17 outubro 2017

O deus das tempestades: Indra!


O deus das tempestades: Indra!


Indra é o deus das tempestades no hinduísmo, filho de Aditi com o sábio Kasyapa. Rei de todos os deuses no passado, perdeu importância no período pós-védico. A lenda relata sua fúria quando seus seguidores abandonaram seu culto e passaram a venerar Krishna. Quando Indra enviou uma tempestade para puni-los, eles oraram a Krishna, que ergueu uma montanha para protegê-los da força da tormenta.
Diz-se que Indra não é propriamente um indivíduo, mas o nome genérico para o rei dos céus. Ao executar certos sacrifícios e penitências, um mortal pode ascender ao paraíso e tornar-se o rei dos céus. Seu reino deve durar até que outra pessoa se torne elegível para sua posição. Diz-se que, ao executar mil sacrifícios de Ashwamedha (http://betoquintas.blogspot.com.br/2014/10/o-sacrificio-do-cavalo.html), uma pessoa torna-se elegível para ser Indra. Assim sendo, o Indra em exercício sempre teme por sua posição e permanece atento aos mortais que realizam sacrifícios e penitências, cuidando para que eles não cumpram as condições para destroná-lo.
Em textos posteriores ao Rig Veda ele é descrito como enganoso e de fraca determinação em muitas histórias. Em decorrência de seus atos, é frequentemente amaldiçoado por sábios ascetas. Seu feito mais importante foi a derrota do asura Vritra, que era um dragão (ahi).
Indra, também conhecido como Sakra, Saudharmendra, Phra In, Indara, Indera, Indrudu, Inthiran, Dishitian e Taishakuten, é o Deus Hindu das tempestades, dos relâmpagos, da chuva, do clima, das estações, do ar, da guerra, da soberania, da fertilidade, da bebedeira, da dança, da felicidade e do céu. Esposo de Shachi, seu nome significa Pura Beleza. Por vezes é retratado como filho de Aditi, Deusa do Céu, com o sábio Kasyapa ou como filho da Deusa da terra Prthivi e do Deus do céu Dyaus Pita e, assim, irmão de Agni. Em algumas outras versões Indra é o pai de Prthivi e Dyaus, o que foi o motivo para o início do esquecimento do culto dessas duas deidades por Indra assumir seus atributos. Seus filhos com Shachi foram: Jayanta, Midhusa, Nilambara, Rbhus, Rsabha, Sitragupta e o famoso Arjuna.
A história conta que Indra nasceu totalmente adulto e pronto para a batalha e que antes de se tornar o governante dos Deuses teve que vencer o asura (demônio) Vritra, pois o demônio, tomando a forma de um dragão, havia absorvido toda a água do mundo e com isso a vida estava se deteriorando no planeta. Então, Indra tomou uma grande quantidade de Soma (bebida ritual e sagrada do hinduísmo) fazendo com que sua força triplicasse lhe dando a capacidade de lutar adequadamente com seu inimigo. Com isso, Indra conseguiu destruir as 99 fortalezas de Vritra e, após partir o inimigo ao meio, a água finalmente voltou a jorrar para a terra em forma de chuva. Depois disso, todos proclamaram Indra como o Rei supremo dos Deuses.
Após esse grande feito, Indra decidiu refazer seu palácio celestial tornando-o grandioso em magnificência e esplendor, porém, chegou um momento em que sua ambição começou a ser tão grande que seu arquiteto principal foi até Brahma reclamar e pedir ajuda para fazer Indra voltar ao seu juízo perfeito. Brahma prometeu ajuda-lo e, juntamente com Vishnu, foram ao palácio do Rei dos Deuses conseguindo fazer Indra voltar a si depois de vários discursos sobre a humildade e um ensinamento sobre os Indras seus sucessores. Indra então se tornou um asceta e foi para as montanhas para redenção, ao passo que sua esposa teve com Brahma clamando que o Criador trouxesse seu marido de volta. Brahma, portanto, foi novamente ao encontro dele para lhe ensinar que cada um tem um papel a cumprir no grande destino da vida e que Ele poderia ser um grande guerreiro e também um Rei humilde. Com isso Indra retorna ao seu palácio e aos seus afazeres de Rei dos Deuses como um Deus mais poderoso e humilde.
Indra era a divindade mais respeitada, contudo, seu culto foi suplantado pela Trimurti védica (Brahma, Vishnu e Shiva) e com isso perdeu proeminência tornando-se apenas o Rei dos Deuses Menores, tanto que em algumas versões mais recentes Ele é retratado como vingativo e covarde e que conseguiu sua vitória apenas com o auxílio de Vishnu e Shiva. Há uma história que conta da fúria de Indra por ter perdido seus adoradores para Krishna e que, com isso, tentou puni-los com uma grande tormenta, mas que Krishna protegeu os fiéis ao erguer uma montanha como uma barreira entre eles e Indra. Ainda assim, sua força é tão grande que Ele é a divindade mais citada em todos os escritos sagrados do hinduísmo, haja visto que um total de 250 hinos do Rig Veda são dedicados exclusivamente a Ele.
É importante notar também a complexidade da figura de Indra, pois além de ser visto como uma deidade Ele também é visto como um cargo, um posto que um mortal detém e pode adquirir. A lenda conta que se um devoto realizar 1.000 sacrifícios ou penitências de Ashwamedha (em que se oferecia um cavalo para expiar os pecados) aos deuses antigos ele ascende aos céus como o novo Indra e como esposo de Shachi (também chamada de Indrani – a esposa de Indra). Por este motivo, conta-se que o velho Indra sempre observa os humanos para que ninguém consiga atingir a marca dos 1.000 sacrifícios e assim destrona-lo, porém, um novo Indra sempre consegue atingir seu feito e substituir o antigo reinado por um novo, fazendo assim com que o universo se mantenha e se sustente até o momento de Shiva destruir o antigo mundo e Brahma criar um novo.
Inicialmente Ele era visto como uma divindade solar, visto que faz parte das doze divindades que compõe os Aditya: divindades solares que são considerados como descendentes da Deusa do Céu Aditi. Com o passar dos tempos, seu retrato como o Deus que Brande o Raio foi o que permaneceu no imaginário da sociedade e seu encargo como divindade solar foi sendo esquecido. Indra cavalga os céus em uma carruagem dourada e é adorado no festival de Indrajata, onde seus adoradores fazem procissões com máscaras, danças, luzes e criam uma imagem de barro de Indra jogando-a ao rio clamando por chuvas. Ele é frequentemente representado com uma pele bem avermelhada (por vezes marrom ou amarela) tendo quatro braços, ou dois muito longos, segurando a Vajra (Parafuso Relâmpago) que é sua arma principal, além do arco, a rede e um gancho, cavalgando o grande elefante branco Airavata de quatro chifres ou o cavalo branco Uchchaihshravas. Um de Seus símbolos mais conhecido é o lótus. Seu poder é tão imenso que é capaz de ressuscitar os mortos em batalhas, mover seu palácio celestial para onde quiser e de colocar ordem no universo, uma qualidade compartilhada apenas com o Deus Brahma. Seu mantra é Om Indraya Namah.
Indra também possui 1.000 olhos ao redor do corpo e há um mito que explica esse fato. O sábio Gautama (Buda) havia criado a mulher mais bela de todas e Indra havia se apaixonado por ela. Quando não conseguia mais suportar ficar sem tê-la Ele enganou o Gautama fazendo-o sair de casa e fez amor com a mulher, mas Gautama pressentindo algo ruim O pegou fazendo amor com sua esposa. Então, este proferiu que já que Indra gostava tanto de mulheres, que 1.000 vaginas crescessem pelo seu corpo. Envergonhado, Indra não aparecia mais em público e com isso deixou de cumprir com suas obrigações e, por isso, Brahma intercedeu por Indra junto a Gautama e este disse que as vaginas se transformassem em olhos para que Ele sempre se lembrasse de observar aonde suas ações o levavam.
É um dos deuses mais adorados no Oriente, pois Ele ultrapassa as fronteiras do hinduísmo e se assenta em outras grandes religiões como tendo papel muito importante, dentre elas: Zoroastrismo, Budismo e Taoísmo. No Japão é conhecido como Taishakuten, por exemplo. Mas, diferentemente dos deuses greco-romanos que são vistos como divindades distintas, por exemplo, Vênus é Vênus e Afrodite é Afrodite, mas que as unem em uma única figura (sincretismo religioso), Indra e Taishakuten não são deuses diferentes. Ele é uma divindade que, por ser tão respeitada, é adorada em várias religiões distintas apenas com nomes locais diferentes. Sua importância é tão grande que arqueólogos encontram na figura de Indra uma possível origem para os deuses Triptólemo e Dionísio, na Grécia. Existe também uma relação de Indra com o Deus Sakra no budismo, onde alguns autores afirmam que são divindades distintas e que Indra sincretizou parte do mito de Sakra, onde um antigo Sakra é destituído do poder por outro mais jovem e puro. Outras grandes divindades que são relacionadas a Indra, são os Deuses Zeus, Júpiter e Thor.
É interessante como Indra consegue agir na vida de um adepto, pois enquanto o devoto trabalha para desenvolver seus conhecimentos e sua conexão com a divindade Indra o auxilia em tudo. Porém, a partir do momento que Indra percebe que o adepto está se desenvolvendo o suficiente para atingir um novo estágio, evoluir de um ponto a outro em sua caminhada, Ele começa a criar barreiras e obstáculos para que o buscador não consiga acessar um novo mistério. Por isso podemos entender também como sendo um trabalho do Indra deus assim como do Indra interior, pois esses obstáculos/barreiras são boicotes ocasionados pelo próprio aspirante que, em conexão com a divindade, não quer ver seu “reinado” ser suplantado por outro. Indra é uma divindade muito antiga e, assim como toda divindade, é antropomórfica. Desta forma, se você não consegue entende-lo em sua total extensão e complexidade, corre o perigo de cair sobre o domínio negativo do deus e não conseguir continuar com sua caminhada. E, claro, isso não deve ser visto como algo ruim, mas como um teste que o próprio Deus nos impõe para termos a certeza se estamos prontos e preparados para seguir adiante rumo ao desligamento da Samsara.
INVOCAÇÃO A INDRA
Om bhur bhuvaha svaha
Tat savitur varenyam
Bhargo devasya dhimahi
Dhiyo yonah prachodayath

