27 novembro 2018

A deusa rainha: Maeve!


A deusa rainha: Maeve!


Das figuras femininas da Irlanda, Maeve é a mais espetacular. Ela era a Deusa soberana da Terra com seu centro místico em Tara. Com o passar do tempo a cultura irlandesa mudou sob a influência cristã e então, Maeve foi reduzida a uma mera rainha mortal. Mas nenhum mortal poderia ter sido como ela, "intoxicante", uma mulher "embriagante", sedutora, que corria com os cavalos, conversava com os pássaros e levava os homens ao ardor de desejo com um mero olhar.
Maeve, segundo a lenda, era uma das cinco filhas de Eochardh Feidhleach, rei de Connacht, uma mulher muito bela e forte, dotada de uma mente brilhante, estrategista hábil, talhada para enfrentar todo o tipo de batalhas. Era muito segura de sua feminilidade e sexualidade. Diziam que possuía um apetite sexual voraz, mas é um erro vê-la como inconveniente e lasciva que utilizava a satisfação sexual com a finalidade de ganho egoístico. Ela ofertava aos seus consortes uma taça de vinho vermelho como seu sangue. O vinho de Meave representava o sangue menstrual que era considerado como "o vinho da sabedoria das mulheres".
O Festival Pagão de Mabon era comemorado em sua honra. Durante estas festividades, aqueles que almejassem ser rei, aguardavam que Meave os convidasse à beber de seu vinho. Isto assegurava de que o homem para ser rei, necessitava ser versado no feminismo e nos mistérios das mulheres.
Maeve foi considerada a Deusa da guerra similar a Morrigan, fez que seus guerreiros experimentassem as dores do parto de uma mulher.
Ela é a Rainha de Connacht, simboliza o poder feminino e é a personificação da própria Terra e sua prosperidade.
Shakespeare a trouxe à vida como Mab, a Rainha das Fadas. Em uma versão mais moderna, os ecologistas a converteram em Gaia, o espírito da Terra.
Na Antiguidade Celta, as mulheres se equiparavam aos homens. Possuíam propriedades e ocupavam posições de prestígio dentro da sociedade. Também não existia a monogamia nas uniões. A rainha Maeve do reino irlandês de Connacht era famosa por sua beleza e possessão sexual. Teve muitos amantes, a maioria eram oficiais de seu exército, o que assegurou de algum modo a lealdade de suas tropas. Muitos homens lutavam duramente nos campos de batalha por uma possibilidade de receber seus favores sexuais.
Maeve é figura central de um épico irlandês "Tain Bo Cualngé".
O primeiro marido de Maeve, foi justamente o seu rival mais constante, o rei Conchobor Mac Nessa. Maeve foi-lhe dada em casamento como compensação pela morte de seu pai, mas para provar sua independência, ela o abandona. Conchobor, insatisfeito, encontra Maeve banhando-se no rio Boyne e a estupra. Em decorrência do fato, os reis da Irlanda se unem para vingar o ultraje. Nesta batalha, perde a vida Tinne, o então marido de Maeve.
A rainha de Connacht está sem rei, e por isso os nobres se reúnem e indicam Eochaid Dala para ser seu novo marido. Ela consente, desde que o marido não seja nem ciumento, nem covarde, nem avarento.
Certo dia, Maeve adota um garoto, o qual passa a integrar sua corte. Com o tempo o tal garoto cresce, tornar-se um hábil guerreiro e obviamente, torna-se seu amante. Eochaid não aceita bem a situação, assim como os nobres de Connacht, que tentam expulsar o rapaz da corte. Maeve consegue impedir e o jovem desafia o rei para um combate. Por ser um grande guerreiro, acabou matando o rei e assumindo o trono ao lado de Maeve. Esse é Ailill, seu marido mais importante, protagonista da nossa história...
