10 janeiro 2019

Erva sagrada: Dama-Da-Noite


Erva sagrada: Dama-da-noite!


Lembrando que o uso medicinal de toda e qualquer planta, seja ela fruta, flor ou em essência e perfumes devem ser consultados a um médico, e se apresentar reações alérgicas, devera ser suspenso seu uso imediatamente!
Nome Científico: Cestrum nocturnum
Nomes Populares: Dama-da-noite, Coerana, Coirana, Flor-da-noite, Jasmim-da-noite, Jasmim-verde, Rainha-da-noite
Família: Solanaceae
Categoria: Arbustos, Arbustos Tropicais, Plantas Daninhas, Trepadeiras
Clima: Equatorial, Subtropical, Tropical
Origem: América Central, América do Norte, América do Sul
Altura: 1.2 a 1.8 metros, 1.8 a 2.4 metros, 2.4 a 3.0 metros, 3.0 a 3.6 metros, 3.6 a 4.7 metros
Luminosidade: Meia Sombra, Sol Pleno
Ciclo de Vida: Perene
A dama-da-noite é uma planta arbustiva, de textura semi-lenhosa e muito popular devido ao aroma inebriante de suas flores. Ela apresenta caule ereto e ramificado, com ramos sinuosos, a princípio eretos, mas tornam-se pendentes nas pontas. Seu porte é médio, geralmente 1,5 metros, mas pode atingir até 4 metros de altura. Suas folhas são simples, perenes, ovais a lanceoladas, brilhantes, coriáceas e sustentadas por longos pecíolos. As abundantes inflorescências surgem na primavera e verão, carregando numerosas flores tubulares, de coloração creme-esverdeada, que exalam um intenso perfume, principalmente à noite. Os frutinhos que se seguem, são bagas, de coloração branca, translúcidos.
A dama-da-noite é uma planta vigorosa e de rápido crescimento, ela é utilizada geralmente isolada, mas fica bem em pequenos grupos. É uma peça indispensável em jardins aromáticos, “dos sentidos” e borboletários. Pode ser conduzida como arvoreta e trepadeira também, através de podas e tutoramento, perfumando assim calçadas, pátios e cobrindo caramanchões, arcos, treliças, entre outros suportes. Para atenuar-lhe o forte perfume, deve ser plantada à meia-sombra, desta forma sua floração será menos intensa.
Não deve ser utilizada próximo a janelas de dormitórios, principalmente em quartos de pessoas sensíveis e crianças. Diz-se que sua pungente fragrância é uma dos mais fortes entre as plantas; algumas pessoas a acham enjoativa. Suas flores atraem diversas espécies de abelhas, beija-flores e borboletas.
Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Não tolera salinidade, geadas fortes ou frio intenso. Também pode ser plantada em vasos, com adubações e regas mais freqüentes. As podas devem ser efetuadas após a floração principal. Multiplica-se por sementes e estaquia dos ramos semi-lenhosos.
Alerta:
Todas as partes da planta são tóxicas e podem provocar vômitos, irritação das mucosas e alucinações, entre outros sintomas. A dama-da-noite é considerada planta invasiva, principalmente em pastagens.
Também conhecida como cactus, mandacaru, jamacaru, dama da noite e cardeiro, a flor da noite é uma planta pertencente à família das cactáceas, cujo nome científico é Cactus cereus giganteus L. A planta, comum no nordeste brasileiro, pode chegar a alcançar mais de 5 m de altura, tendo inclusive uma variação sem espinhos que é muito usada na alimentação de animais da região.
A mais comum, no entanto, é cheia de espinhos e tem estes queimados ou cortados para que possa ser usada. Resistente às secas, a planta possui flores brancas e bonitas com, aproximadamente, 30 cm de comprimento. Os botões surgem na primavera e suas flores duram apenas um período noturno cada, desabrochando ao anoitecer e murchando ao amanhecer e possuem um cheiro muito agradável e bastante parecido com o aroma da baunilha.
Benefícios e propriedades
As partes utilizadas para fins medicinais são os botões florais, os brotos, os caules frescos e as flores secas. É indicada para tratamento de doenças cardíacas, sintomas cardíacos decorrentes da dispepsia, pulso fraco, congestão hepática, doenças reumáticas, arritmias, afecções urinárias, cistites, paralisia da bexiga, dismenorreia, hemorragias ginecológicas, afecções pulmonares, hepatização pulmonar, asma por congestão, opressão crônica da respiração, tosse catarral com sibilos asmáticos.
Pode ser usado ainda para o tratamento dos sintomas mais comuns da menopausa como calor, dores articulares e musculares, formigamentos, depressão, insônia, fadiga, zumbidos, cefaleia e palpitação.
Chá de flor da noite - Benefícios e propriedades
Como preparar o chá?
O chá dessa planta pode ser feito com:
– 2 colheres de sopa da erva
– 500 ml de água
Em um recipiente, adicione os dois ingredientes e leve ao fogo. Quando alcançar fervura, deixe por mais 15 minutos e então desligue, tampe e deixe em repouso. Ao perceber que a mistura amornou, coe e consuma. A dose indicada é de 1 xícara 3 vezes ao dia.
