13 dezembro 2016

Flidais a deusa da sensualidade!

Flidais a deusa da sensualidade!

Flidias é a Deusa celta da Sensualidade e Senhora das Florestas.
 Ela reúne os atributos da deusa Àrtemis com a sensualidade de Afrodite. Como Senhora das Florestas, ela cuida de todas as coisas silvestres e indomáveis da natureza e está associada ao Homem Verde. 

Para aqueles que destroem indiscriminadamente bosque se árvores, o Homem Verde é um espírito maligno. Para aqueles que amam e usam de modo sábio as árvores, ele é a tímida entidade que encoraja o crescimento da árvore. Mas Flidais também está associada aos animais, em especial ao gado e muitas vezes surge conduzindo uma carruagem puxada por oito cervos e chamava todos os animais da floresta de"seu gado". 

As acepções simbólicas do cervo (gamo) são numerosas, sendo a mais notável, a que o associa a Árvore do Mundo. Por seus chifres longos, que se renovam periodicamente, é comparado à Árvore da Vida. Assim, simboliza a fecundidade (à qual o ardor sexual não é estranho) e os ritmos do crescimento e renascimento. Um dos símbolos desta deusa é a corça, que está intimamente ligada com o feminino. 

Na mitologia grega ela era consagrada a Ártemis, que a caçava ou a usava para puxar sua biga. A beleza da corça vem do brilho extraordinário de seus olhos e este olhar é comparado muitas vezes ao de uma jovem. Além de sua graça e beleza, a corça simboliza a virgindade e pureza. 
Flidias tinha como símbolos também, a grama verde, as árvores e as nascentes das terras das florestas. Flidias era descrita como uma mulher altiva, forte e muito bela que apresentava cabelos dourados. O dourado não apenas define seu esplendor, mas também faz a consciência despertar. 

O domínio do consciente em Flidias não é espiritual e sim terreno, uma exaltação da mais alta pureza, que reluz como ouro. A deusa exemplifica os aspectos da natureza feminina que se manifestam na matéria.

Beleza física, consciência integrada no corpo e capacidade de conectar emoções profundamente sentidas com relacionamentos. Todos estes atributos, como já dissemos, provêm da associação de Flidias com as deusas Àrtemis e Afrodite. Flidias possuía uma vaca mágica cujo leite era capaz de alimentar diariamente centenas de guerreiros. 

A vaca mágica da deusa, como o resto dos animais de Outro Mundo na tradição irlandesa, possuía a pelagem totalmente branca, exceção feitas às orelhas, que eram da cor vermelha. 
Muito embora, não se têm conhecimento de quem seja o pai, Flidais teve três filhas: Bé Téite (Mulher Luxuriosa), Bé Chuille, a Senhora do Mundo Selvagem e também uma druidesa, e ainda, Fland.
Alguns autores relatam que Fland vivia sob as águas e seduzia os homens, levando-os para seu reino escuro e frio.

ARQUÉTIPO DA SENSUALIDADE:
Flidias, como deusa do amor e da sensualidade, apresenta um aspecto mutante e transformativo do feminino. Lendas nos contam que realmente ela podia mudar de forma e transformar-se no que quisesse. E, quando seu arquétipo é ativado em nós, também vemos o mundo e nós mesmos sob uma luz diferente. Fluidos criativos são estimulados, e as fronteira sou limites racionais são impelidos para o domínio do irracional, digamos, quase animal.
Novas atitudes precedem certo excitamento, e a própria vida adquire novo significado: Mudanças bem-vindas prosseguem de mãos dadas com atitude criativa da assunção de riscos. A mulher que vem conhecer a Deusa das Florestas cresce na compreensão do aspecto divino de sua natureza feminina.
Ela é guiada por suas mais profundas necessidades, por idéias e atitudes que vêm de dentro. Ela não será contaminada por circunstâncias externas ou excessivamente atingida por críticas. Isto acontece, porque Flidias é a floresta virgem, que é livre e espontânea, grávida de vida, de acordo com as leis da natureza. É intocada pelas leis dos homens.

A mulher que tem consciência desta deusa cuida de sua alimentação, faz exercícios e aprecia os rituais como banhar-se, vestir-se e aplicar cosméticos. Mas não se trata aqui de propósito superficial de apelo pessoal, relacionado à gratificação do ego, mas sim de respeito por sua natureza feminina.
 Sua beleza viva deriva da relação que tem consigo mesma. Esta mulher é virginal, mas isso nada tem a ver com um estado físico, mas com uma atitude interior. Ela não é dependente das reações dos outros para definir seu próprio ser. 

