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05 outubro 2018

O deus dos oceanos: Aegir!


O deus dos oceanos: Aegir!


Na mitologia nórdica, Aegir (em nórdico antigo Ægir, ou "mar") é o deus dos mares e oceanos. Algumas interpretações indicam-no como um deus Vanir do panteão nórdico, outras como um gigante (jotun).
Aegir e as suas nove filhas
Ele era ao mesmo tempo cultuado e temido pelos marinheiros, pois estes acreditavam que Aegir aparecia de vez em quando na superfície para tomar a carga, homens e navios com ele para seu salão no fundo do oceano. Por isso eram feitos sacrifícios para apaziguá-los, muitas vezes sendo sacrificados prisioneiros antes de se começar a velejar. Aegir também é conhecido pelo entretenimento generoso que ele providenciava aos outros deuses.
Sua esposa era a deusa Ran com quem ele teve nove filha (as donzelas das ondas), que vestiam mantos e véus brancos.
Tinha dois servidores fiéis: Eldir e Fimafeng. Fimafeng foi morto pelo deus Loki durante um banquete realizado pelos deuses no salão submarino de Aegir próximo da ilha de Hler.
Há intérpretes da mitologia nórdica ainda que afirmam que Aegir não é um deus, nem Aesir e nem Vanir, mas sim um gigante amistoso aos deuses, como sua esposa Ran e suas filhas, as Wave Nikr. Ele está mais associado à regência das viagens marítimas e coisas mundanas, do que à essência do mar, do oceano e do princípio da água, pois estes já são regidos por uma divindade vanir, conhecido como Njord. Sendo assim Aegir ou Ægir seria o comandante das criaturas aquáticas e dos Jotun marinhos, os chamados Fjortun, sendo ele quem prepara o Hidromel dos Aesir.
Era um gigante e semideus da mitologia nórdica, também conhecido como Gymir ou Hler. Pertencia à casta divina dos Vanir e era filho de Mistarblindi e irmão de Kari, o Ar, e Loki, o Fogo.
Aegir era um dos deuses que existiam antes do panteão ser formado, havendo inclusive a lenda de que ele devastou tudo o que viu exceto o deus do fogo Surtr. Veio provavelmente de Ginnungagap, o Vazio universal que originou a terra dos gigantes do fogo, Muspelheim, e Nifleheim, uma terra gelada e enevoada. Casado com Ran, sua irmã, tinha nove filhas muito perversas e combativas. Estas filhas, sempre vestidas de branco, tinham nomes sinónimos de onda: Kolga, Himingaleva, Hefring, Hunn, Hron, Bilgia, Bara, Duffa e Blodughadda.
O gelo derretido por Surtr tinha formado o oceano de onde nasceram os primeiros seres, a vaca Auduhmla e o gigante Ymir. Aegir foi então designado para reinar sobre o oceano e morava debaixo da ilha Hlesey.
Os deuses faziam festins com cerveja todos os invernos no seu palácio, uma vez que Aegir era o fornecedor desta bebida para todo o panteão divino. As taças nunca ficavam vazias enchendo-se por magia.
No entanto, um dia disse que nunca mais servia cerveja enquanto não lhe trouxessem um recipiente suficientemente grande para fermentar toda a cerveja, o que levou Thor a passar por inúmeras peripécias para o conseguir.
Aegir ao receber os deuses colocava ouro no chão para providenciar luz em vez de acender uma fogueira; por esta razão o ouro era também conhecido como "o fogo de Aegir".
O palácio de Aegir era um local sagrado, como se pode verificar pelo episódio em que os deuses se reuniram para lamentar a morte de Balder. Aparece entretanto Loki, incitador da morte de Balder, que insulta inadmissivelmente todos os presentes; mas, como não podia ser cometida nenhuma violência em casa de Aegir, nenhum mal lhe foi feito. Loki, enraivecido, ao sair mata Fimafeng, que juntamente com Eldir era um dos ajudantes de Aegir.
Os Saxões primitivos ofereciam sacrifícios a um deus do mar, possivelmente Aegir. As tempestades causadas pela ira frequente deste deus provocavam o afundamento dos navios e os marinheiros acreditavam que Aegir podia aparecer de repente para arrastar navios e tripulantes em direção aos seus domínios submarinos.
Em algumas partes dos Edda, compilações de contos do século XIII, Aegir aparece não como um semideus, mas como um homem conhecedor das artes mágicas que morava na ilha de Hlesey. Tinha ido visitar os deuses ao Asgard, sítio onde morava a raça divina dos Aesir, e nesta visita ouviu Bragi a contar as aventuras dos deuses.
É também mencionado na Saga de Egil, a propósito do afogamento de Bothvar, filho de Egil.
Origem do nome

