09 maio 2017

o deus do amor tupi: Rudá!

O deus do amor tupi: Rudá!


Hoje vamos falar sobre um deus brasileiro, o nosso deus tupi do amor Rudá, que apesar de não ser tão conhecido para muitos indígenas é extremamente importante, venha conhecer um pouco mais sobre ele!
Na mitologia tupi, é o deus do amor e do afeto. Vive nas nuvens e sua função é despertar o amor dentro do coração dos homens. “No começo havia a escuridão. Então nasceu o sol, Guaraci. Um dia ele ficou cansado e precisou dormir. Quando fechou os olhos tudo ficou escuro. Para iluminar a escuridão enquanto dormia, ele criou a lua, Jaci, tão bonita que imediatamente apaixonou-se por ela. Mas, quando o sol abria os olhos para admirar a lua, tudo se iluminava e ela desaparecia. Guaraci criou então o amor, Rudá, seu mensageiro, que não conhecia luz ou escuridão. Dia e noite, Rudá podia dizer à lua o quanto o sol era apaixonado por ela. Guaraci criou também muitas estrelas, seus irmãos, para que fizessem companhia a Jaci enquanto ele dormia. Assim nasceu o céu e todas as coisas que vivem lá. ”
(Adaptação de versão de Couto de Magalhães)                       
Deus do Amor (Tupi), encarregado de promover a reprodução de todos os seres vivos. Tem a aparência de um guerreiro e vive nas nuvens, com duas ajudantes: Cairé (a Lua Cheia) e Catiti (a Lua Nova). Essas duas tinham a missão de despertar saudades nos amantes ausentes.
Rudá é o Cupido dos Indígenas. É a ele que as virgens e os guerreiros se dirigiam, pedindo-lhe proteção nas suas pretensões amorosas.                       
As cunhãs, nas horas de saudade do seu amado, como suas ancestrais índias, erguiam a voz à Rudá de braço estendido na direção em que deve andar o seu bem-amado, e imploravam:
"Rudá, Rudá,
Iuaká pinaié
Amãna reçaiçu
Iuaká pinaié
Aiuté Cunhã
Puxiuéra oikó
Ne mumamára ce recé
Quahá caarúca pupé"
Traduzindo:
" Óh Rudá, tu que estás nos céus e que amas as chuvas...Tu que estás no céus...faz com que ele, por mais mulheres que tenha, as ache todas feias; faz com que ele se lembre de mim esta tarde quando o Sol se ausentar no ocidente…"

Invocações à lua
Os tupis consideravam as luas, cheia e nova, elementos auxiliares de Rudá, os deuses do amor, e tinham invocações semelhantes às que cantavam aquele deus, e para o mesmo fim de trazer os amantes ao lar doméstico, pelo poder da saudade. Eram estas as invocações à lua cheia (cairé) e a lua nova (catiti):
Cairé, cairé nú
Manuára danú çanú
Eré ci erú
Piape amu
Omanuara ce recé
Quanhá pitúna pupé
Catiti, catiti
Imara notiá
Notiá imára
Espejú (fulano)
Emú manuára
Ce recé (fulana)
Cuçukui xa ikó
Ixé anhú i piá póra.

