15 agosto 2017

a deusa da beleza grega: Afrodite!

A deusa da beleza grega: Afrodite!


Hoje vamos conhecer sobre a deusa grega Afrodite, então venha conhecer um pouco mais sobre ela!
Afrodite (em grego: Αφροδίτη, transl.: Aphrodítē) é a deusa do amor, da beleza e da sexualidade na antiga religião grega. Responsável pela perpetuação da vida, prazer e alegria. Historicamente, seu culto na Grécia Antiga foi importado da Ásia, influenciado pelo culto de Astarte, na Fenícia, e de sua cognata, a deusa Ishtar dos acádios. Ambas eram deusas do amor, e seus atributos e rituais foram incorporados no culto grego a Afrodite. Na era romana, seria a vez de Afrodite ser a influência, dando origem à sua equivalente romana, a deusa Vênus.
Na mitologia grega, a versão mais famosa do seu nascimento contada por Hesíodo, ela nasceu quando Cronos cortou os órgãos genitais de Urano e arremessou-os no mar; da espuma (aphros) surgida ergueu-se Afrodite. No entanto para Homero, anterior a Hesíodo, ela era filha de Zeus e Dione. Durante o período de Platão, os gregos haviam solucionado este conflito afirmando que Afrodite tem dois aspectos diferentes, sem individualizar o culto: a primeira Afrodite Urânia, seria a Afrodite celeste, do amor divino e homossexual. A filha de Zeus seria a Afrodite do amor comum, do povo, denominada Afrodite Pandemos de onde emanava o amor físico e desejos lascivos. Os principais mitos envolvendo a deusa são a saga da Guerra de Troia, onde ela protegeu a cidade de Troia e os amantes Helena e Páris; sua perseguição a mortais que a ofenderam, como Psiquê e Hipólito; as bênçãos dadas a fiéis como Pigmaleão para viverem com suas amadas; e seus diversos casos amorosos, como Ares e Adônis.
Afrodite recebeu vários epítetos, principalmente porque seus cultos variavam em cada cidade grega. Recebeu os nomes de Citere ou Citereia (Cytherea) e Cípria (Cypris) por dois locais onde seu culto era célebre na Antiguidade, Citera e Chipre - cada um deles alegando ser o local de nascimento da deusa. Afrodite ainda recebia muitos outros nomes locais, como Acidália e Cerigo, utilizadas em regiões específicas da Grécia. Mesmo com os cultos diferentes, os gregos reconheciam a semelhança geral entre todas como sendo a única Afrodite.
Afrodite, juntamente com Apolo, representa o ideal de beleza dos gregos antigos. Ela foi constantemente reproduzida nas Artes, da Antiguidade à Idade Contemporânea, dada a oportunidade de os artistas imaginarem uma beleza divina. Nos dias atuais, seu mito continua exercendo influência na cultura, e muitas vertentes do neopaganismo voltaram a lhe prestar culto.                       
Afrodite (ou Vênus) é uma das divindades mais célebres da antiguidade: era ela quem presidia os prazeres do amor. A respeito de sua origem, como sobre a de muitos outros deuses, os poetas não estão de acordo.                       
Surgimento da Deusa
A princípio distinguiram-se duas Afrodite: uma se formara da espuma do mar aquecido pelo sangue de Clo ou Urano, que se lhe misturou, quando Saturno levantou mão sacrílega sobre seu pai.
Acrescenta-se que dessa mistura nasceu a deusa, peno da ilha de Chipre, dentro de uma madrepérola. Diz Homero que ela foi conduzida a essa ilha por Zéfiro, que a entregou entre as mãos das Horas, que se encarregaram de educá-la.
Essa deusa assim concebida seria a verdadeira Afrodite, isto é, nascida na espuma, em grego Afros.
Tem-se dado, porém, a essa deusa uma origem menos bizarra, dizendo-se que ela nasceu de Zeus e de Dionéia, filha de Netuno, e por consequência, sua prima-irmã.
A Deusa da Beleza e dos Prazeres
Qualquer que seja a origem dada a Afrodite pelos diferentes poetas, e se bem que muitas vezes o mesmo poeta se refere a ela de diversas maneiras, eles têm sempre em vista a mesma Afrodite.
Apresentada ao mesmo tempo celeste e marinha, deusa da beleza e dos prazeres, mãe dos Amores, das Graças, dos Jogos e dos Risos: é à mesma Afrodite que atribuem todas as fábulas sobre essa divindade.
Zeus deu-a a Vulcano como esposa; as suas escandalosas galanterias com Marte fizeram a hilaridade dos deuses.                       
Lendas de Afrodite: A Deusa do Amor
Ela amou apaixonadamente a Adónis, foi mãe de Eros ou Cupido, ou ainda, o Amor; também o foi do piedoso Enéias, de um grande número de mortais, porque as suas ligações com os habitantes do céu, da terra e do mar, foram incalculáveis, infinitas.
Elevaram-lhe templos na ilha de Chipre, em Fafos, em Amatonte, na ilha de Cítera, etc. Daí os seus nomes de Cipres, Páfla, Citeréia.
Também era chamada Dionéia como sua mãe. Anadómene, isto é, “saindo das águas”, etc. Possuía um cinto onde estavam encerradas as graças, os atrativos, o sorriso sedutor, o falar doce, o suspiro mais persuasivo, o silêncio expressivo e a eloquência dos olhos. Conta-se que Hera (Juno) o pediu emprestado a Afrodite para reanimar a paixão de Zeus e para vencê-lo na causa dos gregos contra os troianos.
Depois de sua aventura com Marte, ela retirou-se, a princípio em Pafos, depois foi esconder-se nos bosques do Cáucaso.
