23 junho 2021

A bruxa Boa e Má: Baba Yaga!

 

 A bruxa que é boa e má: Baba Yaga!

 


No folclore eslavo, Baba Yaga (em russo: Баба-яга; romaniz.: Baba-yaga; também chamada Baba Jaga em polonês, jězě em tcheco e eslovaco e Jaga Baba em esloveno) é um ser sobrenatural (ou um trio de irmãs com o mesmo nome) que tem a aparência de uma mulher deformada e/ou feroz e que voa pelos céus montada num almofariz, apagando os rastros que deixa com sua vassoura. Mora no interior da floresta numa casa apoiada sobre pés de galinha (ou apenas sobre um pé, em algumas versões), e cuja fechadura é uma boca cheia de dentes. A Baba Yaga pode ajudar ou dificultar aqueles que a encontram ou a procuram. Ela às vezes desempenha um papel maternal, e também tem associações com a vida selvagem da floresta. De acordo com a morfologia folclórica de Vladimir Propp, a Baba Yaga comumente aparece como uma doadora (nos contos de fadas) ou vilã, ou pode ser completamente ambígua. Andreas Johns identifica a Baba Yaga como "uma das figuras mais memoráveis ​​e distintas no folclore europeu eslavo", observa que ela é "enigmática" e muitas vezes exibe uma "ambiguidade surpreendente".

Johns resume Baba Yaga como "uma figura multifacetada, capaz de inspirar pesquisadores a vê-la seja como Nuvem, Luz, Morte, Inverno, Cobra, Pássaro, Pelicano ou Deusa da Terra, ancestral matriarcal totêmica, iniciadora fêmea, mãe fálica, ou imagem arquetípica".

Isaac Bashevis Singer descreveu Baba Yaga com um nariz vermelho arrebitado, narinas largas e ardentes, olhos em chama como carvão em brasa e com cardos a sair do crânio em vez de cabelos. Singer referiu também a existência de babas menores e de pequenos demônios chamados dziads. Ajuda os puros de coração e devora os impuros.

Segundo o linguista germano-russo Max Vasmer o nome Baba-yaga poderia ter derivado do proto-eslavo ęgа, "dor". Baba nas línguas cirílicas significa "avó", enquanto Yaga é o diminutivo de Yadviga, nome eslavo derivado do alemão e equivalente ao antropônimo/topônimo Edviges.

O termo Baba tem sido usado tanto para "avô" quanto para "mulher" nas línguas búlgara, macedônia, romena e servo-croata. No russo moderno a palavra бабушка (babushka), que significa "avó", deriva dela, tal como a palavra babcia (que também significa "avó") em polonês, ou бабця (babtsya) em ucraniano. Baba tem sido também uma palavra de conotação pejorativa no ucraniano e russo modernos, tanto para mulheres como para "um homem delicado, tímido, ou sem caráter". No polonês o termo também é considerado pejorativo, significando "uma mulher viciada ou feia".

Já no sânscrito, Baba significa "velha" ou "sábia" e Yaga vem de "Yajna" da tradição védica está relacionado ao fogo, ao sacrifício, e também a "Ahi" que seria "serpente" ou "mulher". O significado de Baba Yaga então estaria relacionado a "Sábia do Fogo" ou "Sábia da Transformação" – a transformação tem a ver com o sacrifício, o ato de se livrar daquilo que não mais a pertence. Comparando a outras traduções (como as relatadas abaixo) pode-se entender o significado dessa mulher sábia entrelaçado e relatado como "bruxa".

Termos relacionados ao segundo elemento do nome, Yaga, aparece em várias línguas eslavas: a palavra sérvio e croata jeza ("horror", "arrepio", "calafrio"), esloveno jeza ("raiva"), checo antigo jězě ("bruxa"), checo moderno jezinka ("dríade"), e polonês jędza ("bruxa", "fúria"). O termo aparece no eslavônico eclesiástico como jęza ou jędza ("doença", "enfermidade"). Em outras línguas indo-europeias o elemento iaga tem sido ligado ao lituano engti ("oprimir", "enganar"), inglês antigo inca ("dúvida", "aflição", "dor"), e o nórdico ekki ("aflição").

Uma variedade de etimologias tem sido proposta para o segundo elemento do nome, Yaga, que ainda continua problemática, contudo um claro consenso entre estudiosos teve resultado relativamente satisfatório. Um exemplo disso é que no século XIX (19) Alexander Afanasyev propôs a derivação do eslavo *ǫžь ("serpente") e do sânscrito अहि, ahi ("serpente", "cobra"). Esta etimologia tinha sido subsequentemente explorada por outros estudiosos no século XX.

Originalmente concebida como uma entidade benfazeja, ao longo do tempo foram lhe atribuindo um caráter sinistro.

A primeira referência clara a Baba Yaga (Iaga baba) aconteceu em 1755, em Rossiiskaya grammatika ("Gramática russa") de Mikhail V. Lomonosov.

Na gramática de Lomonosov, Baba Yaga é mencionada duas vezes ao lado de outras figuras em grande parte da tradição eslava. A segunda das duas menções ocorre dentro de uma lista de deuses eslavos e de seres provavelmente equivalentes na mitologia romana (o deus eslavo Perun, por exemplo, aparece equiparado ao deus romano Júpiter). Baba Yaga, no entanto, aparece em uma terceira seção sem uma equivalência, atestando a percepção de sua singularidade, mesmo conhecida nesta primeira prova.

Nas narrativas em que Baba Yaga aparece, ela exibe uma variedade de atributos típicos: uma cabana giratória, com pernas de galinha; um almofariz, um pilão, e às vezes uma vassoura ou um esfregão. Baba Yaga frequentemente carrega o epíteto de "perna óssea" (em russo: Баба-Яга Костяная Нога; romaniz.: Baba Iaga Kostianaya Noga), e quando está dentro de sua moradia, ela pode ser encontrada estendida sobre o forno, alcançando de um canto a outro da cabana. Baba Yaga pode perceber o "cheiro russo" (русский дух, russky dukh) daqueles que a visitam. Seu nariz pode se fixar no teto. Alguns narradores poder dar uma ênfase particular sobre a repulsividade de seu nariz ou outras partes do seu corpo.

Em alguns contos um trio de Baba Yagas se apresentam como irmãs (todas tendo o mesmo nome). Por exemplo, na versão de The Maiden Tsar coletado no século XIX por Alexander Afanasyev, Ivan, um filho de um comerciante bonito, faz o seu caminho para a casa de uma das três Baba Yagas.

Na cultura popular

Em filmes e séries

No filme Lawn Dogs (Inocência Rebelde) o conto folclórico de Baba Yaga é usado como um proeminente dispositivo para o enredo.

David Harbour como Hellboy (Anung Un Rama), no filme Hellboy enfrenta Baba Yaga, em sua casa com pernas.

No filme John Wick (De Volta ao Jogo), o personagem John Wick (Keanu Reeves) era conhecido no passado pelo apelido de "Baba Yaga". Seu antigo chefe, Viggo Tarasov (Michael Nyqvist) o considerou como seu melhor assassino. John conseguiu sua aposentadoria, após ajudar Viggo a ganhar o controle de seu sindicato, eliminando, sozinho, toda a concorrência, uma tarefa que Viggo considerou "impossível".

No filme Ant-Man and the Wasp (Homem Formiga e a Vespa), o personagen Kurt (David Dastmalchian), faz a comparação entre a vilã Fantasma com Baba Yaga. Quando o personagem Luis (Michael Peña) está contando a história de como conheceu o personagem Scott, Fantasma também escuta a conversa, só que invisível. Quando a vilã finalmente se revela, Kurt entra em desespero e começa a gritar que a Baba Yaga estava lá.

Baba Yaga é mencionada no segundo episódio da quinta temporada de Orphan Black, quando Helena ameça Donnie Hendrix de ter o coração devorado por Baba Yaga se ele revelar um segredo que ela confia a ele.

Uma mulher possuída pela espírito e Baba Yaga aparece em um episódio da quarta temporada da série The Magicians. A personagem pede artefatos mágicos como pagamento do aluguel de uma casa com proteções mágicas.

Na segunda temporada do spin-off da série de animação Winx Club WOW: World of Winx (O Clube das Winx: Mundo das Winx), Baba Yaga aparece como uma antagonista secundária disfarçada da crítica de música Venomya.