A mulher virginal não é apenas o reverso do homem, seja ele pai, amante, ou marido. Ela mantém-se em pé de igualdade em relação aos seus direitos. Não é governada por idéia abstrata do que ela "deveria" ser ou "do que as pessoas vão pensar". Ela é verdadeira para com sua natureza e seu instinto.

ARQUÉTIPO DA NATUREZA:
Flidais, como arquétipo da natureza, nos ensina que é a união que completa o ciclo. Assim como a semente é plantada na Primavera, cresce no Verão, e se faz a colheita no Outono, cada geração desova as sementes para a próxima geração. Devemos prestar muita atenção no plantio de nossas sementes, para que possamos ser recompensados com uma colheita generosa.
A tecnologia já nos trouxe muito conforto e nos mostrou muitas coisas no sentido científico, mas agora è tempo de nos voltarmos para a humanidade e para a conservação do planeta, incluindo seu relacionamento com o divino. 

Hoje, a ciência e a espiritualidade estão começando a integrar-se como um todo. Nosso relacionamento com a natureza é o coração da nova integração encontrada pela ciência e espiritualidade. 

Pessoas e árvores já não podem ser mais cortadas para atender às necessidades da tecnologia e das corporações, em busca do progresso científico. Já é hora de trabalharmos em cooperação com cada um e com a natureza. 

Flidais tem muita magia e gosta de pós e poções com gliter.
Quando invocá-la use incenso de ervas e deixe um copo com água ao lado. Peça-lhe socorro nas direções, peça-lhe que lhe ensine a ser bela e sensual. Quando precisar buscar algo, seja um emprego ou um amor ou até uma idéia para um feitiço, assim como metas e proteção.

 “Linda Flidais, senhora das Florestas, vinde ao meu encontro, chega perto de mim. Pegue minha mão e guie meus caminhos, cura-me com ervas, remove meus espinhos. Senhora Flidais, afasta aqueles que me querem mal, me ensina a pular as pedras, acender a fogueira que da luz, o amor divino e faz-me bela (belo) como vós. "

Para cura de animais, invoque sempre Flidais. Ela virá em consolo, trará o auxílio, guiará os espíritos. Peça sempre a Flidais que todas as questões com animais ela irá solucionar.
- Flidais: Deusa da floresta, dos bosques, da caça e das criaturas selvagens, representa a força da fertilidade e da abundância. Viajava numa carruagem puxada por cervos e tinha uma vaca mágica que dava muito leite. Seu nome significa "Doar", elucidado no conto de "Táin Bó Flidais" - O Roubo do Gado de Flidais, da saga do "Táin Bó Cuailnge". Tinha o poder de se metamorfosear na forma de qualquer animal.
Deusa da floresta, dos bosques, da caça e das criaturas selvagens, representa a força da fertilidade e da abundância.
Viajava numa carruagem puxada por cervos e tinha uma vaca mágica que dava muito leite.
Seu nome significa "Doar", elucidado no conto de "Táin Bó Flidais" - O Roubo do Gado de Flidais. Tinha o poder de se metamorfosear na forma de qualquer animal.

Símbolos: Cervo, Borboleta, trevo de 4 folhas
Dia: quarta-feira;
Cores: Verde, vermelho e laranja;
Aroma: cravo, maçã;
Ponto cardeal: Leste e Sul;
Estação: Primavera;
Associações:
Deusa: da sensualidade, da magia, da floresta, dos animais;
Cor: verde, rosa, azul, marrom;
Oferendas: mel, cravos, flores, maçã, imagens dela, etc.
Que os Deuses lhe abençõem!

Raffi Souza

05 dezembro 2016

O Deus da Guerra Nórdica: Tyr

O Deus da Guerra Nórdica: Tyr

Apesar de Tyr aparecer em poucas lendas, a mais conhecida história sobre ele envolve o feroz lobo Fenrir, o qual nenhuma cadeia poderia segurar. O deus supremo Odin ordenou que os anões fizessem um grilhão mágico tão forte que Fenrir não pudesse quebrá-la. Os anões  então criaram um que era suave e macio como seda, chamado Gleipnir. Fenrir desconfiou quando os deuses tentaram amarrar Gleipnir à sua volta. Mas ele permitiu que eles o amarrassem após o bravo Tyr colocar a mão na boca do lobo. Mas esta propensão para a nobrez


a lhe custou sua mão. Quando Fenrir percebeu que tinha sido enganado e que não conseguiria se soltar, ele devorou a mão de Tyr.
No Ragnarok, Tyr está destinado a batalhar com Garm, o cão de guarda do submundo - uma luta que resultará na morte de ambos.                       

