19 março 2019

As Zorya!


As Zorya!


Na mitologia eslava, as Zorya (Zora, Zarja, Zory, Zore, Zvezda, Zwezda, Danica) são as duas deusas guardiãs, conhecidas como Auroras. Elas guardam e vigiam o cão do dia do juízo final, Simargl, que está acorrentado à estrela Polaris na constelação Ursa Menor. Se a corrente se quebrar, o cão vai devorar a constelação e o universo vai acabar. As Zorya representam a Estrela da Manhã e a Estrela da Noite.
As Zorya servem ao deus sol Dažbog, que em alguns mitos é descrito como seu pai. Zorya Utrennyaya, a Estrela da Manhã, abre as portas de seu palácio todas as manhãs para a partida da carruagem do sol. Ao anoitecer, Zorya Vechernjaja - Estrela da Noite - fecha os portões do palácio mais uma vez após seu retorno.
Estrela da Manhã
A estrela da manhã é Zorya Utrennjaja (do russo utro, que significa "manhã", também conhecido como Zvijezda Danica, Zvezda Danica, Zvezda Dennitsa, Zwezda Dnieca, Zvezda Zornitsa, Gwiazda Poranna, Rannia Zoria, Zornica, Zornička), que abre as portas de Dažbog cada manhã de modo que o sol possa começar sua viagem. É uma patrona dos cavalos, da proteção, do exorcismo, e do planeta Vênus, e os Slavos rezam a ela cada manhã quando o sol se levanta.
Há relatos conflitantes sobre sua situação conjugal. Em alguns mitos, ela é descrita como a esposa de Perunú e acompanharia seu marido nas batalhas. Neste papel ela era conhecida por proteger os guerreiros diante a morte, baixando o seu véu. Em outros relatos, tanto ela quanto Zorya Vechernjaja eram esposas da versão masculina de Myesyats, o deus da lua, e por ele carregava todas as estrelas. No entanto, alguns têm as Zorya como deusas virgens, ao descrever Myesyats como uma deusa lua feminina não relacionada.
Estrela da Noite
A estrela da noite é Zorya Vechernjaja (do russo vecher, significando a "noite", igualmente conhecido como Večernja Zvijezda, Večernja Zvezda, Zvezda Vechernaya, Zorya Vechernyaya, Zwezda Wieczoniaia, Zwezda Wieczernica, Zvezda Vechernitsa, Gwiazda Wieczorna, Vechirnia Zoria, Večernjača, Večernica), que fecha os portões do palácio ao anoitecer, depois do pôr-do-sol e do regresso de Dažbog. Ela era associada com o planeta Vênus ou Mercúrio. Alguns mitos descreveram tanto ela como sua irmã Zorya Utrennyaya como as esposas do deus da lua Myesyats e mães das estrelas, mas outros relatos lançam as Zorya como deusas virgens.
Atribuições: Proteção, morte, renascimento, sabedoria, misticismo, magia.
Símbolo: Estrelas, carruagens, cavalos.
Local: Rússia
A mitologia eslava conta que três Deusas (às vezes apenas duas) protegem o universo contra o juízo final. Elas são as Zorya (ou Zarya, Zvezda ou Zwezda), conhecidas também como Auroras.
As três Deusas servem o Deus Sol Dažbog, seu pai.
A Zorya da estrela matinal chama-se Utrennyaya (“manhã” em russo), é ela quem abre todas as manhãs o portão do céu para que a carruagem do sol ilumine o mundo. Representada como uma guerreira armada e corajosa, é patrona dos cavalos e associada com o planeta Vênus. Ela é invocada para proteção contra a morte em batalha.
A Zorya da estrela vespertina chama-se Vechernyaya (“noite” em russo), e é a responsável por fechar o portão do céu quando o sol se recolhe. Associada com o planeta Mercúrio, também é representada como uma Deusa guerreira, porém serena.
A Zorya da estrela da meia noite chama-se Polunochnaya (“meia noite” em russo), mas algumas lendas a omitem, afirmando a existência das outras duas Auroras somente. A aparência dessa Deusa é um mistério e dizem que o Sol morre todas as noites em seus braços e renasce ao amanhecer. Ela é uma divindade de morte, renascimento, misticismo, magia e sabedoria.
Devido à sua natureza, as Zorya com frequência são associadas à Deusa Tríplice, com as Auroras da Manhã, Tarde e Noite representando a Donzela, a Mãe e a Anciã, respectivamente.
O juízo final
Para o povo eslavo, as Zorya tem um dever acima dos outros: As três Deusas seguram o cão do apocalipse, Simargl, que fica acorrentado à estrela Polaris, da Ursa menor.
