19 junho 2015

As Dádivas da Deusa Hécate

O dia 13 de Agosto era uma data importante no antigo calendário greco-romano, dedicada às celebrações das deusas Hécate e Diana, quando Lhes eram pedidas bênçãos de proteção para evitar as tempestades do verão europeu que prejudicassem as colheitas.


Na tradição cristã comemora-se no dia 15 de Agosto a Ascensão da Virgem Maria, festa sobreposta sobre as antigas festividades pagãs para apagar sua lembrança, mas com a mesma finalidade: pedir e receber proteção.Com o passar do tempo perdeu-se o seu real significado e origem e preservou-se apenas o medo incutido pela igreja cristã em relação ao nome e atuação de Hécate. Esta poderosa Deusa com múltiplos atributos foi considerada um ser maléfico, regente das sombras e fantasmas, que trazia tempestades, pesadelos, morte e destruição, exigindo dos seus adoradores sacrifícios lúgubres e ritos macabros. Para desmistificar as distorções patriarcais e cristãs e contribuir para a revelação das verdades milenares, segue um resumo dos aspectos, atributos e poderes da deusa Hécate.
Hécate Trivia ou Triformis era uma das mais antigas deusas da Grécia pré-helênica, cultuada originariamente na Trácia como representação arcaica da Deusa Tríplice, associada com a noite, lua negra, magia, profecias, cura e os mistérios da morte, renovação e nascimento.”Senhora das encruzilhadas” – dos caminhos e da vida – e do mundo subterrâneo, Hécate é um arquétipo primordial do inconsciente pessoal e coletivo, que nos permite o acesso às camadas profundas da memória ancestral. É representada no plano humano pela xamã que se movimenta entre os mundos, pela vidente que olha para passado, presente e futuro e pela curadora que transpõe as pontes entre os reinos visíveis e invisíveis, em busca de segredos, soluções, visões e comunicações espirituais para a cura e regeneração dos seus semelhantes.
Filha dos Titãs estelares Astéria e Perseu, Hécate usa a tiara de estrelas que ilumina os escuros caminhos da noite, bem como a vastidão da escuridão interior. Neta de Nyx, deusa ancestral da noite, Hécate também é uma “Rainha da Noite” e tem o domínio do céu, da Terra e do mundo subterrâneo. “Senhora da magia” confere o conhecimento dos encantamentos, palavras de poder, poções, rituais e adivinhações àqueles que A cultuam, enquanto no aspecto de Antea, a “Guardiã dos sonhos e das visões”, tanto pode enviar visões proféticas, quanto alucinações e pesadelos se as brechas individuais permitirem.
Como Prytania, a “Rainha dos mortos”, Hécate é a condutora das almas e sua guardiã durante a passagem entre os mundos, mas Ela também rege os poderes de regeneração, sendo invocada no desencarne e nos nascimentos como Protyraia, para garantir proteção e segurança no parto, vida longa, saúde e boa sorte.
Hécate Kourotrophos cuida das crianças durante a vida intra-uterina e no seu nascimento, assim como fazia sua antecessora egípcia, a parteira divina Heqet. Possuidora de uma aura fosforescente que brilha na escuridão do mundo subterrâneo, Hécate Phosphoros é a guardiã do inconsciente e guia das almas na transição, enquanto as duas tochas de Hécate Propolos, apontadas para o céu e a terra, iluminam a busca da transformação espiritual e o renascimento, orientado por Soteira, a Salvadora.
Como deusa lunar Hécate rege a face escura da Lua, Ártemis sendo associada com a lua nova e Selene com a lua cheia. No ciclo das estações e das fases da vida feminina Hécate forma uma tríade divina juntamente com: Kore/Perséfone/Proserpina/Hebe – que presidem a primavera, fertilidade e juventude -, Deméter/Ceres/Hera – regentes da maturidade, gestação, parto e colheita – e o Seu aspecto Chtonia, deusa anciã, detentora de sabedoria, padroeira do inverno, da velhice e das profundezas da terra.
Hécate Trivia e Trioditis, protetoras dos viajantes e guardiãs das encruzilhadas de três caminhos, recebiam dos Seus adeptos pedidos de proteção e oferendas chamadas “ceias de Hécate”. Propylaia era reverenciada como guardiã das casas, portas, famílias e bens pelas mulheres, que oravam na frente do altar antes de sair de casa pedindo Sua benção. As imagens antigas colocadas nas encruzilhadas ou na porta das casas representavamHécate Triformis ou Tricephalus como pilar ou estátua com 3 cabeças e 6 braços que seguravam suas insígnias: tocha (ilumina o caminho), chave (abre os mistérios), corda (conduz as almas e reproduz o cordão umbilical do nascimento), foice (corta ilusões e medos).
Devido à Sua natureza multiforme e misteriosa e à ligação com os poderes femininos “escuros”, as interpretações patriarcais distorceram o simbolismo antigo desta deusa protetora das mulheres e enfatizaram Seus poderes destrutivos ligados à magia negra (com sacrifícios de animais pretos nas noites de lua negra) e aos ritos funerários.
Na Idade Média, o cristianismo distorceu mais ainda seus atributos, transformando Hécate na “Rainha das bruxas”, responsável por atos de maldade, missas negras, desgraças, tempestades, mortes de animais, perda das colheitas e atos satânicos. Estas invenções tendenciosas levaram à perseguição, tortura e morte pela Inquisição de milhares de “protegidas de Hécate”, as curandeiras, parteiras e videntes, mulheres “suspeitas” de serem Suas seguidoras e animais a Ela associados (cachorros e gatos pretos, corujas).
No intuito de abolir qualquer resquício do Seu poder, Hécate foi caricaturizada pela tradição patriarcal como uma bruxa perigosa e hostil, à espreita nas encruzilhadas nas noites escuras, buscando e caçando almas perdidas e viajantes com sua matilha de cães pretos, levando-os para o escuro reino das sombras vampirizantes e castigando os homens com pesadelos e perda da virilidade. As imagens horrendas e chocantes são projeções dos medos inconscientes masculinos perante os poderes “escuros” da Deusa, padroeira da independência feminina, defensora contra as violências e opressões das mulheres e regente dos seus rituais de proteção, transformação e afirmação.
No atual renascimento das antigas tradições da Deusa compete aos círculos sagrados femininos resgatar as verdades milenares, descartando e desmascarando imagens e falsas lendas que apenas encobrem o medo patriarcal perante a força mágica e o poder ancestral feminino. Em função das nossas próprias memórias de repressão e dos medos impregnados no inconsciente coletivo, o contato com a Deusa Escura pode ser atemorizador por acessar a programação negativa que associa escuridão com mal, perigo, morte. Para resgatar as qualidades regeneradoras, fortalecedoras e curadoras de Hécate precisamos reconhecer que as imagens destorcidas não são reais, nem verdadeiras, que nos foram incutidas pela proibição de mergulhar no nosso inconsciente, descobrir e usar nosso verdadeiro poder.