Na literatura e em revistas em quadrinhos

Baba Yaga é um importante personagem central na história "Baba Yaga" nos quadrinhos da personagem Valentina (quadrinhos), de Guido Crepax , também no filme sobre Valentina Baba Yaga

Baba Yaga, juntamente com alguns dos elementos de sua história, é uma personagem importante nas revistas em quadrinhos (banda desenhada) Hellboy, de Mike Mignola.

No livro Women Who Run with the Wolves: Myths and Stories of the Wild Woman Archetype (Mulheres que Correm com os Lobos), Clarissa Pinkola Estés relata e analisa de uma perspectiva arquetípica o conto russo Vasalisa, em que Baba Yaga é personagem central e a passagem de Vasalisa por sua cabana resulta em importante aprendizado.

No livro de RPG Werewolf: The Apocalypse – Players Guide to Garou, fala sobre uma figura que assolava a Rússia e provocava destruição e desaparecimentos, incluindo lobisomens e qualquer outra criatura que tentasse se opor a ela.

O autor Raphael Draccon menciona Baba Yaga em sua série de livros, Dragões de Éter.

Nos jogos

Baba Yaga é o tema da primeira DLC do jogo Rise of the Tomb Raider.

No primeiro jogo da série Quest for Glory, Baba Yaga é uma das principais vilãs, e, tal como a personagem folclórica, habita na floresta, numa casa de madeira apoiada por um par de patas de galinha.

No MMORPG RuneScape há uma velha chamada Baga Yaga que vive numa casa móvel com pés de galinha.

Baba Yaga aparece em Castlevania Lords of Shadow lançado pela Konami, desenvolvendo um importante papel na jornada de Gabriel Belmont.

Vasilisa e Baba Yaga aparecem no RPG indie Moon Hunters, desenvolvido pela Kitfox Games.

Baba Yaga foi incluída no jogo MOBA Smite como um personagem jogável.

Músicas e podcasts

A banda Edguy também fez menção à Baba Yaga, em seu álbum, Space Police: Defenders of the Crown na música "The Realms of Baba Yaga".

A banda Emerson, Lake & Palmer já fez algumas menções à Baba Yaga em algumas de suas músicas, como "The Hut of Baba Yaga" e "The Curse of Baba Yaga" (ambas do mesmo álbum, Pictures At An Exhibition). No entanto, trata-se apenas de uma adaptação da música "Khatka na kuryachikh lapkakh (Baba-Yaga)", n.o 9 da suíte Kartínki s výstavki – Vospominániye o Víktore Gártmane (lit. "Pinturas de uma Exibição &ndash Uma Recordação de Viktor Hartmann") originalmente da autoria do compositor russo Modest Mussorgsky.

No podcast Tanis, desenvolvido pela Public Radio Alliance, o narrador e investigador Nic Silver correlaciona características da Cabine com a casa de Baba Yaga, tanto pelo fato de relatarem que ambas são maiores por dentro do que por fora, quanto por ambas se moverem pela floresta.

A banda Slaughter to Prevail também fez menção a Baba Yaga, em um single chamado Baba Yaga.



Figuras relacionadas e análogas

Ježibaba, uma figura intimamente relacionada com Baba Yaga, aparece no folclore dos eslavos ocidentais. O nome Ježibaba e suas variantes estão diretamente relacionado com o de Baba Yaga. As duas figuras podem derivar de uma figura comum desde o período medieval, ou até mais antigo, e ambas as figuras são às vezes igualmente ambíguas. As duas diferem em sua aparência em diferentes tipos de conto, há diferenças nos detalhes sobre seus aspectos.

Essas questões persistem na região limitada das nações eslavas ocidentais, Eslováquia, e as terras tchecas — onde são registradas referências a Ježibaba.

Estudiosos identificaram uma variedade de seres no folclore e mitologia que compartilham semelhanças de extensão variável com Baba Yaga. Essas semelhanças podem ser devidas à relação direta ou por contato cultural entre os eslavos e outros povos circunvizinhos. No Leste Europeu, tais figuras incluem a búlgara gorska majka ("Mãe da Floresta"); Baba Korizma, Gvozdenzuba ("Dentes de Ferro"), Baba Roga (a qual está relacionada aos medos infantis na Croácia e na Bósnia), šumska majka ("Mãe da Floresta"), e a babice; e a eslovena Baba Pehtra. No folclore romeno, semelhanças são identificadas em diversas figuras identificadas em semelhanças, incluindo Muma padurii ("Mãe da Floresta"). Nas vizinhanças da Europa Germânica, similaridades foram observadas entre a Alpine Perchta e Holda ou Holle no folclore do Norte e da região central da Alemanha, e o suíço Chlungeri.

A famosa bruxa já apareceu em diferentes filmes, porém, muito pouco se sabe sobre essa figura tão marcante do folclore eslavo. Há diversas versões de quem é Baba Yaga e o que ela fazia, e ela vai muito além de uma história de terror para assustar criancinhas.

A história dessa velha senhora tem várias versões, inclusive, ela tem vários nomes e pouco se sabe sobre o real significado e origem de cada um deles. Típico de histórias que sobreviveram anos e anos a partir da linguagem oral, passando-se de geração em geração, é bem difícil mapear e rastrear sua origem e como foi desenvolvida. Acredita-se que a história era contada para assustar as crianças e afastá-las do perigo das florestas.

 

A história mais contada é a versão russa, na qual, Baba Yaga é uma senhora com aparência pouco agradável que vive em uma pequena casa com um ou dois pés de galinha que possibilita que a casa se movimente pela floresta. Além disso, algumas lendas falam de sua decoração peculiar com ossos humanos e crânios de olhos brilhantes, já que a velhinha era conhecida por canibalismo também. A senhora tinha um espírito viajante e voava dentro de um caldeirão, com auxílio de um pilão como remo, enquanto varria o caminho com uma vassoura com cabelos humanos para apagar seus rastros.

 

Hoje, também chamada de Ведьма (ou ved'ma), Baba Yaga é vista como a bruxa má e feia, feroz que devora pessoas, mas, saiba que existem muitas outras versões que mostram um lado bem diferente disso. A figura desse mulher mística era conhecida também como vidente, por ser alguém bastante sábia e bastante associada com a arte da adivinhação, além disso, muitos contos mostram-na como um mulher antiga que guardava séculos de conhecimento. Podia até não ser tão simpática, mas era gentil e ajudava quem precisava de sua ajuda.

Alguns historiadores acreditam a Baba Yaga teve sua origem em contos pagãos, como uma divindade, e foi demonizada com o tempo a partir do momento que o cristianismo se espalhou pela Europa. Pouco ainda se sabe dessa anciã, contudo, é evidente que as diversas versões de seus contos só mostram a importância dessa figura para a cultura local dos países do leste europeu.

A ambiguidade das histórias representa uma mulher impetuosa, porém maternal. Baba Yaga, como figura ancestral, simboliza a morte, luz e nuvem, também conhecida por Deusa da Terra. Apesar disso, apenas os contos negativos dessa anciã são de conhecimento das pessoas, representando sempre uma vilã com aparência horripilante que devora pessoas.

Mesmo depois de muitas gerações contando histórias sobre ela, Baba Yaga é enigmática e muito do que se sabe sobre ela, ainda é muito pouco. Sem dúvidas, uma figura marcante que jamais deverá ser perdida no esquecimento.

Presente na Mitologia Eslava, e sendo comumente retratada em regiões do Leste Europeu, tendo a Rússia como maior abundância, a Baba Yaga é um conto que fala sobre uma bruxa canibal. Apesar disso, é um mito que está sujeito à um número considerável de interpretações, sendo assim, Baba Yaga pode obter traços de personalidades tanto maléficos, quanto bondosos.

Ao analisar a etimologia do nome da bruxa, Sibelan Forrester, que é uma estudiosa da área, aponta que "Baba" trata-se de uma palavra usada num sentido pejorativo para se referir a mulheres pobres, feias e até mesmo prostitutas. Por outro lado, poderiam haver outros sentidos, tais estes poderiam-se remeter à parteira, velha ou borboleta.

Há também a sua hipótese que pode-se referir a mulheres com mais de seus 40 ou 50 anos. No caso da borboleta, existem algumas lendas por aí de que elas personifiquem a alma.

