18 março 2015

MABON, O SABBAT WICCANO DA SEGUNDA COLHEITA

MABON, O SABBAT WICCANO DA SEGUNDA COLHEITA


Primeiramente, antes de falarmos especificamente sobre o Mabon, temos que entender perfeitamente o que são os sabbats e a Roda do Ano Wicca.
Os principais rituais Wiccanos são os Sabbats que celebram as mudanças das estações do ano e o percurso do Deus, simbolizado pelo Sol, através dos ciclos sazonais.
O Wiccano vê o ano como uma grande roda sem começo nem fim e por isso os oito sabbats são chamados conjuntamente de Roda do Ano. Eles possuem grande significado para os wiccanos e é uma das chaves principais para o entendimento da religião.
A Wicca vê uma relação profunda entre o ser humano e o ambiente onde ele vive. Acreditamos que a natureza é a própria manifestação da Deusa e dessa forma são celebradas as mudanças das estações.
A Roda do Ano é vista como um ciclo ininterrupto de vida, morte e renascimento. Assim, reflete a passagem das estações do ano, bem como as mudanças interiores e exteriores provocadas por elas e a nossa própria ligação com o mundo.
Para o wiccano, tudo que vive e respira é divino e celebrando a vida através das mudanças de estações estabelecemos contato com o mundo dos Deuses, atraindo as energias do mundo natural para dentro de nós, alcançando assim a unidade  com o mundo divino.
Um Bruxo procura sempre se conectar com a natureza em todas as suas manifestações, não só observando, mas também sentindo o fluxo dela em nós e as mudanças provocadas na vida cotidiana através dela. Os Mistérios da Deusa e do Deus e seus diferentes aspectos estão contidos em cada estação. A Roda do Ano simboliza a história ancestral da Deusa e o ciclo de morte e renascimento do Deus.
Existe muito simbolismo na Roda do Ano e ao entendê-la, assimilá-la e integrá-la ao nosso modo de vida estaremos compreendendo a essência da religião Wicca.
A Roda do Ano representa a forma como vemos o universo, celebramos os ciclos da natureza e entendemos seus reflexos em nossa vida.
Sempre girando, estes ciclos internos e externos irão retornar à sua fonte primordial de energia, ao início e começarão  e terminarão muitas vezes mostrando que depois da morte sempre há o renascimento. Isto é refletido no cair das folhas e florescer das flores; no germinar das sementes e colheita dos grãos semeados, consumidos e replantados; no apogeu e declínio do Sol.
Atualmente, com os avanços científicos e tecnológicos pode ser difícil  compreender como uma religião de civilizações agrárias antigas pode fazer sentido nos tempos modernos e o que ela pode nos oferecer.
Para responder a esta questão basta olhar ao nosso redor. Se fizermos  isso acuradamente, perceberemos que independentemente de nossa vontade as estações continuam mudando e que a força da natureza é infinitamente maior do que todos os avanços alcançados pelo homem moderno, e que nós precisamos  da natureza mas que ela  não precisa de nós.
Conhecendo o que acontece no mundo e ao nosso redor, alcançaremos um grande entendimento de onde viemos, aonde chegamos e as possibilidades que nos aguardam.
A Roda do Ano nos mostra que o Universo reflete o ciclo da mudança sempre em constância.

A Roda do Ano Wicca possui dois significados:
Roda de Celebração da Natureza: Os Wiccanos se reúnem nos dias de Sabbats para celebrar a Deusa, o Deus e as bênçãos que eles concedem à Terra através das mudanças de estações.
Roda da Iniciação: Expressando os ensinamentos dos Antigos através das estações, pois os Deuses e a Natureza são um só.
A Roda do Ano é dividida em 4 Sabbats maiores chamados Samhain, Imbolc, Beltane e Lammas que celebram o ciclo agrícola da Terra, marcando a semeadura, o plantio e a colheita, cujo nome e origem são Celtas. E 4 menores nomeados de Yule, Ostara, Litha e Mabon, que marcam os Equinócios e Solstícios e a trajetória do Sol pelo céu.
É importante ter em mente que os dias de comemoração dos Sabbats variam de acordo com o hemisfério, pois quando no Hemisfério Norte é verão, aqui no Hemisfério Sul é inverno. É importante ter em mente que os Sabbats são celebrações de uma época do ano e não de uma data.
Para melhor entendimento das comemorações dos Sabbatts, segue breve relato em forma de história que ilustra perfeitamente a sequência de comemorações solares.

