08 maio 2018

A deusa dos vulcões: Pele!


A deusa dos vulcões: Pele!


Seu pai a exilou por causa de seu mau temperamento, mais recentemente por brigar com sua irmã mais velha, a deusa-água ka-lee-oo-maai (Namaka), a qual o marido de Pele seduziu. Ela viajou do Tahiti, numa canoa guiada pelo seu irmão, o deus-tubarao ka-moho-ali, seguida por sua irmã mais velha. Toda vez que ela desembarcava numa ilha e criava uma morada vulcânica, a irmã afundava. Finalmente a batalha final acabou perto de Hana, Maui, onde Pele venceu a deusa-água. As lendas dizem que os ossos desta, ainda se encontram numa montanha chamada Ka-iwi-o-Pele.
Depois dessa batalha ela encontrou novos inimigos, na deusa da neve Poliahu, que ela lutou contra no Manau Kena, e o deus da fertilidade Kamapua'a, que ela às vezes ama.
Pele é conhecida pelo seu temperamento violento, mas também por fazer visitas aos mortais, normalmente aparecendo como uma mulher alta, bonita e jovem ou como uma velha, feia e frágil. Por vezes está acompanhada de um cachorro branco que ela usa para testar as pessoas, perguntando se elas têm alguma comida ou bebida para dar. Aqueles que passam no teste por mostrar compaixão são poupados e recompensados. Entretanto aqueles que fazem o contrário e são crueis, desrespeitosos ou mesmo insensíveis são punidos tendo seus lares destruídos. Quando enraivecida ela aparece ou como uma mulher em chamas ou como chamas puras.
Ela gosta de danças sociais e é conhecida por ser muito ciumenta e vingativa quando não consegue o homem que quer. Histórias que envolvem Pele são comuns a volta da fogueira. Dizem que sua presença pode ser sentida perto do vulcão Kilaueu, e que costuma amaldiçoar aqueles visitantes que levam do havai pedras vulcânicas.
Pele é a Deusa havaiana do fogo, da luz, dos vulcões, da dança e da violência. Ela é considerada uma Malihini, ou seja, uma Deusa que migrou para o Havaí depois da colonização polinesia. Ela e seus irmãos foram incorporados à mitologia havaiana por volta do século XII .
É chamada nos cânticos sagrados havaianos de Pele Honua Mea que significa “Aquela que Dá Forma à Terra Sagrada” ou “Aquela que Muda a Terra Sagrada”. Pele é o fogo da transmutação, o que converte tudo às cincas para depois renascer, é a paixão, o brilho intenso de luz e movimento. Pele é a Chama Divina, a chama da paixão e do propósito. Ela incorpora a criação dinâmica, a ação e o direcionamento e representa a coragem e a confiança. Pele é linda, é o impacto inspirador, a forte, o poder, a criativo, o entusiasmado, a espontânedade, a vida, a apaixão, o quente e a erupção. Pele é perigosa, ainda que generosa e boa e gentil.
Existem diversas histórias sobre a Deusa, dependendo dos lugares nas quais são narrados, cada ilha tem lendas diferentes mas todas no mesmo contexto, sendo que Pele é a Deusa do fogo e dos vulcões. Seja como for, sua personalidade tem dupla analogia o fogo que destrói mas também que reconstrói e renasce, como arquétipo de transformação permanente. Ela também pode ser vista como uma Deusa da Terra pois cria nova terra com sua lava rica em minerais, sendo assim uma Deusa da criação. Ela é a que toma a vida (com fluxo destruidor da lava) e aquela que dá a vida e a faz florecer (com suas terras férteis providas da lava). Pele é a regeneração através da morte, Ela recebe as almas daqueles que morreram e as renova para o renascimento com seu fogo da criação.
Na verdade, a palavra havaiana “Pele” significa lava derretida. Há muitas histórias que falam da ira de Pele, normalmente estimulada pelo ciúme ou a arrogância de alguém, que a levam a causar erupções vulcânicas ou fluxos de lava destrutivos.
Pele também é simbolizada pela árvore “Ohi’a Lehua” que cresce rapidamente na lava fresca As flores da lehua são sagradas à essa Deusa, assim como a trepadeira de mel havaiano que bebe o néctar das flores de lehua.
Faces
Algumas vezes Pele se transforma em uma jovem donzela ou numa velha senhora com um cão branco.
Há relatos da Deusa como uma jovem mulher com longos cabelos marrons e usando um vestido vermelho dançando próxima a um vulcão. Às vezes Ela pede um cigarro que 0 acende com o estalar de seus dedos.
Já a face Anciã ou “Tūtū Pele” (Velha Pele ou Violenta Pele) é vista com mais frequência. Tutu Pele é muito amada pelo povo do Havaí, por Seus conselhos e sabedoria, além de advertir sobre os perigos iminentes. Ela desaparece no ar tão rápido quanto surgiu.
