22 janeiro 2015

As leis que regem o universo

As leis que regem o universo
(há varias leis que regem o universo, seguem algumas)

“Ó homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os deuses.”

A mensagem acima foi escrita há muito tempo em um Templo consagrado ao deus Apolo, em Delfos, na Grécia. É atribuída ao sábio filósofo Sócrates.



1- Lei da Atração:

Aquilo que focas a tua primordial atenção, certamente atrairá. Sejam aspirações ou desejos por coisas positivas ou negativas. Exemplo: se fores ganancioso e extremamente materialista, por certo, acumularás muitos tesouros. Contudo deverias te lembrar sempre que todos os bens materiais são temporários e passageiros, até mesmo o teu próprio corpo físico. Por outro lado se fores amoroso, se cultivares valores espirituais atrairás o amor do próximo e as experiências diretas do amor de Deus.

2- Lei da Resistência:

Aquilo que resistes por desconhecer a verdade chama-se ignorância e se receias em obter o conhecimento superior espiritual, serás atraído cada uma vez mais aos medos, as angústias e as desavenças. Assim se assegura que a pessoa se livre dos seus medos, suas angústias, depressões e ansiedades lidando com eles diretamente como o conhecimento espiritual superior e sempre como o guia do mestre espiritual, aquele que através do conhecimento superior enfrentou as resistências e as venceu.

3- Lei da Reflexão:

Aquilo que aprecias, receias ou desgostas nos outros tens em ti mesmo, e vice-versa, somos em verdade o reflexo do outro. A pessoa imatura apenas projeta no outro a parte de si que não torna consciente. Aquilo que resistes em ti, e receias nos outros, são a causa da nossa principal ignorância, ou seja : Quem Sou! De Onde Vim? Para Onde Vou?, Verdadeiramente somos assim, inconscientes. Alguns ramos da Psiquiatria, Neurociências, Psicologia e Psicanálise modernas lidam com esta lei, mais infelizmente só percebem e tratam os sinais e sintomas superficiais, contudo a causa verdadeira está na raiz, no transfundo da inconsciência, portanto somente o autoconhecimento e a auto realização do homem, tanto material como espiritual, poderia nos colocar em verdadeira reflexão de: Quem Sou eu?

4- Lei da Manifestação:

Tudo se inicia com o verbo, um mantra, um pensamento, uma idéia. Quanto mais forte, mais repetitivo é este, mais depressa e imediatamente se manifesta, pela mecânica material ou espiritual da imantação. O pode criativo da mente e da inteligência, são esses dons inatos ou adquiridos que podem ser trabalhados pelas práticas de diversas yoga e a meditação, e assim a pessoa poderá subir para uma plataforma mais elevada e compreenderá as limitações e imperfeições dos seus sentidos físicos materiais.
O método filosófico e científico para realização de DEUS (AUTO-REALIZAÇÃO) é o método pelo qual purificamos nossa consciência, impedimos mais poluição, e chegamos ao estado de Perfeição, e esse sistema chama-se Bhakti Yoga. Apesar de Deus ser um só, Ele tem formas, aspectos e nomes ilimitados, de acordo com Suas infinitas manifestações. O Reino de Deus também é eterno, pleno de conhecimento e bem-aventurança ilimitadamente. 

5- Lei do Livre Arbítrio:

Em última análise, não somos os controladores definitivos dos nossos destinos somos apenas responsáveis pelo que criamos totalmente por nossas atitudes, e a isso chamamos de livre arbítrio. Apesar de haver livre arbítrio, é dado à liberdade a pessoa de agir perante os eventos e circunstâncias como quiser de acordo ao seu nível de conhecimento e consciência. Assim, desenvolvendo consciência espiritual, haverá gradualmente o desapego às coisas e aos seus resultados fruitivos e às suas expectativas quase sempre frustrantes e aprenderemos a cultivar ações materiais e espirituais positivas, desta maneira eliminam-se conseqüências desfavoráveis do mau karma e criam-se perspectivas mais positivas para a vida material e espiritual no modo da bondade.

6- Lei da Conseqüência – Causa e Efeito.