Ó Deus da Vida que traz felicidade
Dá-nos tua luz que destrói pecados
Que a Tua Divindade nos penetre
E possa inspirar nossa mente

Nós meditamos na glória do Criador
Que criou o Universo, que é digno de adoração
Que é a corporificação do conhecimento e da Luz, que é o removedor de todos os pecados e da ignorância
Que Ele ilumine nosso intelecto
Senhor! Tu, que és a Fonte de Luz
Que tudo permeia, Sustentador, Protetor e Provedor da Felicidade
Ascende, ilumina e inspire nossa inteligência
Para possuir qualidades eternas
Mão Divina,
Nossos corações estão cheios de escuridão
Por favor, afaste a escuridão
E promova a iluminação dentro de nós
Om Sahasra nethraye Vidhmahe
Vajra hasthaya Dheemahe
Thanno Indra Prachodayath
OM
Seus equivalentes divinos
ü Deus Indra
ü  Deus Zeus
ü  Deus Júpiter
ü  Deus Thor
ü  Deus Dionísio
Epítetos
ü  Adribhit (O que fende montanhas e nuvens)
ü  Adridvit (O que é inimigo de montanhas e nuvens)
ü  Ajatasatru (Aquele que não tem igual)
ü  Akasesa (Senhor do Céu)
ü  Anabhayi (Que não tem temor)
ü  Anapi (O que não tem amigos)
ü  Devendra (Indra dos Devas)
ü  Divapati (Senhor dos Deuses)
ü  Gopati (Senhor dos vaqueiros)
ü  Gotradari (O que abre os estábulos do céu)
ü  Kapilasva (O que tem cavalos marrons)
ü  Indralokesa (Senhor do Mundo de Indra)
ü  Mahindra (O Grande Indra)
ü  Manavendra (Senhor dos homens)
ü  Meghavahana (Cavaleiro das Nuvens)
ü  Paksacchit (O que corta as asas)
ü  Prajapati (Senhor das Criaturas)
ü  Purandara (Destruidor de Cidades)
ü  Rjukratu (O que tem ações sinceras e corretas)
ü  Sahasraksha (O que tem mil olhos)
ü  Sakra (Poderoso)
ü  Satacrata (O Deus dos Cem Ritos)
ü  Svargapati (Senhor dos Céus)
ü  Tapastaksa (O que destrói o poder das austeridades)
ü  Ugradhanvan (O que tem o arco poderoso)
ü  Uluka (Coruja)
ü  Vajri (O que dirige os raios)
ü  Verethragna (Deus da Vitória)
ü  Vrsan (Poderoso / Touro)
ü  Vrtrahan (Assassino de Vritra)
ü  Yajnabhagesvara (O Senhor dos Deuses).

Que sejam prósperos.
Raffi Souza.


03 outubro 2017

A deusa da lua polinésia: Hina!

A deusa da lua polinésia: Hina!



Na Polinésia, a deusa Hina. Também conhecida com o nome de Tapa. Ela era uma deusa complexa e estava relacionada a muitos símbolos.
Às vezes era representada como uma deusa lunar ou como a rainha guerreira da Ilha das Mulheres.
Em alguns mitos, ela é descrita como sendo a primeira mulher da Terra e de cujo ventre nasceram todos os outros seres vivos do planeta. Ou então como uma mulher com dois rostos, um olhando para frente e outro para trás.
De acordo com o mito mais difundido, Hina que era filha de Navahine, deusa da Serenidade, namorava uma enguia. A comunidade em que vivia ficou enfurecida com Hina e decidiram matar o animal. Mas depois do feito descobriram que a enguia era na verdade, um deus. Hina desesperada enterrou a cabeça dele e no dia seguinte, em seu lugar, nasceu um coqueiro.
Em outra fonte, esse deus se chamava Tangaroa e era uma deidade do mar e dos peixes, exercendo também influência sobre os répteis. Tinha personalidade agressiva e suas ondas gigantes engoliam grandes porções de terra, além de matar muitas pessoas com suas tempestades. Foi casado com Hina, mas esta teria abandonando-o tempos depois para ir viver com a Lua.
Celebração da deusa polinésia Hina, conhecida também com o nome de Tapa. Uma deusa complexa, Hina é relacionada a muitos símbolos, sendo uma das mais importantes deusas polinésias. Era representada às vezes como a Grande Mãe da morte, às vezes como deusa lunar ou, ainda, como a rainha guerreira da Ilha das Mulheres. Em alguns mitos, ela era representada como a primeira mulher na Terra, de cujo ventre nasceram todos os outros seres ou, ainda, como uma mulher de dois rostos, um olhando para frente e outro para trás. A lenda mais conhecida relata o namoro entre Hina (uma mortal) e uma enguia. A comunidade, enfurecida com a aberração, matou a enguia, descobrindo depois que, na verdade, era um deus. Desesperada Hina enterrou a cabeça da enguia e, no dia seguinte, em seu lugar nasceu um lindo coqueiro. A mãe de Hina era Navahine, a deusa da serenidade ou a Senhora da Paz, representando a força geradora do Sol. Cerimônias para a deusa Diana, Titânia e Selene, personificando outras manifestações da deusa Luna. Celebração da deusa assíria Ishtar e da deusa egípcia Ísis, com procissões de barcos e rituais de iluminação de lamparinas em seus templos. 14 DE agosto Comemoração da deusa polinésia Hina, conhecida também com o nome de Tapa. Uma deusa complexa, Hina é relacionada a muitos símbolos, sendo uma das mais importantes deusas polinésias. Era representada às vezes como a Grande Mãe da morte, às vezes como deusa lunar ou, ainda, como a rainha guerreira da Ilha das Mulheres. Em alguns mitos, ela era representada como a primeira mulher na Terra, de cujo ventre nasceram todos os outros seres ou, ainda, como uma mulher de dois rostos, um olhando para frente e outro para trás. A lenda mais conhecida relata o namoro entre Hina (uma mortal) e uma enguia. A comunidade, enfurecida com a aberração, matou a enguia, descobrindo depois que, na verdade, era um deus. Desesperada Hina enterrou a cabeça da enguia e, no dia seguinte, em seu lugar nasceu um lindo coqueiro. A mãe de Hina era Navahine, a deusa da serenidade ou a Senhora da Paz, representando a força geradora do Sol. Cerimônias para a deusa Diana, Titânia e Selene, personificando outras manifestações da deusa Luna. Celebração da deusa assíria Ishtar e da deusa egípcia Ísis, com procissões de barcos e rituais de iluminação de lamparinas em seus templos.
Os temas de Hina são a Lua, comunicação, ciclos e mediação.
Seus símbolos são lunares (artigos de prata / branco ou quaisquer plantas / pedras correspondentes) e cocos.
Esta deusa Taitiana é a Senhora da Lua que brilha sobre nós com seu rosto sempre em mudança.
Como a lua escura, ela preside a morte.
Como a lua crescente, ela é a criadora, que fez as pessoas de argila e da lua, a sua casa. À medida que a lua fica cheia, ela encarna o espírito guerreiro de uma mulher madura. Como a lua minguante, ela é a anciã envelhecimento cheia de sabedoria e discernimento.
Segundo a tradição, os cocos foram criados a partir do corpo do amante de Hina, um deus enguia, depois que ele foi morto por moradores supersticiosos.
Ela também rege as questões de comunicação honesta e quando propicia, às vezes, a intermediação entre os seres humanos e os deuses.
Em termos espirituais, isto significa ter tempo para explorar a natureza mágica da Lua. Se a lua é escura (nova), isso representa a necessidade de descansar de seus labores.
Se é crescente, é tempo de iniciar um novo projeto mágico e ficar conectada com ela para que a energia cresça como a Lua.
Se esfera lunar de Hina está cheia, vire uma moeda no seu bolso três vezes, dizendo que “prosperidade" cada vez que girá-la, para que o seu bolso continue sempre cheio.
Se a lua está minguante, comece a tomar medidas positivas para se livrar de um problema.
Coma um pouco de coco para ajudar na conexão com a Deusa ao internalizar os poderes transformadores da Hina ".
Uma delas era a deusa do amanhecer Hine-tita-ma, que foi seduzido por seu próprio pai, enquanto desconhece sua identidade. Furioso e envergonhado ao descobrir esta fraude, Hina fugiu para o Po, o submundo polinésio, esta foi a primeira morte na criação. Sua fúria era tão insaciável que ela anunciou sua intenção de matar todos os filhos gerados por seu pai, assegurando, assim, que a morte continuaria a ser uma força na terra.
Como a Deusa Hina chegou à Lua -
Ela, que tinha originalmente viveu na terra e a povoou - era um assunto de inúmeros mitos.
No Taiti, Hina era um canoísta que gostava do esporte tanto que ela partiu para a Lua, com o objetivo de provar quão bom era seu barco de tal forma que ela ficou por ali, velando por seus peregrinos na terra.
Finalmente, uma dessas lendas diz que Hina, uma mulher casada, se cansou de sempre pegar depois a sua família e ela simplesmente deixou a Terra para prosseguir uma carreira como tecelã da lua.
Dentre as muitas histórias de Hina, no entanto, provavelmente a mais conhecida foi a da Deusa e seu amante, a enguia. A deusa vivia na terra como uma mulher mortal, Hina banhava-se em uma piscina tranquila, onde, um dia, ela teve relações sexuais com uma enguia. Seu povo, com medo do poder da serpente, a matou, apenas para descobrir que Hina tinha se acasalamento com um deus.
Furiosa e desesperada em ter seu caso assim encerrado, Hina tomou a cabeça da enguia e enterrou. Cinco noites depois, surgiu o primeiro pé de coco, um produto básico para o povo de Hina "(p. 153).
Fontes:
Monaghan, Patricia. O novo livro de Deusas e Heroínas "Hina".
Ligações sugeridas:
Circlingin ", Hina-Woman in the Moon-selecionados entre os 'Deusas Conhecimento Cards "por Susan Seddon Boulet e Michael Babcock ".
Hall, Leigh. Order of the Moon White, " A Deusa Hina ".
King, Serge Kahili. Aloha International, " Deusas havaianas ".
MXTODIS123 uma viagem interior: Lua, Mitologia, e Você ", deusa Hina ".
Powersthatbe.com, " Goddess HINA ".
Revel, Anita. Reconectar com sua Deusa Interior " Hina ".
Sacred-texts.com ", HINA, A Mulher na Lua ".
Skye, Michelle. Deusa Aloud! Transformando a sua mente através de rituais e mantras, " Hina: Deusa havaiana de Self-Liberation ".
Tate., Karen lugares sagrados da deusa: 108 destinos, " Rainbow Falls ".
Telesco, Patricia Jardinagem com a deusa: Criando Jardins do Espírito e Magia ", Hina: Warrior Garden ".
Wikipédia, " Hina (deusa) ".
Celebração de Hina, a grande deusa da Polinésia, senhora da morte, rainha guerreira e regente da Lua.
A deusa Hina está associada Taiti, Havaí, e as culturas das ilhas do Pacífico. 
Hina tem muitas formas, tende a ser ligeiramente diferente representada dentro de cada cultura. 
Apesar de suas muitas representações, Hina é frequentemente associada com a lua. 
Ela está relacionada com a prata e a cor branca. 
A sua comida sagrada é o coco. 
Ao ler sobre Hina entre essas diferentes culturas, seu nome pode ser escrito de várias formas, que podem incluir: (a) Hina, (b) Hine moa, e (c) Hine.
Na cultura Havaiana, Hina é considerada como tendo muitos epítetos, entre eles:
Hine'ea, a Deusa do nascer e do pôr do sol e
Hina i ke ka, a irmã da mãe de Maui. 
Embora Hina possa ser representada de diferentes formas através destas culturas, uma coisa em comum é a vontade de doar-se. 
Hina parece ser uma deusa que se doa de muitas formas, seja através da criatividade, alimentação e/ou a própria vida. 
No entanto, é importante notar que Hina também está associada com a morte. 
Hina tem forte ligação com a lua e isso lhe permite ser associada a cada uma das três fases.
Isto significa que ela inclui em si cada um dos aspectos da vida. 
Isso faz sentido, dado que, como a Lua se move através de fases, Hina vai supervisionar essas fases e agir em conformidade. 
Assim Hina é uma deusa que está associada com os ciclos. 
Embora esses ciclos possam ser associados com cada um dos aspectos da vida física (donzela, mãe, anciã), e também pode ser associada com as diferentes estações.