Sempre buscando a Grande Deusa , o apaixonado Deus Cornífero muda de forma e rosto a cada Estação. E desta eterna  busca surge a Roda do Ano.

Em Samhain, o Festival do retorno da morte, os portões dos mundos se abrem e a Deusa transforma-se na velha sábia, a Senhora do Caldeirão e o Deus é o Rei da Morte que guia as almas perdidas através dos dias escuros de inverno.

Em Yule, a escuridão reina como se estivéssemos no caldeirão da Deusa. Assim, o Rei das Sombras, transforma-se na Criança da Promessa, o Filho do Sol, que deverá nascer para restaurar a natureza.

Em Imbolc a luz cresce. O Deus nascido em Yule se manifesta com todo o seu vigor e a Criança da Promessa cresce com toda a vitalidade e é festejada. Assim, os dias tornam-se visivelmente mais longos e renova-se a esperança.

Em Ostara luz e sombra são equilibradas. A luz da vida se eleva e o Deus quebra as correntes  do Inverno. A Deusa é a virgem e o Deus renascido é jovem e vigoroso. O Amor sagrado da Deusa e do Deus traz a promessa do crescimento e da fertilidade.

Em Beltane, a Deusa se transforma em um lindo Cervo Branco e o jovem Deus é o caçador Astado. Ao ser perseguido pela floresta, o Cervo Branco se transforma em uma linda mulher. E assim eles se unem e a sua paixão sustenta o mundo e toda a vida.

Chega então Litha. A Deusa é a Rainha do verão e o Deus um homem de extrema força e virilidade. O sol começa a minguar e o Deus começa a caminhar rumo ao país de verão. A Deusa é pura satisfação e demonstra isso através das folhas verdes e das lindas flores do verão.

Em Lammas a Deusa dá a luz e o Deus prepara-se para morrer em amor à ela. A Deusa precisa de sua energia, de sua vida para que a vida possa crescer e prosseguir. O Deus se sacrificará para que os filhos da Deusa sejam nutridos. Mas através do grão, ele renasce. No ápice de sua abundância ele retorna através dela.

Em Mabon as luzes e as trevas se equilibram novamente. Porém, o Sol começa a minguar mais rapidamente e o Deus torna-se então o Ancião, o Senhor das Sombras, cruzando os portais da morte.

Chega novamente Samhain e então o ciclo recomeça e tudo retorna à Deusa.
Assim sempre foi e assim sempre será!

O QUE COMEMORA-SE NO MABON....


 Mabon é celebrado no Equinócio de Outono que ocorre por volta de 20 de Março no Hemisfério Sul e por volta de 20 de Setembro no Hemisfério Norte. Mabon é  o equinócio de Outono e marca o festival da segunda colheita.
Agora o Sol caminha mais rapidamente em direção ao inverno e o plantio feito em Ostara chega à sua colheita final iniciada em Lammas. É hora de agradecer pela abundância, fartura e também reconhecer o equilíbrio da vida, pois nos equinócios o dia e a noite possuem o mesmo tempo de duração.
Era o momento onde os povos antigos começavam a estocar seus alimentos e armazenar os grãos para que houvesse comida suficiente durante o período de inverno.
Mabon é o Festival de Ação de Graças Pagã, onde lembram-se as conquistas alcançadas. Por isso, uma das tradições deste Sabbat é colocar um cálice com vinho ao meio da mesa do almoço ou jantar e deixá-lo passar de mão em mão enquanto cada pessoa presente faz seus agradecimentos e desejos de felicidade.
Mabon é o tempo do equilíbrio, gratidão, agradecimento, e tempo de meditar sobre a escolha de nossos projetos e agradecer tudo que tivemos no ano que passou. A morte do Deus está por vir pois ele doou todos os seus poderes aos humanos através da colheita.
Este Sabbat é particularmente a celebração da vinha e está associado com as maças como símbolo de vida renovada. Neste dia sagrado tradicionalmente se celebra o vinho e colhe-se uma maça colocando-a no altar em homenagem ao Povo das Fadas. Isto é um altar simbólico de gratidão pela colheita da vida e desejo de viver em comunhão com tudo.
E este é o Festival em que devemos pedir pelos que estão doentes e pelas pessoas mais velhas, que precisam de nossa ajuda e CONFORTO . Também é nesse festival que homenageamos as nossas Antepassadas Femininas, queimando papéis com seus nomes no Caldeirão e lhes dirigindo palavras de gratidão e bênçãos.
Muitas tradições wiccanas realizam um rito especial para a descida da deusa Perséfone ao Submundo, como parte da celebração do Equinócio do Outono. De acordo com o mito antigo, no dia do Equinócio de Outono, Hades (o deus grego do Submundo) encontrou-se com Perséfone, que colhia flores. Ficou tão encantado com sua beleza jovem que, instantaneamente, se apaixonou por ela, Agarrou-a, raptou-a e levou-a em sua carruagem para a escuridão do seu reino a fim de governar eternamente ao seu lado como sua imortal Rainha do Submundo. A deusa Deméter procurou, por todos os lugares, sua filha levada à força, e, não a encontrando, seu sofrimento foi tão intenso que as flores e as árvores murcharam e morreram. Os grandes deuses do Olimpo negociaram o retorno de Perséfone; porém, enquanto ela estava com Hades, foi enganada e comeu uma pequena semente de romã, tendo, então, que passar metade de cada ano com Hades no Submundo, por toda a eternidade.
Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat do Equinócio do Outono são os produtos do milho e do trigo, pães, nozes, vegetais, maçãs, raízes (cenouras, cebolas, batatas, etc.), cidra e romãs (para abençoar a jornada de Perséfone ao tenebroso reino do Submundo).