Tudo surge de algo original anterior, cada evento, cada pensamento causa uma conseqüência (positiva ou negativa ao nosso julgamento e dos demais). Assim se executamos atos negativos atrairemos atos negativos e atos positivos atrairão de futuro atos positivos. Exemplo: se roubares acabará por ser roubado em algo porque causaste uma desestabilização da harmonia do sistema universal.
E enquanto permanecermos agentes e devedores por esse desequilíbrio do perfeito sistema universal, continuaremos neste ciclo de misérias, sofrimentos, nascimentos e mortes. De maneira que um dia nos cansaremos dos atos negativos provenientes do nosso estado mental de ignorância espiritual, e acabaremos cedo ou tarde acordando para eliminarmos estes indesejáveis inimigos da alma; a alma é nosso verdadeiro ser, e necessitamos obter conhecimento espiritual para nosso autoconhecimento e nossa auto realização. 
Quando nascemos no mundo material, somos cobertos imediatamente pela energia material ilusória da ignorância, assim esquecemos completamente nossa posição eterna espiritual da perfeição do amor divino puro no Reino de Deus, que é plena de conhecimento e bem-aventurança.
Aqui no mundo material, somos sujeitos ao tempo-espaco, como duas categorias complementares, uma não existe sem a outra; para definir o espaço temos que situá-lo no tempo, e para medir o tempo temos que situá-lo no espaço; e ficamos presos no ciclo constante de nascimentos e mortes. Assim, temos que lutar arduamente pela existência material, na busca interminável pelo prazer material, que na verdade é temporário e ilusório. E na luta árdua da tentativa de dominar a natureza material, que é sempre frustrada. Essa é a lei do mundo material. 

7- Lei da Harmonia:

No Universo tudo tenta atingir o equilíbrio e a harmonia, ou seja existe um Controlador Supremo. Veja-se o caso do Planeta Terra e da Natureza e de todo o Universo conhecido. Este mundo material é um reflexo pervertido do mundo espiritual, ou Reino de Deus. Tudo que existe aqui existe lá, só que aqui é reflexo pervertido, temporário, ilusório e cheio de sofrimentos e misérias. Lá, tudo é absoluto, eterno, perfeito, pleno de prazer, pleno de conhecimento e pleno de êxtase, ilimitadamente. Aqui no mundo material, somos como o peixe fora da água. Um peixe fora da água, fora de seu ambiente natural, nunca vai conseguir ficar satisfeito, muito pelo contrário, o sofrimento só vai aumentar até a morte. O Supremo Senhor quando cria este mundo material, que é criado e destruído constantemente, pois sofre ação do tempo, é tão misericordioso que entra pessoalmente em toda a criação, no Seu aspecto localizado todo-penetrante, dentro do coração de todos os seres vivos e dentro de cada átomo da criação. Portanto, o Senhor nunca nos abandona, Ele está sempre dentro do nosso coração, nós é que O abandonamos.

8- Lei da Sabedoria e Conhecimento:

A sabedoria da consciência elimina a ignorância e suas conseqüências negativas na vida humana. Exemplo: ao aprendermos a lidar com sensatez sobre as diversas coisas da vida material e espiritual com amor, consciência e dedicação, podemos ultrapassar nossas dificuldades quotidianas, sempre inspiradas no conhecimento superior da ciência espiritual, que nos diz claramente que somos corpo e alma espiritual. Portanto não e nada inteligente dedicarmos quase todo nosso tempo ao mundo material, isso é estupidez, ignorância.
O Supremo Senhor é muito misericordioso e clemente. Ele é o criador deste mundo material temporário e ilusório, que é criado justamente para tentar satisfazer o desejo de “prazer” independente dos seres condicionados na ilusão e ignorância. Ignorância porque esquecemos nossa verdadeira identidade eterna. Ignorância significa não conhecer Deus.

9- Lei do Retorno e da Dádiva:

Aquilo que ofereces com dádiva acaba por receber mais. Se oferecer mais amor de mim aos outros, mais receberei em retorno. Não importa o tamanho de seus sonhos, o Universo não enxerga limites. Existem pessoas que ao longo de seu caminho vão impondo barreiras e limites aos seus desejos. Saber escolher o que realmente se quer é uma dádiva hoje em dia, o mundo material nos distrai o tempo todo e é difícil resistir a todo o apelo publicitário que nos faz distanciarmos de nossas idéias e desejos originais, que é a nossa conexão com o mundo espiritual. A partir de uma boa reflexão sobre o que se é e onde se deseja chegar não fica difícil criar uma meta.

