23 março 2018

A deusa caçadora: Ártemis!


A deusa caçadora: Ártemis!



Ártemis, deusa grega, ou Diana, como era conhecida entre os romanos, divindade responsável pelas atividades da caça, é representada como uma imagem lunar arisca e selvagem, constantemente seguida de perto por feras selvagens, especialmente por cães ou leões. Ela traz sempre consigo, no abrigo de suas mãos, um arco dourado, nos ombros um coldre de setas, e pode ser vista trajando uma túnica de tamanho curto.
Dizem que quando ela ainda era uma criança, Zeus a questionou sobre seu maior desejo para seu aniversário, e ela lhe pediu, sem hesitar, que pudesse circular livremente pelas matas, ao lado dos animais ferozes, dispensada para sempre da obrigação de se casar. O pai imediatamente realizou seu sonho.
Esta deusa famosa dos gregos foi concebida por Zeus e Leto e era irmã gêmea de Apolo – enquanto ele simbolizava a luz solar, ela representava a esfera lunar. Esta poderosa figura é sempre encontrada, em qualquer mito que seja, correndo por bosques, florestas e matas, livre como um pássaro, ensaiando suas coreografias e cantando ao lado das ninfas que lhe são muito próximas.
Nas festas em homenagem à lua eram sempre executadas danças de extrema sensualidade e havia constantemente a presença de um ramo considerado sagrado. Ártemis é considerada tanto uma prostituta sagrada quanto uma virgem responsável pelos partos, pois os mitos a retratam igualmente como o bebê que nasceu primeiro e ajudou a mãe a parir o irmão Apolo.
Embora pareça contraditória esta personalidade ambígua de Ártemis, na verdade ela está associada a dupla faceta do feminino, que protege e destrói, concebe e mata. Esta imagem da deusa é difundida especialmente na Ásia Menor. Não se sabe exatamente onde e quando surgiu seu culto, pois os autores que estudam o mito divergem quanto a este ponto.
Alguns pesquisadores acreditam que seu nascimento remonta às tribos da Anatólia, exímias caçadoras, consideradas berços das famosas amazonas. Outros crêem que ela descende da divindade Cibele, protetora da Natureza, cultuada na Ásia Menor, também representada como uma Rainha das Feras, rodeada por leões, veados, pássaros e outros exemplares da fauna.
Há estudos que situam Ártemis ao lado de outras potências lunares, tais como Hécate, também associada às esferas infernais, e Selene; as três compunham uma espécie de trindade da Lua. Os italianos a conhecem como Diviana, expressão que pode ser traduzida como Deusa, e pode ser facilmente ligada ao nome Diana.
Na Itália eles comemoravam sua festa no dia 13 de agosto, quando os cães de caça tinham seu momento de glória e os animais ferozes eram deixados à vontade. Este evento foi consagrado pela Igreja como um culto católico que marca a Assunção de Nossa Senhora, transferido para o dia 15 de agosto.
Esta deusa da fertilidade animal tinha várias discípulas, que eram denominadas ursas. Elas reconheciam sua natureza autoritária e repressora. Os animais ferozes que estão sempre junto a ela representam, por outro lado, os impulsos que precisam ser dominados. Sem dúvida ela é o símbolo maior do feminino, de sua liberdade e autonomia.
Artemis era a mais popular das deusas do panteão grego, filha de Zeus e Leto, a irmã gêmea de Apolo. Conta a lenda que quando sua mãe estava grávida, sendo perseguida por Hera, a esposa de Zeus que odiava as amantes do marido, impedia que os filhos de Leto nascessem em qualquer lugar. Grávida de gêmeos, Leto chegou à Ilha de Delos onde nasceu primeiro Artemis que ajudou no parto de seu irmão, sendo esta a razão porque Artemis era invocada para auxiliar no trabalho de parto das mulheres. Os romanos a associavam com a deusa Diana.
Com uma mão ela protegia a vida, na outra ela trazia a ruína. Junto com Ilithyia ela ajudava as mulheres grávidas no parto sem dor. Se uma mulher morresse durante o parto, acreditava-se que ela havia sido atingida por uma flecha de Artemis. Ainda assim, as roupas da mulher falecida eram oferecidas à deusa. Noivas e noivos, principalmente as jovens virgens, pediam sua proteção mas eram obrigados a oferecer à deusa seus brinquedos. As moças deviam deixar as tranças de seus cabelos no altar de Artemis, e assim estariam liberadas dos domínios da deusa.
Artemis também era considerada como deusa da vegetação e da fertilidade. Era a deusa da natureza intocada em conexão ao culto das árvores e qualquer um que sacrificasse uma árvore era punido pela deusa. Nos cultos oferecidos à deusa os gregos dançavam com os ramos sagrados. Apesar de ser venerada na Grécia, seu culto era especial na Arcádia, pois ali ela vivia afastada nos bosques selvagens e intocados, e era a mais virginal das deusas.
O Rei de Calidon esquecendo-se de oferecer a Artemis os primeiros frutos da colheita anual, foi castigado pela deusa que enviou um enorme javali ao reino, que atacava pessoas e animais, impedindo que a terra fosse novamente semeada. Embora o rei tenha chamado os mais nobres guerreiros para caçar o javali, somente Atalanta conseguiu vencê-lo. Também castigou Erisicton quando ele derrubou as árvores frutíferas consagradas a Demeter.
Acompanhada das ninfas, suas seguidoras, ela vagava por bosques e prados com seu arco e flechas, por isso era representada como protetora dos caçadores e senhora dos animais. Era uma deusa impiedosa quando ofendida e punia severamente os ofensores. Quando Agamemnon matou um cervo consagrado à deusa, ela segurou os ventos impedindo que ele partisse com seu barco, e exigiu que ele sacrificasse sua filha Ifigênia para liberar os ventos. Porém, apiedou-se de Ifigênia, que se tornou sua seguidora.
Artemis vivia na rica terra de Delfos comandando a dança das Musas e das Graças sob a luz prateada da lua. Como uma deusa virginal, suas seguidoras também deviam ser virgens. Ela as protegia e punia todos os homens que ousassem tocá-las ou vê-las banhando-se nas fontes. Artemis não odiava os homens, mas exigia que eles respeitassem as mulheres. Sua ruina foi querer provar sua habilidade de caçadora, e a pontaria certeira de suas flechas.
Órion caçava em companhia de Ártemis mas seu irmão Apolo pretendia protegê-la. Um dia Apolo mandou o Escorpião Celestial matar Órion e quando ele percebeu que não conseguiria vencer o monstro, se jogou no mar e saiu nadando acompanhado por seu cão Sírius. Imediatamente Apolo chamou a irmã e a desafiou a acertar um pequeno e distante ponto no mar. Para provar que era era eximia atiradora, Artemis acertou o ponto no mar. Quando as ondas chegaram à praia, trouxeram o corpo de Órion. Inconsolável, Ártemis o transformou na constelação de Órion e Sirius se tornou uma estrela que faz parte da constelação Cão Maior.