Todos os deuses por muito tempo em vão a procuraram; mas uma velha lhes ensinou o lugar do seu esconderijo, e a deusa castigou-a transformando-a em rochedo.
Nada é mais célebre do que a vitória alcançada por Afrodite, no julgamento de Páris, sobre Hera e Palas, apesar das suas duas rivais terem exigido dela que, antes de comparecer, tiraria o seu temível cinto.
Afrodite testemunhou perpetuamente o seu reconhecimento a Páris, a quem tornou possuidor da bela Helena, e aos troianos, que não cessou de proteger contra os gregos e a própria Hera.                       
Amores da Deusa
O amor mais constante de Afrodite foi o que experimentou pelo encantador jovem Adônis, filho de Mirfa e de Cinira. Mirfa, sua mãe, fugindo à cólera paterna, refugiara-se na Arábia, onde os deuses a transformaram na árvore que dá a mirra.
Tendo chegado a época do nascimento, a árvore se abriu para dar à luz a criança. Adônis foi recebido pelas ninfas, que o alimentaram nas grutas da vizinhança.
Quando chegou à adolescência, passou-se à Fenícia. Afrodite o viu, amou-o, e para segui-lo na caça nas florestas do monte Líbano, abandonou a sua morada de Cítera, de Amatonte e de Pafos, e desdenhou o amor dos deuses.
Marte, ciumento e indignado dessa preferência dada a um simples mortal, metamorfoseou-se em um furioso javali, atirou-se sobre Adônis, e lhe fez na coxa uma ferida que lhe causou a morte.
Afrodite correra, tarde demais, porém, em socorro do infortunado mancebo. Acabrunhada de dor, tomou nos braços o corpo de Adônis, e depois de o ter longamente chorado, transformou-o em anémona, flor efémera da primavera.
Outros contam que Adônis foi morto por um javali que Ártemis açulou contra ele, para se vingar de Afrodite, que causara a morte de Hipólito. Adônis, ao descer aos infernos, foi ainda amado por Prosérpina.
Afrodite queixou-se disso a Zeus. O senhor dos deuses terminou o debate ordenando que Adônis seria livre quatro meses durante o ano, que esses quatro passaria com Afrodite, e o resto com Prosérpina.
Sob o véu dessa fábula pode-se reconhecer em Adônis a Natureza em suas diversas fases e diferentes aspectos. Na primavera, mostra-se bela e fecunda; no inverno, aparece com o mesmo esplendor e a mesma fecundidade.                       
Afrodite: Amável e Cruel
Afrodite está longe de ser sempre a deusa amável dos Risos e das Graças. Era muito vingativa e impiedosa nas suas vinganças. Para punir o Sol (Febo) da indiscrição de haver advertido Vulcano do seu adultério com Marte, tornou-o infeliz em quase todos os amores.
Perseguiu-o mesmo pelas armas, até aos seus descendentes. Vingou-se da ferida que recebera de Diomedes diante de Tróia, inspirando a Egíale, sua mulher, paixões por outros homens.
Castigou, da mesma maneira, a musa Clio, que havia censurado o seu amor por Adónis, a Hipólito que desdenhara os seus atrativos. Enfim, tendo-lhe feito Tíndaro uma estátua com cadeias nos pés, ela o castigou com o impudor das suas filhas, Helena e Clitenestra.
O seu filho Cupido é tão amável e cruel como ela.
Adoração da Deusa Afrodite (Vênus)
No culto de Afrodite, tão espalhado na Grécia c no mundo antigo, misturavam-se quase todas as práticas supersticiosas, as mais inocentes e as mais criminosas, as menos impuras e as mais desregradas.
As homenagens que lhe são rendidas relacionam-se com a diversidade das suas origens e à opinião que a seu respeito tinham tido diferentes povos, em épocas diversas. Esse culto lembrava ao mesmo tempo o das divindades assirianas e caldaicas, da Isis egípcia e da Astarte dos fenícios.
Afrodite presidia aos casamentos, aos nascimentos, mas particularmente à galanteria. Entre as flores a rosa lhe é consagrada; entre os frutos, a maçã e a romã; entre as árvores, a murta; entre as aves, o cisne, o parcial e sobretudo o pombo. Sacrificam-lhe o bode, o varrão, a lebre, e raramente vítimas grandes.                       
Afrodite era a deusa do amor, desejo e beleza. Além de sua beleza natural, ela também tinha um cinto mágico que obrigou todos a desejá-la.
Há duas versões de seu nascimento.
Segundo uma delas, ela era a filha de Zeus e Dione, a deusa mãe adorado nos Oráculos de Dodona.
No entanto, a outra conta, o que é mais prevalente, nos informa que ela surgiu do mar em uma vieira gigante, depois de Cronos castrou Urano e lançou seus genitais decepados para o mar.
Aphrodite, em seguida, caminhou até a costa de Chipre.
Em uma versão diferente do mito, ela nasceu perto da ilha de Citera, daí seu epíteto “Cytherea”.
Afrodite foi casada com Hefesto; no entanto, ela teve um caso com seu irmão Ares, deus da guerra.
Quando Hefesto descobriu sobre o assunto, ele concebeu um plano e conseguiu humilhar a mulher e seu amante para os outros atletas olímpicos. Seu santo árvore era a murta, enquanto seus santos pássaros eram a pomba, o cisne, e o pardal.
Afrodite representa sexo, afeição, e a atração que une as pessoas.                       
Afrodite, na mitologia grega, era a deusa da beleza e da paixão sexual. Originário de Chipre, seu culto estendeu-se a Esparta, Corinto e Atenas.