Se a corrente se quebrar ou soltar, o cão devorará a constelação e o mundo como o conhecemos.
As Zorya na cultura pop
Em Deuses Americanos, livro de Neil Gaiman adaptado em série em 2017, as Zorya aparecem como três irmãs.
Os protagonistas, Shadow Moon e Sr. Quarta-Feira, são recebidos em seu apartamento localizado em Chicago. O local é humilde e já viu dias melhores, como o próprio Quarta-Feira diz à Zorya Vechernyaya, que, segundo ele, estava acostumada a ser idolatrada em outros tempos.
As três tomam turnos para vigiar o céu constantemente, impedindo que o cão do dia do julgamento, Simargl, fuja. Ele está preso à estrela Polaris da constelação da Ursa Menor, e caso seja liberto, devorará o mundo.
Elas moram com o Deus Czernobog, divindade eslava da escuridão.
Essas entidades fazem parte dos velhos Deuses, trazidos à América pelos imigrantes que os adoravam.
As Zorya - Deuses Americanos
As Zorya são Deusas presentes no Tarot da Deusa. A carta número XIX, As Zorya, representa o Sol.
Na mitologia russa, as três Zoryas são as Deusas servas do Deus Sol. Assim como traz calor e luz ao mundo, o Sol representa o brilho do intelecto, da criatividade e da fertilidade.
Zaria ou Zoria é a deusa da beleza na mitologia eslava. Uma deusa outrora popular, também associada com a manhã, Zaria foi conhecida por seus devotos como "a noiva celeste". Era saudada na aurora como "a mais brilhante solteira, pura, sublime, honrosa". Era também conhecida como uma sacerdotisa da água que protegia guerreiros.
Zarya (заря) é a palavra russa para o "nascer do sol", ou "estrela da manhã".
Celebração eslava  de Zorya ou Zarya, a deusa tríplice  das estrelas. Às vezes, Zorya pode ser descrita como três irmãs: Zorya Utrennyaya, a deusa da estrela matutina; Zorya Vechernyaya, a deusa da estrela Vespertina e Zorya, a deusa da meia-noite. Elas são guardiãs do mundo e cuidam para que o cão preso à constelação  de Ursa Menor não quebre
sua corrente, o que poderia acabar com o mundo. As Zoryas também têm seu aspecto guerreiro, como Amazonas, protegendo seus afilhados, escondendo-os no campo de batalha com um espesso véu de neblina.
Ritual do Dia:  Oração pela Saúde -
Amados Senhor e Senhora,
Deus e Deusa da criação.
Peço que sua divina luz de cura restaure e tome conte de mim.
Peço que seu divino espírito de cura restaure e tome conte de mim.
Peço que seu divino amor e graça  restaurem e tomem conta de mim.
Peço isso em nome do Senhor e da Senhora.
Abençoados  sejam o Deus e a Deusa.
texto e fonte: http://www.luzemhisterio.com.br
Zorya é a Deusa tríplice do céu estrelado. Em todas as suas manifestações. Zorya surge como guardiã do mundo e da humanidade.
Hoje celebra-se a Deusa Tríplice das Estrelas, Zorya, venerada na Rússia. Pode ser descrita como as três irmãs: a Zorya da estrela da Manhã, a da estrela da Tarde e a da estrela da Meia-noite.
A da estrela da Manhã abre os portões do Céu para a carruagem com o deus Sol passar. Ela vem montada num cavalo e vestida como um bravo guerreiro.
A estrela da Tarde abre as portas do Céu quando o Sol retorna.
E é nos braços da estrela da Meia-noite que o Sol morre todos os dias antes de ser lançado de volta à vida para ela.
São como guardiãs do mundo e cuidam para que o cão preso à Constelação da Ursa Menor, não quebre sua corrente e devore as estrelas. Se ele se soltar pode acabar com o universo, acontecendo o Juízo Final.
Zorya é uma deusa associada com a morte, o renascimento, a magia e a sabedoria.
Na mitologia eslava, também é a Deusa da Aurora, uma grande guerreira que nasceu armada para dissipar as forças da noite.
Geralmente as deusas guerreiras são representadas vestindo uma armadura flamejante ou coberta de ouro, prata e joias. 
Um dia ótimo, portanto, para realizar um feitiço de proteção astral. Acenda uma vela de cor azul e concentre-se em sua chama. Imagine que a luz que ela irradia vem de uma estrela distante, Zorya. Peça à Deusa que ilumine seu caminho e cubra-o com sua poderosa proteção.