A conexão com Hécate representa para nós um valioso meio para acessar a intuição e o conhecimento inato, desvendar e curar nossos processos psíquicos, aceitar a passagem inexorável do tempo e transmutar nossos medos perante o envelhecimento e a morte. Hécate nos ensina que o caminho que leva à visão sagrada e que inspira a renovação passa pela escuridão, o desapego e transmutação. Ela detém a chave que abre a porta dos mistérios e do lado oculto da psique; Sua tocha ilumina tanto as riquezas, quanto os terrores do inconsciente, que precisam ser reconhecidos e transmutados. Ela nos conduz pela escuridão e nos revela o caminho da renovação. Porém, para receber Seus dons visionários, criativos ou proféticos precisamos mergulhar nas profundezas do nosso mundo interior, encarar o reflexo da Deusa Escura dentro de nós, honrando Seu poder e Lhe entregando a guarda do nosso inconsciente. Ao reconhecermos e integrarmos Sua presença em nós, Ela irá nos guiar nos processos psicológicos e espirituais e no eterno ciclo de morte e renovação. Porém, devemos sacrificar ou deixar morrer o velho, encarar e superar medos e limitações; somente assim poderemos flutuar sobre as escuras e revoltas águas dos nossos conflitos e lembranças dolorosas e emergir para o novo.

