08 fevereiro 2015

Tarot 02 - O mago / Ás de Paus

O mago

A carta O Mago está normalmente associada a novos empreendimentos, utilização dos seus talentos de comunicação e capacidade de aprendizagem para poder realizar os seus objetivos aparentemente impossíveis.
Esta carta “chama” por conhecimento, astúcia e força de vontade para a execução dos seus empreendimentos.
Os seus princípios criativos e a sua diligência admitem a habilidade de concretização e consciencialização do seu potencial.


Esta carta representa também a sua capacidade de efectuar escolhas que culminem no aperfeiçoamento do seu máximo potencial.
O Mago adverte no entanto para que tenha cuidado, pois o sucesso pode-lhe turvar a visão fazendo-o pensar que tem a resposta para tudo. Desde que os seus limites não saiam do seu campo de visão irá ser bem sucedido nos seus empreendimentos.
O Mago incentiva-o a lutar pelo que quer, se for ao nível de negócios irá conseguir acordos e parcerias admiráveis, se for ao nível de relacionamentos, pode exprimir a sua energia sexual e ao nível da saúde poderá arranjar soluções para problemas que outros não conseguiram ou força de vontade para lutar contra uma doença.
Essa é uma carta que nos fala de sabedoria, da compreensão dos seres humanos e dos eventos e situações que eles criam e vivenciam. É um poder que se fortalece na medida em que é utilizado não apenas para favorecer a quem o detém, mas no benefício dos demais. Voltando aos mitos, podemos usar como um bom exemplo disso a figura do maior mago de todos, Merlin, que tanto ajudou ao Rei Arthur e aos Cavaleiros da Távola Redonda nas suas conquistas e em suas crises pessoais, mas cujo poder desapareceu quando resolveu dedicar-se exclusivamente a ensinar seus poderes à Nimue, a mulher amada.


Quando o Mago, Arcano I surge numa tiragem de tarot, dependendo sempre da sua localização e das demais cartas que o acompanham no diagrama escolhido e da questão proposta pelo consulente, pode significar que estamos de posse de todos os instrumentos necessários para transformar possibilidades em realidade; astúcia, clareza mental; concentração, foco, objetivo; vontade, conhecimento, sabedoria e habilidade; versatilidade, capacidade de rápida adaptação e de moldar-se a novas situações; espírito de iniciativa; eloquência, facilidade de expressar e comunicar-se; ação, atividade, transformação; confiança; novos começos.


Ás de Paus




O naipe de Paus também é conhecido por Varas, Ceptros, Canas, Bastões ou Bordões e é associado ao elemento Fogo.
Grande parte das vezes são representados por grandes varas, tochas ou ramos de árvores com pequenas folhas representando o renascimento ou fogo inerente à vida em si.


Este naipe tira-nos da apatia e favorece a atividade, podendo por vezes provocar um alto grau de desconforto mental.
Portanto, este naipe avisa-o para os perigos de trabalhar em demasia, pois tudo o que é demais torna-se prejudicial.
Este naipe representa a coragem e ousadia dos temerários que têm avidez de poder e de independência na sua vida.
A criatividade e empreendimento são uma presença constante neste naipe.
Quando uma carta de Paus é lançada, então indica-lhe imediatamente que se encontra pronto para a aventura e que se entrega aos desafios com ímpeto e fulgor.
Como todos os ases, esta carta indica-lhe um novo vislumbrar da vida, um novo começo do zero e uma oportunidade de resolver os seus problemas com toda a sua criatividade. Como este ás pertence ao naipe de Paus, todo este processo de renascimento, inspiração e façanhas criativas são realizadas com grande ímpeto e energia tendo sempre uma névoa envolvente de aventura e acção.

Esta carta implica sempre algo prático, ou seja, não deve apenas dar largas à sua imaginação e criar ideias originais, deve também colocá-las em prática para que consiga obter os resultados desejados, lembre-se que o naipe de paus é sempre potenciador de ação e não apenas de pensamentos sem materialização corpórea.

André Boneberg




07 fevereiro 2015

Deus Pã

Deus Pã



Pã (Lupércio ou Lupercus em Roma) é o deus dos bosques, dos campos, dos rebanhos e dos pastores na mitologia grega. Reside em grutas e vaga pelos vales e pelas montanhas, caçando ou dançando com as ninfas. É representado com orelhas, chifres e pernas de bode, amante da música, traz sempre consigo uma flauta. É temido por todos aqueles que necessitam atravessar as florestas à noite, pois as trevas e a solidão da travessia os predispunham a pavores súbitos, desprovidos de qualquer causa aparente e que é atribuídos a Pã; daí o termo "pânico".



Os latinos chamavam-no também de Fauno e Silvano e tornou-se símbolo do mundo por ser associado à natureza e simbolizar o universo.
Em Roma, chamado de Lupércio, é o deus dos pastores e de seu festival, celebrado no aniversário da fundação de seu templo, denominado de Lupercália, nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro. Pã é associado com a caverna onde Rômulo e Remo foram amamentados por uma loba. Os sacerdotes que o cultuavam vestiam-se de pele de bode.
Nos últimos dias de Roma, os lobos ferozes vagavam próximos às casas. Os romanos então convidavam Lupercus para manter os lobos afastados.
Pã apaixonou-se por Syrinx, que rejeitou com desdém o seu amor, recusando-se a aceitá-lo como seu amante pelo facto de ele não ser nem homem, nem bode.


