06 fevereiro 2015

Aflições da vida

Aflições da vida


 “Bem-aventurados os aflitos,porque deles é o Reino dos Céus”, não se referia aos sofredores em geral, porque todos os que estão neste mundo sofrem, quer estejam num trono ou na miséria, poucos sofrem bem, poucos compreendem que somente as provas bem suportadas podem conduzir ao Reino de Deus.
 Para ser cristão, é preciso coragem, ânimo forte. "Seja o teu falar: sim,sim; não, não". Não há lugar para composturas dúbias, indecisas, oscilantes. O crente em Cristo deve possuir convicção inabalável, têmpera rija, caráter positivo e franco. 
 “O ser humano, enquanto reencarnado na Terra,da Vida possui um conhecimento limitado, o que o impede de compreender em profundidade os múltiplos acontecimentos que dizem respeito à sua existência.” 
 Habituai-vos a não censurar o que não podeis compreender e crede que Deus é justo em todas as coisas. O que vos parece um mal, muitas vezes é um bem
 “...Dizei-me se um acontecimento,considerado ditoso na ocasião, mas que acarreta consequências funestas, não é,realmente, mais desgraçado do que outro que a princípio causa viva contrariedade e acaba produzindo o bem?”
 “Frequentemente, a morte prematura é um grande benefício que Deus concede àquele   vai e que assim se preserva das misérias da vida ou das seduções que talvez lhe acarretassem à sua perdição
“Ninguém atravessa os caminhos humanos isento dos sofrimentos... das injunções defluentes da vida na Terra, planeta de provas e de expiações por enquanto.
Qual é a causa dos nossos infortúnios? 
Por que uns sofrem mais que os outros diante de um mesmo acontecimento lamentável?
Como nós Espíritas devemos interpretar os acontecimentos que são considerados desgraças?
O que podemos fazer para manter a confiança,a esperança, a fé, o ânimo diante do sofrimento? 
Qual é a desgraça real?
 Como evitá-la?
 “De duas espécies são as vicissitudes da vida... promanam de duas fontes bem diferentes... Umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida.”
 Remontando-se à origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são consequência natural do caráter e do procedermos que os suportam.” 
  Imprevidência, orgulho, ambição, falta de ordem, de perseverança;Uniões desgraçadas, porque resultaram de um cálculo de interesse e nas quais o coração não tomou parte alguma
Doenças e enfermidades decorrentes dos excessos de todo gênero; Pais infelizes com seus filhos, porque não lhes combateram desde o princípio as más tendências;...
 “Mas, se há males nesta vida cuja causa primária é o homem, outros há também aos quais, pelo menos na aparência, ele é completamente estranho e que parecem atingi-lo como por fatalidade...” Causas anteriores das 
 A perda de entes queridos e a dos que são o amparo da família; Os acidentes que nenhuma previsão poderia impedir; Os reveses da fortuna, que frustram todas as precauções.
Os flagelos naturais; As enfermidades de nascença; Crianças que morrem em tenra idade e da vida só conheceram sofrimentos... 


 “... São provas impostas por Deus, ou que vós mesmos escolhestes como Espíritos, antes de encarnardes, para expiação das faltas cometidas em outra existência
“Não há crer, no entanto, que todo sofrimento suportado neste mundo denote a existência de uma determinada falta. Muitas vezes são simples provas buscadas pelo Espírito para concluir a sua depuração e ativar o seu progresso.

 “BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS, POIS QUE SERÃO CONSOLADOS.

 Deveis considerar-vos felizes por sofrerdes, visto que as dores deste mundo são o pagamento da dívida que as vossas passadas faltas vos fizeram contrair; suportadas pacientemente..., vos poupam séculos de sofrimentos na vida futura.”  
É apenas um ponto muito pequeno no infinito de nossa vida; Não somos vítimas da vida. Estamos diante das consequências dos males que produzimos. Nos encontramos em processo de reeducação, tendo oportunidade de acertar nossos débitos para com a vida.


"Espera pelo amanhã, quando o teu dia se te apresente sombrio e apavorante. Se te parecem insuportáveis as dores, lembra-te de Jesus, ora, aguarda e confia.” Após a tempestade.

Wal Oliveira

05 fevereiro 2015

Reiki, o que é?

Reiki, o que é?





A palavra Reiki advêm da conjunção de dois termos japoneses, nomeadamente:

霊 – «Rei», que significa espírito, alma, ser celestial, ser sobrenatural, divindade

気 – «Ki», que significa ar, energia, força, atmosfera. No contexto do termo, Ki refere-se a energia vital, ou energia da vida, ou aquilo também designado nas medicinas tradicionais do oriente por «chi».

