19 março 2015

As leis de Carma e Darma (Karma e Dharma)


Nesta lição aprenderemos sobre duas leis superiores, as leis de carma e darma, sendo muito importante entender como essas leis funcionam para que possamos saber o que fazer para conduzir nossas vidas com mais sabedoria.

Qualquer ato seja este bom ou mal, tem a sua conseqüência. Se praticarmos o bem a conseqüência será boa para nós, se temos uma má conduta as conseqüências serão ruins.
Não existe efeito sem causa e nem causa sem efeito.
E para julgar nossas ações existem seres de consciência totalmente desperta, que são os responsáveis para levar a cabo este trabalho.
Estes seres constituem o Tribunal da Justiça Divina, cuja função é pesar nossas boas e más ações e aplicar de forma justa a sentença, a conseqüência dos nossos atos.

O Tribunal da Justiça Divina.
Os tipos de Carma.
Os negócios do Carma.
Esse Tribunal é formado pelo regente Anúbis e seus 42 juízes.
Nas pirâmides do Egito foram encontradas várias ilustrações do Tribunal da Justiça Divina.
Nestas ilustrações o regente Anúbis é representado por um homem com a cabeça de chacal e os 42 juízes são simbolizados por diversos animais. Anúbis, na tradição egípcia, é o juiz que pesa o coração dos mortos e aplica a pena correspondente.

A Lei Divina tem como base a justiça e a misericórdia. A justiça sem misericórdia é tirania. A misericórdia sem justiça é tolerância, complacência com o erro.
Se ao pesar nossas ações em uma balança, o prato das boas ações estiver mais pesado o resultado será um Darma, que é uma recompensa pelas boas obras que fazemos.
O Darma (do sânscrito Dharma) significa também realidade ou ainda virtude.
Se ocorrer o contrário, se o prato das más ações estiver mais pesado, o resultado será um Carma para nós, ou seja, sofrimento, dor, adversidades, etc.
A palavra de origem sânscrita Karma significa ação. Podemos entendê-la como lei de ação e conseqüência.

Existem vários tipos de Carma:

Individual: quando é aplicado especificamente a uma pessoa. Por exemplo, no caso de uma doença.
É importante ressaltar que nem todo sofrimento ou acontecimento ruim é cármico, pois devido a nossa inconsciência podemos causar diretamente nosso próprio sofrimento. Ex: uma pessoa que atravessa uma rua sem a devida atenção e é atropelada.

Familiar: quando é aplicado de tal forma que afeta toda uma família. Por exemplo, no caso de se ter um membro da família que é viciado em drogas. Isto traz sofrimento para todos ao redor.

Regional: quando é aplicado em determinada região. Temos como exemplo as secas, enchentes ou outras adversidades climáticas que ocorrem em determinados lugares e regiões.

Nacional: é uma ampliação do carma regional. Temos o exemplo de países que são assolados pela guerra, ditaduras, misérias, desastres naturais, etc.

Mundial: quando é aplicado a toda humanidade. Temos o exemplo das guerras mundiais e, atualmente, vemos a imensa degradação e a progressiva escassez dos recursos naturais, iminência de guerra nuclear, grandes desastres naturais, ameaças de epidemias, etc.

Neste momento não poderíamos deixar de alertar que estão ocorrendo grandes transformações em nosso mundo devido ao carma mundial que está em progresso.
Por isso é urgente que se pratique a morte psicológica, que se elimine o máximo possível dos defeitos psicológicos, que é o que nos torna desumanos, para não sucumbir juntamente com toda a humanidade ante o carma mundial.

Katância: é o carma mais rigoroso, que é aplicado aos Mestres, que apesar de suas inúmeras perfeições, podem cometer erros e ser penalizados.

Kamaduro: é o carma aplicado a erros graves, assassinatos, emboscadas, torturas, etc. Esse tipo de carma não é negociável e quando é aplicado vai inevitavelmente até as suas consequências finais.

Karmasaya: esse carma também não é negociável e é aplicado quando a pessoa comete adultério.
Nas escrituras sagradas está escrito que “todo pecado será perdoado, menos os pecados contra o Espírito Santo”, e esse pecado é o adultério. Mas o que é considerado adultério perante a Justiça Divina?

Perante a Lei Divina quando duas pessoas se unem sexualmente elas estão casadas nos mundos internos (independente de serem casadas pelas leis físicas).
Portanto se a pessoa tem mais de um/uma parceiro sexual em um determinado espaço de tempo (menos de um ano), essa pessoa comete adultério e lança Carma sobre suas costas.

