19 outubro 2015

Premonição e Sonhos Premonitórios


Premonição é a sensação ou advertência antecipada do que vai acontecer, é sinônimo de pressentimento. É circunstância ou fato que deve ser tomado como aviso; presságio. A palavra é muito conhecida devido à literatura e aos filmes que a têm como tema principal, explorando a capacidade sobrenatural de se prever o futuro. O termo premonição ou sonhos premonitórios (sonhos de advertência ou aviso) é utilizado para designar a suposta ocorrência de avisos sobre acontecimentos futuros, freqüentemente associados a fatos calamitosos em natureza. As informações são recebidas via experiência mediúnica individual  ou através dos sonhos.

Você já sonhou que encontrava uma pessoa e no mesmo dia recebeu o telefonema dela ou a viu na rua? Ou teve um sonho sobre o sexo de um bebê que estava por vir e acabou acertando na previsão? Também pode ter acordado com a lembrança de ter sonhado com a morte de alguém e recebeu essa notícia no decorrer do dia ou na mesma semana. Esses são alguns exemplos clássicos de sonhos premonitórios. O detalhe é que, no fundo, todos os sonhos têm essa característica. Porque cada um vem com o potencial de uma situação que tende a ocorrer no futuro.
Por exemplo, certa vez uma cliente me contou que sonhou com cacos de vidro saindo de sua boca. Porém, eles não feriam seus lábios. Como cada sonho tende a retratar um potencial que tem mais probabilidade de ocorrer, logo a alertei de que prestasse mais atenção ao modo como estava se comunicando. Afinal, o que sai de nossa boca? As palavras! E se as palavras foram caracterizadas como cacos de vidro, as chances dela estar falando de forma cortante eram grandes e o que dizia poderia ferir os outros (mesmo que ela própria não se ferisse tanto, já que os cacos de vidro não machucavam seus lábios).
Ela me contou que estava justamente numa fase bem angustiante, pois já tinha percebido uma tendência de falar muito agressivamente. Seu desejo era evitar falar com tanta arrogância, o que acabava agredindo as pessoas que conviviam com ela. Ou seja, seu sonho foi uma premonição, mostrando que as palavras estariam saindo de sua boca de forma cortante. E para não agir mais assim, era fundamental, primeiramente, tomar consciência de sua inclinação agressiva. E foi o que ela passou a fazer. Quando sentia o impulso de "soltar o verbo", não cedia ao ímpeto comunicativo agressivo.

PREMONIÇÕES AJUDAM A FAZER ESCOLHAS



Uma premonição não é justamente a faculdade de antever um evento, uma situação? E, assim, sermos alertados sobre o que poderá acontecer? E os sonhos podem nos ajudar nisso, pois nos orientam. O inconsciente não é limitado pelo espaço-tempo. Essa força psíquica que existe em cada um de nós é capaz de acessar o futuro - aquele que tem mais chances de ocorrer, em função do que estamos semeando na vida em termos de pensamentos, sentimentos, crenças e atitudes.
E como interpretar esses sonhos? 
O contexto dos sonhos ou a sequência deles nos mostrarão quais atitudes a pessoa está tomando na vida e os respectivos resultados que poderá obter por agir assim. Se não quiser lidar com as consequências apresentadas pelos sonhos, basta não se comportar da forma como está fazendo. Se prestar atenção ao que sonhará nos próximos dias e meses, terá indicações de como mudar esse futuro potencial (nos casos em que essa opção é possível), a fim de tomar outras ações e decisões.

Relatos

  • Abraham Lincoln e o sonho profético (ou premonitório) a respeito de sua morte e enterro, que ele relatou tanto para o seu guarda-costas como para sua esposa, poucas horas antes do seu assassinato.
  • Titanic. Algumas pessoas disseram ter tido sonhos ruins ou com possíveis "avisos" de que algum acontecimento desastroso ocorreria durante a viagem.
  • A Bíblia também relata fatos correlatos com Daniel (דניאל) que é um dos quatro profetas do cristianismo. A sua vida e Profecias estão incluídas na Bíblia no Livro de Daniel.
  • Existe também um relato de "Julio" , integrante do grupo Mamonas Assassinas, num vídeo amador , 12 horas antes da viagem, afirmou ter sonhado que o avião que ele viajaria com o grupo para eventos sofreria um acidente. Logo depois, o avião sofreu uma pane e todos do grupo morreram

16 outubro 2015

Evocar ou Invocar?