Quanto a palavra "Yaga", Forrester diz que essa é mais difícil de ser definida. Outros estudiosos sugerem que pode-se referir à caçadora, viajante, perseguidora, mas também poderia significar coisas como horrível e horripilante. Diante desse ponto, Baba Yaga a grosso modo poderia significar algo como "velha horripilante" ou "a velha que persegue", duas interpretações que poderiam vir à fazer algum sentido, quando pensamos que eventualmente, ela é descrita vagando pelas florestas atrás de suas próximas vítimas.

Uma Figura do Bem ou do Mal?

Geralmente, a Baba Yaga é descrita como uma idosa com aparência grotesca, ela teria como característica um corpo muito magro e vagaria pelos ares montada em um almofariz, que é uma espécie de pilão, sendo eventualmente utilizado como uma arma, e usa a vassoura pra apagar seus rastros.

Baba Yaga possui como lar uma velha cabana que está assente em duas patas de galinha, sendo a fechadura dessa cabana uma boca cheia de dentes. Sua casa é decorada por ossos humanos, além de haver crânios com olhos brilhantes que ficam sobre a cerca. Ela também é conhecida por vagar pelas florestas.

A Bruxa Canibal

Baba Yaga é um tipo de conto que possui bastante versões diferentes, sendo que em uma delas, conta-se a história de um gato, um pardal e um garoto valente. Aqui, os animais avisam ao garoto que se a Baba Yaga vier contar as colheres, ele deve permanecer em silêncio, portanto, eis que ela aparece, e o jovem não se contentando, grita para que ela não toque nas colheres.

Baba Yaga, então, leva o menino. Embora o gato, e o pardal salvem o menino três vezes, ele acaba sempre sendo raptado pela criatura. Após sequestrá-lo, Baba Yaga pede a uma de suas filhas para assá-lo, porém, a criatura é enganada por ele, e de alguma maneira, é a filha dela que foi parar no forno, algo que a criatura só descobre no momento da refeição. A mesma coisa acontece com outras filhas da bruxa, até que ela própria é ludibriada e assada.

A Versão Mais Rica Em Detalhes

Há outra versão em que essa criatura é associada com traços maternais. Aqui tudo se resume à um pai que perde a esposa e resolve se casar novamente para tentar recomeçar sua vida, sendo assim, os seus filhos com a primeira esposa que eram gêmeos, ganharam irmãos, pois a nova esposa do pai também teve filhos. O lance é que o pai tinha um carinho especial pelos seus primeiros filhos, devido à relação com a falecida esposa, o que acabava causando uma crise de ciumes em sua mulher. Isso já era motivo o suficiente para ela maltratar as crianças, deixando-as até mesmo passar fome.

Certo dia, o ódio da madrasta acumulou-se a ponto dela mandar os seus enteados até a casa de uma bruxa que vivia em uma floresta, com a esperança de que eles nunca mais voltassem. A madastra os enganou dizendo que lá ela ofereceria do bom e do melhor para que eles comessem. Antes de irem até lá, haviam passado na casa da tia-avó para uma refeição, e levaram leite, presunto e biscoitos para comer durante o caminho até a casa de Baba Yaga.

Ao chegar à casa de Baba Yaga, as crianças se depararam com uma velha senhora descansando perto da parede ao fundo, óbviamente, a sua aparência já era o suficiente pra amedrontar as crianças a ponto de fazerem elas chorarem, a criatura não se opôs à presença delas, portanto, deviam obedecê-la a todo custo, caso contrário, ela devoraria as crianças.

Sendo assim, ela mandou a menina para a roda de fiar e o garoto ficou encarregado de buscar água em uma peneira para encher a banheira. A irmã chorava enquanto utilizava a rodar de fiar, tecendo um longo fio. Logo ela percebeu que alguns ratinhos se aproximaram dela pedindo pelos biscoitos que ela havia pego com a avó mais cedo, quando receberam, sentindo-se agradecidos, disseram para a garota procurar por um Gato Preto, pois ele poderia ajudá-la caso recebesse uma fatia de presunto.

Após um tempo, as crianças encontraram esse tal gato, que entregou aos irmãos uma toalha para ser usada como capa, ele alegou que caso Baba Yaga fosse atrás deles, eles poderiam jogar essa toalha no chão e a partir dela surgiria um rio, pois, de acordo com ele, as bruxas possuem uma fraqueza por águas correntes. Além disso, ele também entregou um pente que poderia ser usado para criar uma grande árvore negra, caso as crianças precisassem de um local para se esconder.

Algum tempo depois, as crianças conseguem escapar, e a Bruxa encontra o gato destruindo todo o fio criado pela menina e nota a falta das crianças, ela então pergunta porque ele os deixou fugir, e o gato retorna dizendo que em muitos anos, a bruxa não havia lhe feito nenhum agrado, mas as crianças haviam lhe dado uma fatia de presunto. Após isso, a bruxa foi a procura das crianças, entretanto, o plano dos objetos mágicos funcionou, e a criatura acabou desistindo.

Já a madrasta teve um fim um tanto grotesco, pois além de ser expulsa de casa pelo seu marido, ao vagar rumo floresta adentro, foi encontrada por Baba Yaga, e acabou sendo devorada por ela, devido ao seu coração impuro. Diante do fim dessa trama, a criatura é vista como uma figura que demonstra ambiguidade, tendo preferência por aqueles que possuem uma certa imoralidade.

Baba Yaga é o arquétipo da bruxa eslava presente no folclore russo e de todo Leste Europeu. Ela é um personagem muito mais profunda e intrincada do que as bruxas presentes nos mitos da Europa Ocidental, uma figura que inspira sentimentos contraditórios de medo, respeito e esperança.

Seu nome é um testemunho de sua identidade, assim como as muitas lendas que a cercam. O termo russo "Baba" é geralmente considerado ofensivo entre os eslavos. Ele serve para designar um tipo de mulher vingativa, que vive reclamando, que é grosseiramente desgrenhada, uma verdadeira matrona que jamais casou ou foi realmente amada ao longo de sua existência. Seria o equivalente a uma solteirona, uma velha que é consumida pela inveja de todos que são felizes e que vai se tornando cada vez mais amarga, perversa e cruel com o passar dos anos. "Yaga" é mais frequentemente traduzido como "bruxa", mas tem vários outros significados, como "feiticeira", "malvada", "traiçoeira" e até "serpente", algumas vezes a palavra também é usada para descrever uma situação de perigo, de medo ou até de fúria.

Em suas lendas, Baba Yaga vive nas profundezas de uma floresta selvagem quase inacessível. A vegetação nesse lugar cresce de maneira incomum, não natural. A copa das árvores impede a entrada dos raios de sol, os troncos são tomados de fungos venenosos e mesmo os arbustos são cheios de espinhos. Erva daninha e urtiga cresce selvagem. Os animais silvestres evitam esse bosque maligno; onde haveria o canto de pássaros e o zumbido de insetos, repousa apenas um silêncio sepulcral.

Em geral, existe um único caminho através dessa floresta erma, que se oferece como uma rota segura. Essa estrada de terra conduz até uma cabana arruinada de madeira. Trata-se de uma construção rústica, típica dos camponeses, com ripas de madeira engendradas umas sobre as outras e uma chaminé de tijolo sempre cuspindo fumaça. Através das janelas sujas pode ser vista uma luz amarelada de candeeiro. As telhas no alto parecem velhas, precisando de reparos, tudo é antigo e com uma aparência de flagrante abandono.

Ao redor da casa há um indicativo do perigo que reside nessa morada. Uma cerca baixa feita de ossos circunda toda a propriedade, crânios humanos servem de vigias no alto da murada macabra e à noite, órbitas vazias brilham com uma luminosidade fosforescente. O portão de entrada é feito de costelas arqueadas pendendo em postes erguidos com ossos compridos e amarelados. A fechadura fica na boca de uma caveira em meio aos seus dentes perolados. A campainha é um chocalho com falanges penduradas numa corda de cabelos que quando agitada emite um ruído de tilintar.

Por alguma razão, a porta de entrada da cabana sempre está voltada para o lado oposto da estrada. Quem deseja entrar precisa bater palmas ou chamar a atenção do dono em seu interior. Na realidade, Baba Yaga está sempre ciente quando há visitantes no seu alpendre, ela decide se quer receber visitas. Segundo a lenda, se esse for o caso, a cabana inteira estremece se erguendo artriticamente do chão de terra. Imensas pernas de galinha que servem como base de sustentação para o casebre se encarregam de posicioná-la corretamente, fazendo com que a porta fique diante de quem planeja entrar. Se por algum motivo o visitante se comportar de maneira desrespeitosa enquanto chama pelo dono da casa, a bruxa simplesmente comanda os pés da cabana a pisoteá-lo até esmagar cada osso de se corpo. Mas em geral, Baba Yaga concede ao visitante o direito de adentrar o seu pavoroso covil.   