Mais ainda, quando duas pessoas se unem sexualmente, por estarem internamente casadas, seus Carmas se somam e tornam-se comum às duas pessoas.
E se uma dessas duas pessoas tiver outra relação sexual com uma terceira pessoa, essa última terá o Carma das três pessoas.
Sabendo disso podemos então fazer uma idéia de como é grave a situação cármica de toda a humanidade.

Como foi dito acima as bases da Lei Divina são a justiça e a misericórdia. Isso significa que, por mais duro que seja nosso carma, podemos pagá-lo com boas obras e então não necessitaremos sofrer.

“Faze boas obras para que pagues tuas dívidas. Ao leão da lei se combate com a balança.”

“Quem tem com que pagar, paga e sai bem em seus negócios; quem não tem com que pagar, pagará com dor.” 

Se no prato da balança cósmica colocamos as boas obras e no outro as más, é evidente que o Carma dependerá de qual prato estará mais pesado. Todos somos grandes devedores, seja devido aos nossos atos nessa existência ou em outras passadas.
Por isso é urgente que mudemos nossa conduta diária.

Ao invés de protestarmos por estarmos em dificuldades, devemos sim procurar ajudar aos demais.
Ao invés de protestarmos por estarmos doentes, devemos dar medicamentos aos que não podem comprá-los, levar ao médico os que não podem ir, etc.
Ao invés de reclamarmos das pessoas que nos caluniam, devemos aprender a ver o ponto de visto alheio e abandonar de uma vez a calúnia, as intrigas, as reclamações, etc.

Nosso carma pode ser perdoado se eliminarmos a causa de nossos erros, de nossa ira, de nossa inveja, de nosso orgulho, etc.
A causa de nossos erros e, por conseguinte, de nosso sofrimento é o ego, nosso defeitos psicológicos..
O mundo seria um paraíso se as pessoas eliminassem de si mesma essas abominações inumanas.
Não é possível ter uma conduta reta se somos manipulados pelos defeitos psicológicos.

Conforme vamos eliminando nossos próprios defeitos o carma referente a tal ou qual defeito vai sendo perdoado. Isto é a misericórdia.

Nunca devemos protestar contra nossa situação cármica, pois isso só vem a agravá-la.
O Carma é um remédio que nos aplicam para que vejamos nossos maiores defeitos e que normalmente são a causa de nosso sofrimento.
Andressa Rodrigues

18 março 2015

MABON, O SABBAT WICCANO DA SEGUNDA COLHEITA

MABON, O SABBAT WICCANO DA SEGUNDA COLHEITA


Primeiramente, antes de falarmos especificamente sobre o Mabon, temos que entender perfeitamente o que são os sabbats e a Roda do Ano Wicca.
Os principais rituais Wiccanos são os Sabbats que celebram as mudanças das estações do ano e o percurso do Deus, simbolizado pelo Sol, através dos ciclos sazonais.
O Wiccano vê o ano como uma grande roda sem começo nem fim e por isso os oito sabbats são chamados conjuntamente de Roda do Ano. Eles possuem grande significado para os wiccanos e é uma das chaves principais para o entendimento da religião.
A Wicca vê uma relação profunda entre o ser humano e o ambiente onde ele vive. Acreditamos que a natureza é a própria manifestação da Deusa e dessa forma são celebradas as mudanças das estações.
A Roda do Ano é vista como um ciclo ininterrupto de vida, morte e renascimento. Assim, reflete a passagem das estações do ano, bem como as mudanças interiores e exteriores provocadas por elas e a nossa própria ligação com o mundo.
Para o wiccano, tudo que vive e respira é divino e celebrando a vida através das mudanças de estações estabelecemos contato com o mundo dos Deuses, atraindo as energias do mundo natural para dentro de nós, alcançando assim a unidade  com o mundo divino.
Um Bruxo procura sempre se conectar com a natureza em todas as suas manifestações, não só observando, mas também sentindo o fluxo dela em nós e as mudanças provocadas na vida cotidiana através dela. Os Mistérios da Deusa e do Deus e seus diferentes aspectos estão contidos em cada estação. A Roda do Ano simboliza a história ancestral da Deusa e o ciclo de morte e renascimento do Deus.
Existe muito simbolismo na Roda do Ano e ao entendê-la, assimilá-la e integrá-la ao nosso modo de vida estaremos compreendendo a essência da religião Wicca.
A Roda do Ano representa a forma como vemos o universo, celebramos os ciclos da natureza e entendemos seus reflexos em nossa vida.
Sempre girando, estes ciclos internos e externos irão retornar à sua fonte primordial de energia, ao início e começarão  e terminarão muitas vezes mostrando que depois da morte sempre há o renascimento. Isto é refletido no cair das folhas e florescer das flores; no germinar das sementes e colheita dos grãos semeados, consumidos e replantados; no apogeu e declínio do Sol.
Atualmente, com os avanços científicos e tecnológicos pode ser difícil  compreender como uma religião de civilizações agrárias antigas pode fazer sentido nos tempos modernos e o que ela pode nos oferecer.
Para responder a esta questão basta olhar ao nosso redor. Se fizermos  isso acuradamente, perceberemos que independentemente de nossa vontade as estações continuam mudando e que a força da natureza é infinitamente maior do que todos os avanços alcançados pelo homem moderno, e que nós precisamos  da natureza mas que ela  não precisa de nós.
Conhecendo o que acontece no mundo e ao nosso redor, alcançaremos um grande entendimento de onde viemos, aonde chegamos e as possibilidades que nos aguardam.
A Roda do Ano nos mostra que o Universo reflete o ciclo da mudança sempre em constância.

