21 fevereiro 2017

Deusa Lara!

Deusa Romana do silencio: Lara!

Bem hoje dia 21 para alguns ainda é comemorado o dia de Lara (ou dos lares), então vamos falar sobre essa deusa, lembrando que: Lara não existia na mitologia grega, nem os lares eles são exclusivamente da mitologia romana, então venha conhecer um pouco mais sobre ela!
Roma possuía uma Deusa do Silêncio, que era venerada sob os nomes de Lara, Muta e Tácita. O seu culto tinha sido recomendado pelo rei Numa Pompílio, que julgara essa divindade necessária ao estabelecimento do seu novo Estado.

Lara era uma Náiade do Almon, regato que se atira no Tibre, abaixo de Roma. Júpiter apaixonado por Juturna, não tendo podido encontrá-la, porque ela fugira e se atirara no Tigre, chamou todas as náiades do Lácio, e lhes suplicou que impedissem a ninfa de se esconder nas suas ribeiras.
Todas prometeram o seu serviço. Lara, vendo-se só, foi declarar a Juturna a Juno os desígnios de Júpiter. O deus, irritado, fez cortar-lhe a língua e ordenou a Mercúrio que a conduzisse aos Infernos: no caminho, porém, Mercúrio, sensibilizado ante a beleza dessa ninfa, fez-se amar por ela (a outra versão de que Mercúrio tenha estuprado Lara), e dessa união nasceram Dois Filhos que, por causa da Mãe, foram chamados Lares.

Lara junto com Mania (Rainha dos fantasmas) era considerada como as "Mães dos Lares".
Larunda (ou Lara): Deusa Pré-Romana, Cultuada na Península Itálica. Considerada Mãe dos Lares e uma Deusa da Terra (Ctônica e Submundana como Tácita). Seu nome significa "Aquela que torna a terra verde". Era Invocada para trazer fartura e uma colheita abundante. Era Venerada pelos romanos como Deusa do Silêncio, da maledicência e da Morte, O Silêncio Eterno. Também era Considerada como Guardiã dos segredos e juramentos, e protegia os viajantes.

Algumas fontes modernas atribuem à Ela o dia 18 de Fevereiro ou 20 de Fevereiro,mas acho que deva ser aproximadamente essa data ou na Lua Nova(ou Minguante) do Mês de Fevereiro.
Para se livrar de boatos negativos, tome de um banho de ervas (arruda, verbena, ou aroeira), acenda uma vela negra (ou de cor escura, verde, marrom ou roxo) num local silencioso, e peça a Ela para queimar todas as fofocas, calúnias, mentiras, e energias negativas da inveja e do ódio na chama da vela.

Faça preces vindas do coração, ou de preferência reze mentalmente em silêncio, depois medite no silêncio, pense nas resenhas negativas que já falaram ao seu respeito, pense em todos fofoqueiros, invejosos  e peça a Tácita que os Puna, e que eles recebam o devido retorno, que as línguas más se calem ou sejam cortadas como a língua Dela foi rasgada por Júpiter.
Ou se você falou de alguém peça desculpa à Tácita, peça para que nos proteja de tais males e que não permita que causemos tais males aos outros, tente parar de fofocar, ou de falar demais e preste mais atenção na sua vida...

Correspondências:
Dia da Semana: Sábado e Terça-Feira
Cores: Preto, Verde, Marrom, Roxo e Vermelho.
Incensos e ervas associadas: patchuli, menta, rosas, verbena, narciso.