10-Lei da Evolução e Propósito:

A evolução do Universo e da vida não acontece ao acaso. Existe um propósito e tudo é orquestrado de um modo espantosamente inteligente pela suprema vontade de Deus. Questão: como surgiu o universo? Como surgiu o DNA? Como surgiu a célula?
A evolução humana é no sentido da inteligência, do poder criativo e de manifestação dos bens favoráveis a toda sociedade. A evolução da consciência de Deus é no sentido da sabedoria do Amor. Nós somos partículas atômicas do Supremo Senhor. Assim, temos as mesmas qualidades fundamentais de Deus só que em quantidade infinitesimal. Temos uma relação eterna de amor puro com Deus, que é a causa do conhecimento perfeito e bem-aventurança verdadeira. A Causa de todas as causas.

11- Lei da Energia:

Como afirmam os físicos e em especial os físicos quânticos, tudo no universo é energia. E toda a energia é vibração. É apenas diferença em vibração que faz diferir cada coisa e cada ser (Teoria das Cordas). No Universo, a energia não se cria não se perde apenas se transforma. Isso se aplica a tudo, inclusive à consciência. As diferenças na vibração fazem mudar as propriedades das coisas de forma que parecem diferentes à nossa percepção limitada. Deste modo e evidentemente, há forma de energia que não são observáveis pela nossa percepção imperfeita, mas claro continuam e existir (exemplo: UVs, eletricidade…). Deste modo, formas de seres e objetos podem não ser manifestadamente visíveis, mas mesmo assim existentes! Ou não são visíveis, mas são “sentíveis”. 
12- Lei do Desapego:

É na resistência e no apego aos bens do mundo material que está à origem de todos os nossos sofrimentos. Só porque resistimos com apego aos bens materiais, estamos sempre insatisfeitos e incompletos. Quando aceitamos que todas as coisas são temporárias e passageiras, e nomeadamente da mutabilidade das coisas, dá-nos paz por sabermos que nada possuímos e tudo “desaparece conforme os planos divinos”, pois lentamente transforma-se. Cultivando nossa consciência de que toda matéria é transitória e efêmera podemos ser mais facilmente felizes. Na verdade não é suposto possuirmos nada, pois tudo em essência pertence à Suprema Verdade Absoluta.

13- Lei da Gratitude:

Quanto mais dás com gratidão, mais recebes. O quanto mais dás com amor, mais receberás. Essa é uma lei imutável.

14- Lei da Associação:

Quando dois ou mais se juntam com o mesmo propósito ou intenção elevados, a força é duplamente mais eficaz. Podemos criar satisfação global para todos deste modo. Quando milhares de devotos se juntam em devoção e amor por Deus a força é enorme e incomensurável. Hare Krsna!

15- Lei do Amor Incondicional:

A expressão do amor incondicional manifestada pelos homens com consciência divina proporciona mais harmonia e paz. O Amor incondicional superior á Deus é aquele que dás sem pedir ou esperar nada em troca. É o processo para reviver a relação amorosa eterna do ser vivo com Deus. É Bhakti Yoga.



16- Lei da Afinidade:

Tudo na nossa vida condicionada não acontece por mero acaso, há afinidades que explicam propósitos e conseqüências de acordo como o nosso nível de consciência.

17- Lei da Abundância:

Nós criamos a realidade que queremos, conforme nossos interesses. Ou melhor… Nós vemos a realidade que queremos. Mas a realidade que este universo é um sem fim de abundância. Veja-se a sua imensidão! Veja-se a quantidade de recursos que a Terra nos dá. Veja-se o quão pouco realmente necessitamos para vivermos em paz e abundância! Todos os seres humanos contêm em si todo o potencial para fazer das suas vidas um paraíso de grande felicidade. No entanto a generalidade da espécie humana imersa na ignorância divina escolhe viver um planeta de escassez e assim cria a sua ilusória realidade.

