07 maio 2015

O que é Numerologia?

O que é Numerologia?


A Numerologia é uma ciência que estuda os números e sua influência sobre a vida das pessoas, através da interpretação das vibrações numéricas. Ela estuda o significado oculto dos números e sua influência na vida cotidiana, na espiritualidade, no intelecto, entre outros. Através da análise numerológica é possível avaliar aspectos importantes da vida pessoal do indivíduo (ou até de uma empresa), de sua alma, de sua personalidade, de possíveis realizações, desafios, ciclos, entre outros, assim como determinar o caráter e as tendências de personalidade das pessoas.
A Numerologia é uma ferramenta de autoconhecimento que permite identificar os números que representam a essência da pessoa e o que eles simbolizam em termos de comportamento, desafios, aprendizado, etc. fazendo com que a pessoa descubra suas mais profundas características, e a partir disso, apontando os caminhos possíveis de acordo com suas características, mostrando tendências de comportamento, situações e perfil de pessoas que o indivíduo pode atrair para sua vida. A Numerologia é um método que nos ajuda a entender a realidade e, conseqüentemente, o que o futuro nos trará, ajudando-nos a transformá-lo.
A Numerologia permite que a pessoa estude sua própria natureza e a daqueles que a rodeiam, assim como conheça seu propósito individual na vida e o que se pode fazer para trazer felicidade e realização. Ajuda a entender os ciclos da vida e auxilia a minimizar seus pontos fracos e aproveitar ao máximo suas qualidades, vencendo assim, suas dificuldades.

A Numerologia é um estudo que tem como base a vibração presente em cada pessoa a partir de seu nome e data de nascimento. Através de cálculos matemáticos simples associados aos valores atribuídos à cada letra é possível determinar qual a personalidade básica de uma pessoa e fazer uma orientação sobre seu futuro. Segundo a numerologia, cada número é dotado de uma vibração ou essência individual que indica tendências de acontecimentos ou de personalidade.
Os números são considerados como símbolos muito significativos por quase todas as civilizações. Representam a ordem, a harmonia cósmica e a perfeição universal. A Numerologia interpreta os significados ocultos dos algarismos que nos acompanham desde o nascimento, revelando muito sobre o futuro, a felicidade e o sucesso pessoal de cada um. A Numerologia ajuda a escolher a melhor data para um casamento, um período mais favorável para mudar de profissão, os dias de sorte para jogos, para a vida amorosa, etc.
Os números podem nos mostrar a magia da vida e a essência da harmonia cósmica e interior, expressando idéias e relações. O número é a expressão de estágios da energia emanada por Deus. Segundo a numeróloga Jane Prisca, “a eficácia dos números é enorme, pois o Universo inteiro foi criado por número, peso e medida. Para os seres humanos nada representa mais claramente a essência divina do que os números. O tempo consiste em números, assim como todo movimento. Os números produzem grande efeito sobre a alma e contém virtudes sublimes”, finaliza Jane.
A Numerologia diz que “tudo que acontece no mundo é por causa dos números e que nada é por acaso, e que tudo depende da propriedade mística dos números. Essas propriedades vem da vibração inerente aos números. Cada número tem uma vibração única que dá a ele certas propriedades, as quais podem esclarecer o comportamento de uma pessoa ou dizer se os parceiros são compatíveis, além de determinar o dia de sorte de uma pessoa”, conforme nos explica a numeróloga Tracy Wilson.
Para a Numerologia cada número possui um valor metafísico de grande significado, uma qualidade, mostrando características internas que denota aspectos do Destino da pessoa. Os números emanam energias, assim como as letras e as palavras, por isso se diz que “os números tem força”. Essas energias podem nos fazer bem ou nos influenciar negativamente. Tudo no Universo é vibração: os sons, os números e as palavras pronunciadas, que quando experimentadas e vivenciadas nos levam a uma relação cósmica com as forças universais. A Numerologia parte do princípio de que o ser humano, assim como sua vida, são regulados pelas leis matemáticas das vibrações e que estas, por sua vez, estão associadas a uma escala correspondente de sons.
A Física Quântica ensina que tudo no Universo é energia; os números também são energias, as quais afetam nossa vida em todos os setores. Os números tem vida, emitem energia e neles se encontram todos os talentos, dificuldades e também as respostas para nossas dúvidas e incertezas. Pode-se descobrir fragilidades, potenciais, onde está concentrada a energia positiva e tirar o maior proveito delas superando obstáculos.