Cuidados
O medicamento natural feito com a flor da noite é contraindicado para pacientes gestantes, lactantes, crianças, ou aqueles que têm hipersensibilidade aos componentes da planta. Existem relatos de que, para uso interno, pode causar urticária, dermatose, queimação da boca, enjoo, vômitos e diarreia.
Não existem relatos de efeitos colaterais desde que a planta seja usada na dose indicada. Caso ocorra uma superdosagem, devem ser tomadas as medidas usuais para qualquer outro tipo de intoxicação. Seu consumo não é indicado por longos períodos, e é recomendado o acompanhamento médico caso o paciente faça uso de outros medicamentos contínuos.
DAMA-DA-NOITE
FAMÍLIA: Solanaceae
NOME CIENTÍFICO: Cestrum nocturnum
SINONÍMIA: Cestrum leucocarpum, Cestrum parqui
NOME POPULAR
dama-da-noite ,flor-da-noite, jasmim-da-noite, rainha-da-noite, coirana, coerana, jasmim-verde
PARTES TÓXICAS: frutos imaturos e folhas
PRINCÍPIO ATIVO: glicosídeo do grupo das saponinas
SINTOMATOLOGIA
Náuseas e vômitos, seguidos de agitação psicomotora, distúrbios
comportamentais e alucinações, midríase e secura das mucosas.
Gastrenterite, dermatite, midríase, hipertermia, ataxia, fraqueza muscular, dispneia e coma
TRATAMENTO
Pronto atendimento, lavagem gástrica e procedimentos para neutralizar os componentes..
DESCRIÇÃO BOTÂNICA
A dama-da-noite é uma planta arbustiva, de textura semi-lenhosa e muito popular devido ao aroma inebriante de suas flores. Ela apresenta caule ereto e ramificado, com ramos sinuosos, a princípio eretos, mas tornam-se pendentes nas pontas. Seu porte é médio, geralmente 1,5 metros, mas pode atingir até 4 metros de altura. Suas folhas são simples, perenes, ovais a lanceoladas, brilhantes, coriáceas e sustentadas por longos pecíolos. As abundantes inflorescências surgem na primavera e verão, carregando numerosas flores tubulares, de coloração creme-esverdeada, que exalam um intenso perfume, principalmente à noite. Os frutinhos que se seguem, são bagas, de coloração branca, translúcidos.
Origem: América Tropical
Há mais de uma flor que é conhecida com o nome popular de Dama-da-Noite. Mas a que pessoalmente denomino como Dama-da-Noite é a da foto ao lado, e somente ela é que chamo assim. A Dama-da-Noite (Cestrum nocturnum) também é conhecida com os nomes de Rainha-da-Noite, Flor-da-Noite, Jasmim-da-Noite, Coirana, Coerana e Jasmim-Verde. Em espanhol é chamada de Cotí, Dama-de-la-Noche e Galán-de-Noche. Em inglês é chamada de Night-blooming Cestrum, Lady-of-the-Night entre outros nomes.
Seu habitat original são as regiões tropicais da América, principalmente nas Antilhas e México, assim como também é nativa da Índia.
A Dama-da-Noite é uma planta arbustiva de ciclo de vida perene. Pode atingir alturas de até 4 metros, apesar de seu tamanho médio girar em torno de 1,5 m. Chega a 1,5 m de diâmetro. Tem caule com textura semi lenhosa, começando reto e ramificando-se de forma sinuosa, com terminações pendentes. As folhas são simples, ovais e brilhantes na parte superior. Possui flores de aroma inebriante que só se abrem e exalam este perfume durante a noite. O perfume da Dama-da-Noite é um dos mais fortes entre as plantas. As flores são pequenas em forma de cálice, com uma terminação que lhe dá o aspecto de uma estrela. São em grande número, de pequenas dimensões na cor branca, havendo uma variedade de flores amarelas. Enquanto estão fechadas as flores tem uma coloração esverdeada. Quando estão abertas são brancas em sua parte interna. A época de floração é a Primavera e o Verão. A polinização fica a cargo de abelhas, beija-flores e borboletas. Caso queira atrair borboletas para seu jardim a Dama-da-Noite é um bom chamariz. Os frutos são bagas de cor branca, translúcidos em sua parte interna.
Toda a planta é tóxica, mas nas folhas e frutos verdes há uma maior concentração de glicosídeo. A intoxicação provoca vômitos e náuseas, seguido de agitação psicomotora, distúrbios comportamentais e alucinações, midríase e secura das mucosas.
A Dama-da-Noite é utilizada tanto no paisagismo como na perfumaria. Segundo dizem, o óleo essencial é utilizado para manter o vigor sexual.
Em sua utilização como planta ornamental pode ser utilizada junto a cercas para recobri-las. Pode ser conduzida através de podas e tutoreamento, sendo utilizada como trepadeira. Normalmente é utilizada isolada mas pode ser em pequenos grupos que também dá um belo efeito. Deve ser cultivada a pleno sol para que produza mais flores. Caso se deseje que produza menos flores, pode ser cultivada a meia sombra, florindo menos e sendo menos perfumada. É indispensável em jardins aromáticos. Como toda planta de odor forte, não é conveniente tê-la próximo à casa, caso haja pessoas sensíveis a fortes odores, pois podem causar alguma reação alérgica.