18- Lei da Ordem Universal:

Quando estudamos detalhadamente a física, a química e a biologia e outra ciências durante o colégio e a universidade ficamos surpreendido com a complexidade da vida e do universo; toda a ordem e propósito de todas as interações que compõe o corpo, desde os órgãos, às células, das moléculas aos átomos. Nada acontece por acaso. Tudo tem um propósito divino. A vida é funcional, adaptável e sustentável neste planeta. Qualquer desajuste no equilíbrio neste sistema planetário apenas causa a desarmonia e tentamos, quase sempre inutilmente, nos adaptarmos e restabelecermos sua funcionalidade e sustentabilidade de novo. Não existem erros nem acasos. Todas as lições são aprendidas com amor ou sofrimento e o propósito da evolução é seguido de acordo aos propósitos do Supremo Controlador.
Como disse um sábio: “A tua maior liberdade está em escolheres seguir alegremente o teu destino, cumprindo-te com as leis divinas.”

19- Lei da Unidade:

É apenas por simples ilusão existencial humana que parecemos separados entre corpo e alma. Os nossos sentidos limitados e imperfeitos são a expressão da nossa inconsciência, enquanto os sentidos conscientes da alma são perfeitos e ilimitados, no entanto, por causa da nossa ignorância de quem realmente somos, parecem separados. Nós somos pessoas porque Deus é uma pessoa. A diferença é que somos pessoas infinitesimais e Deus é a pessoa suprema infinita, ou seja, a Suprema Personalidade de Deus.

20- Lei do Compromisso:

Uma forma de consciência superior só consegue ser realmente livre e totalmente realizada em felicidade quando conseguir libertar e compartilhar essa felicidade a todos os outros seres. No sentido verdadeiro do espírito, por virtude da lei do propósito, parece-nos que a energia superior do universo sempre percorre no sentido do Amor Divino e tal acontecerá mais tarde ou mais cedo na história dos homens, de acordo com seus níveis de consciência. Só que ao mesmo tempo, Deus nos dá liberdade completa, e quando fazemos mau uso dessa liberdade, ficamos cobertos pela ilusão material, a partir do ego falso, e por isso temos que nascer no mundo material, que funciona como uma prisão.

21- A lei do Dharma

Dharma é o propósito evolutivo que escolhemos para nossa vida. Quanto mais res-
peitamos e nos alinhamos com a Lei do Carma , mais nos elevamos e transcendemos o nosso   carma e mais consciente nos tornamos do nosso Dharma, do que nascemos para viver.      

André Boneberg




21 janeiro 2015

O universo conspira a nosso favor, basta observar os sinais

O universo conspira a nosso favor, basta observar os sinais




"De uma coisa podemos ter certeza: de nada adianta querer apressar as coisas. Tudo vem ao seu tempo, dentro do prazo que lhe foi previsto. Mas a natureza humana não é muito paciente. Temos pressa em tudo! Aí acontecem os atropelos do destino, aquela situação que você mesmo provoca, por pura ansiedade de não aguardar o tempo certo. Mas alguém poderia dizer: Mas qual é esse tempo certo? 


Bom, basta observar os sinais. Geralmente, quando alguma coisa está para acontecer ou chegar até sua vida, pequenas manifestações do cotidiano enviarão sinais que podem ser a palavra de um amigo, um texto lido, uma observação qualquer. Mas, com certeza, o sincronismo se encarregará de colocar você no lugar certo, na hora certa, no momento certo, diante da situação ou da pessoa certa! Basta você acreditar que nada acontece por acaso! 

E talvez seja por isso que você esteja agora lendo estas linhas... Observe melhor o que está à sua volta. Com certeza alguns desses sinais já estão por perto e você nem os notou ainda. Lembre-se que o universo sempre conspira a seu favor quando você possui um objetivo claro e uma disponibilidade de crescimento."
Paulo Coelho

Os seres humanos estão sempre insatisfeitos. Raramente buscamos ser felizes com o que alcançamos. Ao mesmo tempo que conseguimos algo percebemos que ainda falta alguma coisa, por isso é impossível ter satisfação pois queremos mais. Quanto mais temos, mais insatisfeitos nos sentimos e isso significa:“ausência de um sentido de moderação, de compreender o caminho do meio, mas principalmente de não saber observar os sinais”.

Estamos sempre buscando nos libertar do sofrimento e da dor que essa insatisfação acarreta e não percebemos que a nossa mente, com seus hábitos, não conhece limites e, assim, continuamos a sofrer. Passamos a ter nossa vida preenchida com suspiros profundos, pensando em tudo que aspiramos ser ou ter e, quando não acontece nada de novo, deixamos de viver aos poucos, tentando descobrir as causas do sofrimento e não aprendemos a agradecer as conquistas que já fizemos.