O RITUAL DE MABON



Instrumentos mágicos usuais
1 instrumento que represente um chifre de boi ou búfalo enfeitado com fitas de várias cores.
Moedas
Incensos de Mirra
Várias velas marrom, verde e amarelas
Cálice com água
Grãos de cereais em geral
Espigas de Milho
Caldeirão com uma vela preta apagada

Procedimento:
Espalhe as velas e os incensos por toda parte e acenda-os.
Coloque o chifre, as fitas, as moedas, as espigas de milho, o cálice e os grãos crus sobre o altar. O caldeirão com a vela apagada é colocado aos pés do altar.
Trace o Círculo Mágico e após traçá-lo diga:

“Luz e Escuridão são iguais, porém aqueles que conhecem a arte sabem que tudo tem seu próprio ritmo, pois aquilo que está embaixo é como aquilo que está encima. Tudo o que está embaixo deve subir e tudo o que está encima deve descer. É a lei da vida, é a eterna Roda do Ano e seus ciclos.”

Acenda a vela do Caldeirão e diga:

“A Roda do Ano segue imutável e incansavelmente o seu ritmo. Que a Senhora da abundância e fartura e o Senhor das Folhagens e das Colheitas possam nos abençoar.”

Após acender a vela do caldeirão erga o chifre acima do altar dizendo:

“ Que a sagrada cornucópia, símbolo da prosperidade e riqueza espalhe sua sagrada luz sobre nós e sobre nossos entes queridos. Que assim seja, e que assim se faça.”

Comece então a amarrar as fitas coloridas no chifre, mentalizando a concretização de seus desejos. Após atar todas as fitas ao chifre, comece a colocar dentro dele as moedas e os grãos mentalizando abundância, fartura, sucesso e prosperidade. Então diga:

“ Oh Grande Deusa, de onde provém toda vida, abençoada seja ti, Senhora da prosperidade e da fartura. Que o mistério da vida seja revelado, porém selado, e que seus frutos possam nos sustentar, através do mistério do renascimento presente em cada semente.”
Com o chifre erguido aos céus, em sinal de apresentação, comece a andar pelo Círculo no sentido horário até completar 3 voltas. Tenha em mente que é por causa do renascimento das sementes que você e todos os seres da Terra serão nutridos e assim poderão continuar sua caminhada rumo à evolução. Coloque o chifre sobre o altar. Pegue o cálice, erga-o aos céus e diga:

“Que através do poder da água, todos os frutos da Terra possam ser fertilizados.
Oh, Senhor da Colheita, das Folhagens e da Fartura e Senhora da Abundância e Prosperidade é a vós e por vós que é feita esta libação.”

Tome um pequeno gole da água e depois derrame sobre o chão. Recoloque o cálice sobre o altar.
Destrace o Círculo Mágico, agradecendo o auxílio dos Deuses.


Coloque o chifre sobre a porta de entrada de sua casa. No Sabbat do Equinócio de Outono do ano seguinte troque os grãos enterrando  os velhos.