18 junho 2015

Os sete deuses da sorte e da fortuna!




Shichi Fukujin (七福神) são os 7 deuses da sorte e da fortuna e precursores de conhecimento, riqueza, saúde, prosperidade, etc. Faz parte da mitologia e tradição japonesa relacionada ao Ano Novo (O Shougatsu). Assim como para nós, o Papai Noel e seu trenó, juntamente com as renas são referências do Natal, os sete deuses em sua arca, o Takarabune (arca do tesouro), são referências do Ano Novo no Japão, para trazer presentes, fortuna, felicidade e sorte.
Uma superstição muito comum é colocar uma imagem com os 7 deuses no Takarabune, debaixo do travesseiro, no dia de Ano Novo, para trazer sorte para o ano que está começando. Dentre os 7 deuses, apenas um tem suas origens no Japão, o Ebisu. Os outros seis deuses são originários de outras culturas, como China e Índia, sendo assimilados ao longo dos séculos pela mitologia e cultura japonesa.
O Shichi Fukujin (七福神), mais conhecidos como os deuses da Sorte, Felicidade e da Fortuna são figuras da mitologia japonesa e são muito encontrados na forma de estátuas e até chaveiros para a proteção da pessoa e da casa. Esta crença começou aproximadamente há 500 anos, com a economia do Japão em crise devido a inúmeras guerras da era Muromachi (1392-1573) e na esperança de ganhos momentâneos que atenuassem os tempos difíceis. Praticamente desconhecida do público ocidental, a lenda originou-se em Kyoto, através da adoração das figuras de altos oficiais, que representavam as religiões (budismo, xintoísmo e taoísmo) para os quais as pessoas passaram a rezar por colheitas abundantes e prosperidade do país.
 Durante este período, os negócios comerciais passaram a tomar forma e as pessoas a desenvolver um senso de individualismo e busca por benefícios próprios. Quando a cultura popular começou a florescer - período Edo (1600-1867), os Sete Deuses da Felicidade, tornaram-se bastante cultuados. Deu-se o início à peregrinação "shichi fukun jin" de visita aos templos e santuários associados aos deuses com o intuito de pedir o bem-estar da família e o sucesso nos negócios.
Comumente representados no topo de uma “takarabune” (barca do tesouro em português), tornou-se popular a crença de que dormir com esta imagem, atrai a boa fortuna nos negócios e o bem- estar (por isso deixei ela no meu quarto!).
Os japoneses consideram o 7 um algarismo repleto de mistérios, da mesma forma que no Ocidente, onde temos os sete pecados capitais e as sete maravilhas do mundo. No budismo japonês, há a crença de que a alma precisa reencarnar sete vezes até alcançar a iluminação, e que sete semanas de lamentação devem ser seguidas depois de um falecimento. Há também o costume de comer no dia 7 de janeiro o mingau de arroz temperado com nanakusa, as sete ervas da primavera. Arranjos com as sete flores do outono homenageiam a entrada dessa estação. No idioma japonês arcaico, o ideograma que representava a felicidade era formado por três números 7.

OK! Então vamos ao primeiro dos 7 deuses, lembrando que: apenas 1 dos 7 é originário do Japão! Os outros são meio que "adaptação" de outros lugares

Bishamon (毘沙門) - deus dos guerreiros:


Este deus é considerado um dos quatro guardiões do budismo e por isso usa trajes de guerra e segura uma lança em sua mão, às vezes com uma roda do fogo (halo). Dentro suas várias designações, é conhecido como Deus da Guerra (assim como Hachiman) e punidor dos mal-feitores.
Além disso, é conhecido também como Tamonten (多聞天), que quer dizer literalmente "ouvinte de vários ensinamentos", pois existem várias de suas estátuas na entrada de templos. Por esse mesmo motivo, é um Deus que "distribui riqueza", mas não riqueza material, e sim os ensinamentos de Buda, sendo o promotor dos missionários da palavra de Buda. Ter a figura desse deus em casa, afugenta ladrões e preserva os bens das família.