Seus símbolos eram a pomba, a romã, o cisne e a murta.
No panteão romano, Afrodite foi identificada com Vênus.
A mitologia oferecia duas versões de seu nascimento: segundo Hesíodo, na Teogonia, Cronos, filho de Urano, mutilou o pai e atirou ao mar seus órgãos genitais, e Afrodite teria nascido da espuma (em grego, aphros) assim formada; para Homero, ela seria filha de Zeus e Dione, sua consorte em Dodona.
Por ordem de Zeus, Afrodite casou-se com Hefesto, o coxo deus do fogo e o mais feio dos imortais. Foi-lhe muitas vezes infiel, sobretudo com Ares, divindade da guerra, com quem teve, entre outros filhos, Eros e Harmonia.
Outros de seus filhos foram Hermafrodito, com Hermes, e Príapo, com Dioniso. Entre seus amantes mortais, destacaram-se o pastor troiano Anquises, com quem teve Enéias, e o jovem Adônis, célebre por sua beleza.
Afrodite possuía um cinturão mágico de grande poder sedutor e os efeitos de sua paixão eram irresistíveis.
As lendas frequentemente a mostram ajudando os amantes a superar todos os obstáculos.
À medida que seu culto se estendia pelas cidades gregas, também aumentava o número de seus atributos, quase sempre relacionados com o erotismo e a fertilidade.                       
Os Amantes de Afrodite
Ares, nas prolongadas ausências de Hefesto, que instalara suas forjas no monte Etna, na Sicília, partilhava constantemente o leito de Afrodite. Fazia-o tranquilo, porque sempre deixava à porta dos aposentos da deusa uma sentinela, um jovem chamado Aléctrion, que deveria avisá-lo da aproximação da luz do dia, isto é, do nascimento só Sol, conhecedor profundo de todas as mazelas deste mundo. Um dia, o incansável vigia dormiu e Hélio, o sol, que tudo vê e que não perde ahora, surpreendeu os amantes e avisou Hefesto. Este, deus que sabe ater e desatari, preparou uma rede mágica e prendeu o casal ao leito. Convocou os deuses para testemunharem o adultério e estes se divertiram tanto com a picante situação, que a abóbada celeste reboava com as gargalhadas. Após insistentes pedidos de Posídon, o deus coxo consentiu em retirar a rede.
Envergonhada, Afrodite fugiu para Chipre e Ares para a Trácia. Desses amores nasceram Fobos (o medo), Deimos (o terror) e Harmonia, que foi mais tarde mulher de Cadmo, rei de tebas.
No que tange à preferência da deusa do amor pelo deus da guerra, o que trai um complexo appositorum, uma conjugação dos opostos, Hefesto sempre a atribuiu ao fato de ser aleijado e Ares ser belo e de membros perfeitos. Claro está que o deus das forjas não poderia compreender que Afrodite é antes de tudo uma deusa da vegetação, que precisa ser fecundada, seja qual for a origem da semente e a identidade do fecundador.
Quanto ao jovem Aléction, sofreu exemplar punição: por haver permitido, com seu sono, que Hélio denunciasse a Hefesto tão flagrante adultério, foi metamorfoseado em Galo (alektyón) em grego é galo e obrigado a cantar toda madrugada, antes do nascimento do sol.
Ares não foi, no entanto, o único amor extraconjugal de Afrodite. Sua paixão por Adônis ficou famosa. O mito, todavia, começa bem mais longe. Téias, Rei da Síria, tinha uma filha, Mirra ou Esmirna, que, desejando competir em beleza com a deusa do amor, foi por esta terrivelmente castigada, concebendo uma paixão incestuosa pelo próprio pai. Com auxílio de sua aia, Hipólita, conseguiu enganar Téias unindo-se a ele durante doze noites consecutivas. Na derradeira noite, o rei percebeu o engodo e perseguiu a filha com a intenção de matá-la. Mirra colocou-se sob a proteção dos deuses, que a transformaram na árvore que tem seu nome. Meses depois, a casca da “mirra” começou a inchar e no décimo mês se abriu, nascendo Adônis.
Tocada pela beleza da criança, Afrodite recolheu-a e confiou secretamente a Perséfone. Esta, encantada com o menino, negou-se a devolvê-lo à esposa de Hefesto.
A luta entre as duas deusas foi arbitrada por Zeus e ficou estipulado que Adônis passaria um terço do ano com Perséfone, outro com Afrodite e os restantes quatro meses onde quisesse. Mas, na verdade, o lindíssimo filho de Mirra sempre passou oito meses do ano com a deusa do amor.
Afrodite e Ares
Mais tarde, não se sabe bem o motivo, a colérica Ártemis lançou contra Adônis adolescente a fúria de um javali, que, no decurso de uma caçada, o matou.
A pedido de Afrodite, foi o seu grande amor transformado por Zeus em anêmona, flor da primavera, e o mesmo Zeus consentiu que o belo jovem ressurgisse quatro meses por ano e vivesse ao lado da amante. Efetivamente, passados os quatro meses primaveris, a flor anêmona fenece e morre.
O mito, evidentemente, prende-se aos ritos simbólicos da vegetam, como demonstra a luta pela criança entre Afrodite (a “vida” da planta) e Perséfone (“a morte” da mesma nas entranhas da terra), bem como o sentido ritual dos Jardins de Adônis, há uma variante do mito que faz de Adônis filho não de Téias, mas do rei do Chipre, o qual era de origem fenícia, Cíniras, casado com Cencréia.