Deusa Hina Ritual de Transformação
Finalidade do Ritual: O objetivo deste ritual é identificar algo negativo em sua vida que você deseja transformar em uma experiência (ou energia) positiva.
Fases da Lua: Minguante. 
Já que a deusa Hina é associada com a lua, o melhor momento para fazer este ritual é à noite. 
No entanto, isso pode ser feito durante o dia, se necessário.
Materiais:
Os materiais nesta lista são sugestões. 
Eles estão aqui para lhe fornecer ideias. 
1. incenso de sálvia
2. Isqueiro
3. Velas (nas cores prata ou branca já que estas são as cores de Hina).
4. Documento escrito a lápis, descrevendo o problema que está lhe incomodando.
5. Caldeirão ou um prato para realizar a queima do documento.
6. Coco (fruta) - pode ser real, de plástico, ou um desenho
Esboço de Ritual:
1. Comece limpando a si mesmo e seu espaço ritual com o incenso de sálvia.
2. Coloque as velas em torno da borda de seu círculo.
3. Se possível, desligue todas as outras luzes na sala.
4. Lance o círculo de poder
5. Acender suas velas
6. Chame para Hina dizendo:
"Hina, Hina, deusa da Lua
Eu tenho um problema.
Transforme o meu problema e torne-o uma benção.
Esta energia negativa deve transformar-se em fumaça
 E quando retornar será
Apenas energia positiva. "
7. Acenda o seu papel e queime. Deixe queimar totalmente.
8. Visualize Hina levando o problema e que a energia negativa associada a ele permaneça de você.
9. Visualize apenas energia positiva retornando para você.
10. Agradeça a Deusa Hina por ajudar você com este problema
11. Como oferta, você pode comer alguns pedaços do coco (comida tradicional do Hina) e / ou deixar alguns no jardim para ela. Você também pode ter uma imagem de um coco ou um verdadeiro para visualizar em seu altar durante este momento de transformação como um símbolo de Hina e do trabalho em que Ela está a ajudá-lo.
12. Desfaça o seu círculo
13. Se desejar, você pode manter as velas acesas ou você pode colocá-las para fora.
Associações:
É deusa: da lua, da morte, da fertilidade, da comunicação, do parto;
Cores: Prata, branco, marrom;
Oferendas: coco, imagens dela, coqueiros;

Que sejam prósperos!

Raffi Souza.

21 setembro 2017

O deus dos portões: Janus!

O Deus dos portões: Janus! 


Com duas cabeças olhando para direções opostas, Jano é o deus romano das entradas, portões e começos. Era o porteiro celestial - toda porta tem dois lados -, representando os términos e começos, passado e futuro.
Era o responsável por abrir os anos (deu seu nome ao mês de janeiro - januarius) e costumava ser o primeiro deus a ser mencionado nas cerimônias religiosas. Era adorado no início da época de colheita, plantio, casamento, nascimento, e outros tipos de origens, especialmente os começos de acontecimentos importantes na vida de uma pessoa. Também representa a transição entre a vida primitiva e a civilização, entre o campo e a cidade, a paz e a guerra, e o crescimento dos jovens.                       
Seu santuário mais famoso foi um portal sobre o Fórum Romano, através do qual os legionários romanos entraram em guerra. Em seus templos, as portas principais ficavam abertas em tempos de guerra e eram fechadas em tempos de paz. Tornou-se, então, patrono dos exércitos.
Originalmente, uma face possuía barba e a outra não, e, às vezes, era masculino e feminino - provavelmente uma representação do sol e da lua (Janus e Jana). No entanto, é mais fácil encontrar duas faces com barba. Existem, no entanto, em alguns locais, representações suas com quatro faces. Raramente, mostravam seu corpo, mas se fosse feito possuía uma chave na mão direita. A cabeça dupla face aparece em muitas moedas romanas, então, é dito que ele teria inventado o dinheiro.                       
Uma lenda romana conta que teria chegado a Tessália, onde foi saudado pela princesa Camese do Lácio. Casaram-se, dividiram o reino e tiveram vários filhos, dentre os quais Tiberinus (o deus do rio Tibre). Após a morte de Camese tornou-se o único governante e trouxe as pessoas um tempo de paz e bem-estar, a Idade de Ouro. Ele introduziu o dinheiro, o cultivo dos campos, e as leis. Também teria abrigado Saturno, quando este fugia de Júpiter e, como recompensa, ganhou o poder de enxergar passado e futuro. Após sua morte, foi deificado. Quando Rômulo e seus companheiros raptaram as virgens sabinas, Roma foi atacada. Mas Janus fez um gêiser fervente irromper da terra e os agressores fugiram da cidade. Tornou-se então protetor da cidade. Posteriormente, passou a ser símbolo da cidade de Gênova.
Mesmo não tendo representações análogas em outras mitologias, muitas vezes os romanos associavam Janus com a divindade etrusca Ani e com os gregos Zeus e Hermes. É possível, que suas representações o liguem a São Pedro, "porteiro" no Cristianismo, mas seu nome pode ter derivado o nome do profeta bíblico Jonas (Yonah, em hebraico) e ter a origem na mesopotâmica Uanna.                       
Janus, ou também nomeado como Jano, é um Deus de origem pré-latina e muito cultuado pelos romanos, ele é um Deus que representa a dualidade, é o porteiro celestial, Deus das Portas e Portais como também e das entradas, Senhor do sol e do dia, das indecisões e representante dos términos e dos começos, passado e futuro e das transições. Seu mês é janeiro, o primeiro mês do ano o qual leva seu nome, é um mês que tem em si um pouco do passado e a promessa do futuro que o início do ano marca. Ele era considerado o Pai dos Deuses e é dito que foi o primeiro Deus a ser cultuado em cerimônia em Roma antes dos deuses gregos serem introduzidos as crenças romanas, e assim, Janus passando a ser considerando um Deus Menor.
As lendas contam que Janus era um homem mortal que nasceu na Tessália que se localiza na Grécia e ao se mudar para o Lácio, casou-se com a rainha e assim dividindo o reino. Após a morte de sua esposa, Janus passou a governar sozinho todo o território e dedicou seu governo as transformações, desenvolvimentos científicos, criação de leis, aprimoramento do cultivo e as primeiras moedas correntes, muitas mudanças foram implementadas durante seu reinado trazendo para o Lácio um período de paz e prosperidade nunca visto antes. Ao morrer, Janus recebeu o status de Deus, devido à sua vida dedicada às transformações, adquirindo assim a dualidade do deus das transições, olhando tanto para o passado como para o futuro.                       
Sua representação era a de um homem com duas faces, uma voltada para o passado e uma voltada para o futuro, mas também há representações das faces como a de um homem jovial e belo (representando o futuro) e de um ancião de olhar profundo (representando o passado). Sua equivalência feminina e também considerada consorte é a Deusa Jana, Deusa da Lua, Caminhos, Magia e muito cultuada até hoje em várias tradições da Stregheria e também ela era representada com duas faces, uma olhando sempre para o passado e a outra para o futuro. Os romanos o associaram também com o deus estruco Ani, Deus do Céu, que como Janus, era representado com duas faces.
Ele era adorado no primeiro dia de todos os meses, nas épocas de plantio e colheitas, nos casamentos, nascimentos e acontecimentos considerados importantes na vida das pessoas, representava também momentos de transição e escolhas que mudavam os cursos da vida. Seu templo tinha uma porta voltada para o Leste, onde o Sol e a Lua nascia, e uma porta para o Oeste, onde os astros sumiam ao horizonte fechando o ciclo do dia e da noite. Seu templo também tinha uma serventia simbólica, em dias de paz suas portas estavam sempre fechadas e nos dias de guerra eram abertas, de acordo com os mitos as portas de seu templo só foram fechadas duas vezes na história — uma no reinado de Numa e outra no de Augusto. Nos fóruns romanos também foram construídos templos a Janus, mas estes continham quatro portais chamados Quadrifons Ianus e a maioria dos portões das cidades romanas havia uma representação das faces de Janus.                       
Na mitologia uma das faces de Janus falava a verdade enquanto a outra mentia, confundindo assim a pessoa na hora de fazer uma escolha importante que poderia trazer grandes consequências, isto mostra a dualidade de Janus e seu papel como Deus das indecisões, pois representava assim aquele que acalenta e guia, protege e ama ao mesmo tempo que aquele que engana, que trai, que odeia e que trapaceia. Algumas tradições acreditavam que Janus também encarnava o caos, tanto exterior como interior.
Algumas das simbologias associadas a Janus é o oculto e o conhecido, a verdade e a mentira, a Lua e o Sol, o passado e o futuro, a dualidade que todos temos dentro de nós e que muitas vezes se manifesta em momentos cruciais de nossas vidas, nos confundindo e embaralhando nossos sentimentos e a capacidade de raciocinar, o emocional em atrito com o racional.
Seu símbolo é uma chave a qual abre todas as portas e possibilidades como também as trancas. Seu mês é janeiro.
Na Streghria ele é cultuado como Ani, o Deus do Sol, tendo participação crucial durante a Roda do Ano.                       
Janus era o deus dos portões e portas. Ele era representado por uma figura com duas faces olhando em direções opostas. Seu nome é o radical da palavra inglesa "January" que significa janeiro (o mês que "olha" para os dois anos, o que passou e o novo ano).
O primeiro de janeiro era dedicado pelos romanos para o seu Deus de portas e portões, Janus. Um Deus muito antigo italiano, Janus tem uma aparência distinta artística em que ele é comumente representado com dois rostos... Um em relação ao que está por trás e o outro olhando para o futuro. Assim, Janus é o representante da contemplação sobre os acontecimentos de um ano de idade ao olhar a frente para o novo. Algumas fontes afirmam que Janus foi caracterizado de uma forma tão peculiar, devido à noção de que portas e portões olham em duas direções. Portanto, o Deus pode olhar para trás e para frente, ao mesmo tempo. Originalmente, Janus foi retratado com um rosto barbudo e o outro barbeado, jovem. O que pode ter simbolizado a lua e o sol, ou a maturidade e a juventude. Mais tarde, ele é frequentemente mostrado com barbas em ambas as faces e com frequência tem uma chave na mão direita. Muito cedo estátuas de Janus (em torno do século II AC) o descrevem com quatro faces.                       
Em seu papel como o guardião de saídas e entradas, Janus também era acreditado para representar começos. A explicação para essa crença sendo que um deve emergir através de uma porta ou um portão para entrar em um novo lugar. Portanto, os romanos também o consideravam como o Deus Janus de Iniciação e seu nome foi uma escolha óbvia para o primeiro mês do seu ano... Um mês referido pelos romanos como Anuários, que não é tão distante do moderno "janeiro", retirado do jauna palavra etrusca, que significa "porta". Originalmente, porém, Janus foi homenageado no dia primeiro de cada mês, além de ser adorado no início da época de plantio e novamente no momento da colheita. A deferência também é paga a ele no começo mais importante na vida de uma pessoa... Como o nascimento ou casamento.
Em Roma, os templos dedicados a Janus eram numerosos, o mais importante é conhecido como o Geminus Ianus, com uma estrutura em portão, dupla (uma porta de frente para o sol nascente e o outro, o sol poente), encontrada no Fórum Romanum através do qual os legionários romanos marcharam para a batalha. Este templo teve uma serventia particular, uma função simbólica. Quando as portas do templo eram fechadas, significava que a paz reinava dentro do Império Romano. Quando os portões eram abertos, isso significava que Roma estava em guerra. Entre os reinados de Numa e Augusto, os portões foram fechados apenas uma vez. Janus também tinha um templo no Fórum Olitorium e algum tempo durante o primeiro século, outro templo foi construído em sua honra no Fórum de Nerva. Este templo em particular, tinha quatro portais conhecidos como Quadrifons Ianus.
Janus era muito respeitado e altamente considerado como um deus pelos romanos e a sua imagem de dupla face pode ser encontrada na maioria dos portões da cidade e muitas moedas romanas. Dado o seu papel de guardião dos portões, sua posição como o Deus de Iniciação e a estima de ter o primeiro mês do ano, nomeado em sua honra, é claro que Janus desempenhou um papel importante no mito e da religião romana. Ele era chamado no início de cada novo dia e muitas vezes referido como o porteiro dos Céus. Ele particularmente presidida tudo o que é de dois gumes na vida e representa a transição entre o primitivo e a civilização.