A numeróloga Gláucia Garcia Santiago acrescenta:”os números em si representam princípios universais através dos quais todas as coisas evoluem e continuam a crescer de forma cíclica. Os dígitos de 1 a 9 simbolizam os estágios pelos quais um conceito tem de passar antes de se tornar realidade. Toda manifestação é resultado desses 9 estágios”,explica Gláucia.
Todos os números possuem aspectos positivos e negativos, vibrações harmônicas e conflitantes, qualidades e dificuldades, pois tudo no mundo tem dois lados. Os dois pólos trazem o equilíbrio das energias. Cada número é dotado de certas características ou qualidades próprias que indicam tendências de personalidade ou até mesmo acontecimentos. Portanto, cada número possui propriedades positivas e negativas, que podem favorecer ou dificultar o desenvolvimento de certas atividades, situações, trabalhos, relacionamentos afetivos, as finanças, etc.
A Numerologia também pode determinar os pontos fracos e negativos das pessoas, pontos que muitas vezes, decorrem do karma de vidas passadas, e apontar as características mais marcantes que a pessoa pode desenvolver em direção ao sucesso. A Numerologia pode ser usada para interpretar as características das pessoas e entender as oportunidades e influências presentes em suas vidas num determinado momento. Num sentido mais amplo, define as lições mais profundas que uma pessoa está aprendendo. Ela pode relacionar o desenvolvimento da alma nesta vida com o crescimento passado e o potencial futuro, numa demonstração das leis da reencarnação.
Porém, a Numerologia não é divinatória; é arte e magia, que integra o ser humano à Natureza. Por isso é muito importante ressaltar que a Numerologia não fornece estudos milagrosos que vão resolver a sua vida, mas sim uma interpretação sobre você, para que possa se conhecer melhor e ter mais confiança para tomar decisões. Portanto, a Numerologia não revela “profecias” para sua vida, mas sim tendências de comportamento e situações que podem ser mudadas de acordo com seu livre-arbítrio; não determina o que você deve fazer, mas sim ajuda a enxergar melhor as situações de sua vida para que você tome decisões mais conscientes.

A Numerologia não é a solução para os problemas, mas sim uma forma de se conhecer profundamente e fazer as mudanças necessárias para atingir seus objetivos com equilíbrio.

06 maio 2015

Reencarnação no seio familiar

Reencarnação no seio familiar


Os Laços de Família são Fortalecidos pela Reencarnação e Rompidos pela Unicidade da Existência
Os laços de família não são destruídos pela reencarnação, como pensam certas pessoas. Pelo contrário, são fortalecidos e reapertados. O princípio oposto é que os destrói.
O Evangelho Segundo o Espiritismo “ Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo”.
A idéia da unicidade da existência pode ser analisada sob o ponto de vista do materialismo, que considera a vida orgânica e a inteligente como conseqüências da matéria, do funcionamento dos órgãos do corpo físico.
 Assim, a vida surge com o corpo e desaparece quando ele morre.
Tantos bilhões e bilhões de anos gastou a natureza para o homem ser , hoje o que é , desenvolvendo-se, estudando, aprendendo, trabalhando, sonhando, amando, sendo amado, sofrendo, reproduzindo-se, criando, descobrindo coisas... e desaparecer para sempre?! Essa idéia parece-me ilógica e irracional, mesmo excluindo-se a idéia de um Ser Supremo, causa de tudo.
A unicidade da vida também ser analisada sob o ponto de vista espiritualista, que considera a alma criada por Deus, juntamente com o corpo, não tendo antes disso nenhuma ligação entre ambos e entre familiares. Assim, pais e filhos, irmãos, avós e netos e outros vão se conhecer a partir do nascimento do bebê. Estão ligados pelos laços corporais, pelas leis da hereditariedade, sem nenhuma ligação espiritual, afetiva, que só a partir da constatação da gravidez para alguns ou do nascimento para outros, começa a existir.
As facilidades e/ou as dificuldades de relacionamento entre pais e filhos e entre irmãos são sempre relacionadas com as qualificações herdadas dos pais e/ou dos antepassados. Pode levar o homem a não sentir-se responsável por si e suas ações : "- Nasci assim." "Meu pai era assim."
Em contrapartida, a idéia das vidas sucessivas, antepassados e descendentes podem ter se relacionado antes, ter vividos juntos, amando-se ou não, mas, de modo geral, não estão iniciando relacionamento, apenas continuando o desenvolvimento de cada um, na convivência em conjunto. E assim continuarão, encontrando-se sempre para " estreitar os laços de simpatia". 
A unicidade das existências pode romper os laços de família, porque o destino de cada um já está determinado após uma única existência. Cada membro, na dependência de ter vivido bem ou não, do seu arrependimento ou não, já terá seu destino definido e assim, pais e filhos, maridos e mulheres, irmãos podem nunca mais se encontrarem. Talvez, por isso, pela incerteza do reencontro, a morte de entes queridos é sempre tão dolorosa, tão desesperadora para a grande maioria dos homens.
Graças a Deus, à Sua sabedoria, à Sua justiça e ao Seu Amor, existe a lei da reencarnação para todos e, cada vez mais, sua aceitação se expande com mais rapidez, levando às pessoas a certeza de que se retorna à Terra tantas vezes quantas forem necessárias para o desenvolvimento e burilamento espiritual, de cada um. Somente assim, estão as pessoas queridas sempre se reencontrando, aqui ou no além, porque, conservando sua individualidade, os Espíritos sentem-se atraídos pelos que lhe são ligados por laços espirituais.