Que sejam prósperos.
Raffi Souza.

12 março 2019

O deus hindu da morte: Yama!


O deus Hindu da morte: Yama!

Yama (em sânscrito: यम) é o deus da morte e o senhor do Samsara no Hinduísmo, primeiro registro feito nos Vedas. Yama pertence às primeiras camadas da mitologia indo-ariana. Na tradição védica Yama foi considerado ser o primeiro mortal que morreu e espiou o caminho para a morada celestial, e em virtude da sua precedência ele tornou-se o regente dos mortos. Em algumas passagens, entretanto, ele já é considerado deus da morte. O nome Yama pode ser interpretado pelo significado de "gêmeo", pois em alguns mitos ele faz par com sua irmã gêmea Yamī.
Yama é assistido por Chitragupta que é encarregado da tarefa de manter registros completos das ações dos seres humanos na Terra, até a sua morte, decidindo como recomenda-los enviando para o paraíso ou o inferno, dependendo das suas ações na Terra (Karma).
Yama é também o senhor da justiça e é as vezes referido como Dharma, em referencia a sua dedicação sem reservas em manter a ordem e a apegada à harmonia. Ele é dito também ser o mais sábios dos devas.
Yama é um dos Lokapāla e um Aditya. Na arte, ele é descrito com pele verde e vermelha, roupas vermelhas, e montando um búfalo de água. Ele segura um laço de rope em sua mão esquerda com o qual ele puxa as almas para fora dos seus corpos. Ele é o filho de Surya (Sol) é irmão gêmeo de Yami, ou Yamuna, tradicionalmente o primeiro casal de humanos nos Vedas. Ele foi também venerado como filho de Vivasvat e Saranya. Ele é um dos Guardiães das Direções e representa o sul. Ele está abaixo do Senhor Shiva o destruidor, um dos aspectos da Trimurti (Triunvirato do Hinduísmo). Três hinos (10, 14, e 135) no Rig Veda livro 10 são endereçados a ele.
No Katha Upanishad, uma das mais famosas Upanishads, Yama é retratado como um professor. Ele é o pai de Yudhisthira, o irmão mais velho dos 5 Pandavas (Karna na priora do matrimônio de Kunti, assim tecnicamente Karna é o irmão mais velho de Yudhishthira) e é dito ser uma encarnação de Vidura por algumas referencias no período Mahabharata.
A Garuda Purana menciona Yama frequentemente. Sua descrição esta no 2.5.147-149: "Assim muito em breve vocês estará diante da morte, Timpo, etc. ele vê Yama com olhos vermelhos, olhando feroz e sombriamente como um heap of colírio, com presas cruéis e sobrancelhas iradas, escolhido como seu senhor por seu aspecto abominável, a face deformada por centenas de doenças, segurando um barra de ferro na sua mão e também um laço. A criatura avança, sem bondade ou maldade até próximo dele." No 2.8.28-29, "...os sete nomes de Yama, viz Yama, Dharma-raja, Mrtyu, Antaka, Vaivasvata, Kala, Sarva-pranahara...". Sua esposa é Syamala (3.17.4-5, 3.29.16, 24-25).
Yama, embora seja um controlador, ele ainda esta subordinado os maiores controladores de todos Shiva e Vishnu. Um história da subordinação de Yama à Shiva esta bem-ilustrada em Markandeya.
Yama é chamado de Kala ("tempo"), enquanto Shiva é chamado de Mahakala ("o maior dos tempos").
Outra história, achada no Bhagavata Purana, mostra a subordinação de Yama à Vishnu. O homem chamado Ajamila cometeu muitas maldades durante a sua vida tais como roubar, abandonar sua esposa e seus filhos, e ter desposado uma prostituta. No momento da sua morte ele involuntariamente evoca o nome de Narayana (o nome Sânscrito de Vishnu) e atinge o moksha, ficando a salvo dos mensageiros de Yama. Embora Ajamila estive na verdade pensando em seu filho mais novo, o nome de Narayana tem um efeito poderoso, e assim Ajamila foi libertados dos seus grandes pecados.
Nos primórdios do período védico, o Mundo Inferior era considerado um lugar bastante agradável para as almas dos mortos, mas na posterior mitologia hindu, os deuses da morte, como Kali, eram arautos da desgraça para aqueles que deveriam entrar no temível Mundo Interior de Kalichi e seu governante, Yama.