Daikoku (大黑) - Deus da Fortuna:


Daikoku é considerado uma divindade familiar no Japão, sendo o deus protetor da terra, agricultura e comérico, trazendo prosperidade e fartura. É um dos deuses mais alegres pois está sempre sorrindo. Fisicamente, é representado como um homem gordo que traz prosperidade, riqueza, fartura e da produção, sendo patrono dos fazendeiros. É muito popular entre os agricultores japoneses, pois protege as colheitas.
Aparece em pé, sobre sacos de arroz e traz na em uma mão um martelo de madeira (a cada batida faz surgir moedas de ouro) - simbolicamente a martelada representa trabalho e um saco mágico de onde tira dinheiro. A imagem de Daikoku tanto em forma de estatueta ou pintura, garante progresso profissional e enriquecimento ligado ao trabalho.
Sua imagem é comumente representada com a presença de um rato, que tem um significado emblemático e moral conectado com a riqueza escondida na sacola que carrega.
O único 100% original do Japão!

Ebisu (恵比須) - Deus dos pescadires:


É o deus da sinceridade, honestidade e trabalho, e ao contrário dos outros deuses que tiveram origem em outros países como a China e Índia, é um Deus originário 100% do Japão. Diz-se que quando humano ainda, tinha o nome de Hiruko e foi o primeiro filho do casal Izanagi e Izanami e nasceu com uma deformidade que não permitia que nascessem ossos no seu corpo (em algumas histórias, nasceu sem os membros). Devido ao grande sofrimento seu e da família, foi lançado ao mar em uma barca antes de completar 3 anos e acabou parando em Hokkaido na cidade de Ezo, onde foi encontrado e cuidado por um Ainu chamado Ebisu Saburo. Então a fraca criança ficou forte e seu corpo se regenerou por completo, virando o Deus Ebisu.
Ele é o protetor dos pescadores, navegantes e comerciantes. Geralmente é representado na figura do pescador, pois sempre está com a cumbuca e uma vara de pescar. Dizem que Ebisu não dá o peixe, mas ensina pescar. Ter sua figura em casa ou no estabelecimento comercial garante sucesso nos negócios.

Fukurokuju (福禄寿) - Deus da felicidade:


Seus ideogramas significam felicidade (fuku), riqueza (roku) e vida longa (ju), que são suas características. Diz a lenda que esse deus foi um sábio eremita chinês e estudioso da alquimia chinesa e dos segredos da imortalidade durante da Dinastia Song, e a reincarnação do Deus Taoista Xuanwu.
Fisicamente, o Deus possui uma enorme barba branca e testa, normalmente acompanhado de um veado negro (acredita-se que ele vive mais de 2000 anos, sendo um símbolo de longevidade) ou às vezes por uma tartaruga ou tsuru. Dizem que a pintura ou a escultura de Fukurokuju trás longevidade, saúde e muita inteligência, não sendo a toa que é o Deus protetor dos jogadores de xadrez e cientistas

Benzaiten (弁才天) - Deusa das artes:


Benzaiten é o nome japonês para a deusa Hindu Saraswati, que chegou ao Japão por meio de caravanas chinesas durante o século VIII. É a única mulher do grupo e simboliza a amabilidade e protege as artes e a beleza feminina. Como na cultura hindu ela é considerada a deusa da água, é sempre associada à tudo que flui, como a água, a palavra, a música e o conhecimento. Geralmente os templos em sua homenagem ficam próximos ao mar.
Na religião Hindu, há uma passagem que Benzaiten mata 3 cobras, e por isso aparece associada à cobras e dragões no Japão. É representa por uma mulher jovem com um biwa (instrumento musical de cordas japonês) ou cavalgando sobre dragão marinho. Nos contos épicos japoneses muitos samurais lendários, deparam com a deusa em momentos difíceis e dela recebem orientações. Possuir uma pintura ou estatueta desse deus garante saúde, beleza e desenvolve talentos artísticos.