Cuja tradução, apesar da ignorância do sentido de alguns versos, é assim apresentada:
Eia, ó minha mãe (a lua) fazei chegar esta noite ao coração (do amante) a lembrança de mim.
Lua nova, ó lua nova! Assoprai em fulano lembranças de mim, eis-me aqui, estou em vossa presença; fazei com que eu tão somente ocupe seu coração.                       
Rudá é um Deus do panteão tupi, regente do amor. No Paganismo Piaga, Rudá faz parte da Linha dos Deuses Nativos -> Corrente Colona. Ele é celebrado especialmente na época da Festa da Fertilidade, quando se fazem pedidos relacionados ao amor, fartura e reprodução.                       
Segundo o mito, Rudá vive nas nuvens e tem a missão de despertar o amor no coração das mulheres e dos homens. Também é chamado de Perudá e foi descrito (por Couto de Magalhães) como um guerreiro branco, belo e gentil.
Cabe a Rudá promover a perpetuação de todas os seres vivos. Com a ajuda de Cairé (a Lua Cheia) e Catiti (a Lua Nova) ele provoca saudades nos amantes que se afastaram de seus amores, fazendo os mesmos retornarem para casa.                       
Segundo o mito, Rudá também é auxiliado por uma serpente mágica, que reconhece as moças virgens das tribos e devora as que perderam a virgindade. Esse mito reforça a importância da virgindade antes do casamento, isso para algumas tribos nativas, pois é algo que não é adotado na tradição piaga.                       
De acordo com o mito de Rudá contato por Couto de Magalhães, o Deus do Amor foi criado por Guaraci (O Sol), pois quando a luz solar tocava em Jaci (A Lua), tudo se iluminava demasiadamente e desaparecia. “No começo havia a escuridão. Então nasceu o sol, Guaraci. Um dia ele ficou cansado e precisou dormir. Rudá então foi criado para ser mensageiro do amor dos Deuses, pois ele não conhecia luz ou escuridão.
Dia ou noite, Rudá podia dizer à lua o quanto o sol era apaixonado por ela. Guaraci criou também muitas estrelas, seus irmãos, para que fizessem companhia a Jaci.
A Rudá eram dirigidos apelos de virgens e guerreiros, que pediam por proteção e boa sorte em suas pretensões amorosas. As cunhãs (moças), quando sofriam por saudade dos amados, oravam a Rudá, erguendo os braços (em direção ao local onde achavam que os parceiros estavam) e imploravam.                       
Rudá aceita como oferendas: penas de pombo, símbolos fálicos, pedras pintadas com símbolos de fertilidade e amor, pitanga, sementes de pau-brasil e grãos em geral. As oferendas podem ser deixadas em matas ou montanhas.                       
"Rudá" ou "Perudá", o deus do amor na mitologia Tupi, possui ao seu serviço uma serpente que reconhecia as moças que se conservavam virgens, recebendo delas os presentes que lhe levavam, e devorando as que haviam perdido a virgindade.
Os Tupinambás do Pará acreditavam que havia destas serpentes no lago Juá, pouco acima de Santarém.
Quando alguma donzela era suspeita de ter perdido a virgindade, seus pais levavam-na ao lago, e aí deixando-a a sós em uma ilhota, com os presentes destinados a serpente.

Que sejam sempre prósperos;

Raffi Souza.

04 maio 2017

Erva sagrada: Rosa

Erva sagrada: Rosa!