É uma planta rústica que exige poucos cuidados, adaptando-se melhor a locais de clima quente e úmido. Deve ser cultivada em sol pleno. Ainda que esteja em uma área sombreada, deve receber luz solar direta a maior parte do dia. Não se dá bem com a salinidade, não sendo conveniente para jardins de casas próximas à praia. O fato da planta ser tóxica exige cuidados em seu manuseio. Lave muito bem as mãos após tratar da planta, e preferencialmente utilize luvas. Só deve ser regada quando a terra estiver seca, sendo que o solo deve ser arenoso e rico em matéria orgânica. Na adubação utilize adubos que contenham fósforo. Em relação aos adubos naturais pode-se utilizar tanto farinha de osso (pó de osso) como farinha de peixe. A adubação deve ser feita ao menos uma vez ao ano e sem exageros. Ao adubá-la não deixe o adubo exposto na superfície, no caso dos adubos em pó, removendo um pouco a terra e misturando-o a ela. Se plantadas em vasos devem ser adubadas e regadas com maior frequência. Pode ser podada, sendo o momento ideal para isto o período logo após o fim da floração, dando preferência a tirar-lhe apenas galhos secos ou doentes. É uma planta invasiva sendo que, a qualquer descuido pode espalhar-se facilmente.
A multiplicação é feita na Primavera, Verão e Inverno. Sua reprodução pode ser feita através de estaquias dos ramos ou por sementes. As sementes têm apenas 1 mm, sendo esféricas e achatadas. Como é comum, plantas de maiores dimensões levam um tempo considerável para atingirem a maturidade quando multiplicadas através de sementes, sendo mais prático a produção através de estaquia pela maior rapidez a atingir a maturidade.

Uso magico:
(essência): Dama da noite –  Afrodisíaco aumenta a sensualidade feminina.

Dama-da-noite – Com forte movimento interior noturno, propicia momentos de introspecção profunda e de questionamento, auxiliando o indivíduo a reavaliar idéias e verdades pessoais até então consideradas imutáveis.
Que sejam prósperos.
Raffi Souza.

08 janeiro 2019

A mitologia Maia!


A mitologia Maia!


A mitologia maia se refere às extensivas crenças politeístas da civilização maia pré-colombina. Esta cultura mesoamericana seguiu com as tradições de sua religião há 3.000 anos até o século IX, e inclusive algumas destas tradições continuam sendo contadas pelos maias modernos.
São só três textos maias completos que sobreviveram através dos anos. A maioria foi queimada pelos espanhóis durante sua invasão da América. Portanto, o conhecimento da mitologia maia disponível na atualidade é muito limitado.
O Popol Vuh (ou Livro do Conselho dos indianos quiché) relata os mitos da criação da Terra, as aventuras dos deuses gêmeos, e a criação do primeiro homem.
Os livros de "Chilam Balam" também contêm informação sobre a mitologia maia, geralmente descrevem as tradições desta cultura.
As crônicas de Chacxulubchen é outro texto importante para a compreensão da mitologia maia.
O Popol Vuh
A história maia da criação dos quiché é o Popol Vuh. Neste se descreve a criação do mundo a partir do nada pela vontade do panteão maia de deuses. O homem foi criado da lama sem muito sucesso, posteriormente se cria ao homem a partir de madeira com resultados igualmente infrutuosos, depois dos dois fracassos se cria o homem em uma terceira tentativa, esta ocasião a partir do milho e se lhe atribuem tarefas que elogiaram a deuses: ferreiro, cortador de gemas, talhador de pedras, etc. Alguns acham que os maias não apreciavam a arte por si mesmo, mas todos seus trabalhos eram para exaltação dos deuses.
Depois da história da criação, o Popol Vuh narra as aventuras dos heróis gêmeos legendários, Hunahpú e Ixbalanqué, que consistiram em derrotar aos Senhores de Xibalbá, do mundo terrenal. Estes são dois pontos focais da mitologia maia e a miúdo se encontraram representados em arte.
Mito da criação segundo os maias
Na mitologia maia, Tepeu e Gucumatz (o Quetzalcoatl dos astecas) são referidos como os criadores, os fabricantes, e os antepassados. Eram dois dos primeiros seres a existir e se diz que foram tão sábios como antigos. Huracán, ou o ‘coração do céu', também existiu e se lhe dá menos personificação. Ele atua mais como uma tempestade, da qual ele é o deus.
Tepeu e Gucumatz levam a cabo uma conferência e decidem que, para preservar sua herança, devem criar uma raça de seres que possam adorá-los. Huracán realiza o processo de criação enquanto que Tepeu e Gucumatz dirigem o processo. A Terra é criada, junto com os animais. O homem é criado primeiro de lama mas este se desfaz. Convocam a outros deuses e criam o homem a partir da madeira, mas este não possui nenhuma alma. Finalmente o homem é criado a partir do milho por uma quantidade maior de deuses e seu trabalho é completo.
A mitologia dos maias tem o seguinte panteão.