Segundo estudos etimológicos [1] o nome Ægir está ligado à raiz Proto-Germânica *akhwo, ao Proto-Indo-Germânico *akwa- (“água”), origem de termos como aqua- (latim), o Gótico ahua (“rio”, “águas”) e o Inglês Antigo ea “rio”. Na poesia skaldica seu nome era um sinônimo de mar. Também é chamado de Hlér (do Proto-Nórdico *hlewa-z e Nórdico Antigo hlē-r — ambas palavras poéticas para  “mar” ou “oceano”) [1a] [1b].
Parentesco
Aegir é muitas vezes considerado um deus Vanir, mas pouco se sabe de suas origens. Alguns o classificam como um jotun. Todavia, é famoso por ser esposo de Rán, e dessa relação ser pai das nove Ondinas.
Atributos
Aegir é o deus do mar agitado. De seu nome, como já mencionado, tinha-se um sinônimo poético para o mar; e em outras metáforas como “cavalo de Aegir” (barco ou navio) e “filhas de Aegir” (ondas) podemos ver a influência deste deus na consciência dos povos germânicos [2]. Mas não apenas isso: o ouro era chamado de “fogo do mar” ou “fogo de Ægir” justamente porque era o que o deus usava para iluminar o seu salão enquanto ele entretinha os Aesir.
Aegir tinha dois servidores fiéis: Eldir e Fimafeng.
História
Antigas lendas saxãs contam que ele surgia do mar com olhos penetrantes, uma longa barba branca como a espuma e um sorriso benevolente no rosto anunciando a chegada das tempestades e demais fenômenos, ele e sua esposa Rán capturavam os afogados com redes ao contrário de quem era jogado, já que era considerado um sacrifício ou oferta para bênçãos [3].
Ele era ao mesmo tempo cultuado e temido pelos marinheiros, pois estes acreditavam que Aegir aparecia de vez em quando na superfície para tomar a carga, homens e navios com ele para seu salão no fundo do oceano. Por isso eram feitos sacrifícios para apaziguá-lo, muitas vezes sendo sacrificados prisioneiros antes de se começar a velejar e todo marinheiro carregava consigo moedas de ouro, para se caso o pior acontecesse, fosse aceito no salão de Aegir e Rán.
Embora furioso e de grande força, é bastante generoso e amistoso, dando bênçãos aos homens e sendo receptivo aos demais Deuses [4].
“Os poemas eddaicos muitas vezes mostram Ægir como anfitrião aos deuses. Hymiskvida acontece porque os deuses esperam visitar Ægir e vão precisar de um enorme caldeirão no qual fabricarão a cerveja que será consumida.O poema diz como Thor consegue o caldeirão do gigante Hymir. O próximo poema no Codex Regius da Edda Poética é Lokasenna, discórdia de Loki (isto é, duelo verbal) com os deuses, e situa-se em uma festa organizada por Ægir. Na verdade, os manuscritos de papel chamam o poema Ægisdrekka (Festa de bebidas de Ægir). De acordo com o cabeçalho em prosa para o poema, “Ægir, que também foi chamado Gymir, tinha preparado cerveja para os Æsir”” [5].
É nesse banquete próximo da ilha de Hler que o seu servo Fimafeng foi morto por Loki.
Assim como outros deuses, existiram registros históricos de seres antigos relacionados ao seu nome e atributos: “Um homem era chamado de Ægir ou Hlér; ele viveu naquela ilha que agora é chamado de Ilha de Hlér [atual Læssø, na Dinamarca]. Ele tinha muito conhecimento mágico. Ele fez o seu caminho para Asgard, mas os Æsir sabiam de sua viagem com antecedência. Ele foi bem recebido, mas muitas coisas foram feitas com ilusões” [6].
O início da Orkneyinga Saga (A Saga dos Ilhéus de Orkney) é às vezes chamado Fundinn Noregr (Noruega Encontrada), e está intimamente relacionado com uma seção do Flateyjarbók chamado Hversu Noregr byggdisk (Como a Noruega foi Habitada). Ela começa com um rei chamado Fornjót, que governou no norte da Noruega. “Fornjót teve três filhos. Um foi nomeado Hlér, a quem chamamos Ægir, o segundo Logi, o terceiro Kári”. Como já mencionado, Hlér era um kenning para Ægir, significando poeticamente “mar”. O substantivo Logi significa “fogo” (notou alguma semelhança com Loki?), e Kári é listado no Þulur (thulur) como “vento”. Assim, Ægir como uma personificação do mar parece ter sido considerado como um dos três elementos em uma tradição genealógica que presumivelmente foi localizada na Noruega [7].
Há intérpretes da mitologia nórdica ainda assim que afirmam que Aegir não é um deus, nem Aesir e nem Vanir, mas sim um gigante amistoso aos deuses, como sua esposa Ran e suas filhas, as Wave Nikr. Ele estaria assim mais associado à regência das viagens marítimas e coisas mundanas, do que à essência do mar, do oceano e do princípio da água, pois estes já são regidos por uma divindade Vanir, Njord. Sendo assim Aegir ou Ægir seria o comandante das criaturas aquáticas e dos Jotun marinhos, os chamados Fjortun, sendo ele quem prepara o Hidromel dos Aesir.
Mas não é isso que pensa Lindow [8]: “Desde que Rán é listada entre as deusas no Þulur e Ægir tem uma relação pacífica com os deuses, sua inclusão no Þulur como um gigante parece questionável”