Associações:
É deus: dos portões\portais, começo e fim, escolhas, certo e errado;
Cores: branco, preto, vermelho, amarelo, bronze;
Oferendas: chaves, imagens dele, portas, escolhas;
Espero que tenham gostado de conhecer um pouco mais sobre esse deus!
Que sejam prósperos.

Raffi Souza.

04 setembro 2017

Os deuses das tempestades Japonesas!

Os deuses das tempestades Japonesas!


Raijin é o deus do trovão, do relâmpago e da guerra na mitologia japonesa, um deus-demônio com dentes e garras afiadas, cabelos longos e com um tambor para fazer os trovões. Por vezes é representado como um deus vermelho que adora comer umbigos humanos, tanto que o pais japoneses dizem a seus filhos para esconder seus umbigos durante uma tempestade, se não são devorados pelo deus. Seu nome é derivado do japonês palavras rai (, significando “trovão”) e shin (, “deus” ou “kami”). Ele é tipicamente descrito como um demônio batendo tambores para criar um trovão, geralmente com o símbolo tomoe desenhado na bateria. Ele também é conhecido pelos seguintes nomes:
Yakuza no ikazuchi no kami: Yakuza (, oito) e ikazuchi (, trovão) e kami ( espírito, ou divindade)
Kaminari-sama: Kaminari (, Kami espírito, ou divindade + , nari, trovão) e-sama (, um japonês honorífico que significa “mestre”)
Raiden-sama: rai (, trovão), den (, raios), e-sama (, mestre)
Narukami: naru (, trovejante / rolamento) e kami ( espírito, ou divindade)
Raijin é acompanhado por Raijuu ( , “besta do trovão”) que é uma lendária criatura da mitologia japonesa, de corpo composto tanto de eletricidade como de fogo e pode aparecer na forma de um gato, tanuki, macaco ou doninha. A forma de um lobo azul e branco (ou mesmo um lobo envolvido em raios) é comum e seu rugido soa como um trovão. Um dos comportamentos peculiares Raiju é o de dormir em umbigos humanos. Isso leva Raijin a disparar flechas de raios no Raiju para acordar a criatura para cima, e, portanto, prejudica a pessoa em cujo ventre o demônio está descansando. Pessoas supersticiosas, portanto, muitas vezes escondem seus umbigos durante o mau tempo, mas outras lendas dizem que Raiju só vai se esconder nos umbigos de pessoas que dormem ao ar livre.
Raijin é uma divindade bem conhecido e sua fama gerou vários personagens na mídia japonesa. Ele é muitas vezes ridicularizado, por exemplo, em um episódio de “Kyorochan”, ou em “Katamari Damacy”, onde ele é um dos objetos maiores e mais valioso no jogo que o príncipe pode rolar em sua bola Damashi de lixo. Na série tokusatsu Madan Senki Ryukendo, todos os três guerreiros Madan, logo após a transformação, dizerem seus nomes seguidos da palavra “Raijin! ”, que significa “acorde! ” Ou “levante-se! ”. Ele também aparece em um papel menor no jogo Final Fantasy VIII como um dos capangas de Seifer Almasy. Em Chrono Trigger, ele e seu irmão se unem para formar a Masamune.
Uma lenda budista chinesa conta que Raijin e Fujin eram demônios malvados, inimigos de Buda. Então Buda ordenou a seu exército celestial que os capturassem. Após diversas batalhas entre os demônios e 33 deuses, eles finalmente foram derrotados e presos. Como castigo, Fujin e Raijin tiveram de trabalhar para o céu.
Fujin e Raijin, Deus do Vento e Deus do Trovão, são alguns dos deuses mais populares do panteão xintoísta japonês descritos no Kojiki, livro mais antigo sobre a história do Japão. Fujin é geralmente descrito como muito forte, musculoso com um grande saco de pele, o qual é preenchido com numerosos ventos. Quando ele abre seu saco, uma rajada de vento sopra intensamente na Terra. Raijin também é retratado como imensamente robusto, ao seu redor, uma série de tambores, com o qual ele faz os estrondosos trovões. Muitas vezes eles são considerados como Youkais (demônio, espírito ou monstro).
Segundo uma antiga lenda do budismo chinês, Fujin e Raijin foram ambos originalmente demônios que se opunham a Buda. Então Buda ordenou a seu exército celestial que os capturassem, depois de uma batalha intensa entre os dois demônios e 33 deuses, os demônios foram capturados e convertidos, trabalhando para os céus desde então.
Fujin e Raijin: História
Fujin “O Deus do Vento”
Fujin (fu: vento e jin: deus) é o deus japonês do vento, dos furacões, e dos redemoinhos, é uma das divindades xintoístas mais antigas. Ele estava presente com Amaterasu (deusa do sol) na criação do mundo, e quando ele deixou o vento sair pela primeira vez da sua bolsa, este clareou a neblina da manhã e preencheu o espaço entre o céu e a terra, e assim o sol brilhou. Acredita-se que ele vive acima das nuvens junto com Raijin, o deus do trovão.
Ele geralmente é representado carregando um grande saco de tecido (ou pele de animal), repleto de ventos, quando ele abre este saco, libera uma rajada de ventania. Fujin, Raijin e Amaterasu são responsáveis pelo clima do universo, por isso são representados quase sempre juntos (em algumas versões eles são irmãos), supostamente seriam alguns dos inúmeros filhos de Izanagi.
Conta a lenda, que antes dos humanos habitarem a terra, uma discussão surgiu entre eles pelo controle das tempestades. Nesta batalha, Fujin cortou o braço esquerdo de Raijin. Algum tempo depois, os dois deuses voltam a serem amigos e Amaterasu recuperou o braço perdido de Raijin para que este continuasse produzindo trovões.
Algumas crenças tradicionais atribuem o fracasso dos mongóis em sua tentativa de invadir o Japão no ano de 1274 a uma tempestade criada por Fujin, que recebeu o nome de Kamikaze (kami: divino e kaze: vento).
A iconografia de Fujin parece ter sua origem nas trocas culturais ao longo da Rota da Seda. Começando com o período helenístico, quando a Grécia ocupou partes da Ásia Central e Índia, o deus grego do vento Bóreas tornou-se o deus Wardo na arte Greco budista, em seguida, uma divindade do vento na China (Tarim) e, finalmente na divindade japonesa Fujin.
Durante essa evolução, o deus do vento manteve sua simbologia, o seu jeito falastrão, e sua aparência desgrenhada.
Raijin “O Deus do Trovão”
É o deus do trovão, do relâmpago e da guerra na mitologia japonesa, um deus-demônio retratado com dentes e garras afiadas, cabelos longos e com um tambor para fazer os trovões. Por vezes é representado como um deus vermelho que adora comer umbigos humanos, tanto que muitos pais japoneses diziam a seus filhos para esconder seus umbigos durante uma tempestade, se não seriam devorados pelo deus.
Seu nome é derivado das palavras japonesas rai (significando “trovão”) e shin (“deus” ou “kami”). Ele é tipicamente descrito como um demônio batendo tambores para criar um trovão, geralmente com o símbolo “tomoe” (presente em templos budistas e xintoístas, que significa ciclo ou giro, referindo-se ao movimento da terra) desenhado na bateria. Ele também é conhecido pelos seguintes nomes:
Yakuza no ikazuchi no kami: Yakuza (oito) e ikazuchi (trovão) e kami (espírito, ou divindade)
Kaminari-sama: Kaminari (Kami, espírito, ou divindade + nari, trovão) e sama (um japonês honorífico que significa “mestre”)
Raiden-sama: rai (trovão), den (raios), e sama (mestre)
Narukami: naru (trovejante) e kami (espírito, ou divindade)
Raijin geralmente é acompanhado por “Raijuu” (besta do trovão) que é uma lendária criatura da mitologia japonesa, de corpo composto tanto de eletricidade como de fogo e pode aparecer na forma de um gato, tanuki, macaco ou doninha. Ou ainda, na forma de um lobo azul e branco (ou mesmo um lobo envolvido em raios) é comum seu rugido soar como um trovão.
Um dos comportamentos peculiares de Raiju, parecido com o do deus Raijin, é o de dormir em umbigos humanos. Isso leva Raijin a disparar flechas de raios no Raiju para acordar a criatura, e, portanto, prejudica a pessoa em cujo ventre o demônio está descansando. Pessoas supersticiosas, portanto, muitas vezes escondem seus umbigos durante o mau tempo, mas outras lendas, no entanto, dizem que Raiju só vai se esconder nos umbigos de pessoas que desavisadamente dormirem ao ar livre.
Raijin 雷神 é o kami das tempestades, raios e trovões no Shintoísmo e mitologia japonesa, também segundo algumas fontes tem relação com a guerra.
É representado como um demônio às vezes vermelho e com chifres e cercado de um anel grande com tambores que usa para fazer os trovões, outras vezes também é representado na cultura popular e ocidental como um homem aparentando ser um monge com um chapéu de palha, imagem imortalizada por "Raiden" da série Mortal Kombat.

