17 outubro 2017

O deus das tempestades: Indra!


O deus das tempestades: Indra!


Indra é o deus das tempestades no hinduísmo, filho de Aditi com o sábio Kasyapa. Rei de todos os deuses no passado, perdeu importância no período pós-védico. A lenda relata sua fúria quando seus seguidores abandonaram seu culto e passaram a venerar Krishna. Quando Indra enviou uma tempestade para puni-los, eles oraram a Krishna, que ergueu uma montanha para protegê-los da força da tormenta.
Diz-se que Indra não é propriamente um indivíduo, mas o nome genérico para o rei dos céus. Ao executar certos sacrifícios e penitências, um mortal pode ascender ao paraíso e tornar-se o rei dos céus. Seu reino deve durar até que outra pessoa se torne elegível para sua posição. Diz-se que, ao executar mil sacrifícios de Ashwamedha (http://betoquintas.blogspot.com.br/2014/10/o-sacrificio-do-cavalo.html), uma pessoa torna-se elegível para ser Indra. Assim sendo, o Indra em exercício sempre teme por sua posição e permanece atento aos mortais que realizam sacrifícios e penitências, cuidando para que eles não cumpram as condições para destroná-lo.
Em textos posteriores ao Rig Veda ele é descrito como enganoso e de fraca determinação em muitas histórias. Em decorrência de seus atos, é frequentemente amaldiçoado por sábios ascetas. Seu feito mais importante foi a derrota do asura Vritra, que era um dragão (ahi).
Indra, também conhecido como Sakra, Saudharmendra, Phra In, Indara, Indera, Indrudu, Inthiran, Dishitian e Taishakuten, é o Deus Hindu das tempestades, dos relâmpagos, da chuva, do clima, das estações, do ar, da guerra, da soberania, da fertilidade, da bebedeira, da dança, da felicidade e do céu. Esposo de Shachi, seu nome significa Pura Beleza. Por vezes é retratado como filho de Aditi, Deusa do Céu, com o sábio Kasyapa ou como filho da Deusa da terra Prthivi e do Deus do céu Dyaus Pita e, assim, irmão de Agni. Em algumas outras versões Indra é o pai de Prthivi e Dyaus, o que foi o motivo para o início do esquecimento do culto dessas duas deidades por Indra assumir seus atributos. Seus filhos com Shachi foram: Jayanta, Midhusa, Nilambara, Rbhus, Rsabha, Sitragupta e o famoso Arjuna.
A história conta que Indra nasceu totalmente adulto e pronto para a batalha e que antes de se tornar o governante dos Deuses teve que vencer o asura (demônio) Vritra, pois o demônio, tomando a forma de um dragão, havia absorvido toda a água do mundo e com isso a vida estava se deteriorando no planeta. Então, Indra tomou uma grande quantidade de Soma (bebida ritual e sagrada do hinduísmo) fazendo com que sua força triplicasse lhe dando a capacidade de lutar adequadamente com seu inimigo. Com isso, Indra conseguiu destruir as 99 fortalezas de Vritra e, após partir o inimigo ao meio, a água finalmente voltou a jorrar para a terra em forma de chuva. Depois disso, todos proclamaram Indra como o Rei supremo dos Deuses.
Após esse grande feito, Indra decidiu refazer seu palácio celestial tornando-o grandioso em magnificência e esplendor, porém, chegou um momento em que sua ambição começou a ser tão grande que seu arquiteto principal foi até Brahma reclamar e pedir ajuda para fazer Indra voltar ao seu juízo perfeito. Brahma prometeu ajuda-lo e, juntamente com Vishnu, foram ao palácio do Rei dos Deuses conseguindo fazer Indra voltar a si depois de vários discursos sobre a humildade e um ensinamento sobre os Indras seus sucessores. Indra então se tornou um asceta e foi para as montanhas para redenção, ao passo que sua esposa teve com Brahma clamando que o Criador trouxesse seu marido de volta. Brahma, portanto, foi novamente ao encontro dele para lhe ensinar que cada um tem um papel a cumprir no grande destino da vida e que Ele poderia ser um grande guerreiro e também um Rei humilde. Com isso Indra retorna ao seu palácio e aos seus afazeres de Rei dos Deuses como um Deus mais poderoso e humilde.
Indra era a divindade mais respeitada, contudo, seu culto foi suplantado pela Trimurti védica (Brahma, Vishnu e Shiva) e com isso perdeu proeminência tornando-se apenas o Rei dos Deuses Menores, tanto que em algumas versões mais recentes Ele é retratado como vingativo e covarde e que conseguiu sua vitória apenas com o auxílio de Vishnu e Shiva. Há uma história que conta da fúria de Indra por ter perdido seus adoradores para Krishna e que, com isso, tentou puni-los com uma grande tormenta, mas que Krishna protegeu os fiéis ao erguer uma montanha como uma barreira entre eles e Indra. Ainda assim, sua força é tão grande que Ele é a divindade mais citada em todos os escritos sagrados do hinduísmo, haja visto que um total de 250 hinos do Rig Veda são dedicados exclusivamente a Ele.
