17 julho 2020

O senhor da floresta: Curupira

O senhor da floresta: Curupira!

 

O Curupira é uma criatura do folclore brasileiro, conhecido por ser o protetor da fauna e da flora amazônica. Existem muitas versões diferentes da sua lenda e, portanto, a aparência e os hábitos desse ser podem variar em cada região no Brasil.

Até mesmo seu nome é alvo de controvérsias, onde por vezes é relacionado à "kuru'pir", que significa "coberto de bolhas" em tupi, ou então é traduzido como "corpo de menino", considerando o "curu" como uma abreviatura de "curumin" (menino) e "pora" (corpo).

Mas quem é o Curupira?

De acordo com a lenda, essa criatura é descrita como um menino pequeno, de cabelo de fogo e com os pés virados para trás, para confundir os caçadores. Seu objetivo é proteger a natureza e os animais, e para fazer isso ele pode ser bem perigoso.

Essa criatura usa de mil artimanhas para enganar a percepção dos caçadores, usando gritos, gemidos, ou fazendo com que eles pensem que estão na trilha de um animal selvagem, só que na verdade estão perseguindo o próprio Curupira, que faz com que eles se percam na floresta. Ele também encanta os caçadores para que eles andem em círculos e não consigam achar a saída da mata.

Porém o Curupira tem um ponto fraco: ele é extremamente curioso. Então para que os caçadores consigam escapar, eles devem pegar uma corda e dar um nó, escondendo muito bem a sua ponta. Isso deixa o Curupira tão curioso sobre a ponta escondida, que ele se senta para desfazer o nó e acaba esquecendo da pessoa, que se livra do encanto e consegue encontrar o caminho pra casa.

Mas ele não protege os animais apenas impedindo os caçadores. Segundo o folclore, quando uma tempestade está chegando, o Curupira atravessa a floresta batendo nos troncos das árvores para verificar se elas são fortes para suportar a tempestade. Se ele percebe que uma árvore pode ser derrubada pelo vento, ele adverte os animais para que eles não fiquem perto delas.

As várias faces do Curupira

Não só o nome do Curupira tem mais de um significado, mas sua aparência também muda dependendo de cada região. Na maioria das vezes ele é descrito como um menino de cabelos ruivos e pés virados para trás, mas no Pará esse ser é conhecido por não ter gênero definido, possuir dentes longos e cabelos azuis ou verdes.

Em alguns lugares ele também é retratado como um duende, de orelhas grandes e pontudas, já outros descrevem ele sem cabelo e carregando um machado.

Mas segundo o folclore brasileiro, ele também pode transformar sua aparência através de feitiço, além de imitar a voz humana para atrair os caçadores, fazendo com que eles se confundam e se percam.

Como surgiu a sua lenda?

O Curupira também é chamado de senhor das árvores, porque ele protege os animais e a floresta, e entre os mitos indígenas o do Curupira é sem dúvida o mais antigo, pois já era contado pela população indígena que habitava o Brasil no período pré-colombiano.

Sua história começou com os Nauas, que os contou aos Caraíbas e depois aos Tupis e Guaranis. Em 1560, o Padre José de Anchieta já escrevia sobre a lenda do Curupira, descrevendo a criatura como “o demônio que acomete os índios”.

O tempo e os locais mudaram a forma como as pessoas viam o Curupira, e por isso hoje existem tantas versões de sua história, fazendo com que ele ganhasse novos rostos e poderes.

Curupira: bom ou mau?

O Curupira é uma criatura de personalidade muito complexa. Muitas vezes ele aparece como um justiceiro, defendendo a natureza dos caçadores e seringueiros, e agindo de forma impiedosa com quem maltrata sua casa.

Ele era muito temido tanto pelos índios quanto pelos navegantes, que o consideravam extremamente perigoso, e por isso sempre ofereciam fumo e cachaça para tentar agradá-lo.

O motivo de tanto medo é porque ele não só faz as pessoas se perderem na floresta, mas também pode torturar e matar a quem o desrespeitar.

A lenda também conta que o Curupira rouba crianças, levando-as para a floresta para brincar com ele. Ele enfeitiça essas crianças, que fogem com ele e só retornam depois de sete anos, quando começam a se tornar adultos e não são mais interessantes para a criatura.

Apesar do medo e fascínio que ele desperta, a história do Curupira pode ser resumida como um mito da proteção da natureza. Esse ser, representado por um menino, é uma força sobrenatural que defende as plantas e os animais da caça, da pesca e da extração de recursos feita pelos homens, e por isso foi tão importante na época dos descobrimentos quanto ainda é hoje, sendo uma marca inesquecível na cultura brasileira, e especialmente útil para a conscientização ambiental em crianças e adultos.

Como toda figura do imaginário, também o Curupira não possui uma origem completamente exata, sabe-se que já no século XVI, o garoto de cabelos vermelhos e pés para trás, já era conhecido como protetor das matas contra todos aqueles que pretendiam depredar fauna e flora.

Originalmente, a palavra Curupira vem da língua Tupi e significa Diabo. Entre os indígenas o Diabo, ainda não possuía a conotação cristã, portanto, a palavra diabo significava um ente fantástico, um espírito arredio que nesse caso, protegia as matas.

Na civilização grega, os demônios são seres divinos ou semelhantes aos deuses devido a um determinado poder. Posteriormente, a palavra passou a designar os espíritos inferiores e, por fim, os espíritos maus. Na demonologia cristã, os demônios são anjos que traíram a própria natureza, mas que não são maus nem na origem e nem na sua natureza, pois se fossem naturalmente maus não teriam nascido do Bem e nem teriam se separado dos anjos bons, de modo que se houve uma separação é por que sua origem é boa.

O Curupira de pele escura, dentes verdes, corpo coberto por pelos é um gênio da floresta que além de despistar a todos devido aos seus pés estarem às avessas, ainda produz silvos e sons que desnorteiam seus inimigos.

Os ruídos misteriosos que vem da mata são por ele produzidos e se um caçador malvado encontrá-lo no caminho e se apenas o encontro não o matar, acabará enlouquecido devido a tanta traquinagem de Curupira.

Quando imita gritos humanos, acaba fazendo com que as pessoas se percam na floresta. Os seringueiros e os caçadores que só caçam para comer são por ele tolerados, mesmo assim, esses caçadores e trabalhadores costumam ofertar pinga e fumo ao Curupira para que este não os incomode com suas travessuras.

O belo protetor das plantas e dos animais, quando percebe uma pessoa predadora usa de suas artimanhas para iludir tais como gritos, assobios, gemidos e devido a sua incrível rapidez, tal qual o vento, ele se esconde e é capaz de se fazer acreditar que esteja aqui e ali ao mesmo tempo.