Fujin, Fūjin 風神 é o kami dos ventos, de aparência semelhante a de Raijin que é seu irmão, porém representado com a cor verde e com um saco mágico entre os ombros de onde saem os ventos do mundo. É dito que sua iconografia veio da época da rota da seda é baseado no deus grego Bóreas, deus dos ventos do norte, iconografia do deus com um saco cheio de ar que foi evoluindo até chegar a imagem de Fujin.

Também existem sincretismos com o budismo, conta uma lenda que Raijin e Fujin eram grandes inimigos de Buda, e o mesmo mandou seu exército celestial capturar os dois, após uma longa batalha eles foram capturados e tiveram como castigo que trabalhar no céu, em outras versões eram apenas demônios que foram convertidos nos trabalhadores que são hoje.

É comum também ver estátuas de Raijin e Fujin em templos budistas, acredita-se que a sua aparência demoníaca por assim dizer auxilia na proteção dos templos.

O que acharam desses dois deuses que vivem juntos mais ao mesmo tempo gostam de ficar “separados”?


Raffi Souza.

22 agosto 2017

O deus da lua japonês: Tsukiyomi!

O deus da lua japonês: Tsukiyomi!


Hoje vamos falar um pouquinho sobre o deus japonês\xintoísta Tsukiyomi, que é o deus da lua, e das estrelas, vamos falar pouco pois encontrei pouco sobre ele, então vamos lá!
Tsukiyomi (ツクヨミ, 月讀 em japonês) ou Tsukuyomi é o deus da Lua na mitologia japonesa, irmão de Amaterasu e de Susanoo. Tsukiyomi nasceu do olho direito de Izanagi.
Tsukuyomi ou Tsukiyomi (月読の命 ou 月夜見の尊, Tsukuyomi-no-mikoto), também conhecido como Tsukuyomi-no-kami, é o deus da lua no Xintoísmo e na mitologia japonesa. O nome Tsukuyomi é uma combinação das palavras japonesas lua/mês (tsuki) e "ler; contar"(yomu). Outra interpretação de seu nome é a combinação de "Noite iluminada pela Lua" (Tsukiyo) e um verbo significando "Olhando para"(miru). Ainda outra interpretação diz que o kanji para "arco"(, yumi) foi corrompido com o kanji para "yomi". “Yomi” também pode se referir ao mundo subterrâneo, apesar desta interpretação não ser bem aceita.
Tsukuyomi foi a segunda das "Três nobres crianças" nascidas quando Izanagi, o deus que criou a primeira terra, Onogoro-shima, estava se purificando dos pecados enquanto se banhava depois de escapar do mundo subterrâneo e das correntes de sua enraivecida esposa, Izanami. Tsukuyomi nasceu quando Izanagi o lavou de seu olho direito. De qualquer forma, em uma história alternativa, Tsukuyomi nasceu de um espelho feito de cobre branco na mão direita de Izanagi.
Depois de subir a escada celestial, Tsukuyomi viveu no "paraíso", também conhecido como Takamagahara, com sua irmã Amaterasu, a Deusa do Sol.
Tsukuyomi enfureceu Amaterasu ao assassinar Ukemochi, a deusa dos alimentos. Amaterasu enviou Tsukuyomi para fazer-lhe uma visita. Sabendo disso, a deusa preparou-lhe um banquete. Porém, a forma com que o fez, vomitando arroz cozido, peixe e algas deixou Tsukuyomi tão enojado que ele a matou. Amaterasu, sabendo disso, irritou-se com seu irmão, de forma que se negou a vê-lo outra vez, mudando-se para outra parte do céu. Por conta disso, dia e noite nunca acontecem juntos. Uma versão posterior conta que Ukemochi foi morta por Susanoo.                       
Segundo a Mitologia Japonesa, Tsukuyomi-no-kam nasceu de um espelho feito de cobre branco. O espelho é um dos símbolos da casa imperial japonesa. Tsukuyomi-no-kam, irmão de Amaterasu “a deusa sol” (reveja a postagem: http://ecamideipu.blogspot.com/2011/09/deusa-sol-no-mito-xintoista.html), vive sentado de costas para ela, ele também é um das três crianças sagradas, que nasceram do deus Izanagi.
Há ainda, outra lenda sobre o nascimento do deus da lua, tenha nascido do olho direito de Izanagi, (reveja a postagem: http://ecamideipu.blogspot.com/2012/02/criacao-do-mundo-segundo-mitologia.html) e sua irmã Amaterasu nasceu do olho esquerdo.
No Japão a lenda de Kaguya Hime conta a história fascinante da princesa Kaguya que nasceu de um bambu dourado.
A lenda conta que um pobre camponês cortava bambu, quando de repente cortou um bambu dourado. Algum tempo depois o camponês encontrou um bebê no meio do bambuzal. O homem levou a criança para sua casa, onde a criou com a ajuda de sua esposa. Com o passar do tempo, Kaguya se transformou em uma linda moça, e sendo tão bela tinha vários pretendentes. Cinco rapazes se candidataram a ser seu esposo.
A jovem não desejava nem um dos pretendentes como marido, então decidiu pedir presentes aos rapazes, que lhe trouxe o que ela exigia seria seu esposo.
Ao primeiro ela pediu um vaso que seria encontrado em um templo bem alto, que ficava nas montanhas. O rapaz tentou, mais a montanha era muito íngreme, então ele desistiu, e levou para Kaguya um vaso falso, ela logo descobriu e mandou o rapaz embora!
Para o segundo ele pediu um ramo de ouro que dava frutos de perolas que existia apenas na Montanha Horai. O rapaz era rico, e mandou que fosse feito para sua amada a réplica do ramo de ouro, que mais tarde levou para Kaguya, que ficou impressionada e aceitou casar-se com o rapaz, entretanto na hora do matrimonio a farsa foi descoberta, pois o joalheiro apareceu durante a cerimônia do casamento e cobrou pelo serviço.
Kaguaya, percebendo a mentira do noivo desistiu do casamento.
O terceiro rapaz ela pediu o manto invisível de Tengo (uma planta mágica que existe na floresta), mas o rapaz também fracassou. Ao quarto rapaz ela pediu uma moeda que ficava pendura no pescoço de um dragão, o rapaz também acabou desistindo.
Para o quinto rapaz foi pedido um pássaro raro, mas o rapaz também não conseguiu atender o desejo de Kaguaya.
Quando a jovem percebeu que nenhum homem na terra seria capaz de satisfazer suas vontades, ela decidiu revelar a seus pais adotivos toda a verdade. Contou-lhes que ela era a princesa da lua e não pertencia a este mundo, a jovem então subiu ao céu, tomada por vestes brancas e resplandecentes. Desde então, casal de velhinhos passaram a olhar todas as noites para a lua, tentando ver sua “filha”, e fizeram isso até o ultimo dia de suas vidas!

Associações:
É deus: da lua, do céu noturno, das estrelas;
Cores: prata, azul, cinza;
Oferendas: quimonos com temas lunares, imagem dele, bolinhos mochi e ou bolinhos da lua, coisas ligadas a lua.