É importante notar também a complexidade da figura de Indra, pois além de ser visto como uma deidade Ele também é visto como um cargo, um posto que um mortal detém e pode adquirir. A lenda conta que se um devoto realizar 1.000 sacrifícios ou penitências de Ashwamedha (em que se oferecia um cavalo para expiar os pecados) aos deuses antigos ele ascende aos céus como o novo Indra e como esposo de Shachi (também chamada de Indrani – a esposa de Indra). Por este motivo, conta-se que o velho Indra sempre observa os humanos para que ninguém consiga atingir a marca dos 1.000 sacrifícios e assim destrona-lo, porém, um novo Indra sempre consegue atingir seu feito e substituir o antigo reinado por um novo, fazendo assim com que o universo se mantenha e se sustente até o momento de Shiva destruir o antigo mundo e Brahma criar um novo.
Inicialmente Ele era visto como uma divindade solar, visto que faz parte das doze divindades que compõe os Aditya: divindades solares que são considerados como descendentes da Deusa do Céu Aditi. Com o passar dos tempos, seu retrato como o Deus que Brande o Raio foi o que permaneceu no imaginário da sociedade e seu encargo como divindade solar foi sendo esquecido. Indra cavalga os céus em uma carruagem dourada e é adorado no festival de Indrajata, onde seus adoradores fazem procissões com máscaras, danças, luzes e criam uma imagem de barro de Indra jogando-a ao rio clamando por chuvas. Ele é frequentemente representado com uma pele bem avermelhada (por vezes marrom ou amarela) tendo quatro braços, ou dois muito longos, segurando a Vajra (Parafuso Relâmpago) que é sua arma principal, além do arco, a rede e um gancho, cavalgando o grande elefante branco Airavata de quatro chifres ou o cavalo branco Uchchaihshravas. Um de Seus símbolos mais conhecido é o lótus. Seu poder é tão imenso que é capaz de ressuscitar os mortos em batalhas, mover seu palácio celestial para onde quiser e de colocar ordem no universo, uma qualidade compartilhada apenas com o Deus Brahma. Seu mantra é Om Indraya Namah.
Indra também possui 1.000 olhos ao redor do corpo e há um mito que explica esse fato. O sábio Gautama (Buda) havia criado a mulher mais bela de todas e Indra havia se apaixonado por ela. Quando não conseguia mais suportar ficar sem tê-la Ele enganou o Gautama fazendo-o sair de casa e fez amor com a mulher, mas Gautama pressentindo algo ruim O pegou fazendo amor com sua esposa. Então, este proferiu que já que Indra gostava tanto de mulheres, que 1.000 vaginas crescessem pelo seu corpo. Envergonhado, Indra não aparecia mais em público e com isso deixou de cumprir com suas obrigações e, por isso, Brahma intercedeu por Indra junto a Gautama e este disse que as vaginas se transformassem em olhos para que Ele sempre se lembrasse de observar aonde suas ações o levavam.
É um dos deuses mais adorados no Oriente, pois Ele ultrapassa as fronteiras do hinduísmo e se assenta em outras grandes religiões como tendo papel muito importante, dentre elas: Zoroastrismo, Budismo e Taoísmo. No Japão é conhecido como Taishakuten, por exemplo. Mas, diferentemente dos deuses greco-romanos que são vistos como divindades distintas, por exemplo, Vênus é Vênus e Afrodite é Afrodite, mas que as unem em uma única figura (sincretismo religioso), Indra e Taishakuten não são deuses diferentes. Ele é uma divindade que, por ser tão respeitada, é adorada em várias religiões distintas apenas com nomes locais diferentes. Sua importância é tão grande que arqueólogos encontram na figura de Indra uma possível origem para os deuses Triptólemo e Dionísio, na Grécia. Existe também uma relação de Indra com o Deus Sakra no budismo, onde alguns autores afirmam que são divindades distintas e que Indra sincretizou parte do mito de Sakra, onde um antigo Sakra é destituído do poder por outro mais jovem e puro. Outras grandes divindades que são relacionadas a Indra, são os Deuses Zeus, Júpiter e Thor.
É interessante como Indra consegue agir na vida de um adepto, pois enquanto o devoto trabalha para desenvolver seus conhecimentos e sua conexão com a divindade Indra o auxilia em tudo. Porém, a partir do momento que Indra percebe que o adepto está se desenvolvendo o suficiente para atingir um novo estágio, evoluir de um ponto a outro em sua caminhada, Ele começa a criar barreiras e obstáculos para que o buscador não consiga acessar um novo mistério. Por isso podemos entender também como sendo um trabalho do Indra deus assim como do Indra interior, pois esses obstáculos/barreiras são boicotes ocasionados pelo próprio aspirante que, em conexão com a divindade, não quer ver seu “reinado” ser suplantado por outro. Indra é uma divindade muito antiga e, assim como toda divindade, é antropomórfica. Desta forma, se você não consegue entende-lo em sua total extensão e complexidade, corre o perigo de cair sobre o domínio negativo do deus e não conseguir continuar com sua caminhada. E, claro, isso não deve ser visto como algo ruim, mas como um teste que o próprio Deus nos impõe para termos a certeza se estamos prontos e preparados para seguir adiante rumo ao desligamento da Samsara.
INVOCAÇÃO A INDRA
Om bhur bhuvaha svaha
Tat savitur varenyam
Bhargo devasya dhimahi
Dhiyo yonah prachodayath