Os filhos de Lara com mercurio eram os Lares, protetores dos Lar:

LARES – Divindades domésticas, geralmente apresentadas como filhos de Mercúrio e Lara.  Também são incumbidos de proteger as encruzilhadas, atribuição que herdaram do seu pai. Estavam associados ao fogo sagrado que era mantido acesso pelas Vestais e pelo fogo do lar mantido nos altares domésticos. Eram representados como 2 adolescentes tendo em suas mãos a Cornucópia.
Filhos de Mercúrio e Lara, os Lares eram um grupo de deuses que cuidavam das casas e das encruzilhadas. A família fazia oferendas a esses deuses em ocasiões importantes, como casamentos, nascimentos e enterros, uma vez que - originalmente - eles eram representações dos antepassados. Eram comumente representados como jovens dançando de túnica, com um copo de chifre em uma mão (rhyton) e uma taça na outra (patera), muitas vezes ainda, acompanhados por serpentes simbólicas fálicas.

Já os Penates cuidavam das despensas, dos celeiros e dos armazéns, ou seja, do armazenamento de comidas e bebidas. Nas refeições, era costume oferecer-lhes comida. Cada família romana adorava dois penates e quando uma família viajava, transportava-os consigo.

Nas casas em Pompeia, um relicário com as três figuras (lararium) ficava ou na cozinha ou nas salas. No final do Império Romano, era colocado atrás da porta de entrada da casa e uma vela ou lamparina ficava queimando diante da imagem. Mesmo quando o cristianismo tornou-se a religião oficial do império, a adoração a essas divindades domésticas perdurou.
Bem isso foi o que eu encontrei sobre Lara e os Lares, espero que tenham gostado!
Que os deuses abençoem!

Raffi Souza.

19 fevereiro 2017

A mitologia Polinésia!

A mitologia Polinésia!




Vamos falar um pouco sobre os deuses havaianos, da mitologia polinésia, apesar de serem bem representados hoje em dia, a mídia infelizmente acaba dando muitas vezes o papel de vilão para esses deuses, alguns podem ate serem “maus”, mas acredite eles tiveram e tem motivos para isso, por tanto venha conhecer um pouco mais sobre eles!

Análise Histórica:
Povoado por milhares de grupos de caçadores e coletores vindos da Ásia, até mesmo da África, a Polinésia é um vasto triângulo que se estende por todo o oceano pacifico, dotados de milhares de ilhas e ilhotas. Os registros históricos dos tempos são muito escassos, só existindo depois das grandes navegações, por crônicas européias e depois que o Havaí tornou-se um reino independente, no séc XIX. Desde então o mundo ocidental assiste a rica mitologia Polinésia.
A diversidade de Deuses – aqui tratados como universais – era comparável a de qualquer mitologia ocidental, isso em virtude do povoamento das ilhas em ondas de grupos mais ou menos similares. Assim, seus Deuses são os mesmo, diferindo por um aspecto ou por uma letra (como Ku no Havaí e Tu na polinésia como um todo, ou Kane no Havaí e Tane na Polinésia).
Cosmologia:
Como o coco era um alimento fundamental para a alimentação, era justo que o universo estivesse contido no interior de um gigantesco coco, que era lar da humanidade. Abaixo do coco havia o caule Take, que era a raiz de toda a existência e viço do universo. O Deus supremo Vari, o criador do universo, vivia nesse caule. Foi da vitalidade desse caule que Vari criou o universo.
Ranginui (Rangi): O “pai céu”, Deus do céu a pai de  os Deuses da mitologia Polinésia. Rangi foi casado com Papa, deusa da terra, mantendo-a junto a todossi com um abraço, quem mantinham céus e terra juntos. Ele a fecundou, e quando os outros Deuses, como Tangaroa e Tane nasceram separaram céus e terra. Rangi chorou pelo afastamento, eapa se tornou vermelho-sangue, enquanto os deuses fugiam e espalhavam a vida por toda superfície terrestre.



Tangaroa: Primogênito de Rangi e de Papa, Tangaroa era a deiade do mar e dos peixes, exercendo também influência sobre os répteis. Sua personalidade era agressiva, e suas ondas gigantes engoliam grandes porções de terra, enquanto suas tempestades matavam pessoas aos montes. Sua esposa segundo alguns era Hina, mas ela acabou por abandoná-lo.
Filho mais velho de Rangi (Céu) e Papa (Terra), Tangaroa era o deus dos mares de personalidade agressiva que, junto com seus meio-irmãos (Rongo, Tane, Haumia, Tawhiri e Tümatauenga) forçou a separação de seus pais. Diz-se que seu corpo tinha tanta água que ele explodiu e formou os oceanos. Seus filhos são Ikatere, rei dos peixes, e Tu-te-wehiwehi, ancestral dos répteis.