Tsukuyomi foi representado em vários lugares tanto em desenhos\animes como series de tv, jogos e outros lugares, podemos ter isso como uma base para nossas oferendas, lembrando sempre de separar o que é ficção do que é realidade.
Raffi Souza.

15 agosto 2017

a deusa da beleza grega: Afrodite!

A deusa da beleza grega: Afrodite!


Hoje vamos conhecer sobre a deusa grega Afrodite, então venha conhecer um pouco mais sobre ela!
Afrodite (em grego: Αφροδίτη, transl.: Aphrodítē) é a deusa do amor, da beleza e da sexualidade na antiga religião grega. Responsável pela perpetuação da vida, prazer e alegria. Historicamente, seu culto na Grécia Antiga foi importado da Ásia, influenciado pelo culto de Astarte, na Fenícia, e de sua cognata, a deusa Ishtar dos acádios. Ambas eram deusas do amor, e seus atributos e rituais foram incorporados no culto grego a Afrodite. Na era romana, seria a vez de Afrodite ser a influência, dando origem à sua equivalente romana, a deusa Vênus.
Na mitologia grega, a versão mais famosa do seu nascimento contada por Hesíodo, ela nasceu quando Cronos cortou os órgãos genitais de Urano e arremessou-os no mar; da espuma (aphros) surgida ergueu-se Afrodite. No entanto para Homero, anterior a Hesíodo, ela era filha de Zeus e Dione. Durante o período de Platão, os gregos haviam solucionado este conflito afirmando que Afrodite tem dois aspectos diferentes, sem individualizar o culto: a primeira Afrodite Urânia, seria a Afrodite celeste, do amor divino e homossexual. A filha de Zeus seria a Afrodite do amor comum, do povo, denominada Afrodite Pandemos de onde emanava o amor físico e desejos lascivos. Os principais mitos envolvendo a deusa são a saga da Guerra de Troia, onde ela protegeu a cidade de Troia e os amantes Helena e Páris; sua perseguição a mortais que a ofenderam, como Psiquê e Hipólito; as bênçãos dadas a fiéis como Pigmaleão para viverem com suas amadas; e seus diversos casos amorosos, como Ares e Adônis.
Afrodite recebeu vários epítetos, principalmente porque seus cultos variavam em cada cidade grega. Recebeu os nomes de Citere ou Citereia (Cytherea) e Cípria (Cypris) por dois locais onde seu culto era célebre na Antiguidade, Citera e Chipre - cada um deles alegando ser o local de nascimento da deusa. Afrodite ainda recebia muitos outros nomes locais, como Acidália e Cerigo, utilizadas em regiões específicas da Grécia. Mesmo com os cultos diferentes, os gregos reconheciam a semelhança geral entre todas como sendo a única Afrodite.
Afrodite, juntamente com Apolo, representa o ideal de beleza dos gregos antigos. Ela foi constantemente reproduzida nas Artes, da Antiguidade à Idade Contemporânea, dada a oportunidade de os artistas imaginarem uma beleza divina. Nos dias atuais, seu mito continua exercendo influência na cultura, e muitas vertentes do neopaganismo voltaram a lhe prestar culto.                       
Afrodite (ou Vênus) é uma das divindades mais célebres da antiguidade: era ela quem presidia os prazeres do amor. A respeito de sua origem, como sobre a de muitos outros deuses, os poetas não estão de acordo.                       
Surgimento da Deusa
A princípio distinguiram-se duas Afrodite: uma se formara da espuma do mar aquecido pelo sangue de Clo ou Urano, que se lhe misturou, quando Saturno levantou mão sacrílega sobre seu pai.
Acrescenta-se que dessa mistura nasceu a deusa, peno da ilha de Chipre, dentro de uma madrepérola. Diz Homero que ela foi conduzida a essa ilha por Zéfiro, que a entregou entre as mãos das Horas, que se encarregaram de educá-la.
Essa deusa assim concebida seria a verdadeira Afrodite, isto é, nascida na espuma, em grego Afros.
Tem-se dado, porém, a essa deusa uma origem menos bizarra, dizendo-se que ela nasceu de Zeus e de Dionéia, filha de Netuno, e por consequência, sua prima-irmã.
A Deusa da Beleza e dos Prazeres
Qualquer que seja a origem dada a Afrodite pelos diferentes poetas, e se bem que muitas vezes o mesmo poeta se refere a ela de diversas maneiras, eles têm sempre em vista a mesma Afrodite.
Apresentada ao mesmo tempo celeste e marinha, deusa da beleza e dos prazeres, mãe dos Amores, das Graças, dos Jogos e dos Risos: é à mesma Afrodite que atribuem todas as fábulas sobre essa divindade.
Zeus deu-a a Vulcano como esposa; as suas escandalosas galanterias com Marte fizeram a hilaridade dos deuses.                       
Lendas de Afrodite: A Deusa do Amor
Ela amou apaixonadamente a Adónis, foi mãe de Eros ou Cupido, ou ainda, o Amor; também o foi do piedoso Enéias, de um grande número de mortais, porque as suas ligações com os habitantes do céu, da terra e do mar, foram incalculáveis, infinitas.
Elevaram-lhe templos na ilha de Chipre, em Fafos, em Amatonte, na ilha de Cítera, etc. Daí os seus nomes de Cipres, Páfla, Citeréia.
Também era chamada Dionéia como sua mãe. Anadómene, isto é, “saindo das águas”, etc. Possuía um cinto onde estavam encerradas as graças, os atrativos, o sorriso sedutor, o falar doce, o suspiro mais persuasivo, o silêncio expressivo e a eloquência dos olhos. Conta-se que Hera (Juno) o pediu emprestado a Afrodite para reanimar a paixão de Zeus e para vencê-lo na causa dos gregos contra os troianos.
Depois de sua aventura com Marte, ela retirou-se, a princípio em Pafos, depois foi esconder-se nos bosques do Cáucaso.
Todos os deuses por muito tempo em vão a procuraram; mas uma velha lhes ensinou o lugar do seu esconderijo, e a deusa castigou-a transformando-a em rochedo.
Nada é mais célebre do que a vitória alcançada por Afrodite, no julgamento de Páris, sobre Hera e Palas, apesar das suas duas rivais terem exigido dela que, antes de comparecer, tiraria o seu temível cinto.
Afrodite testemunhou perpetuamente o seu reconhecimento a Páris, a quem tornou possuidor da bela Helena, e aos troianos, que não cessou de proteger contra os gregos e a própria Hera.                       
Amores da Deusa
O amor mais constante de Afrodite foi o que experimentou pelo encantador jovem Adônis, filho de Mirfa e de Cinira. Mirfa, sua mãe, fugindo à cólera paterna, refugiara-se na Arábia, onde os deuses a transformaram na árvore que dá a mirra.
Tendo chegado a época do nascimento, a árvore se abriu para dar à luz a criança. Adônis foi recebido pelas ninfas, que o alimentaram nas grutas da vizinhança.
Quando chegou à adolescência, passou-se à Fenícia. Afrodite o viu, amou-o, e para segui-lo na caça nas florestas do monte Líbano, abandonou a sua morada de Cítera, de Amatonte e de Pafos, e desdenhou o amor dos deuses.
Marte, ciumento e indignado dessa preferência dada a um simples mortal, metamorfoseou-se em um furioso javali, atirou-se sobre Adônis, e lhe fez na coxa uma ferida que lhe causou a morte.
Afrodite correra, tarde demais, porém, em socorro do infortunado mancebo. Acabrunhada de dor, tomou nos braços o corpo de Adônis, e depois de o ter longamente chorado, transformou-o em anémona, flor efémera da primavera.
Outros contam que Adônis foi morto por um javali que Ártemis açulou contra ele, para se vingar de Afrodite, que causara a morte de Hipólito. Adônis, ao descer aos infernos, foi ainda amado por Prosérpina.
Afrodite queixou-se disso a Zeus. O senhor dos deuses terminou o debate ordenando que Adônis seria livre quatro meses durante o ano, que esses quatro passaria com Afrodite, e o resto com Prosérpina.
Sob o véu dessa fábula pode-se reconhecer em Adônis a Natureza em suas diversas fases e diferentes aspectos. Na primavera, mostra-se bela e fecunda; no inverno, aparece com o mesmo esplendor e a mesma fecundidade.                       
Afrodite: Amável e Cruel
Afrodite está longe de ser sempre a deusa amável dos Risos e das Graças. Era muito vingativa e impiedosa nas suas vinganças. Para punir o Sol (Febo) da indiscrição de haver advertido Vulcano do seu adultério com Marte, tornou-o infeliz em quase todos os amores.
Perseguiu-o mesmo pelas armas, até aos seus descendentes. Vingou-se da ferida que recebera de Diomedes diante de Tróia, inspirando a Egíale, sua mulher, paixões por outros homens.
Castigou, da mesma maneira, a musa Clio, que havia censurado o seu amor por Adónis, a Hipólito que desdenhara os seus atrativos. Enfim, tendo-lhe feito Tíndaro uma estátua com cadeias nos pés, ela o castigou com o impudor das suas filhas, Helena e Clitenestra.
O seu filho Cupido é tão amável e cruel como ela.
Adoração da Deusa Afrodite (Vênus)
No culto de Afrodite, tão espalhado na Grécia c no mundo antigo, misturavam-se quase todas as práticas supersticiosas, as mais inocentes e as mais criminosas, as menos impuras e as mais desregradas.
As homenagens que lhe são rendidas relacionam-se com a diversidade das suas origens e à opinião que a seu respeito tinham tido diferentes povos, em épocas diversas. Esse culto lembrava ao mesmo tempo o das divindades assirianas e caldaicas, da Isis egípcia e da Astarte dos fenícios.
Afrodite presidia aos casamentos, aos nascimentos, mas particularmente à galanteria. Entre as flores a rosa lhe é consagrada; entre os frutos, a maçã e a romã; entre as árvores, a murta; entre as aves, o cisne, o parcial e sobretudo o pombo. Sacrificam-lhe o bode, o varrão, a lebre, e raramente vítimas grandes.                       
Afrodite era a deusa do amor, desejo e beleza. Além de sua beleza natural, ela também tinha um cinto mágico que obrigou todos a desejá-la.
Há duas versões de seu nascimento.
Segundo uma delas, ela era a filha de Zeus e Dione, a deusa mãe adorado nos Oráculos de Dodona.
No entanto, a outra conta, o que é mais prevalente, nos informa que ela surgiu do mar em uma vieira gigante, depois de Cronos castrou Urano e lançou seus genitais decepados para o mar.
Aphrodite, em seguida, caminhou até a costa de Chipre.
Em uma versão diferente do mito, ela nasceu perto da ilha de Citera, daí seu epíteto “Cytherea”.
Afrodite foi casada com Hefesto; no entanto, ela teve um caso com seu irmão Ares, deus da guerra.
Quando Hefesto descobriu sobre o assunto, ele concebeu um plano e conseguiu humilhar a mulher e seu amante para os outros atletas olímpicos. Seu santo árvore era a murta, enquanto seus santos pássaros eram a pomba, o cisne, e o pardal.
Afrodite representa sexo, afeição, e a atração que une as pessoas.                       