Às vezes, o caçador é levado a pensar que Curupira é um animal ou uma ave, só que ao ir atrás dele acaba irremediavelmente perdido na floresta.

Ao se aproximar uma tempestade, velozmente, Curupira vai alcançando cada uma das árvores para verificar se estas estão firmes ou se correm o risco de queda, dessa maneira busca proteger os animais para que esses não fiquem próximos do que poderia ser sua tragédia.

Não gosta de ser visto pelas pessoas, mas todos sabem que ele adora descansar sob os mangueirais, de modo que se você tiver a curiosidade em conhecê-lo e não tiver má intenção para com as plantas e animais selvagens, bem à tardinha, naquela horinha da preguiça gostosa, basta se colocar bem quietinho e escondido para avistá-lo ali.

Se for criança deverá tomar cuidado, pois Curupira leva para si as crianças e após sete anos de ensinamentos, as devolve para seus legítimos pais que se encantam com o respeito e sabedoria com que agora lidam com a natureza.

Os índios costumam contar uma interessante história que ilustra o comportamento de Curupira, sua honestidade e coerência diante de suas convicções; sua inocência, o que é diferente de ingenuidade, esta é um descuido em relação à voz dos instintos, enquanto que aquela é a leveza de não ser culpado e de nem se quer buscar a culpa nos outros contra a "esperteza", aquele desejo de poder que busca tirar vantagem e que é o adubo de toda corrupção. Esta é a história:

Estava o Curupira andando pela floresta, quando encontrou um índio caçador que dormia profundamente. Como estava com muita fome, cismou em comer o coração do homem. Assim, fez com que ele acordasse.

O caçador levou um susto, mas como ele era muito controlado, fingiu que não estava com medo. O Curupira disse-lhe:

- Quero um pedaço de seu coração!

O Caçador, que era muito esperto, lembrando-se que havia atirado num macaco, entregou ao Curupira um pedaço do coração do macaco. O Curupira provou, gostou e quis comer tudo.

- Quero mais! Quero o resto! - pediu ele. O Caçador entregou-lhe o que havia sobrado, mas, em troca, exigiu um pedaço do coração do Curupira.

- Fiz sua vontade, não fiz? Agora você deve dar-me em pagamento um pedaço de seu coração, disse ele.

O Curupira não era muito esperto e acreditou que o Caçador havia arrancado o próprio coração, sem ter sofrido nenhuma dor e sem haver morrido.

- Está certo, respondeu o Curupira, empreste-me sua faca.

O Caçador entregou-lhe a faca e afastou-se o mais que pôde, temendo levar uma facada.

O Curupira, porém, estava sendo sincero. Enterrou a faca no próprio peito e tombou, sem vida.

O Caçador não esperou mais, disparou pela floresta com tal velocidade que deixaria para trás os bichos mais velozes...

Quando chegou à aldeia, estava com a língua de fora e prometeu a si mesmo não voltar nunca mais à floresta. Pensou: "Desta escapei. Noutra é que não caio"

Durante um ano, o índio não quis saber de entrar na mata. Quando lhe perguntavam por que não saía mais da aldeia, ele se desculpava, dizendo estar doente.

O Caçador tinha uma filha que era muito vaidosa. Como haveria uma festa dentro de poucos dias, ela pediu ao pai um colar diferente de todos os que ela já tinha visto.

O índio, pai dedicado, começou a pensar num modo de satisfazer o desejo da filha. Lembrou-se, então, dos dentes verdes do Curupira. Daria um bonito colar, sem dúvida.

Partiu para a floresta e procurou o lugar onde o gênio havia morrido. Depois de algumas voltas, deu com o esqueleto meio encoberto pelo mato. Os dentes verdes brilhavam ao sol, parecendo esmeraldas.

Conseguindo vencer o receio, apanhou o crânio do Curupira e começou a bater com ele no tronco de uma árvore, para que se despedaçasse e soltasse os dentes.

Imagine a sua surpresa quando, de repente, viu o Curupira voltar à vida! Ali estava ele, exatamente como antes, parecendo que nada havia acontecido!

Por sorte, o Curupira acreditou que o Caçador o ressuscitara de propósito e ficou todo contente:

- Muito obrigado! Você devolveu-me a vida e não sei como lhe agradecer!

O índio percebeu que estava salvo e respondeu que o Curupira não tinha nada que agradecer, mas ele insistia em demonstrar sua gratidão. Pensou um pouco e disse:

- Tome este arco e esta flecha. São mágicos. Basta que você olhe para a ave ou animal que deseja caçar e atire. A flecha não errará o alvo. Nunca mais lhe faltará caça. Mas, agora, ouça bem: jamais aponte para uma ave ou animal que esteja em bando, pois você seria atacado e despedaçado pelos companheiros dele. Entendeu?

O índio disse que sim e desde aquele momento não mais lhe faltou caça. Era só atirar a flecha e zás! O bicho caía. Tornou-se o maior caçador de sua tribo. Por onde passava, era olhado com respeito e admiração.

Um dia, ele estava caçando com outros companheiros que não tinham mais palavras para elogiá-lo. O índio sentiu-se tão importante que, ao ver um bando de pássaros que se aproximava, esqueceu-se da recomendação do Curupira e atirou...

Matou somente um pássaro e, como o Curupira avisara, foi atacado pelo bando enlouquecido pela perda do companheiro.

De seus amigos, não ficou um: dispararam pela floresta, deixando-o entregue à própria sorte.

O pobre índio foi estraçalhado pelos pássaros. A cabeça estava num lugar, um braço no outro, uma perna aqui, outra longe... O Curupira ficou com pena dele. Arranjou cera e acendeu um fogo para derretê-la. Depois recolheu os pedaços do Caçador e colou-os com a cera. O índio voltou à vida e levantou-se:

- Muito obrigado! Não sei como lhe agradecer!

- Não tem o que agradecer, respondeu o Curupira, mas preste atenção. Esta foi a primeira e ú1tima vez que pude salvá-lo! Não beba, nem coma nada que esteja quente! Se o fizer, a cera se derreterá e você também!

Durante muito tempo, o índio levou uma vida normal. Ninguém sabia do acontecido. Um dia, porém, sua mulher lhe serviu uma comida quente e apetitosa, tão apetitosa que o índio nem se lembrou que a cera poderia derreter-se. Engoliu a comida e pronto! Não só a cera se derreteu, mas também o próprio índio. (1)

Essa história guarda em si mesma, vários aspectos de Curupira que se aproximam dos deuses da vegetação, como por exemplo, Dioniso que também fora desmembrado e depois juntado, significando que é uma entidade consagrada e iniciada nos mistérios.

Por outro lado, Curupira tem o mesmo poder para com os homens, desmembrar e juntar, devolvendo-lhes a energia vital. É um deus da vegetação com o poder da caça e do rejuvenescimento.