Alguns mitos dizem que, após a separação, foi atacado por seu irmão Tawhiri, deus das tempestades, e se escondeu no fundo do mar. Vivia sozinho na concha escura de um mexilhão primordial.

Tangaroa tinha uma rixa com seu irmão Tane, deus das florestas, porque ele acolheu Tu-te-wehiwehi depois dele ter sido banido dos mares por sua violência. Tane, com suas canoas de madeira, suas iscas de pesca e suas redes tecidas com fibras de madeira, era responsável pela morte das criaturas marinhas. Então, Tangaroa ordenava que o mar, com suas fortes ondas, engolisse as canoas, as árvores, as florestas, as casas de madeira e até as praias. Por essa razão, os povos maoris colocavam mar e terra como esferas opostas e precisavam honrar Tangaroa sempre que iam pescar, pois estavam entrando no reino do inimigo de onde eles moravam.

Pode aparecer como um enorme peixe que gera as criaturas do mar, inclusive seres fantásticos como sereias, ou um lagarto verde que traz bons ventos. As marés são sua respiração. Marinheiros polinésios e micronésios costumam navegar com um pedaço de coral para honrar o deus.

Seus mitos se espalham pelas ilhas do Pacífico de formas diferentes. No Havaí, tem ligações com Kanaloa. Nas Ilhas Cook, Tangaroa é filho da luz solar e tem associações com o fogo. No Taiti, recebe o nome de Ta'aroa, o caos criador. Como criador, saiu de sua concha para cobrir o mundo depois que céu e terra se separaram. Fez os deuses e todos os seres vivos, sendo representado com um corpo oco cheio de pequenas esculturas que simbolizam suas criações.

Por mais incrível que pareça, nas lendas havaianas - contradizendo toda a mitologia da Polinésia -, Tangaroa era um deus maléfico, associado à feitiçaria e ao submundo: sua maldição teria criado a morte no mundo.


Tane: Deus das florestas, irmão de Tangaroa. Foi ele o responsável pela separação de Papa e de Rangi, fazendo crescer um tronco gigantesco, por ordem de Tangaroa, a quem respeitava. Ele era menos perigoso e agressivo que seu irmão, porém em certa época acasalou com árvores, produzindo muitos e perigosos monstros, como os dragões e as cobras. Mais tarde, ouvindo as súplicas dos humanos, criou para si uma esposa de areia.
Deus das florestas Tane foi o responsável por a separar seus pais Rangi (Céu) e Papa (Terra). O casal primordial se abraçava com tanta força que seus filhos vivam sufocados entre os dois. Os irmãos de Tane queriam matá-los, mas, por ser o mais forte de todos, foi ouvido. Firmou bem os pés em Papa, encaixou os ombros no corpo de Rangi e o empurrou para cima com toda a força. Essa seria uma representação das árvores com suas raízes fincadas na terra e seus galhos apontando para os céus.

Com pena de seus pais nus e separados, Tane começou a vesti-los. Primeiro, pintou o Céu de vermelho, mas não gostou do resultado. Então, cobriu-o com o manto negro da noite. Para sua mãe, arranjou algumas árvores invertidas, ou seja, com as raízes para cima, mas o efeito não o agradou. Resolveu fazer um vestido com as mais verdes e tenras folhas e as flores mais coloridas para cobrir todo seu corpo.