Certo dia, Maeve adota uni garoto, o qual passa a integrar sua corte. Com o tempo o tal garota cresce, tornar-se um hábil guerreiro e obviamente, torna-se seu amante. Eochaid não aceita bem a situação, assim como os nobres de Connacht, que tentam expulsar o rapaz da corte. Maeve consegue impedir e o jovem desafia o rei para um combate. Por ser um grande guerreiro, acabou matando o rei e assumindo o trono ao lado de Maeve. Esse é Ailill, seu marido mais importante, protagonista da nossa história...
A BATALHA DAS RESES DE COOLEY - ("Tain Bo Cualngé")
Maeve estava casada com seu terceiro marido o rei Ailill Quando discute com esse para saber quem tem maior fortuna, ela faz alarde de possuir mais que Ailill: em virtude da legislação celta, quem possuir mais bens, então pode mandar nos assuntos de casa. Quando lhe contam que lhe falta um touro para vencer Ailill, se dispõe a fazer qualquer coisa para obter um animal extraordinário, cujo posse, faria inclinar a balança a seu favor Ailill tinha um touro a mais chamado de "Finnbelmach" (touro branco). Maeve pede então, para Daré, filho de Fiachna, que lhe ceda seu touro, o famoso Dona de Cuahlgé, que vivia em Ulster, nas terras de seu rival Conchobar. Em troca ela lhe daria terras, um carro de guerra e, sobretudo, o receberia em sua cama.
Filha do rei supremo da Irlanda. a rainha Maeve possui soberania. ou seja, ela é a soberania, o poder. Do mesmo modo, segundo a mitologia grega, que os mortais adquiriam poderes divinos ao converterem-se amantes de uma Deusa, também uni homem que se tornasse amante de Maeve. também poderiam obter os poderes que ela representa. E ainda, segundo a lenda, Ailill sempre "fechava os olhos", cada vez que sua esposa prodiga a "amizade das coxas" a uni homem. segundo o delicado eufemismo utilizado pelos autores épicos. F, nos damos conta dele em Tain Bo Cualgé, quando as negociações com Daré não foram muito satisfatórias e Maeve decide apoderar-se do touro à força, empreendendo uma guerra contra Ulster. Necessita portanto, de guerreiros. em especial do terrível Pergus, exilado de Ulster. Sendo assim, dedica a Fergus cuidados muito particulares, e um dia quando ambos são surpreendidos por um criado de Ailill que explica ao rei o que tinha visto, esse se limita a dizer:
-"Ela o necessitava, era necessário que atuasse assim para assegurar o êxito da expedição".
Mas isso não impede que Ailill fique aborrecido em numerosas circunstâncias, a tal ponto que. um dia, vendo Maeve acariciar de forma indecente Fergus, ordena a tua de seus homens que lancem um dardo sobre ele, o que causa a morte do herói.
Maeve, reúne seu exército e invade o norte da ilha (Irlanda), fazendo pouco caso das previsões adversas que anunciavam o fracasso de sua expedição por causa de Cuchulainn. Quando o avanço inimigo foi detectado, o semideus dedicou-se a emboscar os invasores. Maeve recorre então a tuna cruel estratagema: o obriga a enfrentar seu irmão adotivo, Ferdiad, antigo companheiro de armas ao qual engana para atacar Cuchulainn.
Durante três dias, os velhos amigos e companheiros se enfrentam em um rio num combate que terminou com a vitória do herói de Ulster, graças ao uso que este fez de um golpe ensinado pela Deusa Scathach (sua treinadora cm artes militares): o "gai bolga", ou "descarga de raio". Porém, após a vitória. ele ficou completamente esgotado do ponto de vista físico e psicológico, pois tirar a vida de Ferdiad foi um golpe muito difícil para ele. E nesse momento, que o Deus do Sol aparece dizendo:
-"Sou Lugh teu pai do Mundo Exterior, filho de Ethliu. Dorme um pouco Cuchulainn, que CU desafiarei a todos."
O Deus Sol então se materializa para assumir as funções do guerreiro que, após morrer durante três, dias, continua mortal. Nesse estado de bardo• pode ascender em direção a três mundos místicos celtas: ao de seu corpo terrestre, ao do espírito físico e, por fim, ao radiante da luz da alma, no qual o próprio sol se manifesta. Quando Cuchulainn dorme, fica unido a seu próprio resplendor, habitando todos os mundos ao mesmo tempo.