Que sejam prósperos.
Raffi Souza.

13 setembro 2018

Ansuz!


A Runa sagrada: Ansuz!


Ansuz ou Os
Significado: mensageiro, boca
Número: 4
Correspondência fonética: A
Palavras chave: prova, chamamento à ordem, pôr em guarda, bons conselhos.
Invertida: Armadilha, adversidade, obstáculos.
Esta runa representa a palavra falada
Comunicação, aprendizagem, dar aconselhamento e ganho de sabedoria.
Numa leitura representa uma pessoa inteligente e cheia de energia.
Representa geralmente um pôr à prova, mais do que uma resposta ao que queremos.
Se aparecer num lançamento com BEORC o aconselhamento virá provavelmente de um familiar como a sua mãe ou uma mulher.
Se aparecer com OTHEL será um familiar mais velho.
Com JERA, pode esperar que este venha de uma pessoa “oficial” (médico, advogado, etc.).
Por vezes sugere um aprendizado ou algo novo sob a alçada de alguém que pode ensinar-lhe muito.
ANSUZ pode indicar alguma forma de teste. (Escola, entrevista de emprego ou algo do género).
Para meditar: Tenha cuidado com as falinhas mansas, esquemas para enriquecer facilmente e trapaças.
Uma atmosfera confusa pode impedir a distinção entre verdade e ficção.
Por vezes é preciso aprendermos com estas experiências e existam mudanças na nossa vida para que cresçamos espiritual assim como individualmente.
ANSUZ invertida
Esta runa invertida adverte-o para não acreditar em tudo o que lhe dizem, para pedir uma segunda opinião.
Neste momento, um conselho pode basear-se em egoísmo e alguém pode estar a tentar interferir com os seus planos.
O ANSUZ invertido revela que é uma altura de fraca comunicação e clareza.
Pode não estar a conseguir aprender as lições de vida ou estar a recusar-se fazê-lo.
Esta runa invertida pode, por vezes, ser uma indicação de problemas causados por uma pessoa mais velha.
A Boca
Pronúncia: ás
Nomes Alternativos: os, ass, ansur, aza, ansuz, aese, ansus
Significados Tradicionais: boca, foz de um rio, deidade
Palavras-Chave: habilidade de comunicação, pensamento criativo, inspiração artística, percepção, aplicação de conhecimento
Usos Práticos: útil para encontrar inspiração e novas ideias, extrair habilidades criativas ocultas e descobrir novos talentos, fortalecer a determinação mental, melhorar relacionamentos pessoais e habilidades comunicativas, aumentar o influxo de energia vital, soltar bloqueios de energia do corpo e da mente
Usos Mágicos: para decisões sábias, sucesso, liderança; favorável para adivinhação e magia
Desafio: aprenda a comunicar com a Natureza a fim de se ampliar os horizontes
Correspondências:
Fonema: A
Regência Planetária: Mercúrio (Passiva)
Pedra: Esmeralda
Flor: Glória-da-Manhã
Árvore: Freixo
Número: 4
Classe Social: Nobre e Sacerdotal
Cor: Roxo
Mitos e Deidades: Odin
Tarô: Hierofante
Período do Dia: das 18 às 19 hs
Significados Gerais e Simbólicos:
AS significa boca, e, por associação, implica na palavra falada, significando o poder criativo das palavras e a própria sabedoria. É a necessidade de comunicação e informação que fundamenta os próprios processos de vida, além da sabedoria humana nas canções, lendas, tradições, costumes e conhecimentos. Foi a Palavra divina que trouxe tudo à existência do vazio do nada. O xamã teutônico passava seu conhecimento verbalmente, podendo a palavra falada ser vista desse modo como repositório de sabedoria e conhecimento, o meio pelo qual a educação era repartida e retida.
É a runa da prosa inspirada, dos poetas, das sagas, dos profetas. Representa o êxtase da inspiração, o “canto do cisne” salmodiando a vida de alguém enquanto se prepara para morrer, o primeiro choro de um bebê. É o assoviar no escuro para banir o medo.
Aqui, a palavra-chave é receber: mensagens, sinais, presentes. Uma advertência na hora certa também pode ser considerada como um presente. AS geralmente indica a aquisição de sabedoria e conhecimento, a procura e recebimento de conselhos. É a busca dos fundamentos da vida, a descoberta de mais uma peça da inesgotável sabedoria.