Ártemis era celebrada quando o Sol passava pelo signo de Sagitário, em 22 de novembro. Está representada como a virgem atleta personificando a força e o instinto de caçadora, protetora das florestas e dos animais. É uma deusa lunar representando o poder feminino em todos os aspectos, a parteira, aquela que é íntegra em si mesma. Essa deusa é a mais completa das doze divindades olímpicas, padroeira das crianças e dos nascimentos, a deusa guerreira das Amazonas. Seu maior atributo é a individualidade, vivendo livre e correndo velozmente pelas florestas, sempre acompanhada por seus cães.
As lendas gregas exaltavam muito o princípio casto e virginal das deusas, isto porque a castidade tem uma significação ampla além da voluntária abstinência sexual e abrange outras virtudes humanas, que são o resultado da soma de valores superiores, que requer um compromisso pleno consigo mesmo, permanecendo na sua integridade.
O conceito de fidelidade é muito mais abrangente do que o concebe a compreensão popular. Fidelidade é um atributo elevado, primeiramente da pessoa para consigo mesma, interiormente, de tal modo que quando é fiel ao outro, certamente é primeiramente fiel em seu íntimo. Assim, quem é fiel é casto; quem é casto é fiel.
O primeiro efeito do amor é a união indissolúvel de corações, e por extensão, a fidelidade é inviolável na pureza de intenções e honestidade no relacionamento. A fidelidade representa o amor e respeito ao próximo, é ser sincero aos seus compromissos e escolhas, é abnegação aos desejos de cobiça, é ter compromisso e não apenas envolvimento. A castidade conjugal significa fidelidade ao cônjuge e aos compromissos assumidos no matrimônio. A castidade está presente no pudor que protege a intimidade e consiste no temor de realizar um ato indecoroso ou indigno.
O pudor é o sentinela de defesa da castidade. É a humildade e sobriedade que torna a pessoa incapaz de exaltar-se no comportamento desordenado. É a diligência e cumprimento das próprias obrigações prevenindo os males da ociosidade. Inclui ainda a caridade e piedade, que não se ocupa de afetos desordenados. Casta é a mente que se preserva de pensamentos brutais e violentos, e se mantém, primeiramente, na pureza da alma.
Artemis é o arquétipo da mulher que tende a ajudar e defender outras mulheres e usa um escudo emocional nos envolvimentos afetivos. Sujeita a ataques e rompantes emocionais, em muitas ocasiões ela costuma reagir cruelmente quando está pressionada em assuntos do amor. Em geral, é uma grande amiga e representa um tipo de feminismo que deseja equiparar-se aos homens, de igual para igual. Sua sexualidade tende a se manifestar de forma masculina e muitas vezes adia a maternidade em função de outras metas ou opta por uma gravidez independente.
Enfrenta os desafios, é objetiva e busca superar a si mesma. De natureza indócil diante das injustiças, o seu aprendizado consiste em aprender que o fato de ser justiceira não impede que ela desenvolva um temperamento doce e desarmado. A diferença entre homens e mulheres é um fato e a busca da igualdade radical não faz sentido, pois é justamente no equilíbrio entre as diferenças, que a coexistência entre homens e mulheres se torna mais harmoniosa.
Em Roma, Diana era a deusa da lua e da caça, filha de Júpiter e de Latona, e irmã gêmea de Apolo. Era muito ciosa de sua virgindade. Júpiter forneceu-lhe um séquito de sessenta oceânidas e vinte ninfas que, como ela, renunciaram ao casamento. Indiferente ao amor e caçadora infatigável, Diana era cultuada em templos rústicos nas florestas, onde os caçadores lhe ofereciam sacrifícios. Na mitologia romana, Diana era deusa dos animais selvagens e da caça, bem como dos animais domésticos.
****
Diana foi cedo identificada com a deusa grega Ártemis e depois absorveu a identificação de Ártemis com Selene (Lua) e Hécate (ou Trívia), de que derivou a caracterização triformis dea ("deusa de três formas"), usada às vezes na literatura latina. O mais famoso de seus santuários ficava no bosque junto ao lago Nemi, perto de Arícia.
Ártemis, é a mais antiga de todas as Deusas gregas. Alguns autores traçam suas origens às tribos caçadoras de Anatólia, que teria sido a morada das míticas amazonas. Outros afirmam sua descendência provêm da grande deusa da natureza Cibele, na Ásia Menor, uma Senhora das Feras que costumava estar sempre rodeada de leões, veados, pássaros e outros animais. Mas de acordo com Walter Burkert em "Greek Religion", é provável que Ártemis remonte à era paleolítica, pois em sua homenagem os caçadores gregos penduravam os chifres e peles de suas presas numa árvore ou em uma pilastra em forma de maçã.
ARQUÉTIPO DA MÃE DOS ANIMAIS
Ártemis /Diana era o ideal e a personificação da vida selvagem da natureza, a vida das plantas, dos animais e do homens, em toda sua exuberante fertilidade e profusão.
Na Itália chamaram-na Diviana, que significa a Deusa, um nome que é mais familiar, pois é bem similar ao seu nome original Diana. Ela era de fato a Caçadora, Deusa da lua e mãe de todos os animais. Ela aparece em suas estátuas coroada com a lua crescente e carregando uma tocha acesa. A palavra equivalente em latim para vela era "vesta" e Diana era também conhecida como Vesta. Assim, o feixe de lenha, no qual ela veio da Grécia era realmente uma tocha não acesa. No seu templo, um fogo perpétuo era conservado aceso.
A DEUSA E O XAMANISMO
Era muito comum o xamã usar uma pele de urso para que o Grande Espírito dos ursos possa falar por seu intermédio. Nestas práticas visualizamos claramente uma continuidade com a Ártemis grega posterior, cujos principais animais totêmicos eram o urso e o veado. Até a raiz de seu nome, "art", está ligada à raiz indo-europeia da palavra urso. Muitos mitos envolve Ártemis com os ursos. Nas primeiras histórias gregas ela aparece como uma ursa ao lado de seus filhotes.
Existiu inclusive, um rito de iniciação à deusa, onde meninas com menos de 9 anos, dançavam com pele de urso a dança do urso em seu templo. Bodes eram sacrificados nestas cerimônias, para que tais jovens pudessem conhecer também o lado sombrio da Deusa-Lua e os seus mistérios sangrentos da morte, sacrifício e renovação.
Aqui se descortina também, o aspecto feroz e sanguinário de Ártemis, a própria Mãe da Morte, que tem que ser aplacada com oferendas vivas. Os gregos mais sofisticados de Atenas, com o tempo, resolveram sentimentalizá-la, pois eles não ousavam encarar de frente este seu aspecto sanguinário
Que sejam prospero.
Raffi Souza.