Grasi Marchioro

17 março 2015

Obsessão e suas fases

Obsessão e suas fases


A obsessão é um tipo de influência energética sobre o ser humano e vai além do campo alma/mente podendo atuar no organismo como um todo. Ela pode nos provocar mal-estar, insônia, queda de cabelo, tristeza, entre outras coisas.
É o domínio que um espírito exerce sobre alguém. Infelizmente, nas últimas décadas, essas influências energéticas vêm aumentando esse tipo de perturbação em nosso planeta.
Certamente, é uma doença, mas doença da alma, ou seja, nossa alma fornece as condições necessárias para as obsessões poderem se instalar.
Saibamos que em todos os casos de obsessão, temos o obsessor e o obsedado. Sendo assim, podemos ter os seguintes casos de envolvimento obsessivo:

- desencarnado para encarnado.
- encarnado para desencarnado.
- desencarnado para desencarnado.
- encarnado para encarnado.
- auto-obsessão.

Allan Kardec explica: “Obsessão é uma ação permanente que um espírito mal exerce sobre um indivíduo”.


No livro dos médiuns, Kardec ainda menciona as obsessões divididas em quatro fases: obsessão simples, fascinação, subjugação e possessão.

Obsessão simples
Nesta fase, o espírito não-evoluído não domina as faculdades psíquicas de forma profunda , ele é somente uma espécie de incômodo para a pessoa obsedada.

Fascinação
Nesta fase, existe o domínio das faculdades mentais, fazendo com que o obsedado não se julgue como tal, isto é, ele perde a capacidade de fazer julgamentos. Aqui o espírito não-evoluído engana e explora constantemente a fraqueza do obsedado o qual se torna extremamente orgulhoso.
Há também a fascinação em grupo comandada por mais de um espírito mau, não-evoluído, por isso, a necessidade de se ter normas e condutas de trabalho bem definidas nos centros e grupos espíritas para que não caiam em determinadas armadilhas espirituais.

Subjugação
Aqui o espírito não-evoluído envolve a vítima, o obsedado de tal forma que paralisa suas vontades, controlando-a intensamente. Isso valendo tanto no aspecto moral e físico. No moral, a vítima tomará decisões comprometedoras, consideradas muitas vezes, absurdas. Já no aspecto físico, o espírito age sobre os órgãos da vítima, provocando movimentos involuntários.

Possessão
Nesta fase, ocorre o domínio bastante intenso das faculdades morais e corpo físico do obsedado, provocando as crises conhecidas como possessão. Tal influência inicia-se na questão da moralidade, posteriormente, evolui para o domínio fluídico perispiritual e por último, chega ao corpo físico provocando as terríveis crises.


Por Márcia Fernandes
Editado por André Boneberg


16 março 2015

INSTRUMENTOS MÁGICOS

INSTRUMENTOS MÁGICOS



São instrumentos utilizados por praticantes de Magia que estão presentes em rituais e cerimônias desempenhadas para efetuar mudanças psíquicas ou espirituais.
Jamais são utilizados para ferir seres vivos, muito menos para matar.
Cada instrumento possui um simbolismo próprio – reforçado pelo seu uso por parte do bruxo – que forma uma egrégora muito poderosa.
O simbolismo de cada instrumento ajuda o bruxo a acessar o seu inconsciente, o que é de suma importância, pois é através dele que o bruxo realizará a sua magia, o seu ritual.
A grande maioria dos bruxos preferem encontrar ou fabricar seus próprios instrumentos, que sempre consagram antes de utilizar em trabalhos mágicos. A maioria dos bruxos reservam seus instrumentos somente para uso ritual, já outros dizem que os instrumentos não são essenciais, mas ajudam a aumentar a concentração no momento da magia.
Na Wicca a liberdade é algo de extrema importância, por isso o tamanho, forma, cor, modelo e maneira de serem usados os instrumentos , variam de acordo com a preferência de cada um.
Geralmente, o instrumento ideal é aquele que o atrai, ou seja, é aquele que você sente afinidade desde o primeiro olhar. Na verdade é o instrumento que escolhe o Bruxo e não o contrário.
Importante lembrar que nenhum instrumento possui poder por si só. Quem tem o poder é a pessoa que o usa. É necessário portanto, ter intimidade com o instrumento, conhecê-lo e saber como utilizá-lo adequadamente. Todo bruxo deve confiar mais em seu próprio poder usando-o adequadamente juntamente com o poder dos seus instrumentos. Os instrumentos devem ser meros coadjuvantes ou auxiliares, a estrela principal é sua energia, poder e força mental. A mola propulsora é você mesmo!
Os instrumentos não possuem energia própria, eles de carregam da energia do bruxo, conforme ele os usa, facilitando assim as operações mágicas.
A desvantagem disso é que o bruxo pode passar a depender daquele instrumento, não lembrando que é a sua própria energia que carregou o instrumento, ou seja, o poder vem dele mesmo. Por esse motivo, há bruxos que, após um certo tempo, trocam seus velhos instrumentos velhos por novos, sem poder nenhum. Assim ele é obrigado a contar com o seu poder pessoal e não com "baterias mágicas".
O ideal é chegar no ponto em que se é capaz de realizar a magia apenas com o poder da mente, sem necessitar do auxílio de instrumentos.
Esses instrumentos, portanto, devem ser considerados como ferramentas auxiliares em seus rituais.