Hoje vou falar sobre uma erva muito conhecida, mas antes um pequeno aviso sobre isso: já adiantando, hoje a aula é sobre o uso de erva tanto medicinalmente como magicamente falando, mas como sempre aconselho não devemos usar algo sem conhecermos, então antes de usar qualquer erva procure um médico, ou alguém que entenda bem sobre isso, essas aulas são apenas para ajudar um pouco. Agora vamos a matéria em si, venha conhecer sobre o uso medicinal e magia das Rosas, lembrando que pode haver outras formas de se utilizar aqui coloco apenas algumas, ok? Vamos lá
Uso medicinal das rosas
Rosa Branca.
A rosa branca é um tipo de rosa, também conhecida como rosa, rosa arbustiva ou rosa de corte, muito utilizada como planta medicinal calmante.
O seu nome científico é Rosa Alba L. e pode ser comprada na floricultura, mercados ou lojas de produtos naturais.
Para que serve a rosa branca
A rosa branca serve para tratar inflamações nos olhos, desinfetar ferimentos, tratar prisões de ventre, ansiedade, nervosismo, tosse, dores de garganta bronquite. É usada também para limpeza de pele.
Propriedades da rosa branca
As propriedades da rosa branca incluem a sua ação adstringente, calmante, laxativa, digestiva, anti-inflamatória e depurativa.
Modo de uso da rosa branca
- Para fins terapêuticos são utilizadas as pétalas ou sementes da rosa branca.
- Chá para limpeza de pele: Adicionar as pétalas e sementes em água fervente, deixar esfriar e lavar a pele.
- Chá calmante: Adicionar 10 g de pétalas e sementes de rosa branca em 500 ml de água fervente, com uma colher de sopa de mel, e beber 3 vezes ao dia.                       
Rosa Rubra
A rosa-rubra é planta medicinal popularmente conhecida como rosa-francesa, rosa-vermelha, rosa de Jericó e outras denominações, pertencente à Família das Rosaceae.
Nativa da Europa Central e da Ásia (incluindo uma Ocidental Ásia, a Turquia), uma rosa-rubra apresenta folhas geralmente com cinco folíolos ovados ou suas orbiculares e Flores são Grandes, de coloração vermelho vivo; os frutos geralmente apresentam núcleos brilhantes que variam de laranja a vermelho até púrpura e são muito atrativos para pássaros.
Como Propriedades Medicinais
A rosa-rubra possui ação adstringente e cardiotônico.
Os Benefícios e como Indicações de uso
- Resfriados;
- Bronquite;
- Gastrite;
- Diarreia;
- Depressão (calmante);
- Infecções oculares;
- Dores de garganta;
- Feridas leves
- Problemas de Pele;
- Leucorreia;
- Aftas (óleo essencial);
- Antisséptico local;
- Digestiva atonia.
Como utilizar uma rosa-rubra?
- Chá (infusão) de Pétalas de rosa;
- Água de rosas;
- Xarope de rosas;
- Mel de rosas.
- Chá de rosa-rubra
Para preparar o chá de rosa-rubra, basta adicionar três colheres de sopa da planta um ½ litro de água. Assim que a água alcançar fervura, desligue o fogo. Tampe o recipiente e deixe uma solução abafada por cerca de 10 minutos. Após esse período, é só coar e beber. A indicação de consumo de duas a três xícaras um do chá ao dia.
Para tratar afecções da garganta e da boca, uma indicação e fazer gargarejos, com uma medida de 6 gramas da planta em um copo de água fervente.                       
ROSA RUBRA
Rosa gallica.
Descrição: Planta da família das Rosaceae. Arbusto de ramos delgados, armados de espinhos, flores de cheiro suave e agradável. Também é conhecida pelos nomes de rosa-francesa, rosa-vermelha, roseira-francesa, roseira-rubra, rosa verdadeira e rosa de jerico.
As rosas podem ser arbustivas ou trepadeiras, com folhas compostas, pinadas, estipuladas e alternadas, tendo foliados com bordos serrilhados. As plantas geralmente apresentam acúleos. As flores, grandes e perfeitas, aparecem geralmente isoladas ou em grupos de 2 ou 3, sendo que algumas espécies possuem cachos com número variado de flores. As flores geralmente desabrocham no final da primavera ou início do verão e são polinizadas por insetos. As flores são perigíneas, com 5 sépalas, 5 ou mais pétalas, com vários estames inseridos nas bordas do hipanto, sendo que os vários pistilos surgem de dentro de sua cavidade. No fruto, o hipanto aumenta para se tornar carnoso e globular, e os pistilos se tornam aquênios, com uma semente cada. A parede do aquênio é geralmente dura e resistente a danos. Os frutos podem amadurecer do final do verão até o outono, mas eles persistem usualmente nas plantas ao longo do inverno, provavelmente como uma forma de atrair os dispersores. Os frutos geralmente têm cores brilhantes que variam de laranja e vermelho até púrpura, e são atrativos para os pássaros.
Habitat: O gênero Rosa ocorre principalmente nas zonas temperadas do hemisfério norte e tem origem na Ásia.                       