20 fevereiro 2018

Mudras os gestos sagrados!

Mudras os gestos sagrados!


Mudras são gestos que nos permitem sintonizar com frequências específicas de energia do Universo. Segundo Yoga e Ayurveda, a saúde plena é o resultado dessa sintonia em que o ser individual, o microcosmo, sincroniza-se com o Universo, o macrocosmo.
Essa sincronia é a base do equilíbrio e da cura. Assim, os Mudras são ferramentas poderosas para otimizar a saúde.
Quando colocamos as mãos em Mudras, elas atuam como antenas canalizando as energias de cura para todos os aspectos de nosso Ser.
Isso funciona porque nosso corpo é composto de 5 elementos: terra, água, fogo, ar e espaço.
Cada um destes elementos está relacionado com um de nossos sistemas fisiológicos, e também com certas qualidades.
Por exemplo: o elemento terra está relacionado com o sistema esquelético e possui as qualidades de força, estabilidade e firmeza.
Quando estes elementos estão presentes na quantidade adequada, a saúde estará presente.
Cada um dos dedos também está relacionado com um dos 5 elementos. O dedo mínimo representa a água, o anular a terra, o médio o espaço, o indicador o ar e o polegar o fogo. As combinações dos dedos, assim como a posição deles (esticado, flexionado, etc.), permitem uma grande variedade de opções de conexão com as energias primordiais do Universo.
Há milhares de anos atrás, os sábios da Índia desvendaram os códigos secretos destas inúmeras combinações observando os efeitos e benefícios de cada Mudra.
Hoje, os Mudras representam um tesouro que permite que o microcosmo de nosso corpo se harmonize com os ritmos do universo para facilitar a saúde e a cura.
Comece a praticar os mudras de um a cinco minutos. Caso sinta qualquer desconforto, descontinue a prática e consulte um professor de Yoga experiente nesta área.
Você sabia que suas mãos possuem um poder de cura inato que tem sido usado durante séculos ?
Mudras são as posições das mãos que influenciam a energia do seu corpo físico, emocional e espiritual.
Os Mudras têm sido utilizados no Oriente há milhares de anos e foram praticados por muitos líderes espirituais incluindo Buddha. Hoje, os Mudras ainda são usados em yoga e meditação.
Às vezes, podemos inconscientemente colocar nossas mãos em posições de mudra sem sabê-lo, outras vezes podemos usá-los para ajudar a canalizar e estimular a cicatrização.
Existem centenas de Mudras, mas aqui estão alguns dos mais comuns:
1.) Mudra Gyan (Mudra do Conhecimento):

A ponta do dedo indicador toca a ponta do polegar, enquanto os outros dedos permanecem retos.
Benefícios: Melhora o conhecimento, estimula a hipófise e glândulas endócrinas, aumenta a memória, ajuda na meditação, previne a insônia, ajuda a melhorar o humor e traz clareza de raciocínio.
Prática: A qualquer momento, sentado, em pé ou deitado na cama.
2.) Mudra Prithvi (Mudra da Terra):

A ponta do dedo anelar toca o polegar enquanto os outros dedos permanecem em linha reta para fora.
Benefícios: Auxilia a reduzir deficiências físicas e espirituais, ajuda a aumentar a força da vida, ajuda a limpar a pele, favorece a funcionalidade do corpo.
Prática: A qualquer hora.
3.) Mudra Varuna (Mudra da Água):

A ponta do dedo mindinho toca o polegar enquanto os outros dedos permanecem em linha reta.
Benefícios: Ajuda a equilibrar as emoções, ajuda a reter água, ajuda a aliviar a prisão de ventre e cólicas, e também ajuda a regular os ciclos menstruais e condições hormonais.
Prática: 15 minutos três vezes por dia.
4.) Mudra Vayu (Mudra do Ar):

O polegar colocado sobre o dedo indicador enquanto o resto dos dedos permanecem retos.
Benefícios: Ajuda a acalmar a mente ansiosa, acalma a voz tensa, ajuda a diminuir o estresse e ajuda a reduzir a impaciência e indecisão.
Prática: 10 a 15 minutos, 3 vezes por dia.
5.) Mudra Shunya (Mudra do Vazio):

A ponta do polegar pressiona o dedo do meio para baixo, enquanto o resto dos dedos ficam para cima.
Benefícios: Reduz apatia no corpo, é altamente eficaz para dores de ouvido, ajuda a restaurar a confiança, e aumenta a cognição mental.
Prática: 40-60 minutos por dia ou, para uma dor de ouvido, 4-5 minutos.
6.) Mudra Surya (Mudra do Sol):

Dobre o dedo anelar sob o polegar enquanto o resto dos dedos permanecem em linha reta.
Benefícios: Ajuda a estimular a glândula tireoide, ajuda a aliviar o ganho de peso e reduz o apetite, estimula a digestão, ajuda a aliviar a ansiedade e estresse, e ajuda a guiá-lo para o seu propósito.
Prática: 5 a 15 minutos, duas vezes por dia.
7.) Mudra Prana (Mudra da Vida):

O dedo anelar e o mindinho dobram para tocar o polegar enquanto o indicador e o dedo médio permanecem apontando para cima.
Benefícios: Melhora a força da vida, ajuda a fortalecer a mente, corpo e espírito, ajuda a promover a tomada de decisões, melhora a imunidade e motivação, ajuda a melhorar a visão, e reduz a fadiga.
Prática: A qualquer hora.
8.) Mudra Apana (Mudra da digestão):

O dedo médio e o anelar são dobrados sob o polegar enquanto o mindinho e o dedo indicador ficam para cima.
Benefícios: Ajuda a regular o sistema excretor, ajuda a desintoxicar e estimula os movimentos intestinais, é útil para aliviar a constipação e hemorroidas.
Prática: 45 minutos por dia
9.) Mudra Apana Vayu (Mudra do coração):

O dedo indicador dobra-se para tocar a base do polegar, enquanto curva o dedo médio e o anelar para tocar a ponta do polegar. O dedo mindinho permanece esticado.
Benefícios: Estimula a cura do coração, ajuda a proteger fisicamente o coração, e também ajuda a reduzir os gases e azia.
Prática: 15 minutos, duas vezes por dia
10.) Mudra Linga (Mudra de calor):