No âmbito da educação, AS pode ainda ter o sentido de teste oral, de viva voz. Por extensão, pode significar qualquer exame verbal, como uma entrevista ou, de fato, um tipo qualquer de teste, oral, escrito ou prático. Pode até mesmo se referir a uma experiência testificante lançada pela própria vida. A maioria das novas experiências inclui algum tipo de teste, e AS enuncia que se sobressairá no que for testado. Essa runa é bastante útil como defesa contra obsessões e acidentes.
Essa runa implica em aprendizagem, podendo ser este interpretado num sentido formal como aprendizado de um negócio, ou mais livremente, como tendo referência a algum aspecto no qual não se tem prévia experiência. No antigo sistema de aprendizagem, o noviço aprendia observando o mestre e recebendo suas instruções. Tudo isso nos traz de volta a ideia de tutela.
Estar sob tutela sugere que se receberá instrução, conselho ou alguma forma mais tangível de assistência de um dos pais ou de uma figura paterna. Essa figura paterna pode, por exemplo, ser um professor, ou apontar alguém mais velho e, dessa maneira, presumivelmente mais sábio, ou alguém em posição superior: um patrão (normalmente, o chefe imediato, já que essa runa raramente denota uma entidade impessoal), ou, ainda, alguém possuidor de conhecimento superior. É, habitualmente, alguém que passou por algum tipo de treinamento como um médico, um advogado, um contador, um agrimensor, um eletricista, um bombeiro, etc.
É também uma recomendação para que se valorize a oração e se ganhe a boa vontade divina. Nesse papel, AS é proveitosa para o trabalho criativo. Pode ser empregada para estimular inspiração para tais coisas como poesia, adivinhação, conversação, etc. Desse modo, pode ser de grande auxílio em trabalhos relativos a negócios sociais, sedução, e demais coisas que exijam raciocínio rápido.
AS é indicativa de conselho honesto e não tendencioso. Denota a necessidade de deliberação antes da ação, e frequentemente, assinala que é preciso se aconselhar antes de se comprometer mais.
Essa runa ainda pode enunciar uma viagem, desde que ocorra para se obter notícias de um parente ou procurar instrução. É mais provável, inclusive, que tenha o sentido de visita de um parente, e a runa emparelhada com ASS normalmente mostra qual o tipo de pessoa envolvida, apesar de depender muito das circunstâncias. Por exemplo, BERKANA significa a mãe, se ainda viva, ou um dos filhos, assumindo que se tenha algum. Se a runa associada é JARA, a pessoa indicada tende a ser um advogado ou procurador; se é OTHILA, um parente mais velho.
Significado Reverso:
Quando reversa, AS representa falta de comunicação e conselho tendencioso. Pais ou parentes querem, egoisticamente, o que é melhor para eles e não o que é melhor para os filhos; o conselho profissional não pode ser considerado como sendo imparcial. Nesse aspecto, AS reversa comumente significa que o conselheiro na questão se tornou muito envolvido no problema e não pode mais manter sua postura impessoal.
AS reversa é também indicativa de fraude, mentira e informação errada. Não se deve acreditar em nada que ouve (ou lê, para dizer a verdade) e deve ser solicitada uma segunda opinião em todos os assuntos de importância.
Reversa, essa runa pode sugerir que pais e superiores estão tentando interferir adversamente nos planos dos filhos ou subalternos. Às vezes, porém, indica que pessoas mais velhas podem apresentar dificuldades através das circunstâncias de suas vidas, ao invés de uma oposição ativa; que elas podem se tornar uma carga ou preocupação, não por si mesmas, mas devido a uma doença, por exemplo.
Pode ainda ter o sentido de viagem desperdiçada; mal-uso do conhecimento e sabedoria; ou problemas com estudos. Estes problemas podem ocorrer em um contexto acadêmico, ou o reverso de AS pode simplesmente implicar numa recusa a aprender as lições da vida. Observe cuidadosamente onde WYRD cai, em relação à AS, antes de fazer um julgamento nesse sentido.
Com outras runas restritivas, AS reversa normalmente indica que se é o “estudante eterno”, que quer acumular mais e mais conhecimento sem a mínima intenção de passá-lo adiante, seja por aplicação prática, seja por instrução teórica. É uma atitude de quem está relutante em passar para a maturidade e é incapaz de agir como um pai, tanto para com suas ações como para com suas ideias.
Escrito por Fabrício César Franco