Essa fácil mutação entre o soldado humano e seu arquétipo do outro mundo é algo muito comum em qualquer tipo de relato celta. Essa é a chave dos mistérios celtas: a fusão do espiritual, do físico e do imaginário.
Enquanto Lugh permaneceu no lugar de Cuchulainn, os exércitos da rainha de Comlacht, não tiveram passagem. Mas, como Maeve era muito esperta, conseguiu enviar um pequeno grupo de homens que conseguiu roubar o touro. Por fim, ela é obrigada a recuar com seu exército, entretanto, ela já tinha em seu poder o que desejava.
No entanto, quando os touros se encontraram nos prados de Connacht, lançaram-se uni contra o outro. Eles lutaram durante horas, inclusive após o pôr-do-sol sem que ninguém fosse capaz de separá-los. nem sequer Maeve e Ailill. A peleja foi tão colossal que se diz que na mesma noite eles deram a volta em toda Irlanda, perseguindo um ao outro. Ao amanhecer, Donn era o único que continuava em pé. Ele matou Findbennach e espalhou seus restos por toda a ilha.
Mas a alegria da rainha pelo valor de sua recente aquisição não durou muito. O touro sobrevivente subiu em uma colina para mugir para todos os reinos irlandeses e morreu devido ao esforço despendido no ato. Desde então, a colina passou a chamar-se Druim Tairb, a Colina dos Touros.
Como podemos observar, o objetivo principal de Maeve era o touro, que desde a mais remota Antiguidade é um símbolo feminino, encontrado nas culturas ancestrais de Creta do Egito e da Anatólia.
O touro antes de tudo. evoca a ideia de poder e de ímpeto irresistíveis. Para os celtas ele pode ser também, símbolo da morte violenta dos guerreiros. Na Dália são conhecidas representações de um touro com três chifres. o qual, sem dúvida, é antigo símbolo guerreiro (o terceiro chifre. seria o equivalente do que, na Irlanda, é chamado "lon laith" ou "lua do herói", que é uma espécie de aura sangrenta, jorrando do alto da cabeça do herói em estado de excitação guerreira). O touro é ainda, representação da força temporal, sexual, a fecundidade da natureza.
Portanto, não é por acaso, que o segundo signo do zodíaco, o Touro, é governado por Vênus, simbolizando a força de trabalho e encarnando os instintos, especialmente os da conservação, da sexualidade e de um gosto pronunciado pelos prazeres em geral, particularmente pelos da carne.
MAS O QUE TAL LENDA SIGNIFICA. AFINAL?
Todas as Deusas do amor sempre foram associadas à guerra, pois o amor e o ódio, como diz um velho ditado popular, "caminham juntos".
Maeve, como deusa, possui o poder intoxicaste da paixão que nós sentimos no amor, nos desejos, no sexo, assim como na raiva c tia guerra. Sempre existiu uma linha tênue entre o amor e o ódio, o sexo e a violência. Se nós perdermos o controle da paixão, motivados pela ganância. o poder, ou outro tipo de sentimento mesquinho, fatalmente acabaremos cruzando esta linha. Portanto, mantenha seu coração aberto para o amor, mas freie sua paixão com sabedoria.
Maeve tinha muitos nomes: Mab, Madh, Medh e Medhdb. Há poucas referências dela nos filmes. O mais recente é em Merlim da NBC, onde como a Rainha Mab é uma feiticeira maligna. Não existe uma única referência que comprove que Mab ou Meave esteve associada as Lendas Arturianas ou envolvida com Artur. Meave foi um mito pagão e também nunca foi uma entidade do mal.
Maeve aparece em nossas vidas para nos desafiar a assumir a responsabilidade pela nossa vida. L: hora de sermos a "Rainha de nossos domínios", tornando-nos conscientes dos nossos erros e acertos, sendo responsável por tudo que se faz e por tudo que se acredita.