Entrelace os dedos das duas mãos, mas mantenha o polegar da mão esquerda apontando para cima. Faça o polegar direito envolver o polegar esquerdo tocando o dedo indicador da mão direita.
Benefícios: Ajuda a estimular o calor no corpo, ajuda a reduzir o catarro e congestão, fortalece os pulmões, ajuda a revigorar e equilibrar o corpo.
Prática: A qualquer momento, mas não prátique excessivamente.
Adendo A Luz é Invencível (Sugestão da Monica):
Mudra Mukula: É uma energização de cura, usado para direcionar a energia para qualquer lugar no corpo. Basta colocar os quatro dedos de encontro com o polegar, colocando as pontas dos dedos onde a cura é necessária. Em cada respiração, podemos sentir a energia de cura passar através de nossos dedos e entrar no nosso corpo na parte enferma, ele limpa, relaxa e cura, liberando as toxinas indesejadas e preenchendo a área com uma luz branca. Para uma limpeza geral e rejuvenescimento do corpo, podemos sentar e relaxar em local tranquilo, estendendo os braços e colocando cada mão sobre os joelhos, com os dedos apontando para o teto, em formato de Mudra Mukula. Definindo a nossa intenção e sentindo a energia de cura limpando todo o nosso corpo.
©Tanaaz Chubb
Origem: wakingtimes
Tradução e Divulgação: A Luz é Invencível
Os significados dos Mudras
Mudra significa gesto. 
Mudras são gestos em que são especialmente utilizados em Hatha-Yoga, mas também é usado em outros tipos de meditação. 
Esses gestos são muito importantes porque nos permitem canalizar adequadamente a energia através do corpo e ajudar a alcançar muitos objetivos como elevação espiritual, cura física e cura emocional. Os mudras são muito completos, envolvendo todo o corpo, mas também há mudras muito simples e igualmente poderosas que requerem apenas as mãos para alcançar os nossos objetivos.  Devido à diferente qualidade de cada um deles, é recomendada a utilização de um dado tempo normalmente é de 3 a 45 minutos e é geralmente recomendado fazer uma vez por dia, pelo menos.
Abhaya 

Este é um dos mudras mais espirituais que existem, e tem atuação no espírito e em nossa psique.

Gurus orientais  e muitos deuses, estátuas e imagens aparecem nesta posição. Também no cristianismo podemos encontrá-lo em algumas representações de Jesus ou de algum santo.

Propriedades
Quando há necessidade de se sentir seguro e esperançoso de que podemos superar qualquer obstáculo que aparece em nosso caminho, este mudra pode ajudar.
Há momentos na nossa vida em que nos sentimos especialmente vulneráveis ​​e desprotegidos. Muitas pessoas recorrem à divindade com orações e súplicas para ajudá-los. Este mudra age como uma dessas orações aliviando nossos mais profundos medos e conflitos internos. É luz no túnel escuro.
Execução
O mudra deve ser feito pela mão direita, como mostrado na foto. Com a palma para cima, dedos ligeiramente afastados e com  a mão ligeiramente dobrando  os dedos.
A mão  esquerda repousa sobre o coração.
                                        
Apan Vayu

Este mudra é fácil de fazer, no entanto, muito chato nas primeiras vezes, até que se domine a prática.
Deve ser feito com as duas mãos.
É um mudra fabuloso para descanso e equilíbrio espiritual.
Propriedades
1. No plano físico: alivia dores cardíacas e doenças relacionadas ao coração.
2. No plano mental: ela nos ajuda a prestar mais atenção aos planos de vida. Ele traz confiança e descanso mental de que tudo terá um bom resultado.
3. Emocionalmente: trás serenidade aos nossos sentimentos enquanto nos eleva a consciência.
4. Espiritualmente falando: ele nos ajuda a desenvolver o equilíbrio espiritual.
Execução
Este mudra exige que você executá-lo com ambas as mãos
Recomendamos que você acompanhe a execução do mudra com uma musica que o induza a um relaxamento trazendo equilíbrio e clareza interior. Faça respirações profundas e pausadas enquanto executar o mudra. 
Atmanjali

Este mudra é conhecido em todas as religiões, pois é assimilado à oração. Além disso, em muitas culturas orientais este gesto é usado como um agradecimento por algo.

Certamente mais do que uma vez  você o fez, mas agora você vai descobrir o poder que reside nele. Assim a partir de agora você está ciente das energias que se movem quando você perceber isso.

Realmente o caminho melhor para realizá-lo é fazer a conexão das mãos acima da cabeça com os braços levantados. 
Propriedades

1. No nível físico: regenerar a energia e fortalecer nosso sistema imunológico nos dando mais força e vitalidade.

2. No plano mental: aquieta nossa mente e esclarece os nossos pensamentos. Harmoniza o hemisfério esquerdo e direito do nosso cérebro para trabalhar de forma coordenada.

3. Emocionalmente: estabelece um equilíbrio e uma grande paz interior. Permite-nos relaxar e serenar as nossas emoções. Ele também nos fornece uma sensação de libertação de nossas cargas pesadas.

4. Espiritualmente: Isso nos coloca em contato direto com Deus e com o poder que tem para nós. Além disso, ele é ideal para pedir qualquer tipo de desejo saindo do coração para a nossa divindade.

Execução
Como já mencionado este mudra tem o seu melhor resultado quando realizada acima da cabeça com os braços levantados.

Recomenda-se que você deve realizá-lo todas as manhãs antes sair de casa, ou quando você está muito nervoso e chateado. Você também pode usá-lo se você se sentir com pouca energia.

Primeiro levanta os braços e, em seguida, se junta as palmas das mãos suavemente sobre sua cabeça.

Em seguida, feche os olhos e respire profundamente, deixando toda a energia da posição fluir através do seu corpo.
Queixo

Mudra Chin é basicamente usado para a meditação Hatha yoga e é chamado de mudra do conhecimento.

Muito provável que você já o viu em uma estátua ou imagem de uma divindade hindu.

Além disso na mídia seja na televisão ou no cinema sempre parece ser o mudra que está fazendo o personagem que medita. Mesmo as pessoas que brincam sobre a meditação em sua zombaria, sem saber, também costumam fazer este mudra.

É um mudra fabuloso por tudo o que tem a ver com a mente.

Propriedades

Este mudra tem propriedades em todos os três planos.

1. Emocionalmente: Ajude o fluxo de energia do corpo circular uniformemente, e é útil para doenças, bem como estado depressivo ou estado de euforia.

2. No plano mental: fortalece a memória e estimula o intelecto. Ele ajuda o cérebro a funcionar corretamente.

3. Espiritualmente.: Como hatha yoga, este mudra é tão espiritualmente poderoso que permite o praticante unir constantemente  sua alma com  a alma de Deus . Isto significa que com este mudra se pode atingir a iluminação ou despertar da consciência

Execução

A forma mais rentável para aproveitar este mudra é através da posição de lótus familiar, ou se é impossível, pelo menos a posição de pernas cruzadas.

Mantenha as costas retas e os olhos fechados. Respirar fundo e dizer três vezes o mantra Om. Em seguida, começará a notar uma grande paz interior e equilíbrio.

Você também pode combiná-lo com Jnana Mudra feito com a mão direita sobre o coração e a mão esquerda no mudra Chin apoiado entre as pernas, na área de seu primeiro chakra.