Esta ofendera gravemente Afrodite, dizendo que sua filha Mirra era mais bela que a deusa, que despertou na rival uma paixão violenta pelo pai. Apavorada com o caráter incestuoso de sua paixão. Mirra quis enforcar-se, mas a aia Hipólita interveio e facilitou a satisfação do amor criminoso.
Consumado o incesto, a filha e amante de Cíniras refugiou-se na floresta, mas Afrodite, compadecia com o sofrimento da jovem princesa, metamorfoseou-a na Árvore de Mirra. Foi o próprio rei quem abriu a casca da árvore para de lá retirar o filho e neto ou, segundo outros, teria sido um javali que, com seus dentes poderosos, despedaçara a mirra, para fazer nascer a criança.
Nesta variante há duas causas para a morte de Adônis: ou a cólera do deus Ares, enciumado com a predileção de Afrodite pelo jovem oriental ou a vingança de Apolo contra a deusa, que lhe teria cegado o filho Erimanto, por Tê-la visto nua, enquanto banhava.
De qualquer forma, a morte de Adônis, deus oriental da vegetação, do ciclo da semente, que morre e ressuscita, daí sua katábasis para junto de Perséfone e a consequente anábasis em busca de Afrodite, era solenemente comemorada no Ocidente e no Oriente. Na Grécia da época Helenística deitava-se Adônis morto num leito de prata, coberto de púrpura. As oferendas sagradas eram frutas, rosas, anêmonas, perfumes e folhagens, apresentados em cestas de prata. Gritavam, soluçavam e descabelavam-se as mulheres. No dia seguinte atiravam-no ao mar com todas as oferendas. Ecoavam, dessa feita, cantos alegres, uma vez que Adônis, com as chuvas da próxima estação, deveria ressuscitar.                       
Os amores de Afrodite não terminam em Adônis. Disfarçada na filha de Otreu, rei da Frígia, amou apaixonamente o herói troiano Anquises, quando este pastoreava seus rebanhos no monte Ida da Tróada. Desse enlace Nasceu Enéias, que a deusa tanto protegeu durante o cerco de Ílion pelos gregos, como nos atesta a Ilíada. Bem mais tarde, do primeiro ao décimo segundo canto da Eneida de Vergílio, Enéias a teve novamente por escudo e por bússola. É desse Enéias, diga-se de passagem, que, através de Iulus, filho do herói troiano, pretendia descender a gens iulia, a família dos Júlio, como César e Otaviano, o futuro imperador Augusto. Falsas aproximações etimológicas geraram muitos deuses, heróis e imperadores.
De sua União com Hermes nasceu Hermafrodito, etimologicamente (filho) de Hermes e Afrodite. Criado pelas ninfas do monte Ida, o jovem era de extraordinária beleza. Tão grande como a de Narciso.
Com sua eternamente insatisfeita “enérgeia” erótica, Afrodite amou ainda o deus do Êxtase e do entusiasmo. De sua união com Dioniso nasceu a grande divindade da cidade asiática de Lâmpsaco, Priapo. Trata-se de um deus itifálico, guardião das videiras e dos jardins. Seus atributos essenciais era “desviar” o mau-olhado e proteger as colheitas contra os sortilégios dos que desejavam destruí-las. Deus de poderes apotropaicos, sempre foi considerado como um excelente exemplo de magia simpática, tanto “homeopática”, pela lei da similaridade, quanto pela de “contágio, pela lei do contato, em defesa dos vinhedos, pomares e jardins, em cuja entrada figurava sua estátua.
Ficaram também célebres na mitologia as explosões de ódio e as maldições de Afrodite. Quando se tratava de satisfazer a seus caprichos ou vingar-se de uma ofensa, fazia do amor uma arma e um veneno mortal. Pelo simples fato de Eos ter-se enamorado de Ares, a deusa fê-la apaixonar-se violentamente pelo gigante Oríon, a ponto de arrebatá-lo e escondê-lo, com grande desgosto dos deuses, uma vez que o gigante, como Héracles, limpava os campos e as cidades de feras e monstros. O jovem Hipólito, que lhe desprezava o culto, por ter-se dedicado a Artemis, foi terrivelmente castigado. Inspirou a Fedra, sua madrasta, uma paixão incontrolável pelo enteado. Repelida por este, Fedra se matou, mas deixou uma mensagem mentirosa a Teseu, seu marido, e pai de Hipólito, acusando a este último de tentar violentá-la, o que lhe explicava o suicídio. Desconhecendo a inocência do filho, Teseu expulsou-o de casa e invocou ocntra o mesmo a cólera de Posídon. O deus enviou contra Hiólito um monstro marinho que lhe espantou os cavalos da veloz carruagem e o jovem, tendo caído, foi arrastado e morreu despedaçado.
Puniu severamente todas as mulheres da ilha de Lemnos, por que se negaram a prestar-lhe culto. Castigou-as com um odor tão insuportável, que os esposos as abandonaram pelas escravas da Trácia.
A própria Helena, que, por artimanhas da deusa e para premiar Páris, fugiu com ela para Tróia, deplorava como se fora uma “até”, uma loucura, uma cegueira da razão, o amor que lhe infundira Afrodite e a fizera abandonar a pátria e os deuses.
Puniu severamente todas as mulheres da ilha de Lemnos, por que se negaram a prestar-lhe culto. Castigou-as com um odor tão insuportável, que os esposos as abandonaram pelas escravas da Trácia.
A própria Helena, que, por artimanhas da deusa e para premiar Páris, fugiu com ela para Tróia, deplorava como se fora uma “até”, uma loucura, uma cegueira da razão, o amor que lhe infundira Afrodite e a fizera abandonar a pátria e os deuses.  
                     