Existem pontos no seu interior que lhe são desconhecidos? Você é daquelas pessoas que vive uma rotina programada realizando sempre as mesmas coisas'? Ou você á daquelas pessoas que para não se incomodar deixa as coisas ficar do jeito que estão? Ou talvez não tenha coragem, ou não estC1a disposta a reconhecer que você e sua vida é resultado das escolhas que faz com responsabilidade.
Maeve, aparece para lembrá-la que o caminha da totalidade está em assumir a responsabilidade de sua vida. seja ela do jeito que for. Somente quando você se assumir, reconhecer quem é, onde está, porque está é que poderá criar algo diferente.
"...Pedi um dote mais elevado do que qualquer mulher já tenha pedido a um homem na Irlanda: que ele não possuísse avareza, nem ciúme, nem medo."
"Se tivesse me casado com um homem avaro, essa união seria errada, pois sou tão caridosa e dada. Seria um insulto se eu fosse mais generosa que meu esposo, mas não se ambos fôssemos iguais neste quesito. Se meu marido fosse um homem tímido, nossa união seria igualmente errada, pois eu me sobressaio em meio às adversidades. É um insulto para uma esposa ser mais espirituosa do que seu marido, mas não se ambos são igualmente espirituosos. Se tivesse desposado um marido ciumento, também isso seria errado;nunca me deitei com um homem sem que outro arguadasse nas sombras."
(Palavras de MAEVE para o seu marido Ailill, na lenda celta TÁIN BÓ CUAILGNE) Muito da mitologia Celta, principalmente da Irlanda, são contadas como lendas. Muitas delas perderam seu caráter divino e são tidas "apenas" como lendas de heróis e rainhas. Isto se deu com o advento do cristianismo que "rebaixou" vários Deuses a condição de simples mortais.
A espetacular Deusa MAEVE é um destes casos. Porém, o que é, é. E se existe o ditado "quem foi Rei nunca perde a Majestade" ( podemos trocar aqui para Rainha), imagine então, quem foi uma Deusa. Uma vez Deusa, sempre Deusa! E tudo isto não são apenas histórias, lendas, mitos; nem mesmo apenas arquétipos. Os Deuses existem, existiram e sempre existirão!

Maeve é a mais espetacular deusa soberana da Terra com seu centro místico em Tara. Com o passar do tempo a cultura irlandesa mudou sob a influência cristã e então, Maeve foi reduzida a uma mera rainha mortal. Mas nenhuma mortal poderia ter sido como ela, "intoxicante", uma mulher "embriagante", sedutora, que corria com os cavalos, conversava com os pássaros e levava os homens ao ardor de desejo com um mero olhar.
As palvras acima de MAEVE podem parecer chocantes para alguns, principalmente quando ela mostra não ser uma Deusa fiel.
Mas, ela é fiel a si mesma, e não engana ninguém. A monogamia não era algo comum para os Celtas, aliás nada muito diferente de hoje em dia em nossa cultura, a não ser pelo "pequeno detalhe" de que os Celtas eram honestos e faziam tudo às claras, o que impedia de haver a tão temível e valorizada traição dos nosso tempos atuais.
Hipocrisia era algo raro na sociedade Celta, que primava pela verdade e igualdade entre homens e mulheres.
Maeve, segundo a lenda, era uma das cinco filhas de Eochardh Feidhleach, rei de Connacht, uma mulher muito bela e forte, dotada de uma mente brilhante, estrategista hábil, talhada para enfrentar todo o tipo de batalhas. Era muito segura de sua feminilidade e sexualidade. Diziam que possuía um apetite sexual voraz, mas é um erro vê-la como inconveniente e lasciva que utilizava a satisfação sexual com a finalidade de ganho egoístico.
Deusa da guerra, participou efetivamente de vários combates, pois as mulheres nesta época e nesta cultura, não eram vistas como frágeis ou incapazes e lutavam bravamente. Tinham o poder de escolha de seus maridos com seus respectivos dotes, além disso, optavam pelo divórcio se estivessem insatisfeitas ou infelizes. Este período foi anterior ao surgimento do Deus monista que deu origem à era do patriarcado, portanto, até então as mulheres exerciam outro papel na sociedade.