Pode acompanhar o gesto com algum tipo de tela (mental) em que você está em um lugar sagrado, ou ante um ser de luz. E se você se sentir confortável, você pode repetir o mantra Om quantas vezes você quiser.                                                              
 Dharmachakra

Um dos mais conhecidos e representados nas divindades hindus são os mudras dharmachakra, o que significa, literalmente, a patinagem das rodas

Rodas para a religião hindu e budista  é um elemento sagrado que se refere aos perfeitos ciclos de vida e da morte.

Propriedades

Este é um mudra envolvido diretamente no nosso desenvolvimento espiritual. , portanto, pode ajudar:

Equilibrando as nossas energias internas nosso ambiente físico e espiritual.

Desenvolver nosso potencial espiritual.

Estar conectado com o mundo espiritual, permitindo-nos obter ajuda de outros seres no universo.

Ajudar-nos ouvir a voz da divindade.

Descobrindo a nossa missão na vida.

Revelando nossas vidas passadas.

Execução

Este mudra requer executá-lo com as duas mãos como você pode olhar na foto.

Deve-se  deixar o polegar da mão e o dedo indicador juntos. Além disso, a palma deve estar apontando para o coração, sinalizando o nosso mundo interior.

Recomendamos que você acompanhe a meditação com o mudra com algum tipo de conexão com suas vidas passadas, seus guias, a sua voz interior. Este mudra tem um grande poder espiritual, vale à pena a inclusão em suas meditações, e mesmo em suas orações.
Dhyani

Este mudra é conhecido especialmente nas religiões orientais como p mudra tradicional  para meditar, pelo conforto e tranquilidade que ele traz.
Propriedades

Este mudra tem propriedades em todos os três planos:

1. No plano mental: elimina o estresse e a pressão mental. Ativa os nossos pensamentos de paz e elimina aqueles que estão nos prejudicando.

2. Emocionalmente: limpa e renova a energia emocional, curando as feridas do passado e fortalecendo as esperanças para o futuro.

3. Espiritualmente: desperta a sabedoria em nós mesmos e nos coloca em contato com a nossa própria divindade. Ajuda a aumentar a conscientização.

Execução

Este mudra pode ser usado em postura de meditação tradicional, com as pernas cruzadas, ou estar em uma cadeira com as costas retas e as pernas em um ângulo de noventa graus.

Colocar as mãos como exposto na figura e fechar os olhos.

Esta posição é especialmente adequada para não pensar em nada. Ou seja, ele não é usado para meditar algo específico, mas sim no que está surgindo.

Para isso, você deve se concentrar apenas na sua respiração e deixar ir tudo o que vier á mente abrindo caminho para os pensamentos mais profundos.

Este mudar é recomendado naqueles momentos em que você  se sentir pressionado ou forçado ou estiver passando por problemas emocionais. Então você também pode considerá-lo como um mudra de emergência.                                                               
Hakini

Muitas pessoas fazem inconscientemente este mudra quando se pensa em algo, ou apenas quando você está descansando.

Mal sabem eles é que estão fazendo um mudra dos mais poderosos para aproveitar a energia e o poder que existe em nosso sexto chakra, também chamado tradicionalmente ; terceiro olho

Realizar este mudra por alguns minutos todos os dias pode ajudar a equilibrar a energia do centro do poder.

Propriedades

Este é um poderoso mudra cuja principal função é a de concentrar sua energia e ajudar os seus desejos se tornarem realidade

Além disso, também é muito útil em casos de confusão ou desespero, porque nos ajuda a limpar a mente e esclarecer nossas idéias e sentimentos

É um; mudra da salvação, no sentido de que realizá-lo em um momento crítico, ajudando  em seguida a  lidar melhor com a situação.
Execução
Para executar corretamente este mudra basta juntar as pontas de todos os dedos de sua mão como você indicado na imagem.
Se você quiser usá-lo como uma ferramenta para alcançar seus desejos o que você tem a fazer é projetar uma imagem em sua mente do que você quer ao fazer este mudra. Faça o pedido quantas vezes quiser. 
Jnana

Sem dúvida este é um dos mais conhecidos mudras.

Especialmente usado no budismo tem sobrevivido até hoje como um dos mais lisonjeiro mudras de meditação.
Porém também tem várias propriedades úteis para outras áreas da vida .

Propriedades

1. No plano físico: alivia distúrbios do sistema nervoso.

2. No plano mental: proporciona maior facilidade de concentração e atenção. Estimula a memória.
3. Emocionalmente: desperta um sentimento de ternura e carinho.
4. Espiritualmente: coloca-nos em contato direto com a sabedoria e o conhecimento da divindade.
 Execução Este mudra pode ser feito de maneiras muito diferentes. Uma das mais conhecidas é na posição de lótus: sentado de pernas cruzadas e os braços apoiados nas pernas. O mudra pode ser feito com as duas mãos. 
Kubera

Este mudra é geralmente a primeira coisa que você aprende, e, de fato, poucas pessoas sabem que ele realmente é um mudra muito poderoso.
Sua força é derivada da energia livre dos três primeiros dedos e é potencializado quando feito com as duas mãos.
Propriedades Este mudra é mágico concentrando toda a energia do corpo, da mente e espírito de qualquer desejo particular que se deseje alcançar, ajudando a conseguir.
Execução pode fazê-lo em uma das mãos ou de ambos, obtendo mais poder, se você fizer com as duas mãos. Poderá fazê-lo estando tanto tanto deitado, ou sentado. 
Prithivi

Este mudra, que é muito semelhante a outros em grande estilo, tem qualidades muito apreciadas por todos. Se você tem grandes preocupações espirituais, como quando temos certas preocupações mentais vai ser muito útil. Este é o mudra da nossa amada e apreciada Mãe Terra. 
Propriedades Este mudra acorda toda a confiança na vida e em si mesmo que você precisa. Ajuda você a se sentir seguro. É ideal para aquelas pessoas que se sentem inseguras ou são muito tímidas. Com ele você pode despertar todos os poderes do chakra principal, portanto, ajuda na aquisição de bens materiais, tais como a procura de emprego, casa, assuntos de dinheiro. Realizar este mudra  com fé a cada dia, veremos a realização material dos nossos sonhos. Além disso, se você precisa melhorar sua conexão com as forças terrestres, a nossa mãe terra, para nutrir sua energia e canal, este é o seu mudra.
Execução:  Este mudra exige que você execute-o com as duas mãos. Com as mãos sobre as pernas selar as pontas dos dedos polegar e indicador e esticar os dedos. Mentalize o que deseja alcançar a nível material ao fazer o mudra.

Ushpaputa

A felicidade não é algo que nos vem de fora, mas sim ao contrário. A verdadeira felicidade é algo que emana de dentro para fora projetando para fora tudo o que acontece dentro de nós mesmos.