Um de seus irmãos, Uru, não ganhou nenhuma função divina e chorava enrolado no manto de seu pai. Para que ninguém visse suas lágrimas, Uru as guardava em cestas. Mas Tane acompanhou a tristeza do irmão é pediu os cestos emprestados. Surpreso e com medo de ser descoberto em sua fraqueza, Uru não quis dar, mas Tane avançou e derramou uma delas no manto de seu pai. Suas lágrimas eram luzes brilhantes que se tornaram as crianças-luz, as estrelas. Feliz com o ocorrido, Uru deu suas outras cestas a Tane, que foi criando a Via Láctea.
Acreditava-se que seu maior rival era seu irmão Tawhiri, deus das tempestades. Ele teria perseguido alguns filhos de Tane por toda a terra e eles acabaram se escondendo no mar, onde se tornaram peixes a mando de Tangaroa. Outros colocam Tangaroa como seu maior rival, criando uma dualidade entre mar e terra.

Algumas lendas dizem que Tane foi o criador do primeiro homem, Tiki, a partir do barro. Outras dizem que ele se acasalava com árvores e animais, gerando todo tipo de monstro, como serpentes e dragões, porque sua mãe não permitia que ele tivesse uma esposa - uma punição pela separação à força. Até que um dia, ela se apiedou de Tane e sugeriu que ele fizesse para si uma esposa com a areia da praia. Ele seguiu a ideia de Papa e soprou no nariz de sua criação arenosa, que espirrou, e se tornou Hine-hau-one, a primeira mulher (mudando o paradigma da criação masculina).

É dito também que Tane acabou se casando com sua filha, Hine-titama, sem saber quem ela era. Quando eles souberam, ela fugiu para o subterrâneo e se tornou a deusa da morte, chamada de Hine-nui-te-po. Tane desceu ao subterrâneo para pedir perdão e se colocar à disposição da deusa, que pediu que ele voltasse ao mundo e criasse seus filhos até que eles voltassem a ela.

Todos os que usam madeira veneravam o deus, particularmente os construtores de canoas. Uma noite antes de começar a cortar as árvores para fazer as canoas, os artesãos rezavam para Tane e descansavam os machados no seu templo.


Hine-Nui-Te-Po: Deusa polinésia da morte, era gigante com a fisionomia da Hina, esposa de Maui. Certa vez, Maui embateu-se com ela, terminando por morrer, e estendendo esse destino a seus descendentes. Era terrível, ceifando a vida das pessoas sem se importar com os que chorariam ou sofreriam.

Hine-Tei-Wauin: A grande Deusa Hina, em seu aspecto de Deusa do parto e da maternidade era chamada de Hine-Tei-Wauin. Como o parto era difícil, ela criou um conjuro poderosos, para evitar as dores do parto. Esse conjuro é comum de ser usado até hoje pelas parturientes.

Pele: A bela e sensual Deusa do fogo, Pele veio a terra e casou-se com um chefe mortal de nome Lohiau. Era a portadora dos raios e das erupções vulcânicas, vagando tanto pelo céu quanto pelo submundo, de onde desencadeava as erupções. Passional, matou Lohiau e uma de suas irmãs quando o viu admirado-as as suas formas sensuais.



Lono: Deus do céu havaiano, Lono era uma divindade pacifica, relacionado á agricultura.
Sua vinda aterra era no inverno, quando fertilizava a terra e eram dirigidas a ele orações pela fertilidade dos campos. O resto do ano permitia a Ku que reinasse em seu lugar.

Na mitologia havaiana, Lono era uma divindade do céu associada à fertilidade, à agricultura, à chuva e ao canto que, junto a Kane e Ku formava a trindade encarregada da criação do primeiro humano. É um dos quatro deuses que já existiam antes da criação (Kane, Ku e Kanaloa). Era também o deus da paz.

Ele vinha à terra todo inverno, durante a estação das chuvas (chamado de Lono-makua, o provedor). Ao final desse período, dizia-se que ele "morria" ou que voltava para seu reino invisível de Kahiki, deixando Ku como seu substituto. Uma vez, desceu a terra por um arco-íris para se casar com uma menina havaiana, que se revelou a deusa Laka, sua irmã.

