19 janeiro 2015

Estudo das religiões - Budismo


2 Budismo
Conheça o Budismo



O Budismo originou-se nos fins do Período Bramânico na Índia, que se estendeu aproximadamente entre os séculos IX e III antes de Cristo. Tal período pode ser subdividido entre um período bramânico ortodoxo (período de predominação dos Bramanas), um período bramânico desviante (do qual originaram-se as Upanisadas) e período das heterodoxias. Este último dá lugar à origem do jainismo e do budismo. De uma maneira geral, o budismo prega um caminho de libertação e salvação mais individualizado.


No decorrer de sua existência, a crença budista subdividiu-se em duas correntes: o Budismo Theravada, mais próximo da origem dos ensinamentos budistas (prega um único caminho para a redenção: esforço e disciplina), e o Budismo Mahayana (predominante, por exemplo, em países como o Butão, país sob regime monárquico constitucional, e na Coréia do Sul), do qual geraram-se doutrinas como a Bodhisattva e o Zen-Budismo, esta última possuindo foco de concentração no Japão (embora neste último país predomine a religião xintoísta). O Budismo, de modo geral, é organizado sob um sistema monástico.

O principal livro sagrado budista consiste no Tripitaka, livro compartimentado em três conjuntos de textos que compreendem os ensinamentos originais de Buda, além do conjunto de regras para a vida monástica e ensinamentos de filosofia. A corrente do Budismo Mahayana ainda reconhece como códigos sagrados os Prajnaparamita Sutras (guia de sabedoria), o Lankavatara (revelações em Lanka) e o Saddharmapundarika (leis). A crença budista toma a reencarnação como verdade. O sistema budista de crença é baseado em quatro princípios ou verdades fundamentais: o sofrimento sempre se faz presente na vida; o desejo é a causa crucial do sofrimento; a aniquilação do desejo leva à aniquilação do próprio sofrimento; a libertação individual é atingida através do Nirvana. O Nirvana contraria-se à idéia do Samsara (o ciclo de nascimento, existência, morte e renascimento). Para os budistas, o caminho da libertação é atingido a partir do momento em que o ciclo do Samsara é quebrado. O rompimento do ciclo da vida é justamente o Nirvana, o qual pode ser alcançado através de passos: a compreensão correta, o pensamento correto, o discurso correto, a ação correta, a vivência correta, o esforço correto, a consciência correta, a concentração correta. Todos estes passos são perseguidos através da auto-disciplina e da meditação, além de exercícios espirituais.

O Budismo foi fundado na Índia em aproximadamente 528 a.C. pelo príncipe Sidarta Gotama, o Buda (o Iluminado, cuja existência estendeu-se aproximadamente de 563 a 483 a.C.), Hoje em dia, a maior concentração de seguidores budistas localiza-se na região do leste asiático). A Índia atual, na verdade, possui grande maioria hinduísta (pouco mais de oitenta por cento de sua população total).

Andre Boneberg

18 janeiro 2015

Estudo das religiões Wicca

 1ª WICCA
Conheça um pouca mais sobre a Wicca




“Uma Bruxa é o fruto do amor entre a Terra e a Lua”

Margaret Andreas.


Origem da palavra:
Wych em saxão e Wicce em inglês arcaico significam "girar, dobrar, moldar". Uma palavra radical indo-européia ainda mais antiga, Wic, ou Weik, também significa "dobrar ou moldar". A palavra "Witch" também pode ter a origem na antiga raiz germânica Wit – Saber. A palavra "Wicca", que tem a mesma raiz que "Witch" - vem do inglês antigo "wicce", proveniente da raiz saxônica "wic'" e hoje está relacionada com religião e magia . Assim: Wicca era uma palavra do Inglês Antigo (pronunciava-se 'witcha') que significava homem sábio ou xamã sendo ‘wicce’ a forma feminina.

Origem da Religião:

A Wicca surgiu no período Neolítico, em várias regiões da Europa, onde hoje se localiza a Irlanda, Inglaterra, País de Gales, Escócia, indo até o Sudoeste da Itália e a região da Britânia na França. Quando os Celtas invadiram a Europa, quase mil anos antes de Cristo, trouxeram suas próprias crenças, que, ao se misturarem às crenças da população local, originaram o sistema que deu nascimento à Wicca. Foi somente na Idade Média que a Bruxaria foi relegada às sombras com o domínio da Igreja Católica e a criação da Inquisição, cujo objetivo era eliminar de vez as antigas crenças.