Deuses notáveis
Três primeiros deuses criadores
Estes realizaram a primeira tentativa da criação do homem a partir da lama, no entanto em breve viram que seus esforços desembocaram no fracasso, já que suas criações não se sustentavam por ser um material muito suave
Gucumatz: Na mitologia maia, Gucumatz é o deus supremo. Achou vida por meio da água e ensinou aos homens a produzir fogo. É conhecido também por: Gucamatz, Cuculcán ou Kukulkán.
Huracán: Em linguagem maia, Huracan significa "o de uma só perna", deus do vento, tempestade e fogo. Foi também um dos treze deuses criadores que ajudaram a construir a humanidade durante a terceira tentativa. Além disso provocou a Grande Inundação depois que os primeiros homens enfureceram aos deuses. Supostamente viveu nas neblinas sobre as águas torrenciais e repetiu "terra" até que a terra emergiu dos oceanos. Nomes alternativos: Hurakan, Huracán, Tohil, Bolon Tzacab e Kauil.
Tepeu: Na mitologia maia, foi deus do céu e um dos deuses criadores que participou das três tentativas de criar a humanidade
Os sete segundos deuses criadores
Estes deuses que realizaram a segunda tentativa de achem ao homem a partir da madeira, mas este não possuía nenhuma alma
Alom
Bitol - Deus do céu. Entre os deuses criadores, foi o que deu forma às coisas. Participou das duas últimas tentativas de criar a humanidade.
Gucamatz
Huracán
Qaholom
Tepeu
Tzacol
Os treze últimos deuses criadores
Se podem encontrar referências aos Bacabs nos escritos do historiador do Século XVI Diego de Landa e nas histórias maias colecionadas no Chilam Balam. Em algum momento, os irmãos se relacionaram com a figura de Chac, o deus maia da chuva. Em Yucatán, Chan Kom se refere aos quatro pilares do céu como os quatro Chacs. Também acredita-se que foram deuses jaguar, e que estão relacionados com a apicultura. Como muitos outros deuses, os Bacabs eram importantes nas cerimônias de adivinhações, e eram consultados a respeito de grãos, clima e até a saúde das abelhas, uma vez que eram deuses da apicultura também.
Os Senhores de Xibalbá
Xibalbá é o perigoso inframundo habitado pelos senhores malignos da mitologia maia. Se dizia que o caminho para esta terra estava infestado de perigos, era escarpado, espinhoso e proibido para os estranhos. Este lugar era governado pelos senhores demoníacos Vucub-Camé e Hun-Camé. Os habitantes de Xibalbá eram treze:
Hun-Camé
Vucub-Camé
Xiquiripat
Chuchumaquic
Ahalpuh
Ahalcaná
Chamiabac
Chamiaholom
Quicxic
Patán
Quicré
Quicrixcac
Kinich-ahau
ITZAMNA
Era o deus dos céus, do dia e da noite, auxiliando a humanidade com os seus poderes de cura. Para os maias, ele era o inventor da escrita, do calendário e o criador dos rituais religiosos. Apesar de seu status, sua representação não impressionava muito: um velho sem dentes de nariz torto!
IXCHEL
Esposa de Itzamna, Ixchel era uma deusa idosa de grande poder. Deusa do parto, da gravidez e da fertilidade, Ixchel era a protetora das tecelãs e podia prever o futuro. Mas ela também tinha um lado obscuro. Com serpentes no lugar dos cabelos, a deusa mostrava sua insatisfação agitando as cobras
TOHIL
O deus do fogo e do sacrifício. Segundo o mito da criação maia, a primeira era da humanidade chegou ao fim sob muito fogo e água. No início da segunda era, os ancestrais dos humanos encontraram Tohil pela primeira vez em um local chamado as sete cavernas.
AH PUCH
Com seus ossos expostos, o deus da morte era inconfundível. Segundo o Popol Vuh,as escrituras sagradas dos maias, seus símbolos também eram típicos: um crânio e a cabeça de um cadáver. Ah Puch rondava as casas de doentes para capturar a alma deles.
VUCUB CAQUIX
Era um pássaro monstruoso e um dos deuses-demônio de Xibalba. Arrogante, considerava-se o Sol, a Lua e a luz. Competia com os deuses bons pelo lugar de principal líder do panteão. Vucub acabou derrotado pelos heróis gêmeos por causa de seu comportamento.
HUN HUNAHPU
Nasceu como humano, mas, graças à interação com os deuses, acabou se tornando uma divindade. Ele e seu irmão, Vucub Hunahpu, foram desafiados a um jogo de bola no reino dos mortos. Assim que chegaram, foram assassinados. A vingança ficou por conta de seus filhos gêmeos, Hunahpu e Xbalanque
HUN BATZ E HUN CHOUEN
Eram humanos e se tornaram deuses associados a atividades artísticas. Filhos mais velhos de Hun Hunahpu, eram artistas e dependiam dos mais novos, os gêmeos, para caçar. Os caçulas não gostavam e acabaram prendendo-os em uma árvore mágica. Lá, eles viraram macacos para poder descer.