Símbolos: Concha do mar, rosas, espelho, cinturões.
Ofertas: Cobre, esmeralda, turquesa, rosa, murta, trevo, resina de benjoim, madeira de sândalo, maçã, chocolate, coisas ligadas ao amor.
Animais: Pomba, cisne, pardal, lince.
Cores: Azul-turquesa, rosa, verde-mar, vermelho.
Alguns nomes de Afrodite: Aligena (Nascida do mar), Ambologera (A que adia a velhice), Anaduomene (Erguendo-se do mar), Androphonos (Matadora de homens), Anosia (Não-sagrada), Apostrophia (A que se vira para longe), Areia (de Ares), Basilis (Rainha), Eleemon (Misericordiosa), Enoplios (A que porta armas), Epipontia (No mar), Epitragidia (Sobre o gamo), Epitumbidia (Ela sobre os túmulos), Euplois (Justo velejar), Genetullis (Genetrix), Heteira (Cortesã), Kallipugos (Dos lindos traseiros), Kallisti (A mais bela), Khruse (Dourada), Kupris (de Cyprus), Kuprogenes (nascida em Cyprus), Kuthereia (Citéria), Melainis (Negra), Morpho (Em forma), Ourania (Celestial), Pandemos (De todas as pessoas), Pasiphaessa (O brilho-justo), Pelagia (Do mar), Philomeides (Amante do riso), Porne (Carnuda; Prostituta), Skotia (Escura), Summakhia (Aliada na guerra), Tumborukhos (cavadora de túmulo).
Podemos invocar Afrodite para nos ajudar em nossos relacionamentos amorosos, na nossa autoestima, para nos tornarmos mais amorosos.
Na guerra contra os gigantes, Afrodite combateu a giganta oposta a ela com a ajuda de Heracles (que ajudou praticamente todos os deuses) Peribeia (Περίβοια): Filha de Eurimedon ou de Porfírion. Opunha-se a Afrodite, que a matou com seu espelho.
A deusa grega Afrodite é representada em várias series de tv, desenhos e jogos, tanto na sua versão grega como a romana, não vou citar elas neste momento, mas muitos poderiam pesquisar que encontrariam.
Espero que tenham gostado de conhecer um pouco mais sobre essa deusa maravilhosa.
Que sejam prósperos.