Filho de Odin e Friga, Tyr é o deus da guerra e do valor e patrono da justiça. Era o deus da honra suprema e uma das doze divindades de Asgard.

Tyr também era invocado com frequência por várias nações do Norte, que como Odin, a ele pediam vitória. Considerado o deus patrono da espada, era indispensável que a runa que o representava estivesse gravada nas armas. Tyr, cujo nome era sinônimo de valentia e sabedoria, também conta com a ajuda das brancas valquírias, assistentes de Odin. Geralmente era representado como um deus manco, a partir de uma história que envolve o filho lobo de Loki, Fenris. Segundo dizem, Fenris cresceu de tal forma que os deuses, temendo que se tornasse incontrolável, resolveram acorrentá-lo, dizendo a ele que nao conseguiria se soltar. Fenris aceitou o desafio e, infelizmente para os deuses, rompeu as amarras. Os deuses pediram aos anões que fabricassem então uma corrente mágica, Gleipnir, com grandes poderes, apesar de fina. Fenris foi desafiado novamente e aceitou ser amarrado porém, desconfiado da finura da corrente, disse que alguém tinha que por a mão em sua boca. Tyr for o único que teve coragem. Quando Fenris se viu preso de vez, arrancou a mão do deus. Apesar de tudo, Tyr alimentou e cuidou do lobo amarrado para sempre.
Tyr era filho de Odin e Frigga, é a divindade da guerra e um dos doze grandes deuses do Asgard. A sua invencível espada, o próprio símbolo da sua divindade, foi forjada pelos anões filhos de Ivald, também armeiros de Odin. A sua espada também pertence à lenda e há uma muito especial que Guerber colheu nos finais do século passado, onde se contava que a espada venerada pelos Cheruski, uma vez roubada do templo em que era adorada, passou para as mãos de Vitelio, prefeito romano que, encorajado pela sua posse, se autonomeou imperador, mas não soube lutar com ela e morreu pelas mãos de um dos seus legionários germanos, que a empunhou para cortar-lhe o pescoço pela sua covardia. Átila depois encontrou-a enterrada na margem do Danúbio e, com ela, quase se apropriou da Europa, para terminar por ser morto com o seu fio, pelas mãos da princesa Ildico, que vingava assim as mortes dos seus produzidas pelo huno.                       

O terrível lobo Fenris foi um dos monstruosos filhos do deus Loki e a gigante Angur. Odin tentou domesticá-lo enquanto era um filhote e levou-o para o Asgard. Tyr foi o encarregado de alimentar a fera, dado que era o único que se atrevia a aproximar-se dela; assim o fez, vendo como o animal crescia em tamanho e ferocidade e não melhorava de maneira nenhuma a sua conduta. Então os doze acordaram amarrar o lobo com correntes, para evitar que pudesse converter-se num perigo para todos; mas as correntes não serviam de nada, pois Fenris partia-as com toda a facilidade; de maneira que os deuses pediram aos elfos que fizessem algo indestrutível. Os elfos misturaram os passos de um gato, o cio do urso, a voz dos peixes, saliva de pássaros, a barba de uma mulher e a raiz de uma montanha; com ela teceram uma corda inquebrável, Gleipnir, que quanto mais puxava mais se apertava.                       

Foram todos, deuses e lobos, para a ilha de Lyngvi, para propor a Fenris que provasse a sua resistência, coisa nada fácil, dado que ele receava de uma liga tão sutil. Como os doze insistiam, Fenris aceitou, com a condição de que um deles pusesse o seu braço dentro das fauces, para pagar por todos se algo saísse mal. De maneira que Tyr foi de novo o escolhido e deixou o seu braço à prova dentro da boca de Fenris, enquanto se lhe atava o Gleipnir ao pescoço e às garras. O lobo esticou e esticou a atadura, mas esta só se apertava cada vez mais. O lobo furioso comeu o braço de Tyr e os deuses meteram-lhe uma espada na boca, para calá-lo; do sangue que brotou do seu paladar brotou o rio Vom e lá ficou Fenris, à espera do dia final, até que chegasse o momento em que se partisse a sua ligadura e fosse o momento da sua vingança.                       

Týr é um Aesir (deuses ligados a fenômenos naturais - a guerra era considerada um fenômeno natural), que possui uma ligação direta com um dos filhos de Loki, o gigantesco lobo Fenrir, que discutiremos a seguir. Porém inicialmente vamos montar uma ficha técnica desse deus.