Que sejam prósperos.
Raffi Souza.

24 maio 2018

Fehu


A Runa Fehu!


A runa Fehu (Feoh, Fehu, Faíhu, Fè), é a runa relacionada a proseridade, seja ela financeira, emocional, espiritual, etc, mas o principal seria a financeira, já que esta ligada profundamente com os rebanhos, e como todos sabem os rebanhos são uma fonte de renda conhecida desde a antiguidade, e sempre rende mais e mais ganhos, seja por sua carne, leite ou outras coisas.
As frases “dinheiro atrai dinheiro”, ”dinheiro faz dinheiro” é a que melhor se encaixa nessa runa, afinal quanto mais dinheiro conseguimos mais atraimos, claro se você souber usar ele, investindoo em algo, como na antiguidade, não existia o dinheiro fisico se usava o escanbo, então usavam muito os rebanhos (ou outros materias);
Fehu também é o sinal de seu proprio esforço, do seu trabalho, mas os ganhos de Fehu podem ser inesperados, essa runa é o sinal que quando queremos muito algo devemos conquistar ele, mesmo que possa demorar, ela mostra que nada é realmente pelo acaso; ela também mostra os ganhos emocionais, como ganhar confiança em engatar um novo relacionamento, ganhar a confiança para novos projetos, etc.
A riqueza de Fehu é algo para se por em pratica, e não para ficar guardade no banco, antigamente os camponeses e reis (qualquer pessoa que tivesse posses), sacrificavam uma cabeça de gado para os deuses, como agradecimento pelas conquistas que existem no mundo, e é algo que devemos ter ate hoje, ser grato as coisas que recebemos, mesmo que seja por causa do nosso proprio sacrificio e esforço!
É uma runa que sempre vem como aviso, que as vezes os seus proprios projetos estão sendo impedidos de serem concluidos por você mesmo, seja por falta de animo, por insegurança, etc.
Como em todos devemos nos atentar com as outras runas que estão em volta dessa, se for com runas em seus aspectos negativos devemos tomar cuidado, muitas vezes isso significa que devemos não esbanjar nossos ganhos, e sim os preservar eles.
“Para meditar: Partilhe sempre e faça os seus convidados sentirem-se bem vindos. Prepare a melhor refeição e providencie a melhor cama.
Quando recebe um presente, deve dar um presente. Dê sempre um presente de igual valor.
Nunca dê um melhor do que recebeu para não embaraçar o primeiro a oferecer”;
Ela invertida:
É a perca de bens materias, dificuldade, obstaculos, as vezes ate mesmo problemas de saude, devemos ver essa runa quando sai invertida como algo que pessoal, dependendo das outras runas e do consulente pode ser seus proprios problemas que estão atrapalhando seus projetos.
Quando se sai em consultas muitas vezes pode ser motivo de surpresa já que geralmente esta sendo uma runa boa, mas como tudo na vida tem o lado bom e lado ruim, essa runa também tem.
Em algumas consultas podem indicar ate mesmo problemas na sua saude (ex: ganho de peso, problemas na cicurlação sanguinea, etc) então sempre devemos nos atentar as runas ao redor e a pergunta feita durante a consulta oracular.