A Roda do Ano Wicca possui dois significados:
Roda de Celebração da Natureza: Os Wiccanos se reúnem nos dias de Sabbats para celebrar a Deusa, o Deus e as bênçãos que eles concedem à Terra através das mudanças de estações.
Roda da Iniciação: Expressando os ensinamentos dos Antigos através das estações, pois os Deuses e a Natureza são um só.
A Roda do Ano é dividida em 4 Sabbats maiores chamados Samhain, Imbolc, Beltane e Lammas que celebram o ciclo agrícola da Terra, marcando a semeadura, o plantio e a colheita, cujo nome e origem são Celtas. E 4 menores nomeados de Yule, Ostara, Litha e Mabon, que marcam os Equinócios e Solstícios e a trajetória do Sol pelo céu.
É importante ter em mente que os dias de comemoração dos Sabbats variam de acordo com o hemisfério, pois quando no Hemisfério Norte é verão, aqui no Hemisfério Sul é inverno. É importante ter em mente que os Sabbats são celebrações de uma época do ano e não de uma data.
Para melhor entendimento das comemorações dos Sabbatts, segue breve relato em forma de história que ilustra perfeitamente a sequência de comemorações solares.

Sempre buscando a Grande Deusa , o apaixonado Deus Cornífero muda de forma e rosto a cada Estação. E desta eterna  busca surge a Roda do Ano.

Em Samhain, o Festival do retorno da morte, os portões dos mundos se abrem e a Deusa transforma-se na velha sábia, a Senhora do Caldeirão e o Deus é o Rei da Morte que guia as almas perdidas através dos dias escuros de inverno.

Em Yule, a escuridão reina como se estivéssemos no caldeirão da Deusa. Assim, o Rei das Sombras, transforma-se na Criança da Promessa, o Filho do Sol, que deverá nascer para restaurar a natureza.

Em Imbolc a luz cresce. O Deus nascido em Yule se manifesta com todo o seu vigor e a Criança da Promessa cresce com toda a vitalidade e é festejada. Assim, os dias tornam-se visivelmente mais longos e renova-se a esperança.

Em Ostara luz e sombra são equilibradas. A luz da vida se eleva e o Deus quebra as correntes  do Inverno. A Deusa é a virgem e o Deus renascido é jovem e vigoroso. O Amor sagrado da Deusa e do Deus traz a promessa do crescimento e da fertilidade.

Em Beltane, a Deusa se transforma em um lindo Cervo Branco e o jovem Deus é o caçador Astado. Ao ser perseguido pela floresta, o Cervo Branco se transforma em uma linda mulher. E assim eles se unem e a sua paixão sustenta o mundo e toda a vida.

Chega então Litha. A Deusa é a Rainha do verão e o Deus um homem de extrema força e virilidade. O sol começa a minguar e o Deus começa a caminhar rumo ao país de verão. A Deusa é pura satisfação e demonstra isso através das folhas verdes e das lindas flores do verão.

Em Lammas a Deusa dá a luz e o Deus prepara-se para morrer em amor à ela. A Deusa precisa de sua energia, de sua vida para que a vida possa crescer e prosseguir. O Deus se sacrificará para que os filhos da Deusa sejam nutridos. Mas através do grão, ele renasce. No ápice de sua abundância ele retorna através dela.

Em Mabon as luzes e as trevas se equilibram novamente. Porém, o Sol começa a minguar mais rapidamente e o Deus torna-se então o Ancião, o Senhor das Sombras, cruzando os portais da morte.