A verdade está além da forma e só podemos nos livrar dos sofrimentos quando descobrimos a essência do ser e do estar em Paz. Como disse o Buda: “Buscar entender a verdade do sofrimento em lugar de buscar a eliminação do sofrimento. Compreendendo a verdade do sofrimento pode-se chegar à causa do sofrimento. O sofrimento não acontece apenas, mas tem origem. A natureza é dependente das causas; não há resultado sem causas.”

Tudo muda quando encaramos cada dia como uma possibilidade de vitória, de conquista, de construção, quando encaramos o que já conquistamos como vitória, quando mudamos nossos valores, aprendendo a ouvir os sinais que o Universo dá. De acordo com a capacidade de percepção de cada pessoa, a compreensão desses sinais será especialmente importante: a estabilidade, clareza da mente e a percepção da importância de desenvolver um coração suave e bondoso, reconhecendo a própria capacidade de doar-se aos outros. Precisamos compreender que a fonte e origem do sofrimento é interna, tanto quanto o potencial para a libertação. 

O ser humano coloca o sofrimento como algo externo mas, sem controle da mente e das ações, nada podemos fazer e nada merecemos, pois a essência do ensinamento é: não devemos cometer nenhuma ação nociva; devemos evitar o egoísmo e o orgulho e evitar ferir os outros por palavras, ações ou pensamentos mas, principalmente, devemos praticar o perdão.

Para nos livrarmos do sofrimento temos que aprender a olhar internamente e, principalmente, observar os sinais que a vida dá. Fugir deles não adianta, sem que se localize a causa desse sofrimento no nossso interior e sem dela nos libertarmos, continuaremos a viver sua experiência e também a repetir seus padrões. E sem mudá-los não nos afastamos da sua causa.

Estamos acostumados a tirar o pó da máscara, ajeitar as coisas externamente, passando a impressão de estarmos livres daquilo que nos faz sofrer. As circunstâncias externas e nossa reação são projeções mentais nossas. Os sinais nos trazem para o básico, para o simples, para o que é real, que é viver cada momento com atenção e presença. Simplesmente ser o que somos e podemos – e não o que representamos. 

Acreditar que o sofrimento acaba dentro do prazo que lhe foi previsto, do tempo que levamos para amadurecer e escutar os tais sinais. Os atropelos do destino são originados por situações provocadas por nós mesmos, por pura ansiedade, por não aguardar o tempo certo, ou respeitar o tempo do outro. Mas qual é esse tempo certo? Bom, basta observar os sinais! 


Aceitar e praticar isto é um eterno exercício de equilíbrio. Ele nos mostra onde estamos, onde colocamos nossa energia, nosso foco pois estamos com tudo interiorizado, nada se encontra fora, no outro. Equilibrar tudo isso é ter uma atitude de mais paz e harmonia o que contribui, e muito, para o relacionar-se. Crescemos nós e também o outro. 

Às vezes nos falta esperança, perdemos nossa fé; então, descobrimos que precisamos acreditar, tanto quanto precisamos respirar. Pode ser difícil fazer algumas escolhas, mas será mais fácil se observarmos os sinais; existe uma diferença muito grande entre conhecer o caminho e percorrê-lo. Não procure querer conhecer seu futuro antes da hora, nem exagere em seu sofrimento. Esperar é dar uma chance à vida para que ela coloque a situação ou até a pessoa certa em seu caminho. 

Mensagem de MAHA CHOHAN para equilibrar as emoções e aprender a observar os sinais

Amados amigos,
Ao nascer, cada emanação de vida recebe um ser inteligente que é incorporado ao seu corpo físico. Este ser elemental, o administrador, assume a tarefa de manter em ordem o corpo até o crescimento, a maturidade e toda a vida, até que a emanação de vida abandone seus corpos. Este ser elemental do corpo mantém a circulação e afasta constantemente os sinais de dissolução no corpo devido aos excessos ou explosões de sentimentos, que provocam a desordem completa da estrutura celular do corpo.