 "Com a reencarnação e o progresso que lhe é conseqüente, todos os que se amam se encontram na Terra e no espaço, e juntos gravitam para Deus."
 Mas, nem todos que se amam caminham juntos na sua evolução. E os amados que fracassam, que não acompanham seus amores?
 Os que amam jamais abandonam seus entes queridos, "retardam seu adiantamento e a sua felicidade" e os auxiliam, muitas vezes até reencarnando junto, para melhor ampará-los.

 "Com a reencarnação, enfim, há perpétua solidariedade entre os encarnados e os desencarnados, do que resulta o estreitamento dos laços de afeição."

 Kardec termina essas considerações, apresentando quatro alternativas existentes na Terra para o futuro do homem no além, após a morte do corpo:

1 : o nada, segundo a doutrina materialista; 
2 : a absorção no todo universal, segundo a doutrina panteísta; 
3 : a conservação da individualidade com fixação definitiva da sorte, segundo a doutrina católica e protestante; 
4 : a conservação da individualidade, com o progresso infinito, segundo a doutrina espírita.

De acordo com as duas primeiras, os laços de família são rompidos pela morte.Com a terceira, somente poderão se reencontrar os membros da família que estiverem no mesmo lugar, de acordo com seu merecimento em uma só existência. 

Com a pluralidade das existências, a progressão se fazendo de forma gradual, há sempre a certeza dos reencontros, da continuidade das relações entre os que se amam e é nesse relacionamento amoroso que se constitui a verdadeira família.( para melhor entendimento, ver no livro que estamos estudando, capítulo XIV: Parentesco corporal e espiritual)
Os Espíritos formam, no espaço, grupos ou famílias, unidos pela afeição, pela simpatia e a semelhança de inclinações. Esses Espíritos, felizes de estarem juntos, procuram-se. A encarnação só os separa momentaneamente, pois que, uma vez retornando a erraticidade, eles se reencontram, como amigos na volta de uma viagem. Muitas vezes eles seguem juntos na encarnação, reunindo-se numa mesma família ou num mesmo círculo, e trabalham juntos para o seu progresso comum. Se uns estão encarnados e outros não, continuarão unidos pelo pensamento. Os que estão livres velam pelos que estão cativos, os mais adiantados procurando fazer progredir os retardatários. Após cada existência terão dado mais um passo na senda da perfeição.
 Cada vez menos apegados à matéria, seu afeto é mais vivo, por isso mesmo que mais purificado, não perturbado pelo egoísmo nem obscurecido pelas paixões. Assim, eles poderiam percorrer um número ilimitado de existências corporais, sem que nenhum acidente perturbe sua afeição comum.
Estenda-se bem que se trata aqui da verdadeira afeição espiritual, de alma para alma, a única que sobrevive à destruição do corpo, pois os seres que se unem na Terra apenas pelos sentidos, não têm nenhum motivo para se preocuparem no mundo dos Espíritos. Só são duráveis as afeições espirituais. As afeições carnais extinguem-se com a causa que as provocou; ora, essa causa deixa de existir no mundo dos Espíritos, enquanto a alma sempre existe. Quanto às pessoas que se unem somente por interesse, nada são realmente uma para outra: a morte as separa na Terra e no Céu.A união e a afeição entre parentes indicam a simpatia anterior que as aproximou. Por isso, diz-se de uma pessoa cujo caráter, cujos gostos e inclinações nada têm de comum com os dos parentes, que ela não pertence à família. Dizendo isso, enuncia-se uma verdade maior do que se pensa. Deus permite essas encarnações de Espíritos antipáticos ou estranhos nas famílias, com a dupla finalidade de servirem de provas para uns e de meio de progresso para outros. Os maus, se melhoram pouco a pouco, ao contacto dos bons e pelas atenções que deles recebem, seu caráter se abranda, seus costumes se depuram, as antipatias desaparecem. É assim que se produz a fusão das diversas categorias de Espíritos, como se faz na Terra entre a raças e os povos.O medo do aumento indefinido da parentela, em conseqüência da reencarnação, é um medo egoísta, provando que não se possui uma capacidade de amor suficientemente ampla, para abranger um grande número de pessoas. Um pai que tem numerosos filhos, por acaso os amaria menos do que se tivesse apenas um? Mas que os egoístas se tranqüilizem, pois esse medo não tem fundamento. Do fato de ter um homem dez encarnações, não se segue que tenha de encontrar no mundo dos Espíritos dez mães, dez esposas e um número proporcional de filhos e de novos parentes. Ele sempre encontrará os mesmos que foram objetos de sua afeição,que lhe estiveram ligados na Terra por diversas maneiras, e talvez pelas mesmas maneiras.