Chega novamente Samhain e então o ciclo recomeça e tudo retorna à Deusa.
Assim sempre foi e assim sempre será!

O QUE COMEMORA-SE NO MABON....


 Mabon é celebrado no Equinócio de Outono que ocorre por volta de 20 de Março no Hemisfério Sul e por volta de 20 de Setembro no Hemisfério Norte. Mabon é  o equinócio de Outono e marca o festival da segunda colheita.
Agora o Sol caminha mais rapidamente em direção ao inverno e o plantio feito em Ostara chega à sua colheita final iniciada em Lammas. É hora de agradecer pela abundância, fartura e também reconhecer o equilíbrio da vida, pois nos equinócios o dia e a noite possuem o mesmo tempo de duração.
Era o momento onde os povos antigos começavam a estocar seus alimentos e armazenar os grãos para que houvesse comida suficiente durante o período de inverno.
Mabon é o Festival de Ação de Graças Pagã, onde lembram-se as conquistas alcançadas. Por isso, uma das tradições deste Sabbat é colocar um cálice com vinho ao meio da mesa do almoço ou jantar e deixá-lo passar de mão em mão enquanto cada pessoa presente faz seus agradecimentos e desejos de felicidade.
Mabon é o tempo do equilíbrio, gratidão, agradecimento, e tempo de meditar sobre a escolha de nossos projetos e agradecer tudo que tivemos no ano que passou. A morte do Deus está por vir pois ele doou todos os seus poderes aos humanos através da colheita.
Este Sabbat é particularmente a celebração da vinha e está associado com as maças como símbolo de vida renovada. Neste dia sagrado tradicionalmente se celebra o vinho e colhe-se uma maça colocando-a no altar em homenagem ao Povo das Fadas. Isto é um altar simbólico de gratidão pela colheita da vida e desejo de viver em comunhão com tudo.
E este é o Festival em que devemos pedir pelos que estão doentes e pelas pessoas mais velhas, que precisam de nossa ajuda e CONFORTO . Também é nesse festival que homenageamos as nossas Antepassadas Femininas, queimando papéis com seus nomes no Caldeirão e lhes dirigindo palavras de gratidão e bênçãos.
Muitas tradições wiccanas realizam um rito especial para a descida da deusa Perséfone ao Submundo, como parte da celebração do Equinócio do Outono. De acordo com o mito antigo, no dia do Equinócio de Outono, Hades (o deus grego do Submundo) encontrou-se com Perséfone, que colhia flores. Ficou tão encantado com sua beleza jovem que, instantaneamente, se apaixonou por ela, Agarrou-a, raptou-a e levou-a em sua carruagem para a escuridão do seu reino a fim de governar eternamente ao seu lado como sua imortal Rainha do Submundo. A deusa Deméter procurou, por todos os lugares, sua filha levada à força, e, não a encontrando, seu sofrimento foi tão intenso que as flores e as árvores murcharam e morreram. Os grandes deuses do Olimpo negociaram o retorno de Perséfone; porém, enquanto ela estava com Hades, foi enganada e comeu uma pequena semente de romã, tendo, então, que passar metade de cada ano com Hades no Submundo, por toda a eternidade.
Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat do Equinócio do Outono são os produtos do milho e do trigo, pães, nozes, vegetais, maçãs, raízes (cenouras, cebolas, batatas, etc.), cidra e romãs (para abençoar a jornada de Perséfone ao tenebroso reino do Submundo).

O RITUAL DE MABON



Instrumentos mágicos usuais
1 instrumento que represente um chifre de boi ou búfalo enfeitado com fitas de várias cores.
Moedas
Incensos de Mirra
Várias velas marrom, verde e amarelas
Cálice com água
Grãos de cereais em geral
Espigas de Milho
Caldeirão com uma vela preta apagada

Procedimento:
Espalhe as velas e os incensos por toda parte e acenda-os.
Coloque o chifre, as fitas, as moedas, as espigas de milho, o cálice e os grãos crus sobre o altar. O caldeirão com a vela apagada é colocado aos pés do altar.
Trace o Círculo Mágico e após traçá-lo diga:

“Luz e Escuridão são iguais, porém aqueles que conhecem a arte sabem que tudo tem seu próprio ritmo, pois aquilo que está embaixo é como aquilo que está encima. Tudo o que está embaixo deve subir e tudo o que está encima deve descer. É a lei da vida, é a eterna Roda do Ano e seus ciclos.”

Acenda a vela do Caldeirão e diga:

“A Roda do Ano segue imutável e incansavelmente o seu ritmo. Que a Senhora da abundância e fartura e o Senhor das Folhagens e das Colheitas possam nos abençoar.”

