18 maio 2017

A Erva sagrada Coentro!

A erva sagrada Coentro

Hoje vamos falar sobre uma erva que todos devem conhecer, se não ele então o seu parente que muitos confundem vamos falar sobre o coentro!

O Coentro pertence à família apiaceous, popularmente conhecida como a família da cenoura. Esta família tem muitas outras plantas bem conhecidas, tais como aipo, salsa, cominho e Cenoura. Ao contrário dos membros de sua família, O Coentro pode ser cultivado durante o ano todo e isso faz com que essa erva seja amplamente utilizado em todo o mundo. Seu aroma e sabor único levou 

Coentro para alcançar uma posição de destaque no uso culinário. Além disso o Coentro tem propriedades medicinais, o que lhe torna ainda mais benéfico para à Saúde. Então, Leia mais sobre os 
Benefícios do Coentro Para Saúde.
Apesar de todas as partes da planta serem comestíveis, As folhas e as sementes são usadas de forma mais destacada. As folhas, também conhecido como o Coentro, e as sementes têm nenhuma semelhança com o outro no aroma ou sabor (as folhas), mas ambos tem seus benefícios para a saúde.

Coentro Melhora a Digestão: As Folhas de Coentros ajuda na digestão e evita a flatulência quando tomado com Água Quente. Elas também ajuda a secreção adequada de enzimas e sucos digestivos no estômago e prevenir a anorexia. O Coentro é uma boa fonte de fibra, por isso causa um alivio com problemas gastrointestinais.

Coentro é uma Excelente Fonte de Vitaminas e Minerais: O Coentro é uma grande fonte de vitaminas e minerais essenciais. O coentro é uma boa fonte de Ferro, O Ferro ajuda com os nível de hemoglobina baixo, portanto combate a anemia. Já o Magnésio do Coentro ajuda no bom funcionamento do sistema nervoso e fortalece os ossos. Além disso, O Suco de Coentro é conhecido por ser uma boa fonte de Vitamina A, Vitamina B e Vitamina C.

Coentro é uma Fonte de Anti-oxidante: O Coentro contém anti-oxidantes, eles ajudam a promove uma saúde melhor. Os anti-oxidantes são moléculas que restringem a oxidação de outras moléculas no corpo. Eles ajudam na prevenção de riscos relacionados com o coração. Os anti-oxidantes foram também consideradas úteis na prevenção de doenças neurológicas como a doença de Parkinson e doença de Alzheimer.

Benefícios do Coentro Para Obesos e Diabéticos: Estudos Realizados com o Coentro mostrou-se que 
ele traz maravilhas para pessoas obesas e diabéticas. Isso ajuda na redução de gorduras e, assim, auxilia a Perda de Peso. Quando consumido fresco e cru, Coentro reduz enormemente o nível de açúcar. As Folhas de Coentro também ajudar as pessoas que sofrem de bronquite e asma.

Benefícios do coentro Para Pele: O Coentro é eficaz no alívio de condições dermatológicas. Quando misturado com Açafrão em pó ou em pasta, coentro reduz acne e proporciona proteção contra infecções eczema, secura e fúngicas. Pesquisas têm demonstrado que as Folhas de Coentro têm propriedades anti-bacterianas e anti-inflamatórias, que melhora a saúde da pele e ajuda a combater doenças como conjuntivite.

Tradicionalmente, as Folhas de Coentro tomadas com água têm sido eficazes na redução de calor excessivo do corpo. Eles são também utilizados para o tratamento de quelação, isto é, a remoção de metais pesados como o mercúrio, alumínio e chumbo a partir do corpo.Benefícios da Sementes de coentro Para Saúde: As sementes de Coentro torrado agir como uma especiaria. Elas são uma excelente fonte de colesterol bom (HDL) e diminuir o mau colesterol do corpo, devido à presença de ácido linoleico, ácido ascórbico, ácido esteárico e ácido palmítico. As Sementes de Coentro também suportam boa secreção de hormônios e impedir a desordem menstrual. Para melhores resultados, sementes de Coentros deve ser embebido durante a noite em água e, em seguida, consumida. O óleo extraído de Coentro atua como um excelente anti-séptico e deste modo, é muito útil na cura de úlceras da boca.

