas: folhas e frutos
Utilização:
- medicinal: é indicada no tratamento de angina, asmas, aumentar a transpiração, bronquite, cãibras, catarro bronquial, cicatrização, circulação, contusões, estômago, fraturas, fortificante dos pulmões, fungos de solo, gripe, hemorragia interna, hemorroidas, infecção pulmonar,  laringites, má circulação, parasitas do intestino em geral (principalmente ascárides, nemátodas, oxiúros), pé-de-atleta, picadas de insetos, relaxar espasmos, tosse, tuberculose, varizes, vias respiratórias.
- Caseira: ligada à preparação para os usos medicinais e às aplicações culinárias.
- Cosmética: não foram encontrados relatos de utilização cosmética da planta.
- Culinária: embora pouco se saiba sobre isso no Brasil, o mastruz é muito apreciado como erva aromática no México e em países do Caribe, por isso, suas aplicações culinárias estão ligadas ao tempero e à preparação de saladas.
- Magia: o uso mágico se resume à ritualística da Umbanda e do Candomblé.
Na ritualística: em Umbanda, é utilizada para banhos de purificação e de harmonização, bem como na preparação de amacis de cabeça e de guias.
Que sejam prósperos.
Raffi Souza

16 outubro 2018

A Deusa Mãe: Parvati!


A deusa Mãe: Parvati!


Parvati (em sânscrito: Pārvatī, पार्वती) ou Mahadevi é a Deusa Mãe no Hinduísmo e, nominalmente, a segunda consorte de Shiva, o deus hindu da destruição e renovação (a primeira é Sáti). No entanto, ela não é diferente de Sáti, sendo considerada a reencarnação da ex-consorte de Shiva. É a mãe de Ganexa e de Escanda. Algumas comunidades também acreditam que ela é a irmã de Vishnu. Ela é considerada como a Divina Shákti - a encarnação da energia total do Universo.
Em muitas interpretações das escrituras, Parvati é também considerada como uma representação de Shákti, embora com aspecto mais suave da Deusa Mãe, do que seus outros aspectos, como Kali e Durga. Ela é considerada a filha simbólica do Himalaia e irmã do rio Ganges. Parvati, quando retratada junto com Shiva, aparece com duas armas, mas, quando sozinha, é mostrada com quatro braços, e monta um tigre ou leão.
Manifestações de Parvati
Geralmente, é considerada uma deusa benigna, mas tem aspectos tanto sombrios, como Durga, Kali, Chandi e os Mahavidyas, como benevolentes, como Mahagauri, Shailputri e Lalita. Às vezes, Parvati é considerado como a suprema Mãe Divina, com todas as outras deusas referidas como encarnações ou manifestações dela. Outras deusas hindus, como Uma, Cali e Durga, costumam ser consideradas manifestações de Parvati.
Simbolismo
Como esposa de Shiva (que era um asceta mas que, mesmo assim, foi levado ao casamento graças à determinação de Parvati), Parvati representa a unidade entre homem e mulher.
Mas espera, quem era Sati e porque Parvati é considerada a reencarnação dela? Bem vamos ver sobre Sati aqui rapidamente:
Satī (em devanágari: सती, o feminino de sat "verdade") ou Dākshāyani é uma deusa hindu da felicidade conjugal e longevidade; ela é particularmente adorada pelas esposas, a fim de procurar prolongar a vida de seus maridos. Um dos aspectos de Devi, Dākshāyani é a primeira consorte de Shiva, em segundo lugar Parvati, a sua reencarnação.
Outros nomes para Dākshāyani incluem: Uma, Aparnā, Sivakāmini, e mais de mil outros; uma lista pode ser obtida no Lalithā Sahasranāmam.
A Ato de Sati, em que uma viúva hindu se suicida sobre a pira funerária do seu marido como a consumação de um ato final de fidelidade e devoção, tornou-se constante após a Deusa Sati, de quem o nome do ato é derivado.
Lenda
A Deusa Sati, personificação da divina Prakrti, teve nascimento humano de Brahma. Ela nasceu como filha de Daksha Prajāpati, um filho de Brahmā e Prasuti. Foi nomeado Gaurī, "a de cor de açafrão", uma vez que ela era dourada como o açafrão. Como é a filha de Daksha, ela também é conhecida como Dākshāyani.
Dakshayani desposa Shiva
No momento que a Deusa Sati toma a forma humana durante seu nascimento, Brahmā determina que ela deveria devotar-se a Shiva com humilde devoções e desposá-lo. Era natural que Sati, como uma criança, adorasse os contos e lendas associadas a Shiva e com isso cresceu dentro de si uma fervorosa devoção.