A bruxa em si é uma visão medonha, uma velha magra com um longo nariz em forma de anzol, tomado por verrugas e um queixo pontudo. Longos cabelos cinzentos e oleosos, por não serem lavados há anos, descem pelos ombros e pelas costas encarquilhadas. Sua coluna é tão encurvada que ela anda abaixada dando a impressão de que o nariz vai tocar o chão. Mas isso é um artifício para esconder seu sinistro sorriso composto de fileiras de dentes extremamente afiados. O corpo da bruxa é tão magro que os andrajos remendados que ela veste pendem soltos na sua silhueta esquálida. Apesar de parecer extremamente frágil, Baba Yaga é rápida e extremamente forte, sendo capaz de subjugar um homem adulto com suas próprias mãos.

Algumas lendas mencionam que ela possui serviçais que protegem a sua cabana . São eles um grande e feroz cão de caça, um gato preto de olhos verdes extremamente malignos e uma espécie de árvore (alimentada com sangue) que cresce na frente de sua casa e cujos galhos se estendem como tentáculos. Essas criaturas são criadas magicamente e portanto dotadas de inteligência, obedecendo com intensão assassina a todas as ordens de sua mestra. Em algumas estórias eles cumprem tarefas como enviar mensagens, seguir vítimas ou proteger a casa na ausência da bruxa. Há ainda horríveis mãos decepadas de cadáveres que são enterradas na entrada da casa da bruxa e que servem de guardiões contra invasores. Quando alguém tenta forçar a entrada, essas mãos irrompem do chão para agarrar pés e tornozelos detendo o avanço. Haveria ainda três cavaleiros enigmáticos que cavalgam montarias fantasmagóricas e servem a bruxa em todos os seus desígnios.

Baba Yaga raramente deixa a sua cabana, na maioria das vezes ela aguarda pacientemente (como uma aranha no centro de sua teia) que alguma presa venha até ela. Ela é capaz de disfarçar seu covil através de um encantamento místico bastante real, fazendo com o aspecto sinistro dê lugar a uma casa confortável e convidativa. A própria bruxa pode assumir outras duas formas humanas mais agradáveis. A primeira é a de uma jovem mulher de cabelos negros e pele muito branca que anda descalça sobre a neve, protegida apenas por um manto de pele de raposa. Ela é escolhida quando a bruxa deseja atrair um homem valendo-se de luxúria. A outra forma é de uma mulher de meia idade, com roupas de camponesa e com o olhar reconfortante de uma mãe cheia de candura. Quando usa esse aspecto a casa exala um odor convidativo de comida recém preparada, de doces ou guloseimas. É claro, essas duas formas escondem a verdadeira face da bruxa que se diverte ao mostrar sua aparência decrépita antes de capturar suas vítimas.            

Nas raras ocasiões em que ela deixa a segurança de sua cabana, ela utiliza uma espécie de pilão de madeira voador que a propele pelo ar, enquanto ela manobra a coisa com uma vassoura de palha que lhe dá rumo. Nas culturas eslavas, nada pode ser sinal de maior azar do que derrubar um pilão de moagem no chão, pois dizia-se que tal coisa podia atrair a raiva da Baba Yaga. Da mesma maneira, uma vassoura usada para varrer os dois pés de uma pessoa ao mesmo tempo funcionava como uma espécie de maldição, marcando o indivíduo para encontrar a terrível bruxa mais cedo ou mais tarde.

[NOTA: Não sei se é daí que vem a superstição de que varrer os pés de uma pessoa faz com que ela não consiga encontrar alguém para casar.]

Os visitantes que entram na cabana, por vontade própria ou de alguma forma ludibriados, estão destinados a terminar no grande forno à lenha da bruxa. Ao menos esse é o fim da maioria das pessoas. Esses infelizes podem ser atacados de surpresa, simplesmente empurrados para dentro do forno ou desacordados após ingerir alguma poção, se fartar com uma ceia ou compartilhar da cama da bruxa (quando ela assume a forma da jovem dadivosa).

Como em todas as fábulas, existem algumas regras que podem salvar a pessoa de se tornar comida da feiticeira canibal. Oferecer-se para rachar lenha, varrer a casa, moer grãos ou preparar alguma refeição pode salvar o indivíduo da morte certa. Em algumas circunstâncias demonstrar amabilidade, esperteza ou bravura pode resultar em um presente. Infelizmente, fazer perguntas inconvenientes, agir com grosseria ou desacatar a dona da casa é o caminho mais rápido para a perdição.

Presente em todo Leste Europeu e na Rússia, a Baba Yaga sempre foi (e ainda é) uma entidade extremamente popular que domina o folclore local. Mesmo durante os anos mais rígidos impostos pelo regime comunista da União Soviética, os velhos mitos que cercavam a bruxa não foram inteiramente esquecidos. Durante os pogrons impostos pelo regime, muitas mulheres foram poupadas de serem desalojadas de suas cabanas, não pela bondade repentina dos comissários sovietes, mas porque muitos temiam que a cabana pudesse ser a morada da feiticeira. Da mesma maneira, relatos de soldados que supostamente encontraram ou até se aventuraram na cabana de Baba Yaga, se tornaram recorrentes tanto na Primeira quanto na Segunda Guerra Mundial. O próprio Exército Vermelho espalhou um boato para conter uma onda de deserções que Baba Yaga atacava soldados solitários nas florestas. Diante da perspectiva de enfrentar a máquina de guerra nazista ou a bruxa faminta, muitos soldados preferiam tentar a sua sorte contra o exército alemão.   

Apesar de ser uma criatura essencialmente maligna, Baba Yaga em alguns momentos está disposta a ajudar quem a procura, especialmente se a pessoa tiver sofrido uma injustiça ou perseguição. Não raramente ela sabe de algum problema ou aflição e tenta a pessoa com uma solução para seu dilema oferecendo algum talismã, amuleto ou feitiço miraculoso. Confiar demasiadamente na velha, entretanto pode ser fatal, seu humor é tão volúvel quanto o clima e de uma hora para outra, um aliado pode acabar lançado no forno.

Poucas coisas são capazes de machucar Baba Yaga, ela é imune a armas e a maioria dos ataques físicos simplesmente não resultam em nada em seu corpo. Contudo, ferro frio (não moldado) é capaz de feri-la e talvez até matá-la. Magias também podem ser um trunfo, embora ela conheça a maioria dos abascantos que neutralizam ou anulam feitiços.

Como muitas figuras do folclore, Baba Yaga é mais uma força da natureza do que um símbolo de morte, maldade e destruição. Ainda que seja uma criatura de comportamento imprevisível ela é uma boa juíza de caráter e quando percebe algum atributo ou virtude digna de nota em uma vítima em potencial, prefere ouvir o que ela tem a dizer antes de simplesmente devorá-la. Ainda que esteja sempre faminta, característica por si só assustadora, os povos eslavos vêem nela uma fonte de sabedoria que não pode ser preterida.



 

Fontes: https://pt.wikipedia.org/wiki/Baba_Yaga

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/horoscopo/conto-da-baba-yaga-a-bruxa-mais-famosa-do-leste-europeu,52e8770e4397bacdd0ad5ecdcb305cc0267rlu8c.html

https://mitologia-lendas-urbanas.fandom.com/pt-br/wiki/Baba_Yaga

http://mundotentacular.blogspot.com/2014/05/a-lenda-de-baba-yaga-mais-temida-das.html

Que sejam prósperos, Raffi Souza.

27 janeiro 2021

O cristal do imperador: Topázio Imperial!

 

O cristal do imperador: Topázio imperial!

 

Produzido somente no Brasil, o topázio imperial é a pedra preciosa mais rara dentre os demais da família topázio. Sua jazida se localiza na cidade de Ouro Preto em Minas Gerais. Foi encontrado pela primeira vez na Rússia do século XIX e era muito apreciado pela aristocracia russa, por isso, o termo “Imperial”. Entretanto, suas jazidas se esgotaram durante o período czarista.

O que o torna mais raro que os outros topázios?

Sua raridade se deve a sua coloração alaranjada e avermelhada que só é possível através de uma formação hidrotérmica, diferentemente dos restantes que são formados a partir de pagmatitos, uma rocha formada a partir de uma solução residual aquosa após o resfriamento de rochas ígneas.