OUTROS BENEFÍCIOS DO COENTRO:
O Coentro é eficaz para combate ao frio.
O Coentro é uma excelente fonte de vitamina K e uma boa fonte de potássio e cálcio.
O Coentro impede a contração involuntária dos músculos.
O Coentro ajuda no bom funcionamento do fígado e ajuda a prevenir o câncer e ataques epiléticos.
O coentro (Coriandrum sativum) é bastante utilizado na culinária da região Nordeste do nosso país, como um tempero essencial no preparo de pratos cozidos, apresentando um aroma e sabor mais fortes e acentuados que a salsinha.

Originária do Oriente, esta planta é uma excelente fonte de ferro, magnésio, manganês e fibras dietéticas, sendo utilizado há muitos anos, na forma de chá, como um remédio natural para tratar o estômago e o intestino, auxiliando no controle da flatulência.

O coentro pode ser utilizado por completo: suas folhas são um excelente tempero no preparo dos alimentos; as suas sementes, além de tempero, também podem ser utilizadas como ingrediente de chás medicinais; e raiz também pode ser usada como tempero, no entanto, só é utilizada no sudeste asiático.

As propriedades e os benefícios do chá de coentro
Devido às suas propriedades diurética, adstringente, estimulante e anti-inflamatória, o chá de coentro proporciona diversos benefícios à nossa saúde, dentre os quais podemos destacar os seguintes:

O chá preparado com as folhas secas do coentro proporciona benefícios no tratamento da fadiga e de enxaquecas;

Combate a flatulência, a má digestão, a anorexia nervosa e problemas estomacais;
No uso externo, este chá é utilizado no combate ao reumatismo e nas dores das articulações;

Regula o período menstrual;
Também pode ser utilizado para combater enjoos, vômitos, inapetência digestiva, cólicas e gases intestinais;

Age no controle da diabetes;
As sementes do coentro também são conhecidas por reduzirem o nível de colesterol;

Auxilia nos casos de ansiedade, nervosismo e excesso de apetite;
O óleo feito a partir da semente do coentro atua no combate a dores de cabeça, inchaço, conjuntivite, reumatismo, úlceras na boca e hemorroidas.

Como preparar o chá de coentro?
Ingredientes:
– 1 colher de sopa de coentro;
– ½ litro de água.
Modo de preparo:
Coloque a água em uma panela e leve ao fogo até que levante fervura. Em um recipiente à parte, coloque o fruto do coentro bem levado e derrame a água fervente por cima, tampe o recipiente e aguarde por cerca de 15 minutos. Coe e, se preferir, adoce com mel. Beba o chá sempre após as refeições.

Contraindicações e cuidados
É necessário ter atenção com a quantidade ingerida, pois, quando tomado em excesso, o chá de coentro pode causar lesões renais.

Na época do descobrimento do Brasil, os portugueses conheceram diversas variedades de coentro – que os indígenas chamavam inhambi e o consumiam puro, ao natural, não como tempero, mas como um alimento. Segundo consta, as variedades européias do coentro foram trazidas pelos colonizadores e adaptaram-se perfeitamente ao clima brasileiro, tanto que o coentro se tornou um dos temperos mais populares da nossa culinária, muito utilizado no Norte e Nordeste para temperar pratos à base de peixe. Mas não são apenas os nordestinos que conhecem as virtudes desta erva, prova disso é a famosa “moqueca capixaba”.

A palavra coentro é originária do grego “koris” que significa “cheiro de percevejo” pois, para muitos, as folhas e frutos exalam um odor bem desagradável enquanto a planta não amadurece por completo, lembrando o cheiro daquele inseto.

Para os povos antigos da China e do Egito, a erva tinha poderes mágicos: suas sementes guardavam o “segredo da imortalidade” e, por isso, eram colocadas nos túmulos dos nobres egípcios para ajudar a alma a encontrar seu “caminho eterno”. O outro lado mágico do coentro está ligado ao amor: para os árabes, as sementes possuíam um poderoso efeito afrodisíaco, capaz de despertar violentas paixões. Uma receita de vinho tinto com sementes de coentro chegou a ganhar fama de verdadeira “poção do amor”.