História: Existem evidências fósseis indicando que as rosas existem na Terra há mais de 40 milhões de anos (BARASH, 1991). No entanto, análises moleculares do DNA de rosas atuais mostram que elas devam existir há muito mais tempo, há cerca de 200 milhões de anos (FLOWERMONTHCLUB, 2003); as rosas estão entre as flores mais antigas em cultivo em todo o mundo, seja por sua beleza, perfume, qualidades medicinais ou uso culinário. O gênero Rosa é reconhecido por sua complexidade taxonômica devido, em parte, à hibridização, poliploidia e apomixia. O número de espécies descritas varia desde 30 até 4266, mostrando a dificuldade de definição existente, graças à diversidade morfológica que o gênero exibe. Apenas 2 espécies de Rosa contribuíram para o desenvolvimento das cultivares modernas. As rosas foram trazidas ao Brasil pelos jesuítas entre os anos de 1560 e 1570, mas somente a partir de 1829 ocorreu o plantio de roseiras em jardins públicos. O uso das rosas não é meramente ornamental, algumas espécies servem de alimento para animais silvestres, enquanto outras possuem propriedades fitoterápicas. Produzem óleos e essências empregados na perfumaria e cosmética ou na culinária. Uma receita de confeitos de rosas, romana, é a mais antiga referência do uso desta flor como ingrediente; no século X, os persas exportavam água de rosas para toda a Europa, Ásia e norte da África como aromatizante em bolos e biscoitos. No século XIV, as rosas eram usadas extensivamente em molhos para peixes e caças, e também em sobremesas, confeitos e conservas. No século XIX as rosas foram usadas como corantes e aromatizantes em chá, molhos, óleos, confeitos e conservas.                       
Parte utilizada: Flores.
Origem: Nativa da Europa e da Ásia,
Propriedades medicinais: Adstringente, cardiotônico.
Indicações: Afecção da garganta e da boca, atonia digestiva, diarreia. Antisséptico local.
Princípios ativos: taninos; Óleo essencial: citronela, geraniol, nerol fenil-etanol, linalool e citral. (Sendo necessários 5 mil kg de pétalas de rosas para se produzir 1 litro de óleo essencial (GILL & POGGE, 1974); Hipantos; Carotenos; Pectina; D-sorbitol; Vitamina C; Ácidos málico e cítrico; Antocianinas; Geras; Princípios amargos.                       
Farmacologia: Os chineses foram os primeiros a descobrir as qualidades medicinais das rosas: Algumas variedades cultivadas, principalmente R. damascena e R. gallica, são utilizadas para obter óleos essenciais e a água destilada de rosas. A essência extraída das pétalas é empregada como aromatizante em perfumaria e cosmética (Silvestre & Montserrat, 2001); os botões florais e as pétalas de algumas rosas (R. gallica, principalmente) são utilizados em fitoterapia, para uso no tratamento de algumas afecções dermatológicas, devido à riqueza em taninos. Os hipantos das rosas (em especial de R. canina), além dos taninos com propriedades adstringentes, são ricos em carotenos, pectina, D-sorbitol, vitamina C e ácidos málico e cítrico, sendo recomendados nas dietas para ganhar peso. No entanto, o principal uso das rosas tem sido, sem dúvida, em horticultura ornamental (GILL & POGGE, 1974); Rosas silvestres proporcionam uma valiosa cobertura e alimento para a vida silvestre, especialmente pássaros e mamíferos, que agem como dispersores de sementes (GILL & POGGE, 1974), sendo também utilizadas como alimento por muitos ungulados domésticos e silvestres (MEYER, 2003).                       
Modo de usar:
Infusão das folhas. Tomar uma xícara de 3 a 4 x dia; gargarejos: afecção da garganta e da boca. Usar 6 gramas em um copo ode água fervente.
Posologia: O fruto de R. canina (rosa mosqueia) é usado em geleias, chás e é uma excelente fonte de vitamina C (DENSMORE & ZASADA, 1977); Suas folhas podem ser adicionadas a outras ervas na preparação de chás e suas pétalas são usadas no preparo de confeitos, xaropes, molhos e vinagres; 1g de pétalas secas ou 2g de pétalas frescas (1 colher de sopa para cada xícara de água) em infuso para uso interno, até vezes ao dia e para gargarejes e compressas; 60g de pétalas para 750ml de vinagre para uso interno para 750ml de vinagre para uso interno e exno.                       
Na era do Paleolítico as rosas já existiam na Terra, porém de uma forma mais selvagem. Nasciam em qualquer região e se mantinham sozinhas.
Os chineses, há 5 mil anos, resolveram cultivar essas flores e aproveitar suas propriedades medicinais, as quais foram sendo descobertas aos poucos.
Com o passar dos anos e os avanços da ciência, a rosa vermelha passou a ser considerada uma aliada da saúde humana. Para aproveitar suas essências, é possível preparar um chá com as pétalas dessa flor.
A bebida, além de perfumada e ter um gosto agradável, também possui poucas calorias não interferindo na alimentação ou dietas de seus consumidores.                       