Curupira possui os pés para trás e os calcanhares para frente, de modo que suas pegadas ficam na direção oposta da qual realmente veio.

Enquanto as pernas criam os laços sociais por que são elas que nos levam aqui e ali, os pés simbolizam o senhor e a chave dos laços sociais por que eles estão diretamente ligados ao chão, ao princípio de realidade e de concretude.

Os pés para trás representa uma habilidade maliciosa em se esquivar para em seguida, fazer sucumbir o inimigo das matas.

Curupira possui dentes verdes, como se fossem esmeraldas.

Os dentes simbolizam a energia vital, uma força agressiva de defesa que abre caminho, bem como representam a assimilação do alimento, ou, do conhecimento que nutre.

O verde situado entre o amarelo e o azul é o mediador entre o calor e o frio, entre o alto e o baixo. Significa a força nutridora da natureza, sua capacidade de regeneração e de sua refrescância.

A pedra de esmeralda é símbolo de fertilidade e de poder regenerador para muitos povos indígenas. Para os alquimistas era a pedra de Hermes ou Mercúrio. Hermes que também usou o artifício de fazer pegadas as avessas para escapar de represálias e para enganar.

Na tradição hermética se afirma que durante a queda de Lúcifer, uma esmeralda tombara de sua fronte. Assim, a esmeralda ressalta a simbologia de ser essa pedra a representante do pensamento que ilumina ao mesmo tempo em que está impregnado dos mistérios e dos sentidos.

Ela também é a pedra do Papa na religião cristã, assim como, anteriormente, representava a religião do paganismo como símbolo de primavera, vida manifestada e evolução de pujança verde da força natural. Onde expressava a periódica renovação da natureza e das forças ctônicas da terra, daí também ser referida como originária do inferno, embora hoje seja uma das representações do poder papal.

Esse fato, a princípio tão incongruente, se explica devido ao sincretismo que se fez entre as religiões. Esse mesmo sincretismo explica também que ora se diz que Curupira é um deus e ora se diz que Curupira é um demônio. Pois, no paganismo o demônio era um ente chamado de deus por possuir poder semelhante a um deus. Já na religião cristã, ocorreu uma separação entre bem e mau, dessa dicotomia, o demônio passou a representar a carne, os sentidos, o feminino e, portanto, o pecado.

Sendo os dentes de Curupira verdes feito esmeraldas, temos aí uma clara simbologia de que esse ente das matas é um demônio ou um deus de grande poder sobre a própria vida. Em Curupira ocorre a assimilação e a defesa do conhecimento racional e dos sentidos quanto ao conjunto da natureza. Curupira é o nosso deus ecológico de evidente influência pagã.

O fantástico Curupira possui cabelos vermelhos. O desencadear da vida parte do sangue, do útero, das paixões, ou simplesmente, do vermelho e desabrocha no verde.

O vermelho é considerado como símbolo fundamental do princípio de vida. É a cor da força, do poder e do brilho do fogo e do sangue.

Já a simbologia dos cabelos significa como que a síntese da personalidade de um indivíduo, daí o costume de se guardar mechas de cabelos para resguardar a pessoa de um mau destino. Os cabelos também representam a força e a virilidade como se vê no mito de Sansão.

O fato de Curupira ter os cabelos vermelhos significa que ele concentra em si mesmo o poder e a virilidade das matas e dos animais selvagens, bem como sua força de vida e restauração.

Assim é que o nosso Curupira representa o conjunto de conhecimento, de adaptabilidade e do grande poder de regeneração e de criação da natureza.

Curupira é uma figura do folclore brasileiro. Ele é uma entidade das matas, um moleque de cabelos compridos e vermelhos, cuja característica principal são os pés virados para trás.

"Curupira" e "currupira" procedem do tupi kuru'pir, que significa "o coberto de pústulas". Segundo o folclorista ítalo-brasileiro Ermanno Stradelli, procedem de curu, contração de corumi, "menino", e pira, "corpo", significando, então, "corpo de menino". Já segundo Eduardo Navarro, especialista em tupi antigo, o termo se origina da contração entre kuruba, "sarna" ou "verruga", e pira, "pele", significando, portanto, "pele de sarna" ou "pele de verrugas".

História

Um dos mais populares e espantosos entes fantásticos das matas brasileiras, o curupira é um anão de cabeleira ruiva, pés ao inverso, calcanhares para a frente. A mais antiga menção de seu nome é de José de Anchieta, em São Vicente, em 30 de maio de 1560:

"É coisa sabida e pela boca de todos corre que há certos demônios, chamam Curupira, que acontece aos índios muitas vezes no mato, dão-lhe açoites, machucam-nos e matam-nos. São testemunhos disso os nossos irmãos, que viram algumas vezes os mortos por eles. Por isso, costumam os índios deixar em certo caminho, que por ásperas brenhas vai ter ao interior das terras, no cume da mais alta montanha, quando por cá passam, penas de aves, abanadores, flechas e outras coisas semelhantes, como uma espécie de oferenda, rogando fervorosamente aos Curupiras que não lhes façam mal."

Nenhum outro fantasma brasileiro colonial determinou oferenda propiciatória.

Demônio da floresta, explicador dos rumores misteriosos, do desaparecimento de caçadores, do esquecimento de caminhos, de pavores súbitos, inexplicáveis, foi lentamente o Curupira recebendo atributos e formas físicas que pertenciam a outros entes ameaçadores e perdidos na antiguidade clássica. Sempre com os pés voltados para trás e de prodigiosa força física, engana caçadores e viajantes, fazendo-os perder o rumo certo, transviando-os dentro da floresta, com assobios e sinais falsos.

Do Maranhão para o sul até o Espírito Santo, seu apelido constante é Caipora. Eduardo Galvão informa: "Curupira é um gênio da floresta. Na cidade ou nas capoeiras de sua vizinhança imediata não existem currupiras. Habitam mais para longe, muito dentro da mata. A gente da cidade acredita em sua existência, mas ela não é motivo de preocupação porque os currupiras não gostam de locais muito habitados."

"Gostam imensamente de fumo e de pinga. Seringueiros e roceiros deixam esses presentes nas trilhas que atravessam, de modo a agradá-los ou pelo menos distraí-los. Na mata, os gritos longos e estridentes dos Currupiras são muitas vezes ouvidos pelo caboclo. Também imitam a voz humana, num grito de chamada, para atrair vítimas. O inocente que ouve os gritos e não se apercebe que é um Currupira e dele se aproxima perde inteiramente a noção de rumo."