Quanto ao futuro, segundo os dogmas fundamentais que decorrem do princípio anti-reencarnacionista, a sorte das almas está irrevogavelmente fixada após uma única existência. Essa fixação definitiva da sorte implica a negação de todo o progresso, pois se há algum progresso, não pode haver fixação definitiva da sorte. Segundo tenham elas bem ou mal vivido,vão imediatamente para a morada dos bem-aventurados ou para o inferno eterno. Ficam assim imediatamente separadas para sempre, sem esperanças de jamais se reunirem, de tal maneira que pais, mães e filhos, maridos e esposas, irmãos e amigos, não têm nunca a certeza de se reverem: é a mais absoluta ruptura dos laços de família.
Com a reencarnação, e o progresso que lhe é conseqüente, todos os que se amam se encontram na terra e no espaço, e juntos gravitam para Deus. Se há os que fracassam no caminho, retardam o seu adiantamento e a sua felicidade. Mas nem por isso as esperanças estão perdidas. Ajudados, encorajados e amparados pelos que os amam, sairão um dia do atoleiro em que caíram. Com a reencarnação, enfim, há perpétua solidariedade entre os encarnados e os desencarnados, do que resulta o estreitamento dos laços de afeição.

 Em resumo, quatro alternativas se apresentam ao homem, para o seu futuro de além-túmulo:
 1º) o nada, segundo a doutrina materialista;
 2º) a absorção no todo universal, segundo a doutrina panteísta;
 3º) a conservação da individualidade, com fixação definitiva da sorte, segundo a doutrina da Igreja;
 4º) a conservação da individualidade, com o progresso infinito, segundo a doutrina espírita. De acordo com as duas primeiras, os laços de família são rompidos pela morte, e não há nenhuma esperança de se reencontrarem; com a terceira, há possibilidade de se reverem, contanto que esteja no mesmo meio, podendo esse meio ser o inferno ou o paraíso; com a pluralidade das existências, que é inseparável do progresso gradual, existe a certeza da continuidade das relações entre os que se amam, e é isso o que constitui a verdadeira família
Daquilo que tenho estudado e ouvido em palestras, não há uma fórmula mágica para compreender, porque não há dois casos iguais. No entanto, pode-se enquadrar certas situações genéricas para tentar compreender melhor.
Normalmente depende muito do que os espíritos fizeram e como se endividaram. Dois espíritos nessa situação leva-me a pensar de que a que encarnou agora como mãe poderá ter agora de dar mais amor ao outro, um amor incondicional que é o de mãe. Pode ser que se tenha aproveitado do amor do companheiro por egoísmo ou vaidade por exemplo.
Mas há outras possibilidades, pode ser que o maior erro tenha sido do que encarna agora como filho, e a mãe, mais evoluída vá agora se comprometer a dar uma educação ao filho que lhe irá permitir ao outro ser menos materialista e egoísta.
Não saberemos qual será a situação específica, e normalmente a espiritualidade não nos deixa saber o motivo, de forma a que não estragasse a possibilidade de evoluirmos, no entanto podemos sempre ter algumas ideias que nos façam melhor compreender... eu pessoalmente acho que a 1ª hipótese é "mais provável" neste caso tudo de bom e prossiga os estudos. Somo sujeitos a muitas provas e quanto mais o estudo, maior o esclarecimento e menos sofreremos, porque sabemos que nada é por acaso reencarnação na mesma família ocorre por simpatia ou resgates de dívidas do passado, como uma reconciliação entre inimigos por exemplo, mas podem existir outros possíveis motivos, pois cada caso é um caso.
Na simpatia, determinados Espíritos simpáticos podem reencarnar na mesma família pelo afeto que consolidaram em outras existências, e assim podem evoluir juntos.
Nos resgates do passado, dois Espíritos que tinham inimizades familiares em outras existências podem reencarnar na mesma família novamente, como mãe e filho ou pai e filho, para assim ocorrer a reconciliação entre ambos. Isso explica a razão de muitos filhos não gostarem de seus pais, sendo violentos para com eles desde criança, ou vice-versa, onde a mãe não sente afeto por aquele filho que acabou de vir ao mundo material, gerando assim vários conflitos entre eles, é algo que não sabem a origem, simplesmente não se gostam. A causa está em existências passadas.
Tudo isso demonstra a eterna sabedoria e justiça de Deus em ação. Onde somente através das reencarnações para um ódio se transformar em amor.