A genealogia de Týr, segundo a Edda Poética, se dá proveniente de Hymir, o que lhe garante o posto de ser mais antigo que Odin, sendo que, para algumas vertentes, ele é considerado como o deus patrono dos nórdicos. Já na Edda em Prosa, ele aparece como sendo filho de Odin com Frigga, a deusa do amor, o que lhe coloca em mesma posição de Thor, como um príncipe dentre o panteão.
Logo a única certeza que temos em relação a esse deus é que sua fama é muito antiga, sendo que o mesmo tem uma runa que o simboliza. Essa runa geralmente é encontrada em armas como espadas, lanças e machados utilizados em batalhas. O formato dessa runa é uma seta apontando para cima.                       

Existe também o fato de que Týr é uma alusão a Ares na mitologia grega e a Marte na mitologia romana, o que lhe trouxe grande apelo entre as pessoas, que necessitavam de uma figura forte para trazer coragem frente às guerras. Devido a esse fato, Týr ganhou muita popularidade, sendo que hoje, ainda é relembrado seu mito no terceiro dia da semana nos países de línguas anglo-saxônicas, como o inglês, por exemplo - Tuesday ou em sueco e norueguês - Tisdag.                       

Agora vamos discutir o fato mais icônico de Týr, um fato presente também em Odin e Mimir, que é o sacrifício de uma parte do corpo. O chefe do panteão sacrificou o olho direito e se auto-imolou na Yggdrasil, em busca de conhecimento supremo e Mimir uma orelha. Entretanto o corajoso Týr teve parte de seu antebraço direito decepado pela ira de Fenrir.

A lenda conta que Fenrir não podia ser contido por nada, quaisquer fossem os grilhões que tentassem conter o lobo titânico, acabavam se esfarelando frente à monstruosa força da besta. E sabendo da importância que Fenrir teria no Ragnarok, o panteão resolve pedir aos anões que construíssem algo mágico para evitar que o lobo se soltasse e trouxesse o crepúsculo dos deuses antes do esperado. 

Dessa forma os anões modelaram e teceram uma corda de seda que não poderia ser rompida facilmente, sendo mais poderosa que qualquer corrente já feita. Essa corda recebeu o nome de Gleipnir e era feita de coisas que não poderiam existir, porém como os anões de Svartalfhein eram conhecedores de coisas estranhas, os deuses resolveram dar uma chance a Gleipnir.

Gleipnir era composta por seis coisas distintas, sendo elas: o som do passo de um gato, o fio da barba de uma mulher, as raízes de uma montanha, os tendões de um urso, a respiração de um peixe e a saliva de uma ave. Todas essas coisas juntas garantiam a essa corda dos anões uma poderosa mágica que permitia a mesma ser praticamente indestrutível.

Então os deuses atraíram o monstruoso lobo para uma ilha, conhecida como Lyngvi bem no centro do lago Amsvartnir e lá mostraram a corda para Fenrir, que ao vê-la lança um olhar de deboche, permitindo que os deuses o envolvam na mesma, porém, com finalidade de amansar a besta, Týr dá um passo a frente e coloca seu braço dentro da boca de Fenrir, que a mantém aberta como se estivesse a zombar dos deuses.

Então, notando que a corda começou a apertar e seus movimentos ficaram extremamente limitados, o lobo entra em pânico, porém já era tarde e ele se encontrava envolto em tão delicada corda. Com raiva de ter sido preso, Fenrir então fecha a bocarra, decepando a mão e parte do antebraço direito de Týr. Logo o custo para prender a besta foi muito alto para Týr, mas o que lhe garantiu uma posição de grande destaque entre os deuses do panteão.                       
A morte de Týr é prevista no Ragnarok, onde ele irá lutar contra Garm, o cão de guarda do submundo. Essa batalha se mostra terrível, chegando ao ponto dos dois virem a perecer.

Associações:
Deus: da justiça, da ordem, da guerra, valor;
Cores\vela: vermelho, branco, roxo;
Oferendas: sua runa (uma seta apontando para cima), colocar as coisas em ordem, lutas, imagens dele, usar sua sabedoria pra fazer a justiça;

Que os Deuses lhe abençoem com sabedoria!

Raffi Souza.

30 novembro 2016

Açafrão!


Erva sagrada, Açafrão.