Hotei (布袋) - Deus da benevolência:


É o senhor da magnanimidade, da generosidade humana. Vive rindo, sempre de bom humor, e por isso mesmo, traz saúde e felicidade, pois está sempre satisfeito com o que tem. Geralmente é representado com uma enorme barriga e roupa caindo pelos ombros. Consigo trás consigo suas poucas posses, ou seja, é um Deus materialmente muito pobre, entretanto, é muito feliz! Dizem que Hotei tem recurso interior para todos que queiram atingir a serenidade completa e sabedoria búdica. Seu abdômen avantajado não simboliza a gula, pelo contrário, é símbolo da satisfação.
De acordo com registros, Hotei foi um monge chinês que viveu durante a Dinastia Liang.  No folclore da China, ele acabou sendo associado a Maitreya (o futuro buda). Para os japoneses, o "hara" (ventre) representa o coração e personalidade, portanto seu vasto "hara", representa grandiosidade de espírito. No Ocidente ele é muitas vezes erroneamente visto como uma representação do Buda Siddhartha Gautama. Segundo a crença popular, apreciar uma pintura ou ter uma estatueta de Hotei espanta as preocupações.

Jurojin (寿老人) - Deus da sabedoria:


Também conhecido no Japão como Gama, o sétimo e último deus é considerado o Deus da Sabedoria. É muito associado com o Deus Fukurokuju já descrito neste post e é representado por uma longa barba branca e trás na mão um cetro (saku) sagrado ou um bastão onde está pendurado um pergaminho contento o tempo de vida de todos os seres vivos. Muitas vezes é representado juntamente com animais como o Tsuru, Tartaruga ou Veado, representando a longevidade, como Fukurokuju, sendo considerado um deus da Ecologia.
Por vezes, é representado junto a um pote de sake, e só permite que a morte se aproxime quando a pessoa está preparada para evoluir espiritualmente. Dizem que apreciar uma figura de Jurojin diariamente trás sabedoria e longa vida.
Espero que tenham gostado, e que os deuses lhe deem sorte e fortuna!

Raffi Souza

15 junho 2015

PSICOMETRIA



A psicometria pode ser assim conceituada, segundo André Luiz: “A faculdade de ler impressões e recordações ao contacto de objetos comuns”(Nos Domínios da Mediunidade – pág. 224). Quem já leu o capítulo “Laboratório do Mundo Invisível” de “O Livro dos Médiuns”, bem sabe que o pensamento movimenta e amolda formas nos fluidos ambientes. Dessa forma os Espíritos apresentam-se vestidos e munidos dos apetrechos mais comuns ao seu dia-a-dia. No caso da psicometria, o fenômeno é inverso.
Sempre que o pensamento focar um certo objeto em recordação constante, mesmo inconscientemente, esse objeto ficará imerso nos fluidos correspondentes a esse pensamento. Um fluido — somos quase sempre tentados a assim pensar — não é como um fluido físico, algo como uma substância que parte de uma fonte em direção a algo. Não. É uma irradiação, um fenômeno ondulatório que se propaga no fluido cósmico que a tudo permeia. 
Assim, o pensamento provoca agitações no fluido cósmico e se propaga. Tão logo encontre o alvo para o qual,  enquanto fenômeno ondulatório, foi irradiado, nele induz semelhantes vibrações por ressonância. O fluido cósmico que interpenetra o objeto do pensamento nele se agita sob a modelagem inicial do pensamento.Por isso o objeto ganha uma aura de vibrações tão fortes quanto mais homogêneo e constante for o pensamento irradiado.
Vejamos novamente André Luiz: “Todos os objetos que você vê emoldurados por substâncias fluídicas acham-se fortemente lembrados ou visitados por aqueles que os possuíram.” (ob. cit. – pág.225).
Uma pessoa com suficiente sensibilidade, ao tocar um objeto assim, perceber-lhe-á a mensgem codificada no pensamento original. É assim que os psicômetras podem descrever o dono de um objeto. Dependendo do que o objeto represente para o seu dono, toda uma cena poderá ser percebida, como o evento em que foi recebido como presente, ou algo semelhante.