A Adoção

Um dos medos mais comuns das famílias adotantes é de que o filho adotivo venha a se tornar um marginalizado pois que já teve a rejeição materna e pode ser revoltado, e então, um marginal. Esse raciocínio se opera, primeiro devido ao preconceito de atribuir à criança uma herança de má índole, segundo porque se desconhece a Lei da Reencarnação. Ora, um filho biológico pode ser um espírito que reencarnou para resgate naquela família, causando-lhe muitos problemas; ao passo que, o filho adotivo, poderá ser um espírito afim, que vem para trazer felicidade. Ou vice-versa.
Desta forma, ter um filho adotivo ou biológico sempre será para a família um meio de ressarcir débitos pretéritos, direta ou indiretamente, e sejam esses débitos dela (família) ou dele (filho).
Jamais teremos nossas consciências em paz, enquanto houverem as injustiças sociais, os preconceitos, as negações afetivas adotar um filho, um amigo, um pai, uma mãe devem ser tarefas diárias para quem quer conquistar a sua própria evolução espiritual. Mas a adoção deve ser de coração, pois esse é laço indestrutível, permanente.

"Nossos filhos não são nossos filhos, são antes, irmãos.

Os corpos que têm são filhos dos nossos corpos, nada mais.

Os chamados filhos adotivos são os filhos do coração, estão unidos à nos por indestrutíveis laços espirituais.

Somos todos filhos uns dos outros."

 A reencarnação é um programa de Deus em favor de nossa evolução. A carne é um escoadouro de impurezas espirituais. A jornada terrestre é oportuno curso de aperfeiçoamento moral. Planejamento implica em compromisso, algo que somente espíritos amadurecidos têm condições para assumir e cumprir, o que é incomum.
Ocorrem com frequência, particularmente aqueles que obedecem exclusivamente à atração sexual ou ao interesse pecuniário.
Nenhum dos motivos das brigas citados acima justificam por que isso acontece com TODOS os irmãos. A única explicação lógica, além daquela que todos já conhecem que os irmão brigam porque se amam, ou porque passam a maior parte do tempo juntos, é a explicação espírita.  
Segundo a crença do espiritismo, essa discordância vem de outras vidas: os nossos irmãos eram nossos inimigos em outra encarnação, e agora foram colocados próximos de nós para resolvermos as pendências passadas, assim aperfeiçoaremos nossos espíritos, aprendendo mais uma lição. Para os espíritas, nós reencarnamos várias vezes e de várias maneiras, como pessoas ricas, mendigos, pessoas com doenças mentais etc. E o fato de nossos irmãos, nessa encarnação, terem sido nossos inimigos na encarnação passada nos ajuda a aprender a conviver com eles e adquirir o conhecimento que, segundo os espíritas, vai se acumulando na nossa alma como experiências de vida e que nos ajudarão a nos elevar para um plano superior.
É fácil acreditar que nossos irmãos tenham sido nossos inimigos: nós não aguentamos ficar perto deles sem brigar. Seria mesmo muito difícil de conviver com nossos inimigos, por isso é tão difícil a convivência com nossos irmãos. Mas os pais, em vez de tentar acabar com essas brigas, podem tomar algumas atitudes que podem evitá-las.