O açafrão propriamente dito é o produto é extraído dos estigmas de flores de uma variedade de Crocus sativus e utilizado desde a antiguidade como especiaria, principalmente na culinária mediterrânica.
Descrição: Planta da família das Iridaceae, também conhecido como açaflor, açafrão, açafreiro, açafroeiro.
Pequena planta cultivada principalmente nos jardins do Rio de Janeiro; apresenta folhas estreitas e flores rosáceas ou avermelhadas, com propriedades medicinais e tempero.
Atualmente, é a especiaria mais cara do mundo, uma vez que para a preparação de apenas alguns gramas utilizam-se milhares de flores da planta, processadas manualmente (cerca de 100 mil flores para obtenção de apenas cinco quilos de estigmas).
O Dicionario de botânica brasileira refere-se ao açafrão desta forma: Arbusto de quase um metro de altura, folhas roxeadas e compridas; a flor e seus tegumentos são amarelos, purpurinos, e avermelhados.
Quando seca tem grande consumo na Europa para a tinturaria; desprende de seus órgãos uma tinta amarela e um óleo volátil.
Na arte culinária e nas confeitarias costuma-se empregar o açafrão para dar uma cor agradável a muitas iguarias e confeições                       
Parte utilizada: Estigmas secos.
Origem: A variedade de Crocus sativus que se usa para extrair o açafrão é originária da região do mar Mediterrâneo e consumido na culinária da região, normalmente em risotos, caldos e massas.
Na Espanha, é item essencial à paella.
Pode cultivar-se no Brasil.                       
História: O açafrão é pelo menos tão antigo como a escrita, talvez até muito anterior à nossa era.
Da China ao Egito, da Grécia a Roma, o açafrão sempre foi apreciado pelo seu aroma requintado e propriedades medicinais.
O açafrão foi amplamente utilizado como condimento e como um pigmento, este uso ainda é aplicado, usado há séculos em molhos, arroz e aves.
Durante o período entre os séculos XVI e XIX, o açafrão foi usado em várias preparações do opiáceas para o alívio da dor.                       
Para que serve o Açafrão?
Princípios Ativos: Aldeídos terpenos (safranal, 2,2,4-trimetil-ciclohexa-1,3-dieno-carbaldeído, pineno e cineol), picrocrocina, carotenóides, crocetina, gentobiose, alfa e o beta-caroteno, licopina, zeaxanteno e mucilagem.
Propriedades medicinais: antiofídico, digestivo, emenagoga, espasmódica, laxante.
Pesquisadores da UFSC estão estudando o uso de nanocápsulas com princípio ativo do açafrão para tratamento do câncer de pele.
Indicações: histeria, inflamação, regular processos sanguíneos, tireoide, problemas digestivos, prisão de ventre, veneno de cobra.
Contraindicações/cuidados: Nenhuma contraindicação foi encontrada na literatura consultada, exceto de a planta possuir uma atividade emenagoga e abortiva.
Grandes quantidades de açafrão (mais de 5g o que é maior do que a quantidade geralmente usada na culinária) provocam a estimulação uterina e podem induzir o aborto.
Informação sobre o uso durante a amamentação não foi encontrada.
Efeitos colaterais:
Uma reação anafilática - angioedema , urticária ocorreu em um fazendeiro com 21 anos após ter ingerido arroz e cogumelos com açafrão.
Uma resposta positiva ao açafrão, com resultados negativos aos outros ingredientes, foi observada no 'teste do esfregasse' e pela técnica do RAST (Radioallergosorbent test), testando a presença de IgE; Alergia ocupacional sazonal, incluindo a rinoconjuntivite, a asma brônquica, e o prurido cutâneo, ocorreram em 15 trabalhadores expostos ao açafrão; Testes cutâneos e de RAST foram positivos para o açafrão.
Toxicologia:
Grandes doses de estigmas atuam como um sedativo e há relatos de uso fatal do açafrão como um aborti-faciente.
A presença das saponinas no rebento é tóxica a animais jovens.
A dose letal é 20 g, enquanto a dose abortiva é 10 g.
Os seguintes efeitos foram relatados após a ingestão de 5g açafrão: púrpura severa, trombocitopenia, e sangramento severo.
Um estudo demonstrou que o açafrão é não mutagênico e não tóxico, porém as doses usadas não foram mencionadas.                       
 1. O açafrão tem componentes bioactivos com poderosas propriedades medicinais. O açafrão é a especiaria que dá a cor amarela ao caril, usada na India há milhares de anos como especiaria e erva medicinal. Recentemente a ciência ocidental tem vindo a descobrir o que os indianos sabem há muito tempo: os componentes do açafrão, nomeadamente os curcuminóides, tem efeitos anti inflamatórios e anti oxidantes. Uma vez que os curcuminóides representam apenas 3% da composição do açafrão, devem ser usados extractos ou suplementos para se obterem efeitos relevantes.