Afrodite, na mitologia grega, era a deusa da beleza e da paixão sexual. Originário de Chipre, seu culto estendeu-se a Esparta, Corinto e Atenas.
Seus símbolos eram a pomba, a romã, o cisne e a murta.
No panteão romano, Afrodite foi identificada com Vênus.
A mitologia oferecia duas versões de seu nascimento: segundo Hesíodo, na Teogonia, Cronos, filho de Urano, mutilou o pai e atirou ao mar seus órgãos genitais, e Afrodite teria nascido da espuma (em grego, aphros) assim formada; para Homero, ela seria filha de Zeus e Dione, sua consorte em Dodona.
Por ordem de Zeus, Afrodite casou-se com Hefesto, o coxo deus do fogo e o mais feio dos imortais. Foi-lhe muitas vezes infiel, sobretudo com Ares, divindade da guerra, com quem teve, entre outros filhos, Eros e Harmonia.
Outros de seus filhos foram Hermafrodito, com Hermes, e Príapo, com Dioniso. Entre seus amantes mortais, destacaram-se o pastor troiano Anquises, com quem teve Enéias, e o jovem Adônis, célebre por sua beleza.
Afrodite possuía um cinturão mágico de grande poder sedutor e os efeitos de sua paixão eram irresistíveis.
As lendas frequentemente a mostram ajudando os amantes a superar todos os obstáculos.
À medida que seu culto se estendia pelas cidades gregas, também aumentava o número de seus atributos, quase sempre relacionados com o erotismo e a fertilidade.                       
Os Amantes de Afrodite
Ares, nas prolongadas ausências de Hefesto, que instalara suas forjas no monte Etna, na Sicília, partilhava constantemente o leito de Afrodite. Fazia-o tranquilo, porque sempre deixava à porta dos aposentos da deusa uma sentinela, um jovem chamado Aléctrion, que deveria avisá-lo da aproximação da luz do dia, isto é, do nascimento só Sol, conhecedor profundo de todas as mazelas deste mundo. Um dia, o incansável vigia dormiu e Hélio, o sol, que tudo vê e que não perde ahora, surpreendeu os amantes e avisou Hefesto. Este, deus que sabe ater e desatari, preparou uma rede mágica e prendeu o casal ao leito. Convocou os deuses para testemunharem o adultério e estes se divertiram tanto com a picante situação, que a abóbada celeste reboava com as gargalhadas. Após insistentes pedidos de Posídon, o deus coxo consentiu em retirar a rede.
Envergonhada, Afrodite fugiu para Chipre e Ares para a Trácia. Desses amores nasceram Fobos (o medo), Deimos (o terror) e Harmonia, que foi mais tarde mulher de Cadmo, rei de tebas.
No que tange à preferência da deusa do amor pelo deus da guerra, o que trai um complexo appositorum, uma conjugação dos opostos, Hefesto sempre a atribuiu ao fato de ser aleijado e Ares ser belo e de membros perfeitos. Claro está que o deus das forjas não poderia compreender que Afrodite é antes de tudo uma deusa da vegetação, que precisa ser fecundada, seja qual for a origem da semente e a identidade do fecundador.
Quanto ao jovem Aléction, sofreu exemplar punição: por haver permitido, com seu sono, que Hélio denunciasse a Hefesto tão flagrante adultério, foi metamorfoseado em Galo (alektyón) em grego é galo e obrigado a cantar toda madrugada, antes do nascimento do sol.
Ares não foi, no entanto, o único amor extraconjugal de Afrodite. Sua paixão por Adônis ficou famosa. O mito, todavia, começa bem mais longe. Téias, Rei da Síria, tinha uma filha, Mirra ou Esmirna, que, desejando competir em beleza com a deusa do amor, foi por esta terrivelmente castigada, concebendo uma paixão incestuosa pelo próprio pai. Com auxílio de sua aia, Hipólita, conseguiu enganar Téias unindo-se a ele durante doze noites consecutivas. Na derradeira noite, o rei percebeu o engodo e perseguiu a filha com a intenção de matá-la. Mirra colocou-se sob a proteção dos deuses, que a transformaram na árvore que tem seu nome. Meses depois, a casca da “mirra” começou a inchar e no décimo mês se abriu, nascendo Adônis.
Tocada pela beleza da criança, Afrodite recolheu-a e confiou secretamente a Perséfone. Esta, encantada com o menino, negou-se a devolvê-lo à esposa de Hefesto.
A luta entre as duas deusas foi arbitrada por Zeus e ficou estipulado que Adônis passaria um terço do ano com Perséfone, outro com Afrodite e os restantes quatro meses onde quisesse. Mas, na verdade, o lindíssimo filho de Mirra sempre passou oito meses do ano com a deusa do amor.
Afrodite e Ares
Mais tarde, não se sabe bem o motivo, a colérica Ártemis lançou contra Adônis adolescente a fúria de um javali, que, no decurso de uma caçada, o matou.
A pedido de Afrodite, foi o seu grande amor transformado por Zeus em anêmona, flor da primavera, e o mesmo Zeus consentiu que o belo jovem ressurgisse quatro meses por ano e vivesse ao lado da amante. Efetivamente, passados os quatro meses primaveris, a flor anêmona fenece e morre.
O mito, evidentemente, prende-se aos ritos simbólicos da vegetam, como demonstra a luta pela criança entre Afrodite (a “vida” da planta) e Perséfone (“a morte” da mesma nas entranhas da terra), bem como o sentido ritual dos Jardins de Adônis, há uma variante do mito que faz de Adônis filho não de Téias, mas do rei do Chipre, o qual era de origem fenícia, Cíniras, casado com Cencréia.
Esta ofendera gravemente Afrodite, dizendo que sua filha Mirra era mais bela que a deusa, que despertou na rival uma paixão violenta pelo pai. Apavorada com o caráter incestuoso de sua paixão. Mirra quis enforcar-se, mas a aia Hipólita interveio e facilitou a satisfação do amor criminoso.
Consumado o incesto, a filha e amante de Cíniras refugiou-se na floresta, mas Afrodite, compadecia com o sofrimento da jovem princesa, metamorfoseou-a na Árvore de Mirra. Foi o próprio rei quem abriu a casca da árvore para de lá retirar o filho e neto ou, segundo outros, teria sido um javali que, com seus dentes poderosos, despedaçara a mirra, para fazer nascer a criança.
Nesta variante há duas causas para a morte de Adônis: ou a cólera do deus Ares, enciumado com a predileção de Afrodite pelo jovem oriental ou a vingança de Apolo contra a deusa, que lhe teria cegado o filho Erimanto, por Tê-la visto nua, enquanto banhava.
De qualquer forma, a morte de Adônis, deus oriental da vegetação, do ciclo da semente, que morre e ressuscita, daí sua katábasis para junto de Perséfone e a consequente anábasis em busca de Afrodite, era solenemente comemorada no Ocidente e no Oriente. Na Grécia da época Helenística deitava-se Adônis morto num leito de prata, coberto de púrpura. As oferendas sagradas eram frutas, rosas, anêmonas, perfumes e folhagens, apresentados em cestas de prata. Gritavam, soluçavam e descabelavam-se as mulheres. No dia seguinte atiravam-no ao mar com todas as oferendas. Ecoavam, dessa feita, cantos alegres, uma vez que Adônis, com as chuvas da próxima estação, deveria ressuscitar.                       
Os amores de Afrodite não terminam em Adônis. Disfarçada na filha de Otreu, rei da Frígia, amou apaixonamente o herói troiano Anquises, quando este pastoreava seus rebanhos no monte Ida da Tróada. Desse enlace Nasceu Enéias, que a deusa tanto protegeu durante o cerco de Ílion pelos gregos, como nos atesta a Ilíada. Bem mais tarde, do primeiro ao décimo segundo canto da Eneida de Vergílio, Enéias a teve novamente por escudo e por bússola. É desse Enéias, diga-se de passagem, que, através de Iulus, filho do herói troiano, pretendia descender a gens iulia, a família dos Júlio, como César e Otaviano, o futuro imperador Augusto. Falsas aproximações etimológicas geraram muitos deuses, heróis e imperadores.
De sua União com Hermes nasceu Hermafrodito, etimologicamente (filho) de Hermes e Afrodite. Criado pelas ninfas do monte Ida, o jovem era de extraordinária beleza. Tão grande como a de Narciso.
Com sua eternamente insatisfeita “enérgeia” erótica, Afrodite amou ainda o deus do Êxtase e do entusiasmo. De sua união com Dioniso nasceu a grande divindade da cidade asiática de Lâmpsaco, Priapo. Trata-se de um deus itifálico, guardião das videiras e dos jardins. Seus atributos essenciais era “desviar” o mau-olhado e proteger as colheitas contra os sortilégios dos que desejavam destruí-las. Deus de poderes apotropaicos, sempre foi considerado como um excelente exemplo de magia simpática, tanto “homeopática”, pela lei da similaridade, quanto pela de “contágio, pela lei do contato, em defesa dos vinhedos, pomares e jardins, em cuja entrada figurava sua estátua.
Ficaram também célebres na mitologia as explosões de ódio e as maldições de Afrodite. Quando se tratava de satisfazer a seus caprichos ou vingar-se de uma ofensa, fazia do amor uma arma e um veneno mortal. Pelo simples fato de Eos ter-se enamorado de Ares, a deusa fê-la apaixonar-se violentamente pelo gigante Oríon, a ponto de arrebatá-lo e escondê-lo, com grande desgosto dos deuses, uma vez que o gigante, como Héracles, limpava os campos e as cidades de feras e monstros. O jovem Hipólito, que lhe desprezava o culto, por ter-se dedicado a Artemis, foi terrivelmente castigado. Inspirou a Fedra, sua madrasta, uma paixão incontrolável pelo enteado. Repelida por este, Fedra se matou, mas deixou uma mensagem mentirosa a Teseu, seu marido, e pai de Hipólito, acusando a este último de tentar violentá-la, o que lhe explicava o suicídio. Desconhecendo a inocência do filho, Teseu expulsou-o de casa e invocou ocntra o mesmo a cólera de Posídon. O deus enviou contra Hiólito um monstro marinho que lhe espantou os cavalos da veloz carruagem e o jovem, tendo caído, foi arrastado e morreu despedaçado.
Puniu severamente todas as mulheres da ilha de Lemnos, por que se negaram a prestar-lhe culto. Castigou-as com um odor tão insuportável, que os esposos as abandonaram pelas escravas da Trácia.
A própria Helena, que, por artimanhas da deusa e para premiar Páris, fugiu com ela para Tróia, deplorava como se fora uma “até”, uma loucura, uma cegueira da razão, o amor que lhe infundira Afrodite e a fizera abandonar a pátria e os deuses.
Puniu severamente todas as mulheres da ilha de Lemnos, por que se negaram a prestar-lhe culto. Castigou-as com um odor tão insuportável, que os esposos as abandonaram pelas escravas da Trácia.
A própria Helena, que, por artimanhas da deusa e para premiar Páris, fugiu com ela para Tróia, deplorava como se fora uma “até”, uma loucura, uma cegueira da razão, o amor que lhe infundira Afrodite e a fizera abandonar a pátria e os deuses.  
                     