Comumente, em coordenação os termos significam a possibilidade de, canalizando forças e influências espirituais, actuar sobre a energia vital de um organismo, a fim de o harmonizar, auxiliando no seu reequilíbrio e coadjuvando a sua cura.
Esta terapia oriental, actua através da imposição das mãos em pontos energéticos específicos do corpo humano, a fim de favorecer o restabelecimento do equilíbrio das forças vitais de um ser.
A terapia pressupõem que aquele/a que administra o procedimento holistico, tenha conhecimento sobre o mapa de energias vitais do corpo humano, ( chakras e auras), bem como haja adquirido técnicas de manipulação das forças espirituais em favorecimento da influencia positiva da energia vital de um ser.
O Reiki  não é considerada uma terapia clínica e cientificamente provada e por isso não faz parte do leque de ciências medicas convencionais.
Contudo, os seus defensores acreditam que o Reiki é um processo que pode ser usado complementarmente a tratamentos de medicina convencional com elevado sucesso.
  

  
Professam os seus praticantes, que o reequilíbrio energético de um corpo, favorece tanto a estabilização do metabolismo de um organismo, como o aumento da sua capacidade imunitária e auto-regenerativa.
Assim, o uso desta terapia seria altamente favorecedor de tratamentos clínicos convencionais, permitindo que os seus efeitos registem progressos mais rápidos.
Reiki é uma prática espiritual desenvolvida por Mikao Usui, que desenvolveu as suas técnicas de terapia espiritual após um processo de jejum e meditação. Hoje em dia, o Reiki é considerada uma pratica de medicina complementar alternativa.
O Reiki é comummente encarado no âmbito de uma técnica de relaxamento e redução de stress, e que por isso promove o bem-estar físico e mental, podendo mesmo ter efeitos benéficos em processos de cura.
Embora o Reiki seja uma pratica espiritual, contudo não é uma religião. O Reiki não advoga dogmas, nem consiste uma teologia, nem possui uma escatologia, e por isso não partilha de nenhum dos traços característicos de uma religião.
Os defensores do Reiki, afirmam que o Reiki funciona independentemente de você ter crença ou não. No entanto, é comum que os praticantes de Reiki afirmem que o reki advêm de Deus, pois de Deus advêm todas as energias vitais que sustentam a vida, e é com essas que o Reiki lida.

Há relatos de pessoas que experimentando o reiki, afirmam ter encontrado uma paz espiritual de natureza religiosa, ou ate mesmo um encontro com Deus. Contudo, o Reiki não se afirma enquanto uma religião, nem é necessário prestar qualquer tipo de culto ou professar qualquer tipo de crença em particular, para beneficiar dos seus efeitos relaxantes, pacificadores e de harmonização.

André Boneberg

04 fevereiro 2015

A MAGIA

A MAGIA


            Há registros de práticas mágicas em diversas épocas e civilizações. Desde os primórdios da humanidade o caçador primitivo desenhava a presa na parede da caverna antevendo o sucesso da caça, prática esta que potencializava a intenção, desenvolvendo assim um ritual de invocação atraindo a energia da presa para si próprio. Posteriormente adquiriu o ritual de enterrar os mortos, que nada mais é que uma prática mágica de passagem e encaminhamento da energia do falecido para o outro lado do véu.
            Mas foi no Egito antigo que a prática da magia começou a se expandir e tornar-se parte da religião, da economia, da política e de todas as áreas da vida cotidiana. A vida dos egípcios, bem como as decisões dos faraós, a religião, o culto aos Deuses, tudo era vinculado a rituais magísticos que eram praticadas pelos sacerdotes.
            A dança da chuva dos indígenas, a celebração da Comunhão pelos católicos, a incorporação de entidades pelos médiuns espíritas, a prece diária do muçulmano voltado para Meca, a cura pelas ervas dos xamãs ou ainda os pontos riscados das entidades umbandistas, dentre outras mais... Tudo é magia, mesmo que não seja tratado por este nome.
            Outras práticas mágicas incluem rituais como o de iniciação, o de consagração de instrumentos mágicos, a projeção astral, rituais festivos pagãos de celebração, manipulação de símbolos e diversos outros.
            Por muito tempo a magia foi mal compreendida, durante o período da Inquisição, as bruxas e feiticeiras foram perseguidas, julgadas e queimadas vivas pela Igreja Católica, pois esta acreditava que a magia estava relacionada com o diabo e suas manifestações.
            A crença na realidade dos poderes mágicos do ser humano é um fator comum a todas as culturas. Não há povo, tribo ou civilização, desde os primórdios da história até os nossos dias, que não traga o relato de pessoas especiais ou possuidoras de segredos, técnicas ou dons que os tornam capazes de operar efeitos surpreendentes ou até mesmo aparentemente impossíveis.
            Podemos entender por Magia a arte, ciência ou prática baseada na crença de ser possível influenciar o curso dos acontecimentos e produzir efeitos desejados, valendo-se da intervenção e manipulação de energias presentes na natureza, seja por meio de fórmulas rituais ou de ações simbólicas.
            É uma forma de ocultismo que estuda os segredos da natureza e a sua relação com o homem, criando assim um conjunto de teorias e práticas que visam ao desenvolvimento integral das faculdades internas espirituais e ocultas do Homem, até que este tenha o domínio total sobre si mesmo.
            A magia é a arte de utilizar conscientemente os poderes invisíveis (espirituais) para produzir efeitos visíveis. A vontade, a intenção, o amor e a imaginação são poderes mágicos que todos possuem. Aquele que sabe desenvolvê-los de modo consciente e eficaz é considerado um mago.
            Podemos definir de uma forma simplificada como a ciência e a arte de provocar mudanças em conformidade com a sua vontade. Nada mais é que manipulação da energia cósmica universal.
            É o caminho para se comunicar com as potências supremas. Os magos empregam seus poderes para auxiliar as pessoas, desde que essa ajuda seja sempre realizada em harmonia com as leis que regem o universo. Ela deve estar baseada na lei da simpatia, a qual entende que uma coisa pode agir sobre outra à distância, pelo fato de estarem conectadas entre si, por meio de laços invisíveis.