HUNAHPU E XBALANQUE
Os heróis gêmeos têm origem humana e se tornaram deuses depois. Com a morte do pai, foram ao submundo para o jogo de volta. Após a partida, cortaram-se em pedaços e se formaram novamente. Os deuses quiseram fazer o mesmo. Os gêmeos despedaçaram-nos, mas não os montaram de volta.
Que sejam prósperos.
Raffi Souza.

18 dezembro 2018

Erva sagrada: Cacau!


Erva sagrada: Cacau!


O cacau, é a semente do fruto do cacaueiro e o principal ingrediente do chocolate. Ele é rico em flavonóides e antioxidantes, tendo ainda mais que o açaí e a blueberry, o que traz os seguintes benefícios para a saúde:
Melhorar o humor e combater a depressão e a ansiedade, por aumentar a produção de serotonina, o hormônio do bom humor.
Prevenir trombose, devido à presença de flavonol;
Combater o colesterol alto, por ser rico em antioxidantes e prevenir a formação das placas de ateroma;
Prevenir aterosclerose, por prevenir o acúmulo de colesterol nos vasos sanguíneos;
Prevenir anemia, por ser rico em ferro;
Reduzir o risco de diabetes, devido aos antioxidantes flavonoides e por ajudar no combate à resistência à insulina;
Prevenir problemas como demência e derrames, por melhorar a circulação sanguínea, cognição e a memória;
Reduz a pressão porque melhora a qualidade dos vasos sanguíneos;
Ajuda a regular o intestino porque possui flavonóis e catequinas que chegam ao intestino grosso onde podem aumentar a quantidade de bifidobactérias e lactobacillus, que são boas para a saúde;
Ajuda a controlar a inflamação, o que pode ser observado através da redução da quantidade de proteína C reativa no sangue.
Cacau melhora o humor e combate o colesterol
Para obter esses benefícios, deve-se consumir 2 colheres de sopa de cacau em pó por dia ou 40 g de chocolate amargo, o que equivale a 3 cerca de 3 quadradinhos da barra.
É importante lembrar que apenas o chocolate amargo, com pelo menos 70% de cacau, traz também benefícios à saúde, pois o chocolate ao leite e o chocolate branco contêm pouca quantidade de cacau e muito açúcar e gordura. Na culinária, cacau pode ser adicionado em bolos, massas, biscoitos ou em salada de frutas.
Além disso, o cacau em pó não deve ser consumido juntamente com produtos ricos em cálcio, como leite, queijo e iogurte, pois ele possui ácido oxálico, uma substância que diminui a absorção de cálcio no intestino.
Informação nutricional e como usar
A tabela a seguir traz a composição nutricional de 100 g de cacau em pó.
Quantidade em 100 g de cacau em pó
Energia: 228 kcal
Proteína              19 g        Cálcio    128 mg
Carboidrato       57 g        Ferro     13 mg
Gordura              23,24 g Sódio    60 mg
Fibras    33 g       Fósforo 734 mg
Vitamina B1       40 mcg  Vitamina B2       40 mcg
Magnésio           499 mg Potássio              1524 mg
Como comer a fruta cacau
Cacau melhora o humor e combate o colesterol
Para consumir a fruta do cacaueiro deve-se cortá-la com um facão para quebrar sua casca que é muito dura. A seguir o cacau pode ser aberto e poderá ser observado um 'cacho' esbranquiçado coberto por uma substância viscosa muito doce, cujo interior possui o cacau escuro, que se conhece mundialmente.
É possível chupar apenas a goma branca que envolve a semente de cacau, mas também pode-se mastigar tudo, comendo também o seu interior, sendo que a parte escura é muito amarga e não se parece com o chocolate que é tão conhecido.
Como é feito o chocolate
Para que estas sementes possam ser transformadas em pó ou no chocolate, elas devem ser colhidas da árvore, secas ao sol e depois são torradas e amassadas. A massa resultante é amassada até que seja extraída a manteiga de cacau. Essa pasta é usada principalmente para fazer o chocolate ao leite e o chocolate branco, enquanto que o cacau puro é usado na fabricação no chocolate amargo ou meio amargo.
Cacau é Theobroma cacao, uma árvore das florestas tropicais do continente americano cujo centro de origem é a Amazônia. Há cacau nativo em todos os países da Centroamérica e também nos países latino-americanos da bacia amazônica - Brasil, Equador, Colômbia, Peru, Bolívia, Venezuela e Guianas.
Esta é uma das frutas mais antigas domesticadas pelo ser humano.
O cacau já era cultivado pelos astecas e maias, considerado uma planta sagrada e, suas sementes eram usadas como moeda. Também é uma planta usada na medicina ancestral por suas propriedades nutricionais e curativas. No idioma maia o cacau é chamado de xocolatl, nome que assumiu também em português e espanhol, chocolate.
Cacahuatl (cacau) ou cacahuaquahuitl (cacaueiro); o da bebida, chocoatl (chocolate).
Cacau, fruta
O fruto do cacau é uma baga grande, com 15-25 cm de comprimento, com 20 a 50 sementes, envoltas por uma polpa adocicada e esbranquiçada, sendo a casca amarela ou roxa. Pelo rendimento médio, para obter-se 750 kg de cacau, usam-se 1.875 kg de sementes frescas, podendo-se obter vários produtos residuais, tais como mel, geleia, vinagre, polpa, néctar e outros.