A deusa hindu da morte é geralmente descrita como uma mulher nua aterrorizante, com a língua sedenta de sangue pendendo para fora da boca. Tinha a carne negra, presas e um colar de crânios. Era ou a personificação de uma das sete línguas de Agni, o deus do fogo, ou, mais frequentemente, a ira de Durga, a consorte de Shiva.
Uma estória conta como Shiva enviou Durga para lutar contra o terrível demônio Raktabija, que tinha o poder de clonar a si mesmo a partir de qualquer gota derramada de seu próprio sangue. Durga também tentou o truque da clonagem, mas o poder do demônio era maior. Ela ficou tão enfurecida que Kali explodiu de sua testa e sorveu todo o sangue do demônio antes que atingisse o solo. Ela ficou tão bêbada com o sangue que começou a bailar a dança cósmica da destruição de Shiva.
No final do período védico, entre 900 e 550 a.e.c., Yama foi o primeiro homem a viver e morrer. Ele também descobriu o caminho que levava os mortos para o Céu, e tornou-se seu governante. Agni, o deus do fogo, podia distinguir o bem e o mal em cada mortal pela cor das chamas da cremação. As cinzas que ficavam representavam o mal, por isso, a alma era transportada para o Céu em uma carruagem dourada para juntar-se ao corpo purificado e viver uma vida desenfreada e feliz no reino de Yama.
Yama passava o tempo bebendo soma e tocando sua flauta. Aquele era um lugar de leveza e música, riso e o paraíso eterno, até a era dos deuses rivais e seus próprios reinos se estabelecerem. Indra e Varuna tinham seus próprios céus, mais sofisticados e, com o tempo, Yama passou a ser associado à escuridão e começou a ser considerado uma figura de terror. Na crença hindu, Yama evoluiu como o governante do Inferno, onde apenas os perversos e maus eram enviados. Ele vive em um lugar proibido chamado Kalichi. Em seu livro do destino, escreve a duração da vida atribuída a cada ser humano, e seu registrador Chandragupta lê em voz alta as virtudes e os pecados dos mortos. A alma pode ser enviada para um de seus vários infernos ou retornar para encarar outra vida na Terra. De acordo com um mito, Shiva acabou espancando Yama até a morte e todos os seres tornaram-se imortais. Mas, como o mundo ficou populoso demais e a vida tornou-se horrível para aqueles que eram bons e virtuosos, os deuses decidiram restaurar Yama, e os mortais perderam sua única chance de imortalidade.
Deus hindu da morte. Filho de Surya, o deus-sol, foi o primeiro homem a viver e a morrer. Na mitologia veda primitiva, é uma figura benevolente, que reina, com sua esposa-irmã Yami, de seu palácio celeste. No entanto, com o passar do tempo, tornou-se o terrível senhor dos mortos. Na mitologia hindu, uma alma leva quase cinco horas para atingir Yamapura, a cidade de Yama. Uma vez no palácio, as almas devem se aventurar a passar por dois cães ferozes para chegar ao próprio deus. Então, Chitragupta, o escrivão dos mortos, lê o registro de seus feitos, e Yama os julga, enviando as almas ou para o céu, para um dos 21 infernos ou ainda de volta à Terra, para viver novamente.
De acordo com uma lenda, Yama foi um rei mítico que se tornou o primeiro homem a morrer e, portanto, o primeiro homem a ter sua alma julgada. Os deuses – com consentimento de Vivasvat, o sol – então o colocaram como árbitro final do destino dos que acabam de morrer. A sentença pronunciada por Yama decide se o destino final da alma é ascender às esferas celestes, outrora governada por ele; se deve voltar à terra para continuar a viagem rumo à salvação, no ciclo de reencarnações; ou se deve ser consignada, para sempre, a um dos muitos infernos do hinduísmo.
Mas, com o tempo, Yama tornou-se uma figura aterrorizante, o deus hindu da morte, príncipe dos infernos e juiz dos mortos. Com vestes vermelhas, carrega um laço, com o qual puxa as almas dos corpos dos moribundos. Um rio circunda seus domínios, cuja entrada é guardada por dois cães, cada um com quatro olhos. O símbolo budista da Roda da Vida é mostrado entre os braços e maxilares de Yama.
Que sejam prósperos.
Raffi Souza.