O coentro (Coriandrum sativum) é uma erva utilizada desde tempos remotos. Para se ter uma ideia, a planta é citada no Velho Testamento, pois era usada junto com o vinagre para conservar carnes. Além de condimento, o coentro era utilizado como medicinal – o próprio “pai da medicina”, o grego Hipócrates, deixou registrado seu uso como medicamento, pelas propriedades antiespasmódicas e digestivas.

Na medicina antiga, o coentro era visto de forma muito contraditória: enquanto para uns tratava-se de uma planta muito venenosa, para outros, era um potente remédio capaz de curar males como epilepsia e até acalmar as dores do parto. Alguns afirmavam que o coentro era um poderoso estimulante e afrodisíaco, mas outros defendiam que, na verdade, era um ótimo calmante. Mas uma coisa é certa: esta planta não era nem um pouco ignorada.
Existem registros que comprovam seu uso de formas até difíceis de acreditar. Na Suécia, por exemplo, lá no passado, o coentro era utilizado junto com outros ingredientes na preparação de um impressionante tônico chamado “aqua hiruninum” ou “água de andorinha”. Vejam só que o que compunha este tônico: lírio-do-vale, peônia, baga de sabugueiro, tília, coentro, noz-moscada, cubeba e visgo, tudo destilado junto com 24 filhotes de andorinha vivos! Essa asquerosa mistura também era recomendada como medicamento para combater inflamações da garganta. O costume persistiu até por volta de 1757 quando, finalmente, uma lei oficial do governo sueco eliminou o “medicamento” da farmacopéia.

Cultivo
O coentro é uma planta herbácea da família das Umbelíferas, cuja altura média varia de 25 a 60 cm. As folhas são de cor verde brilhante, alternadas e fendidas nas bordas. Na base da planta, as folhas são muito parecidas com as da salsa e no alto, lembram mais as folhas do funcho. A floração ocorre entre a primavera e o verão, quando surgem as flores pequenas, brancas ou róseas, e delas se formam os frutos redondos, com cerca de 1,5 a 5 mm de diâmetro. A raiz do coentro é cônica, perpendicular, fibrosa e pode ser consumida na alimentação depois de cozida.
Conhecido como um dos melhores do mundo, o fruto do coentro pequeno da Rússia mede apenas 1,5 a 2,5 mm de diâmetro e possui um teor de óleo essencial entre 0,8 a 1%.
A planta se propaga por meio de sementes – plantadas de preferência no final da primavera - ou por divisão de touceiras e, neste caso, pode ser plantado o ano inteiro. Seu cultivo pode ser feito em vasos ou jardineiras, desde recebam sol pleno. A planta produz melhor em solos ricos em matéria orgânica, bem soltos e drenados, não sendo recomendado o plantio em solo muito úmido e ácido. Tolera bem tanto o calor como o frio, bem como curtos períodos de seca – o ideal é regar a planta sempre que o solo se mostrar seco. Embora rústico, o coentro não consegue competir com ervas daninhas, sendo sempre importante eliminá-las para obter sucesso no cultivo.
A colheita pode ser feita cerca de 50 a 60 dias após a semeadura. No caso dos frutos, após colhidos, devem ser colocados para secar ao sol.