·         Cálice (taça ou copo):

A taça é o símbolo da Deusa, do princípio feminino e de sua energia e relaciona-se ao elemento da Água, outro símbolo da Deusa. É usada nos Rituais e Sabbats como recipiente para água ou vinho consagrados.
            A Taça pode ser feita de vários materiais como, prata, bronze, ouro, barro, pedra-sabão, alabastro, cristal. Porém é recomendado que seja de prata.
            Posição: oeste
·         Athame (punhal): 
           
            O athame é uma adaga, obrigatoriamente de cabo preto, usada em algumas linhas de bruxaria. Ele é utilizado para lançar o círculo mágico, para traçar emblemas mágicos no ar, para direcionar a energia e para controlar e banir espíritos.
            Representa o elemento fogo, baseado no princípio de que a lâmina foi forjada no fogo e absorveu, conseqüentemente, o poder deste elemento.
            Posição:sul
·         Bastão Mágico (varinha): 

            O bastão é um dos instrumentos mais importantes. Tem sido utilizado há milhares de anos em ritos mágicos e religiosos. É um instrumento de invocação. A Deusa e o Deus podem ser chamados para assistirem ao ritual por meio de palavras e de um bastão erguido.
            Também é por vezes utilizado para direcionar energia, para desenhar símbolos mágicos ou um círculo no solo, para indicar a direção de perigo quando perfeitamente equilibrado na palma da mão ou no braço de um Bruxo, ou mesmo para mexer um preparado em um caldeirão.
            Representa o elemento ar, partindo do princípio de que o bastão agitado contra o ar, "corta-o" e produz um som característico. Pode ser um simples pedaço de madeira ou algo mais sofisticado e tem quase a mesma função do Athame, ou seja, direcionar energia.
            Há madeiras tradicionais para a confecção de um bastão, dentre elas o salgueiro, o sabugueiro, o carvalho, a macieira, o pessegueiro, a avelã e a cerejeira. Alguns Wiccanos a cortam com o comprimento da ponta de seu cotovelo até a extremidade de seu indicador, mas isto não é necessário.             Qualquer peça relativamente reta de madeira pode ser utilizada.
            Posição: Leste.
·         Pentáculo: 
           
            Representa o elemento Terra, também usado para consagrar ervas e carregar magicamente um objeto ou instrumento que precise de uma dose extra de energia.
            Posição: norte.
·         Caldeirão: 
                       
            É um símbolo da Deusa Ceridwen e do Deus Dagda, o caldeirão é o instrumento da Bruxa por excelência. Um antigo recipiente culinário, imbuído em mistério e tradição mágica. O caldeirão é o recipiente no qual ocorrem as transformações mágicas; tem um significado muito especial. É o símbolo máximo da Deusa, é seu útero, sua essência de feminilidade manifestada e sua fertilidade. Representa mudança e transformação, é também um símbolo da reencarnação, da imortalidade e da inspiração.
            Está relacionado com o elemento Água e se situa ao centro do Círculo Mágico e do Altar.
            O caldeirão é geralmente um ponto central dos rituais.
            Outras finalidades para o Caldeirão é que ele pode ser usado cheio de água para se trabalhar com a vidência, ou para se preparar poções.Também pode ser usado só para se misturar ou queimar ervas e outros ingredientes.
·         Vassoura (besson): 