2. O açafrão tem poderes anti inflamatórios, 100% naturais. Em curto prazo as inflamações são importantes. Ajudam o corpo a combater invasores e a reparar tecidos. Sem inflamações, bactérias e fungos podiam matar-nos. Apesar da inflamação de curto prazo ser benéfica pode-se tornar num problema se for crónica. Sabe-se que inflamações ligeiras, mas crónicas são responsáveis por muitas doenças ocidentais, incluindo doenças do coração, cancro, síndroma metabólico, Alzheimer e outras.  O açafrão consegue inibir algumas das moléculas e enzimas que se sabe serem responsáveis por inflamações crónicas.
3. Açafrão aumenta a capacidade antioxidante do corpo. Os danos oxidativos são uns dos mecanismos associados ao envelhecimento e a várias doenças. Envolvem radicais livres, moléculas altamente reactivas com electrons desemparelhados. Os antioxidantes do açafrão protegem o organismo dos radicais livres e dos danos oxidativos, neutralizando-os graças à sua estrutura química. Para, além disso, os curcuminóides fortalecem a actividade antioxidante das enzimas, incluindo a glutationa peroxidase, catálase e a superóxido dismutase.
4.  O açafrão reforça o factor neurotrófico derivado do cérebro, ligado à melhoria da função cerebral e a menor risco de doenças. Antigamente achava-se que os neurónios não eram capazes de se dividir e multiplicar depois da infância. Hoje sabe-se que não é assim. Os neurónios conseguem formar novas ligações, sinapses, e em certas áreas do cérebro multiplicam-se graças ao BDNF (Brain-Derived Neurotrophic Factor). O açafrão contribui para aumentar os níveis de BDNF, atrasando ou mesmo revertendo doenças do cérebro. Há também a possibilidade de conseguir melhorar a memória e lucidez.
5. O açafrão reduz o risco de doenças do coração. As doenças do coração tem sido um flagelo há muitas décadas e investigadores sabem cada vez mais sobre o assunto. Estas doenças são complexas e vários factores contribuem para elas. A curcumina, presente no açafrão, reverte muitos dos passos do processo patológico das doenças do coração, nomeadamente na melhoria do funcionamento do endotélio, revestimento dos vasos sanguíneos. A curcumina reduz também as inflamações e a oxidação, importantes para as doenças de coração.
6. O açafrão previne (e talvez trate) o cancro. O cancro é uma doença terrível caracterizada pelo crescimento descontrolado de células. Dos vários tipos de cancro, a maior parte é afectada pelos suplementos de curcumina com impacto no desenvolvimento do cancro ao nível molecular. Estudos revelam que o açafrão pode reduzir a angiogênese nos tumores e a metástase, bem como contribuir para a morte de células cancerígenas. Há também evidências da sua acção preventiva, sobretudo ao nível dos cancros do sistema digestivo.
7. A curcumina do açafrão pode prevenir e tratar Alzheimer.  A doença de Alzheimer é a mais comun das doenças neurodegenerativas e a maior causa de demência. Uma vez que não existe tratamento garantido e eficaz, prevenir esta doença é de grande importância.  A curcumina consegue atravessar a barreira hematoencefálica o que permite melhorias no processo patológico da doenças de Alzheimer.
8. Os doentes com artrite respondem bem a suplementos de curcumina. A artrite é um problema comum no mundo ocidental. Há vários tipos de artrite, mas a maior parte envolve inflamações nas juntas. O poder anti inflamatório da curcumnina  ajuda a tratar e prevenir a artrite.
9. Estudos demonstram que a curcumina tem benefícios  incríveis contra a depressão. Num teste controlado em 60 pacientes, um grupo tomou Prozac, outro uma grama de curcumina e o 3ª grupo tomou ambas, Prozac e curcumina. Ao fim de 6 semanas os gupos Prozac e curcumina revelavam melhorias semelhantes e o grupo com ambas as doses foi o que se saiu melhor. Curcumina demonstrou o seu poder anti depressivo. Mais sobre tratamento da depressão
10. A curcumina tem efeito anti aging e combate doenças crónicas relacionadas com o envelhecimento. Se a curcumina ajuda a prevenir doenças de coração, cancro e Alzheimer, então tem óbvios benefícios anti aging. Isto para além dos efeitos anti inflamatórios e anti oxidantes                      
 A planta que pertence à família do gengibre, o açafrão, é usada há muito tempo. Na Índia é um remédio popular, corante e tempero. É uma fonte de antioxidantes poderosos contra doenças cardiovasculares e até mesmo o câncer, sem contar que pode ajudar a retardar o envelhecimento e rejuvenescer o organismo, inclusive a pele.
O açafrão é mais comumente dedicado aos cuidados com a pele, devido às suas propriedades rejuvenescedoras e de tratamento da acne, mas poucos sabem que ele também auxilia no controle da diabetes e na prevenção de doenças como o Alzheimer. Outro fator importante e desconhecido é a prevenção à leucemia, impedimento do câncer de mama se espalhar, redução de inchaços e inflamações, fortalecimento do sistema digestivo, regulação do nível de açúcar no sangue, auxílio na circulação etc                       
Dicas:
Os benefícios terapêuticos são ampliados quando o açafrão é usado em conjunto com peixes de águas geladas ou óleo de peixe, que são ricos em ácidos graxos essenciais – ômega-3.