Raffi Souza.

25 julho 2017

O deus hindu da perfeição: Rama

O deus hindu da perfeição: Rama!



Rama, avatar de Vishnu e marido de Sita é um símbolo de sacrifício, um modelo de fraternidade, um administrador ideal, e um guerreiro incomparável. A essência da Rama é, portanto, a essência da excelência em cada exercício.
Rama é o exemplo supremo de como as pessoas devem se comportar no mundo, como um país deve ser governado, como a integridade e moralidade dos seres humanos devem ser protegidos. Ações elevados, qualidades ideais e pensamentos sagrados são fundamentos básicos de caráter. Rama é a própria personificação destes três atributos.
O Princípio de Rama é uma combinação do divino no humano e do humano no Divino. A inspiradora história de Rama apresenta o código de ética tripla relativa ao indivíduo, à família e à sociedade. Se a sociedade está progredindo bem, a família também estará feliz, harmoniosa e unida. Para a unidade na família, os indivíduos que a compõem devem ter um espírito de sacrifício.
Rama (no devanágari: राम), no hinduísmo, é considerado um dos avatares do deus Vishnu. A ele é dedicado o poema sagrado Ramáiana, que juntamente com o Maabárata compõem as mais respeitadas narrativas históricas (Itihasas) da cultura védica.
Ramachandra significa a fonte do todo o prazer, que é comparado a Chandra, a lua encantadora, ou aquele que brilha na Terra.
A vida e a jornada de Rama são baseadas na aderência perfeita ao dharma. Pela honra do seu pai, Rama abandona a sua pretensão ao trono de Kosala para ficar em exílio por catorze anos na floresta.
É o símbolo do grande homem, o perfeito filho, o perfeito marido, irmão, amigo e governante. Sua saga está descrita na epopeia literário-religiosa do Ramáiana, onde é relatado com detalhes seu casamento com Sita, e sua luta contra o demônio Ravana, o mais terrível demônio do mundo. Recebeu ajuda de Hanuman nesta empreitada. (Chicale)
Rama e Sita - amor mais forte que a vida
A história de Rama e Sita foi escrita pela primeira vez em Sânscrito no Ramayana. Conta a história que o Rei dos Reis, Indra, certo dia, perdeu seus poderes e envelheceu. Para resolver o problema foi até Vishnu para se aconselhar. Vishnu disse então que deveriam agitar o poderoso oceano de leite e beber amrita, o elixir que os faria recuperar a juventude e a força. Como era uma tarefa difícil, na tentativa de mover a montanha mandara, para agitar o oceano, acabaram por acordar os demônios (Asuras), que quiseram também tomar o elixir.
Com a ajuda dos Asuras conseguiram realizar a façanha. Mas todos se feriram muito, e receberam então preciosos 14 presentes para a humanidade. A Deusa Lakshmi foi a última a emergir trazendo o elixir. Estava sentada sobre um lótus e era extremamente bela, encantando a todos. E Lakshmi escolheu Vishnu para ser seu consorte.
Quando Vishnu atravessou suas reencarnações, Lakshmi reencarnou com ele.
Quando Vishnu se tornou Rama, Lakshmi se tornou Sita.
Rama é o herói mais importante da mitologia hindu. A história da busca de sua esposa Sita, que foi raptada pelo demônio Ravana, e conta-se por toda a Índia.
No reino Ayodhya (hoje norte da Índia) há milhares de anos atrás, vivia um rei chamado Dasaratha, que era casado com três esposas, chamadas, Kaikeyi, Sumitra e Kaushalya, mãe de Rama.
Rama apaixonou-se por Sita, a filha do rei Janaka de Mithila, que é a reencarnação da fiel esposa de Vishnu, Lakshmi. Devido a um incidente na corte, Rama, seu irmão Lakshmana, e Sita foram viver tranquilamente no bosque. Tudo ia bem até o demônio Ravana sequestrar Sita, que gritou a todas as árvores do bosque para dizerem a Rama que estava sendo levada contra sua vontade. Também tirou suas joias e seu véu de ouro a cinco macacos e Hanumen, seu general.
Então o sábio Agastya aconselhou Rama a adorar o sol, a fonte da vida. Assim o fez e também pediu emprestado uma carruagem e um cocheiro do Deus do Céu, Indra. Logo, Rama foi atrás de Ravana e de seu exército de rakshashas demoníacos. Rama juntou seu exército composto de macacos e ursos e atacou o demônio. Após diversas batalhas, Ravana, o demônio de dez cabeças, foi morto pelas flechas de Rama, e Sita foi finalmente libertada. Rama junto de sua quarta esposa Sita, e seu irmão Lakshmana, regressaram a Ayodhya, depois de haverem passado 14 anos em exílio.
Desta união nasceu Kama, o Deus do amor. Kama é extremamente belo, retratado como um lindo pássaro. Em algumas ocasiões, é reverenciado durante o ato de amor.
Rama não vive sem sua Sita, por isso, os grandes mestres espirituais sabem, que nunca se deve adorar o Deus sozinho, mas sempre com sua consorte, ou seja, junto com sua energia feminina.
Rama é o personagem principal de um grande épico hindu chamado Ramayana que conta a história do filho de um rei que é envolvido em uma intriga familiar e é exilado por 12 anos na floresta com seu irmão e sua esposa, Sita, que é raptada por um demônio. O épico centra-se na recaptura de Sita das mãos do demônio.
Rama simboliza na Índia, o arquétipo da ética, da virtude, da verdade e da justiça, da honestidade, da responsabilidade e do dever.
Todos aqueles que tem algum cargo de poder, os pais, os políticos, os professores, os chefes, os patrões, os militares, devem se espelhar no ideal de Rama.
Está relacionado ao Chakra Manipura e   a Kriya Shakti, o poder de agir.
Mantra:
SHRI RAMA, JAY RAMA
JAY, JAY, RAMA OM
SHRI RAMA, JAY RAMA
JAY, JAY, RAMA OM
(Senhor Rama, Salve Rama...)
Link com a explicação sobre o Ramayana: https://rsguimaraes.wordpress.com/mitologia-hindu/ramayana/