Correspondências:
Fonema: F
Regência Planetária: Vênus e Lua.
Pedra: Ágata.
Flor: Lírio do Vale.
Árvore: Sabugueiro.
Número: 6.
Classe Social: Nobre e Sacerdotal.
Cor: Carmim.
Mitos e Deidades: Freyja, Freyr, Brisingamen, Gullveig, Anões, Sigurd e o Ouro da Lontra.
Tarô: Imperador.
Período do Dia: das 17 às 18 hs.
Que sejam prósperos.
Raffi Souza.

23 maio 2018

As Runas Nórdicas.


As Runas Nórdicas.


Algumas pessoas já devem conhecer as runas nórdicas, ou também runas de Odin, mas não deve ter um conhecimento sobre o que elas são e como surgiram, ou ate tenham ouvido falar sobre, viram em tatuagens ou em livros de ficção, então irei começar uma serie explicando um pouco que eu sei sobre as mesmas, deixando alguns links que podem ser de interesse de cada um, vamos começar explicando o que são as runas.

As Runas eram conhecidas como uma forma de escrita, que servia tanto para a comunicação como para fins mágicos. Geralmente, inscritas em pedras num alfabeto antigo, com letras características, utilizadas pelos antigos povos germânicas e pelos próprios vikings, como uma arte divinatória, nos encanamentos e em talismãs rúnicos.

"Em todas as suas variedades, as runas podem ser consideradas como uma antiga forma de escrita da Europa do Norte. A versão escandinava que também é conhecida como 'Futhark', derivado das suas primeiras seis letras: 'F', 'U' 'Th', 'A', 'R', e 'K'), e a versão anglo-saxônica conhecida como Futhorc (o nome também tem origem nas primeiras letras deste alfabeto).

As inscrições rúnicas mais antigas datam de cerca do ano 150, e o alfabeto foi substituído pelo alfabeto latino com a cristianização, por volta do século VI na Europa central e no século XI, na Escandinávia. Runemal era a arte do uso de alfabetos rúnicos para obter respostas, como um oráculo, instrumento usado pelos iniciados nesta arte para buscar o autoconhecimento." (Fonte: Wikipédia)

Canto Rúnico a Odin - Edda
"Encontrarás nas runas,
Símbolos mágicos,
Bons, fortes e poderosos,
Como assim os quis o Senhor da Magia,
Como os fizeram os Deuses propícios,
Como os gravou o Príncipe dos Sábios."
As Runas são símbolos que nos remetem ao mais profundo autoconhecimento da nossa própria natureza, traduzindo, através da sua grafia, toda ancestralidade e a sabedoria do grande Deus nórdico, Odin. Segundo consta, Odin ficou pendurado na Yggdrasil - a Árvore da Vida - durante nove dias e nove noites, sem água e nem comida, além de ser ferido pela própria lança, levando-o ao mundo dos mortos através de uma jornada xamânica e de onde retornou vitorioso, trazendo consigo a sabedoria das runas.
"Sei que fiquei pendurado,
Na Árvore fustigada pelo vento,
Por nove dias e nove noites,
Eu fui espetado por uma lança
Entregue a mim mesmo...
Não me ajudaram
Dando-me de comer ou beber.
Olhei para baixo, apanhei as runas,
Gritando, eu as apanhei e então, caí."
A palavra "runa" significa "sagrado", "segredo" ou "mistério", na língua germânica, vivificada através da tradição runemal. As Runas eram usadas, também, como talismãs para à proteção. Há vários registros arqueológicos da sua utilização, entalhadas em armas, batentes de portas, copos e chifres que eram usados como cálices.
O 'futhark' antigo, com 24 sinais alfabéticos, ainda é o mais utilizados entre nós para se consultar na forma oracular. As runas são divididas em três grupos d e oito símbolos, chamadas aett ou aettir, no plural, e nos permitem acessar o que chamamos de "o inconsciente coletivo das possibilidades". 

Como dito no texto acima existem 24 runas com símbolos e uma vigésima quinta runa sem nenhuma representação é chamada comumente de “runa branca” ou “runa de Odin”, que irei explicar mais para frente, assim como algumas formas que a utilizam em divinações e ate mesmo como poderia ser usada em magias rúnicas.

Nessa nova serie de postagem irei falar de cada runa separadamente seguindo a ordem que aprendi para cada Aett de oito runas, a primeira a ser falada será a runa Fehu, em uma próxima postagem, espero que gostem dessa nova serie e nos vemos em breve aqui no blog!


Que sejam prósperos.
Raffi Souza.