O estado de São Paulo, pela lei de 11 de setembro de 1970, assinada pelo governador Roberto Costa de Abreu Sodré, "institui o Curupira como símbolo estadual do guardião das florestas e dos animais que nela vivem." No município de Olímpia, nesse estado, por mais trinta anos consecutivos, não são assinados quaisquer documentos oficiais durante a semana em que ocorre o Festival de Folclore, no mês de agosto, período em que a autoridade municipal é representada pelo Curupira, que exerce seu poder protegendo a população local e os visitantes que ali comparecem, pássaros, matas, etc. No Horto Florestal da capital paulista há um monumento ao Curupira, inaugurado no Dia da Árvore, 21 de setembro.

No folclore brasileiro, o Curupira é um personagem descrito como um anão forte e ágil de cabelos ruivos que possui os pés virados para trás.

Assim, ao caminhar, o curupira consegue enganar alguém que pretenda segui-lo olhando para suas pegadas. O perseguidor pensará sempre que ele foi na direção contrária.

A lenda afirma que o Curupira vive na mata fazendo travessuras, sendo considerado o protetor das florestas.

A história do Curupira no folclore brasileiro

O Curupira, conhecido como “demônio da floresta”, assobia e utiliza falsos sinais.

Ele reúne muitas histórias que envolvem mistérios inexplicáveis, por exemplo, o desaparecimento de caçadores, bem como o esquecimento dos caminhos.

Dizem que com seus pés virados para trás, o Curupira engana e confunde as pessoas que danificam seu habitat, por exemplo, os caçadores, madeireiros, lenhadores, etc.

curupira

Esse personagem folclórico, que adora fumar e beber pinga, não gosta de locais muito habitados e, por esse motivo, prefere viver nas florestas.

Uma outra característica e, talvez o ponto fraco do Curupira, é a sua curiosidade. Assim, a lenda adverte que para escapar de suas armadilhas, a pessoa deve fazer um novelo com cipó e esconder bem a ponta.

Muito curioso, ele fica entretido com o novelo e a pessoa consegue fugir. Até os dias atuais, para que não sejam incomodados pelo Curupira, muitos caçadores e lenhadores costumam oferecer-lhe pinga e fumo quando chegam à floresta.

Qual a origem da lenda do Curupira?

Há controvérsias sobre a data de criação da lenda do Curupira. Contudo, o padre jesuíta espanhol José de Anchieta (1534-1597) escreveu sobre o personagem no XVI, denominando-o como “demônio que acometem os índios”.

Para os índios e os bandeirantes, o Curupira era considerado uma criatura perigosa, demoníaca, maliciosa, muito temida.

Isso porque esse personagem esteve associado a muitos casos de violência, abusos sexuais, rapto de crianças e horror psicológico.

Capaz de enfeitiçar as crianças, o Curupira as raptava e somente depois de sete anos elas eram devolvidas aos pais. Por isso, ele ficou conhecido como o mau espírito, disposto a assombrar as noites dos índios e dos bandeirantes.

Curiosidades sobre o Curupira

Do tupi guarani, o termo Curupira (kuru'pir) significa “corpo de menino”.

O Dia do Curupira é comemorado 17 de julho.

Em São Paulo, no Horto Florestal, há um monumento ao Curupira, inaugurado no Dia da Árvore (21 de setembro).

A lenda do Curupira pode variar de região para região. Há lugares em que ele é representado por um duende, com orelhas grandes e pontudas. Em outros, ele não possui cabelo e aparece carregando um machado.

O Curupira é muitas vezes confundido com outro personagem do folclore brasileiro: a Caipora. Os dois personagens gostam muito de fumar e de beber, são muito ágeis e, sobretudo, zeladores das florestas.

Correspondências:

É deus: da fauna, da flora, da ilusão;

Oferendas: Fumo, cachaça, frutas, novelo de corda com a ponta escondida;

Cores: vermelho, marrom, verde, azul;

Invocar quando: precisar caminhar com segurança em florestas, para ajudar na caça, a proteger os animais;

Fontes: https://www.bonde.com.br/colunistas/mitos-e-sonhos/o-curupira-mito-brasileiro-95113.html

https://www.hipercultura.com/lenda-do-curupira/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Curupira

Que sejam prósperos.

Raffi Souza


17 abril 2020

Erva sagrada: Manjericão!


Erva sagrada: Manjericão!