Por vezes está acompanhada de um cachorro branco e testa as pessoas, perguntando se elas têm alguma comida ou bebida para dar. Aqueles que passam no teste por mostrar compaixão são poupados e recompensados. Entretanto aqueles que fazem o contrário e são cruéis, desrespeitosos ou mesmo insensíveis são punidos tendo seus lares destruídos. Quando enraivecida ela aparece ou como uma mulher em chamas ou como chamas puras.
Mesmo com tantas representações, ela geralmente é tida como a face Mãe por seu potencial criador inerente.
Mitologia
A deusa nasceu em Honua-Mea, parte do Taiti. Ela fazia parte de uma família de seis filhas e sete filhos nascidos de Haumea (uma antiga deusa da Terra) e Kane Milohai (Deus criador do céu e da terra).
Existem uma série de variações nas lendas que falam de como a Deusa chegou às ilhas havaianas. Uma das versões mais comuns relata que ela foi exilada por seu pai por causa de seu temperamento, e mais precisamente por brigar com sua irmã mais velha, Namakaokahai, uma Deusa da água, cujo marido Pele tinha seduzido.
O irmão mais velho de Pele, o rei dos tubarões, Kamohoali’i, lhe deu uma grande canoa, na qual ela e sua irmã Hi’iaka (conhecida como a padroeira dos dançarinos de hula) viajaram para longe de casa através do mar até que chegaram ao Havaí.
Sempre que Pele encontrava um lugar onde ela pudesse morar, ela criava um vulcão, e a sua vingativa irmã afundava. O embate entre Pele e Namakaokahai terminou perto de Hana em Maui, após uma batalha épica, onde Pele dilacerou sua irmã. A lenda diz que os ossos da deusa permanecem no local na forma de uma colina chamada Ka-iwi-o-Pele. Após tudo isso, Pele finalmente encontrou refúgio em Mauna Kea, na Ilha do Havaí, onde cavou sua fogueira final e eterna, a cratera Halemaumau, no cume do vulcão Kilauea, onde se acredita que ela vive até hoje.
Em outra versão, a Deusa Pele vem de uma terra dita “perto das nuvens,” com seus pais Kane-hoa-lani and Ka-hina-liʻi e irmãos Ka-moho-aliʻi e Kahuila-o-ka-lan. De seu marido Wahieloa (também chamado Wahialoa) Ela tem uma filha chamada Laka e um filho chamado Menehune.
Pele e Lohiau
Uma vez instalada em Kilauea, Pele viajou para uma ilha vizinha e se apaixonou por um jovem chefe chamado Lohiau.
Uma versão diz que ela estava dormindo em sua casa na cratera Halemaumau na Ilha Grande e outra que ela estava de pé na Rocha de Kauai na extremidade ocidental de Oahu, quando ela ouviu os sons de um festival de hula. Ela seguiu os sons para Haena em Kauai, viu o belo chefe dançando em uma festa, e se apaixonou (ou se sentiu despertada pela luxúria). Materializando a forma de uma bela jovem, ela entrou na dança, conseguiu o coração de Lohiau e viveu com ele por um tempo. Finalmente, teve de voltar para casa e prometeu que mandaria chamá-lo.
Após voltar para casa, Pele enviou seu jovem irmã Hi’iaka com a missão de trazer Lohiau até ela. Ela investiu Hi’iaka de poderes sobrenaturais, os quais a jovem utilizou para superar vários obstáculos durante a sua jornada.
Quando Hi’iaka chegou no lar de Lohiau, ela descobriu que o jovem chefe havia morrido de coração partido por causa da saudade que sentia da Deusa Pele. Hi’iaka então pegou seu espírito e usou seus poderes mágicos para trazê-lo de volta a vida. Enquanto isso, Pele ficava cada vez mais impaciente, imaginando que sua irmã havia roubado o seu amado Lohiau. Enfurecida, Pele enviou um fluxo de lava que matou Hopoe, um amigo de Hi’iaka.
Quando Hi’iaka finalmente retornou trazendo o jovem Lohiau à Kilauea, ela soube da morte de seu amigo e, tomada pela dor da perda, ela abraçou Lohiau, a quem ela chegou a amar. Pele viu o gesto da irmã e enviou mais lava, desta vez para matar Lohiau. Protegida por seus poderes mágicos, Hi’iaka restaurado Lohiau novamente à vida e parte com ele de volta para o seu lar.
Pele e Poli’ahu
Pele é considerada rival de Poli’ahu, a Deusa da Neve, e suas irmãs Lilinoe (a Deusa da linha fina), Waiau (Deusa do Lago Waiau) e Kahoupokane (um fabricante de kapa cujas atividades criam trovão, chuva e relâmpago).
Um mito diz que Poli’ahu veio de Mauna Kea com seus amigos para participar de corridas de trenó pelas colinas gramadas ao sul de Hamakua. Pele se disfarçou como uma bela estranha e foi recebida por Poli’ahu. No entanto, Pele ficou com ciúmes e se enfureceu. Ela abriu as cavernas subterrâneas de Mauna Kea e atirou seu fogo em Poli’ahu, com a Deusa da neve fugindo para um cume de montanha onde Poli’ahu finalmente foi capaz de agarrar seu manto de neve agora queimando e jogá-lo sobre a montanha. Os terremotos sacudiram a ilha enquanto o manto de neve se desdobrava até chegar às fontes de fogo, esfriando e endurecendo a lava. Os rios de lava foram levados de volta para Mauna Loa e Kilauea. As
Outras batalhas também conduziram Pele à derrota e confirmaram a supremacia da Deusas da neve na parte do norte da ilha deixando Pele na porção do sul.