Normalmente, os pais ficam impotentes no meio das brigas dos filhos e acabam tomando partido de um, o que faz com que o outro se sinta injustiçado e fique com mais raiva ainda do irmão. Para evitar isso, os pais devem tratar os filhos de uma maneira imparcial e justa, para que um filho não fique com ódio do outro. Já em relação a brigas por espaço, os pais devem definir o espaço de cada um dos filhos e respeitar esse limite imposto por eles mesmos sempre, sem abrir exceções.  
Há um outro motivo que faz com que os irmãos fiquem com muito ódio um do outro: as comparações feitas pelos pais. Os filhos não gostam que os pais os comparem com os irmãos a respeito de nada, quando os pais fazem isso, o filho comparado fica com raiva do irmão e arranja qualquer motivo para brigar com ele e descontar sua raiva. Portanto, os pais não devem ficar comparando os filhos entre eles ou mesmo entre os filhos dos outros. Já em relação às brigas por motivos banais não há não há muito o que se possa fazer, apenas separar os filhos para que a briga não se prolongue muito, mas não é possível evitá-la.

Mas não são todos os irmãos que brigam, sempre existem as exceções. Qual será o segredo da boa convivência deles? Será que eles dormem em quartos separados e quase nunca se vêem? Será que os pais são separados e cada um mora com um deles? Será que eles não eram inimigos em outra vida e só são irmãos nesta para ter companhia? Ou será que eles possuem mesmo o segredo da boa convivência? Isso vai continuar sendo um grande mistério.

Wal Oliveira

05 maio 2015

Egunitá, o Fogo Purificador

Egunitá, o Fogo Purificador


  
O Mistério de Egunitá
"Purificar é limpar desembaraços, é desimpregnar um ser, física e Espiritualmente. A Divindade cujo mistério é o Fogo e a Justiça Divina, que purificam os excessos emocionais dos seres desequilibrados, desvirtuados e viciados, é Mãe Egunitá. Os  vícios emocionais   tornam   os   seres   insensíveis   à  dor  alheia.  Os desequilíbrios mentais transformam os seres em tormentos para seus semelhantes. Mãe Egunitá é o Fogo Divino da purificação das ilusões humanas. É o fogo consumidor das paixões humanas, é o raio rubro, o braseiro que queima. As energias incandescentes e flamejantes tanto consomem os vícios quanto estimulam os sentimentos de justiça. O fogo é um elemento temido. Mãe Egunitá, no panteão hindu, era conhecida como a deusa Kali, divindade  evitada e temida por todos os que desconheciam seu mistério" (Mãe Lurdes de Campos Vieira).
Então dizemos o fogo de Egunitá "queima" as energias dos apaixonados, emocionados, fanatizados ou desequilibrados, reduzindo a chama interior de cada um (sua energia ígnea) a níveis baixíssimos, apatizando-os, paralisando-os e anulando seus vícios emocionais e desequilíbrios mentais, sufocando-os.
Mãe Egunitá nos traz uma face que faltava no estudo dos Orixás, como Divindade do Fogo Purificador e Renovador. Antes das informações trazidas por Pai Benedito de Aruanda, através da psicografia de Rubens Saraceni, não havia na Umbanda um estudo sobre um Orixá que representasse o Fogo da Purificação, o Fogo que destrói os desequilíbrios para trazer a renovação do ser. Esta renovação é justamente o aspecto característico da atuação de Mãe Egunitá e faz parte do seu culto, inclusive diferenciando-o de cultos anteriores, como veremos a seguir. Podemos dizer que o culto a esta orixá  vem da África, da cultura Nagô-yorubá. E nessa cultura não havia um Orixá que representasse a Mãe do Fogo. Falava-se numa “Iansã do Fogo” (Iansã-Egunitá ou Oyá-Egunitá) como uma Qualidade de Iansã, mas não se tratava de outro Orixá. Dentro dos Cultos de Nação, é muito antigo e de acesso restrito o culto de Iansã do Fogo, pois somente poderia ser praticado por uma menina virgem de 11 anos de idade, mediante oferenda específica, a qual exigia que se colhessem flores cortadas numa época determinada e dentro de alguns preceitos. Já na Umbanda o culto à Mãe Egunitá é bem diverso, dentro dos conceitos que Pai Benedito de Aruanda expôs. Primeiro, porque se trata de outro Orixá, de outra Divindade, não mais apenas de uma Qualidade de um Orixá já cultuado (no caso, Iansã). Depois, é preciso lembrar que essas Mães atuam de forma diferente: Iansã é movimentadora e direcionadora; enquanto Egunitá representa o Fogo Divino que consome os vícios e desequilíbrios, purificando e renovando os seres perante a Justiça e a Lei Divinas e lhes dando equilíbrio em todos os Sentidos da vida. Ou seja, “Iansã do Fogo” não é o Orixá Egunitá de que nos fala Pai Benedito de Aruanda. Pela mediunidade de Rubens Saraceni, Pai Benedito trouxe a informação de que no Astral se conhece uma Divindade Feminina do Fogo cujo nome sagrado não chegou ao nosso meio, mas que podemos chamá-la de Mãe Egunitá. Daí é que vieram o seu nome e o seu culto específico na Umbanda, como a Mãe do Mistério do Fogo.