Lembre-se antes de consumir qualquer erva como remédio fitoterápico procure o auxílio de um médico, pois algumas ervas podem causa reações alérgicas, sempre consulte seu médico!
Muitas pessoas utilizam o manjericão para fazer pratos requintados e até mesmo drinks, justamente porque ele tem um aroma e sabor singular. Além da culinária, o manjericão é utilizado por várias culturas e religiões, porém, algumas pessoas nem imaginam as propriedades que essa plantinha possui! O manjericão é extremamente benéfico para nossa saúde. Para você ter uma ideia, ele é utilizado na medicina alternativa para ajudar a curar diversas doenças. Continue lendo para descobrir muito mais sobre essa erva aromática!
Características e curiosidades do manjericão
Essa fantástica planta pode chegar a medir até 50 cm e apresentar flores brancas ou quase roxas na sua parte superior. Ela possui folhas rugosas e ovaladas, e seu caule é reto. Você sabia que o manjericão também tem outros nomes? Alfavaca, Erva-real, Basilicão, Basílico, Alfavaca-doce, Manjericão-branco são alguns deles.
Os benefícios do manjericão
Diversas vitaminas compõem o manjericão, como A, B, C, E e K. Além disso, ele é uma ótima fonte de minerais, como cálcio, zinco, manganês, ferro e etc. Para os mais estressadinhos, essa planta pode ser um ótimo auxiliar, já que tem propriedades calmantes.
Seus benefícios para o corpo são inúmeros: o consumo do manjericão combate cansaço, depressão, enxaqueca e insônia; é eficaz também na cura de laringite e faringite; ajuda a diminuir a febre; combate a acne; ativa o sistema imunológico; desinflama aftas; possui propriedades analgésicas, antissépticas e cicatrizantes; entre outros.
O manjericão também é benéfico para o coração, já que contém magnésio – o que auxilia a melhorar o fluxo sanguíneo. Ele também é extremamente rico em antioxidantes que evitam o crescimento de células cancerígenas.
Saiba como utilizar o manjericão
Além do uso culinário, é possível usar essa planta de outras maneiras, como em xaropes, cremes, tinturas, pomadas e loções. Combina bem com saladas, carnes, sopas, massas, molhos, comida vegana e vegetariana. Além disso, é possível fazer drinks, chás e sucos detox. Você já tentou misturar manjericão com azeite ou alho para temperar os alimentos? Fica irresistível!
Como cultivar manjericão em casa
Para plantar manjericão não precisa ter muito espaço e nem uma horta grande: essa planta cresce bastante em qualquer vasinho com solo naturalmente fertilizado, basta deixá-la exposta ao sol. É uma ótima planta para cultivar no verão. Uma dica importante para fazer com que ela cresça e se mantenha saudável é sempre cortar as flores.
​O manjericão é uma planta medicinal e aromática também conhecida como Manjericão-de-folha-larga, Alfavaca, Basilicão, Anfádega e Erva-rea, muito utilizada para fazer remédios caseiros para aftas, tosse e dor de garganta.
O seu nome científico é Ocimum basilicum e pode ser comprada em lojas de produtos naturais, feiras livres e em alguns mercados. O manjericão é um arbusto que pode chegar a 60 cm à 1 metro de altura com inúmeras folhas largas e muito aromáticas, que são amplamente usadas na cozinha italiana. A planta possui pequenas flores que podem ser lilás, brancas ou vermelhas.
Para que serve o manjericão
O manjericão serve para:
Ajudar no tratamento de tosse, catarro;
Feridas;
Problemas de estômago;
Falta de apetite;
Gases;
Aftas;
Dor de garganta;
Rouquidão;
Amigdalite;
Náusea;
Verruga;
Prisão de ventre;
Cólica;
Ansiedade;
Insônia;
Enxaqueca e
Picadas de insetos.
As propriedades do manjericão incluem sua ação antiespasmódica, digestiva, vermífuga, antibacteriana, fungicida, inseticida, adstringente, cicatrizante, febrífugo, estimulante, anti-emético, anti-tussígeno e anti-inflamatória.
Como consumir
As partes usadas do manjericão são suas folhas e caules, para tempero de omeletes, ensopados de carnes, peixes, frangos, saladas, sopas, recheios, como ingrediente principal em molho típico italiano, bem como em doces e licores.  O manjericão combina perfeitamente com pratos que levam tomate, azeite, limão, carnes vermelhas,  massas e queijos.
Chá de manjericão:
Adicionar 10 folhas de manjericão em 1 xícara de água fervente. Deixar repousar por 5 minutos, esperar amornar, coar e beber a seguir.
Efeitos colaterais e contraindicações
Os efeitos colaterais do manjericão incluem reações alérgicas, e ele está contraindicado em altas doses durante a gravidez, em crianças com menos de 12 anos e em mulheres em fase de lactação.
Como plantar manjericão
O manjericão gosta de sol pleno, e prefere o solo fértil, bem drenado e que não acumula água, mas precisa de rega regular. Ele pode ser plantado em vasos de plantas ou terrenos bem adubados e não gosta de frio e geadas, nem calor excessivo, embora goste de sol. Ele não resiste à muita colheitas, com necessidade de replantio frequente.
Tem gente que chama de alfavaca, tem quem conheça por manjericão ou basílico. É a mesma erva aromática, boa de cozinha e de cura.
Na verdade, a espécie Ocimum basilicum tem 64 variedades, a sua maioria oriundas da região mediterrânica pois, nativas de regiões tropicais e subtropicais (se supõe que seja originário da Índia).
O manjericão miúdo é usado em vasos, na Grécia e Portugal, para presentear os amores, em festas populares.
Com o manjericão de folha larga (mais conhecido como alfavaca) se fazem aquelas trouxinhas recheadas. Também existe o manjericão roxo, super cheiroso e muito usado como ornamental mas, que vai muito bem na comida.
Manjericão, uma planta poderosa!
Antigamente a água de manjericão era usada como perfume (algumas variedades são mais odoríferas que outras) e, até os dias de hoje o manjericão é usado em banhos de cheiro, para relaxar e curar o corpo e a alma. Dizem que “uma folhinha de manjericão, ao dia, na comida, te livra da visita do médico” – não se sabe se isso é verdade mas, de qualquer forma, essa erva é uma delícia.
De tempos imemoriais que o manjericão é usado em rituais espirituais pois se diz que seu aroma “abre a porta do espírito e nos conecta com o alto”.
É muito usado em todas as giras da umbanda brasileira, onde sempre se tem um ramo de manjericão para benzimentos e descargas.
Simbolicamente, o manjericão é um apaziguador do espírito atuando na dissolução de energias pesadas, nas raivas, nos descontroles emocionais e na “abertura do véu”.
Propriedades do manjericão
O manjericão é rico em vitaminas, minerais, flavonóides e antioxidantes, útil para proteger o corpo do envelhecimento e para combater os efeitos dos radicais livres. É uma erva com vigorosas propriedades anti-inflamatórias e anti-bacterianas, analgésica, antitérmica, antiséptica, digestiva, emenagoga, expectorante e sedativa.
Além disso, manjericão promove a digestão e o correto funcionamento do estômago.
O conselho privilegiar o seu consumo cru, como complemento de saladas e molhos, como tempero que você joga ao final dos pratos, por cima, para que não perca seu valor nutricional e curativo. Também é considerado um tônico para o sistema nervoso e para a mente, em particular em caso de estresse, fadiga e cansaço.
Indicações de uso do manjericão na medicina popular
Infecções da pele e vias respiratórias, rachaduras nos mamilos, bronquite, cólicas, febres, flatulência, insônia, problemas digestivos, reumatismo. Em problemas cardíacos e venosos também teu boa aplicação tanto como chá como compressa (nas varizes se coloca um macerado de folhas de manjericão).
Mas não só nestes casos que o manjericão é indicado.
Dê uma lida também nesses nossos artigos abaixo que indicam ervas com ação comprovadamente anticâncer e outras que devem ser usadas para uma boa e tranquila gravidez:
Óleo essencial de manjericão
Este óleo é muito útil em casos de estresse físico e emocional. Na aromaterapiaele é usado em casos de insônia, dores de estômago e indigestão.
Para acalmar a tosse e resfriado são indicadas vaporizações com óleo essencial de manjericão em água ou soro fisiológico e, diluído em uma base de óleo vegeta, é excelente para massagem de músculos engarrotados.
O que é que o manjericão tem?
De acordo com as tabelas do Centro de Pesquisa de Alimentação e Nutrição, da Itália, que é um país que consome manjericão à toda hora, temos que:
100 gramas de manjericão contêm 26 mg de vitamina C,
300 mg de potássio,
250 mg de cálcio,
37 mg de fósforo
39 calorias,
boa fonte de vitaminas A, E, B3, B6,
magnésio
zinco
e uma pequena parte de proteína
Usos culinários do manjericão
O mais famoso uso culinário do manjericão é o molho pesto que, com azeite de oliva e nozes compõe o molho mais versátil para massas, pizza, passar no pão, ou comer da forma que você mais gostar.
Outro uso muito difundido é – manjericão com tomate. Em molho, ou salada, o manjericão dá um “gostinho especial” que não pode faltar. Mas, também com batatas cozidas, berinjela ao forno ou, enfim, etc, etc.
Plantar manjericão em casa é fácil
O manjericão pode ser plantado a partir de sementes se você já tem experiência com o cuidado do jardim. É mais fácil semear e ter bons resultados no início da primavera. Mas, o mais fácil mesmo é você comprar algumas mudas bem formadas e transplantá-las diretamente para seus vasos na varanda ou para os canteiros no jardim.
Manjericão gosta de sol, de água (mas não suporta encharcamento da terra) e de ventilação (mas não de correntes de vento constantes). No verão, ou quando o calor está acima dos 25ºC, você deverá regar o seu manjericão de manhã, antes do sol, e à noite.
E você também pode reproduzir o manjericão a partir de estacas que são galhos mais grossos, com 3 a 4 entre nós, sem as folhas (para que a planta direcione sua força para o enraizamento), que você deixará um dias em um copo de água, na sombra, até aparecerem as primeiras raízes. Assim, de uma boa muda de manjericão que você compre, no ano seguinte poderá tirar 2 ou 3 estacas e constituir outras plantas.
Você também terá o benefício, se cultivar manjericão, da sua ação repelente de insetos: 18 PLANTAS QUE VÃO TE AJUDAR A REPELIR OS INSETOS DA CASA E PRAGAS DO JARDIM e poderá juntar as folhas de manjericão naquele repelente caseiro que te ensinamos a fazer.
Bom, com manjericão no jardim, se sentir está ficando doente tome um bom banho de ervas e inclua manjericão na sua escolha. Desde já adiantamos que o manjericão é uma erva universal, pode ser usada por todos, até crianças, e também pode-se lavar a cabeça com ele, sem medo de ser feliz.