Benefícios e propriedades encontrados nesta flor
As pétalas de rosa são ricas em vitamina C, por essa razão ajudam a tonificar o sistema imunológico do organismo favorecendo uma melhor proteção à saúde.
Também por essa propriedade, o produto natural age como antioxidante, impedindo a proliferação de toxinas e radicais livres no corpo. Consequentemente, previnem o envelhecimento precoce e ainda mantém a pele e o cabelo saudáveis.
Além disso, os chás de rosas vermelhas trabalham para atenuar cólicas menstruais, por isso é considerada uma grande aliada das mulheres.
Vale ressaltar que as cólicas fortes nem sempre são normais, assim, antes de fazer tratamentos alternativos, é preferível ir a um médico especialista e se certificar de qual melhor remédio utilizar.
Uma outra propriedade medicinal presente nas rosas vermelhas é a chamada polifenol. Essa, por sua vez, auxilia o organismo a prevenir problemas cardiovasculares, osteoporose e até mesmo o câncer.
Estas flores também possuem propriedades adstringentes, antissépticas, antialérgicas e antidepressivas. Além disso, melhora a circulação, tonifica o coração e age como um poderoso calmante. Já para a pele é ótimo quando o assunto é o combate de espinhas e cravos.                       
Chá de rosa vermelha
Preparar a infusão de rosas vermelhas é fácil e pode ser feita de duas formas, com as pétalas secas ou frescas. No primeiro caso, são utilizadas duas colheres (de chá) das pétalas em uma xícara de água filtrada.
Porém, se for com as partes ainda frescas, a quantidade aumenta, sendo três xícaras de água para duas xícaras de pétalas sem a parte branca da base, evitando assim um gosto amargo da bebida.
O tempo no fogo é o mesmo. Deixe a mistura ficar por até cinco minutos em ebulição e depois coe o líquido. É preferível ingerir sem adoçar, mas se for o caso opte pelo mel. A dica é beber até duas xícaras por dia, evitando superdosagens e efeitos colaterais indesejados.                       
Rosa: Dedicada as todas as mães. Vermelha é usada nas magias de ciganos, Iansã, deusa Tara e magias de amor e paixão, assim como em poções e comidas. Rosa nas magias de harmonia e amor, dedicada a Deusa Vênus e Mestra Rowena, Amarela é dedicada da Deusa Fortuna, Diana, Oxum e usa nas magias solares e de abundância, é ótima para banhos – trazendo segurança e brilho; a branca é o símbolo da pureza e é ótima nos banhos de descarrego e proteção, deve ser dedicada a Cristo, Oxalá, Cernunus, Tara Branca, Maria, Ceridween; a violeta atua na transmutação e perdão, além de trazer paz e abundancia, deve ser dedicada a Kuan Yin, Xapanã e Saint-Germain; a Rosa tricolor é dedicada a todos os guias e é usada nos ritos para as fadas.
”Invoco o grande, o puro, o terno e grandioso amor, o deus alado, arqueiro, ágil e ardente...”
A lenda grega conta que a rosa é filha do borrifo que nasceu do sorriso de Eros. Paradoxalmente, ela é símbolo da virtude e do pecado.
Considerada a mais romântica das flores, a rosa representa o amor e suas nuances. Para cada cor destas flores, existe um significado que se torna especial e mágico a cada momento. As flores de cores vermelhas são fortes estão associadas ao amor intenso, a paixão, ao excessivo, ao vital e pleno, ao arrebatador. A uma tonalidade muito escurecida é comumente usada nos períodos de luto.
As flores amarelas representam amizade e felicidade, mas também pode indicar dúvidas ou ciúmes. Já, a rosa laranja transmite a ideia de fascínio ou encanto. A rosa cor de rosa também diz respeito à amizade, mas de certa forma está também ligada ao carinho, gratidão, doçura e charme.
As flores de tom rosa claro das rosas são comumente entendidos como uma gentileza. A rosa chá representa respeito e admiração; a rosa branca quer dizer pureza, paz; e rosa Champagne exprime admiração, simpatia, prazer e reverência.
Para presentear as senhoras de idade, aconselha-se rosas cor de rosas, laranjas, amarelas, rosas-chá e Champagne. As rosas brancas são as mais apropriadas para presentear moças jovens, mas também servem as rosas cor de rosas ou amarelas. Reserve as rosas vermelhas para demonstrar que está apaixonado.
Outros significados surgem ainda conforme elas se apresentam ou se misturam: um buquê repleto de rosas significa gratidão; um cacho de rosas representa encanto; uma coroa ou guirlanda é uma recompensa por mérito; rosas vermelhas e brancas representam união e harmonia; as amarelas com vermelhas significam alegria; vermelhas e rosadas representam o amor apaixonado; quando coloridas com tons claros representam amizade e solidariedade; coloridas com as vermelhas em destaque representam amor feliz; rosas sem espinhos falam de amor à primeira vista; e uma solitária rosa diz simplesmente: ‘te amo’.                       