  • Invocação se caracteriza por convidar a Divindade para participar do ritual no corpo de uma pessoa responsável. Foi muito usado por algumas pessoas do passado para santificar objetos ou lugares.

"Invocar vem do latim in vocare, que significa chamar em, ou seja, chamar em socorro, pedir auxílio, suplicar, pedir ajuda com uma prece."


 

  • Evocação já é o convite à Divindade para participar do ritual em matéria astral ou espiritual, fora do corpo do oficiante responsável, porém dentro do espaço sagrado. Isso possibilita a conversa direta e a percepção das energias divinas. O que é muito usado durante uma oração padrão.

"Evocar vem do latim evoco are, que significa chamar a si, mandar vir, chamar para aparecer, fazer aparecer." 

13 outubro 2015

os criadores do Japão: Izanagi e Izanami!

Izanagi e Izanami os criadores do Japão!



Segundo a mitologia japonesa, após “A criação do Mundo e dos Deuses”, os deuses Izanagi (“Aquele Que é Convidado”) e Izanami (“Aquela Que Convida”) criaram o Japão e muitos dos seus deuses. Muitas histórias sobre Izanagi e Izanami são contadas em duas obras, o Kojiki (Registros dos Assuntos Antigos) e o Nihongi (Crônicas do Japão), fontes de onde é haurida toda a antiga mitologia japonesa. Um desses mitos descreve como esses deuses descem ao Yomitsu Kuni, o “submundo e a terra das trevas”.

Izanagi & Izanami e a Criação das Ilhas 
(versão Kojiki) 
Dentro da mitologia japonesa, os deuses Izanagi e Izanami foram os encarregados pelos “Deuses Primordiais” de formar uma série de ilhas que converteriam no que hoje é o Japão. Posterior à criação do Japão “Kuniumi” (criação do país) seriam então criadas pelos Deuses as “Ilhas”. Para ajudá-los em sua divina tarefa, “Ame-no-nuboko” (A Sagrada Lança) que era toda coberta de pedras preciosas, foi entregue ao casal.
Izanagi e Izanami estavam a postos na ponte flutuante do céu e, com a lança sagrada em punho, agitaram o oceano. Quando eles levantaram a lança, as gotas que caíam de volta para a água coagularam e formaram a primeira terra firme, uma ilha chamada Onogoro-shima “Espontaneamente Coagulada”. Logo após a formação desta ilha, ambos os Deuses desceram do céu, edificando de maneira espontânea um augusto altar chamado “Yashidono”; uma augusta coluna celeste chamada “Ama-no-me-hashira”; e, ao redor desta, uma augusta sala de oito brazas. Deram então início, após estes atos, a uma conversa:
Izanagi: — De que forma teu corpo tem se formado?
Izanami: — Meu corpo está completamente formado, mas há uma parte que não tem crescido e está fechada.
Izanagi: — Meu corpo igualmente está totalmente formado, mas tem uma parte que tem crescido demasiadamente. Assim, penso que se introduzir “aí” a parte de meu corpo que tem crescido demasiadamente, procriaremos as Ilhas. O que acha?
Izanami aceitou a proposta de Izanagi e este fez outra proposta, para que ambos girassem ao redor da coluna Ama-no-me-hashira. Izanami para direita e Izanagi para a esquerda. Então, ao se encontrarem realizariam a procriação. No entanto, depois de ter-se encontrado no pilar, Izanami foi a primeira a falar.
Izanami: — Oh, em verdade, és um jovem formoso e amável!
Depois Izanagi: — Oh, que jovem mais formosa e amável!
No entanto, Izanagi repreendeu Izanami dizendo: — Não é correto que seja a mulher quem fale primeiro!
Apesar disso, ambos consumaram o ato da procriação, sendo que mais tarde, de maneira repentina, engendraram um filho chamado Hiruko “Menino sanguessuga”. Este foi posto em uma barca de juncos, sendo arrastado pela corrente. Depois deram nascimento a Ahashima “Ilha de Espuma”. Porém, por sua estranheza, tanto Hiruko como Ahashima não foram considerados filhos legítimos de Izanagi e Izanami.
Mais tarde Izanagi e Izanami conversaram a respeito do problema de ter engendrado filhos imperfeitos e decidiram ir a “Takamagahara” (Planície dos Céus Elevados) para consultar os Deuses Primordiais. Os deuses, mediante a adivinhação, responderam-lhes que a razão do problema era porque a mulher tinha falado primeiro (Na cultura dos antigos japoneses, a mulher só falava depois do homem e só podia andar atrás do homem, nunca ao seu lado). Assim, o casal de deuses voltou a Onogoro-shima e novamente giraram sobre a augusta coluna de Ama-no-me-hashira e ao se encontrarem, Izanagi foi o primeiro a falar seguido por Izanami. Ao terminar, realizaram a augusta união entre ambos e assim começaram a procriar as Ilhas  para trazerem novas gerações e novas terras a partir da Terra.