Na Umbanda

Egunitá é associada ao Sol, ao planeta Júpiter e ao número 9. Egunitá é nossa amada Mãe da Purificação. Regente Cósmica do Fogo e da Justiça Divina, é o Fogo que purifica os sentimentos desvirtuados, é a consumidora dos vícios e desequilíbrios e das energias dos seres fanáticos, apaixonados e emocionalmente desequilibrados.

Na África, Ela aparece como uma das Qualidades de Iansã; mas é em Si uma Divindade de mesmo nível, é Orixá. Enfim, nem todos cultuam o Orixá Egunitá, mesmo na Umbanda. Muitos permanecem cultuando “Iansã do Fogo”. Haveria certo e errado, nessa questão? Definitivamente que não o importante é caminharmos no sentido de buscar um entendimento da vida e de nós mesmos, como algo que vai muito além da carne e dos sentidos físicos. Fazer isso de forma sincera, de todo o coração, e com amor pela nossa vida e pela Vida Maior. E sempre respeitando as crenças alheias. O importante é que os Orixás nos amam, nos conhecem e nos reconhecem como Seus filhos, independente do modo como nos dirigimos a Eles.

Atribuições
Quando oferendar: Para pedir ao Fogo Purificador que consuma energias negativas, vícios, excessos emocionais e cordões negativos que estejam envolvendo a nós mesmos e/ou aos nossos templos e moradias.

 Amaci de Egunitá:
Água da fonte com pétalas de rosa cor-de-rosa, folhas de alecrim e de arruda maceradas e curtidas por 3 dias.



Modelos de Oferendas:
1- Fazer um círculo com 7 velas brancas, 7 vermelhas e 7 de cor laranja (ou amarelas). Dentro deste círculo, colocar rosas vermelhas (ou flores do campo vermelhas e/ou alaranjadas). Despejar um pouco de licor de menta dentro do círculo das flores. Cortar ao meio um maracujá e colocar as duas metades dentro do círculo de flores: uma com água e a outra com azeite de dendê (ou com azeite de oliva consagrado). Firmar as velas e pedir a bênção da Mãe Egunitá.


2- Um copo com licor de menta, um copo com água mineral e um copo com vinho tinto; 1 pemba branca e 1 vermelha; palmas vermelhas e flores cor laranja; 1 vela palito de cada uma destas cores: laranja, vermelha, branca, amarela e azul escuro. Fazer um círculo com as flores e no meio dele formar um triângulo com os copos das bebidas. Dentro deste triângulo, colocar as pembas. Circular tudo com as velas, dispondo-as de forma alternada (laranja, vermelha, branca, amarela, azul). Firmar as velas e fazer o pedido à Mãe Egunitá.

3- Velas de cor laranja, vermelha e dourada; frutas: laranja, tangerina, mexerica, laranja kinkan; bebida: licor de menta; flores vermelhas e laranja. (Do site do Templo da Luz Dourada, de Mãe Mônica Berezutchi.)