Raffi Souza.

26 abril 2017

A deusa do sarcasmo: Momo!

A deusa do sarcasmo: Momo!


Vamos falar sobre a deusa que deu a origem ao sarcasmo, a ironia e outras coisas, vamos conhecer um pouco sobre a Deusa Grega Momo!
Na mitologia grega, Momo (Momus) era a personificação do sarcasmo, da reclamação, da culpa e da ironia. Ao contrário do que se pensa, Momo era mulher, patrona de escritores e poetas, representada com uma máscara que levantava para exibir seu rosto, e com um boneco numa das mãos, simbolizando a loucura. Filha de Nix (sem pai), aparecia constantemente no cortejo de Dionísio, ao lado de Comos, deus das farras.                       
Conta-se que Momo foi convidada para avaliar a criação de três deuses em concurso: Atena, Poseidon e Hefesto. Criticou Atena por ter criado a casa, pois devia ter rodas de ferro em sua base, para que o dono pudesse levá-la assim que viajasse. Zombou do deus do mar por ter criado o touro com os olhos sob os chifres, quando esses deviam estar no meio, para que ele pudesse ver suas vítimas. Por fim, riu do ferreiro dos deuses por ter fabricado Pandora sem uma porta para que se pudesse ver o que ela mantinha oculto em seu coração. Não bastando isso, ironizou Afrodite, dizendo que não passava de uma tagarela e que usava sandálias que rangiam, e teve a audácia de fazer comentários jocosos sobre a infidelidade de Zeus para com Hera. Seus atos a levaram ao exílio do Monte Olimpo.                       
Mais tarde, estando Zeus preocupado com o fato de que a Terra oscilava com o peso da humanidade, permitiu o retorno de Momo ao convívio do Olimpo desde que ela o ajudasse a descobrir uma solução para o problema. Brincalhona, ela sugeriu que o deus criasse uma mulher belíssima pela qual muitas nações guerreassem e assim se destruíssem. Zeus levou-a a sério e assim nasceu Helena, que levou os gregos à Guerra de Tróia.                       
Na Roma antiga, Momo e Comos foram unificados em uma divindade masculina que se tornou símbolo de festas e a imagem icônica em manifestações artísticas. Durante os três dias de festividades ao deus Saturno (o nosso Carnaval), o mais belo soldado era designado para representar o deus Momo, ocasião em que era coroado rei e tratado como a mais alta autoridade local, sendo o anfitrião de toda a orgia. Encerrada as comemorações, o “Rei Momo” era sacrificado. Posteriormente, passou-se a escolher o homem mais obeso da cidade, para servir de símbolo da fartura, do excesso e da extravagância.                       
É a deusa do sarcasmo. Momo é uma deusa menor e pouquíssimo conhecida tendo aparições curtas e de pouca importância. Filha da deusa da noite Nyx, Momo teve sua maior aparição nos acontecimentos que levaram a guerra de Troia.

