05 fevereiro 2015

Reiki, o que é?

Reiki, o que é?





A palavra Reiki advêm da conjunção de dois termos japoneses, nomeadamente:

霊 – «Rei», que significa espírito, alma, ser celestial, ser sobrenatural, divindade

気 – «Ki», que significa ar, energia, força, atmosfera. No contexto do termo, Ki refere-se a energia vital, ou energia da vida, ou aquilo também designado nas medicinas tradicionais do oriente por «chi».

Comumente, em coordenação os termos significam a possibilidade de, canalizando forças e influências espirituais, actuar sobre a energia vital de um organismo, a fim de o harmonizar, auxiliando no seu reequilíbrio e coadjuvando a sua cura.
Esta terapia oriental, actua através da imposição das mãos em pontos energéticos específicos do corpo humano, a fim de favorecer o restabelecimento do equilíbrio das forças vitais de um ser.
A terapia pressupõem que aquele/a que administra o procedimento holistico, tenha conhecimento sobre o mapa de energias vitais do corpo humano, ( chakras e auras), bem como haja adquirido técnicas de manipulação das forças espirituais em favorecimento da influencia positiva da energia vital de um ser.
O Reiki  não é considerada uma terapia clínica e cientificamente provada e por isso não faz parte do leque de ciências medicas convencionais.
Contudo, os seus defensores acreditam que o Reiki é um processo que pode ser usado complementarmente a tratamentos de medicina convencional com elevado sucesso.
  

  
Professam os seus praticantes, que o reequilíbrio energético de um corpo, favorece tanto a estabilização do metabolismo de um organismo, como o aumento da sua capacidade imunitária e auto-regenerativa.
Assim, o uso desta terapia seria altamente favorecedor de tratamentos clínicos convencionais, permitindo que os seus efeitos registem progressos mais rápidos.
Reiki é uma prática espiritual desenvolvida por Mikao Usui, que desenvolveu as suas técnicas de terapia espiritual após um processo de jejum e meditação. Hoje em dia, o Reiki é considerada uma pratica de medicina complementar alternativa.
O Reiki é comummente encarado no âmbito de uma técnica de relaxamento e redução de stress, e que por isso promove o bem-estar físico e mental, podendo mesmo ter efeitos benéficos em processos de cura.
Embora o Reiki seja uma pratica espiritual, contudo não é uma religião. O Reiki não advoga dogmas, nem consiste uma teologia, nem possui uma escatologia, e por isso não partilha de nenhum dos traços característicos de uma religião.
Os defensores do Reiki, afirmam que o Reiki funciona independentemente de você ter crença ou não. No entanto, é comum que os praticantes de Reiki afirmem que o reki advêm de Deus, pois de Deus advêm todas as energias vitais que sustentam a vida, e é com essas que o Reiki lida.

Há relatos de pessoas que experimentando o reiki, afirmam ter encontrado uma paz espiritual de natureza religiosa, ou ate mesmo um encontro com Deus. Contudo, o Reiki não se afirma enquanto uma religião, nem é necessário prestar qualquer tipo de culto ou professar qualquer tipo de crença em particular, para beneficiar dos seus efeitos relaxantes, pacificadores e de harmonização.