Ressurgimento da Religião:
A religião Wicca ressurgiu com o bruxo inglês Gerald B. Gardner que impulsionou o renascimento do culto, com o nome de Wicca, juntamente com outros bruxos e bruxas, em meados dos anos 40 e 50. Após a revogação da última lei britânica sobre bruxaria, em 1954 ele lançou o livro “Bruxaria Hoje”, considerado um marco para o renascimento do paganismo mundial. Ele alegou que: a religião, na qual ele fora iniciado, era uma sobrevivente moderna de uma antiga religião da bruxaria, que tinha existido em segredo durante centenas de anos, originária do Paganismo pré-cristão da Europa. A
Wicca é, assim, às vezes referida como a Velha Religião, ou a Nova Religião dos Velhos Deuses.

Definição:
 A Wicca é uma religião Neo-pagã fundamentada nos cultos da fertilidade que se originaram na Europa Antiga. A tradição Wicca e seus termos são baseados em diversas culturas do paganismos antigo.

Os seguidores da Religião Wicca são chamados de Wiccanianos, Wiccanos, Wiccans ou Bruxos.

Princípios orientadores:
Os Wiccans (ou wiccanos) acreditam que as divindades se apresentem tanto nos aspectos masculinos quanto os femininos.

Não existem "entidades do mal" nas crenças Wiccans, assim como os Deuses não se encontram separados dos humanos. Eles transcendem toda energia e matéria do universo. Estas energias podem ser tanto positivas como negativas e são utilizadas pelos humanos em cada dia de suas vidas.

A Wicca é uma religião orientada para a Natureza, onde os wiccans procuram um equilíbrio espiritual, utilizando as energias, de forma a direccioná-las positivamente para suas vidas e das pessoas em seu redor. O uso destas energias é chamado de magia ou "magick".

Os wiccanianos não aceitam o conceito arbitrário do pecado original ou do mal absoluto, e não acreditam em céu ou inferno. Eles crêem que quando morremos, vamos à Terra de Verão (ou Terra da Juventude Eterna), onde recobramos nossas forças e nos tornarmos jovens novamente.
A Wicca é uma religião iniciática, e pode ser praticada tanto de forma tradicional quanto de forma solitária.
-Nas formas tradicionais, os praticantes avançam através de "graus" pré-definidos de iniciação e geralmente trabalham em círculos.
- Nas formas solitárias, os praticantes geralmente se auto-dedicam e auto-iniciam nas práticas da Wicca, e depois normalmente a praticam sozinhos. Algumas vezes, solitários são iniciados por outros sacerdotes ou sacerdotisas antes de estabelecerem sua prática.

Várias Tradições & várias práticas:
A religião Wiccaniana é formada de várias tradições como: a Gardneriana (tradição que segue os ensinamentos e praticas estabelecidos por Gardner), Alexandrina, Diânica, Tânica, Georgiana, Tradicionalista, Ética e outras, pois existem muitos praticantes que não pertencem a nenhuma tradição estabelecida, mas criam a sua própria forma de culto (ecléticos) aos Antigos Deuses.
Há uma enorme quantidade de variações sobre as crenças e as práticas Wiccanas:
A prática Wiccana mais comum cultua duas Divindades, a Deusa e o Deus, algumas vezes chamado de Deus Verde, Deus Caçador, Deus Criança, etc...

Algumas tradições, principalmente as denominadas Tradições diânicas enfatizam o culto da Deusa, outras dão ênfase ao Deus e a Deusa como complementos de toda a criação, como no caso a Tradição dos Pentáculos. Em alguns casos, o Deus tem um papel diminuído. Alguns praticantes discordam dessa posição, dizendo não haver razão para realizar as celebrações ritualísticas mais importantes sem a presença das duas polaridades. Outros praticantes vêem a Deusa como o Todo, sendo assim o Deus apenas uma parcela da Deusa.