Já que o amor é o poder coesivo, é ele que mantém a união dos elétrons, átomos, células e tudo o que existe; assim, seu oposto, a discórdia e a raiva, são o poder desintegrador e separador.

Este ser trabalha dia e noite sem reconhecimento ou gratidão. Quando um ser humano lhe dá reconhecimento, amor e gratidão, esta colaboração dá ao ser elemental do corpo nova força, bem-estar, paz e equilíbrio. Muita ajuda é dada a este ser através da purificação de sua natureza hostil (inimizade e ódio) e na Presença dos Anjos e Construtores de Formas, lhe são insufladas força e coragem, pois de outra forma já teria sucumbido em sua penosa tarefa na viagem terrena.

Recomendo-vos fazer fluir através dos seres elementais dos corpos de toda humanidade benção, paz e saúde. Isso modificará muitos estados crônicos de corpos sofredores e as almas que aprenderem a observar estes sinais terão alívio.
Agradeço e abençôo-vos por vossa ajuda nesse sentido.

http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=4438

André Boneberg

20 janeiro 2015

Estudo das religiões - Zoroastrismo

 3 Zoroastrismo
Conheça o Zoroastrismo



Caracterizado pelos ritos religiosos simples, o zoroastrismo ou mazdeísmo predominou como religião na região do Império Persa até a invasão e dominação pelos árabes muçulmanos, no século VII. Desenvolvido por Zaratustra (ou Zoroastro para os gregos), por volta do século VI a.C., a religião se tornou predominante no Império.
Não se sabe ao certo quando Zaratustra viveu, havendo indícios de que tenha vivido por volta do século X a.C., ou mesmo depois, entre os séculos VII e VI a.C. A lenda afirma que Zaratustra viveu isolado durante muitos anos no deserto e que, aos 30 anos, teria recebido os sete ensinamentos do deus Ormuzd, o que o levou a iniciar a divulgação de uma religião baseada nos ideais de pureza e igualdade.
O zoroastrismo pregava a interpretação dualista do mundo, dividido entre as forças do bem e do mal. Os ensinamentos de Zaratustra afirmavam a existência de um deus supremo, que havia criado dois outros seres poderosos que dividiam sua própria natureza: Ormuzd (ou Ahura-Mazda, ou ainda Oromasdes, segundo os gregos) seria a fonte de todo o bem, enquanto Ariman (Arimanes) seria a origem do mal, depois que se rebelou.
Aos homens cabia cultuar Ormuzd, já que era ele o criador, o deus da luz e do reino espiritual. O culto a Ormuzd era necessário, já que Ariman havia criado uma série de feras, plantas e répteis venenosos. Os dois deuses viviam em constante conflito e a supremacia do bem necessitava do apoio a Ormuzd.
Esses conflitos entre o bem e o mal seriam constantes até o momento em que os adeptos de Ormuzd seriam vitoriosos, condenando Ariman e os que o seguiam às trevas eternas. Essa doutrina compreendia, dessa forma, uma espécie de vida após a morte, onde os justos encontrariam a recompensa em um paraíso, e os demais seriam castigados a viver em uma espécie de inferno.
Esses ensinamentos estariam compilados no livro Zend-Avest (ou Avesta), que teria sido escrito por Zaratustra. Os ritos deveriam ocorrer em montanhas, onde deveriam ser realizados sacrifícios e a adoração ao sol e ao fogo. Essa adoração ao deus da luz seria conduzida por magos, os sacerdotes das cerimônias religiosas que conduziriam a entoação de hinos e a manutenção do fogo aceso, como representação do poder de Ormuzd.
Em virtude de seus conhecimentos em astrologia e encantamentos, o termo mago passou a ser orientado na definição a todos os mágicos e feiticeiros, perdendo na maioria dos casos a definição sacerdotal que havia na concepção do zoroastrismo.
A religião sofreu mudanças após a dominação macedônica sobre o Império Persa, recuperando posteriormente as concepções originais. Porém, o grande golpe sofrido pelo zoroastrismo deveu-se à expansão islâmica, já que os adeptos da religião eram considerados infiéis, e foram perseguidos. Alguns grupos fugiram para o deserto de Querman e para o Hindustão, o subcontinente indiano, onde são conhecidos como parses e mantinham alguns Templos do Fogo, em homenagem a Ormuzd.

Andre Boneberg