Nos quatro meses das festas de Makihiki, Lono era adorado e sua imagem levada, no sentido dos ponteiros do relógio, a fazer a ronda das ilhas havaianas. Segundo as crenças, esse ritual traria fertilidade aos campos e qualquer conflito ou trabalho desnecessário é proibido.

É dito que alguns havaianos acreditaram que o Capitão James Cook, da marinha inglesa, seria uma reencarnação de Lono e isso pode ter contribuído para sua morte em 1779.


Ku: O Deus Ku (no resto da Polinésia, Tu) era divindade responsável pela guerra. Reinava durante oito meses sobre a terra, quando Lono se ausentava do mundo. Era instigador da inveja e da cobiça entre os humanos. Em certos versos, junto com Lono e Tane povoou o mundo.
A divindade havaiana responsável pela terra e pela guerra era Ku (Tu, na Polinésia). Incentivava a inveja e as brigas entre os humanos, sempre com uma expressão feroz, mas também ajudou a fazer a terra e o primeiro humano, junto com o deus criador Kane (Tane) e seu pacífico colega - e oposto deus da paz - Lono. Era adorado durante oito meses do ano, quando Lono se ausentava do mundo.

Maui: Herói trapaceiro da mitologia Polinésia. Maui era nativo das ilhas do Havaí. A mãe, que fazia tecido com a fibra das palmeiras achava-o tão fraco que preferiu afogá-lo. Maui, porém, sobreviveu às ondas, e tornou-se um homem extremamente forte, sem medo em seu coração. Em uma de suas aventuras, ergueu muitas ilhas da Polinésia para acabar com as guerras por terras. Em outra é responsável por roubar o fogo da galinha guardiã, no submundo. Sua aventura mais famosa é aquela em que laça o Deus sol pelo pescoço, até que ele ande mais devagar em seu curso, e para que os dias sejam maiores.
Sua mais bela aventura é aquela em que, imbuído de sua coragem, decide enfrentar a morte em busca da imortalidade. Acaba sendo morto por ela, mas crendo olhar para o rosto de sua amada esposa Hina. Seu sangue tingiu os camarões de vermelho.

Hina: Grande Deusa da mitologia polinésia assume muitas e variadas formas, como a devi indiana. Era personificação da fertilidade, e era a elas que os polinésios rezavam por saúde e boas colheitas. Nas famosas lendas de Maui dos mil truques é esposa dele, e sacerdotisa da tribo. Em outras é esposa de Tane, ou de Tangaroa, a quem abandonou para viver com a lua.
Haumea
Deusa havaiana dos nascimentos e da fertilidade e poderosa feiticeira, Haumea se renovava nascendo e renascendo constantemente. Era tão habilidosa com partos, que seus filhos nasciam de várias partes de seu corpo. Foi mãe de Pele, Kapo e Namaka, entre outras divindades. Acredita-se que Haumea ensinou à humanidade o parto natural, pois antes eram realizadas formas primitivas de cesárea que matavam a maioria das mulheres.

Dizia-se que tinha um pomar com várias árvores que davam diferentes criaturas, como porcos e peixes, além de frutas. Sempre gentil e calma, costumava utilizar sua varinha mágica para povoar as águas com cardumes de peixes.

Representada pelo elemento "pedra", é relacionada com Papa, antiga deusa Mãe-Terra, podendo ser uma versão dela. É também o nome de um planeta-anão de nosso sistema solar.
Todo o credito a eles! Então o que acharam sobre esses deuses maravilhosos?
Que os deuses lhe abençoem!

Raffi Souza.

15 fevereiro 2017

Erva sagrada: Abacate!

Erva sagrada: Abacate!