Devido sua raridade e beleza incomparável, o topázio imperial possui alto valor de comércio e passou a ser utilizado como adorno de joias das grifes mais famosas da joalheria!

E o melhor de tudo é que aqui na Magnífica Joias você encontra peças com esse cristal exuberante para deixar você e seus looks cada vez mais elegantes e fashionistas!

Topázio imperial: a pedra mais rara da família dos topázios

topázio imperial

O topázio mineral é muito abundante no Brasil. O Museu do Rio de Janeiro contém um topázio imperial de 10.000 quilates.

Topázio imperial é uma linda pedra e recebeu esse nome, possivelmente da Ilha de Topázio no Mar Vermelho. Pois lá, essas pedras eram bastante comuns na Idade Média.

Assim, a cor da pedra geralmente não é muito brilhante, principalmente amarelo-laranja. Mas o topázio imperial distingue-se pela sua cor rosa (laranja-rosa).

O Brasil é o maior fornecedor de pedras lindas como o Topázio Imperial.

Por exemplo, na mina Imperial, perto de Ouro Preto. Sendo assim, retira-se cerca de 40 quilos de pedra a cada mês. E processa-se apenas 600 gramas. Mas poucos cristais excedem 4 centímetros.

No entanto, os minerais relacionados têm pouco valor econômico ou valioso como espécimes de cristal.

Mas essa pedra também é encontrada no Zimbábue, Sri Lanka, Rússia, Paquistão, Nigéria, Namíbia, México, Madagascar, Japão, China, EUA, Birmânia, Austrália, Irlanda do Norte, Escócia. Mas em 1964, cem quilos foram encontrados na Ucrânia.

O que é Topázio Imperial?

Do ponto de vista mineralógico, o topázio é um hidrato de fluo silicato de alumínio que é colorido pelos elementos ferro e cromo. Assim, em alguns casos, tratado para produzir uma grande variedade de cores.

Mas o topázio remonta a uma longa história:

Menciona-se o topázio, como uma das “pedras de fogo” (Ezequiel 28, 13-16). Elas foram apresentadas a Moisés na montanha e por instrução de Deus (Êxodo 28, 15-30) foram inseridos na couraça de Arão (sumo sacerdote e irmão de Moisés).

Além disso, no Apocalipse de João (21, 1921), o topázio é uma das doze pedras preciosas que adornam as pedras fundamentais da muralha da Jerusalém celestial (Apocalipse 21:19).

Características do Topázio Imperial

Além disso, conhece-se o topázio imperial como “topázio precioso”. Sendo assim, é o topázio natural mais procurado.

Mas o topázio imperial é transparente a translúcido. Exibe alta clareza com poucas inclusões, então as gemas de topázio podem ser examinadas a olho nu e consideradas “limpas”, o que significa que nenhuma imperfeição pode ser vista. Assim, ele é altamente valorizado por seu brilho.

Corte e forma

Além disso, o topázio imperial é um material muito versátil. Portanto, pode ser cortado em uma grande variedade de formas, como quadrado, redondo, octógono, pera, oval, coração e até mesmo formas extravagantes.

Assim, a dureza torna-o resistente a arranhões. No entanto, os lapidaristas devem manusear o topázio com cuidado devido à sua clivagem perfeita, o que significa que pode fraturar facilmente.

Tratamento

Além disso, o topázio imperial geralmente não é tratado ou aprimorado. No entanto, o laranja-marrom trata-se termicamente durante um processo conhecido como “rosado”, que produz uma cor rosa púrpura.

Propriedades Gemológicas do Topázio Imperial:

Fórmula química:            Al2SiO4 (F, OH) 2 Fluor contendo silicato de alumínio

Estrutura de cristal:        Ortorrômbico, prismas com extremidades multifacetadas, sobretudo octogonais em seção transversal

Cor:       Sobretudo amarelo, rosa, rosa-laranja, laranja ou vermelho

Dureza:                8 na escala de Mohs

Índice de refração:         1.609 – 1.643

Densidade:        3,49 – 3,57

Decote:               Perfeito

Transparência:  Sobretudo transparente e translúcido

Dupla refração ou birrefringência:          0,008 a 0,016

Brilho:   Vítreo

Fluorescência:  Sob UV de comprimento de onda longo, rosa e amarelo. Assim, podem mostrar um forte brilho laranja-amarelo; vermelho mostra um brilho amarelo-marrom fraco.

Topázio Imperial

FÓRMULA QUÍMICA:AL2SiO4(OH,F)2

CLASSE QUÍMICA:Silicatos

PROPRIEDADES

O Topázio Imperial é a variedade mais rara do Topázio. Esta variedade descoberta na Rússia é uma “Pedra Preciosa” utilizada como gema em todo o mundo, e muito admirada por colecionadores de minerais por sua raridade e extrema beleza.

PROCEDÊNCIA

Ouro Preto

CURIOSIDADES

O “Topázio imperial” teria sido oficialmente assim batizado em 1881, por ocasião do Imperador do Brasil, Dom Pedro II, e da Imperatriz, Dona Tereza Cristina, ao serem presenteados com uma daquelas gemas pelo mineralogista francês Claude-Henri Gorceix, fundador da Escola de Minas de Ouro Preto.

USO

O Topázio Imperial é utilizado na confecção de jóias.

Topázio Imperial: O Cristal da Prosperidade e da Boa Sorte



O Topázio Imperial possui fortes energias Solares, que aceleram muito o nosso crescimento espiritual e material, aumentam nosso poder pessoal.

Ele é um poderoso cristal da prosperidade, pois emite vibrações especiais que atraem fortemente a fortuna, abundância e o sucesso para nossas vidas.

O Topázio Imperial funciona como um usina de energia, pois nos recarrega fisicamente e espiritualmente e fortalecer o nosso otimismo.

Significado da Pedra Topázio Imperial

O Topázio Imperial atrai fortemente a prosperidade e a fortuna para nossas vidas e favorece muito o sucesso profissional e financeiro.

Ele aumenta nosso brilho pessoal, ajuda a superar limitações, favorece a busca pela fama e reconhecimento, afasta a negatividade e recarrega as energias do corpo e da Aura.

É também um cristal benéfico para aqueles que buscam a fama, pois ajuda a expressar nossos potenciais e aumenta muito o nosso carisma.

Sua energia nos ajuda a superar limitações, abre os caminhos e no dá forças para estabelecer planos ambiciosos e positivos para nossa vida.

Efeitos Terapêuticos do Topázio Imperial

O seu uso traz relaxamento de tensões, bom humor, espontaneidade, luz interior, etc.

O Topázio Imperial atua promovendo o equilíbrio hormonal e também auxilia nos casos de depressão, pois age combatendo o desgaste emocional.

Suas energias também melhoram os casos de falta de ar, bronquite, fortalecem a mente e favorecem a saúde do pâncreas, coração e das costas.

Como Limpar e Energizar o Topázio Imperial

O Topázio Imperial é uma pedra de energias muito intensas e positivas, por isso não precisa ser limpo com frequência.  Para limpar suas energias basta lava lo em água corrente com sal grosso ou marinho

Para recarregar suas, deixe o sob a luz do Sol por cerca de 1 hora, como ele responde muito bem a energia Solar, deixei carregando por 2 horas no mínimo.

Como Usar o Topázio Imperial

Para atrair prosperidade e aumentar a sua força, energia e poder pessoal, use uma joia de Topázio Imperial ou carregue um Topázio bem próximo a você.

Para favorecer o sucesso na carreira ou atrair prosperidade para seus negócios, deixe um topázio imperial em sua mesa de trabalho.

Usos e Aplicações Típicas do Topázio Imperial

Atrair prosperidade, sucesso e fortuna

Aumentar nossa vitalidade e disposição

Recarregar as energias do corpo e da Aura

Fortalecer nosso poder pessoal

Aumentar nosso carisma e favorecer a busca pelo fama

O topázio imperial ou topázio amarelo atua no terceiro chakra, o plexo solar, local por onde trocamos energia com o mundo e também onde enclausuramos nossos medos e traumas passados.

O topázio, sendo uma pedra estriada, vai ajudar na ativação das energias estagnadas que ficaram retidas, nos registros inconscientes vivenciados de desamparo, solidão, abandono, auxiliando assim a superar e suprimir a fome emocional.