A Deusa MAEVE representa a soberania da Terra e a prosperidade. Como Rainha, ela foi cobiçada por vários homens e aquele que se tronava seu legítimo esposo era coroado Rei. Isto mostra a importância da união do masculino com o feminino, no sentido de que os dois juntos formam uma potência. E podemos expandir o sentido desta potência para tudo na vida.
É interessante perceber que mesmo quando é retratada "apenas" como Rainha, toda a mitologia divina está presente em MAEVE.
Ela é a Rainha de Connacht, simboliza o poder feminino e é a personificação da própria Terra e sua prosperidade.
Shakespeare a trouxe à vida como Mab, a Rainha das Fadas. Em uma versão mais moderna, os ecologistas a converteram emGaia, o espírito da Terra.
MAEVE é Deusa do amor e da guerra, pois estes estão sempre juntos, pois a linha que separa o ódio do amor é muito tênue, isto se eles não forem lados diferentes de uma mesma moeda.
Mas não é só isto, MAEVE, a mais bela, a que entorpece os homens, senhora de sua própria feminilidade e sexualidade, concede a soberania da Terra, o seu amor, àquele que vence as batalhas, o guerreiro que se torna Rei.
"Intoxicante" é o significado do nome MAEVE, pois ela com seu deslumbre, sua beleza, seu poder pessoal, enebria os homens. Com uma sexualidade intensa, coragem, determinação e fertilidade, MAEVE é uma Deusa completa, pois sabe ser guerreira, feminina e mãe (o mito conta que ela tem diversos filhos, assim como diversos maridos e amantes).
O Festival Pagão de Mabon era comemorado em sua honra. Durante estas festividades, aqueles que almejassem ser rei, aguardavam que Meave os convidasse à beber de seu vinho. Isto assegurava de que o homem para ser rei, necessitava ser versado no feminismo e nos mistérios das mulheres.
Na Antiguidade Celta, as mulheres se equiparavam aos homens. Possuíam propriedades e ocupavam posições de prestígio dentro da sociedade. Também não existia a monogamia nas uniões. A rainha Maeve do reino irlandês de Connacht era famosa por sua beleza e possessão sexual. Teve muitos amantes, a maioria eram oficiais de seu exército, o que assegurou de algum modo a lealdade de suas tropas. Muitos homens lutavam duramente nos campos de batalha por uma possibilidade de receber seus favores sexuais.
O primeiro marido de Maeve, foi justamente o seu rival mais constante, o rei Conchobor Mac Nessa. Maeve foi-lhe dada em casamento como compensação pela morte de seu pai, mas para provar sua independência, ela o abandona.
Conchobor, insatisfeito, encontra Maeve banhando-se no rio Boyne e a estupra. Em decorrência do fato, os reis da Irlanda se unem para vingar o ultraje. Nesta batalha, perde a vida Tinne, o então marido de Maeve.
A rainha de Connacht está sem rei, e por isso os nobres se reúnem e indicam Eochaid Dala para ser seu novo marido. Ela consente, desde que o marido não seja nem ciumento, nem covarde, nem avarento.
Certo dia, Maeve adota um garoto, o qual passa a integrar sua corte. Com o tempo o tal garoto cresce, tornar-se um hábil guerreiro e obviamente, torna-se seu amante. Eochaid não aceita bem a situação, assim como os nobres de Connacht, que tentam expulsar o rapaz da corte. Maeve consegue impedir e o jovem desafia o rei para um combate. Por ser um grande guerreiro, acabou matando o rei e assumindo o trono ao lado de Maeve. Esse éAilill, seu marido.
Maeve aparece em nossas vidas para nos desafiar a assumir a responsabilidade pela nossa vida. "Rainha de nossos domínios", ela nos torna conscientes dos nossos erros e acertos, sendo responsável por tudo que se faz e por tudo que se acredita.
Maeve, aparece para lembrar que o caminha da totalidade está em assumir a responsabilidade de sua vida. seja ela do jeito que for. Somente quando você se assumir, reconhecer quem é, onde está, porque está é que poderá criar algo diferente.