Quando Sati foi crescendo, a ideia de casar-se com ninguém mais que Shiva, tal como foi proposto pelo seu pai, se tornou um anátema para ela. A cada proposta de reis valentes e ricos a fez ansiar cada vez mais o asceta de Kailāsa, o deus dos deuses.
Para ganhar o respeito do asceta Shiva, a filha de Daksha abandonou o luxo do palácio de seu pai e se mudou para uma floresta, para dedicar-se a austeridades e ao culto de Shiva. Muitas rigorosas foram suas provas que gradualmente foi reduzindo a sua alimentação a um "bilva" de folhas por dia; essa particular abstinência valeu-lhe a alcunha de Aparnā. Sua orações finalmente deram frutos quando, após testar a sua resolução, Shiva finalmente aderiu à sua vontade e consentiu em fazer dela sua noiva.
Uma Sati em êxtase retornou à casa do seu pai para aguardar seu noivo, mas não o encontrou feliz com os acontecimentos. O casamento foi realizado na devida época, e Gaurī habitou com Shiva em Kailāsa. Daksha, ilustrado na lenda como um rei arrogante, não aceitou bem o enlace e basicamente retira a filha de sua família natal.
A arrogância de Daksha
Certa ocasião, Daksha organizou uma grande yagna para que todos os deuses fossem convidados, com exceção de Sati e Shiva. Querendo visitar seus pais, parentes e amigos infância, Gaurī procurou minimizar essa omissão. Valendo-se que que seus pais tivessem negligenciado fazer um convite formal para eles apenas porque, como família, tal formalidade fosse desnecessária; certamente, não seria necessário convite para visitar a sua própria mãe e, portanto, iria de qualquer forma. Shiva tentou dissuadi-la, mas ela estava resolvida a seguir adiante; sendo assim, ele determinou uma escolta de seus ganas e pediu a ela que não provocasse nenhum incidente.
O suicídio de Dakshayani
Sati foi recebida friamente por seu pai. E logo estavam em meio a uma discussão acalorada sobre as virtudes (e a alegada falta delas) de Shiva. A cada momento tornava-se mais claro a Gaurī que seu pai era inteiramente incapaz de apreciar as excelentes qualidades de seu marido. A conscientização de Gaurī a respeito disso tão somente porque Shiva a havia desposado, ela foi a causa da desonra de seu marido. Ela se consumiu de raiva contra o seu pai e aversão por sua mentalidade.
Pedindo em oração para que pudesse, em algum futuro nascimento, nascer filha de um pai a quem ela poderia ter respeito, Dākshāyani invocou seus poderes yogic e se suicidou.
A ira de Shiva
A ira de Shiva ao perceber esta catástrofe foi incalculável. Ele criou Virabhadra e Bhadrakāli, duas ferozes criaturas que grassaram e mutilaram no local do horrível incidente. Quase todos os presentes foram abatidos indiscriminadamente durante a noite. O próprio Daksha foi decapitado.
De acordo com algumas tradições, acredita-se que um irado Shiva realizou a temível dança Tāndava com o corpo carbonizado de Sati sobre seus ombros. Durante esta dança, o corpo de Sati foi se desfazendo e os pedaços caíram em vários lugares na terra. De acordo com outra versão, Shiva colocou o corpo de Sati em seus ombros e correu sobre o mundo, demente de tristeza. Os Deuses clamaram ao Senhor Vishnu para trazer a sanidade à Shiva. Vishnu usou seu Sudarshana chakram para desmembrar o corpo sem vida de Sati, após o qual Shiva recuperou a sua sanidade. Ambas as versões afirmam que o corpo do Sati foi, assim, desmembrado em 51 pedaços que caíram sobre a terra em diversos locais. Estes 51 lugares são chamados Shakti Peethas, e são locais de peregrinação. Esta lenda, porém não é aceita pelas principais tradições do Sul da Índia e noutros locais.
Depois da noite de horror, Shiva trouxe à vida todos os que foram mortos e concedeu-lhes a sua bênção. Mesmo o abusivo e culpado Daksha teve restaurada tanto a sua vida quanto o seu reinado. Sua cabeça decapitada foi substituída pela de uma cabra. Tendo aprendido a sua lição, Daksha viveu o resto da sua vida como um servo de Shiva.
Ato final
Dākshāyani renasceu como Pārvatī, filha de Himavan, o rei da montanha, e sua esposa, a apsara Menā. Desta vez, ela nasceu filha de um pai a quem ela poderia respeitar, um pai que apreciava Shiva ardentemente. Naturalmente, Pārvatī solicitou e recebeu Shiva como seu marido.