            Há muito as vassouras têm sido associadas à magia feminina e a mulheres poderosas. As vassouras transformaram-se no equivalente feminino do cajado.
            Símbolo do lar, da Deusa e do Deus, a vassoura é um dos instrumentos favoritos dos iniciados, usada para a limpeza psíquica do espaço do ritual antes, durante e após os trabalhos mágicos.
            Como símbolo de um passado pagão, a vassoura despertou hostilidade entre os cristãos caçadores de bruxas.
            É utilizada em ritos de purificação e é parente do Bastão. A vassoura não deve tocar no chão durante a varredura. Deve-se varrer a área desejada acima do solo, no ar, enquanto se visualiza a limpeza energética do local.         Colocada atrás da porta, significa proteção contra qualquer tipo de mal. Alguns bruxos usam uma pequena no altar.
·         Sinos: 
            Utilizado para dar início ao ritual, mudar etapas, para marcar um momento de maior concentração e para se finalizar o ritual.
·         Pentagrama: 

            O pentagrama consiste, normalmente, em uma peça plana de latão, ouro, prata, madeira, cera ou cerâmica, com alguns símbolos inscritos. O mais comum, e sem dúvida o único necessário, é o próprio pentagrama, a estrela de cinco pontas que vem sendo usado em magia há milênios.
            Trata-se de um dos símbolos pagãos mais utilizados na magia cerimonial pois representa os quatro elementos (água, terra, fogo e ar) coordenados pelo espírito, sendo considerado um talismã muito eficiente.
            Significa entre tantas outras coisas o contato do homem com a Natureza.
            Nesta antiga arte, era geralmente usado como um instrumento de proteção, ou uma ferramenta para evocar espíritos. Cada ponta representa um elemento da natureza: ar, água, fogo, terra e a quinta ponta representa o espírito acima de todos os elementos.

·         Livro das Sombras (grimório): 

            Funciona como um diário Mágico onde o Bruxo anota todos os seus feitiços e prováveis resultados, sonhos, rituais, anotações em geral e todo tipo de informação que ele julgue importante.
            Em algumas Tradições Wiccanas (por exemplo a Gardneriana), o Livro das Sombras é um texto contendo os rituais, práticas e a sabedoria daquela Tradição. É normalmente copiado à mão pelo praticante, a partir da cópia de seu(sua) iniciador(a). O material da Tradição não pode ser mudado, apesar de que algumas adições possam ser feitas. Alguns Wiccanos mantêm ainda um Livro das Sombras pessoal, além daquele de sua Tradição.
·         Bolline (foice): 
           
            Tradicional faca de cabo branco, é simplesmente uma faca prática, de trabalho, ao contrário da puramente ritualística ou mágica.
            É utilizada para cortar galhos ou ervas sagradas, inscrever símbolos em velas ou na madeira, cera ou argila, e para cortar cordas a serem utilizadas em magia. Normalmente possui cabo branco para distingui-la da faca mágica.

·         A Espada
            A espada, como o athame, desempenha o corte simbólico ou psíquico, especialmente quando é utilizada para desenhar um círculo mágico, isolando o espaço dentro dele.
            Além de traçar círculos, exorciza o mal e as forças negativas. Também é tradicional que no cabo tenha símbolos mágicos.

·         Buril
            É um ferro usado para gravar nomes sagrados, números, símbolos em punhais, espadas.

·         Prato de Sal
            Simboliza o elemento terra e é usado para purificar.

·         A colher de pau:
            Na época da inquisição, os instrumentos mágicos foram substituídos pelos bruxos por objetos comuns de uso doméstico, para não chamar a atenção dos inquisidores. O bastão, por exemplo, foi substituído pela colher de pau. Mesmo depois da Inquisição até hoje, diversos bruxos continuaram a usá-la para mexer no caldeirão que queima ervas e pedidos ou que prepara poções mágicas.

·         O incensário

            Usado para queimar o incenso que purifica o ambiente mágico, é um importante e comum instrumento. É relacionado ao elemento ar. Alguns o relacionam ao ar e ao fogo, simultaneamente. Ao ar por causa da fumaça e ao fogo por causa da brasa.

·         Sino

            É de natureza feminina, utilizado para invocar a Deusa. Um símbolo purificador por causa do seu som tranqüilizante, que emite vibrações sutis. Geralmente, é tocado pelo sacerdote/sacerdotisa por três vezes, para despertar os membros do Coven em meditação e também para iniciar e finalizar rituais e para invocações. Os melhores sinos poderão ser os de prata ou bronze. Sinos também são utilizados para feitiços e em rituais onde se produzam música. Também utilizado para afastar encantamentos e espíritos malignos.