10 março 2019

O Deus celta da cerveja: Sucellus!


O deus celta da cerveja: Sucellus!



Na mitologia celta, Sucellus era o deus da agricultura, florestas e bebidas alcoólicas, da província romana da Lusitânia.
De acordo com Monsieur Reinach, citado por George Henderson, Sucellus era um epíteto do deus celta Dis Pater, de quem, segundo Júlio César, os gauleses eram descendentes. Ainda segundo Monsieur Reinach, ele era representado vestido com roupas de lobo, semelhante à imagem etrusca de Caronte. Segundo George Henderson, este deus, originalmente, era um lobo, seria identificado com o deus latino Silvano; assim como os romanos eram descendentes de Rômulo, os gauleses também seriam filhos de um lobo, o que teria levado os Averni a se declararem como irmãos dos latinos.
Sua mulher era uma deusa da água, Nantosuetta (ou Nantosuelta, "rio serpeante"), outra figura da fertilidade, que era também deusa do lar. Suas águas eram curativas e revigorantes. De cabelos cacheados soltos, carregava uma cornucópia, símbolo de abundância, e, muitas vezes, corvos a rodeavam. Dizia-se que cuidava das raízes das plantas e, portanto, poderia passear pelo Reino Subterrâneo. Alguns mitos a colocavam até como governante ou responsável por guiar os espíritos. Dessa forma, foi comparada a Perséfone grega.
Estátuas dos dois juntos eram comuns em domicílios celtas, associadas à prosperidade. Foram adorados principalmente na Lusitânia (Portugal) e na Gália (França).  Nantosuetta foi associada a Morrigan entre os celtas britânicos.
Na mitologia celta, Sucellus era o deus da agricultura, florestas e bebidas alcoólicas, por vezes qualificado como rei dos deuses, carregava um grande martelo de cabo longo. O seu nome significava O que Bate Bem. Ele usava o martelo para bater na terra, acordando as plantas e anunciando o início da primavera.
Sua mulher era a deusa da natureza Nantosvelta, outra figura da fertilidade, que era também deusa do lar. Quando juntos, são frequentemente acompanhados por símbolos associados à prosperidade e domesticidade. Este deus também era venerado entre os lusitanos. Sucellus representa a fertilidade e é um dos deuses mais poderosos da mitologia Celta.
Este deus celta foi sobretudo venerado no continente, sendo casado com Nantosuetta (entre outras).
O seu nome pode significar o que bate com força, sendo representado com um porte atlético, barba, coberto apenas com uma pele de lobo ou com vestes engalanadas.
Aparece reproduzido com uma taça e uma bolsa, o que pode indicar uma relação com a fertilidade, havendo também representações suas com um martelo ou cetro encimado pela cabeça de um martelo (o que pode remeter para a hipótese de ser um deus relacionado com a morte, apesar de ser mais provável que seja um talismã ou mero símbolo). A taça poderá conter uma bebida, que seria o produto da colheita levada a bom termo devido à proteção do deus. Era representado também com atributos como círculos e cruzes na roupa, possivelmente aludindo ao céu.
Somente se conhecem representações suas na Gália de influência romana, sendo muitas vezes confundido com o deus Silvano (deus da floresta) por terem os mesmos atributos, emprestados reciprocamente.
Sucellus era conhecido por embebedar belas jovens e violentá-las, porém, também era responsável pelas plantações e boas colheitas. Portanto, havia uma relação dúbia quanto ao culto a este deus, pois os homens necessitavam manter Sucellus por perto, a fim de colher os frutos da primavera, entretanto, também precisavam proteger suas esposas e, sobretudo, suas filhas para que não fossem as próximas vítimas do deus.
Muitas vezes, a figura de Sucellus o mostrava com uma vara cuja ponta continha um pote de cerveja em uma de suas mãos e, na outra, segurava uma taça contendo alguma bebida alcoólica. Esta representação simbolizava o produto das colheitas, que foram feitas graças às suas bênçãos.
O deus também era constantemente representado usando um martelo de cabo longo, sendo muitas vezes usado como seu símbolo. Ele usava tal instrumento para bater e ferir a terra, acordando as plantas a fim de anunciar o início da primavera. Algumas interpretações também sugerem que este martelo era, na verdade, uma arma, tornando-o, portanto, um grande guerreiro ou um caçador. De qualquer forma, o martelo não deixa de ser importante como forma de representá-lo.
Sucellus é geralmente apresentado como um senhor de meia-idade, de porte atlético, com longa barba, vestindo uma túnica ou uma pele de lobo. Também podia ser representado com uma coroa de folhas na cabeça e, ao seu lado, sempre estava um cão de caça. Às vezes, aparecia com vestes estampadas de círculos e cruzes, simbolizando uma conexão com o céu.
É Deus: das bebidas alcoólicas (principalmente a cerveja), fertilidade, colheitas, violência, agricultura.
Cores: verde, amarelo, azul.
Oferendas: trigo, cevada, cerveja, bebidas alcoólicas.
Que sejam prósperos.
Raffi Souza.