Pele e Kamapua’a
Um amante que provou ser um bom par para Pele era Kamapua’a, um semi-deus da fertilidade que era parte porco, parte humano, que escondeu as cerdas que cresciam ao longo de suas costas usando uma capa. Ele e Pele estavam em desacordo desde o princípio; Ela cobriu a terra com lava estéril, ele trouxe torrentes de chuva para extinguir seus incêndios e chamou os javalis para cavar a terra, abrandando o local para que as sementes pudessem crescer.
Pele e Kamapua’a brigaram um contra o outro até que seus irmãos imploraram para Ela ceder, como eles temiam tempestades de Kamapua’a iriam apagar todos os veios de lava e matar o poder de Pele de trazer o fogo. Os dois permaneceram amantes tempestuosos, diz-se, até que uma criança nasceu, então Kamapua’a navegou para longe e Pele voltou para seus namoricos.
Locais de culto
Dizem que sua presença pode ser sentida perto do vulcão Kilauea onde seria a sua morada, está localizada no Parque Nacional dos Vulcões, no sudeste da Grande Ilha do Havaí.
Também há uma lenda onde fala que a Deusa lança uma maldição sobre quem perturbar ou roubar sua casa. Algumas pessoas dizem que esse mito foi inventado por um guarda florestal da Ilha Grande, com o intuito de impedir que os turistas levem objetos da ilha como lembranças. Ainda assim, a cada ano, milhares de pedaços de rocha de lava são enviados de volta para o Havaí, juntamente com pedidos de perdão, por pessoas do mundo todo que afirmam terem sofrido desgraças horríveis desde que levaram as pedras da morada de Pele.
As pessoas do Havaí consideram a Deusa como sua “aumakua” ou Espírito Guardião. Antes da colonização do homem branco nas ilhas, as sacerdotisas de Pele usavam roupas com as mangas e barras queimadas além de carregar uma vara simbolizando o Bastão “Paoa” que dizem que Pele usou para criar as crateras vulcânicas. Ainda hoje, mesmo com as crenças modernas as pessoas da ilha ainda levam oferendas de peixes, flores e frutas à Deusa.
Parentesco
Filha da Deusa Haumea, uma antiga deidade da terra e Kane Milohai (Kāne-milo-hai), outras fontes seu pai é Kane Hoalani e há ainda uma referência a Moemoe (um nome que tem a ver com o sonho proposital).
Seus irmãs são: Makole Nawahi Waa (a canoa de Olhos Ardentes) Hiiaka Wawahi Lani (Detentora da Nuvem que rasga o Céu), Hiiaka Noho Lanei (Detentora da Nuvem que Reside no Céu), Hiiaka Kaalawa Maka (detentora da Nuvem visívem rapidamente) Hiiaka Hoi Ke Poli a Pele (Detentora da Nuvem que Abraça o Amago de Pele), Hiiaka Kaleiia (detentora da nuvem que forma uma grinalda) Hiiaka Opio (Detentora da Nuvem que são Formadas). Há ainda quem a ligue como irmã de Namaka (ou Nā-maka-o-Kahaʻi), uma Deusa da água, Ka’ohelo (como irmã mortal), Kapo (a Deusa da fertilidade) e Pele-kumu-honua.
Seus irmãos são: Kamohoali’i, (Deus do vapor e as vezes retratado como um Deus-tubarão), Kapohoikahiola (Deus das explosões), Keuakepo (ou Ke-ua-a-ke-pō, espírito do raio e Deus do fogo), Kane Kahili (Espírito do trovão) e Keoahi Kamakawa (ou Ke-ō-ahi-kama-kaua, um espírito das fontes de lava cujo nome significa “Fogo que Impulsiona a Criança para a Guerra”).
Mãe de Laka e de Menehune.
Consorte de Kamapua’a, (o Deus da fertilidade) em alguns mitos e do herói Wahieloa em outros.

Epítetos
Pele honua mea – Pele da Terra Sagrada.
Ka wahine ʻai honua – A mulher devoradora da terra
Pele ‘ai’houn – Pele a Devoradora da Terra Pele the eater of land
Tūtū Pele – Violenta Pele ou Velha Pele
Madame Pele – como sinal de respeito
Guia rápido de correspondências
Invoque Pele para: amor, paixão, sexualidade, magia, limpeza, purificação, conhecimento, emoções, transmutação, poder, vigor, coragem, fúria e revelações.