·         O Espelho
           
            Muitos bruxos e magos o usam para divinação e para entrar em contato com outras realidades. Usamos espelhos para feitiços, meditações, exercícios mágicos etc. Toda bruxa deve ter o seu espelho. Tradicionalmente deverá nunca ter sido usado para outros fins, ser consagrado para trabalhar em nome da Arte e possuir o tamanho da palma da mão da bruxa. Temos também, o espelho Negro que jamais poderá entrar em contato com a luz do dia. espelhos geralmente devem ser guardados envoltos em seda negra.

·         O Tambor

             Mais usado no Xamanismo (e nas religiões afro-brasileiras), há bruxos que também o usam. Sua batida altera a consciência do praticante, podendo ajudá-lo a entrar em transe. O ritmo do tambor une o grupo, deixando-o vibrante e descontraído. Se a pessoa não souber tocar o instrumento, pode simplesmente batucar conforme a sua intuição mandar. Mas, se houver desejo, pode-se aprender a tocá-lo e testar vários ritmos diferentes em rituais, a fim de reconhecer quais funcionam melhor com que tipo de ritual. Tradicionalmente é feito com cabaça e pele, poderá ser pintado nessa pele a representação da Deusa (Gaia) e outros símbolos mágicos.

·         A Túnica

            Ela cria uma atmosfera toda especial no ritual. Costuma ser preta, pois é uma cor que absorve toda as energias, dando mais força ao bruxo. É também uma cor protetiva (e não ligada necessariamente ao mal). É possível se usar túnicas de outras cores também. Pode-se variar de cor de acordo com o objetivo do ritual, ou de acordo com um sabbat específico.
            Muitos preferem fazer os rituais "vestidos de céu", isto é, nus. A nudez não é vista na Wicca como uma forma de sacanagem e sim um símbolo de liberdade. Apresentar-se ao Deuses e aos seus  mágicos em ritual totalmente nu, mostra que você se apresenta como realmente é, sem máscaras, sem falsidade. E representa a sua entrega sem medo ou culpa. Costuma-se dizer entre os pagãos que o corpo é a vestimenta da alma.
                       
·         Colar

            Símbolo do renascimento, o sinal da Deusa, pode ser qualquer colar que você goste de usar. Uma variedade de símbolos pagãos podem ser usados e enriquecem o ritual e imbui o bruxo com um poder especifico.

·         Anéis

            De forma circular, costumam produzir o mesmo efeito mágico de eternidade, sem começo e nem fim. Muitos bruxos possuem o seu anel mágico, geralmente no dedo indicador em sua mão de poder.

·         Cordão

            "Símbolo da união, de pertencer a um determinado coven. Em algumas tradições, a cor do cordão significa o grau de desenvolvimento na Arte de seu portador." (nota do livro A Dança Cósmica das Feiticeiras, de Starhawk, Ed. Nova Era)

·         Bola de Cristal
           
            Símbolo da Deusa, por sua forma esférica, é um instrumento de vidência. Olha-se fixamente para a bola, a fim de que as suas faculdades psíquicas aflorem e que se tenha visões, receba mensagens etc. É bom expô-la à luz da lua cheia periodicamente e esfregar artemísia na sua superfície, para carregá-la. A bola de cristal demanda treino, insista que você conseguirá, anote os símbolos que você vê e procure interpretá-los. Similares a divinação da bola de cristal, encontramos a divinação com espelhos mágicos.

·         Ervas e óleos:

            Muito comum se untar velas com os óleos apropriados, preparados pelo bruxo e com fins mágicos específicos. Há receitas de óleo para aumentar o poder do bruxo, que servem para praticamente tudo. É uma receita geral. Com ele, o bruxo unta a si mesmo. Ervas costumam ser usadas para amuletos, para serem queimadas no caldeirão e uma vasta gama de fins como chás, xaropes naturais, como ingredientes em comidas com finalidades mágicas diferenciadas, etc.



·         Vela
            Basicamente, se usam velas para três fins:

            Para representar a Deusa e o Deus: Uma vela preta à esquerda para a Deusa e uma branca para o Deus, além de uma vermelha entre elas, representando a união de ambos. O preto é o resultado da absorção de todas as cores. É uma cor receptiva. A Deusa, sendo feminina, possui justamente essa característica. O branco é o resultado da reflexão de todas as cores. Portanto, uma cor emissora. Que é uma característica do Deus Cornífero, pelo seu caráter masculino. O vermelho é a cor do sexo. Não é a toa que  representa a união da Deusa com o Deus. Há também quem considere a vela branca como representando o aspecto de Donzela da Deusa, a vermelha como o aspecto de Mãe e a preta como de Anciã. Geralmente, dispomos essas velas na forma de um triângulo no altar.