Deusa Maeve, originariamente deusa da sabedoria da Terra. Cultuada em Tara, o centro mágico da Irlanda, Maeve era uma deusa guerreira,cavalgando cavalos selvagens e vivendo cercada de animais.
Medite e procure visualizar e compartilhar essa linda força da natureza.
Maeve era a deusa soberana da Terra com seu centro místico em Tara. Com o passar do tempo a cultura irlandesa mudou sob a influência cristã e então, Maeve foi reduzida a uma mera rainha mortal. Mas nenhuma mortal poderia ter sido como ela, “intoxicante”, uma mulher “embriagante”, sedutora, que corria com os cavalos, conversava com os pássaros e levava os homens ao ardor de desejo com um mero olhar.
Maeve, segundo a lenda, era uma das cinco filhas de Eochardh Feidhleach, rei de Connacht, uma mulher muito bela e forte, dotada de uma mente brilhante, estrategista hábil, talhada para enfrentar todo o tipo de batalhas. Era muito segura de sua feminilidade e sexualidade. Diziam que possuía um apetite sexual voraz, mas é um erro vê-la como inconveniente e lasciva que utilizava a satisfação sexual com a finalidade de ganho egoístico. Ela ofertava aos seus consortes uma taça de vinho vermelho como seu sangue. O vinho de Meave representava o sangue menstrual que era considerado como “o vinho da sabedoria das mulheres”.
O Festival Pagão de Mabon era comemorado em sua honra. Durante estas festividades, aqueles que almejassem ser rei, aguardavam que Meave os convidasse à beber de seu vinho. Isto assegurava de que o homem para ser rei, necessitava ser versado no feminismo e nos mistérios das mulheres. Maeve foi considerada a Deusa da guerra similar a Morrigan, fez que seus guerreiros experimentassem as dores do parto de uma mulher.
Ela é a Rainha de Connacht, simboliza o poder feminino e é a personificação da própria Terra e sua prosperidade.Shakespeare a trouxe à vida como Mab, a Rainha das Fadas. Em uma versão mais moderna, os ecologistas a converteram em Gaia, o espírito da Terra.
Na Antiguidade Celta, as mulheres se equiparavam aos homens. Possuíam propriedades e ocupavam posições de prestígio dentro da sociedade. Também não existia a monogamia nas uniões. A rainha Maeve do reino irlandês de Connacht era famosa por sua beleza e possessão sexual. Teve muitos amantes, a maioria eram oficiais de seu exército, o que assegurou de algum modo a lealdade de suas tropas. Muitos homens lutavam duramente nos campos de batalha por uma possibilidade de receber seus favores sexuais. Maeve é figura central de um épico irlandês “Tain Bo Cualngé”.
O primeiro marido de Maeve, foi justamente o seu rival mais constante, o rei Conchobor Mac Nessa. Maeve foi-lhe dada em casamento como compensação pela morte de seu pai, mas para provar sua independência, ela o abandona. Conchobor, insatisfeito, encontra Maeve banhando-se no rio Boyne e a estupra. Em decorrência do fato, os reis da Irlanda se unem para vingar o ultraje. Nesta batalha, perde a vida Tinne, o então marido de Maeve.
A rainha de Connacht está sem rei, e por isso os nobres se reúnem e indicam Eochaid Dala para ser seu novo marido. Ela consente, desde que o marido não seja nem ciumento, nem covarde, nem avarento.
Certo dia, Maeve adota um garoto, o qual passa a integrar sua corte. Com o tempo o tal garoto cresce, tornar-se um hábil guerreiro e obviamente, torna-se seu amante. Eochaid não aceita bem a situação, assim como os nobres de Connacht, que tentam expulsar o rapaz da corte. Maeve consegue impedir e o jovem desafia o rei para um combate. Por ser um grande guerreiro, acabou matando o rei e assumindo o trono ao lado de Maeve. Esse é Ailill, seu marido mais importante, protagonista da nossa história…

Que sejam prósperos.
Raffi Souza

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