Ó Deus da Vida que traz felicidade
Dá-nos tua luz que destrói pecados
Que a Tua Divindade nos penetre
E possa inspirar nossa mente

Nós meditamos na glória do Criador
Que criou o Universo, que é digno de adoração
Que é a corporificação do conhecimento e da Luz, que é o removedor de todos os pecados e da ignorância
Que Ele ilumine nosso intelecto
Senhor! Tu, que és a Fonte de Luz
Que tudo permeia, Sustentador, Protetor e Provedor da Felicidade
Ascende, ilumina e inspire nossa inteligência
Para possuir qualidades eternas
Mão Divina,
Nossos corações estão cheios de escuridão
Por favor, afaste a escuridão
E promova a iluminação dentro de nós
Om Sahasra nethraye Vidhmahe
Vajra hasthaya Dheemahe
Thanno Indra Prachodayath
OM
Seus equivalentes divinos
ü Deus Indra
ü  Deus Zeus
ü  Deus Júpiter
ü  Deus Thor
ü  Deus Dionísio
Epítetos
ü  Adribhit (O que fende montanhas e nuvens)
ü  Adridvit (O que é inimigo de montanhas e nuvens)
ü  Ajatasatru (Aquele que não tem igual)
ü  Akasesa (Senhor do Céu)
ü  Anabhayi (Que não tem temor)
ü  Anapi (O que não tem amigos)
ü  Devendra (Indra dos Devas)
ü  Divapati (Senhor dos Deuses)
ü  Gopati (Senhor dos vaqueiros)
ü  Gotradari (O que abre os estábulos do céu)
ü  Kapilasva (O que tem cavalos marrons)
ü  Indralokesa (Senhor do Mundo de Indra)
ü  Mahindra (O Grande Indra)
ü  Manavendra (Senhor dos homens)
ü  Meghavahana (Cavaleiro das Nuvens)
ü  Paksacchit (O que corta as asas)
ü  Prajapati (Senhor das Criaturas)
ü  Purandara (Destruidor de Cidades)
ü  Rjukratu (O que tem ações sinceras e corretas)
ü  Sahasraksha (O que tem mil olhos)
ü  Sakra (Poderoso)
ü  Satacrata (O Deus dos Cem Ritos)
ü  Svargapati (Senhor dos Céus)
ü  Tapastaksa (O que destrói o poder das austeridades)
ü  Ugradhanvan (O que tem o arco poderoso)
ü  Uluka (Coruja)
ü  Vajri (O que dirige os raios)
ü  Verethragna (Deus da Vitória)
ü  Vrsan (Poderoso / Touro)
ü  Vrtrahan (Assassino de Vritra)
ü  Yajnabhagesvara (O Senhor dos Deuses).

Que sejam prósperos.
Raffi Souza.


03 outubro 2017

A deusa da lua polinésia: Hina!

A deusa da lua polinésia: Hina!