Uso magico do manjericão:
O Manjericão é bom para a saúde, indispensável para muitos pratos, e também usado em rituais mágicos.
Manjericão na magia: segredos e dicas
As principais propriedades mágicas do manjericão
MANJERICÃO é a melhor planta para fortalecer os laços familiares e melhorar as relações entre os cônjuges. Ele ajuda a restaurar a antiga paixão e criar uma nova.
O manjericão representa, antes de tudo, limpeza, proteção, exorcismo, atração de amor, boa sorte e bem-estar financeiro.
A planta inspira alegria no coração, dá força ao espírito e cura doenças. Ela aumenta também as habilidades extra-sensoriais e da clarividência.
Mantém um ambiente familiar tranquilo, bloqueia discussões e conflitos.
Protege a casa de hóspedes hostis.
Aumenta o poder sexual.
Cura a frigidez.
OS PODERES MÁGICOS DO MANJERICÃO
Quase ninguém sabe, mas o manjericão é utilizado há séculos para muitos fins medicinais, religiosos, místicos e culinários. É uma planta que, segundo a história, contem uma espécie de essência divina. Os indianos, por exemplo, juram em tribunal sobre um raminho de manjericão. Há ainda quem refira que durante a ressurreição de Jesus Cristo, crescia dessa planta ao redor do túmulo.
São muitos os benefícios do manjericão. Veja abaixo algumas das características dessa planta mágica.
PODERES OCULTOS DO MANJERICÃO
Há quem utilize o manjericão para trazer riqueza. Em alguns estabelecimentos comerciais, ajuda a trazer mais clientes. Pode ser também ideal andar com a planta no bolso ou na carteira.
Se oferecido, como um presente, para uma pessoa que está mudando de casa, pode indicar sorte, assim como traz harmonia e integração para a família. O manjericão também transforma a energia agressiva e negativa em vontade de perseguir uma meta e os seus ideais.
É também uma boa fonte de energia, quando utilizado na alimentação. Deve ser colocar no topo da comida, sempre por último e de forma delicada, de forma a garantir o seu poder energético.
Há séculos que o manjericão é conhecido e utilizado por diversas culturas, para diversos fins, sejam místicos, religiosos, medicinais ou culinários.
É reverenciado como uma planta imbuída de essência divina e, por este motivo, os indianos costumam jurar sobre um raminho desta planta em seus depoimentos nos tribunais de justiça.
Consta que crescia manjericão ao redor do túmulo de Jesus Cristo, após sua Ressurreição, e por isto nas Igrejas Ortodoxas Gregas benze-se a água com suas folhas e muitos vasos da planta ornamentam os altares.
A mágica que faz o chocolate deixar-nos mais felizes:
Como proteger sua energia e os benefícios das sete ervas nos ambientes:
Encontre a cura com a aromaterapia!
Poderes Ocultos e Mágicos do Manjericão.
1) Traz riqueza para aqueles que o carregam em seus bolsos e é utilizado em estabelecimentos comerciais (na soleira da porta ou perto do caixa) para trazer fregueses.
2) O manjericão dado como presente traz boa sorte para uma casa nova.
3) Age como pacificador e integrador na família, daí ser chamado de erva da harmonia.
4) Transmuta a energia agressiva, transformando-a em vontade e força para brigar por coisas mais importantes como metas e ideais. Ajuda a brigar pela vida e pelas coisas que nós queremos.
5) É ótimo para os desorganizados e indisciplinados. Ajuda-nos também a ver o brilho e o perfume da vida.
6) Na alimentação, atua como energizante. Por ser muito delicado, deve ser usado na cozinha delicadamente. Coloque-o sempre por último nos alimentos cozidos para que ele não perca os princípios energéticos.
7) É excelente para dar banho em crianças agressivas e que dormem mal.
8) O escalda-pés com manjericão é ótimo para quem está agressivo, com raiva e pronto para explodir. Tira a raiva na hora.
9) O chá de manjericão ajuda pessoas muito contidas a liberarem o amor.
10) Pode também ser colocado em vasos para evitar a entrada de energias negativas dentro de casa.
11) As compressas de manjericão (uma pasta pilada com as folhas) ajuda as mães que ficam com os seios doloridas ou com rachaduras depois da amamentação.
12) Os gargarejos com manjericão são ótimos para dor de garganta, aftas ou mau hálito.
13) Excelente para casos de confusão mental. Pode ser usado ainda como tintura ou vinagre, queimado no aromatizador ou aspergido. Galhos nos vasos funcionam bem.
14) Utilize em banhos de limpeza, saúde, cura e fertilidade.
15) É muito útil para cessar violência, abençoar e acalmar.
16) Protege contra todas as formas do mal e atrai boa sorte.
17) Cultivar manjericão, em um vaso ou em uma horta, traz paz e felicidade para a casa.
18) Esmague uma folha e inale o cheiro: ajuda a clarear a mente e o caminho correto irá se revelar.
19) Para proteção, coma o manjericão nos pratos que preparar com a devida visualização.
20) Outras tradições mágicas associadas à planta são para garantir a fidelidade dos casais, evitar discussões e atrair dinheiro.

Que sejam prósperos.
Raffi Souza.