A Criação dos Deuses (Kamiumi) 
Izanami logo deu à luz oito filhos adoráveis, que se tornaram as ilhas do Japão. Izanagi e Izanami, então, criaram muitos deuses e deusas, para representar as montanhas, vales, cachoeiras, rios, ventos e outros recursos nativos do Japão. Dentro da mitologia japonesa, o episódio da Criação dos Deuses “Kamiumi”, ocorre posterior ao nascimento das ilhas do Japão e referem-se ao nascimento das deidades filhos de Izanagi e Izanami.
No entanto, durante o nascimento de Kagutsuchi, o deus do fogo, Izanami teve seu corpo gravemente queimado, ferindo-a mortalmente. Izanagi, ao ver morrer a sua amada esposa, ficou possuído por um ódio insano; Tomou sua espada de dez palmos e assassinou Kagutsuchi, despedaçando-o. Do sangue e dos restos de Kagutsuchi, também nasceram outras variedades de Deuses. Mesmo em seu leito de morte, Izanami agonizante continuou a gerar deuses e deusas, e ao chorar sua morte, ainda outras divindades emergiram das lágrimas do aflito Izanagi.

A descida ao Yomitsu Kuni “o submundo”        
Quando Izanami morreu, ela foi enviada ao Yomitsu Kuni (mundo dos mortos). Izanagi desesperado decidiu cruzar as portas do submundo com a missão de trazer sua amada de volta…
Izanami cumprimentou Izanagi das sombras enquanto ele se aproximava da entrada do Yomi. Ao encontrar Izanami, o deus lhe disse: “Os países que tu e eu criamos ainda não foram totalmente terminados. Voltemos”.  Izanami respondeu-lhe: “Meu  senhor e marido, que lástima, por que tua vinda é tão tarde? Eu já comi da comida do Mundo de Yomi!… No entanto, vou me consultar com as deidades daqui. Peço-te que de nenhum modo me olhes”. Dizendo isso, Izanami adentrou no submundo desaparecendo nas trevas.
Não obstante, passava o tempo e Izanami não regressava, Izanagi começou a se desesperar. Angustiado com a demora e determinado a encontrar  a esposa, Izanagi acendeu uma tocha e olhou dentro do Mundo de Yomi. Mas ao olhar mais de perto se surpreendeu com a imagem aterrorizante, viu  que sua amada esposa já não era a mesma,  Izanami agora era um cadáver em decomposição. A deusa de outrora, tão bela, tinha se convertido em um ser cadavérico e parte de seu corpo já estava putrefato e cheio de vermes. Sobre  seu corpo disforme, surgiram ainda outros oito deuses horrendos, e o deus do trovão (Ryujin).
Horrorizado com o que viu, Izanagi decidiu regressar, mas a própria Izanami envergonhada por sua aparência, ordenou as “Yomotsushikome” (espíritos hediondos femininos) a perseguirem o deus.
Na fuga do mundo dos mortos, Izanagi tirou uma grinalda de sua cabeça e a atirou ao solo convertendo-a em um cacho de uvas. As Yomotsushikome começaram a comê-las dando a Izanagi uma dianteira, mas logo o alcançaram novamente, de modo que ele rompeu a presilha de sua cabeleira e atirou-a ao solo transformando-a em brotos de bambu, provocando as Yomotsuhikome que as comessem. Elas pararam e começaram a brigar entre si pelo broto de bambu e assim Izanagi pôde livrar-se de suas algozes horrendas.