Na Polinésia, a deusa Hina. Também conhecida com o nome de Tapa. Ela era uma deusa complexa e estava relacionada a muitos símbolos.
Às vezes era representada como uma deusa lunar ou como a rainha guerreira da Ilha das Mulheres.
Em alguns mitos, ela é descrita como sendo a primeira mulher da Terra e de cujo ventre nasceram todos os outros seres vivos do planeta. Ou então como uma mulher com dois rostos, um olhando para frente e outro para trás.
De acordo com o mito mais difundido, Hina que era filha de Navahine, deusa da Serenidade, namorava uma enguia. A comunidade em que vivia ficou enfurecida com Hina e decidiram matar o animal. Mas depois do feito descobriram que a enguia era na verdade, um deus. Hina desesperada enterrou a cabeça dele e no dia seguinte, em seu lugar, nasceu um coqueiro.
Em outra fonte, esse deus se chamava Tangaroa e era uma deidade do mar e dos peixes, exercendo também influência sobre os répteis. Tinha personalidade agressiva e suas ondas gigantes engoliam grandes porções de terra, além de matar muitas pessoas com suas tempestades. Foi casado com Hina, mas esta teria abandonando-o tempos depois para ir viver com a Lua.
Celebração da deusa polinésia Hina, conhecida também com o nome de Tapa. Uma deusa complexa, Hina é relacionada a muitos símbolos, sendo uma das mais importantes deusas polinésias. Era representada às vezes como a Grande Mãe da morte, às vezes como deusa lunar ou, ainda, como a rainha guerreira da Ilha das Mulheres. Em alguns mitos, ela era representada como a primeira mulher na Terra, de cujo ventre nasceram todos os outros seres ou, ainda, como uma mulher de dois rostos, um olhando para frente e outro para trás. A lenda mais conhecida relata o namoro entre Hina (uma mortal) e uma enguia. A comunidade, enfurecida com a aberração, matou a enguia, descobrindo depois que, na verdade, era um deus. Desesperada Hina enterrou a cabeça da enguia e, no dia seguinte, em seu lugar nasceu um lindo coqueiro. A mãe de Hina era Navahine, a deusa da serenidade ou a Senhora da Paz, representando a força geradora do Sol. Cerimônias para a deusa Diana, Titânia e Selene, personificando outras manifestações da deusa Luna. Celebração da deusa assíria Ishtar e da deusa egípcia Ísis, com procissões de barcos e rituais de iluminação de lamparinas em seus templos. 14 DE agosto Comemoração da deusa polinésia Hina, conhecida também com o nome de Tapa. Uma deusa complexa, Hina é relacionada a muitos símbolos, sendo uma das mais importantes deusas polinésias. Era representada às vezes como a Grande Mãe da morte, às vezes como deusa lunar ou, ainda, como a rainha guerreira da Ilha das Mulheres. Em alguns mitos, ela era representada como a primeira mulher na Terra, de cujo ventre nasceram todos os outros seres ou, ainda, como uma mulher de dois rostos, um olhando para frente e outro para trás. A lenda mais conhecida relata o namoro entre Hina (uma mortal) e uma enguia. A comunidade, enfurecida com a aberração, matou a enguia, descobrindo depois que, na verdade, era um deus. Desesperada Hina enterrou a cabeça da enguia e, no dia seguinte, em seu lugar nasceu um lindo coqueiro. A mãe de Hina era Navahine, a deusa da serenidade ou a Senhora da Paz, representando a força geradora do Sol. Cerimônias para a deusa Diana, Titânia e Selene, personificando outras manifestações da deusa Luna. Celebração da deusa assíria Ishtar e da deusa egípcia Ísis, com procissões de barcos e rituais de iluminação de lamparinas em seus templos.
Os temas de Hina são a Lua, comunicação, ciclos e mediação.
Seus símbolos são lunares (artigos de prata / branco ou quaisquer plantas / pedras correspondentes) e cocos.
Esta deusa Taitiana é a Senhora da Lua que brilha sobre nós com seu rosto sempre em mudança.
Como a lua escura, ela preside a morte.
Como a lua crescente, ela é a criadora, que fez as pessoas de argila e da lua, a sua casa. À medida que a lua fica cheia, ela encarna o espírito guerreiro de uma mulher madura. Como a lua minguante, ela é a anciã envelhecimento cheia de sabedoria e discernimento.
Segundo a tradição, os cocos foram criados a partir do corpo do amante de Hina, um deus enguia, depois que ele foi morto por moradores supersticiosos.
Ela também rege as questões de comunicação honesta e quando propicia, às vezes, a intermediação entre os seres humanos e os deuses.
Em termos espirituais, isto significa ter tempo para explorar a natureza mágica da Lua. Se a lua é escura (nova), isso representa a necessidade de descansar de seus labores.