Que sejam sempre prósperos.

Raffi Souza.

19 julho 2017

A deusa da juventude: Hebe!

A deusa da juventude: Hebe!



Vamos falar sobre a deusa que representa a juventude, algo que muitos esperam permanecer tendo ainda, então venha conhecer um pouco sobre a deusa da juventude, venha conhecer um pouco sobre Hebe!
Conforme a Mitologia Grega, os deuses olímpicos moravam em um imenso palácio construído no topo do Monte Olimpo, uma montanha que ultrapassaria o céu. Descrito por alguns autores como um palácio de cristal, a composição clássica dos doze deuses olímpicos incluía os deuses: Zeus, Hera, Poseidon, Atena, Ares, Deméter, Apolo, Ártemis, Hefesto, Afrodite, Hermes e Dioniso, além das Musas que cantavam e dançavam ao som da lira de Apolo. 
A ambrosia era o manjar dos deuses do Olimpo e vetado aos mortais. Descrito como um poderoso alimento de sabor divinal e usado como fragrância perfumada, quando os deuses ofereciam o alimento a uma pessoa comum, ao experimentá-lo sentia-se plena de felicidade e tornava-se imortal. Os alimentos dos deuses teriam o poder de cura e podiam até ressuscitar os mortos nas batalhas.                       
Deusa da Imortalidade e da Juventude Eterna, Hebe era filha dos deuses Zeus e Hera, tendo herdado de sua mãe o presídio dos casamentos e por isso reverenciada pelas noivas jovens. Dedicada aos trabalhos domésticos, ela era incumbida de servir a ambrosia aos deuses que moravam no Olimpo e manter as taças cheias de néctar quando estas esvaziavam.
Durante um banquete, enquanto circulava entre os deuses carregando sua bandeja de taças, Hebe desequilibrou e acidentalmente derramou a bebida sobre os deuses. Por esse descuido Hebe foi removida de suas incumbências dando lugar ao belo Ganimedes que se tornou o garçom dos deuses.
Ganimedes era considerado o mais belo dos mortais e quando Zeus o viu cuidando de um rebanho ficou maravilhado por sua beleza. Transformado em uma águia, Zeus raptou-o e levou-o para o Olimpo, a morada dos deuses. Além de servir aos deuses, Ganimedes servia a água aos homens tornando-se o zelador da água potável. Por isso Ganimedes passou a ser retratado com uma ânfora por sua função social. O aguadeiro celeste também passou a ser visto como um deus do amor homossexual, transgressor por natureza, por romper com a lógica da procriação da espécie. Da mesma forma representava os amores com diferença de idade, o amor do mais velho ao mais novo.                       
Com o fulgor de sua juventude, Hebe passou a dançar junto com a Musas e as Horas ao som da lira de Apolo. Após a morte do herói Hércules, ele foi imortalizado e admitido no Olimpo. Por ter perseguido Hércules durante toda a sua vida como mortal, Hera concedeu a ele o casamento com Hebe. Dessa união nasceram os gêmeos Alexiares e Anicetus, cujos nomes significam "aquele que afasta guerra" e "o invencível". Por serem filhos da Deusa da Eterna Juventude, eles permaneceram eternamente crianças...                        
O mito de Hebe e Ganimedes tem sido relacionado à constelação de Aquário por seu eterno significado de renovação, inovação e atualização dentro de novos conceitos. A deusa Hebe, chamada pelos romanos de Juventa, deu origem ao termo juventude que costuma ser conceituado como o tempo da vida entre a infância e a idade adulta. Estando associada aos termos jovem e adolescente, por consequência está relacionada ao frescor e vigor da vida. No entanto a juventude é bem mais que isso, pois depende mais das atitudes que se tem diante da vida do que propriamente a idade.
Envelhecer é um processo natural da vida e, ainda que seja possível recorrer a tratamentos para retardar os efeitos do envelhecimento, manter uma mentalidade jovem é manter-se atualizado não importa qual idade se tenha. Muitos transformam a velhice em angústia e sofrimento, enquanto outros declaram que estão na melhor fase de suas vidas. Gastando a sola do sapato nas danças de salão, fazendo artes marciais, namorando e divertindo com amigos nas viagens, eles vêm investindo em três coisas fundamentais ao longo da vida: saúde, vida social e segurança financeira.
Talvez a maioria dos idosos atuais tenha visto seus avós inertes em suas cadeiras de balanço saindo de casa apenas para ir à missa, mas hoje os idosos têm outros interesses. Em sua juventude eles acordavam às 7 para trabalhar, hoje eles acordam cedo para viver, fazer hidroginástica, terapia corporal e não excluem a vida social.