Usos e Magia
As partes mais usadas da planta são as folhas, talos e frutos maduros (vulgarmente chamados de sementes). O aroma acentuado e característico do coentro concentra-se em suas folhas verdes e frescas, que devem ser conservadas sob refrigeração para maior durabilidade. À medida que a planta seca, o odor acentuado vai desaparecendo, de forma que folhas e frutos se tornam suavemente perfumados.
O uso do coentro na culinária é bastante difundido. No Brasil, a erva entra no preparo de inúmeros pratos típicos (como a galinha de cabidela), especialmente aqueles à base de peixe. Na França, é usado para acompanhar vegetais brancos, como a couve-flor e o aipo. Na Alemanha, é adicionado na massa de pães e bolos, da mesma forma que o cominho.
A aplicação do coentro na medicina caseira explora bem a essência da planta que concentra diversas substâncias com propriedades estimulantes das funções digestivas, além de diuréticas e antiespasmódicas.
Já o óleo essencial da planta, aquecido levemente, costuma ser usado em massagens nas articulações, com a mesma finalidade.
Na Antigüidade, existia uma receita muito especial, preparada com as sementes ou frutos do coentro: reduzidos a pó, eram misturados com almíscar, açafrão e incenso. O resultado era uma poção considerada muito eficaz nas práticas de magia sexual.
Quanto à “poção do amor”, citada no início deste texto, nada garante que seus efeitos sejam verdadeiros, mas, segundo consta a receita manda aquecer um bom vinho tinto com um punhado de sementes de coentro. Dizem que é tiro e queda... 
*Rose Aielo Blanco é jornalista e editora do site www.jardimdeflores.com.br

Uso magico:
As sementes de coentro são usadas para a cura, especialmente para aliviar dores de cabeça.
Quando coentro é cultivado em um jardim ele irá proteger o jardineiro e todos que residem na casa do jardineiro, segundo a lenda.
Ela está associada com a paz.

O Feng Shui diz que uma cozinha precisa de algo amarelo e uma planta para ter o verde…
Tenha em sua cozinha de bruxa uma mini jardineira ou um vasinho mesmo com coentro plantado.
Vai atrair amor pela magia, agradar as necessidades segundo feng shui e ainda você terá tempero fresco sempre que precisar.

Já o óleo essencial da planta, aquecido levemente, costuma ser usado em massagens nas articulações, com a mesma finalidade.
Na Antiguidade, existia uma receita muito especial, preparada com as sementes ou frutos do coentro: reduzidos a pó, eram misturados com almíscar, açafrão e incenso. O resultado era uma poção considerada muito eficaz nas práticas de magia sexual.
Coloque algumas sementes dentro de uma garrafa de vinho tinto e a noite promete.

Coentro (Coriandrum sativum)
Planeta: Marte
Elemento: Fogo
– Usado em feitiços de amor.

Diferença entre salsa e coentro, é principalmente pelo cheio, para alguns o cheiro da salsa é mais agradável que o do coentro, que parece ter um cheiro mais forte (as vezes ate dos percevejos), outra diferença é as folhas a da salsa são maiores e com menos “cortes” criando um triangulo, enquanto a do coentro é mais arredondada e tem mais “cortes”, apesar de parecer bem simples não é, e muitos confundem, espero que essas dicas ajudem a diferenciar, alguns vão pela raiz (coentro vende com raiz e salsa sem), mas ai fica a seu critério, aqui só decidi citar essa diferença para não fazerem chá de Salsa achando que era coentro.

Espero que tenham gostado de saber mais um pouco sobre essa planta magnifica que é o coentro.
Que sejam prósperos.
Raffi Souza.


16 maio 2017

Os pais do Céu e da Terra

Os pais do Céu e da Terra!

Hoje vamos falar sobre o casal de deuses que segundo a mitologia egípcia, que originou o céu e a terra, hoje vamos falar sobre Tefnu e Shu, um dos primeiros deuses a surgirem e criarem o mundo, vamos lá.
Tefnut (também conhecida como Tefnet) é a deusa que personificava a umidade e as nuvens na mitologia egípcia. Tefnut simbolizava generosidade e também as dádivas e enquanto seu irmão Shu afasta a fome dos mortos, ela afasta a sede.
Irmã e esposa de Shu, formava com ele o primeiro par de divindades da Enneade de Heliópolis.                       
TEFNUT ou TEFNET: É a deusa da umidade. Na enéade de Heliópolis, ela era irmã e esposa de Shu, que eram filhos de Atum, o deus que se auto criou. Segundo alguns mitos, eles nasceram do sêmen de Atum (ou da saliva). Ainda na enéade de Heliópolis, eles eram os pais de Geb e Nut. Ela é geralmente representada por uma mulher com cabeça de leoa e usando na cabeça o disco solar e o uraeus. No mito de Mênfis, ela aparecia como sendo a língua de Ptah e em mitos tardios ela aparece como esposa do deus escriba Thoth.                       
Tefnut é uma deusa primordial como seu marido Chu, ela representa o ar úmido e o seu marido Chu o ar seco, Tefnut é filha de Rá e casada com seu irmão gêmeo Chu com ele teve 2 filhos Nut e Geb.
Tefnut tem uma imagem de generosidade de presente aos mortais (a chuva) ela e seu irmão são bons Tefnut afasta a sede e Chu afasta a fome.
Tefnut representava o poder e a força por culpa de sua cabeça de leoa, ela usava na cabeça o círculo solar e a serpente Uraeus.
Algumas histórias dizem que Tefnut nasceu do vômito do irmão quando este nasceu e assim se apaixonaram.                 
      