Esta lenda aparece em detalhes na literatura Tantra, em Puranas e na canção de Kalidasa, Kumārasambhavam, um épico que trata principalmente do nascimento de Subrahmanya.
Agora que explicamos quem era Sati, vamos continuar falando sobre Parvati.
A Deusa Parvati é a Deusa indiana do amor e do casamento. Parvati é a segunda esposa de Shiva, o Deus indiano da destruição e da transformação (a primeira esposa foi Sati, uma encarnação anterior de Parvati). O casal possui dois filhos: Ganesha e Kartikeya, sendo Ganesha o Deus da Sabedoria e Kartikeya o Deus da Guerra.
A Deusa Parvati é uma das muitas manifestações da Deusa Durga, a Deusa Hindu que representa o grande poder feminino. Parvati retrata um lado gentil e maternal da Deusa. Juntamente com a Deusa Sarasvati (Deusa das artes e da sabedoria) e com a Deusa Lakshmi (Deusa da riqueza e da prosperidade), Parvati faz parte da trindade de Deusas Hindus conhecida como Tridevi.
Atribuições: Deusa do amor, do casamento, da devoção, da fertilidade, da força divina e do poder, protetora das mulheres
Símbolos: Elefantes, Tigres, Tridente, flor de lótus e a dança
Local: Índia
A Deusa Parvati é uma Deusa Hindu serena, tranquila e cheia de amor. Parvati também é considerada uma Deusa da fertilidade e seus devotos geralmente pedem por bons casamentos, para resolver problemas amorosos e para atrair o amor de forma geral.
Existem muitas representações diferentes da Deusa Parvati e a maioria delas mostra a Deusa usando um vestido avermelhado e ao lado de seu marido, o Deus Shiva.
Sempre que está ao lado de Shiva, a Deusa Parvati possui apenas dois braços e geralmente segura uma lótus em sua mão direita. Quando vista sozinha ela é geralmente representada com quatro braços e pode segurar diversos itens em suas mãos como uma concha, um espelho, uma coroa, um rosário, um sino, um prato de arroz, uma ferramenta de agricultura ou cana de açúcar.
Uma de suas mãos podem estar na posição Abhaya mudra (não tenha medo) e a outra pode estar segurando um de seus filhos, sendo mais comum segurar Ganesha. Parvati também é represetada com pele dourada ou amarelada e o bronze é o material mais usado para fazer suas esculturas.
Parvati e Shiva representam o casal perfeito que conseguiu superar todas as dificuldades para se manterem juntos através do amor. Um dos episódios mais trágicos da história de Parvati possui diversas variações, mas o final é sempre o mesmo.
Uma das versões conta que: Uma vez, com a ausência de Shiva, a Deusa Parvati moldou uma criança a partir do barro e a imbuiu de vida. Um dia enquanto tomava banho, Parvati pediu para que seu filho vigiasse a entrada do local onde se banhava para prevenir intrusos. Neste momento Shiva retornou de uma viagem e foi impedido pela criança de entrar em sua morada. Num ataque de fúria, Shiva decaptou a criança com seu tridente. Parvati, triste, contou que Shiva havia matado seu próprio filho e ordenou que ele restaurasse a vida da criança. Shiva então utilizou a cabeça do primeiro ser que encontrou para poder trazer a criança de volta à vida. E esse ser foi um elefante. Assim, nasceu Ganesha.
A Deusa Parvati é normalmente encontrada ao lado do Deus Shiva na maioria dos templos hindus localizados no sul e sudeste da Ásia. Alguns deles celebram grandes eventos na vida da Deusa. Os templos de Khajuraho são um dos quatro principais locais associados à Deusa Parvati, junto com Kedarnath, Kashi e Gaya. De acordo com a mitologia hindu, Khajuraho é o lugar onde Parvati e Shiva se casaram.
Uma grande parte das pessoas buscam ajuda da Deusa Parvati para resolverem problemas conjugais. O mantra de Parvati Swayamvara Parvathi, segundo seus devotos, tem o poder de trazer o casamento, resolver problemas entre o casal ou, ainda, prevenir uma má união. Esse é um mantra que deve ser pronunciado 1008 vezes por dia, durante 108 dias seguidos para que a energia necessária para o seu funcionamento seja gerada.
Deusa Parvati – Invocação
A Deusa Parvati é comumente invocada para assuntos conjugais. Porém, ela também possui vários outros atributos e pode chamada em momentos de fraqueza ou impotência diante de alguma situação.