18 março 2020

O cervo protetor amazônico: Anhangá!


O cervo protetor amazônico: Anhangá!

Ahiag̃ (Anhangá), na mitologia dos povos tupis e Mawé, Ahiag̃ são retratados como uns dos vários demônios seguidores de Yurupari (Jurupari).
Essas criaturas são conhecidas e temidas por se transformar em diversas formas para enganar as pessoas, sequestrá-las, matá-las e comê-las. Eles são capazes ainda de amaldiçoar pessoas e até mesmo de possuí-las.
Ahiag̃ não sabem nadar. Demônios não têm coragem de entrar na água por medo do espírito protetor das águas (Sukuyu'wera), seu inimigo.
Origem do nome
"Anhangá" vem do termo tupi añánga, "espírito".
Protetor dos animais
Segundo alguns mitos, era o protetor da caça nas florestas, protegendo os animais contra os caçadores. Quando a caça conseguia fugir, os índios diziam que Anhangá as havia protegido e ajudado a escapar.
Versão cristã do mito
Os jesuítas catequizadores dos índios utilizaram o vocábulo Anhangá para se referir ao demônio cristão. Isto por conta de Anhangá (que quer dizer "alma velha") ser semelhante ao termo "Anhanguera", que quer dizer "diabo velho". Entrementes, na mitologia indígena, o ser que mais se assemelha ao diabo cristão é Jurupari, o espírito maligno.
Veado com olhos de fogo, que além de enganar os caçadores, desviando o tiro de suas armas rumo às pessoas queridas, traz febre e loucura em que o vê;
Anhangá
O vale do Anhangabaú é envolto em mistérios, em seu subsolo passa o rio Anhangabaú que em tupi-guarani significa mau espírito, ou seja, rio do mal espírito, ou onde mal espírito bebe água.
Ele nasce no atual bairro do Paraíso, no subsolo de onde hoje fica a Avenida 23 de Maio, segue pela própria Avenida 23 de Maio, Vale do Anhangabaú até desaguar no rio Tamanduateí na Avenida do Estado.
Anhangá
Na época da colonização de São Paulo, indígenas tinham medo de cruzar o rio, diziam que sofreriam ataques do Anhangá, uma criatura maligna da mata.
O Anhangá se apresenta sob a forma de vários animais, entre eles galinha do mato, morcego, macaco, rato, humano, mas principalmente como um veado branco com olhos de fogo e uma cruz na testa entre os olhos. Quando tem contato com algum humano, traz para quem o viu a desgraça e os lugares frequentados por ele são ditos mal-assombrados. Ele protege os pequenos animais e plantas dos seres humanos, ou seja, não deixavam nem os índios caçarem para subsistência.
Na atualidade o vale do Anhangabaú abriga em sua volta centenas de prédios altos e alguns centenários, dentre esses são tidos como mal-assombrados o prédio dos correios, o teatro municipal, o edifício Martinelli, Edifício Joelma o Edifício Andraus e a câmara dos vereadores de São Paulo. Os 4 últimos são palcos de grandes desgraças, que são os incêndios do Joelma e Andraus e a morte do garoto que caiu de vários andares no poço do elevador do edifício Martinelli e a câmara dos vereadores de São Paulo foi por onde ficáramos corpos dos mortos do incêndio do Edifico Joelma. Até o famoso castelinho da Rua Apa, não fica tão distante do Vale do Anhangabaú.
É a única região urbana do Brasil que concentra tantos casos sobrenaturais em seu entorno, seria a ação do Anhangá pôr os seres humanos terem destruído toda a natureza em volta do rio Anhangabaú? Sensitivos afirmam que o vale do Anhangabaú emite energia muito ruim, o que faria com que seu entorno absorveria parte dessa energia.
Anhangá
Os animais das florestas e campos vivem tranquilos, pôs tem um defensor contra o homem-caçador. Seu nome é Anhangá.
Anhangá é o Deus protetor das matas. Ele é grande veado branco encontrado, com olhos vermelhos. Um caçador que ameaça algum animal, principalmente se for uma fêmea amamentando seu filhote, é perseguido por anhangá.
Dizem que a muito tempo, um índio insistiu em perseguir uma veada, mesmo vendo que ela estava com sua cria. No alto de uma montanha, anhangá, com seus olhos vermelhos e ar majestoso, observava a cena.
Com grande crueldade, o índio armou seu arco e fecha e disparou contra o filhotinho, ferindo o pobre animalzinho. Não satisfeito com tanta crueldade, agarrou o pobrezinho e escondeu-o atrás de uma árvore. Apavorado, o veadinho gritou pela sua mãe. Ao ouvir os gritos desesperados do filhote, a veada aflita correu na direção da árvore.
O índio, com sua arma preparada, disparou uma flechada no pobre bicho. Todo alegre aproximou-se do animal caído e para sua surpresa… viu a sua mãe caída no lugar do grande cervo.
Aos gritos o índio o percebeu que fora vítima de uma ilusão criada pelo grande veado branco. E saiu correndo pela floresta.
Anhangá é um espírito que vive na floresta e que pode tomar a forma do que quiser. Além de boi, peixe, pessoa ou macaco, o mais comum é sua aparição na forma de um veado branco com olhos de fogo e uma cruz vermelha na testa.
Segundo alguns mitos, era o protetor da caça nas florestas, protegendo os animais contra os caçadores. Quando a caça conseguia fugir, os índios diziam que Anhangá as havia protegido e ajudado a escapar.  Com um pouco de tabaco, era possível negociar com ele.
Os jesuítas catequizadores dos índios utilizaram o vocábulo Anhangá para se referir ao demônio cristão. Isto por conta de Anhangá (que quer dizer “alma velha”) ser semelhante ao termo “Anhanguera”, começou a ser traduzido como “diabo velho”.
Também foi inspirado neste mito surgiu o nome “rio Anhangabaú” para um ribeirão que corta o estado de São Paulo, inicialmente conhecido como Rio das Almas, o rio Anhangabaú era muito temido pelos indígenas da região. Os índios acreditavam que suas águas traziam doenças ao corpo e ao espírito. Essa crença leva a suspeita de que suas águas não eram potáveis.
Os registros de sua presença aparecem em cartas de José de Anchieta, Manuel da Nóbrega e Fernão Cardim no século XVI. Seus relatos tratam Anhangá como um espírito mau, temido pelos povos indígenas.
Anhangá é muito citado na obra As Aventuras de Tibicurea, de Érico Veríssimo
A Lenda do Anhangá é um espírito que vive na floresta e que pode tomar a forma do que quiser. Além de boi, peixe, pessoa ou macaco, o mais comum é sua aparição na forma de um veado branco com olhos de fogo.