Apesar de as sementes serem a parte principal do fruto do cacau, há crescente interesse pela sua polpa. Segundo o tipo e a forma da semente, há diferentes tipos de cacau, chamados criolo, forasteiro e trinitário, além do comum, este mais amargo que o primeiro.
Os frutos das variedades tipo criolo são grandes, com casca mais fina e rugosa, cor amarela ou alaranjada quando maduros, com sementes grandes, de cor branca a violeta pálida, com alto teor de polpa dando produto superior de qualidade. No Brasil, a CEPLAC (Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira) é a instituição que mais estudou o cacaueiro e tem vários híbridos; recentemente, obteve variedades resistentes a doenças.
Cacau, da fruta ao chocolate e outros usos
Para a obtenção das sementes do cacau para a indústria de chocolate, há uma série de fases, desde a colheita até o final, passando pela quebra dos frutos, fermentação em cochos, secagem e armazenamento por até 90 dias.
A retirada da polpa das sementes é semelhante à de outras frutas. Pode ser feita pelo liquidificador, com retirada da lâmina e substituição por disco com orifícios ao longo da borda. A polpa e as sementes são colocadas com água e o liquidificador é ligado e desligado por 1 a 2 minutos e depois o suco é peneirado. Também pode ser só peneirado em peneira de malha grossa manual. A polpa é rica em teobromina e antioxidantes.
O cacau é um produto agrícola com um larga faixa de utilidade e de aproveitamento em benefício do homem. Com ele pode-se fabricar não apenas o chocolate, mas também geléia, vinho, vinagre, licores, aguardente, além de sabonetes, cosméticos, e produtos farmacêuticos.
Basicamente, entretanto, destina-se à fabricação de chocolate, nas suas diversas formas. Diferindo de outros produtos como o café, o açúcar e o milho, que podem ser consumidos isoladamente, o chocolate resulta, principalmente, de uma mistura de massa e manteiga de cacau com açúcar e leite. Constitui-se, assim, num alimento compacto, de excelente paladar e alto valor nutritivo e energético.
A polpa fresca do cacau passou a ser utilizada como suco recentemente, e o seu consumo tem crescido devido às suas qualidades, tais como sabor, aroma e valor alimentar.
Produção de cacau - do Brasil para o mundo
Do Brasil, o cacaueiro foi introduzido na África, sendo que as primeiras plantações ocorreram nas ilhas de São Tomé, Príncipe e Fernando Pó. Posteriormente, foi introduzido em Gana, expandindo-se por diversos países como Nigéria, Costa do Marfim, Camarões e Malásia, de onde provêm hoje cerca de 70% da produção mundial de cacau.
No Brasil, o cultivo do cacaueiro estende-se por nove estados da Federação, sendo que a Bahia participa com cerca de 81% da produção nacional, o Espírito Santo com 2% e outros estados, principalmente na região amazônica, contribuem com 17%.
Os Benefícios comprovados do cacau
Em alguns outros artigos nós já falamos sobre alguns dos benefícios comprovados cientificamente:
● Melhora a circulação e ajuda a prevenir obesidade e diabetes
● Atua na proteção do pâncreas em caso de câncer
● Previne a formação de placa bacteriana e cárie dentária
● Reduz o risco de ataques cardíacos e derrames
● Ajuda a emagrecer
● é antioxidante
● melhora o humor e reduz a ansiedade
● melhora a memória e tranquiliza o sistema nervoso
● preserva as células intestinais da formação de tumores
● traz alívio às dores musculares
● reduz os sintomas da TPI
● aumenta os níveis de energia e resistência física - recomendado para atletas
● melhora a resistência à insulina em diabéticos
Como consumir cacau
Fruta fresca
Come-se o interior da fruta e a polpa que envolve as sementes. O mais comum é raspar o interior da casca do cacau com uma colher e comer diretamente, in natura.
As sementes podem ser chupadas até que se limpem completamente dos restos adocicados da polpa.
Também se faz suco da polpa do cacau que e é muito saboroso
Semente seca e moída
Usa-se para preparar bebida quente ou fria (este é o precursor das bebidas com chocolate adoçado ou achocolatado, ou o cacau em pó).
Em alguns países (América Central) se faz um pó de sementes de cacau e milho, moídas no pilão, que é batido com água ou leite. Este é o achocolatado tradicional, pinol ou pinolilho.
Manteiga de cacau
Gordura extraída das sementes de cacau, usada em produtos cosméticos dermatológicos para os lábios e hidratantes para o corpo.
Chocolate
È um produto que usa as sementes fermentadas e secas, do cacau, em misturas diversas (veja aqui as diferentes composições dos chocolates que existem) onde pode entrar leite, gorduras e açúcar, num total de até 300 elementos químicos. Mas, aqui, estamos falando do cacau, fruta e semente, que não é fabricado industrialmente.
Excesso e contraindicações
O cacau, fruta, não tem contraindicações ao uso exceto no que tange a tomar a bebida feita com as sementes secas e moídas, pelo seu elevado teor em teobromina, um alcalóide primário da família das metilxantinas, grupo em que estão também a teofilina e a cafeína.