Símbolos: Concha do mar, rosas, espelho, cinturões.
Ofertas: Cobre, esmeralda, turquesa, rosa, murta, trevo, resina de benjoim, madeira de sândalo, maçã, chocolate, coisas ligadas ao amor.
Animais: Pomba, cisne, pardal, lince.
Cores: Azul-turquesa, rosa, verde-mar, vermelho.
Alguns nomes de Afrodite: Aligena (Nascida do mar), Ambologera (A que adia a velhice), Anaduomene (Erguendo-se do mar), Androphonos (Matadora de homens), Anosia (Não-sagrada), Apostrophia (A que se vira para longe), Areia (de Ares), Basilis (Rainha), Eleemon (Misericordiosa), Enoplios (A que porta armas), Epipontia (No mar), Epitragidia (Sobre o gamo), Epitumbidia (Ela sobre os túmulos), Euplois (Justo velejar), Genetullis (Genetrix), Heteira (Cortesã), Kallipugos (Dos lindos traseiros), Kallisti (A mais bela), Khruse (Dourada), Kupris (de Cyprus), Kuprogenes (nascida em Cyprus), Kuthereia (Citéria), Melainis (Negra), Morpho (Em forma), Ourania (Celestial), Pandemos (De todas as pessoas), Pasiphaessa (O brilho-justo), Pelagia (Do mar), Philomeides (Amante do riso), Porne (Carnuda; Prostituta), Skotia (Escura), Summakhia (Aliada na guerra), Tumborukhos (cavadora de túmulo).
Podemos invocar Afrodite para nos ajudar em nossos relacionamentos amorosos, na nossa autoestima, para nos tornarmos mais amorosos.
Na guerra contra os gigantes, Afrodite combateu a giganta oposta a ela com a ajuda de Heracles (que ajudou praticamente todos os deuses) Peribeia (Περίβοια): Filha de Eurimedon ou de Porfírion. Opunha-se a Afrodite, que a matou com seu espelho.
A deusa grega Afrodite é representada em várias series de tv, desenhos e jogos, tanto na sua versão grega como a romana, não vou citar elas neste momento, mas muitos poderiam pesquisar que encontrariam.
Espero que tenham gostado de conhecer um pouco mais sobre essa deusa maravilhosa.
Que sejam prósperos.

Raffi Souza.

25 julho 2017

O deus hindu da perfeição: Rama

O deus hindu da perfeição: Rama!



Rama, avatar de Vishnu e marido de Sita é um símbolo de sacrifício, um modelo de fraternidade, um administrador ideal, e um guerreiro incomparável. A essência da Rama é, portanto, a essência da excelência em cada exercício.
Rama é o exemplo supremo de como as pessoas devem se comportar no mundo, como um país deve ser governado, como a integridade e moralidade dos seres humanos devem ser protegidos. Ações elevados, qualidades ideais e pensamentos sagrados são fundamentos básicos de caráter. Rama é a própria personificação destes três atributos.
O Princípio de Rama é uma combinação do divino no humano e do humano no Divino. A inspiradora história de Rama apresenta o código de ética tripla relativa ao indivíduo, à família e à sociedade. Se a sociedade está progredindo bem, a família também estará feliz, harmoniosa e unida. Para a unidade na família, os indivíduos que a compõem devem ter um espírito de sacrifício.
Rama (no devanágari: राम), no hinduísmo, é considerado um dos avatares do deus Vishnu. A ele é dedicado o poema sagrado Ramáiana, que juntamente com o Maabárata compõem as mais respeitadas narrativas históricas (Itihasas) da cultura védica.
Ramachandra significa a fonte do todo o prazer, que é comparado a Chandra, a lua encantadora, ou aquele que brilha na Terra.
A vida e a jornada de Rama são baseadas na aderência perfeita ao dharma. Pela honra do seu pai, Rama abandona a sua pretensão ao trono de Kosala para ficar em exílio por catorze anos na floresta.
É o símbolo do grande homem, o perfeito filho, o perfeito marido, irmão, amigo e governante. Sua saga está descrita na epopeia literário-religiosa do Ramáiana, onde é relatado com detalhes seu casamento com Sita, e sua luta contra o demônio Ravana, o mais terrível demônio do mundo. Recebeu ajuda de Hanuman nesta empreitada. (Chicale)
Rama e Sita - amor mais forte que a vida
A história de Rama e Sita foi escrita pela primeira vez em Sânscrito no Ramayana. Conta a história que o Rei dos Reis, Indra, certo dia, perdeu seus poderes e envelheceu. Para resolver o problema foi até Vishnu para se aconselhar. Vishnu disse então que deveriam agitar o poderoso oceano de leite e beber amrita, o elixir que os faria recuperar a juventude e a força. Como era uma tarefa difícil, na tentativa de mover a montanha mandara, para agitar o oceano, acabaram por acordar os demônios (Asuras), que quiseram também tomar o elixir.
Com a ajuda dos Asuras conseguiram realizar a façanha. Mas todos se feriram muito, e receberam então preciosos 14 presentes para a humanidade. A Deusa Lakshmi foi a última a emergir trazendo o elixir. Estava sentada sobre um lótus e era extremamente bela, encantando a todos. E Lakshmi escolheu Vishnu para ser seu consorte.
Quando Vishnu atravessou suas reencarnações, Lakshmi reencarnou com ele.
Quando Vishnu se tornou Rama, Lakshmi se tornou Sita.
Rama é o herói mais importante da mitologia hindu. A história da busca de sua esposa Sita, que foi raptada pelo demônio Ravana, e conta-se por toda a Índia.
No reino Ayodhya (hoje norte da Índia) há milhares de anos atrás, vivia um rei chamado Dasaratha, que era casado com três esposas, chamadas, Kaikeyi, Sumitra e Kaushalya, mãe de Rama.
Rama apaixonou-se por Sita, a filha do rei Janaka de Mithila, que é a reencarnação da fiel esposa de Vishnu, Lakshmi. Devido a um incidente na corte, Rama, seu irmão Lakshmana, e Sita foram viver tranquilamente no bosque. Tudo ia bem até o demônio Ravana sequestrar Sita, que gritou a todas as árvores do bosque para dizerem a Rama que estava sendo levada contra sua vontade. Também tirou suas joias e seu véu de ouro a cinco macacos e Hanumen, seu general.
Então o sábio Agastya aconselhou Rama a adorar o sol, a fonte da vida. Assim o fez e também pediu emprestado uma carruagem e um cocheiro do Deus do Céu, Indra. Logo, Rama foi atrás de Ravana e de seu exército de rakshashas demoníacos. Rama juntou seu exército composto de macacos e ursos e atacou o demônio. Após diversas batalhas, Ravana, o demônio de dez cabeças, foi morto pelas flechas de Rama, e Sita foi finalmente libertada. Rama junto de sua quarta esposa Sita, e seu irmão Lakshmana, regressaram a Ayodhya, depois de haverem passado 14 anos em exílio.
Desta união nasceu Kama, o Deus do amor. Kama é extremamente belo, retratado como um lindo pássaro. Em algumas ocasiões, é reverenciado durante o ato de amor.
Rama não vive sem sua Sita, por isso, os grandes mestres espirituais sabem, que nunca se deve adorar o Deus sozinho, mas sempre com sua consorte, ou seja, junto com sua energia feminina.
Rama é o personagem principal de um grande épico hindu chamado Ramayana que conta a história do filho de um rei que é envolvido em uma intriga familiar e é exilado por 12 anos na floresta com seu irmão e sua esposa, Sita, que é raptada por um demônio. O épico centra-se na recaptura de Sita das mãos do demônio.
Rama simboliza na Índia, o arquétipo da ética, da virtude, da verdade e da justiça, da honestidade, da responsabilidade e do dever.
Todos aqueles que tem algum cargo de poder, os pais, os políticos, os professores, os chefes, os patrões, os militares, devem se espelhar no ideal de Rama.
Está relacionado ao Chakra Manipura e   a Kriya Shakti, o poder de agir.
Mantra:
SHRI RAMA, JAY RAMA
JAY, JAY, RAMA OM
SHRI RAMA, JAY RAMA
JAY, JAY, RAMA OM
(Senhor Rama, Salve Rama...)
Link com a explicação sobre o Ramayana: https://rsguimaraes.wordpress.com/mitologia-hindu/ramayana/

Que sejam sempre prósperos.

Raffi Souza.