Você pode entrar em sintonia com a Deusa honrando diariamente e presenteando de coração aberto alguma mulher que você admire. A Deusa Parvati está fortemente presente nessa relação.
Caso queira, também pode realizar rituais ou entoar mantras para que a aproximação com a Deusa seja maior. É importante que os rituais sejam feitos durante a Lua Crescente, fase que mais se identifica com a Deusa Parvati e seu consorte, o Deus Shiva.
Itens necessários:
Símbolo de Parvati (de sua escolha)
Incenso (opcional)
Sua música preferida ou algum mantra
Não importando o período do dia, tome um banho para relaxar e acenda o incenso.
Mentalize seus pedidos e, com o símbolo em mãos, comece a dançar como seu corpo mandar.
Extravase e deixe os pensamentos ruins de lado, focando somente em Parvati e em sua benevolência. Dance até cansar ou sentir que foi o suficiente, e se possível, repita durante os dias do quarto crescente.
No Ramayana e no Shiva Purana, nos quais se diz que Parvati renasceu a partir de Sati, a primeira esposa de Shiva, já que os dois jamais poderiam ser separados. Porem pela morte de Sati, Shiva, imerso em profunda tristeza e solidão, retirou-se do mundo e prestou em silenciosa meditação. Parvati só sabia lamentar o inacabável ascetismo de seu amado e se cansara de permanecer junto a ele em vá adoração, pois Shiva, imerso em suas meditações, nem sequer dava-se conta da presença dela.
Num dia de primavera, os deuses, para retirar Shiva de sua atitude contemplativa, enviaram ao auxilio da bela Parvati o deus Kamadeva (patrono do amor) e sua esposa Rati (a luxuria e o prazer sensual).
Elegendo o momento em que Parvati encontrava-se perto de Shiva, Kamadeva preparou-se para disparar uma de suas flechas mágicas, mas nesse instante, Shiva o olhou com seu terceiro olho e reduziu instantaneamente em cinzas. Desde então, denomina-se o deus do amor com o nome de Ananga (privado de membros). Rati derramou rios de lagrimas por aquele que imaginava ter perdido para sempre, mas ela ouviu uma voz que lhe dizia: “Teu esposo terá novamente o corpo e voltará para teu lado quando Shiva casar-se com Parvati.” Nesse momento Parvati prostrou-se diante de Shiva ate’ que finalmente Shiva reconheceu Sati em Parvati e prometeu a ela seu amor. Parvati pediu para Shiva render-se a seu a seus desejos femininos e que devolvesse a kamadeva a forma de seu corpo, a fim de que Rati pudesse desfrutar do marido. Aceita as condições, Shiva e Parvati retiraram-se para o Monte Kailasa nos Himalaia.
Casada com Shiva, Parvati teve dois filhos, também deuses: Ganesha (o removedor de obstáculos) e Skanda, karti Keya ou Subramanya (o deus da guerra).
Antes, para obter o amor de Shiva, Parvati teve de seguir o caminho da austeridade, disciplina e da virtude pura. Parvati é considerada a deusa do casamento, e também é louvada como a deusa da família, daí a origem da palavra parivar (família).
Parvati, filha de Himavat e de Mena é consorte bondosa, austera e disciplinada de Shiva. Muitas vezes, ela é considerada a Mãe Suprema – Maha Devi, a que acolhe a todos os filhos, com seu infinito amor maternal, que os protege e os guia nas sendas da lei do karma, sempre mostrando aos mesmos os caminhos corretos e orientando-os passos que devem dar.
Ela é também a deusa da beleza, a virtuosa, e ressurge com diferentes manifestações, na forma de outras deusas, daí ser chamada de deusa das mil faces. Tem muitos atributos e, desde a era védica, um dos principais é a fertilidade, a forca que gera a procriação no mundo e nas espécies. É a própria geração da energia criadora, em sânscrito chamada de shakti.
Entre seus muitos nomes e manifestações vamos encontrar, de acordo com textos, seus atributos e características: Uma (a luz ou a sabedoria), Sati, Parvati, Ambika, Haimavati, Durga ou Mahamaya, Kali, Mahakali, Badrakali, Bhairavi, Devi, Mahadevi, Gauri, Bhavani, Jagatambe, Jagatmata, Kalyayani, Kapila, Kapali, Kumari, etc.

Mantra da “Deusa Mãe"
JAY MATA
KALI MATA
UMA PARVATI
ANANDA MAH (REPETE 7 VEZES ESTA PARTE)
Fontes:


Que sejam prósperos.
Raffi Souza.