Apesar da teobromina não ser nefasta como a cafeína (que também existe no cacau), o excesso pode gerar alterações derivadas do excesso de energia que estes alcalóides incorporam ao nosso organismo.
A teobromina é um vasodilatador que protege o músculo cardíaco, usado como medicamento em casos de hipertensão, angina pectoris, arteriosclerose e na prevenção de alguns casos de câncer. Já a cafeína é um vasoconstritor que tem ação contrária. Porém, os dois alcalóides são energizantes.
No chocolate preparado, o teor de teobromina varia de 0.5-2.7% (a teobromina se dilui nos outros constituintes).
O Cacau é um alimento que ficou conhecido por ser o principal ingrediente de um produto que é amado mundialmente: o chocolate. No entanto, o cacau é muito mais do que um ingrediente. Existe um universo fascinante conectado a este Sagrado Alimento.
O aspecto espiritual do Cacau é afirmado inclusive em seu nome científico: Theobroma Cacao que significa Cacau Alimento (broma) dos Deuses (theo).
Para entendermos o por quê deste nome tão misterioso e peculiar, precisamos mergulhar na fascinante história do Cacau.
Durante muito tempo, as sementes negras deste fruto, eram consumidas apenas pelas altas hierarquias político-espirituais de povos da mesoamérica, tais como os Maias e Astecas. O Cacau Sagrado, uma bebida cremosa e picante, capaz de expandir a consciência humana, envolvia um processo alquímico interessante e secreto: as frutas eram colhidas, suas sementes então fermentadas por um determinado período de tempo, então eram secas ao sol e moídas para que pudessem se solubilizar na água com especiarias especialmenteCacau Sagrado
selecionadas para ativar os princípios ativos desta medicina. O imperador asteca Montezuma era um grande apreciador do cacau, seja pela força e vigor que trazia e também pelas propriedades afrodisíacas da deliciosa bebida, que pouco a pouco foi sendo mais e mais disseminada entre aquelas sociedades, para então ter sua receita mágica escondida quando da invasão espanhola. Hoje em dia, com a cada vez maior necessidade humana de abrirmos o coração e nos conectarmos com nossa essência verdadeira, o cacau volta a nos conceder sua presença e sua graça.
Mas qual é a magia deste Cacau Sagrado?
Para isso, vale entender um pouco do processo fisiológico que ocorre quando ingerimos a bebida. O cacau possui propriedades vaso-dilatadoras, isso significa que ele aumenta o calibre de nossos vasos sanguíneos, o que permite o sangue flua mais intensamente em nosso corpo. O órgão principal de nosso sistema circulatório é o coração, que além de desempenhar essa função vital em nosso organismo, também é considerado o nosso centro energético do amor. Outro nutriente relevante aqui é o magnésio, um mineral que tem a propriedade de relaxar nossa musculatura. Lembre-se que nosso coração é um músculo! Assim, ao ingerirmos o cacau, nosso sistema circulatório se intensifica e nosso coração, assim com todos os demais músculos do nosso corpo relaxam. E isso também reverbera em nosso sistema energético, o que faz com quem nosso centro cardíaco se abra…
Sim, o cacau ajuda a abrirmos nosso coração!
Nos abrirmos para a verdade amorosa mais profunda de nosso ser. Amor que primeiramente se direciona a nós mesmos, que então nos sentimos mais leves e felizes (aqui vale lembrar o efeito incrível do cacau em estimular a produção de serotonina, o hormônio do prazer), e depois também nos permite uma verdadeira conexão a partir do centro do coração com a nossa comunidade.
Nos conectamos com nossa autenticidade amorosa e a partir daí podemos adentrar os reinos sagrados do Espírito do Cacau. Assim como todas as plantas, o cacau possui seu deva, sua consciência própria, que trabalha de forma compassiva em sinergia com aqueles que a consagram. É uma entidade feminina, tântrica, que entende que a cura e a evolução podem sim acontecer pelo caminho do prazer e da alegria.
Todas essas informações me foram passadas em algumas iniciações que realizei na Guatemala, com Keith Wilson, conhecido como o “Chocolate Shaman”, que há vários anos vem desenvolvendo estudos e cerimônias de Cacau, e que possui uma relação bem próxima com este alimento dos deuses.
Além disso, tive a oportunidade de viver numa fazenda de Cacau na Bahia e estar bem próxima das matas de Cacau, vivenciando todo o processo alquímico, desde a colheita dos frutos das árvores até chegarmos na matéria prima para a elaboração da bebida.
A origem do cacau é contada pelos povos pré-colombianos. O deus asteca dos ventos gelados e da lua prateada, Quetzalcóatl, ofereceu aos seres humanos um presente: sementes de um fruto mágico, que era capaz de repor a energia das pessoas, aliviando o cansaço. Quetzalcóalt foi aos campos luminosos do Reino dos Filhos do Sol e roubou as sementes da árvore sagrada, o cacaueiro.