Face da Deusa: Mãe
Aromas e plantas: cana de açúcar, ervilha de cheiro, flores do campo, gerânio, hibisco, ohi’a lehua, rosa vermelha, sândalo
Pedras: granada, rubi, pedras e rochas vulcânicas
Animais: cachorro branco
Cores: branco, laranja, vermelho, marrom e preto
Dia: terça-feira, sexta-feira
Data de comemoração: 28 de janeiro
Elemento: terra e fogo
Signo: Áries e Leão
Planeta: Marte
Estação do ano: Verão e outono
Símbolos: vulcão, hibisco e pedras vulcanizadas.
Que sejam prósperos.
Raffi Souza.

02 maio 2018

As senhoras do destino: as Moiras!


As senhoras do destino: as Moiras!



As moiras (em grego: Μοῖραι), na mitologia grega, eram as três irmãs que determinavam o destino, tanto dos deuses, quanto dos seres humanos. Eram três mulheres lúgubres, responsáveis por fabricar, tecer e cortar aquilo que seria o fio da vida de todos os indivíduos. Durante o trabalho, as moiras fazem uso da Roda da Fortuna, que é o tear utilizado para se tecer os fios. As voltas da roda posicionam o fio do indivíduo em sua parte mais privilegiada (o topo) ou em sua parte menos desejável (o fundo), explicando-se assim os períodos de boa ou má sorte de todos. As três deusas decidiam o destino individual dos antigos gregos, e criaram Têmis, Nêmesis e as erínias. Pertenciam à primeira geração divina (os deuses primordiais), e assim como Nix, eram domadoras de deusas e homens.
As moiras eram filhas de Moros e Ananque. Moira, no singular, era inicialmente o destino. Na Ilíada, representava uma lei que pairava sobre deuses e homens, pois nem Zeus estava autorizado a transgredi-la sem interferir na harmonia cósmica. Na Odisseia aparecem as fiandeiras.
O mito grego predominou entre os romanos a tal ponto que os nomes das divindades caíram em desuso. Entre eles eram conhecidas por Parcas chamadas Nona, Décima e Morta, que tinham respectivamente as funções de presidir a gestação e o nascimento, o crescimento e desenvolvimento, e o final da vida; a morte; notar entretanto, que essa regência era apenas "sobre os humanos".
Os poetas da antiguidade descreviam as moiras como donzelas de aspecto sinistro, de grandes dentes e longas unhas. Nas artes plásticas, ao contrário, aparecem representadas como lindas donzelas. As Moiras eram:
Cloto (Κλωθώ; klothó) em grego significa "fiar", segurava o fuso e tecia o fio da vida. Junto de Ilitia, Ártemis e Hécate, Cloto atuava como deusa dos nascimentos e partos.
Láquesis (Λάχεσις; láchesis) em grego significa "sortear" puxava e enrolava o fio tecido, Láquesis atuava junto com Tique, Pluto (atenção, não é Plutão, Pluto é um deus menor da riqueza), Moros e outros, sorteando o quinhão de atribuições que se ganhava em vida.
Átropos (Ἄτροπος; átropos) em grego significa "afastar", ela cortava o fio da vida. Átropos, juntamente a Tânato, Moros e as queres, determinava o fim da vida.
Fala-se muito sobre as "escolhas" que as pessoas fazem; se coisas boas ou ruins acontecem, são por suas escolhas; que todos construímos e moldamos nossas vidas e destino através de nossas escolhas. Entretanto, existem inúmeros fatos que não corroboram essas afirmativas. Desde o nascimento até a morte – os dois principais pontos de não escolha – vivenciamos situações que independem de nossa vontade, tais como: poder ter ou não filhos, que estes nasçam sadios, sofrer ou não de determinadas doenças de ordem genética, etc. E, isso é o que chamamos destino ou fatalidade, que era representado na Grécia Antiga pelas três deusas Moiras (ou Parcas).
Enfrentar a sina exige e desenvolve o caráter (do grego, xaracter que significa ser alguém definido), ou seja, determinados princípios a que se permanece fiel independente de confrontações. E este é o caminho para a individuação, o caminho para realizarmo-nos como indivíduos únicos.
Sendo a fatalidade inevitável, o mesmo não se pode dizer do destino pois este pode ou não ser cumprido, sendo determinado pela maneira que enfrentamos as fatalidades e fazemos nossas escolhas (caráter).
As três Moiras são: Cloto, a fiandeira, representa a que tece a teia da vida; Átropos, a que cortava o fio da vida; e, Láchesis, a que distribui a parte que cabe a cada alma.
Nem mesmo os deuses podiam transgredir suas leis, sem por em perigo a ordem do mundo. Seus nomes correspondiam a suas funções:
Cloto, a fiandeira, tecia o fio da vida de todos os homens, desde o nascimento;
Láquesis, a fixadora, determinava-lhe o tamanho e enrolava o fio, estabelecendo a qualidade de vida que cabia a cada um;
Átropos, a irremovível, cortava-o, quando a vida que representava chegava ao fim. Como deusas do Destino, as Parcas presidiam os três momentos culminantes da vida humana: o nascimento, o matrimônio e a morte.
São representadas como velhas ou, mais freqüentemente, como mulheres adultas de aspecto severo.