Este mudra ajuda você a abrir seus pensamentos a felicidade e todos os milagres que a vida preparou para você.

Propriedades

Este é um mudra que pode fazer milagres em sua vida se você for consistente e aplicá-lo muitas vezes. Inicialmente você pode sentir um pouco desconfortável para fazê-lo, porque o ser humano é cheio de medos e dúvidas que bloqueiam a própria vontade.

Este mudra pode ajudar você a obter tudo o que você precisa em sua vida e em todas as áreas da mesma; da maior parte do material para o. mais espiritual
Execução:  Este mudra exige que você execute-o com as duas mãos, como mostrado na foto. Com as mãos sobre as pernas, coloque as palmas das mãos para cima como se você estiver desejando dar alguma coisa. Os dedos devem estar juntos e relaxados. Recomendamos que você associa  este mudra com qualquer tipo de meditação. 
 Shunya

Este é um mudra muito interessante que nos coloca em contato com essa parte de nós que raramente prestamos real atenção. Voz interior

Todos nós carregamos uma grande sabedoria que está despertando e pode ser acordada com este simples gesto. Este mudra está diretamente relacionado com o quinto chakra e o sexto chakra. Este é um mudra para descobrir coisas dentro de nós mesmos e em nossas vidas que precisam ser abordadas, portanto, é ideal para a meditação profunda.
Propriedades Basicamente o que este mudra faz é entrar em contato com seu espírito para que você possa ouvir o seu conselho sábio e suas mensagens importantes sobre si mesmo e sobre sua vida. Isto abre a sua capacidade de ouvir com atenção. Assim que escuta e compreende, estas informações são incorporadas na sua vida melhorando suas relações, sejam de amor ou amizade. Prestar mais atenção à forma como os outros se sentem ajuda a entender um pouco melhor. Esta capacidade de ouvir que emana das profundezas seu ser, permite que você descubra o seu karma. Este mudra pode muitas vezes por você em contato com as feridas do passado, ouvindo com atenção para entender o que você precisa para se curar.
Execução: Este mudra exige que você execute-o com as duas mãos. Para fazer isso, basta repetir como exposto na foto. Execute-o sentado em uma cadeira ou na posição de lótus, com as mãos nos joelhos.
                                                                 
Ushas

Este é um mudra que vemos só traz uma grande paz.

Está relacionado ao nosso segundo chakra, Realizar este mudra por alguns minutos todos os dias pode ajudar a equilibrar a energia de um dos nossos centros de poder. 
Propriedades: no entanto, e embora pareça oferecer-nos uma grande paz, Ushas visa revitalizar a energia em nossos corpos e em particular ao chakra ao qual ele está associado. Por isso é ideal para quando vamos falar em público ou manter algum tipo de relação social que pode nos causar stress ou apatia. Ideal para ser usado ao acordar para despertar e ter um dia com energia. Na verdade seu nome significa; Amanhecer, isso nos ajuda a sair de casa com o sistema de energia equilibrada para enfrentar o dia com sucesso e facilidade.
Execução:. Se você vai fazer o mudra pela manhã dedique 8 minutos.Este mudra também ajuda a equilibrar a energia sexual. Um homem deve cruzar os dedos de modo que o polegar da mão direita fica à esquerda, enquanto as mulheres devem cruzar os dedos para que o polegar esquerdo fique á direita.

Varada

Este é um mudra típico das divindades da Índia, mas também podemos encontrar em alguns gestos divinos que vemos algumas imagens de Jesus e da Virgem Maria. É um mudra simples de executar, mas com um grande poder espiritual. É o mudra da misericórdia e do perdão. Um exemplo típico de um Deus compassivo e amoroso.
Propriedades Este mudra nos ajuda a superar nosso passado, ajudando em nosso processo de cura para atingirmos maior harmonia É um mudra muito espiritual podendo nos ajudar a eliminar o nosso mau karma. Além disso a melhorar substancialmente as nossas relações, porque nos dá o dom do perdão e da compreensão divina. Tornamo-nos mais humilde e respeitoso de toda a vida. perdoar todas as falhas que têm cometido contra nós.
Execução: este mudra deve ser feito com a mão esquerda, que está associado com o espírito e o coração. Enquanto isso, a mão direita pode descansar em uma posição de meditação. Recomendamos que você acompanhar uma espécie de meditação sobre o perdão e a cura de vidas passadas.
Fonte: http://maianallena.blogspot.com.br/2014/08/os-significados-dos-mudras.html
Fontes com mudras:
Peço desculpa encarecidamente por não colocar as imagens de cada mudras, mas se seguirem os links que coloquei iram encontra-los, novamente desculpa!
Raffi Souza

13 fevereiro 2018

A Mitologia Australiana!

A Mitologia Australiana!



A mitologia dos aborígenes australianos gira em torno do Tempo do Sonho. No início, a Terra era plana e escura. Não havia vida ou morte, sol, lua ou estrelas. Todos dormiam embaixo da Terra, junto aos ancestrais eternos. Um dia, o sol se levantou e todos os outros acordaram de sua eternidade para viajar por todo território, fazendo rios e planícies, andando como homens, animais, plantas ou seres híbridos, espalhando guruwari, a semente da vida.
Dois deles - os Ungambikulas, que haviam se criado a partir do nada - começaram a enxergar pessoas parcialmente criadas pelos ancestrais, que jaziam disformes, inacabadas, semitransformadas, híbridas de animais ou plantas. Então, com suas facas de pedra, a dupla começou a esculpir cabeça, corpo e membros terminando a obra. Por essa razão, acredita-se que todo ser humano possui um totem ou animal ou vegetal de onde foi esculpido.
Tudo finalizado, todos os ancestrais voltaram ao Tempo do Sonho. Alguns se transformaram em rochas e árvores para marcar o caminho sagrado que eles uma vez fizeram. O Tempo do Sonho não é só um período da história passada. Ele está sempre presente, manifestando-se em rituais sagrados. Sacerdotes tornam-se ancestrais nessas cerimônias para contar essas viagens pelo território australiano.
Djanggawuls
Clãs do norte da Austrália falam de um trio de deuses - duas irmãs, Djanggau e Djunkgao, e um irmão, Bralbral – chamados Djanggawuls que chegaram a Terra por Beralku (ou Bralgu), a ilha dos espíritos mortos.
Dizia-se que as irmãs viviam grávidas por estupros de seu irmão. Elas iam gerando animais, plantas e os primeiros humanos enquanto andavam pela Terra. A cada nascimento, partes de suas vulvas caíam no solo e se tornavam objetos sagrados. Seu irmão recolheu os objetos, destituindo-as de seus poderes divinos. As duas preferiram a reclusão ao sul da Austrália.
Outra lenda diz que elas eram Miralaid e Bildjiwararoju, as rubras e plumadas filhas do deus-sol. Elas modelaram a paisagem usando ranggas (bastões sagrados especiais), que depois foram deixados em locais sagrados. Também eram consideradas deusas da fertilidade, possivelmente numa relação incestuosa com o pai.
Altjira
Altjira é o Pai Celestial para os aborígenes da Austrália Central. É também considerado o Governante do Tempo do Sonho (Alchera). Diz-se que ele criou a Terra e depois se retirou para os céus, mantendo indiferença pela humanidade. É descrito como um homem com pés de avestruz. Suas esposas e filhas possuem pé de cachorro.