O chá pode aliviar a tosse e o caldo estimula a digestão. Misturar cerca de 1 grama por litro de água.
Massagear o pó de açafrão sobre alguma zona de dor corporal pode a aliviar. Nas gengivas, misture o pó ao mel puro e aplique diretamente na boca.
Atenção: A planta não deve ser consumida em doses muito elevadas. Prefira uma quantia menor que 10 gramas.
Fazendo uso dos benefícios do açafrão
Eliminar marcas da acne: Misture uma pitada de açafrão a uma colher (sopa) de pó de sândalo, acrescente água até obter uma pasta lisa. Passe no rosto e deixe cerca de 30 minutos. Repita o processo duas ou três vezes na semana, dependendo da gravidade das marcas;
Eliminar cravos: Esfregue o pó de açafrão diretamente sobre o cravinho durante 5 minutos, diariamente até que seja completamente eliminado da região;
Clareamento facial: Misture meia colher (sopa) de açafrão, uma colher (sopa) de suco de limão ou suco de pepino. Combine bem os ingredientes e passe na face, deixando agir cerca de 20 minutos e retire com água fria. O uso regular da máscara proporciona uma pele clara, hidratada e com aspecto brilhante;
Esfoliar e tonificar o corpo: Separe duas colheres de sopa (ou mais, dependendo de sua estatura) de farinha de grão de bico e adicione meia colher (chá) de açafrão. Faça uma pasta acrescentando leite, caso tenha pele normal, ou água de rosas, se tiver a pele oleosa. Passe por todo o corpo em movimentos circulares suavemente e deixe agir por 10 minutos. Tome banho normalmente, mas prefira água morna ou fria;
Remover estrias: Adicione duas pitadas de açafrão à uma colher (sopa) de iogurte natural. Esfregue sobre as marcas diariamente, deixando que aja por 10 minutos e depois enxágue;
Curar feridas, cortes, eczema ou psoríase: Aplique o açafrão puro sobre a área a ser tratada, repetindo o processo duas vezes ao dia.                       
 Açafrão
O açafrão, também conhecido como açafrão-da-terra, cúrcuma e gengibre amarelo, é uma planta originária da Ásia, pertencente à família do gengibre, cuja raiz dá origem à especiaria de cor amarela intensa. A especiaria é amplamente utilizada como condimento na culinária - principalmente na indiana - e também para dar cor aos alimentos. Entretanto, nem somente de culinária vive o açafrão. Ele é conhecido pelas suas propriedades medicinais, graças à curcumina, nome do pigmento presente nele e que tem ações antioxidante e anti-inflamatória.
Somos frequentemente lembrados por nutricionistas e médicos a ingerir alimentos que tenham cores vibrantes, pois as cores estão associadas aos antioxidantes. A cor intensa do açafrão parece, então, valer ouro: estudos evidenciaram a eficácia da curcumina no combate ao câncer e outras doenças. "A cúrcuma tem sido muito estudada, pois os povos que a utilizam não têm prevalência de várias doenças, inclusive vários tipos de câncer e problemas cardíacos", diz a nutricionista Jacqueline de Oliveira.
A medicina chinesa já utiliza o açafrão para remover inflamações nas partes interna e externa do corpo, mas a medicina ocidental também já reconheceu os benefícios desse produto. Doutores da Universidade da Califórnia descobriram que o pigmento bloqueou uma enzima que promove o crescimento de câncer na cabeça e no pescoço. No estudo, 21 sujeitos com câncer na cabeça e no pescoço mastigaram dois tabletes contendo 1.000 miligramas de curcumina. O resultado encontrado foi que as enzimas que promoviam o câncer foram inibidas pelo composto, impedindo o avanço das células malignas.                       
O açafrão também é antioxidante. O Centro Médico da Universidade de Maryland destacou que os antioxidantes presentes na curcumina combatem radicais livres causadores de câncer, reduzindo ou prevenindo os danos que eles podem causar no nosso organismo. Além das propriedades anticancerígenas, o composto também é um poderoso anti-inflamatório. A Universidade do Arizona examinou os efeitos do açafrão em ratos com artrite reumatoide. Resultado: a curcumina inibiu a inflamação das articulações.
"Dentre as propriedades da curcumina que estão sendo estudadas estão a redução dos níveis de colesterol, atuação contra o câncer retardando metástases, tratamento de artrite por ter propriedades anti-inflamatórias, auxílio na digestão das proteínas, facilitador na absorção de nutrientes e regulador do metabolismo. É bactericida, antioxidante, depurativo do sangue, desintoxicante, calmante e protege do sistema cardiovascular", resumiu os benefícios do composto a nutricionista Jacqueline de Oliveira. Com tantos benefícios para a saúde, a nutricionista dá dicas de como incorporar o açafrão à sua dieta: "Pode-se consumir o açafrão salpicando uma colher de chá em saladas, sopas, no arroz, em carnes e legumes. Existe também a opção em cápsulas de 500mg" (antes de consumir o açafrão como medicamento, consulte o seu médico).                       