Os registros de sua presença aparecem em cartas de José de Anchieta, Manuel da Nóbrega e Fernão Cardim no século XVI. Seus relatos tratam Anhangá como um espírito mau, temido pelos povos indígenas. Outros relatos, como o do alemão Hans Staden, comentam do medo dos indígenas ao sair à noite:
"Os indígenas não gostam de sair das cabanas sem luz, tanto medo têm do Diabo, a quem chamam Ingange, o qual frequentemente lhes aparece."
Para os povos indígenas, Anhangá é considerado o deus da caça e do campo. Ele protege os animais contra caçadores. Algumas lendas contam que caçadores faziam tratos com Anhangá, pedindo ajuda na caça em troca de tabaco.
Já para os jesuítas que chegaram aqui no Brasil, Anhangá era considerada uma figura maligna, comparado demônio da teologia cristã.
Anhangá é muito citado na obra As Aventuras de Tibicurea, de Érico Veríssimo:
"Aos cinco anos fiz minha primeira caçada de tucanos. Mas não me meti fundo no mato, porque tinha medo de encontrar Anhangá, Curupira e os outros espíritos maus."
"O mato todo riu com ele. Riu de mim. Depois o diabo virou três cambalhotas no ar e começou a dançar com toda a velocidade em meu redor. Senti que meus olhos escureciam. Eu mal e mal ouvia a voz de Anhangá, berrando:
- Ninguém pode comigo! Ninguém me vence, nem Tupã!"
Foi dessa figura mitológica que surgiu o nome "rio Anhangabaú" para um ribeirão que corta o estado de São Paulo.
Inicialmente conhecido como Rio das Almas, o rio Anhangabaú era muito temido pelos indígenas da região. Os índios acreditavam que suas águas traziam doenças ao corpo e ao espírito. Essa crença leva a suspeita de que suas águas não eram potáveis.
Teodoro Sampaio, historiador brasileiro, escreveu em uma de suas publicações que o rio era considerado pelos índios como "bebedouro das assombrações".
Dizem que você pode ver um Anhangá se andar pela Floresta Amazônica em noite de lua cheia, se você passar por algum lugar mal-assombrado.
A LENDA DO ANHANGÁ
SIGNIFICADO E FORMAS DE APARIÇÃO
Anhá-Angá, “anhang” do tupi-guarani. “Ang” significando Alma e “Anhá”, correr, ou seja, uma alma que corre. Pode ser traduzido por alma errante dos mortos, sombra, espírito ou, como fala o caboclo, visagem, que é o mesmo que espectro, fantasma e assombração.
Anhangá é alma protetora das matas e, assim como o Curupira, é protetor de todos os animais. A ele parecem estar afetos o destino da caça e da pesca.
 Como alma é invisível, entretanto pode assumir diversas formas. As formas nas quais se apresenta depende para quem aparece.
Para desesperar pescadores, por exemplo, surge como pirarucu-anhanga e jurará-anhanga duendes de pirarucu e tartaruga.
Pode apresentar-se na forma de um pássaro (galinha do mato), macaco, morcego, rato etc. No fabulário da região norte encontra-se diferentes formas de sua presença: Mira-anhangá – visagem de gente; Tatu-anhangá – visagem de tatu; Suasu-anhangá – visagem de veado; Tapiira-anhangá – visagem de boi.
A sua forma mais comum de aparição é como um portentoso veado branco, com chifres cobertos de pelos, olhos de fogo e com uma cruz na testa.
PODERES DE ANHANGÁ VERSUS ASTÚCIA DOS CAÇADORES
O Anhangá traz para aquele que o vê, ouve ou pressente certo prenúncio de desgraça, e os lugares frequentados por ele são mal-assombrados.
Quando assobia a caça e a pesca desaparecem por encanto.
Existem caçadores e pescadores astutos que, tão logo reconheçam seu assobio, com ele compactuam para uma boa caça ou pesca oferecendo-lhe tabaco.
“Meu compadre me dê uma boa caça, que lhe presenteio com um pouco de tabaco”.
Se a pessoa for atendida, dever cortar uma vara, rachar sua ponta e nela introduzir o tabaco, mortalha para cigarros e fósforo. Feito isso espeta a vara nas proximidades onde a caça foi abatida, dizendo: “compadre está aí o tabaco prometido”.
Contam que todos que se dispuseram voltar para procurar o ofertório, jamais o encontraram.
Mais uma vez o fumo assume um relevante papel no cotidiano das gentes do mato. O tabaco é utilizado também como ofertório para aplacar a ira, a cólera, dos seres punitivos e vingativos, ou agradar os benfeitores; para afastar as influências maléficas e atrair a proteção das deidades do mato.
Segundo relatos, se alguém fizer pouco caso de Anhangá, apanha na hora sem saber de quem, como se fosse atacado por alguém armado com um pedaço de pau.
Caçador desprevenido que aproximar-se de Anhangá em forma de veado e tentar abatê-lo, terá uma desagradável surpresa, pois expelindo fogos pelos olhos, o atacará com incontrolável fúria.
Dizem que se o caçador quiser ter uma caça tranquila, evitando a presença de Anhangá, antes de entrar na mata deve acender foguetes com duas ou três cargas. Se já estiver dentro da mata pode defumar com castanha de caju ou ainda, mais fácil, é fazer uma cruz com madeira da própria mata.
Apesar de os poderes de Anhangá a astúcia de caçadores e pescadores consegue neutralizá-los em parte.
“Anhangá” são rimas para cantar o mito amazônico que protege os animais do caráter predatório de pescadores e caçadores.
Anhangá
Rios e matas,
passarela da ilusão,
muitas são as máscaras
do desfile de assombração.
Caçador, muito cuidado
com o que irás caçar,
se for branco, o veado,
é melhor não atirar.
Se de olhos afogueados
nem lhe deite um olhar,
pois é alma do outro lado,
é o encantado Anhangá.
Se quiseres boa caça,
faz a ela um agrado:
na ponta de uma vara,
deixa um pouco de tabaco,
os fósforos e a mortalha,
para que faça seu cigarro.
Anhangá quando fuma,
deixa de assoviar,
caçador vai à caça,
foi o trato com Anhangá...
Anhangá, Anhangá, Anhangá!
Anhangá, Anhangá, Anhangá!


Correspondências:
É deus: da caça, do medo, do terror, da floresta, dos animais;
Cores: branco, vermelho, preto;
Símbolos: todos os animais, a floresta, um Veado branco com olhos de fogo;
Oferendas: tabaco, fumo;
Invocar para: em geral não se reza ou invoca Anhanga, os indígenas rezam para que ele permita a caçada, e pedindo que não faça mal a eles.
Conjugue: Ticê.
Filhos: não se tem informações sobre isso.


Que sejam prósperos.
Raffi Souza.