Vamos falar sobre o Abacate, alem de ser uma fruta muito saborosa, tem muitos benefícios para nos humanos, seja ele magico ou medicinal, então venha conhecer um pouco mais sobre essa erva sagrada, e vale ressaltar sempre: Antes de usar qualquer erva medicinal, deve se consultar um medico, para saber se ao invés de fazer bem ela não vá fazer mal a você! Vamos falar sobre o Abacate, alem de ser uma fruta muito saborosa, tem muitos benefícios para nos humanos, seja ele magico ou medicinal, então venha conhecer um pouco mais sobre essa erva sagrada, e vale ressaltar sempre: Antes de usar qualquer erva medicinal, deve se consultar um medico, para saber se ao invés de fazer bem ela não vá fazer mal a você!
 Fora isso use com sabedoria elas J

Uso medicinal:

Nome Científico: Persea americana   Mill.
Família botânica: Lauraceae
Sinonônimos botânicos: Laurus persea L., Persea americana var. angustifolia Miranda, Persea americana var. drymifolia (Schltdl. & Cham.) S.F. Blake, Persea americana var. leiogyna (S.F. Blake) Kelsey & Dayton, Persea americana var. nubigena (L.O. Williams) L.E. Kopp, Persea americana var. toltec Popenoe.


Nomes populares: 
Abacateiro, abacate (Brasil), aguacate, palta, avocado (Spanish), avocato (Cuba), avocado, alligator-pear (English), “Hojas de Palta” (Peru), e li (pinyin, China), palta (English, United States), kalawakat (Mexico, San Miguel, Tzinacapan and Xaltipan), pero avvocato (Itália), avocatier, avocat (França), avokatbirnen (Alemanha). 
Origem ou Habitat: 
América Tropical (Lorenzi e Matos). Segundo outros autores, Perseaé Africana (Scora et al.).
Características botânicas: 
Árvore grande, de copa arredondada e densa, medindo de 12 a 20 m de altura; folhas ovais a elípticas, simples, com pecíolos finos, verdes escuras; inflorescências tipo panículas densamente grisáceo-puberulentas ou séricas, flores andróginas ou hermafroditas, pequenas, perfumadas, reunidas em racemos axilares e terminais, formadas na primavera e muito procuradas por abelhas.
Composição química:
Polpa dos frutos: ácidos graxos (oleico, linoleico, palmítico, esteárico, linolênico, cáprico e mirístico), hidrocarbonetos alifáticos saturados, esqualeno, alcoóis alifáticos e terpênicos, b-sitosterol, fitosterol, lecitina, vitaminas A, B, D, E e K, aminoácidos e G.A.B.A., ferro, fósforo, tiamina, riboflavina, niacina e ácido ascórbico. Outros elementos isolados são as persenonas A e B.
Flores: flavonóides (quercetin-3-O-ramnosídio, isoramntin-3-O-glicosídeo, cumaril-kaempferol, etc).
Sementes (caroço): sesquiterpenos (seychelleno, allo-aromandreno, b-selineno, valenceno, b-bisaboleno, y-cadineno, b-bisabolol e epi-a-bisabolol e tetradecanal) (Resumos Q-027); ácidos graxos (com abundante a-tocoferol), proantocianidina (biflavonil), hidrocarbonetos, derivados esteroídicos e glicídicos, taninos, polifenóis e uma saponina.
Folhas: óleo essencial difere a composição segundo a variedade: (estragol, metil-chavicol, a-pineno, b-pineno, metil-eugenol, cineol e limoneno); dopamina, serotonina, flavonóides (quercetina, catequina, epicatequina e cianidina); abacatina (princípio amargo); persiteol, taninos, persina e tiramina.
Córtex: principalmente taninos.
Outros: ácidos málico e acético, carnitina, carotenóides, resinas, etc. (Alonso, 2004).