Se é crescente, é tempo de iniciar um novo projeto mágico e ficar conectada com ela para que a energia cresça como a Lua.
Se esfera lunar de Hina está cheia, vire uma moeda no seu bolso três vezes, dizendo que “prosperidade" cada vez que girá-la, para que o seu bolso continue sempre cheio.
Se a lua está minguante, comece a tomar medidas positivas para se livrar de um problema.
Coma um pouco de coco para ajudar na conexão com a Deusa ao internalizar os poderes transformadores da Hina ".
Uma delas era a deusa do amanhecer Hine-tita-ma, que foi seduzido por seu próprio pai, enquanto desconhece sua identidade. Furioso e envergonhado ao descobrir esta fraude, Hina fugiu para o Po, o submundo polinésio, esta foi a primeira morte na criação. Sua fúria era tão insaciável que ela anunciou sua intenção de matar todos os filhos gerados por seu pai, assegurando, assim, que a morte continuaria a ser uma força na terra.
Como a Deusa Hina chegou à Lua -
Ela, que tinha originalmente viveu na terra e a povoou - era um assunto de inúmeros mitos.
No Taiti, Hina era um canoísta que gostava do esporte tanto que ela partiu para a Lua, com o objetivo de provar quão bom era seu barco de tal forma que ela ficou por ali, velando por seus peregrinos na terra.
Finalmente, uma dessas lendas diz que Hina, uma mulher casada, se cansou de sempre pegar depois a sua família e ela simplesmente deixou a Terra para prosseguir uma carreira como tecelã da lua.
Dentre as muitas histórias de Hina, no entanto, provavelmente a mais conhecida foi a da Deusa e seu amante, a enguia. A deusa vivia na terra como uma mulher mortal, Hina banhava-se em uma piscina tranquila, onde, um dia, ela teve relações sexuais com uma enguia. Seu povo, com medo do poder da serpente, a matou, apenas para descobrir que Hina tinha se acasalamento com um deus.
Furiosa e desesperada em ter seu caso assim encerrado, Hina tomou a cabeça da enguia e enterrou. Cinco noites depois, surgiu o primeiro pé de coco, um produto básico para o povo de Hina "(p. 153).
Fontes:
Monaghan, Patricia. O novo livro de Deusas e Heroínas "Hina".
Ligações sugeridas:
Circlingin ", Hina-Woman in the Moon-selecionados entre os 'Deusas Conhecimento Cards "por Susan Seddon Boulet e Michael Babcock ".
Hall, Leigh. Order of the Moon White, " A Deusa Hina ".
King, Serge Kahili. Aloha International, " Deusas havaianas ".
MXTODIS123 uma viagem interior: Lua, Mitologia, e Você ", deusa Hina ".
Powersthatbe.com, " Goddess HINA ".
Revel, Anita. Reconectar com sua Deusa Interior " Hina ".
Sacred-texts.com ", HINA, A Mulher na Lua ".
Skye, Michelle. Deusa Aloud! Transformando a sua mente através de rituais e mantras, " Hina: Deusa havaiana de Self-Liberation ".
Tate., Karen lugares sagrados da deusa: 108 destinos, " Rainbow Falls ".
Telesco, Patricia Jardinagem com a deusa: Criando Jardins do Espírito e Magia ", Hina: Warrior Garden ".
Wikipédia, " Hina (deusa) ".
Celebração de Hina, a grande deusa da Polinésia, senhora da morte, rainha guerreira e regente da Lua.
A deusa Hina está associada Taiti, Havaí, e as culturas das ilhas do Pacífico. 
Hina tem muitas formas, tende a ser ligeiramente diferente representada dentro de cada cultura. 
Apesar de suas muitas representações, Hina é frequentemente associada com a lua. 
Ela está relacionada com a prata e a cor branca. 
A sua comida sagrada é o coco. 
Ao ler sobre Hina entre essas diferentes culturas, seu nome pode ser escrito de várias formas, que podem incluir: (a) Hina, (b) Hine moa, e (c) Hine.
Na cultura Havaiana, Hina é considerada como tendo muitos epítetos, entre eles:
Hine'ea, a Deusa do nascer e do pôr do sol e
Hina i ke ka, a irmã da mãe de Maui. 
Embora Hina possa ser representada de diferentes formas através destas culturas, uma coisa em comum é a vontade de doar-se. 
Hina parece ser uma deusa que se doa de muitas formas, seja através da criatividade, alimentação e/ou a própria vida. 
No entanto, é importante notar que Hina também está associada com a morte. 
Hina tem forte ligação com a lua e isso lhe permite ser associada a cada uma das três fases.
Isto significa que ela inclui em si cada um dos aspectos da vida. 
Isso faz sentido, dado que, como a Lua se move através de fases, Hina vai supervisionar essas fases e agir em conformidade. 
Assim Hina é uma deusa que está associada com os ciclos. 
Embora esses ciclos possam ser associados com cada um dos aspectos da vida física (donzela, mãe, anciã), e também pode ser associada com as diferentes estações.