Açafrão na magia:
Planta de influência jupteriana, seu uso além de condimento em nossas cozinhas, tem um largo uso em defumações para atrair melhores condições financeiras. Associado a “nós moscada” é um poderoso abre alas para situações financeiras difíceis. É também utilizado nos filtros amorosos em conjunto com outras ervas                       
 Planeta: Sol
 Elemento: Fogo Usado em rituais de prosperidade e cura                       
Deuses: Bast, Sekhmet, Morrigu, deusas solares e Amaterasu.
Propriedades mágicas: Usado em rituais e feitiços prosperidade e cura.
Festivais e rituais: Sabbat de Imbolc, Lammas, Yule.
 AÇAFRÃO - o açafrão é o tempero mais caro do mundo. O açafrão tem o gosto parecido com uma espécie de mel amargo e uma cor amarela forte. É indispensável na cozinha mediterrânea e muito usado também na cozinha indiana e na Ásia Central, especialmente para dar cor ao arroz. conhecido no comércio, e que é uma matéria amarela usada como corante e condimento. É utilizado para dar uma coloração amarelada na indústria alimentícia como condimento, corante natural e aromatizante. Usada principalmente na elaboração de risotos, paella, sopa de peixe e bacalhau à espanhola, em molhos, sopas, saladas, arroz e cozidos com frango ou legumes. São empregados nos casos de asma, coqueluche, histeria, bem como contra os cálculos dos rins, do fígado e da bexiga.
 AÇAFRÃO DA INDIA – (curcuma zedoária) tem uma aroma forte de madeira e sabor picante. Por esse motivo não deve ser usado como um simples substituto do açafrão.o pó de seu rizoma é utilizado como corante amarelo. Possui um sabor semelhante ao do gengibre. Utilizado como um dos ingredientes do curry e na pasta de mostarda, sua parte usada é o pó do rizoma. É utilizado para dar uma coloração amarelada ao arroz e em sopas e massas e na indústria alimentícia como condimento, corante natural e aromatizante. Bom para o fígado e pulmão. É colerética , colagoga, hipoglicemiante , resolutiva, diurética, excitante, cordial, estomáquica, antidiarréica, antiescorbútica, antiespasmódica, emenagoga , litotríptica, cicatrizante de feridas e antioxidante.Seu consumo é desaconselhável para mulheres grávidas.
AÇAFRÃO DA TERRA (Curcuma longa) – Irmão do gengibre. Antioxidante; ideal para dar uma tonalidade amarela em diversos pratos. Muito utilizada em pratos da cozinha baiana, indiana e asiática.Usado para colorir roupas, laticínios, bebidas e mostarda, em cozidos, sopas, ensopados, molhos, peixes, pratos à base de feijão, receitas com ovos, maioneses, massas, frango, batatas, couve-flor e até pães. Deve ser dissolvida em um caldo quente antes de ser incorporada a uma receita. É ingrediente essencial para acentuar o sabor e dar cor a muitos pratos da cozinha indiana, principalmente arroz. É boa para a pele, baixa o colesterol, protege o fígado, atua contra o câncer, trata a artrite, ajuda a digestão das proteínas, promove a absorção e regula o metabolismo, além de ser antiinflamatória, antimicrobiana, antioxidante, depurativa, desintoxicante, calmante e protetora do sistema cardiovascular, ajuda a formar o muco protetor do estômago e é muito útil em gripes, resfriados e dor de garganta.

Raffi Souza