4- Do livro “Doutrina e Teologia de Umbanda Sagrada”, de Rubens Saraceni:
Elementos: um copo com licor de menta; um copo com água; 1 pemba branca, 1 pemba vermelha; 7 velas vermelhas, 7 velas douradas, 7 velas azuis, 7 velas amarelas e 13 velas brancas.
Montagem: Fazer uma cruz com as velas brancas, colocando 7 na vertical e 3 de cada lado, na horizontal.
No canto superior direito da cruz, colocar as 7 velas douradas. Isso vai formar um triângulo com as velas brancas do centro superior e as do braço direito superior (horizontal) da cruz. Dentro dele, colocamos o copo com licor de menta;
No canto inferior direito da cruz, colocar as 7 velas azuis. Isso vai formar outro triângulo, este com as velas brancas da vertical inferior e as do braço direito horizontal da cruz. Dentro deste triângulo colocamos a pemba branca. No canto superior esquerdo da cruz, colocar as 7 velas vermelhas. Elas vão se juntar às velas brancas da parte vertical superior da cruz e às velas brancas do braço horizontal esquerdo da cruz, formando outro triângulo de velas. Dentro dele, colocamos o copo com água;
No canto inferior esquerdo da cruz de velas brancas, colocamos as 7 velas amarelas. Isso vai formar mais um triângulo de velas. Dentro dele, colocamos a pemba vermelha.
Em seguida, cercar a oferenda com palmas vermelhas. Depois, saudar Mãe Egunitá e pedir a proteção almejada.
Sempre que oferendamos o Orixá Egunitá, antes devemos fazer uma oferenda à Senhora Pombagira do Fogo. Esta oferenda será posta à esquerda do lugar escolhido para a oferenda ao Orixá (ex.: 7 passos à esquerda), e com estes elementos: rosas vermelhas, velas vermelhas e champanhe rosê.

Cozinha ritualística:
 
1- Fava vermelha: Cozinhe ligeiramente uma porção de fava vermelha apenas em água. Escorra. Em outra panela, refogue 1 dente de alho picadinho, 1 cebola picadinha e 1 colher de azeite de oliva (ou de dendê). Acrescente sal a gosto e refogue ligeiramente a fava já cozida. Decorre uma gamela com tiras de cenoura e pedacinhos de gengibre, ou então com flores vermelhas ou de cor laranja, e aí coloque a oferenda.
 
2- Laranja com gengibre: Use 1, 3 ou 9 laranjas. Lave e seque as laranjas. Descasque, retire as sementes e reserve a casca. Corte cada uma das laranjas em 9 tiras ou pedaços.
Prepare uma calda (com água e açúcar), leve ao fogo e deixe começar a engrossar. Coloque as laranjas nessa calda para aferventar (uns 5 minutos) e acrescente gengibre em pedacinhos ou em pó. Retire. Sirva numa gamela (de madeira) forrada com as cascas de laranja que estavam reservadas (corte as cascas em tiras, ou em pedacinhos, como preferir). Decore com pedaços de gengibre. [*Obs.: A mesma receita pode ser feita com limão, no lugar da laranja.]
 
3-Moranga com peito de boi- Ingredientes: 1 moranga; meio quilo de carne de peito de boi; tomate, cebola, dendê; meio quilo de fava vermelha; cheiro-verde, orégano.
Preparo: Cortar uma tampa da moranga e retirar as sementes. Lavar e cozinhar por uns 10 minutos (numa panela com água suficiente para cobrir a moranga). Reservar. Cozinhar a fava apenas com água, por uns 10 minutos. Escorrer a água e reservar a fava cozida. Refogar a cebola e o tomate picadinhos e ali cozinhar o peito de boi cortado em cubinhos, por uns 10 minutos. Acrescentar 1 colher de sopa de dendê e temperos (cheiro-verde, orégano), para finalizar. Colocar a carne na moranga e cobrir com a fava. Oferendar num prato de papelão forrado com folhas de cenoura (a rama da cenoura).
 
4- Feijão de corda- Ingredientes: meio quilo de feijão de corda; meio quilo de quiabo cortado em rodelas; 1 cebola picada; azeite de dendê. Preparo: Cozinhar o feijão apenas em água, por 10 minutos. Escorrer e reservar. Refogar ligeiramente o quiabo com a cebola, o dendê e o feijão cozido. Colocar tudo numa gamela, ou num prato de papelão. Forre o vasilhame escolhido com folhas de agrião (ou com galhos de arruda) previamente lavadas. Colocar a oferenda e regar com dendê.
 

5- Sobre um punhado de folhas de arruda previamente lavadas e enxutas (ou sobre rama de cenoura), oferendar nove acarajés. Enfeitar com flores vermelhas ou de cor laranja, ou ainda com girassóis.

Gus Bernardes