Deusa Hina Ritual de Transformação
Finalidade do Ritual: O objetivo deste ritual é identificar algo negativo em sua vida que você deseja transformar em uma experiência (ou energia) positiva.
Fases da Lua: Minguante. 
Já que a deusa Hina é associada com a lua, o melhor momento para fazer este ritual é à noite. 
No entanto, isso pode ser feito durante o dia, se necessário.
Materiais:
Os materiais nesta lista são sugestões. 
Eles estão aqui para lhe fornecer ideias. 
1. incenso de sálvia
2. Isqueiro
3. Velas (nas cores prata ou branca já que estas são as cores de Hina).
4. Documento escrito a lápis, descrevendo o problema que está lhe incomodando.
5. Caldeirão ou um prato para realizar a queima do documento.
6. Coco (fruta) - pode ser real, de plástico, ou um desenho
Esboço de Ritual:
1. Comece limpando a si mesmo e seu espaço ritual com o incenso de sálvia.
2. Coloque as velas em torno da borda de seu círculo.
3. Se possível, desligue todas as outras luzes na sala.
4. Lance o círculo de poder
5. Acender suas velas
6. Chame para Hina dizendo:
"Hina, Hina, deusa da Lua
Eu tenho um problema.
Transforme o meu problema e torne-o uma benção.
Esta energia negativa deve transformar-se em fumaça
 E quando retornar será
Apenas energia positiva. "
7. Acenda o seu papel e queime. Deixe queimar totalmente.
8. Visualize Hina levando o problema e que a energia negativa associada a ele permaneça de você.
9. Visualize apenas energia positiva retornando para você.
10. Agradeça a Deusa Hina por ajudar você com este problema
11. Como oferta, você pode comer alguns pedaços do coco (comida tradicional do Hina) e / ou deixar alguns no jardim para ela. Você também pode ter uma imagem de um coco ou um verdadeiro para visualizar em seu altar durante este momento de transformação como um símbolo de Hina e do trabalho em que Ela está a ajudá-lo.
12. Desfaça o seu círculo
13. Se desejar, você pode manter as velas acesas ou você pode colocá-las para fora.
Associações:
É deusa: da lua, da morte, da fertilidade, da comunicação, do parto;
Cores: Prata, branco, marrom;
Oferendas: coco, imagens dela, coqueiros;