André Boneberg

17 janeiro 2015

O OLHO DE HÓRUS

O OLHO DE HÓRUS



O Olho de Hórus é um símbolo proveniente do Egito antigo e é um dos mais poderosos amuletos usados em todas as épocas. Era um amuleto protetor utilizado tanto em vida, quanto na morte em suas múmias. Era usado em vida para afugentar o mau-olhado ou qualquer mal que pudesse atacar a pessoa e, após a morte defendia contra o infortúnio no Além. Muito utilizado também na Alta Magia egípcia pelos sacerdotes dos faraós.
É datado de ( 2575 a 2134 A.C.) e é um dos mais comuns em todos os períodos da história egípcia.
Esse símbolo é tão importante na crença egípcia quanto o crucifixo é na religião católica. Além de desenhado em papiros e paredes de túmulos, era também esculpido na forma de amuletos e hieróglifos. Como hieróglifo significa ver, construir, criar, sendo que a palavra em egípcio que o representa é “UDJAT”, palavra esta que também é utilizada para se referir ao Olho de Hórus.
Segundo a lenda, o olho de Hórus é composto por duas partes, o olho esquerdo e o direito, onde o olho esquerdo simboliza a lua, e o direito, o sol.
A lenda volta ao Egito onde em uma luta o Deus Seth (Deus da violência e desordem) arrancou o olho esquerdo de Hórus ( Deus do Sol Nascente representado pelo falcão) e o fracionou em 64 partes. De acordo com a lenda, o olho foi restaurado pelo Deus Thoth, Deus da sabedoria e da magia, que encontrou, restaurou e preencheu o olho. Ao receber de Thoth o seu olho curado e são, Hórus deu-o a seu pai morto e assim garantiu o renascimento de Osíris no outro mundo. Assim, este era um símbolo considerado auspicioso e representava a vitória da vida sobre a morte, o renascimento.
O olho direito ( Udjat ) representa a informação concreta, que é controlada pelo lado esquerdo do cérebro. Esse lado é responsável pelo entendimento de letras, palavrae e números, e é mais voltado ao universo de um modo masculino.
O olho esquerdo ( Wedjat ) representa a informação abstrata, é representado pela lua, e simboliza um lado feminino, com pensamentos e sentimentos, intuição, e a capacidade de enxergar um lado espiritual.
Juntos os dois lados do Olho de hórus (Udjat/Wedjat) representam todo universo, um conceito muito similar ao símbolo Yin / Yang e representam o poder combinado e transcendente de Hórus. Um conceito também similar do Sol e da Lua como olhos, que aparece em muitas tradições religiosas.
O Olho de Hórus não é somente um desenho, cada traço tem um significado e um valor numérico específico.



Como amuleto mágico o Olho de Hórus gozou de grande popularidade no Antigo Egito, sendo considerado um amuleto dos mais poderosos: potencializava a visão, protegia e remediava as doenças oculares, combatia os efeitos do "mau do olhado" e também, protegia os mortos.
No Egito Antigo esse amuleto era usado para, junto com a serpente (Uraeus) utilizada nas coroas dos faraós, representar a realeza, como também para representar poder e proteção. Antes de ser chamado de Olho de Hórus, foi conhecido como “Olho de Rá”. O Olho de Hórus e a serpente (Uraeus) simbolizavam o poder real, tanto que os faraós passaram a maquiar seus olhos como o Olho de Hórus e a usarem serpentes esculpidas na coroa e em seus objetos pessoais, para assim receberem o poder deste símbolo, pois acreditavam que este símbolo de indestrutibilidade poderia auxiliar no renascimento, em virtude de suas crenças sobre a alma. Daí que vem a incrível, linda e encantadora maquiagem egípcia.
A utilização do Olho de Hórus como amuleto traz poder, proteção, saúde, cura, ampliação da visão e força. Também é símbolo de vitória do bem contra o mal.
Conhecido popularmente como o Olho que tudo vê, atualmente é muito utilizado para ampliação e desenvolvimento das capacidades mediúnicas bem como abertura do Terceiro Olho em meditações e trabalhos mediúnicos pois está associado ao nosso Terceiro Olho, o Olho da Alma.

Grasi Marchioro