            Para representar os quatro quadrantes: Cada quadrante é relacionado a um elemento. Para rituais em grupo, pode-se representar os quatro quadrantes através de quatro altares diferentes. Cada elemento é relacionado a uma cor. A correlação mais comum é a seguinte:

Norte à Terra (Verde ou marrom)
Leste à Ar (Amarelo)
Sul à Fogo (Vermelho)
Oeste à Água (Azul claro)

Para representar os nossos desejos em feitiços: Esse uso não é difícil de ser compreendido. Quando alguém, de qualquer religião que seja, ora diante de uma vela acesa, pedindo por algo, ele termina a sua oração antes da vela acabar de queimar. Mas a deixa queimando até o fim depois disso. A vela que queima representa a continuação do desejo da pessoa. Enquanto ela queima, o seu desejo sobe ao País das Fadas, para então ser realizado. Por isso, nunca se apaga uma vela de um feitiço. Apagá-la significaria interromper o desejo e faz com que todo o trabalho tenha sido em vão.

Observação: as velas dos Deuses e dos quadrantes podem ser apagadas ao final do ritual, mas nunca com um sopro. O ato de soprar poderá ofender os Deuses, ou os elementos. Apague-as com o dedo, com o athame ou um apagador de velas.
            Outros instrumentos utilizados também no altar são: apagador de velas, cristais, ervas, flores, etc.

            Por fim, vale lembrar que os bruxos não emprestam seus instrumentos mágicos, uma vez que são de uso pessoal e devem ser, após consagrados, guardados em local seguro, para que outras pessoas não tenham acesso.



                  CONSAGRAÇÃO DE INSTRUMENTOS MÁGICOS

Consagrar algo é direção, direcionar algo a seu destino, a seu uso. Também serve para tornar único, sagrado, dedicado a algum Deus ou Deusa.
Quando adquirimos nossos instrumentos mágicos eles chegam a nós com diferentes energias absorvidas de outros lugares e pessoas com as quais tiveram contato.
Sendo assim, antes de trabalhar com eles é preciso consagrá-los para que todas as influências negativas neles impregnadas sejam neutralizadas.
Para isso você vai precisar de:

* um incenso no seu aroma preferido
* uma vela
* um copo com água e sal
* um pequeno prato com um pouco de terra fresca

Antes de começar seu ritual de consagração tome um banho, vista uma roupa limpa e medite um pouco até entrar no estado de Alpha. Isto estará colocando-o em um estado alterado de consciência aos poucos, preparando-o para praticar magia.

1)    Inicie traçando o Círculo Mágico.
2)    Após disponha esses elementos no círculo colocando os elementos conforme abaixo descrito:

·         Terra ao Norte
·         Incenso ao Leste
·         Vela ao Sul
·         Copo com água e sal ao Oeste

Eles representam os quatro elementos da Natureza e nos ligam a eles.
3)    Coloque os Instrumentos que deseja consagrar no meio do Círculo.
4)    Acenda a vela ao Sul do Círculo e então comece a sacralização de um dos Instrumentos escolhidos.
5)    Passe-o na Terra e apresente-o a este elemento com as palavras abaixo, ou fale com as suas próprias palavras:

“Eu te limpo, consagro e abençôo com a força deste elemento para que você transforme-se em um Instrumento cheio de Luz e poder. Que assim seja e assim se faça.”

6)    Passe o Instrumento na fumaça do incenso e repita as mesmas palavras.
7)    Em seguida proceda da mesma maneira passando o Instrumento na chama da vela e logo depois respingando algumas gotas de água salgada sobre ele.
8)    Apresente-o à Deusa e ao Deus com palavras semelhantes a estas:
“Deusa e Deus, hoje apresento meu ..(dizer o nome do instrumento). Que ele seja abençoado e consagrado  com o seu poder. Que ele seja uma ponte entre nós. Que assim seja e assim se faça!”

9)    Proceda da mesma forma com todos os outros instrumentos e em seguida disponha-os dentro do Círculo de acordo com o elemento que representam.
10) Ao terminar, agradeça a presença da Deusa, do Deus e dos elementos e destrace o Círculo Mágico.

Este ritual de consagração pode ser utilizado não só para abençoar um instrumento mágico mas para qualquer objeto como pingentes, pulseiras, correntes, amuletos etc... que desejar consagrar.


Grasiela Marchioro