André Boneberg

04 fevereiro 2015

A MAGIA

A MAGIA


            Há registros de práticas mágicas em diversas épocas e civilizações. Desde os primórdios da humanidade o caçador primitivo desenhava a presa na parede da caverna antevendo o sucesso da caça, prática esta que potencializava a intenção, desenvolvendo assim um ritual de invocação atraindo a energia da presa para si próprio. Posteriormente adquiriu o ritual de enterrar os mortos, que nada mais é que uma prática mágica de passagem e encaminhamento da energia do falecido para o outro lado do véu.
            Mas foi no Egito antigo que a prática da magia começou a se expandir e tornar-se parte da religião, da economia, da política e de todas as áreas da vida cotidiana. A vida dos egípcios, bem como as decisões dos faraós, a religião, o culto aos Deuses, tudo era vinculado a rituais magísticos que eram praticadas pelos sacerdotes.
            A dança da chuva dos indígenas, a celebração da Comunhão pelos católicos, a incorporação de entidades pelos médiuns espíritas, a prece diária do muçulmano voltado para Meca, a cura pelas ervas dos xamãs ou ainda os pontos riscados das entidades umbandistas, dentre outras mais... Tudo é magia, mesmo que não seja tratado por este nome.
            Outras práticas mágicas incluem rituais como o de iniciação, o de consagração de instrumentos mágicos, a projeção astral, rituais festivos pagãos de celebração, manipulação de símbolos e diversos outros.
            Por muito tempo a magia foi mal compreendida, durante o período da Inquisição, as bruxas e feiticeiras foram perseguidas, julgadas e queimadas vivas pela Igreja Católica, pois esta acreditava que a magia estava relacionada com o diabo e suas manifestações.
            A crença na realidade dos poderes mágicos do ser humano é um fator comum a todas as culturas. Não há povo, tribo ou civilização, desde os primórdios da história até os nossos dias, que não traga o relato de pessoas especiais ou possuidoras de segredos, técnicas ou dons que os tornam capazes de operar efeitos surpreendentes ou até mesmo aparentemente impossíveis.
            Podemos entender por Magia a arte, ciência ou prática baseada na crença de ser possível influenciar o curso dos acontecimentos e produzir efeitos desejados, valendo-se da intervenção e manipulação de energias presentes na natureza, seja por meio de fórmulas rituais ou de ações simbólicas.
            É uma forma de ocultismo que estuda os segredos da natureza e a sua relação com o homem, criando assim um conjunto de teorias e práticas que visam ao desenvolvimento integral das faculdades internas espirituais e ocultas do Homem, até que este tenha o domínio total sobre si mesmo.
            A magia é a arte de utilizar conscientemente os poderes invisíveis (espirituais) para produzir efeitos visíveis. A vontade, a intenção, o amor e a imaginação são poderes mágicos que todos possuem. Aquele que sabe desenvolvê-los de modo consciente e eficaz é considerado um mago.
            Podemos definir de uma forma simplificada como a ciência e a arte de provocar mudanças em conformidade com a sua vontade. Nada mais é que manipulação da energia cósmica universal.
            É o caminho para se comunicar com as potências supremas. Os magos empregam seus poderes para auxiliar as pessoas, desde que essa ajuda seja sempre realizada em harmonia com as leis que regem o universo. Ela deve estar baseada na lei da simpatia, a qual entende que uma coisa pode agir sobre outra à distância, pelo fato de estarem conectadas entre si, por meio de laços invisíveis.



            A magia tem características ritualísticas e cerimoniais que visam entrar em contato com os aspectos ocultos do Universo e da Divindade. Afirma-se que por meio de rituais, feitiços, orações ou invocações é possível fazer com que forças ocultas atuem sobre o ambiente, modificando por exemplo, a vontade, o agir ou o destino das pessoas.
            O uso concentrado e determinado do pensamento, da emoção, da intenção e da vontade constitui o material básico que permite ao Mago atingir os efeitos que procura. No entanto, para que esses conteúdos interiores tornem-se mais efetivos, são apoiados em sinais físicos, concretos, surgindo assim uma infinidade de símbolos, ritos, ferramentas, amuletos e métodos específicos.
            Mas não é qualquer pessoa que deve praticá-la, a magia requer o aprendizado (pelo iniciado, bruxo, xamã, sacerdote, etc.) de diversas técnicas de autocontrole mental, como a meditação e a visualização. Tais exercícios tem como objetivo equilibrar os quatro elementos presentes na psique do mago, condição indispensável para que o praticante possa se envolver com energias mais sutis, como a evocação e a invocação de entidades, espíritos elementais (seres da Natureza), dentro de seu círculo mágico de proteção.
            Somente após estes conhecimentos é que será o momento de sua Iniciação. Na iniciação a pessoa renasce espiritualmente e recebe um nome pelo qual será chamada e conhecida no mundo da Magia e, todo seu passado religioso será zerado, ou seja, permanecerá somente o conhecimento e qualquer material ligado ao passado será desfeito e despachado em locais específicos.
            Quanto à natureza da Magia, podemos afirmar que não existe Magia Branca, Cinza, Vermelha ou Magia Negra, quem define a natureza da magia é o Mago através de sua índole, sua intenção, sua personalidade e vontade.
            O chamado “Mago Branco”, é impulsionado pelo amor e benevolência. Ele não atua na expectativa da recompensa e sua alma se desenvolve de maneira intensa como resultado do emprego que ele faz da magia.
            Já o “Mago Negro” usa os encantamentos para atrair os espíritos inferiores e malignos para fins egoístas, visando ganho financeiro e fins egoístas.
            Através da Magia atingimos o auto-conhecimento, auto-controle, elevação espiritual e intelectual, equilíbrio social e emocional, domínio do próprio destino, tanto no mundo carnal quanto no futuro mundo espiritual.
            Sendo um instrumento poderoso de manipulação de energias a Magia não poderia deixar de ter seu Código de Ética que em sua prática preza pela sinceridade, verdade, humildade, respeito aos seus fundamentos e práticas religiosas e aos demais segmentos religiosos independente de sua origem, respeito à todo ser humano ou espiritual independente de sua posição social, raça ou crença, proteção aos fundamentos secretos da Magia e a todos ligados a ela, direta ou indiretamente quando assim solicitarem sigilo, não influenciar terceiros em sua decisões cotidianas.
            Vemos que a magia realmente visa atingir a totalidade e unidade espirituais de uma pessoa. Isto tem razões puramente práticas, porque só quando ambos os lados trabalham juntos em harmonia é que os resultados mágicos podem ser alcançados, resultados que muitas vezes aparecem como se eles fossem desmentir todas as leis (científicas) da natureza,
            Portanto, se for praticar magia, seja ela qual for e em qualquer nível, lembre-se de não influenciar no livre arbítrio de ninguém, pense sete vezes antes de praticar qualquer ato mágico para ter certeza de que a ninguém irá prejudicar. Lembre-se também da Lei de Causa e Efeito e da Lei de Retorno, tudo que você fizer aos outros, seja de bom ou de ruim, retornará para você sete vezes.
            Fica a dica!