As três deusas que determinavam a vida humana e seu encadeamento. Conhecidas como Moiras, os Destinos repartiam para cada pessoa, no momento de seu nascimento, uma parcela do bem e do mau, embora uma pessoa pudesse acrescer o mau em sua vida por si própria.
Fiar e tecer são antigas artes mágicas femininas e aparecem nos mitos de várias deusas como expressão dos Seus poderes proféticos, criativos e sustentadores dos ciclos lunares, das estações e da vida humana. Tendo o fuso como símbolo de poder, a Deusa como Fonte Criadora controlava e mantinha a ordem cósmica, os ciclos naturais e a continuidade do mundo. Fiar é um processo cíclico assim como também é a alternância das fases lunares, das estações, da vida e da morte, do início e do fim. Inúmeros mitos descrevem deusas tecendo com fios sutis o céu, o mar, as nuvens, o tempo, os elementos da natureza, os ciclos e os destinos dos seres humanos.
Na mitologia grega, as moiras eram as três irmãs que determinavam o destino, tanto dos deuses, quanto dos seres humanos. Eram três mulheres lúgubres, responsáveis por fabricar, tecer e cortar aquilo que seria o fio da vida de todos os indivíduos. Durante o trabalho, as moiras fazem uso da roda da fortuna, que é o tear utilizado para se tecer os fios. As voltas da roda posicionam o fio do indivíduo em sua parte mais privilegiada ( o topo) ou em sua parte menos desejável ( o fundo), explicando assim os períodos de boa ou má sorte de todos. As três deusas decidiam o destino individual dos antigos gregos, e criaram Têmis, Nêmessis e as Erínias. Pertenciam à primeira geração divina ( os deuses primordiais), e assim como Nix, eram domadoras de deuses e homens. As moiras eram filhas de Nix.
Moira, no singular, era inicialmente o destino. Na Ilíada, representava uma lei que pairava sobre deuses e homens, pois nem Zeus estava autorizado a transgredi-la sem interferir na harmonia cósmica. Na Odisséia aparecem as Fiandeiras. O mito grego predominou entre os humanos a tal ponto que os nomes das divindades caíram em desuso. Entre eles eram conhecidas por Parcas, chamadas de Nona, Décima e Morta, que tinham respectivamente as funções de presidir a gestação e o nascimento, o crescimento e desenvolvimento, e o final da vida; a morte; entretanto, era apenas sobre os humanos.
Os poetas da antigüidade descreviam as moiras como donzelas de aspecto sinistro, de grandes dentes e longas unhas. Nas artes plásticas, ao contrário, aparecem representadas como lindas donzelas. As moiras eram chamadas também de Cloto, em grego significa "fiar", segurava o fuso e tecia o fio da vida. Junto de Ilítia, Ártemis e Hécate. Cloto atuava como deusa dos nascimentos e partos.
Láquesis, em grego, significa "sortear", puxava e enrolava o fio tecido. Láquesis atuava junto com Tique, Pluto e Moros, sorteando o quinhão de atribuições que se ganhava em vida.
Átropos, em grego, significa "afastar", ela cortava o fio da vida. Átropos, juntamente a Tânatos, Queres e Moros determinavam o fim da vida.
As Senhoras do Destino de várias tradições - conhecidas como as Parcas gregas, as Moiras romanas, as Nornes nórdicas ou as Rodjenice eslavas - tinham como símbolo mágico o fuso, a roda de fiar, os fios e a tessitura. Elas fiavam, mediam e cortavam o fio da vida, entoando canções que prediziam os destinos dos recém nascidos e apareciam como deusas tríplices ou tríades de deusas idosas, envoltas por mantos com capuz ou vestidas de branco, preto ou com idades diferenciadas pelas cores das suas roupas (branco, vermelho, preto).
As tríades fiandeiras Moiras (gregas), Parcas (romanas) e Nornes (nórdicas) eram ao mesmo tempo poderosas e terríveis, normalmente representadas nas figuras da virgem, da mãe e da anciã (Tríplices Deusas). Entre as Nornes, a virgem Skuld era a responsável pelas profecias e adivinhações, a guardiã do futuro, assim como Nona (grega) a que tece o fio da vida, cabendo as duas outras, a tarefa de manter e cortar o fio da vida. Na Índia, a trindade de Shaktis Saraswati, Lakshimi e Kali encarnam estas energias. Na África encontramos as Ìyá Mi Osorongà, as mães feiticeiras, como as senhoras do destino. Entre as Deusas tecelãs, a anciã Ixchel, Deusa Maia da lua, que tecendo no seu tear de cintura, é capaz de conceder respostas a seus discípulos em peregrinação ao seu oráculo situado numa ilha distante da costa. E a Deusa indígena hopi Kokyang Wuhti, conhecida também como mulher -aranha, que através do seu dom profético protege e auxilia todos seres.
Para servir precisa abrir o coração com a vontade de contribuir com a beleza, a plenitude e a alegria do trabalho bem feito, em benefício de outras irmãs e da Terra, oferecendo à Deusa a sua gratidão e o seu amor, sem esperar em troca reconhecimento, recompensas ou sucesso, com a certeza de ter cumprido a sua missão espiritual e evolutiva nesta encarnação.