Quando a necessidade de ingestão torna-se compulsiva, detecta-se então um vazio, uma carência, que pode ter origem na infância e este nobre cristal então, promove o movimento dessa memória antiga, facilitando a digestão mental e física.

Considerada a pedra da alegria, age como despertador da vitalidade, da criatividade, da memória, concentração e clareza mental. Regula o sistema digestivo, sendo excelente para a perda de peso pois ajuda a eliminar açúcares (afeto psíquico) e gorduras (proteção) corporais, garantindo uma sensação de saciedade e nos livrando de hábitos alimentares compulsivos. Esta pedra faz jus a seu nome quando desenvolve (e nos devolve) nossa estória completa, sem temores ou complexos, quando nos traz a consciência do nosso justo valor para que percebamos quem é o verdadeiro dono (ou imperador!) de nós mesmos.

FICHA TÉCNICA DO TOPÁZIO IMPERIAL

Chakra: Plexo Solar

Planeta: Sol, Mercúrio e Júpter

Signo: Leão, Áries, Sagitário e Gêmeos

Origem: Brasil, Estados Unidos, Sri Lanka e México

Profissões: Atores, Donas de Casa, Comunicadores, Funcionários Públicos, Médicos e Vendedores

Dureza: 3,4 e 3,6 Mohs

Composição:  Alumínio que contenha flúor, sílica com ferro, cromo, titânio, vestígios de zinco

Efeitos esotéricos e psíquicos:

Vitalidade

Criatividade

Memória

Concentração

Clareza mental

Facilitador da digestão mental e física

Efeitos terapêuticos:

Regula o sistema digestivo

Acelera o metabolismo

Auxilia a parar a compulsão por comer

Emagrecimento

Fontes: https://portaldamineracao.com.br/topazio-imperial/

 https://blog.magnificajoias.com.br/topazio-imperial-a-pedra-mais-rara-dos-topazios/

 https://blog.waufen.com.br/topazio-imperial/

https://www.cristaisaquarius.com.br/blog/significado-da-pedra-topazio-imperial/

https://blog.helenacristais.com.br/topazio-imperial-e-seus-significados-e-propriedades/#:~:text=O%20top%C3%A1zio%2C%20sendo%20uma%20pedra,e%20suprimir%20a%20fome%20emocional.

Que sejam prósperos.

Raffi Souza

01 novembro 2020

Dia de Los Muertos!

 

Dia de Los Muertos!

 


No México, o Dia dos Mortos é uma celebração de origem indígena, que honra os falecidos no dia 2 de novembro. Começa no dia 31 de outubro e coincide com as tradições católicas do Dia dos Fiéis Defuntos e o Dia de Todos os Santos. Além do México, também é celebrada em outros países da América Central e em algumas regiões dos Estados Unidos, onde a população mexicana é grande. A UNESCO declarou-a como Património Imaterial da Humanidade.

As origens da celebração no México são anteriores à chegada dos espanhóis. Há relatos que os astecas, maias, purépechas, náuatles e totonacas praticavam este culto. Os rituais que celebram a vida dos ancestrais se realizavam nestas civilizações pelo menos há três mil anos. Na era pré-hispânica era comum a prática de conservar os crânios como troféus, e mostrá-los durante os rituais que celebravam a morte e o renascimento.

O festival que se tornou o Dia dos Mortos era comemorado no nono mês do calendário solar asteca, por volta do início de agosto, e era celebrado por um mês completo. As festividades eram presididas pela deusa Mictecacíhuatl, conhecida como a "Dama da Morte" (do espanhol: Dama de la Muerte) - atualmente relacionada à La Catrina, personagem de José Guadalupe Posada - e esposa de Mictlantecuhtli, senhor do reino dos mortos. As festividades eram dedicadas às crianças e aos parentes falecidos.

É uma das festas mexicanas mais animadas, pois, segundo dizem, os mortos vêm visitar seus parentes. Ela é festejada com comida, bolos, festa, música e doces preferidos dos mortos, os preferidos das crianças são as caveirinhas de açúcar. Segundo a crença popular, nos dias 1 e 2, chamados de Días de Muertos, os mortos têm permissão divina para visitar parentes e amigos. Por isso, as pessoas enfeitam suas casas com flores, velas e incensos, e preparam as comidas preferidas dos que já partiram. As pessoas fazem máscaras de caveira, vestem roupas com esqueletos pintados ou se fantasiam de morte.

Morte entre os astecas

Para os antigos mesoamericanos, a morte não tinha as conotações morais da religião cristã, nas quais as ideias do inferno e do paraíso servem para punir ou recompensar. Pelo contrário, eles acreditavam que os cursos destinados às almas dos mortos eram determinados pelo tipo de morte que tiveram, e não pelo seu comportamento na vida.

As principais civilizações representativas da área mesoamericana, asteca e maia desenvolveram um rico ritualístico em torno da adoração dos ancestrais e da própria morte, que foi o precedente do atual Dia dos Mortos, no qual a visão de mundo desses povos ainda sobrevive parcialmente.

Os quatro pontos cardeais ou reinos do universo horizontal descritos no Codex borgiade.

Os astecas acreditavam que a vida exterior do falecido poderia ter quatro destinos:

Tlalocan ou paraíso de Tláloc,deus da chuva. Este local era chefiado por aqueles que morreram em circunstâncias relacionadas à água: os afogados, aqueles que morreram de raios, aqueles que morreram de doenças como gota ou hidropesia, sarna ou bubas, bem como crianças sacrificadas ao deus. O Tlalocan era um lugar de descanso e abundância.

Omeyocán,paraíso do sol, presidido por Huitzilopochtli, o deus da guerra. Apenas os mortos em combate, os cativos que se sacrificaram e as mulheres que morreram no parto chegaram aqui. O Omeyocan era um lugar de alegria permanente, onde o sol era celebrado e acompanhado de música, canções e danças. Os mortos que foram para o Omeyocan, depois de quatro anos, voltaram ao mundo, transformaram-se em pássaros de belas penas multicoloridas.

Mictlán,destinado àqueles que morreram de morte natural. Este lugar era habitado por Mictlantecuhtli e Mictecacíhuatl, senhor e senhora da morte. Era um lugar muito escuro, sem janelas, do qual não era mais possível sair

Chichihuacuauhco, onde as crianças mortas foram antes de sua consagração à água onde havia uma árvore cujos galhos o leite estava pingando, para se alimentar. As crianças que vieram aqui voltariam à Terra quando a raça que a habitava fosse destruída. Desta forma, a morte renasceria.

O caminho para o Mictlán era muito tortuoso e difícil, porque para alcançá-lo as almas tinham que viajar por lugares diferentes por quatro anos. Depois desse tempo, as almas chegaram a Chicunamictlán, onde as almas dos mortos descansavam ou desapareçam. Para trilhar esse caminho, o falecido foi enterrado com um cão chamado Xoloitzcuintle, que o ajudaria a atravessar um rio e chegar a Mictlantecuhtli, a quem ele deveria dar, como oferenda, amarrado com chás e bucos de perfume, algodão(ixcátl),fios vermelhos e cobertores. Aqueles que foram ao Mictlán receberam, como oferenda, quatro flechas e quatro chás amarrados com fio de algodão.

Os enterros pré-colombianos, eram acompanhados por oferendas contendo dois tipos de objetos: aqueles que, em vida, tinham sido usados pelos mortos, e aqueles que ele poderia precisar em seu trânsito para o submundo. Dessa forma, a elaboração de objetos funerários foi muito variada: instrumentos musicais de argila, como ocarinas, flautas, timbales e sonajas na forma de crânios; esculturas representando os deuses mortuários, crânios de vários materiais (pedra, jade,vidro), braseros, incensários e urnas.

O Dia dos Mortos fora do México

Estados Unidos

Um altar do Dia dos mortos em Los Angeles fazendo homenagem a antigos programas de TV

Em várias comunidades estadunidenses com imigrantes mexicanos, o Dia dos Mortos é celebrado de maneira bastante semelhante da forma que são celebrados no México. Em algumas destas comunidades, como o Texas e Arizona, as celebrações costumam ser mais tradicionais. Por exemplo, a Procissão de Todas as Almas tem sido um evento anual de Tucson desde 1990. O evento combina elementos do tradicional Dia dos Mortos com outros de festivais pagãos de colheita. Pessoas usando máscaras carregam sinais homenageando os mortos e uma urna na qual pode-se colocar pedaços de papel com orações para serem queimadas.