Partes utilizadas:
Folhas, frutos, sementes, óleo, botões florais.
As folhas devem ser usadas secas, porque as verdes causam palpitações cardíacas.
Uso popular: 
A polpa dos frutos, além de nutritiva devido aos teores de proteína, sais minerais e vitaminas, é considerada na medicina tradicional como carminativa e útil contra o ácido úrico, enquanto os chás obtidos das folhas, da casca e das sementes raladas são considerados úteis como diurético, antirreumático, carminativo, antianêmico, anti-diarreico e anti-infeccioso para os rins e bexiga, além de estimulante da vesícula biliar, estomáquico, emenagogo e balsâmico.
A polpa é utilizada em casos de caspa e prurido do couro cabeludo, associado com babosa (Aloe vera).
A casca do fruto moída é recomendada contra as verminoses.
Propriedades Medicinais:

Adstringente,
Afrodisíaca,
Antianêmica,
Antidiarréica,
Anti-helmíntica,
Anti-idade,
Anti-inflamatória,
Antirreumática,
Antioxidante,
Antisséptica das vias respiratórias,
Anti-sifílica,
Antitênia,
Antiuricêmico,
Balsâmica,
Carminativa,
Cicatrizante,
Colagoga,
Colarética,
Depurativa,
Digestiva,
Diurética,
Emenagoga,
Emoliente,
Estomáquica,
Rejuvenescedora,
Tônica capilar,
Umectante,
Vermífuga,
Vulnerária.

Ações farmacológicas: 

Destacam-se suas propriedades anti-inflamatórias, analgésicas, antimicrobianas, diuréticas e cosméticas, além de atividades imunomoduladora e antitumoral, essas em animais de laboratório (Alonso, 2004).
Na França foi desenvolvida uma formulação com as frações insaponificáveis do abacate (Persea americana) e da soja (Glycine max), para o tratamento da artrose. Foi baseada na riqueza em esteróis destas frações e de uma possível relação sobre o metabolismo do cálcio, similar a ação da vitamina D (Magloire H., 1988 apud Alonso, 2004).
Em outro estudo onde participaram 264 pacientes que sofriam de osteoartrite (coxartrosis o gonartrosis fémoro-tibial) constatou-se que a administração de uma cápsula de insaponificáveis de abacate-soja de 300mg diários, produziu melhorias significativas em 70% dos casos. Mesmo assim, 100% do grupo de pacientes medicados com diclofenaco diminuíram a dose, em média, de 114mg para 40mg diários (Maheu E., 1992 apud Alonso, 2004).
Em ratos o extrato hidroalcoolico reduziu a glicemia e melhorou o estado metabólico dos animais.
Em camundongos, a farinha de semente de abacate reduziu o colesterol total e o colesterol LDL.

Indicações Terapêuticas:

Abscessos, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Ácido úrico elevado, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Afecções da Vesícula Biliar, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Afecções das vias Respiratórias, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Afecções das vias Urinárias, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Afecções hepáticas, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Aftas, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Amenorrea (brotos por infusão)
Anemia, (Fruto in Natura)
Amigdalite, (decocção da semente ralada)
Artritismo, (Fruto in Natura e externamente a decocção da semente ralada)
Bronquite, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Cálculos renais (Fruto in Natura)
Cansaço, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Caspa, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Cefaleia, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Cistites, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Cólica histérica, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Déficit de secreção biliar (Infusão das folhas secas e Tintura)
Depuração do sangue, (caroço raspado)
Diarréia,  (caroço raspado)
Disenterias,  (caroço raspado)
Dispepsia, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Distúrbios da digestão, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Diurético, (Infusão das folhas secas, Tintura e fruto in natura)
Eczemas do couro cabeludo, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Edemas, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Eructações, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Estomatite, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Estresse, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Febre intermitente, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Flatulência, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Fluxo menstrual irregular, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Gota, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Hepatite, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Hipertensão, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Inchaço dos pés, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Indigestão,  (brotos por infusão)
Indisposições, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Infecções da bexiga, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Inflamações dos dedos, (decocção da semente ralada)
Nevralgia do Trigêmeo, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Obstipação intestinal (Fruto in Natura)
Panariços, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Queda de cabelo, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Reumatismo, (Caroço ralado e posto em álcool)
Infecções Renais, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Rouquidão, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Secreções catarrais, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Sífilis, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Tosse, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Tuberculose, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Uremia, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Uretrites, (Infusão das folhas secas e Tintura)
Varizes, (pó do caroço diluído em água)
Verminoses. (caroço por infusão)