Ipilya

Em um gigantesco pântano, vive Ipilya, uma gigantesca lagartixa responsável pelas tempestades e trovoadas do período das monções. Diz-se que ela engole água e lama para em seguida esguichá-las nos céus, criando as nuvens de chuva. Feliz com o resultado, Ipilya se move entre as nuvens como os raios e seu rugido dá som aos trovões.
Passada as chuvas, Ipilya descansa. É uma entidade pacífica, porém, ataca os desavisados que invadem seu pântano. As tribos do norte da Austrália temiam os répteis que viviam em poços e costumam realizar inúmeras cerimônias para agradá-los.
O interessante é que as lagartixas são um dos poucos lagartos que realmente produzem som vocal, mas obviamente não chega a um rugido.

     Em 1938, o Dr. Andreas Lommel, membro do Instituto Frobenius, viveu durante vários meses na parte Noroeste da Austrália, na região de Kimberley, com uma tribo aborígene chamada Unambal, uma cultura que existe, segundo a história oficial, à pelo menos 60.000 anos.
      Durante este período, Lommel observou e fotografou a vida quotidiana destes caçadores recolectores ainda na idade da pedra. No entanto o que mais captou a atenção do investigador foi a descoberta de uma caverna, considerada sagrada para os aborígenes, na que estavam representados os enigmáticos Wandjina, pinturas rupestres de seres mitológicos associados à criação do mundo.
     Kimberley é o único lugar do mundo donde se representa a estes estranhos seres. Segundo os investigadores, estas pinturas rupestres são muito antigas, tanto como a cultura aborígene que as criou.
     Apesar da antiguidade da cultura tradicional Unambal, esta continua muito viva. A tradição Unambal requer que se repinte as imagens da tribo, com a finalidade de garantir a continuidade e não perder a memória.
     Seguindo o apropriado protocolo cultural, só os anciãos que cumpriram as leis se lhes permite volver a pintar os Wandjina, o que para estes homens é algo muito importante.
     As pinturas rupestres tiveram todo o tipo de interpretações, representação estilizada de seres humanos e inclusive corujas, até se chegar à teoria dos antigos astronautas, segundo a qual os Wandjina poderiam ser antigos viajantes não terrestres que teriam descido à terra na bruma dos tempos.
     Muitas pessoas acreditam que os extraterrestres tiveram um papel directo na criação do mundo, e as lendas aborígenes falam de acontecimentos verdadeiramente extraordinários. O que parece ser mais interessante é o estilo utilizado pelos aborígenes para representar a estes enigmáticos seres.
     Os pictogramas de aspecto natural em Kimberley, imediatamente fazem notar a semelhança com a imagem estereotipada de um extraterrestre, um "grey" para ser exacto.
     Precisamente por esta razão, são muitos os que se perguntam o porquê de os aborígenes terem pintado os Wandjina desta maneira. Porque têm a pele branca, se o artista quis representar a outro aborígene de pele escura? Porque os olhos sempre são pintados tão desproporcionais à cara e ao nariz? Porque todos estes seres não possuem boca?
     As imagens dos Wandjina são surpreendentes, mas o que é realmente fascinante é a tradição oral que se transmite de geração em geração.
     Os aborígenes vêm a terra como a grande serpente Ungut, a Via Láctea vê-se como outra serpente, chamada Wallaganda. Estas duas serpentes deram origem à criação, ao sonhar, a todas as criaturas que vivem na terra, incluindo os espíritos ancestrais dos povos indígenas e aos Wandjina que trouxeram a chuva e a fertilidade.
     Na mitologia aborígene diz-se que os Wandjina são os espíritos ou deuses que viveram durante o período da criação. Depois de terem sido criados, desceram à terra no "tempo dos sonhos" e deambularam por toda a região.
     Geralmente as figuras Wandjina que se têm encontrado estão conectadas com o céu pela maioria das tribos indígenas.
     Os aborígenes Australianos acreditam que há muito, muito tempo atrás a terra era mole e não tinha forma, as características da paisagem foram criadas como resultado da intervenção dos Wandjina. Foram eles que fizeram a chuva, os rios, os poços de água, construíram as montanhas e as planícies. Eles também fizeram os seres humanos, estes primeiros habitantes foram os Gyorn Gyorn, contam os aborígenes que os Gyorn Gyorn não tinham leis e Wallungunder, o grande chefe dos deuses Wandjina, viu que podia fazer ainda muito por esta gente pelo que regressou à Via Láctea e trouxe muitos outros Wandjina para que o ajudassem a levar as leis ao povo Gyorn Gyorn.
    Os Wandjina caçaram, pescaram e ensinaram aos aborígenes como construir e utilizar certas armas, também lhes deram leis e cerimónias incluindo a escarificação da pele e a circuncisão do pénis.
     A mitologia do "tempo dos sonhos" diz que os Wandjina surgiram das nuvens e regressaram da mesma forma, os membros da tribo dizem que os Wandjina regressaram ao céu e que agora se podem ver à noite como luzes em movimento sobre a terra. Serão Ovnis?
     Histórias dos aborígenes do "tempo dos sonhos", a arte na pedra e as pinturas rupestres têm sido frequentemente consideradas mais mito do que realidade, no entanto, recentes descobertas arqueológicas têm confirmado a veracidade de algumas das histórias do "tempo dos Sonhos", por exemplo, aqueles que falavam de grandes mamíferos que em tempos caminharam sobre a terra, muitas vezes foram considerados relatos fantasiosos, mas descobrimentos de fósseis de animais pertencentes à mega-fauna, incluindo mamíferos gigantes, confirmaram que estas histórias eram relatos reais, que se passaram de geração em geração durante milhares de anos.
     Algo muito interessante e ao mesmo tempo polémico, são os objectos que se têm encontrado em certas localizações geográficas, que sugerem que a área já tinha sido habitada em 174.000 a.C.
     Isto contradiz a teoria de que os aborígenes Australianos tinham a sua origem em África, e que tinham viajado até à Austrália há pelo menos 60.000 anos. Outros investigadores têm sugerido que o Homo Sapiens realmente se tenha originado na Austrália.
     Porque é que os antigos aborígenes criariam os assim chamados mitos ou histórias fantasiosas, se isso significa tanto para eles e continua a ser parte muito importante da sua cultura até aos dias de hoje?