Quando a quantidade de homens sobre a terra estava crescendo em um ritmo muito grande, Zeus pretendia aumentar o número de mortes para assim resolver o grande problema do aumento gigantesco da população. O pai dos deuses e dos homens desencadeou a guerra de Tebas, mas esta não foi o suficiente.

Momo então se apresentou, aconselhando a Zeus que oferecesse a nereida Tethys a um mortal. Havia sido profetizado que se um está se casasse com Poseidon ou Zeus teria um filho mais forte que o pai. Não poderia haver maior sarcasmo no conselho da deusa, enviando a ninfa a um simples mortal quando ela poderia ter um filho que superaria o próprio Zeus.

Deste casamento nasceu Aquiles. Com a ajuda da deusa Eris que lançou o pomo da discórdia que culminou na guerra de Troia, a população foi reduzida drasticamente com uma década de guerra e o problema assim resolvido.                       
Na mitologia grega, Momo (em grego Μώμος, Mômos, "burla", "crítica" ou "zombaria" e em latim Momus) é a personificação do sarcasmo, das burlas e de grande ironia, sendo a deusa dos escritores e poetas.                       
MOMO – Personificação do sarcasmo e das ironias. Foi Momo que aconselhou Zeus a entregar Tétis em casamento a um mortal e dessa união nasceria um filho e ele próprio engendraria uma filha que suscitaria uma guerra entre asiáticos e europeus, a Guerra de Tróia, que teria muitos mortos que daria equilíbrio demográfico necessário.
Uma outra versão seria a seguinte:
Momus era um daimon filho de Nix, que se tornou a personificação do sarcasmo, do delírio, do ridículo, do deboche, da paródia, do desprezo, da censura, da culpa e da crítica cortante. Ele morava no Olimpo junto aos deuses, mas com suas críticas perversas, com seus deboches e censuras, foi minando a simpatia dos deuses. Censurando a todos os deuses, expunha os defeitos que encontrava em cada um deles, interpretando a atitude de todos a seu modo e ainda fazia intrigas e fofocas.

Certa vez, Momus foi escolhido para julgar dentre os deuses, qual deles entre Zeus, Poseidon e Atena poderia criar algo realmente bom. Zeus criou o melhor dos animais - o homem, Atena criou a casa para as pessoas morarem e Poseidon criou um touro. Por ter o hábito de criticar, Momus criticou o touro porque não tinha olhos embaixo dos chifres para mirar seus alvos, criticou o homem por não ter uma janela no coração que permitisse aos outros verem o que tinha no coração e criticou a casa porque ela não tinha rodas em sua base não permitindo deslocá-la para outros lugares. Isso aborreceu os deuses.

Hefesto e Afrodite eram os seus principais alvos, já que a esposa de Hefesto tinha casos extraconjugais. Hefesto, que tinha uma deficiência nas pernas, recebia inúmeros adjetivos. Com isso, Afrodite despertou nele uma fome insaciável o que o fez comer tanto que se tornou excessivamente obeso.