Irada por Izanagi não ter respeitado os seus desejos, Izanami enviou ainda o deus do trovão, e um exército de mil e quinhentos guerreiros ferozes do Yomi para continuar a perseguição. Enquanto corria Izanagi desembainhou sua espada de dez palmos e brandiu com ela, fazendo um barulho ensurdecedor a ponto de fazer cair muito dos guerreiros que o perseguiam. Ao chegar a “Yomotsu-hirasaka” (a ponte que ligava Yomi a terra dos vivos), Izanagi tomou três “melocotones” de uma árvore que tinha crescido naquele lugar e golpeou com eles os seus perseguidores que fugiram. 
Izanagi conseguiu escapar, bloqueando com uma gigantesca pedra a passagem entre o mundo dos mortos e o mundo dos vivos. Então, Izanami surge ameaçadora a sua frente, cruzando seus olhares pela última vez, a deusa  ameaça: “Se continuar a comporta-te deste modo, estrangularei e farei morrer em um único dia, mil homens em tua terra!”, ao que Izanagi retruca e diz: “Em troca mil e quinhentos homens nascerão!”. Sendo essas palavras consideradas uma alusão ao ciclo de vida e morte da humanidade.

O Nascimento da Nobre Trindade: Amaterasu, Tsukuyomi e Susanoo
Ao retirar-se do Yomi, Izanagi sentiu-se imundo por causa do seu contato com os mortos, e decidiu tomar um banho para se purificar, realizando o Misogi (Cerimônia Xintoísta da purificação). Enquanto se banhava no rio Ahakihara, em Tachibana-no-Ono, no país de Tsukushi, de suas vestes colocadas no solo, outras divindades nasceram, deuses e deusas, tanto do bem como do mal.
Por fim, de seu último ato de purificação, nasceram os três deuses mais importantes do Xintoísmo: Amaterasu-ōmikami “Augusta Deusa do sol”; Tsukuyomi-no-mikoto “O Deus da lua”; e Takehaya-susanoo-no-mikoto “Deus do mar”. A deusa do sol Amaterasu, nasceu  de seu olho esquerdo, o deus da lua Tsukuyomi, apareceu de seu olho direito, e Susanoo surgiu de seu nariz. Orgulhoso com o nascimento de seus três nobres filhos, os três deuses, chamados Mihashira-no-uzu-no-miko “Três filhos ilustres”, Izanagi dividiu seu reino entre eles.
Logo após o nascimento da tríade, Izanagi decidiu atribuir uma tarefa a cada um deles: para Amaterasu ele entregou um colar sagrado que simbolizaria o poder divino, tornando-a deusa do Sol a habitar o céu, enquanto para Tsukuyomi ele atribuiu a Lua, tornando-o deus da noite, a Susanoo, ele entregou o comando dos Oceanos. Por fim Izanagi dá por concluída sua missão da criação, e parte para a ilha de Ahaji, onde passou a viver em total reclusão.

Essa é a principal historia sobre eles, vamos às associações agora.
Izanagi:
É Deus: da criação, Pai do Japão.
Cores: branco.
Velas: branca.
Oferendas: todas as comidas japonesas.

Izanami:
É Deusa: da criação, Mãe do Japão, do submundo.
Cores: branca e preta.
Velas: bicolor branca e preta.
Oferendas: todas as comidas (devem ser entregues como oferenda aos mortos).
Espero que tenham gostado, que os deuses lhe abençoem!

Raffi Souza