(fonte: http://3fasesdalua.blogspot.com.br/2013/03/as-triades-fiandeiras-moiras-gregas.html)
Por: Hellen Reis Mourão
Na mitologia grega as três Moiras, são as Deusas do Destino. Elas são personificação do destino individual de cada ser humano neste mundo e dos deuses também.
São originalmente, filhas da Noite (Nix) e concebidas sem pai.
Eram em número de três e se chamavam Cloto, Láquesis e Átropos, tendo cada uma função específica.
Cloto era a fiandeira, Láquesis a mediadora e Átropos a cortadora.
Dentro de uma caverna elas teciam o fio da vida de cada homem em uma roda e nenhum outro deus poderia interferir em seu trabalho, nem mesmo Zeus ousava se colocar entre elas.
As voltas da roda posicionam o fio do indivíduo em sua parte mais privilegiada (o topo) ou em sua parte menos desejável (o fundo), explicando-se assim os períodos de boa ou má sorte de todos, sem exceção.
Conforme Junito Brandão no livro Mitologia Grega, vol1:
Originariamente, cada ser humano tinha a sua moîra, a saber, "sua parte, seu quinhão", de vida, de felicidade, de desgraça.
Impessoal e inflexível, a Moîra é a projeção de uma lei que nem mesmo os deuses podem transgredir, sem colocar em perigo a ordem.
No Tarô Mitológico, de Juliet Sharman-Burke e Liz Greene, o trunfo da Roda da Fortuna é representado pelas três Moiras.
A Roda da Fortuna é uma carta que simboliza os ciclos sucessivos da vida humana, como o movimento de ascensão e de queda. Assim como os pares de opostos presentes na existência humana como o bem e o mal, alegria e tristeza, vida e morte, o negativo e o positivo.
É uma carta de movimento, de mudança brusca de vida. Mudança essa desconhecida pelo sujeito.
Existe uma lei misteriosa que atua dentro de cada indivíduo que, por sua vez, determina as súbitas mudanças de vida tanto positivas como negativas, alterando todo o padrão de vida de cada um. E nem os deuses possuem o controle sobre isso (lembrando que nem Zeus ousava desafiá-las!).
Portanto, esse arquétipo vem nos lembrar que nós não possuímos controle sobre tudo em nossas vidas e muitas vidas uma tragédia nos acomete sem nenhuma explicação. É simplesmente o destino. Estamos na posição mais baixa da roda.
Para o ego, acostumado a buscar explicações para tudo, é extremamente desconfortável admitir isso, pois somente nos damos conta de sua atuação por meio dos elementos externos, que chamamos de destino.
Esse arquétipo, portanto, nos remete à vivência de um outro que mora dentro de nós e que escolhe ir em direção a várias situações, pessoas e caminhos.
Aceitar esse outro e lembrar que ele faz parte de nós mesmos nos trará paz mediante as mudanças súbitas que se configurarão em nossas vidas. Afinal o destino não vem ao nosso encontro, somos nós que vamos ao encontro dele!
Fonte: http://cafecomjung.blogspot.com.br/2013/12/as-moiras-e-o-destino-humano.html
Na mitologia grega as Moiras eram as três irmãs que determinavam o destino, tanto dos deuses quanto dos seres humanos. Eram três mulheres lúgubres, responsáveis por fabricar, tecer e cortar o fio da vida dos mortais. Durante o trabalho, as Moiras fazem uso da Roda da Fortuna, que é o tear utilizado para se tecer os fios. As voltas da roda posicionam o fio de cada pessoa em sua parte mais privilegiada, o topo; ou em sua parte menos desejável, o fundo, explicando-se assim os períodos de boa ou má sorte de todos.
As três deusas decidiam o destino individual dos antigos gregos e criaram Têmis (justiça), Nêmesis (vingança\retribuição) e as Erínias (fúrias). Pertenciam à primeira geração divina originadas do Caos. As Moiras eram filhas de Nix (a noite) e assim como Nix, eram domadoras de deusas e homens. Moira, no singular, era inicialmente o destino. Na Ilíada representava uma lei que pairava sobre deuses e homens, pois nem Zeus estava autorizado a transgredi-la sem interferir na harmonia cósmica.
Na Odisséia aparecem as fiandeiras. Os poetas da antiguidade descreviam as Moiras como donzelas de aspecto sinistro, de grandes dentes e longas unhas. Nas artes plásticas, ao contrário, aparecem representadas como lindas donzelas.
Cloto, em grego significa fiar, segurava o fuso e tecia o fio da vida. Junto de Ilítia, Ártemis e Hécate, Cloto atuava como deusa dos nascimentos e partos. Láquesis, em grego significa sortear, puxava e enrolava o fio tecido.
Láquesis atuava junto com Tyche, Pluto, Moros e outros, sorteando o quinhão de atribuições que se ganhava em vida.
Átropos, em grego significa afastar, ela cortava o fio da vida. Átropos juntamente a Tânatos, Queres e Moros, determinava o fim da vida.