Pã então perseguiu-a, mas Syrinx, ao chegar à margem do rio Ladon e vendo que já não tinha possibilidade de fuga, pediu às ninfas dos rios, as náiades, que mudassem a sua forma. Estas, ouvindo as suas preces, atendem o seu pedido a transformando em bambu. Quando Pã a alcançou e a quis agarrar, não havia nada, excepto o bambu e o som que o ar produzia ao atravessá-lo.
Quando, ao ouvir este som, Pã ficou encantado, e resolveu então juntar bambus de diferentes tamanhos, inventando um instrumento musical ao qual chamou syrinx, em honra à ninfa. Este instrumento musical é conhecido mais pelo nome de flauta de pã, em honra ao próprio deus.

Pã teria sido um dos filhos de Zeus com sua ama de leite, a cabra Amalteia. Seu grande amor no entanto foi Selene, a Lua. Em uma versão egípcia, Pã estava com outros deuses nas margens do rio Nilo e surgiu Tifão, inimigo dos deuses. O medo transformou cada um dos deuses em animais e Pã, assustado, mergulhou num rio e disfarçou assim metade de seu corpo, sobrando apenas a cabeça e a parte superior do corpo, que se assemelhava a uma cabra; a parte submersa adotou uma aparência aquática. Zeus considerou este estratagema de Pã muito esperto e, como homenagem, transformou-o em uma constelação, a que seria Capricórnio.

06 fevereiro 2015

Aflições da vida

Aflições da vida


 “Bem-aventurados os aflitos,porque deles é o Reino dos Céus”, não se referia aos sofredores em geral, porque todos os que estão neste mundo sofrem, quer estejam num trono ou na miséria, poucos sofrem bem, poucos compreendem que somente as provas bem suportadas podem conduzir ao Reino de Deus.
 Para ser cristão, é preciso coragem, ânimo forte. "Seja o teu falar: sim,sim; não, não". Não há lugar para composturas dúbias, indecisas, oscilantes. O crente em Cristo deve possuir convicção inabalável, têmpera rija, caráter positivo e franco. 
 “O ser humano, enquanto reencarnado na Terra,da Vida possui um conhecimento limitado, o que o impede de compreender em profundidade os múltiplos acontecimentos que dizem respeito à sua existência.” 
 Habituai-vos a não censurar o que não podeis compreender e crede que Deus é justo em todas as coisas. O que vos parece um mal, muitas vezes é um bem
 “...Dizei-me se um acontecimento,considerado ditoso na ocasião, mas que acarreta consequências funestas, não é,realmente, mais desgraçado do que outro que a princípio causa viva contrariedade e acaba produzindo o bem?”
 “Frequentemente, a morte prematura é um grande benefício que Deus concede àquele   vai e que assim se preserva das misérias da vida ou das seduções que talvez lhe acarretassem à sua perdição
“Ninguém atravessa os caminhos humanos isento dos sofrimentos... das injunções defluentes da vida na Terra, planeta de provas e de expiações por enquanto.
Qual é a causa dos nossos infortúnios? 
Por que uns sofrem mais que os outros diante de um mesmo acontecimento lamentável?
Como nós Espíritas devemos interpretar os acontecimentos que são considerados desgraças?
O que podemos fazer para manter a confiança,a esperança, a fé, o ânimo diante do sofrimento? 
Qual é a desgraça real?
 Como evitá-la?
 “De duas espécies são as vicissitudes da vida... promanam de duas fontes bem diferentes... Umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida.”
 Remontando-se à origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são consequência natural do caráter e do procedermos que os suportam.” 
  Imprevidência, orgulho, ambição, falta de ordem, de perseverança;Uniões desgraçadas, porque resultaram de um cálculo de interesse e nas quais o coração não tomou parte alguma
Doenças e enfermidades decorrentes dos excessos de todo gênero; Pais infelizes com seus filhos, porque não lhes combateram desde o princípio as más tendências;...
 “Mas, se há males nesta vida cuja causa primária é o homem, outros há também aos quais, pelo menos na aparência, ele é completamente estranho e que parecem atingi-lo como por fatalidade...” Causas anteriores das 
 A perda de entes queridos e a dos que são o amparo da família; Os acidentes que nenhuma previsão poderia impedir; Os reveses da fortuna, que frustram todas as precauções.
Os flagelos naturais; As enfermidades de nascença; Crianças que morrem em tenra idade e da vida só conheceram sofrimentos... 


 “... São provas impostas por Deus, ou que vós mesmos escolhestes como Espíritos, antes de encarnardes, para expiação das faltas cometidas em outra existência
“Não há crer, no entanto, que todo sofrimento suportado neste mundo denote a existência de uma determinada falta. Muitas vezes são simples provas buscadas pelo Espírito para concluir a sua depuração e ativar o seu progresso.

 “BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS, POIS QUE SERÃO CONSOLADOS.

 Deveis considerar-vos felizes por sofrerdes, visto que as dores deste mundo são o pagamento da dívida que as vossas passadas faltas vos fizeram contrair; suportadas pacientemente..., vos poupam séculos de sofrimentos na vida futura.”  
É apenas um ponto muito pequeno no infinito de nossa vida; Não somos vítimas da vida. Estamos diante das consequências dos males que produzimos. Nos encontramos em processo de reeducação, tendo oportunidade de acertar nossos débitos para com a vida.


"Espera pelo amanhã, quando o teu dia se te apresente sombrio e apavorante. Se te parecem insuportáveis as dores, lembra-te de Jesus, ora, aguarda e confia.” Após a tempestade.

Wal Oliveira