Os primeiros a cultivarem a árvore foram os sacerdotes astecas. Os frutos estavam intimamente ligados à religiosidade, devido à lenda. Das favas desses frutos, os astecas produziam uma bebida amarga que, segundo a crença, possuía “poderes especiais” e só podia ser tomada em taças de ouro.
O conquistador espanhol Fernando Cortés, quando chegou ao México em 1519, teve contato com a bebida dos astecas. Em carta ao rei Carlos V, Cortés relatou as propriedades energéticas da maravilhosa bebida: bastava uma taça daquele precioso líquido para que a pessoa recuperasse a energia perdida em um dia de caminhada, sem necessidade de qualquer outro alimento. Cortés afirmou que o imperador dos astecas, Montezuma, nunca se servia da bebida sagrada na mesma taça de ouro. Mais do que uma demonstração de riqueza, tal prática provava a enorme reverência que os astecas tinham pela bebida.
Dia do Cacau
Da amarga bebida dos astecas ao delicioso chocolate apreciado nos dias de hoje, o cacau teve uma trajetória bastante singular. O gosto amargo da bebida não agradava aos europeus que, aos poucos, foram adicionando especiarias, açúcar e outros condimentos. A partir daí, a bebida, tomada quente, conquistou todas as cortes européias e se tornou privilégio das elites. Logo depois, o cacau passou a ser processado em tabletes, que eram facilmente transformados em bebida.
A Espanha detinha praticamente toda a produção de cacau e chocolate quando, em 1778, estes passaram a ser industrializados nos Estados Unidos e na Holanda. O holandês Van Houten foi pioneiro na indústria de chocolate em seu país e, segundo alguns estudiosos, produziu os primeiros ovos de chocolate consumidos na Páscoa.
Theobroma Cacao, que em grego significa “alimento dos deuses”, é o nome científico do cacaueiro, espécie nativa da floresta tropical úmida americana, que teve sua origem, provavelmente, nas nascentes dos rios Amazonas e Orenoco, depois ultrapassou os Andes, atingindo Venezuela, Colômbia, Equador, países da América Central, México e também o Brasil, ao longo do rio Amazonas. O cacaueiro foi introduzido na Bahia, em 1746, pelo colono francês Luís Frederico Warneaux, que trouxe as sementes do Pará. Atualmente, a Bahia é o maior produtor nacional de cacau, atendendo os mercados interno e externo.
Dia do Cacau
26 de Março
O uso do cacau já era conhecido dos povos pré-colombianos da América Central, particularmente dos maias e astecas.
Entre esses povos, as sementes, torradas e moídas, eram batidas em água quente até fazerem espuma, aromatizada com especiarias.
O nome da planta é de origem asteca: cacahuatl (cacau) ou cacahuaquahuitl (cacaueiro); o da bebida, chocoatl (chocolate), de origem maia.

26 de Março
Hoje, 26 de março, é Dia do Cacau, a iguaria mais apreciada pelo mundo todo. Encarado como vilão o cacau também traz muitos benefícios à saúde. Pesquisas comprovam que além de ser estimulante, ele também pode auxiliar a redução de doenças cardiovasculares.
O cacau foi primeiramente utilizado como bebida que, de acordo com escritas maias datadas de 600 a.C., era produzida com as sementes esmagadas e temperadas com pimentas, depois cozidas e acrescidas de baunilha, urucum, pimentão, milho verde, cogumelos alucinógenos, frutas e, às vezes, mel. Quando os primeiros colonizadores chegaram à América, precisamente ao México, se depararam com uma civilização que acreditava que o cacau era sagrado.
Os Astecas cultivavam o fruto com grandiosas cerimônias religiosas, talvez essa a razão do termo manjar dos deuses para designá-lo. No Brasil, o cacau passou a ser cultivado oficialmente em 1679. Para os povos pré-colombianos do passado, o fruto era considerado um presente do deus asteca Quetzalcóatl, responsável por repor a energia das pessoas.
Do fruto à barra
Pelo fato da semente do cacau conter um alto grau de gordura e água, o processo de secagem dura em média oito dias ao sol. Já com as sementes secas, a próxima etapa é a torrefação, responsável pela consistência do sabor, cor e aroma. Após isso as sementes são trituradas, originando a manteiga de cacau ou, se adicionado o açúcar, o chocolate em pó. Para confeccionar os tipos de chocolate é realizada uma mistura com ingredientes específicos como, por exemplo, o leite em pó, que dá origem ao chocolate ao leite. Realizada a mistura, o processo é finalizado através de moldagem e resfriamento.
Poderes mágicos
Por conter grande quantidade de nutrientes, as substâncias presentes no chocolate provocam inúmeras reações enzimáticas, como é o caso do triptofano, que induz à serotonina que por sua vez induz à sensação de satisfação e calma ao ingeri-lo. Foi comprovada a presença de antioxidantes no cacau, que previnem o envelhecimento e renovação sanguínea. A estética também já se rendeu aos poderes do chocolate. Novos tratamentos, produtos para pele e cabelo são as novidades do universo da beleza. Para as pessoas que estão constantemente apaixonadas, o chocolate aumenta a produção de fenilfetilamina, substância da família das endorfinas que provoca a mesma sensação de estar amando.
Que sejam prósperos.
Raffi Souza.