     Talvez algum dia consigamos descobrir as respostas a estas intrigantes perguntas.
Conto do primeiro homem:
Um dia Baiame resolveu viajar através da terra que ele havia criado, e estava solitário pois não havia ninguém para conversar. Ele juntou terra vermelha em suas mãos e a moldou na forma de seres humanos. Dois homens ele fez, e então só havia terra bastante para fazer uma única mulher.
Isso significava problemas, mas Baiame não conhecia suficiente a respeito dos filhos de sua criação para perceber isso. Ele morou um tempo com eles, ensinando-lhes quais plantas eram boas para comer, como cavar raízes da  terra, e onde encontar as melhores larvas “.
“Com isto, e a água para beber, vocês podem viver, e suas barrigas nunca estão vazias. “disse. Depois que ele os deixou, e retornou para sua casa no céu. Por algum tempo as três pessoas viveram felizes juntas, mas depois de um tempo, veio uma seca longa e severa. As plantas murcharam, as raízes estavam difíceis de encontrar, e as larvas parecia ter desaparecido.
“Temos de encontrar algo para comer, ou vamos morrer de fome “, disse a mulher.
“Mas não há nada.”
“Há animais. Nós deve caçá-los e, em seguida haverá carne para comer e sangue para beber. ”
O homem olhou-a consternado. “O Pai Espírito não nos deu permissão para matar os animais que ele fez”, eles se opuseram.
“Mas ele também não disse que não podíamos matá-los”, respondeu ela. “Tenho certeza que ele espera que nós pensemos por nós mesmos.” Um dos homens se convenceu. Ele espreitou um pequeni canguru pequeno e o matou com uma pedra afiada.
“Agora o que vamos fazer?” ele perguntou.
“Vou mostrar a vocês,” disse a mulher. Ela cavou um buraco raso e queimou madeira nele até que um montão de brasas incandescentes e pedras quentes aparecesse no fundo. Ela chamuscou a pele do canguru e assou a carne.
“Aqui estamos nós”, disse ela. “Vamos encher a barriga com a boa comida que Baiame nos deu”.  O caçador se agachou ao lado dela, e afundou os dentes na carne semi-cozida. “É boa!” disse o homem, seus olhos acesos em aprovação. “Venha saborear o novo alimento,” disse ele ao seu companheiro.
O outro homem afastou-se. ‘Este não é o que Baiame nos ensinou. Uma coisa terrível vai acontecer, porque vocês fizeram isso. Eu prefiro passar fome do que comer um dos filhos do Baiaime.”
Nada do que eles pudesse dizer o faria mudar de idéia. O cheiro de carne assada o enjôou e ele correu pela planície. Os outros seguiram-no à distância. Ele estava fraco, com fome e acabou caindo no pé de um eucalipto  e tombou imóvel.
Os outros olharam para ele com espanto que passou a ser medo quando um espírito escuro com os olhos piscando deslizou dos galhos da árvore. Ele pegou o corpo de seu amigo e atirou-o de tal modo que ele caiu no tronco de uma árvore oca. Então surgiu atrás do corpo. Duas cacatuas brancas, perturbadas pelos movimentos do espírito do mal, gritaram e voaram em círculos.
A árvore gemeu, o solo se perturbou tanto que as raízes foram empurradas para fora da terra. Ela se levantou no ar, seguida pelo cacatuas, e sumiu no espaço infinito do céu. A escuridão caiu, e nada podia ser visto, além dos pontinhos brancos que eram as cacatuas, e quatro olhos de fogo que brilhavam fora do tronco oco. Eles eram os olhos de seu amigo e do espírito do mal.
A árvore se perdeu de vista, mas os quatro pontos de luz, que eram os olhos do homem e do espírito maligno, e as asas brancas das cacatuas ficaram no  céu. Os olhos permaneceram dentro da árvore de eucalipto que é conhecida como Yaraan-do, e tornaram-se as estrelas da constelação do Cruzeiro do Sul, enquanto o cacatuas brancas, que lhe seguiram, são Alfa e Beta Centauri.
Há muito tempo atrás, o mundo era completamente escuro e silenciosa; nada se movia em sua superfície estéril. Dentro de sua caverna profunda sob a planície de Nullabor dormia uma bela mulher, o Sol.
Grande Espírito acordou-a gentilmente e disse a ele para sair de sua caverna e banhar o universo de luz. A Mãe Sol abriu seus olhos e a escuridão desapareceu à medida que seus raios se espalhavam sobre a terra; ela respirou e a atmosfera mudou; o ar vibrou delicadamente quando uma pequena brisa soprou.
A Mãe Sol então começou uma longa jornada; do norte ao sul e do leste ao oeste ela atravessou a terra estéril. O mundo tinha dentro de si a semente de todas as coisas, e à medida que os gentis raios do sol tocavam a terra, brotaram grama, arbustos e árvores, que cresceram até que tudo estava coberto de vegetação.
Em cada uma das profundas cavernas da Terra, o Sol encontrou criaturas vivas, que como ela mesma, estavam adormecida desde tempos imemoriais.
Ela acordou os insetos para a vida em todas as suas formas e disse para eles se espalhar pela grama e árvores, então ela acordou as cobras, lagartos e outros reptéis, e eles deslizaram dos seus esconderijos.
À medida que as cobras se moviam lá e acolá ao longo do mundo eles formaram rios, e eles mesmos se tornaram criadores, como o Sol. Atrás das cobras poderosos rios começaram a correr, repleto de todas as forma de peixes e seres aquáticos. Então ela chamou pelos animais, os marsupiais, e muitas outras criaturas acordaram e fizeram suas casas na terra.
A Mãe Sol então disse que, de tempos em tempos, o tempo mudaria de úmido para seco e de frio para quente, então criou as estações.
Um dia enquanto os animais, insetos e outros criaturas estavam observando, o Sol viaju para longe no oeste e, ficando o céu vermelho, ela desapareceu de vista e a escuridão se espalhou sobre a Terra novamente.
As criaturas se alarmaram e se amontoram de medo. Algum tempo depois, o céu começou a brilhar na horizonte e no leste o Sol levantou sorrindo no céu novamente.
A Mãe Sol proveu assim um perído de descando a todas as criaturas, fazendo essa jornada todo dia.
fonte: http://www.artistwd.com/joyzine/australia/dreaming/earth.php
Nota:
(1) O nome do Grande Espírito (Great Father Spirit, no original) é Baiame. Baiame é nome em Kamilaroi do Criador (de Biai, “criar ou consruir”). Com seu hálito, ele esfriou a Terra, criando a Serpente do Arco-Íris. Criando todos as coisas, inclusive os animais, e o primeiro homem e mulher.


Raffi Souza.