            A magia tem características ritualísticas e cerimoniais que visam entrar em contato com os aspectos ocultos do Universo e da Divindade. Afirma-se que por meio de rituais, feitiços, orações ou invocações é possível fazer com que forças ocultas atuem sobre o ambiente, modificando por exemplo, a vontade, o agir ou o destino das pessoas.
            O uso concentrado e determinado do pensamento, da emoção, da intenção e da vontade constitui o material básico que permite ao Mago atingir os efeitos que procura. No entanto, para que esses conteúdos interiores tornem-se mais efetivos, são apoiados em sinais físicos, concretos, surgindo assim uma infinidade de símbolos, ritos, ferramentas, amuletos e métodos específicos.
            Mas não é qualquer pessoa que deve praticá-la, a magia requer o aprendizado (pelo iniciado, bruxo, xamã, sacerdote, etc.) de diversas técnicas de autocontrole mental, como a meditação e a visualização. Tais exercícios tem como objetivo equilibrar os quatro elementos presentes na psique do mago, condição indispensável para que o praticante possa se envolver com energias mais sutis, como a evocação e a invocação de entidades, espíritos elementais (seres da Natureza), dentro de seu círculo mágico de proteção.
            Somente após estes conhecimentos é que será o momento de sua Iniciação. Na iniciação a pessoa renasce espiritualmente e recebe um nome pelo qual será chamada e conhecida no mundo da Magia e, todo seu passado religioso será zerado, ou seja, permanecerá somente o conhecimento e qualquer material ligado ao passado será desfeito e despachado em locais específicos.
            Quanto à natureza da Magia, podemos afirmar que não existe Magia Branca, Cinza, Vermelha ou Magia Negra, quem define a natureza da magia é o Mago através de sua índole, sua intenção, sua personalidade e vontade.
            O chamado “Mago Branco”, é impulsionado pelo amor e benevolência. Ele não atua na expectativa da recompensa e sua alma se desenvolve de maneira intensa como resultado do emprego que ele faz da magia.
            Já o “Mago Negro” usa os encantamentos para atrair os espíritos inferiores e malignos para fins egoístas, visando ganho financeiro e fins egoístas.
            Através da Magia atingimos o auto-conhecimento, auto-controle, elevação espiritual e intelectual, equilíbrio social e emocional, domínio do próprio destino, tanto no mundo carnal quanto no futuro mundo espiritual.
            Sendo um instrumento poderoso de manipulação de energias a Magia não poderia deixar de ter seu Código de Ética que em sua prática preza pela sinceridade, verdade, humildade, respeito aos seus fundamentos e práticas religiosas e aos demais segmentos religiosos independente de sua origem, respeito à todo ser humano ou espiritual independente de sua posição social, raça ou crença, proteção aos fundamentos secretos da Magia e a todos ligados a ela, direta ou indiretamente quando assim solicitarem sigilo, não influenciar terceiros em sua decisões cotidianas.
            Vemos que a magia realmente visa atingir a totalidade e unidade espirituais de uma pessoa. Isto tem razões puramente práticas, porque só quando ambos os lados trabalham juntos em harmonia é que os resultados mágicos podem ser alcançados, resultados que muitas vezes aparecem como se eles fossem desmentir todas as leis (científicas) da natureza,
            Portanto, se for praticar magia, seja ela qual for e em qualquer nível, lembre-se de não influenciar no livre arbítrio de ninguém, pense sete vezes antes de praticar qualquer ato mágico para ter certeza de que a ninguém irá prejudicar. Lembre-se também da Lei de Causa e Efeito e da Lei de Retorno, tudo que você fizer aos outros, seja de bom ou de ruim, retornará para você sete vezes.
            Fica a dica!

Grasiela Marchioro