Shu é o Deus Egípcio do ar e da atmosfera, e o criador do vento. Seu primeiro feito foi separar o céu, Nut, e a terra, Geb.                       
O nome de Shu é a origem das palavras 'dry' (seco), 'parched' (ressecado/queimado), 'withered' (seco/murcho) e 'light' (luz), especificando-o como sendo o componente seco do ar onde sua irmã e esposa, Tefnut, é a umidade.
Shu é um dos deuses da Eneada, sendo ele e sua irmã gêmea, Tefnut, as primeiras deidades a serem criadas por Atum. Ele é o pai de Nut e Geb.
Ele normalmente é descrito como um homem vestindo penas de avestruz em sua cabeça. Ele tipicamente mostra-se com seus braços levantados, segurando Nut enquanto está em pé sobre Geb. Às vezes ele segura um cetro e uma Ankh em suas mãos, símbolos do poder e da vida, e ocasionalmente é descrito como tendo controle sobre as serpentes. Quando com Tefnut, Shu frequentemente é mostrado como um leão para igualar-se com a forma leonina de sua esposa.
Ao longo do tempo, Shu tornou-se cada vez mais identificado com o deus da guerra Anhur (GR: Onuris). Anhur pode ser traduzido como "Condutor do Céu", usando um acessório na cabeça de penas de avestruz, e também tendo um cônjuge leonina. Ambos estes deuses eram também ditos ter recuperado suas esposas de Nubia quando eles correram afora em rebeldia após uma discussão. Eventualmente, com Shu sendo visto mais como um conceito ou força e Anhur como um deus atual, os dois são mesclados para formar Anhur-Shu.                       
A principal função de Shu é sustentar o céu longe da terra, auxiliado pelos quatro Pilares de Shu em cada ponto cardeal, muito semelhante ao titã Atlas gregos. Este criou o espaço para a vida na terra ser criada, fazendo Shu mais que um deus da atmosfera (como sendo o espaço entre o céu e a terra) preferivelmente mais que do próprio céu. Deste modo Shu também é cabido a reger sobre os ventos, cujo são vistos como o sopro da vida. Frequentemente suplicas eram feitas a ele para que providenciasse bons ventos para os barcos egípcios.
Suas ligações com a vida foram reforçadas conforme Shu foi sendo visto como aquele que ressuscita Rá e o Faraó a cada manhã, fazendo a ascensão do sol. Além disso, ele ajudou a proteger Rá de Apep no submundo com encantamentos. Ele se envolvia com espíritos ordinários após a morte, participando no julgamento no Salão de Ma'at. Ele é o líder dos torturadores e executores, exercendo o papel de deus da punição para os não dignos do pós vida. Mais feliz, ele ajudava a subir as escadas, cujas almas usavam para chegar ao pós vida. Muitos egípcios o viam como uma ponte metafórica entre ideais contrastantes, como o dia e a noite, céu e terra, vida e morte.
A luz do Sol também era vista pelos egípcios como sendo parte do domínio do ar de Shu, e assim as vezes Shu era considerado deus da luz. Ele nunca foi uma deidade solar, apesar de suas pinturas esporádicas portando o disco solar. O disco solar era mais presente porque ele era visto as vezes como o segundo Faraó do Egito, sucedendo Rá.                       
Shu (também grafado na forma aportuguesada Chu) é o deus egípcio do ar seco, do estado masculino, calor, luz e perfeição. Juntos, Shu e Tefnut geraram Geb e Nut. Shu é o responsável por separar o céu da terra (sendo representado como um homem tendo Geb, a terra, em seus pés, e levantando Nut, o céu, com os braços, numa representação que se assemelha ao Atlas da mitologia grega). É ele também quem traz a vida com a luz do dia. É representado como um homem usando uma grande pluma de avestruz na cabeça. Criou também as estrelas pelas quais os seres humanos podem elevar-se e atingir os céus e as colocou na cidade de Gaaemynu. Ele só se tornou popular a partir do Império Novo.                       
Shu é o deus egípcio do ar seco, do estado masculino, calor, luz e perfeição. Shu e Tefnut, juntos geraram Geb e Nut. Shu é o responsável por separar o céu da terra (sendo representado como um homem tendo Geb, a terra, em seus pés, e levantando Nut, o céu, com os braços, numa representação que se assemelha ao Atlas da mitologia grega). É ele também quem traz a vida com a luz do dia. É representado como um homem usando uma grande pluma de avestruz na cabeça. Ele criou também as estrelas pelas quais os seres humanos podem elevar-se e atingir os céus e as colocou na cidade de Gaaemynu. Shu só se tornou popular a partir do Império Novo.
Espero que tenham gostado de conhecer um pouco mais sobre esses dois deuses bem antigos, mas que são muito importantes, e até a próxima.
Que seja sempre prospero;