Em outras comunidades, a interação entre as tradições mexicanas e a cultura estadunidense está resultando em celebrações nas quais tradições mexicanas estão sendo estendidas para fazer manifestos artísticos, ou às vezes, políticos. Por exemplo, em Los Angeles, Califórnia, o centro cultural Self Help Graphics & Art Mexican-American apresenta uma celebração anual do Dia dos Mortos, que inclui tanto elementos tradicionais quanto políticos, como altares em honra das vítimas da Guerra do Iraque enfatizando o alto número de soldados latinos. Uma versão inter-cultural do Dia dos Mortos também está evoluindo em um cemitério próximo a Hollywood. Lá, numa mistura de tradições mexicanas e atitudes modernas de Hollywood, altares convencionais são levantados ao lado de altares a Jayne Mansfield e Johnny Ramone. Dançarinos e músicos nativos misturam-se com artistas de performance, enquanto pranksters tocam músicas tradicionais.

Tradições similares e modernizações inter-culturais da celebração mexicana ocorre em São Francisco, por exemplo através da Galería de la Raza, SomArts Cultural Center, Mission Cultural Center, de Young Museum; em Oakland, Califórnia no Museu de Oakland e com aulas da antiga arte da Cartonería no centro de educação de artes The Crucible; e em Missoula, Montana onde celebrantes esqueléticos em pernas de pau, pequenas bicicletas e esquis desfilam pela cidade.

Isto também ocorre no histórico Forest Hills Cementery, em Boston. Patrocinado pela Forest Hills Educational Trust e pelo grupo folclórico La Piñata, o Dia dos Mortos celebra o ciclo de vida e morte. As pessoas trazem ofertas de flores, fotos, memórias e comida para seus defuntos os quais são colocados em belos e coloridos altares. Um programa de música e dança tradicionais também acompanham o evento comunitário.

Europa

Pessoas decorando as sepulturas

Observa-se que o Dia dos Mortos ao estilo mexicano se espalhou também pela Europa. Em Praga, na República Tcheca, por exemplo, os moradores celebram o Dia dos Mortos com máscaras, velas e caveiras de açúcar. O evento, que recebe apoio da Embaixada Mexicana, é realizado pelo teatro Alfred Ve Dvore'.

Em vários outros países com uma herança católica, o Dia de Todos os Santos e o Dia dos Fiéis Defuntos são feriados onde as pessoas vão aos cemitérios com velas e flores e dão presentes às crianças, normalmente doces e brinquedos. Em Portugal e Espanha, oferendas são feitas neste dia. Na Espanha, a peça Don Juan Tenorio é tradicionalmente apresentada.

Na Espanha, Portugal, Itália, Bélgica, Países Baixos, França e Irlanda, as pessoas trazem flores para as sepulturas dos parentes mortos e fazem orações pelos mesmos. Na Polônia, Eslováquia, Hungria, Lituânia, Croácia, Eslovênia, Romênia, Áustria, Alemanha, Suécia e Noruega, a tradição é acender velas e visitar os túmulos dos parentes falecidos. Na região do Tirol, bolos são deixados sobre a mesa e a sala é mantida quente para o conforto dos mortos. Na Bretanha, as pessoas vão aos cemitérios ao anoitecer para ajoelharem-se perante as lápides de seus entes queridos e ungirem-nas com água benta ou fazerem libações de leite nela. Na hora de deitar, o jantar é deixado na mesa para as almas.

América Latina

Celebrações guatemaltecas do Dia dos Mortos são marcadas pela construção, e uso, de pipas gigantes, além das tradicionais visitas aos túmulos dos ancestrais. O consumo de fiambre - uma comida típica da Guatemala - também é um grande acontecimento, pois é o único dia em que é preparado durante o ano.

O feriado brasileiro de Finados é celebrado no dia 2 de novembro. Similar ao Dia dos Mortos, as pessoas vão aos cemitérios e igrejas, com flores, velas e orações. A festa tem intenção de ser positiva, para celebrar os que estão mortos.

No Haiti, tradições vudu misturam-se com as observâncias católicas do Dia dos Mortos, como, por exemplo, barulhentos tambores e músicas são tocados por toda a noite em celebrações pelos cemitérios para acordar Baron Samedi, o senhor dos mortos, e seu descendente, o Gede.

Dia de los ñatitas (do espanhol, Dia das Caveiras) é um festival celebrado em La Paz, Bolívia em 9 de novembro. Nos tempos pré-colombianos, indígenas andinos tinham o costume de partilhar um dia com os ossos de seus antecessores no terceiro ano após o sepultamento, contudo, somente as caveiras são usadas atualmente. Tradicionalmente, a caveira de um ou mais membros da família são mantidas em casa para tomar conta da família e protegê-la durante o ano. No dia 9 de novembro, a família coroa a caveira com flores frescas, às vezes também as vestindo com peças de roupa, e fazendo oferendas de cigarros, folhas de coca, álcool, e vários outros itens em agradecimento pela proteção durante o ano. As caveiras também são, por vezes, levadas ao cemitério central em La Paz para uma missa especial e bênçãos.

Ásia

Nas Filipinas, o feriado chamado Araw ng mga Patay (Dia dos Mortos), Todos los Santos ou Undas (os últimos dois devido aos fato de serem celebrados em 1 de novembro), tem uma atmosfera mais de reunião familiar. As tumbas são limpas ou repintadas, velas são acesas e flores são oferecidas. Famílias inteiras acampam em cemitérios, e às vezes passam uma noite ou duas junto às tumbas de seus parentes. Jogos de cartas, comidas, bebidas, cantos e danças são atividades comuns no cemitério. É um feriado de muita importância para os filipinos (depois do Natal e da Semana Santa), e dias de folga são normalmente adicionados ao feriado, mas apenas o dia 1º é considerado um feriado regular.

Tradições similares em outras culturas

Muitas outras culturas ao redor do mundo têm tradições similares a respeito de um dia especial para visitar as sepulturas dos familiares falecidos. Muitas vezes, estas tradições estão inclusas em festas, algumas com comidas e bebidas, além de orações e recordações sobre os que já morreram.

Em Wellington, Nova Zelândia, o Dia dos Mortos mexicano também pode ser encontrado com altares homenageando os falecidos com flores e presentes.

O Bon Odori (em japonês O-bon お盆 ou simplesmente Bon ), é um feriado budista japonês em honra aos ancestrais mortos. Este festival tem se tornado um reunião familiar na qual as pessoas dos grandes centros voltam à suas cidades de origem para visitar e limpar as sepulturas de seus ancestrais. Tradicionalmente inclui danças típicas. Este festival já existe no Japão por mais de 500 anos.

Na Coréia, o Chuseok - também conhecido como Hankawi (한가위,中秋) (do coreano arcaico ótimo meio) é um dos principais feriados tradicionais. As pessoas vão para onde os espíritos de seus ancestrais estão consagrados e fazem cultos pela manhã; eles visitam as tumbas de seus ancestrais imediatos para podar as plantas e limpar a área ao redor da tumba, e fazerem ofertas de comida e bebida para seus acentrais.

O Festival de Ching Ming (do chinês tradicional 清明節; chinês simples 清明; pinyin īng míng jié) é um festival tradicional chinês que acontece normalmente por volta de 5 de abril no calendário Gregoriano. Juntamente com o Festival do Duplo Nove (no chinês tradicional 重陽節; pinyin: Chóngyángjié; e no chinês simplificado 重九, pinyin: Chóngjiǔ) no nono dia do nono mês do calendário chinês, é uma época que os chineses cuidam dos túmulos de seus ancestrais. Além do que, pela tradição chinesa, o sétimo mês no calendário chinês é chamado de mês fantasma (chinês simplificado: 中元; chinês tradicional : 中元節; pinyin: zhōngyuánjié), no qual os fantasmas e espíritos saem do além para visitar a terra.

Durante o feriado nepalês do Gai Jatra (festival da vaca), toda família que tenha perdido um membro durante o ano anterior faz uma construção de babus, panos, papéis decorativos e retratos dos falecidos, chamado de gai. Tradicionalmente, uma vaca guia o espírito do morto no outro mundo. Dependendo dos costumes locais, uma vaca viva, ou uma réplica, são usadas. O festival também é a época de se fantasiar, incluindo temas tanto de manifestos políticos como de sátiras.

Em algumas culturas da África, visitas às tumbas dos ancestrais deixando comidas, presentes e pedindo por proteção fazem parte de importantes rituais tradicionais. Um exemplo são os rituais que ocorrem antes do início da temporada de caça.