Grasiela Marchioro

            

03 fevereiro 2015

Tarot 01 - O Louco

Tarot 01 - O Louco


O Louco é chamado às vezes de Arcano sem número. Tem vários significados e no Tarô da Iniciação é considerado a representação do ser humano antes de passar pelos outros Arcanos que vão modelar sua personalidade. Ele parece vir do nada e ir para o nada. Em realidade, na maior parte das vezes o Louco é produzido por uma quebra nas nossas vidas. Nosso mundo desaba à nossa volta e somos impelidos por uma força interna, irresistível, na busca de novos horizontes, de uma realidade completamente diferente. Sem ter mapa nem guia, saímos para a Vida para construir um mundo novo, totalmente diferente daquele ao qual estávamos acostumados. Esta fase costuma ser dolorosa até chegar ao momento da libertação. A partir daí, a energia do Louco toma conta de nós e nos impulsiona em direção a novos horizontes. Nunca é fácil, mas a energia deste Arcano misterioso costuma ser muito benéfica, pois através dela vamos descobrir habilidades e recursos que nem imaginávamos que tivéssemos, assim como também nossa coragem.


Com o rosto voltado para frente em direção ao futuro, o louco caminha decidido, mantendo uma expressão tranquila e inocente demais para um homem maduro.
Ele não enfrenta oposição nem tem companhia pois como é representado de costas, revela-se um personagem que rompeu com todas as suas relações anteriores: familiares, sociais e afetivas.
A margem de qualquer ordem o louco pode ser o primeiro ou o último arcano do Tarô. Ele é uma figura extravagante como o mago, mas ao contrário deste, demonstra não ter nenhum senso estético, misturando estilo e cores sem nenhum critério, ele deixa claro o conflito que domina seus sentimentos e passa uma imagem de decadência.
Entre as cores, o amarelo se destaca, aparecendo no estranho gorro (chapéu de bobo), no cinturão, indicando que não lhe faltam abstração e espiritualidade.
Sobre o ombro direito, ele carrega uma vara curta (símbolo do desejo e da força de vontade), e uma sacola levando o essencial ou o potencial para se tornar o mago ou chegar ao mundo.
Talvez por não ter número, significa liberdade, ele olha para o infinito e com isso, mostra que a vida é muito mais do que vemos e a felicidade pode estar além das aparências da vida quotidiana. Isso quer dizer que muitas vezes nos preocupamos com coisas superficiais e não percebemos o que realmente é importante.
O louco é a personificação da sorte, como a sorte, é um componente incontrolável. Quando aparece numa consulta, marca um período afetado pela instabilidade geral, o consulente pode ser influenciado a agir guiado apenas pela intuição, numa compulsão cega a qualquer conselho.
Aconselha-se ao consulente a olhar e avaliar o que possui, para tentar determinar um novo caminho. Planeta: Urano. Signo: Aquário. Elemento: Ar. Rege todos os talismãs (figa). Representa Dioniso: o grande terapeuta do Olimpo, psiquiatra – libere o louco dentro de você. É a parte feminina dos homens. Representa também O Poeta, deus do delírio religioso. Representa o Carnaval. Também é chamado de: O Buscador Espiritual. Representa espíritos das trevas ou sem luz, que não possuem um raciocínio para distinguir o bem do mal.
André Boneberg