Que sejam prósperos!

Raffi Souza.

21 setembro 2017

O deus dos portões: Janus!

O Deus dos portões: Janus! 


Com duas cabeças olhando para direções opostas, Jano é o deus romano das entradas, portões e começos. Era o porteiro celestial - toda porta tem dois lados -, representando os términos e começos, passado e futuro.
Era o responsável por abrir os anos (deu seu nome ao mês de janeiro - januarius) e costumava ser o primeiro deus a ser mencionado nas cerimônias religiosas. Era adorado no início da época de colheita, plantio, casamento, nascimento, e outros tipos de origens, especialmente os começos de acontecimentos importantes na vida de uma pessoa. Também representa a transição entre a vida primitiva e a civilização, entre o campo e a cidade, a paz e a guerra, e o crescimento dos jovens.                       
Seu santuário mais famoso foi um portal sobre o Fórum Romano, através do qual os legionários romanos entraram em guerra. Em seus templos, as portas principais ficavam abertas em tempos de guerra e eram fechadas em tempos de paz. Tornou-se, então, patrono dos exércitos.
Originalmente, uma face possuía barba e a outra não, e, às vezes, era masculino e feminino - provavelmente uma representação do sol e da lua (Janus e Jana). No entanto, é mais fácil encontrar duas faces com barba. Existem, no entanto, em alguns locais, representações suas com quatro faces. Raramente, mostravam seu corpo, mas se fosse feito possuía uma chave na mão direita. A cabeça dupla face aparece em muitas moedas romanas, então, é dito que ele teria inventado o dinheiro.                       
Uma lenda romana conta que teria chegado a Tessália, onde foi saudado pela princesa Camese do Lácio. Casaram-se, dividiram o reino e tiveram vários filhos, dentre os quais Tiberinus (o deus do rio Tibre). Após a morte de Camese tornou-se o único governante e trouxe as pessoas um tempo de paz e bem-estar, a Idade de Ouro. Ele introduziu o dinheiro, o cultivo dos campos, e as leis. Também teria abrigado Saturno, quando este fugia de Júpiter e, como recompensa, ganhou o poder de enxergar passado e futuro. Após sua morte, foi deificado. Quando Rômulo e seus companheiros raptaram as virgens sabinas, Roma foi atacada. Mas Janus fez um gêiser fervente irromper da terra e os agressores fugiram da cidade. Tornou-se então protetor da cidade. Posteriormente, passou a ser símbolo da cidade de Gênova.
Mesmo não tendo representações análogas em outras mitologias, muitas vezes os romanos associavam Janus com a divindade etrusca Ani e com os gregos Zeus e Hermes. É possível, que suas representações o liguem a São Pedro, "porteiro" no Cristianismo, mas seu nome pode ter derivado o nome do profeta bíblico Jonas (Yonah, em hebraico) e ter a origem na mesopotâmica Uanna.                       
Janus, ou também nomeado como Jano, é um Deus de origem pré-latina e muito cultuado pelos romanos, ele é um Deus que representa a dualidade, é o porteiro celestial, Deus das Portas e Portais como também e das entradas, Senhor do sol e do dia, das indecisões e representante dos términos e dos começos, passado e futuro e das transições. Seu mês é janeiro, o primeiro mês do ano o qual leva seu nome, é um mês que tem em si um pouco do passado e a promessa do futuro que o início do ano marca. Ele era considerado o Pai dos Deuses e é dito que foi o primeiro Deus a ser cultuado em cerimônia em Roma antes dos deuses gregos serem introduzidos as crenças romanas, e assim, Janus passando a ser considerando um Deus Menor.
As lendas contam que Janus era um homem mortal que nasceu na Tessália que se localiza na Grécia e ao se mudar para o Lácio, casou-se com a rainha e assim dividindo o reino. Após a morte de sua esposa, Janus passou a governar sozinho todo o território e dedicou seu governo as transformações, desenvolvimentos científicos, criação de leis, aprimoramento do cultivo e as primeiras moedas correntes, muitas mudanças foram implementadas durante seu reinado trazendo para o Lácio um período de paz e prosperidade nunca visto antes. Ao morrer, Janus recebeu o status de Deus, devido à sua vida dedicada às transformações, adquirindo assim a dualidade do deus das transições, olhando tanto para o passado como para o futuro.                       
Sua representação era a de um homem com duas faces, uma voltada para o passado e uma voltada para o futuro, mas também há representações das faces como a de um homem jovial e belo (representando o futuro) e de um ancião de olhar profundo (representando o passado). Sua equivalência feminina e também considerada consorte é a Deusa Jana, Deusa da Lua, Caminhos, Magia e muito cultuada até hoje em várias tradições da Stregheria e também ela era representada com duas faces, uma olhando sempre para o passado e a outra para o futuro. Os romanos o associaram também com o deus estruco Ani, Deus do Céu, que como Janus, era representado com duas faces.