Interações medicamentosas: 

Os pacientes que recebem tratamento antidepressivo com inibidores da mono-amino-oxidase (I.M.A.O.) podem sofrer crises hipertensivas devido a tiramina. (Sapeika N., 1976 apud Alonso, 2004).
O consumo de 100 a 200g de abacate diários em pacientes que estão recebendo terapia anticoagulante com warfarina (anti-vitamina K), diminui o efeito desta droga. Os pesquisadores desconhecem o mecanismo desta interferência (Blickstein et al., 1991 apud Alonso, 2004). 
Efeitos adversos e/ou tóxicos:
Os frutos do abacate são, em geral, bem tolerados para o consumo humano. Existem relatos de alergia associado ao látex.
As cápsulas de insaponificáveis de abacate-soja são bem toleradas, no entanto, longe das refeições podem ocasionar regurgitações.
Existem evidências que o consumo de folhas de abacate podem ser tóxicas para animais, por exemplo cabras (Alonso, 2004).
Contraindicações:

Não é recomendado a decocção das folhas do abacateiro para mulheres grávidas, por ser abortivo (Alonso, 2004), melhor não usar em mulheres que amamentam.
Não é indicado para quem está fazendo regime para perder ou manter o peso, por ser muito calórico e gorduroso.
Não existem contraindicações para o uso externo.
Posologia e Modo de uso: 
Infusão: colocar 1 colher (sopa) de folhas secas ou flores picadas para 1 litro de água. Tomar uma xícara 3 vezes ao dia. Consumir em temperatura morna.(Martins, 2000)
Extrato Fluido: 2 a 10 mL por dia.
Extrato seco: 1g ao dia.
Decocção com a semente: ralar o caroço e medir uma colher de sopa para meio litro de água. Ferver, repousar e filtrar. Tomar duas vezes ao dia.

Uso externo:


Decocção da semente ralada: compressas locais com a infusão ou óleo, friccionar várias vezes ao dia.
Caroço ralado e posto em álcool: friccionar várias vezes ao dia.
Cataplasma: tostar e moer o caroço do abacate, misturar o pó no próprio chá e aplicar com gaze nos locais afetados (LIMA, 2000).
Fito-cosmético: o óleo é empregado na forma de cremes e loções.
Polpa do fruto: é usado sob a forma de alimento.
Observações: 
Não se dispondo de folhas previamente secas e necessitando fazer uso interno do chá, ao invés de infusão, deve-se fazer decocção (ferver pelo menos 5 minutos) das folhas verdes, com o vasilhame destampado para a evaporação dos componentes tóxicos.

Usos etnomedicinais:


Os indígenas Shuar do Equador trituram e maceram as sementes em aguardente para o tratamento de picadas de serpentes; os Tikunas da Colômbia empregam a decocção das folhas como hepatoprotetor; os Sionas-Secoya e os Quechua atribuem-lhe propriedades contraceptivas; no México é frequente o uso da casca seca e moída do fruto como antidisentérico e a infusão das folhas é aplicada para lavar feridas infectadas na pele; em Camerún (África), a decocção das folhas e córtex é usada para hipertensão arterial e a infusão das folhas é empregado como abortivo (Alonso, 2004).



Uso Magico:

ABACATEIRO (Persea americans)
Planeta: Vênus
Elemento: Água
Deidade: Afrodite, Vênus
Poderes: amor, luxúria, beleza.
Usos mágicos: refeições com o fruto são indicadas para noites afrodisíacas como os incas faziam, varinhas ou bastões feitas da árvore são ótimas para todos os propósitos.

Que os deuses lhe abençoem!

Raffi Souza.