Os meses do calendário atual foram adaptados do antigo calendário lunar. Para os romanos, eram chamadas de Parcas e o significado do nome das Parcas vem do verbo parir, dar à luz. A gravidez humana dura nove luas e não nove meses. Portanto, a Nona lua, é a Parca que tece o fio da vida no útero materno.
No antigo calendário romano, Dezembro era o décimo mês chamado de Decem, uma homenagem à deusa Décima, uma das Senhoras do Destino. A Décima lua, é a do nascimento, o cordão umbilical sendo cortado, o começo de uma vida terrena. Morta, é a Parca que preside a outra extremidade da vida, o próprio fim que pode acontecer a qualquer momento. Conta-se que elas eram cegas.
*********
As Moiras configuram a misteriosa lei que atua em nossas vidas; que mesmo sendo desconhecida e invisível determina as subitas mudanças alterando os padrões pré-estabelecidos da vida. Em todas as nossas mudanças de vida, nunca paramos para pensar em suas causas, mas apenas pensamos em nossas próprias reações a tais mudanças.
Podemos ser lançados à sorte como também ser lançados ao fracasso, e ao invés de reconhecermos que existe uma força que pode nos abater ou pode nos elevar, preferimos acreditar que as mudanças ocorrem devido ao acaso, ou por acidente.
Estas figuras antigas que estão arraigadas nas profundezas da inconsciência, só nos damos conta delas quando através dos efeitos externos, que muitos denominam como destino, surgem diante de nós. É a vivência de outro eu que mora dentro de nós e que projetamos no mundo visível, e assim culparmos os outros ou às circunstâncias pelas mudanças repentinas em nossas vidas.
São as mudanças que nos fazem entender a inteligência desse outro eu oculto que escolhe ir em direção a várias situações, pessoas e caminhos. O destino não vem ao nosso encontro, somos nós que vamos de encontro a ele.
Que sejam prósperos.
Raffi Souza.

30 abril 2018

A personificação da morte grega: Thanatos!


A personificação da morte grega: Thanatos!


Thanatos (Tanatos), ou a Morte, é um nome grego masculino. Filho da Noite, que o concebera sem o auxílio de nenhum outro deus, irmão do Sono (Hipnos), inimigo implacável do gênero humano, odioso mesmo aos Imortais, ele fixou a sua morada no Tártaro, segundo Hesíodo, diante da porta dos Infernos, segundo outros poetas.
Foi nesses lugares que Hércules o amarrou com laços de diamantes, quando foi libertar Alceste. O seu nome era raramente pronunciado na Grécia, porque a superstição temia despertar uma ideia desagradável, fazendo acordar no espírito a imagem da nossa destruição.
Os eleanos e os lacedemônios veneravam a Thanatos (Tanatos) com um culto particular, mas não se conhecem as cerimônias desse culto. Os romanos também lhe ergueram altares.
Thanatos tinha um coração de feno e entranhas de bronze. Os gregos representavam-no sob a figura de uma criança de cor preta, com os pés tortos, acariciada pela Noite, sua mãe. Os seus pés, às vezes, mesmo não sendo disformes, estão cruzados, símbolo da posição incômoda em que os corpos ficam na sepultura.
Essa divindade também aparece nas esculturas antigas, com o rosto desfeito e emagrecido, os olhos fechados, cobertos com um véu, e tendo, como o Tempo, uma foice na mão. Esse atributo parece significar que os homens são ceifados em multidão, como as flores e as ervas efêmeras.
Os escultores e os pintores conservaram essa foice à Morte e lhe deram a mais horrível expressão de semblante. A maneira mais comum de representá-la é sob a forma de esqueleto.
Os atributos de Thanatos e da Noite são as asas e o facho derrubado; mas o primeiro se distingue por ter uma urna e uma borboleta. Julga-se que a urna contém cinzas, e a borboleta abrindo o voo é o emblema da esperança de uma outra vida.
Thanatos ou morte, é filho da titã Nix com Érebo e irmão gêmeo do deus do sono Hipnos, alguns dizem que Thanatos nasceu no dia 21 de agosto que é seu dia favorito para tirar vidas.
Thanatos era além de um deus era um monstro que havia o coração feito de ferro e as entranhas de bronze, normalmente ele é representado por um anjo morto, mas algumas vezes ele aparece como um anjo vivo e jovem.
Conta uma história que Thanatos foi matar o rei Sísifo por ordem de Zeus, mas Sísifo conseguiu enganar Thanatos elogiando sua beleza e lhe ofereceu um colar para o deixar mais belo, Thanatos aceitou, mas ele não desconfiava que o colar na verdade era um coleira que o deixou aprisionado, assim ninguém mais poderia morrer o que deixou Hades e Ares muito estressados, Hades libertou Thanatos e o mandou trazer o mais rápido possível Sísifo para seu mundo e foi feito.
Também se diz que Thanatos foi matar o rei Midas, mas não esperava que o herói Hércules estivesse lá, assim Hércules expulsa Thanatos do palácio do rei.