Ele era adorado no primeiro dia de todos os meses, nas épocas de plantio e colheitas, nos casamentos, nascimentos e acontecimentos considerados importantes na vida das pessoas, representava também momentos de transição e escolhas que mudavam os cursos da vida. Seu templo tinha uma porta voltada para o Leste, onde o Sol e a Lua nascia, e uma porta para o Oeste, onde os astros sumiam ao horizonte fechando o ciclo do dia e da noite. Seu templo também tinha uma serventia simbólica, em dias de paz suas portas estavam sempre fechadas e nos dias de guerra eram abertas, de acordo com os mitos as portas de seu templo só foram fechadas duas vezes na história — uma no reinado de Numa e outra no de Augusto. Nos fóruns romanos também foram construídos templos a Janus, mas estes continham quatro portais chamados Quadrifons Ianus e a maioria dos portões das cidades romanas havia uma representação das faces de Janus.                       
Na mitologia uma das faces de Janus falava a verdade enquanto a outra mentia, confundindo assim a pessoa na hora de fazer uma escolha importante que poderia trazer grandes consequências, isto mostra a dualidade de Janus e seu papel como Deus das indecisões, pois representava assim aquele que acalenta e guia, protege e ama ao mesmo tempo que aquele que engana, que trai, que odeia e que trapaceia. Algumas tradições acreditavam que Janus também encarnava o caos, tanto exterior como interior.
Algumas das simbologias associadas a Janus é o oculto e o conhecido, a verdade e a mentira, a Lua e o Sol, o passado e o futuro, a dualidade que todos temos dentro de nós e que muitas vezes se manifesta em momentos cruciais de nossas vidas, nos confundindo e embaralhando nossos sentimentos e a capacidade de raciocinar, o emocional em atrito com o racional.
Seu símbolo é uma chave a qual abre todas as portas e possibilidades como também as trancas. Seu mês é janeiro.
Na Streghria ele é cultuado como Ani, o Deus do Sol, tendo participação crucial durante a Roda do Ano.                       
Janus era o deus dos portões e portas. Ele era representado por uma figura com duas faces olhando em direções opostas. Seu nome é o radical da palavra inglesa "January" que significa janeiro (o mês que "olha" para os dois anos, o que passou e o novo ano).
O primeiro de janeiro era dedicado pelos romanos para o seu Deus de portas e portões, Janus. Um Deus muito antigo italiano, Janus tem uma aparência distinta artística em que ele é comumente representado com dois rostos... Um em relação ao que está por trás e o outro olhando para o futuro. Assim, Janus é o representante da contemplação sobre os acontecimentos de um ano de idade ao olhar a frente para o novo. Algumas fontes afirmam que Janus foi caracterizado de uma forma tão peculiar, devido à noção de que portas e portões olham em duas direções. Portanto, o Deus pode olhar para trás e para frente, ao mesmo tempo. Originalmente, Janus foi retratado com um rosto barbudo e o outro barbeado, jovem. O que pode ter simbolizado a lua e o sol, ou a maturidade e a juventude. Mais tarde, ele é frequentemente mostrado com barbas em ambas as faces e com frequência tem uma chave na mão direita. Muito cedo estátuas de Janus (em torno do século II AC) o descrevem com quatro faces.                       
Em seu papel como o guardião de saídas e entradas, Janus também era acreditado para representar começos. A explicação para essa crença sendo que um deve emergir através de uma porta ou um portão para entrar em um novo lugar. Portanto, os romanos também o consideravam como o Deus Janus de Iniciação e seu nome foi uma escolha óbvia para o primeiro mês do seu ano... Um mês referido pelos romanos como Anuários, que não é tão distante do moderno "janeiro", retirado do jauna palavra etrusca, que significa "porta". Originalmente, porém, Janus foi homenageado no dia primeiro de cada mês, além de ser adorado no início da época de plantio e novamente no momento da colheita. A deferência também é paga a ele no começo mais importante na vida de uma pessoa... Como o nascimento ou casamento.
Em Roma, os templos dedicados a Janus eram numerosos, o mais importante é conhecido como o Geminus Ianus, com uma estrutura em portão, dupla (uma porta de frente para o sol nascente e o outro, o sol poente), encontrada no Fórum Romanum através do qual os legionários romanos marcharam para a batalha. Este templo teve uma serventia particular, uma função simbólica. Quando as portas do templo eram fechadas, significava que a paz reinava dentro do Império Romano. Quando os portões eram abertos, isso significava que Roma estava em guerra. Entre os reinados de Numa e Augusto, os portões foram fechados apenas uma vez. Janus também tinha um templo no Fórum Olitorium e algum tempo durante o primeiro século, outro templo foi construído em sua honra no Fórum de Nerva. Este templo em particular, tinha quatro portais conhecidos como Quadrifons Ianus.
Janus era muito respeitado e altamente considerado como um deus pelos romanos e a sua imagem de dupla face pode ser encontrada na maioria dos portões da cidade e muitas moedas romanas. Dado o seu papel de guardião dos portões, sua posição como o Deus de Iniciação e a estima de ter o primeiro mês do ano, nomeado em sua honra, é claro que Janus desempenhou um papel importante no mito e da religião romana. Ele era chamado no início de cada novo dia e muitas vezes referido como o porteiro dos Céus. Ele particularmente presidida tudo o que é de dois gumes na vida e representa a transição entre o primitivo e a civilização.


Associações:
É deus: dos portões\portais, começo e fim, escolhas, certo e errado;
Cores: branco, preto, vermelho, amarelo, bronze;
Oferendas: chaves, imagens dele, portas, escolhas;
Espero que tenham gostado de conhecer um pouco mais sobre esse deus!
Que sejam prósperos.

Raffi Souza.