Raffi Souza

09 maio 2017

o deus do amor tupi: Rudá!

O deus do amor tupi: Rudá!


Hoje vamos falar sobre um deus brasileiro, o nosso deus tupi do amor Rudá, que apesar de não ser tão conhecido para muitos indígenas é extremamente importante, venha conhecer um pouco mais sobre ele!
Na mitologia tupi, é o deus do amor e do afeto. Vive nas nuvens e sua função é despertar o amor dentro do coração dos homens. “No começo havia a escuridão. Então nasceu o sol, Guaraci. Um dia ele ficou cansado e precisou dormir. Quando fechou os olhos tudo ficou escuro. Para iluminar a escuridão enquanto dormia, ele criou a lua, Jaci, tão bonita que imediatamente apaixonou-se por ela. Mas, quando o sol abria os olhos para admirar a lua, tudo se iluminava e ela desaparecia. Guaraci criou então o amor, Rudá, seu mensageiro, que não conhecia luz ou escuridão. Dia e noite, Rudá podia dizer à lua o quanto o sol era apaixonado por ela. Guaraci criou também muitas estrelas, seus irmãos, para que fizessem companhia a Jaci enquanto ele dormia. Assim nasceu o céu e todas as coisas que vivem lá. ”
(Adaptação de versão de Couto de Magalhães)                       
Deus do Amor (Tupi), encarregado de promover a reprodução de todos os seres vivos. Tem a aparência de um guerreiro e vive nas nuvens, com duas ajudantes: Cairé (a Lua Cheia) e Catiti (a Lua Nova). Essas duas tinham a missão de despertar saudades nos amantes ausentes.
Rudá é o Cupido dos Indígenas. É a ele que as virgens e os guerreiros se dirigiam, pedindo-lhe proteção nas suas pretensões amorosas.                       
As cunhãs, nas horas de saudade do seu amado, como suas ancestrais índias, erguiam a voz à Rudá de braço estendido na direção em que deve andar o seu bem-amado, e imploravam:
"Rudá, Rudá,
Iuaká pinaié
Amãna reçaiçu
Iuaká pinaié
Aiuté Cunhã
Puxiuéra oikó
Ne mumamára ce recé
Quahá caarúca pupé"
Traduzindo:
" Óh Rudá, tu que estás nos céus e que amas as chuvas...Tu que estás no céus...faz com que ele, por mais mulheres que tenha, as ache todas feias; faz com que ele se lembre de mim esta tarde quando o Sol se ausentar no ocidente…"