Porém, sempre rindo dos outros, Zeus o expulsou do Olimpo, lançando-lhe a maldição de sorrir para sempre. E assim, ele passou a perambular pela terra, se tornando reverenciado apenas pelos loucos e acompanhando a trupe de Dioniso, embalados pelos sons dos tamborins dos coribantes. Usando um gorro com guizos e segurando uma boneca ou um cetro terminado em uma cabeça grotesca na mão, Momus passou a ser o símbolo da insanidade.

Ainda antes da era cristã, gregos e romanos incorporaram essa figura mitológica a algumas de suas comemorações, principalmente as que envolviam sexo e bebida. Na Grécia, registros históricos relatam que os primeiros reis Momos desfilavam em festas de orgia por volta dos séculos 5 ou 4 a.C. Geralmente, o escolhido era alguém gordinho e extrovertido.

Nas bacanais romanas, os participantes selecionavam um Rei Momo entre os soldados mais belos do exército. Esse monarca era o governante de um período de liberdade total e desfrutava de todas as regalias durante a festa, como comidas, bebidas e mulheres. Terminada a festança, ele era levado ao altar do deus Saturno para ser sacrificado. Depois de morto, era velado e enterrado com todas as honrarias de um chefe de estado. Se “rei morto, rei posto”, a cada ano era eleito um novo rei Momus.

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O mito de Momus destaca a maledicência, um dos flagelos da humanidade. Mais terrível que a agressão física, fere a dignidade humana, destrói a reputação e existência alheia pelo boato. Mais insidiosa que uma epidemia, se alastra nas bocas que nada de útil tem a dizer. Arma perigosa ao alcance de qualquer pessoa e em qualquer idade, é muito fácil usá-la: basta ter um pouco de maldade no coração, que o tribunal corrupto onde o maledicente coloca o réu ausente.

A maledicência acusa, julga e condena os outros, sem conceder direito de defesa ou contestação, porque o boato açoita sem misericórdia. É tão devastadora e, no entanto, não exige compromisso para quem a emprega. Jamais encontraremos o autor de um boato maldoso, de uma fofoca comprometedora, pois o maledicente sempre a vende pelo mesmo preço que comprou. Gratuita, ninguém está livre da fofoca, nem mesmo aqueles que se destacam na vida social por sua realização e capacidade profissional. Estes, ao contrário, são os mais visados. Nada é mais gratificante para o maledicente do que querer mostrar alguma deficiência dos bem-sucedidos.

A origem da maledicência está no atraso moral da criatura humana. Intelectualmente, a humanidade já atingiu descobertas científicas notáveis, mas moralmente, a humanidade continua agressiva e inconsequente como um homem da caverna. Se não usam a clava, usam a língua para ferir, atendendo aos seus propósitos de autoafirmação, revide, justificação ou pelo simples prazer de atirar pedras em vidraças alheias.

Não se dá conta aquele que se compraz em criticar a vida alheia, que a maledicência é um ato de autofagia, condição do animal que come o próprio corpo. O maledicente pratica a autofagia moral. A má palavra, o comentário desairoso contra alguém gera no autor um clima de desajuste íntimo, em que ele perde força psíquica e se autodestrói moralmente, envenenando-se com a própria maldade. Por isso, pessoas que se comprazem nesse tipo de comportamento são sempre inquietas e infelizes.

O maldizente fatalmente será vítima da maledicência, pois sua tendência é criar ambiente propício à disseminação de seu veneno. A vida também cuida de situá-lo numa posição em que esteja sujeito a críticas e comentários, até que aprenda a respeitar o próximo. A ninguém compete o direito de julgar o outro, porque antes disso é necessário remover o que impede de enxergar a si mesmo, porque tendemos a identificar com muita facilidade nos outros, o que existe em abundância em nós mesmos.

Espero que tenham gostado de conhecer um pouco mais sobre essa deusa grega que até hoje é muito presente em nossas vidas! Infelizmente ainda julgamos as pessoas, falamos mal sobre elas, criamos intrigas, não digo todos, mas em suma a maioria faz isso sim! Então vamos nos controlar um pouco mais com nossas línguas!
Que sejam sempre prósperos;

Raffi Souza.