Junto com a Geração da Internet, eles acompanham os avanços tecnológicos que transformaram o mundo numa grande rede global. Se antes se conectavam através do acesso discado, hoje eles buscam aplicativos avançados e estão conectados através de seus dispositivos móveis. Estão igualmente interessados em Smartphones, os telefones inteligentes que oferecem mobilidade na comunicação e obtenção da informação instantânea.
Talvez não sejam tão ávidos por inovações, mas estão ampliando seus relacionamentos com mais de uma centena de amigos através do Orkut, Twitter ou FaceBook. Se antes demoravam horas escrevendo cartas, hoje eles trocam mensagens diárias com seus amigos e se divertem com as imperfeições humanas porque sabem que moralismos, preconceitos e inflexibilidade só prejudicam o equilíbrio consigo mesmos.
Eles olham com pesar aqueles que desejam a eterna juventude do corpo e se deixam dominar pela angústia do envelhecimento. Eles sentem pena de quem mente para si e para o espelho não querendo pensar na idade, mas a verdade é que se torna cada vez mais velho quem tem medo de envelhecer, não se atualiza e resiste aos novos conceitos. 
Encontrar um modo de envelhecer com alegria é como provar da ambrosia dos deuses que não irá garantir a imortalidade, mas é o grande segredo de aumentar o tempo de vida. A juventude envelhece, a imaturidade é superada, a ignorância pode ser educada e a embriaguez passa, mas a estupidez dura para sempre...                       
Hebe era a deusa da juventude, e por ter tal dom, ela teve de fazer vários trabalhos domésticos no olimpo (ex: preparar o banho de Ares, ajudar Hera a "arrumar" sua carruagem e servir néctar e ambrosia aos deuses.), certo dia, os deuses riram dela e gozaram dela, ela não aguentou, e por isso ela desistiu, e começou a dançar com as musas a música que Apolo tocava. Logo ela se apaixonou por Hercules, e ele se casou com ela, tendo 2 filhos: Alexiares e Anicetus.
Textos retirados de outros lugares:
Na mitologia grega, Hebe (em grego: Ήβη) é a deusa da juventude, filha legítima de Zeus e Hera. Por ter o privilégio da eterna juventude, representava a donzela consagrada aos trabalhos domésticos. Assim, cumpria no Olimpo diversas obrigações: preparava o banho de Ares, ajudava Hera a atrelar seu carro e servia néctar e ambrosia aos deuses. Um dia, quando executava essa tarefa, caiu numa posição inconveniente. Segundo uma versão, os olímpicos puseram-se a rir sem parar e a jovem, envergonhada, negou-se a continuar servindo-os. Foi substituída pelo mortal Ganímedes. Hebe dançava com as Musas e as Horas, ao som da lira de Apolo. Desposou Hércules, quando o herói, após sua morte, foi imortalizado, e com ele teve dois filhos, Alexiares e Anicetus.                       
Deusa da Juventude e de todo o vigor com ela implicado, Hebe é filha de Hera e Zeus e herdou da mãe o presídio sob o casamento: Hebe é a Deusa das noivas jovens que foi oferecida pela sua mãe a Héracles em casamento, depois de este ter conseguido ultrapassar todos os obstáculos que Hera pusera no seu caminho para ele crescer.
O mito conta que em tempos Hebe era a portadora da taça das bebidas no Olimpo, transportando-a durante os banquetes dos Deuses, enchendo as suas taças quando estas se esvaziavam. No entanto, inundada do fulgor da juventude, ela entornou acidentalmente um pouco de ambrósia sobre um Deus e foi imediatamente removida do cargo. Zeus viu nisto uma oportunidade e pôs o seu amante Ganimedes no lugar da filha, para assim o proteger da sua mulher, Hera.
Como aquela que alimentava os Deuses, Hebe é vista também como a Deusa da Imortalidade, aquela que concede a força com que os Deuses não envelhecem e permanecem "congelados" na sua imagem arquétipa, que seja de adolescente, como em Eros, de jovem, como em Apolo ou Artémis, de adulto, como Deméter ou Héstia, ou de pessoa madura, como acontece com Zeus ou Poseidon. Para além disso é também a ela que os mortais recorrem para obter juventude, quer seja para a manter quer para obter um revenuscimento o que faz dela, de acordo com a nossa sociedade, uma das Deusas da beleza.                       
Assim, não admira que Hebe fosse frequentemente associada com Afrodite, quer como sua companheira ou sua mensageira que ao espalhar a juventude espalha também as paixões associadas a ela e a beleza. Mas permanece também sempre associada à sua mãe, Hera, cuidando dela e dos seus filhos. Finalmente, encontramo-la ligada intimamente a Héracles, o seu marido. O seu culto é, na maioria das vezes, sempre misturado com o destes Deuses e raramente individual, exceto, talvez, a nível individual com pessoas a quererem a sua juventude, mas isto não passa de mera conjectura.
Possuía, no entanto, um templo e culto só para ela em Flios, no Sul da Grécia. Aí era chamada com o epíteto de Ganymeda e não possuía qualquer imagem de culto, o que é bastante invulgar. Em Flios a Princesa era também venerada como a que perdoa os que suplicam por perdão: criminosos ou pessoas que procurassem expiação no seu templo eram perdoados pela Deusa e livres de todos os crimes.
É possível, segundo Aelian, que os seus animais sagrados fossem o galo e a galinha que eram mantidos no templo em honra de Hebe e Héracles. Provavelmente o galo será sagrado a ele e a galinha a ela, já que o complexo sagrado era constituído por dois templos e as galinhas eram alimentadas no de Hebe, existindo uma corrente de água entre os dois templos para que não haja galinhas no de Héracles nem galos no de Hebe.
Um dos seus epítetos era Basileia, a Princesa, e ela era muitas vezes chamada assim, sem qualquer outra referência a quem se tratava, o que faz dela a Princesa dos Deuses. Outro título, Dia, a Brilhante, ou a de Zeus, reforça isto, já que este título pertencia também a Zeus sob a forma de Dios. Outro título seu, Ganymeda, significa "a Princesa que faz felicidade" indica também a sua ascensão real.                       
Filha de Zeus e Hera, Hebe ("puberdade") era a deusa da juventude e das jovens noivas antes do casamento. Era também a copeira dos deuses: cumpria no Olimpo diversas obrigações "domésticas", como preparar o banho de seu irmão Ares, ajudar Hera a atrelar seu carro e servir néctar e ambrosia aos deuses. Em festas dançava com as Musas e as Horas, ao som da lira de Apolo.
Uma lenda diz que Hebe era somente filha de Hera, que, ao comer alface selvagem em um banquete do deus Apolo, teria engravidado da deusa. A verdura é, inclusive, associada à jovem.                       
Um dia, quando servia aos deuses em um banquete, caiu numa posição inconveniente. Alguns olimpianos puseram-se a rir sem parar e a jovem, envergonhada, negou-se a continuar servindo-os. Foi substituída, então, pelo mortal Ganímedes, trazido por Zeus para a função.
Por ser aquela que alimentava os deuses, Hebe era vista como a deusa da imortalidade, assim como a deusa escandinava Idun. Ela seria responsável por conceder a força para os deuses não envelhecerem e permanecerem com a aparência jovial. Uma lenda conta que Hebe deu sua juventude por um dia ao herói Iolaus para ele derrotar seu inimigo, Euristeu.
Muitos também a adoravam como uma deusa da beleza por conta de sua juventude. Por essa razão, era frequentemente associada a Afrodite, fosse como sua companheira ou sua mensageira (espalhando juventude e suas paixões). Costumava ser retratada como uma bela jovem de vestido sem mangas ou de peito nu.                       
Foi a terceira esposa de Hércules (a primeira divina), depois que ele foi imortalizado, para reconciliar o herói com Hera, a responsável pelos famosos doze trabalhos. Com ele, teve dois filhos, Alexiares e Aniceto. Uma outra tradição cultural, diz que Hebe foi mãe de Kentauros com Apolo e foi dada à Hércules em casamento numa tentativa de selar a paz entre o algoz da espécie.
Recebia o epíteto de Basileia ("princesa") e Dia ("brilhante"), e os romanos a chamaram de Juventas. Em Flios, sul da Grécia, existiu um templo dedicado a ela, com galos e galinhas (animais sagrados a ela e a Hércules). O símbolo do signo de Aquário é uma representação da deusa despejando o néctar dos deuses.
Algumas associações:
É deusa: da juventude, das noivas (as novas), da alegria, da beleza, da imortalidade;
Cor: branco, rosa claro, azul claro;
Dia: quinta e sexta feira;
Oferendas: alianças, taças, néctar, ambrosia, a juventude, imagens dela, galos e galinhas, imagens do símbolo de aquário (se esse possuir traços femininos, os com traços masculinos são Ganimedes).
Espero que tenham gostado de conhecer um pouco mais sobre essa deusa maravilhosa que é Hebe e ao mesmo tempo tão esquecida!
Que sejam sempre prósperos.

Raffi Souza.