Invocações à lua
Os tupis consideravam as luas, cheia e nova, elementos auxiliares de Rudá, os deuses do amor, e tinham invocações semelhantes às que cantavam aquele deus, e para o mesmo fim de trazer os amantes ao lar doméstico, pelo poder da saudade. Eram estas as invocações à lua cheia (cairé) e a lua nova (catiti):
Cairé, cairé nú
Manuára danú çanú
Eré ci erú
Piape amu
Omanuara ce recé
Quanhá pitúna pupé
Catiti, catiti
Imara notiá
Notiá imára
Espejú (fulano)
Emú manuára
Ce recé (fulana)
Cuçukui xa ikó
Ixé anhú i piá póra.

Cuja tradução, apesar da ignorância do sentido de alguns versos, é assim apresentada:
Eia, ó minha mãe (a lua) fazei chegar esta noite ao coração (do amante) a lembrança de mim.
Lua nova, ó lua nova! Assoprai em fulano lembranças de mim, eis-me aqui, estou em vossa presença; fazei com que eu tão somente ocupe seu coração.                       
Rudá é um Deus do panteão tupi, regente do amor. No Paganismo Piaga, Rudá faz parte da Linha dos Deuses Nativos -> Corrente Colona. Ele é celebrado especialmente na época da Festa da Fertilidade, quando se fazem pedidos relacionados ao amor, fartura e reprodução.                       
Segundo o mito, Rudá vive nas nuvens e tem a missão de despertar o amor no coração das mulheres e dos homens. Também é chamado de Perudá e foi descrito (por Couto de Magalhães) como um guerreiro branco, belo e gentil.
Cabe a Rudá promover a perpetuação de todas os seres vivos. Com a ajuda de Cairé (a Lua Cheia) e Catiti (a Lua Nova) ele provoca saudades nos amantes que se afastaram de seus amores, fazendo os mesmos retornarem para casa.                       
Segundo o mito, Rudá também é auxiliado por uma serpente mágica, que reconhece as moças virgens das tribos e devora as que perderam a virgindade. Esse mito reforça a importância da virgindade antes do casamento, isso para algumas tribos nativas, pois é algo que não é adotado na tradição piaga.                       
De acordo com o mito de Rudá contato por Couto de Magalhães, o Deus do Amor foi criado por Guaraci (O Sol), pois quando a luz solar tocava em Jaci (A Lua), tudo se iluminava demasiadamente e desaparecia. “No começo havia a escuridão. Então nasceu o sol, Guaraci. Um dia ele ficou cansado e precisou dormir. Rudá então foi criado para ser mensageiro do amor dos Deuses, pois ele não conhecia luz ou escuridão.
Dia ou noite, Rudá podia dizer à lua o quanto o sol era apaixonado por ela. Guaraci criou também muitas estrelas, seus irmãos, para que fizessem companhia a Jaci.
A Rudá eram dirigidos apelos de virgens e guerreiros, que pediam por proteção e boa sorte em suas pretensões amorosas. As cunhãs (moças), quando sofriam por saudade dos amados, oravam a Rudá, erguendo os braços (em direção ao local onde achavam que os parceiros estavam) e imploravam.                       
Rudá aceita como oferendas: penas de pombo, símbolos fálicos, pedras pintadas com símbolos de fertilidade e amor, pitanga, sementes de pau-brasil e grãos em geral. As oferendas podem ser deixadas em matas ou montanhas.                       
"Rudá" ou "Perudá", o deus do amor na mitologia Tupi, possui ao seu serviço uma serpente que reconhecia as moças que se conservavam virgens, recebendo delas os presentes que lhe levavam, e devorando as que haviam perdido a virgindade.
Os Tupinambás do Pará acreditavam que havia destas serpentes no lago Juá, pouco acima de Santarém.
Quando alguma donzela era suspeita de ter perdido a virgindade, seus pais levavam-na ao lago, e aí deixando-a a sós em uma ilhota, com os presentes destinados a serpente.

Que sejam sempre prósperos;

Raffi Souza.