Nix também gerou Éter (o céu superior, onde a luz é mais pura) e Hemera (o dia). Gerou Moro (o destino), Momo (o sarcasmo), Gueras (a velhice), Éris (a discórdia) e as Moiras (o destino), que são três: Cloto (a fiandeira do fio da vida), Láquesis (sorteadora dos que vão morrer) e Átropos (a que corta o fio da vida).  E ainda Nêmesis (a justiça distributiva), Queres (a destruição), Hipno (o sono) e Thanatos (a morte).
Thanatos tinha o coração de ferro e as entranhas de bronze. Numa luta com Sísifo, que era rei de Corinto, foi por ele vencido e acorrentado.  Com Thanatos preso, já não morria ninguém e assim o reino de Hades (dos mortos) foi empobrecendo, pois já não recebia ninguém. Vendo isso, Zeus interveio e libertou Thanatos, que ao se ver livre procurou Sísifo e fez dele sua primeira vítima. Contudo, antes de morrer o rei de Corinto pediu à sua esposa que não lhe fizesse as cerimônias fúnebres, já imaginando um plano para ludibriar a Thanatos. Assim, quando chegou ao Hades, não pode ser aceito, pois não havia passado pelos rituais adequados. Conseguiu então autorização para voltar ao mundo dos vivos, sob a alegação de que desejava repreender a sua mulher por não ter realizado esses rituais, impedindo sua entrada no reino das trevas. Na realidade, este era o plano que engendrara para conservar-se vivo por mais tempo. Descoberta a sua trama, Thanatos voltou para buscar e aprisionar Sísifo, que foi então punido por ter enganado os deuses. Como castigo, recebeu a tarefa de rolar, penosamente, uma pesada pedra até o alto de uma montanha. Mas, sempre que chegava próximo do cume, a pedra escapulia-lhe das mãos e rolava morro abaixo. E Sísifo tinha de voltar para buscá-la, começando tudo outra vez. E isso por toda a eternidade.
Thanatos é o aspecto perecível e destruidor da vida e está presente em quase todos os ritos de passagem. Toda iniciação passa por uma fase de morte (perda), para que se possa chegar a uma vida nova. Ele extirpa as forças negativas e liberta as energias espirituais.
Como sua mãe, Nix – a noite, e seu irmão Hipno – o sono, tem o poder de regenerar.  Ele não é o fim, em si, mas uma passagem. A morte é a porta da vida. (mors ianua vitae).
Tânato (em grego: Θάνατος, transl.: Thánatos, lit. "morte"), na mitologia grega, era a personificação da morte, enquanto Hades reinava sobre os mortos no mundo inferior. Seu nome é transliterado em latim como Thanatus e seu equivalente na mitologia romana é Mors ou Leto (Letum). Muitas vezes ele é identificado erroneamente com Orco (o próprio Orco tinha um equivalente grego na forma de Horkos, Deus do Juramento). É conhecido por ter o coração de ferro e as entranhas de bronze.
Tânato é filho, sem pai, de Nix, à noite, filha do Caos; ou, segundo outras versões, filho de Nix e Érebo, a noite eterna do Hades. Tânato é a personificação da morte, que nascido em 21 de agosto, tinha essa data como o dia preferido para arrebatar as vidas, enquanto Hipno é a personificação do sono. Os irmãos gêmeos habitavam os Campos Elísios (País de Hades, o lugar do mundo subterrâneo).
Segundo Homero, o deus Hipnos vivia em Lemmos e casou-se com Grácia Pasitea que lhe fora concedida por Hera, em troca de seus serviços realizados. Hipno é representado em foma humana e se transforma em ave antes de dormir. Também aparece representado na imagem de um jovem com asas que toca uma flauta cuja melodia faz os homens dormir e ao se locomover, deixa atrás de si, um rastro de névoa. Tânato é representado por uma nuvem prateada que arrebatava a vida dos mortais. Também foi representado por homem de cabelos e olhos prateados. Seu papel na mitologia grega é acompanhado por Hades, o deus do mundo inferior. Tânato é um personagem que aparece em inúmeros mitos e lendas, assim como aparece na história de Sísifo e do rei Midas, que por serem as mais importantes se dispersaram com maior facilidade.
Tânato na lenda de Admeto
Conta-se que o rei Admeto recebe em seu palácio o herói Héracles. Alceste, esposa de Admeto, estava morrendo e então Tânato é enviado para pegar a alma de Alceste, mas Héracles o expulsa de lá.
Tânatos e Macária
Tânatos, certa vez conheceu Macária, deusa da boa morte e filha de Hades e Perséfone. Tânatos foi apaixonado pela deusa, ela também fora apaixonada por Tânatos. Mas os dois não poderiam ficar juntos, devido a Tânatos ser extremamente focado em seu trabalho. Então Macária e Tânatos juraram que mesmo não podendo estar juntos ficariam próximos um do outro. Tânatos e Macária falaram sobre o rio Estige: "Então que cavem duas sepulturas, se eu morrer eu prometo que acordarei do seu lado."

Que sejam prospero.
Raffi Souza.