O Día de los muertos (Dia dos mortos) é uma data comemorativa celebrada no México no dia 2 de novembro, na qual é costume ir aos cemitérios visitar os túmulos dos entes queridos e preparar altares com alimentos, velas, flores e outros elementos. Diz-se que somente nesses dias as almas podem voltar do além para estar perto dos seus.

Origem do Dia dos mortos

A história da celebração pelo Dia dos mortos no México é de origem indígena e já existe desde o tempo dos astecas e dos maias.

Inicialmente, a comemoração era realizada durante todo o mês de agosto. Quando os colonizadores espanhóis chegaram, ficaram chocados com os rituais pagãos dos índios. Assim, alteraram a data comemorativa para o fim de outubro e o início de novembro, de forma a fazê-la ficar mais próxima do Dia de todos os santos e do Dia de finados, celebrados pelo catolicismo nos dias 1º e 2 de novembro, respectivamente.

Símbolos do Dia dos mortos



Embora a celebração do Dia dos mortos possa variar dependendo da região do México, confira abaixo alguns elementos que são típicos dessa data em todo o país.

Altar

O altar de muertos (altar dos mortos) pode ter de 2 a 7 níveis.

Um altar construído de forma tradicional tem 7 níveis, e cada um apresenta elementos específicos:

1º nível (térreo): cruz feita de flores, sementes ou frutas.

2º nível: fotografia(s) da(s) pessoa(s) falecida(s) a quem o altar é dedicado.

3º nível: as frutas e também os pratos preferidos da pessoa falecida.

4º nível: pan de muerto (pão dos mortos), um tipo de pão tradicional oferecido como alimento e consagração.

5º nível: sal, que simboliza a purificação.

6º nível: dedicado às almas do purgatório

7º nível: imagem do santo de devoção da família

Além disso, também são distribuídas pelo altar outras oferendas como, por exemplo, incenso, velas, água, papéis coloridos perfurados com imagens, flores, caveiras de açúcar e objetos de afeição da pessoa falecida.

Caveiras de açúcar

As calaveras dulces (caveiras doces) são doces feitos com açúcar, água quente e limão, e moldados em forma de caveira.

Os doces costumam ser confeitados com diferentes cores vivas e, por vezes, apresentam um nome escrito sobre a testa.

Há duas teorias sobre esse nome: diz-se que pode ser escrito o nome do ente querido falecido a quem a caveira é oferecida ou o nome da própria pessoa que faz a oferenda. Segundo a tradição, todo aquele que oferta uma caveira de açúcar garante o seu lugar no paraíso.

Apesar de a caveira de açúcar ser a tradicional, atualmente também existem caveiras de outros ingredientes: algumas têm sabor de chocolate, outras são banhadas em mel e há até mesmo caveiras com amendoim.

Esqueletos com roupas e adereços

Os esqueletos costumam estar espalhados por todos os lados, desde casas até ruas. Geralmente eles estão vestidos com roupas, chapéus e adereços, como brincos e echarpes. Segundo a tradição, são eles que recepcionam as almas que vêm visitar seus entes queridos no Dia dos mortos.

Dentre a grande variedade de tipos de esqueletos, existem alguns pequenos, outros grandes e até mesmo alguns de tamanho real. É possível encontrar, inclusive, esqueletos humanos decorados.

No entanto, a maioria consiste em bonecos representativos, feitos de materiais, como papel machê, madeira e barro.

Se para algumas culturas a decoração do Dia de los muertos pode parece um pouco mórbida, para os mexicanos, os esqueletos divertidos e decorados com cores alegres podem ajudar os vivos a lidar com a morte de forma menos triste.

Flores decorativas

As flores são usadas como decoração para representar a beleza e a transitoriedade da vida. Elas costumam integrar, por exemplo, um grande arco colocado diante do altar como forma de portal de entrada para as almas passarem e visitarem os vivos.

Apesar de vários tipos de flores serem usados na decoração do Dia dos mortos, os mexicanos costumam usar alguns específicos, como a crista-de-galo, o cravo, o crisântemo e a cempasúchil (conhecida como cravo-de-defunto).

De todas, a cempasúchil é, sem sombra de dúvidas, a flor mais emblemática dessa data comemorativa. Sua cor amarela representa o Sol que, segundo a tradição asteca, guiava as almas dos defuntos até a última morada.

Além de a própria flor ser utilizada na decoração dos altares e túmulos, suas pétalas costumam ser usadas para formar um caminho até o altar dos mortos, de forma a ajudar as almas dos entes queridos a encontrá-lo.

Como é celebrado o Dia dos Mortos no México atualmente?


Hoje, os mexicanos acreditam que, entre 31 de outubro a 2 de novembro, os “laços” que ligam o mundo dos vivos ao dos mortos está mais tênue, o que permite que os falecidos retornem à Terra e passeiem visitando seus familiares e amigos.

Cada dia possui um significado próprio para os mexicanos. Na virada de 31 de outubro para primeiro de novembro, eles celebram as almas que faleceram quando crianças (a data é chamada de “Dia de los Angelitos”) e no dia seguinte a festa é dedicada aos falecidos adultos.

Por isso, são muitos os detalhes que compõem essa festa. Um dos mais conhecidos são as oferendas, ou seja, “presentes” dados aos mortos como:

frutos da terra (tangerina, cana de açúcar, abóbora etc.);

frutos do vento (incenso para orientar as almas);

frutos da água (vaso para os espíritos matarem a sede);

frutos do fogo (velas acesas nos 4 pontos cardinais para ajudar a orientar a viagem das almas);

vários objetos pessoais dos falecidos como fotografias, pertences, entre outros.

Além das oferendas, também é normal encontrar altares coloridos e adornados com imagens dos falecidos e, claro, as tradicionais caveiras mexicanas, que podem aparecer em pintura de rostos, doces e muitos outros.

Outra tradição é que, algumas famílias costumam ir até as tumbas dos falecidos, abrir os túmulos e limpar os restos mortais. Depois, eles são recolocados de volta ao local para continuarem descansando.

Quais as principais atrações e tradições?

Não é por acaso que o Dia dos Mortos no México foi considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Afinal, existem inúmeras tradições que chamam a atenção de turistas e traduzem a importância dessa data para o povo mexicano. Entre as principais podemos destacar:

Festival Cultural de Caveiras

É realizado em Aguascalientes e todas as atrações visam homenagear a caveira La Catrina, obra-prima de José Guadalupe Posada. São muitos os destaques da programação como eventos gastronômicos, culturais, passeios noturnos e visita ao Museu da Morte – construído em cima de um cemitério que tem um acervo rico em objetos relacionados ao Dia dos Mortos.

Cemitérios em San Andrés Míxquic

Desde o dia 30 de outubro, os cemitérios deste povoado da Cidade do México ficam decorados com inúmeras flores, bebidas e alimentos. Durante a noite, várias velas são acesas e acontecem exibições de concertos, teatros e dança.

Altares de Tuxtepec

Como dissemos, os altares enfeitados são tradicionalíssimos no Dia dos Mortos no México e em Tuxtepec é possível notar ainda mais esse costume. Os altares são enfeitados com a flor de cempasúchil, considerada o símbolo da luz solar capaz de guiar os mortos, além, claro, de vários objetos dos defuntos e muitas oferendas.

Para presentear os melhores altares, existe até um concurso regional que elege os mais belos e coloridos – e atrai turistas mexicanos e de outros países para apreciarem essa decoração.

Festival de Tradições de Vida e Morte em Xcaret

Localizado na Riviera Maya, o Parque Ecológico abriga o Festival de Tradições de Vida e Morte que acontece anualmente entre 30 de outubro a 2 de novembro com várias apresentações de gastronomia local, oficinas, exibições de dança e teatro, shows de gala, rituais e outros elementos da cultura mexicana.

Passeio de barco em Xochimilco

Nesse distrito da Cidade do México, a grande atração é o passeio de barco nos canais locais. Além do passeio, acontecem várias apresentações, sendo a mais aguardada a lenda da Llorona que acontece durante à noite e traz uma atmosfera sombria, mas bem diferenciada.

 

Fontes: https://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_dos_Mortos

https://www.todamateria.com.br/dia-muertos/

https://cemiteriosemmisterio.com.br/dia-dos-mortos-no-mexico/

Que sejam prósperos.

Raffi Souza.