Após acender a vela do caldeirão erga o chifre acima do altar dizendo:

“ Que a sagrada cornucópia, símbolo da prosperidade e riqueza espalhe sua sagrada luz sobre nós e sobre nossos entes queridos. Que assim seja, e que assim se faça.”

Comece então a amarrar as fitas coloridas no chifre, mentalizando a concretização de seus desejos. Após atar todas as fitas ao chifre, comece a colocar dentro dele as moedas e os grãos mentalizando abundância, fartura, sucesso e prosperidade. Então diga:

“ Oh Grande Deusa, de onde provém toda vida, abençoada seja ti, Senhora da prosperidade e da fartura. Que o mistério da vida seja revelado, porém selado, e que seus frutos possam nos sustentar, através do mistério do renascimento presente em cada semente.”
Com o chifre erguido aos céus, em sinal de apresentação, comece a andar pelo Círculo no sentido horário até completar 3 voltas. Tenha em mente que é por causa do renascimento das sementes que você e todos os seres da Terra serão nutridos e assim poderão continuar sua caminhada rumo à evolução. Coloque o chifre sobre o altar. Pegue o cálice, erga-o aos céus e diga:

“Que através do poder da água, todos os frutos da Terra possam ser fertilizados.
Oh, Senhor da Colheita, das Folhagens e da Fartura e Senhora da Abundância e Prosperidade é a vós e por vós que é feita esta libação.”

Tome um pequeno gole da água e depois derrame sobre o chão. Recoloque o cálice sobre o altar.
Destrace o Círculo Mágico, agradecendo o auxílio dos Deuses.


Coloque o chifre sobre a porta de entrada de sua casa. No Sabbat do Equinócio de Outono do ano seguinte troque os grãos enterrando  os velhos.



Grasi Marchioro

17 março 2015

Obsessão e suas fases

Obsessão e suas fases


A obsessão é um tipo de influência energética sobre o ser humano e vai além do campo alma/mente podendo atuar no organismo como um todo. Ela pode nos provocar mal-estar, insônia, queda de cabelo, tristeza, entre outras coisas.
É o domínio que um espírito exerce sobre alguém. Infelizmente, nas últimas décadas, essas influências energéticas vêm aumentando esse tipo de perturbação em nosso planeta.
Certamente, é uma doença, mas doença da alma, ou seja, nossa alma fornece as condições necessárias para as obsessões poderem se instalar.
Saibamos que em todos os casos de obsessão, temos o obsessor e o obsedado. Sendo assim, podemos ter os seguintes casos de envolvimento obsessivo:

- desencarnado para encarnado.
- encarnado para desencarnado.
- desencarnado para desencarnado.
- encarnado para encarnado.
- auto-obsessão.

Allan Kardec explica: “Obsessão é uma ação permanente que um espírito mal exerce sobre um indivíduo”.


No livro dos médiuns, Kardec ainda menciona as obsessões divididas em quatro fases: obsessão simples, fascinação, subjugação e possessão.

Obsessão simples
Nesta fase, o espírito não-evoluído não domina as faculdades psíquicas de forma profunda , ele é somente uma espécie de incômodo para a pessoa obsedada.

Fascinação
Nesta fase, existe o domínio das faculdades mentais, fazendo com que o obsedado não se julgue como tal, isto é, ele perde a capacidade de fazer julgamentos. Aqui o espírito não-evoluído engana e explora constantemente a fraqueza do obsedado o qual se torna extremamente orgulhoso.
Há também a fascinação em grupo comandada por mais de um espírito mau, não-evoluído, por isso, a necessidade de se ter normas e condutas de trabalho bem definidas nos centros e grupos espíritas para que não caiam em determinadas armadilhas espirituais.

Subjugação
Aqui o espírito não-evoluído envolve a vítima, o obsedado de tal forma que paralisa suas vontades, controlando-a intensamente. Isso valendo tanto no aspecto moral e físico. No moral, a vítima tomará decisões comprometedoras, consideradas muitas vezes, absurdas. Já no aspecto físico, o espírito age sobre os órgãos da vítima, provocando movimentos involuntários.

Possessão
Nesta fase, ocorre o domínio bastante intenso das faculdades morais e corpo físico do obsedado, provocando as crises conhecidas como possessão. Tal influência inicia-se na questão da moralidade, posteriormente, evolui para o domínio fluídico perispiritual e por último, chega ao corpo físico provocando as terríveis crises.


Por Márcia Fernandes
Editado por André Boneberg